
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Papa afirma que família é fator fundamental para construir paz

domingo, 24 de fevereiro de 2008
EU QUERO UM FILHO

Salesianos se reúnem para refletir sobre a necessidade dos jovens

Uma peregrinação de três dias nos lugares de Dom Bosco, Roma, abre o 26º Capítulo-geral da Congregação Salesiana.O Capítulo traz o tema "Da mihi animas, cetera tolle" (Entrega-me as pessoas e fica com os bens), lema que Dom Bosco escolheu para a sua ação pastoral e, depois, para a Congregação Salesiana. Esta frase expressa o programa espiritual e pastoral de Dom Bosco e condensa a identidade carismática e a paixão apostólica do salesiano.Os 233 salesianos, provenientes de todas as partes do mundo, se reunirão com o reitor-mor, Pe. Pascual Chávez Villanueva, para refletir juntos sobre como responder às necessidades dos jovens de hoje.A abertura do Capítulo será precedida por uma série de encontros, que envolverá os capitulares numa peregrinação aos lugares salesianos. Neste sábado, o reitor celebrará a Eucaristia na igreja de São Francisco de Assis. Depois, passarão por Turim e o capítulo-geral prosseguirá em Roma, com uma avaliação da situação dos salesianos, seguidos por exercícios espirituais.Os trabalhos do capítulo serão inaugurados em Roma no dia 3 de março e se concluirão no dia 12 de abril.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
MENSAGEM DO DIA 23/02

Bento XVI convida fiéis a traduzir fé em gestos concretos

Por ocasião da festa da Cátedra de São Pedro, Bento XVI recebeu esta manhã uma delegação de sócios do chamado "Círculo São Pedro", evocando o serviço desenvolvido por esta associação "sempre se distinguiu pela incondicional fidelidade à Igreja e ao seu Pastor universal"."Nas suas várias articulações, este serviço constitui um apostolado muito apreciado e oferece um testemunho constante do vosso amor à Igreja e em especial à Santa Sé”, expressou o Papa.O Círculo de São Pedro é uma instituição de solidariedade criada em 1869 por vontade do Beato Pio IX, que desejava levar os jovens católicos de Roma a empenharem-se ao serviço dos mais pobres e sofredores da Cidade, como expressão da caridade do Papa.O Papa agradeceu as muitas iniciativas que esta instituição promove "com espírito evangélico e sentido eclesial"."Poderíamos quase dizer que tudo o que fazeis é em nome do próprio Papa que o realizais, pois o vosso esforço é ir ao encontro das necessidades de tantos pobres que vivem nesta cidade", afirmou Bento XVI.O Papa sublinhou que a fé e o amor que os cristãos sentem por Deus chama-os a "traduzí-lo em gestos concretos de atenção às pessoas que encontramos, especialmente às que atravessam momentos de prova, porque no rosto de cada pessoa, mais ainda se necessitada, brilha o rosto de Cristo".
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
MENSAGEM DO DIA 21.02

Dom Paulo Machado toma posse da diocese de Uberlândia
No próximo dia 22, dom Paulo Francisco Machado tomará posse da diocese de Uberlândia (MG). A celebração solene acontecerá às 19h, no Ginásio Tancredo Neves.Além de autoridades políticas, civis, militares, estarão presentes os arcebispos de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo; de Montes Claros (MG), dom José Alberto Moura; de Juiz de Fora, dom Eurico dos Santos Veloso; de Uberaba, dom Aloísio Roque Oppermann.
Dom Paulo Francisco foi nomeado bispo da diocese de Uberlândia, pelo papa Bento XVI, no dia 2 de janeiro deste ano. Até então, era bispo auxiliar da arquidiocese de Juiz de Fora.
Fátima celebra festa dos Pastorinhos Francisco e Jacinta
Na manhã desta quarta-feira, 20, o Santuário de Fátima, Portugal, viveu um dia especial de celebração pela Festa Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, os pastorinhos. A Santa Missa, presidida pelo Monsenhor Luciano Guerra, Reitor do Santuário de Fátima, foi realizada na Igreja da Santíssima Trindade e, ao final da Celebração Eucarística, todos os meninos e meninas, alguns ainda bebês, foram convidados a subir ao altar para receber a bênção.Em sua homilia, Dom Luciano, dirigiu-se quase em exclusivo às crianças, recordando a história das aparições do Anjo e de Nossa Senhora, falou-lhes sobre a aldeia onde nasceram os Pastorinhos (Aljustrel), pediu-lhes que rezassem, tal como faziam os pequenos Três Pastorinhos de Fátima, e rezou com todos os presentes as duas orações que o Anjo ensinou a Lúcia, Francisco e Jacinta, em 1916:"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão por aqueles que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam"."Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores".Aos pais e educadores, pediu que, para além de cuidarem dos aspectos físicos, como a saúde e a educação dos filhos, não descuidassem "a educação espiritual", isto porque as crianças têm "necessidade de transcendência", "de crescer em idade, em sabedoria e em graça", como Jesus, e de sentir que há alguém superior que nos governa".20 de Fevereiro de 2008 é a data do 88º aniversário da morte da Beata Jacinta Marto, que morreu santamente em 1920, pouco antes de completar os 10 anos de idade, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, depois de uma longa e dolorosa doença, oferecendo todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Padre.Frente Parlamentar em Defesa da Vida quer CPI do aborto
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
MENSAGEM DO DIA

Carta aos presbíteros é aprovada no ENP
Os participantes do 12º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP) aprovaram, na manhã desta terça-feira, 19, uma carta que será enviada a todos os padres do Brasil. “O 12º ENP foi muito importante, um momento privilegiado da busca de nossa identidade e desejo de melhor compreender a nossa missão no mundo de hoje”, diz o texto.“Conclamamos todos os irmãos presbíteros deste país, para que com coragem, ânimo e ousadia vivamos nosso ministério presbiteral, assumindo a opção pelos pobres, a caminhada das mulheres nas comunidades e o jeito CEBs de ser Igreja”, conlcui a carta.
O encontro teve início no dia 13 e terminou por volta das 11:30h desta terça-feira com a posse da nova diretoria da Comissão Nacional de Presbíteros (CNP). O novo presidente, padre Francisco dos Santos assumiu a presidência da CNP prometendo trabalhar em união com os padres. “Estou a serviço de todos os presbíteros do Brasil”, afirmou.
Os padres aprovaram também um texto contendo a síntese das reflexões do encontro e pistas de ação para serem debatidas pelos padres em suas dioceses.. O texto, na íntegra, será divulgado posteriormente pela CNP.
Participaram do encontro 451 pessoas, sendo 411 padres dos quais 393 eram delegados; nove bispos e 31 convidados. Abaixo, a íntegra da carta.
CARTA DO 12° ENCONTRO NACIONAL DE PRESBÍTEROS
Estimado Irmão Presbítero!
Nós, 430 presbíteros delegados vindos das Dioceses do Brasil, reunidos de 13 a 19 de fevereiro de 2008, em Itaici - Indaiatuba (SP), no 12° Encontro Nacional de Presbíteros nos dirigimos fraternalmente a você. Refletimos, à luz da Conferência de Aparecida, o tema: “Presbíteros, Discípulos e Missionários de Jesus Cristo na América Latina”, e o lema: “chamou-os para estar com Ele e enviá-los em missão” (cf. Mc 3,13-14). O encontro foi um momento oportuno de partilha de experiências e sonhos que acalentam nossa vida e ministério presbiteral. Além dos delegados, tivemos a presença de representantes: dos alunos do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, dos seminaristas, dos diáconos, do Instituto Mariama, da Associação Nacional de Presbíteros do Brasil, da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil, da Associação Rumos - padres casados, da Comissão Nacional dos Diáconos, da Conferência Nacional dos Institutos Seculares, bem como de assessores, de bispos referenciais, do presidente da CMOVC, Dom Esmeraldo Farias Barreto, de Dom Dimas Lara Barbosa, secretário geral da CNBB e do cardeal Dom Cláudio Hummes, Prefeito da Congregação para o Clero, que ajudaram no aprofundamento da reflexão. Menção especial merece o querido Dom Moacyr Grechi que orientou o dia de retiro.
Vivemos numa sociedade capitalista e globalizada que se expressa em vários contextos complexos, dinâmicos, envolventes e que ocasionam uma grande angústia, pois nossos irmãos e irmãs, em número muito elevado, não têm acesso à cidadania e aos bens essenciais para a vida com dignidade. Com relação à ecologia, sentimos uma grande indignação com o processo de destruição da natureza. A nossa Igreja, não raro, aparece com estruturas “pesadas” e com dificuldade para ser fiel à dinâmica de Jesus e ao projeto do Reino de Deus e a sua justiça (cf. Mt 6,33).
Reportamo-nos à Conferência de Aparecida, que confirmou o caminho traçado no Concílio Vaticano II e nas Conferências de Medellín e Puebla, nos interpelando para sermos discípulos missionários. Neste sentido, reconhecemos a necessidade de uma conversão pessoal e pastoral que nos possibilite ser:
Presbíteros-discípulos abertos para acolher o chamado do Deus Trindade e compassivos aos clamores dos irmãos e irmãs, que solicitam posturas semelhantes às do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). A renovação da Igreja exige que sejamos autênticos discípulos de Jesus Cristo, porque só um presbítero apaixonado por Jesus poderá renovar uma paróquia e toda a sua ação pastoral (cf. DA 201).
Presbíteros-profetas que, em comunhão, assumamos continuamente os valores fundamentais da vida, do projeto de Deus e da dignidade humana e denunciemos tudo o que destrói a imagem de Deus nos irmãos e irmãs mais pobres. Neste sentido, surge o grande desafio de “trabalhar para que nossa Igreja Latino-americana e Caribenha continue sendo, com maior afinco, companheira de caminho de nossos irmãos mais pobres, inclusive até o martírio” (DA 396).
Presbíteros-missionários movidos pelo Mestre Jesus na perspectiva do Reino de Deus para que possamos cuidar do povo, procurando os afastados e construindo relações fraternas. Isto implica que a Igreja saia de uma pastoral de manutenção com estruturas pesadas e ultrapassadas e passe para uma pastoral renovada, missionária, ministerial, servidora do povo, acolhedora e misericordiosa (cf. DA 365).
O poeta nos ensina: “caminheiro não há caminho, o caminho se faz...” Em nossa vida presbiteral, encontramos muitos testemunhos de evangelizadores, profetas, mártires, missionários como Pe. Alberto Antoniazzi, Pe. Cícero, Pe. Ibiapina, Pe. Josimo Moraes Tavares, D. Helder Câmera, Dom Ivo Lorscheiter, Dom Aloísio Lorscheider, Dom Luciano Mendes de Almeida, Ir. Dorothy Stang..., que nos enchem de esperança. E, em cada Diocese, encontramos grandes referenciais igualmente significativos. Celebramos, ainda, os 80 anos do poeta-profeta-pastor Dom Pedro Casaldáliga e expressamos a solidariedade aos perseguidos na pessoa do Pe. Júlio Lancelotti e do Dom Luis Flávio Cappio.
Nossa formação de presbíteros, inicial e permanente, mereceu atenção no encontro. Há uma necessidade de definir melhor o perfil e o rosto de nossa Igreja para qualificar a identidade presbiteral. Há preocupação de formar padres para os grandes centros urbanos, favelas, grupos de espiritualidades diferentes... Com mesma intensidade sentimos o apelo que vem dos leigos, que esperam formação, estímulo e participação nas decisões e serviços da Igreja.
A Pastoral Presbiteral foi fortalecida no encontro e tem um grande desafio de continuar promovendo a sintonia e a fraternidade entre os padres. Devemos nos encontrar mais, partilhar a vida, reconhecer os diferentes carismas, sermos mais irmãos, amigos e solidários. E para que esse trabalho seja desenvolvido foi eleita a nova coordenação da Comissão Nacional dos Presbíteros, assim constituída: Pe. Francisco dos Santos, presidente; Pe. Lázaro Silva Muniz, vice-presidente e Pe. Mário Spaki, secretário. É fundamental que em cada Diocese a Pastoral Presbiteral também esteja organizada.
O 12º ENP foi muito importante, um momento privilegiado da busca de nossa identidade e desejo de melhor compreender a nossa missão no mundo de hoje. Defendemos a vida como um dom de amor que não tem fim, por isso, acreditamos que somos capazes de transformar as relações entre as pessoas e as relações do ser humano com a natureza e transformar a sociedade excludente. Essa luta é constitutiva da missão.
Animados pelas grandes intuições de Aparecida, nos sentimos chamados a ser cada vez mais presbíteros discípulos missionários. Por isso, conclamamos todos os irmãos presbíteros deste país, para que com coragem, ânimo e ousadia vivamos nosso ministério presbiteral, assumindo a opção pelos pobres, a caminhada das mulheres nas comunidades e o jeito CEBs de ser Igreja. Agradecemos a todos que estiveram unidos a nós, nestes dias com suas orações. Renovamos a esperança de que Maria, Estrela da evangelização, continue sendo a modelo de discípula missionária a nos incentivar e encorajar nosso ser e ministério presbiteral.
Caro irmão presbítero, receba nosso abraço fraterno!Presbíteros participantes do 12º ENP
Espírito Santo suscita novas formas de consagração", diz Papa
Durante uma audiência aos membros do Conselho para as relações entre a Congregação para os Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica e as Uniões Internacionais dos Superiores e Superioras Gerais, Bento XVI mostrou-se crítico com relação aos efeitos do “processo de secularização” das nossas sociedades nas comunidades de religiosos e religiosas em todo o mundo. Segundo números divulgados recentemente pelo Vaticano, existem mais de 945 mil consagrados e consagradas.Bento XVI observou que “o processo de secularização que avança na cultura contemporânea não poupa as comunidades religiosas”.Segundo o Papa, contudo, há “crescentes sinais de um providencial despertar, que suscita motivos de esperança”.“O Espírito Santo – afirmou - sopra com força, por toda a parte na Igreja, suscitando novo empenho de fidelidade nos Institutos históricos e também em novas formas de consagração religiosa em sintonia com as exigências dos tempos. Hoje em dia, como em todas as épocas, não faltam almas generosas dispostas a abandonar tudo e todos para abraçar Cristo e o seu Evangelho, consagrando ao Seu serviço a existência, em comunidades marcadas pelo entusiasmo, a generosidade, a alegria”.Característica das novas experiências de Vida Consagrada – observou Bento XVI – é “o desejo comum, partilhado com pronta adesão, de pobreza evangélica praticada de maneira radical, amor fiel à Igreja e generosa dedicação ao próximo necessitado, com especial atenção às pobrezas espirituais tão presentes na nossa época”.O Papa sublinhou que os Institutos que registam mais vocações são precisamente os que conservaram ou escolheram um teor de vida austero, fiel ao Evangelho radicalmente vivido. No caso das Ordens e Congregações com uma longa tradição na Igreja, tanto masculinas como femininas, praticamente todas passaram nas últimas décadas por uma difícil crise devida ao envelhecimento dos seus membros, diminuição das vocações e por vezes também uma espécie de “cansaço” espiritual e carismático.Um despertar e uma renovação têm sempre correspondido à redescoberta do carisma da fundação, ligado a um melhor conhecimento do Fundador ou Fundadora, contribuindo para um novo impulso ascético, apostólico e missionário. “É por este caminho que há que continuar a caminhar, pedindo ao Senhor que leve a pleno cumprimento a obra por ele iniciada”, concluiu o Papa. A definição de religioso/religiosa é, na linguagem oficial da Igreja, englobra os fiéis que, por votos ou outros vínculos, de acordo com as próprias leis dos institutos, professam observar os conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência e pela caridade, a que os mesmos conduzem, se unem de um modo especial à Igreja e ao seu mistério.Jovens brasileiros preparam-se para teleconferência com Papa
Jovens brasileiros que participam da vida de Igreja por meio de Movimentos e paróquias preparam suas caravanas para ir ao Santuário de Aparecida no dia 1 de março, para participar de uma teleconferência com Bento XVI.Trata-se da Jornada Universitária da Europa e da América, que, nesta edição, pela primeira vez reúne jovens de diferentes partes do mundo. O evento, organizado pela Santa Sé e o setor da Juventude do Vicariato de Roma, antes era limitado à Europa.Estarão conectadas via satélite com Roma para momentos de oração e reflexão com o Papa as cidades de Avignon (França), Minsk (Bielorrússia), Bucarest (Romênia), Toledo (Espanha), Nápoles (Itália), Washington DC (Estados Unidos), Havana (Cuba), Cidade do México (México), Loja (Equador) e Aparecida (Brasil).Sob o tema "Europa e América juntas pela construção da Civilização do Amor", são esperados cerca de 10 mil jovens no Santuário de Aparecida, SP, para o dia de festaEncontro reúne coordenadores regionais da Animação Bíblico-Caquética
Coordenadores da Animação Bíblico-Catequética nos Regionais da CNBB estiveram reunidos, de 15 a 17 de fevereiro, na Casa de Retiros Assunção, em Brasília, para discutir diversas questões como o texto-base do Ano Catequético Nacional (2009); as novas diretrizes e a leitura catequética do Documento de Aparecida.Durante o encontro, os participantes também refletiram sobre os desdobramentos do Ano Catequético nos Regionais; partilharam a caminhada da Animação Bíblico-Catequética e trataram da 3ª Semana Brasileira de Catequese.
A assessoria do evento ficou sob responsabilidade do bispo de Goiás (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, dom Eugenio Rixen e dos assessores Pe. Videlson Teles de Meneses, Ir. Zélia Batista e Ir. Maria Aparecida Barboza.
Segundo Ir. Zélia, “o encontro teve a expressiva participação das coordenações regionais que tiveram a oportunidade de estudar o texto-base: Catequese - Caminho para o Discipulado e Missão, inspirado no texto bíblico de Lc 24,13-35. O caminho dos discípulos de Emaús continua sendo itinerário de educação da fé para todos os discípulos/as e missionários/as de Jesus Cristo, hoje, numa Igreja que faz a sua opção pela vida”. “É com esta motivação que toda a Igreja é conclamada a participar do Ano Catequético Nacional, desde as comunidades, lideranças, pastorais, movimentos, e, de modo especial, os milhares de catequistas espalhados pelo nosso imenso Brasil. O Ano Catequético Nacional terá a sua culminância na 3ª Semana Brasileira de Catequese, que acontecerá de 08 a 12 de outubro de 2009 em Itaici (SP)”, afirma Ir. Zélia.
BISPO DE SANTA CLARA ANUNCIA INAUGURAÇÃO DE ESTÁTUA DE JOÃO PAULO II
O bispo da cidade cubana de Santa Clara, Dom Marcelo Arturo González Amador, anunciou ontem a inauguração do monumento em homenagem ao falecido papa João Paulo II, que será feita em sua diocese no próximo dia 23 de fevereiro."O monumento será um legado às gerações futuras, para Cuba e para a Igreja cubana", declarou o bispo. Dom González Amador destacou que o monumento vai ficar no mesmo lugar em que João Paulo II celebrou sua primeira missa em Cuba, em janeiro de 1998.O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, chegará a Havana amanhã, quarta-feira, por ocasião dos dez anos da viagem de João Paulo II a Cuba, e celebrará missas na capital cubana no dia 21, e em Santa Clara no dia 23, onde vai abençoar o monumento. Depois, visitará cidades do leste cubano e deixará a Ilha no dia 26 de fevereiro.Para Dom González Amador, "aquela visita não está somente na memória dos católicos cubanos, uma vez que o magistério do falecido pontífice também tem plena vigência e atualidade". O bispo de Santa Clara afirmou que o plano pastoral da Igreja católica em Cuba continua na linha de João Paulo II, fortalecido e animado pelo atual papa Bento XVI.Sobre o Cardeal Bertone, Dom González Amador assegurou que ele "conhece e gosta dos cubanos", e recordou que esta será sua terceira visita a Cuba: "A primeira ocorreu em 2002, quando presidia a Congregação para a Doutrina da Fé, e a segunda em 2005, quando era arcebispo de Gênova". (CM/BF)terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
MENSAGEM DO DIA

Referência: Canto de paz
Novo presidente da Comissão de Presbíteros é do Regional Leste 2
A Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), órgão de articulação dos padres do Brasil vinculado à CNBB, já tem seu novo presidente. Com 206 votos, foi eleito o padre Francisco dos Santos, (foto) pároco de Muzambinho (MG), da diocese de Guaxupé (MG), Regional Leste 2 da CNBB (Minas Gerais e Espírito Santo).A eleição só se definiu no terceiro escrutínio quando era necessária a metade dos votos mais um. Nos escrutínios anteriores nenhum dos candidatos obteve os 2/3 requeridos pelo regimento eleitoral.
O segundo colocado, padre Alexandre José de Albuquerque, de Rio das Ostras (RJ), obteve 105 votos. O resultado, proclamado às 12:20h, foi recebido com entusiasmo pelos eleitores. À tarde, o processo eleitoral continua para a escolha do vice-presidente e secretário da CNP. Os nomes dos eleitos deverão ser homologados pela Comissão de Presbíteros que é composta pelos presidentes dos 17 Regionais da CNBB e a posse será amanhã, às 10:30h, no encerramento do encontro.
Eleitos vice-presidente e secretário da CNP

Os padres Lázaro Silva Muniz (E) e Mário Spaki (D) foram eleitos, respectivamente, vice-presidente e secretário da Comissão Nacional de Presbíteros. Foi eleito presidente, com 260 votos, o padre Francisco dos Santos, de Muzambinho (MG).Padre Lázaro é de Salvador (BA), presidente da Comissão de Presbíteros do Regional Norteste 3 (Bahia e Sergipe) e obteve 313 votos. Já o padre Mário foi eleito com 321. Ele é de Ponta Grossa (PR) e preside a Comissão de Presbíteros do Regional Sul 2 (Paraná). Os nomes dos eleitos já foram homologados pela CNP e a posse ocorre amanhã, às 10:30h. O mandato da nova diretoria tem duração de quatro anos e nenhum deles pode ser reeleito
São Paulo tem primeira pós-graduação em Catequese do Estado
O Centro Universitário Salesiano (Unisal), o Regional Sul I da CNBB (São Paulo) e a arquidiocese de São Paulo deram início, no último dia 16, ao primeiro Curso de Pós-Graduação em Catequese no Estado de São Paulo.Com duração de três semestres letivos, o curso reúne um grupo de 40 alunos de diversas dioceses do Estado.
De acordo com um dos coordenadores do evento, padre Humberto Carvalho, a finalidade “é subsidiar especialistas na área da Catequese e capacitá-los para promover ações educativas da fé em resposta ao contexto histórico atual, além de propiciar um conhecimento interdisciplinar sobre Catequese, articulando as disciplinas de Teologia, Pedagogia, Ética, Sociologia e Psicologia no processo de ensino e aprendizagem”.
As aulas acontecem uma vez por mês (sábado e domingo), na Cúria da Região Episcopal Santana. Informações: (11) 36490200 ou no site http://www.pio.unisal.br/
Arquidiocese de São Paulo oferece cursos sobre Pascom e Fé e Política
No encontro, os participantes irão aprender sobre o que é comunicação e sua história, assim como sobre os meios de comunicação e o processo de produção de notícias; a elaboração de jornal mural, boletim paroquial e a criação da (Pascom).
O curso acontecerá no Centro Pastoral Santana, na Região Episcopal Santana. Informações: (11) 6991-5335.
Fé e Política
Outro curso oferecido pela arquidiocese de São Paulo, por meio da Pastoral Fé e Política, da Comissão Justiça e Paz e das Faculdades Integradas Claretianas é o de Extensão Fé e Política, que pretende colaborar para a formação cidadã de agentes de comunidades, movimentos sociais e lideranças. O evento apresentará o tema “Formando cidadãos para uma cidade onde todos os direitos sejam para todos” e terá início no dia 21 de fevereiro.
A duração do curso é de dois semestres, com aulas semanais às quintas-feiras. À luz da Doutrina Social da Igreja, nos encontros serão tratados assuntos relacionados à bioética, à dimensão ética da política e à garantia dos direitos sociais.
Este curso destina-se aos cristãos e católicos, em particular, incluindo agentes de pastoral e de movimentos sociais e religiosos.
Pastoral da Juventude do Norte II elege coordenação regional
“Juventude: Profetismo na Amazônia”. Este foi o tema da 8ª Assembléia da Pastoral da Juventude do Regional Norte II da CNBB (Pará e Amapá), que reuniu coordenadores e agentes da PJ, de 6 a 10 de fevereiro, em Marabá (PA).Durante o evento, os participantes refletiram sobre a realidade dos jovens no Estado do Pará, assim como os desafios que interpelam a caminhada. Além disso, elaboraram o novo Plano Trienal, composto pelos desafios, estratégias e ações gerais que guiarão a Pastoral no Regional.
O bispo referencial da PJ no Norte II, dom Pedro Conti, e a secretária nacional, Hildete Emanuelle, acompanharam o encontro.Na ocasião, os participantes elegeram a coordenação regional , que ficou assim constituída: secretária da PJ, Gilda de Freitas Lima, da diocese de Marabá; coordenador, Fábio José, da prelazia do Xingu e assessores, Paulo César, também do Xingu e Denny Ferreira, da arquidiocese de Belém.
BENTO XVI RETOMA AUDIÊNCIAS, NO VATICANO, APÓS EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS: REFLEXÃO DO CARDEAL COMASTRI
Bento XVI, após a semana de exercícios espirituais, retomou esta manhã as audiências, no Vaticano, encontrando os membros do Conselho para as relações entre a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e as Uniões Internacionais dos Superiores e das Superioras Gerais.Ontem, no Angelus dominical, o papa renovou o seu convite a viver esta Quaresma em profundo recolhimento espiritual, fazendo jejum, em particular, de imagens e barulhos. De fato, este tempo que precede a Páscoa _ escreveu na Mensagem para a Quaresma _ nos oferece "uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser cristão".Também participou dos exercícios espirituais, concluídos neste sábado, no Vaticano, o arcipreste da Basílica de São Pedro, Cardeal Angelo Comastri. A Rádio Vaticano perguntou ao purpurado qual a importância dos exercícios na vida de um cristão. Eis o que ele nos disse:Cardeal Angelo Comastri:- "Os exercícios espirituais são um tempo particularmente intenso a ser dedicado ao Senhor, para colocar-nos justamente sob a luz de Deus, de modo a ver todas as manchas que foram feitas, depositadas em nossa vida. Por outro lado, não esqueçamos que Jesus passava noites inteiras em oração. Jesus, antes de afrontar a grande luta da Paixão, vai ao horto das oliveiras para rezar. O cristão justamente na medida na qual quer ser discípulo de Jesus deve imergir-se na oração. E os exercícios espirituais são um tempo de imersão profunda na oração, de modo que daqueles dias tão fortes e tão intensos se consiga um grande impulso para seguir o Senhor com maior convicção, com maior coerência."P. Acolhamos Cristo, nosso sumo Sacerdote: os exercícios espirituais partiram dessa reflexão. Significa que o acolhimento é um ponto focal do período quaresmal?Cardeal Angelo Comastri.- "Certamente, o primeiro acolhimento é o acolhimento de Deus. Deus veio ao nosso encontro em Jesus Cristo. Mas Deus não força as portas. No livro do Apocalipse encontram-se estas palavras impressionantes e é Jesus quem fala: 'Eis que estou à porta e bato'. Portanto, não força as portas, Deus bate. Mas se a porta permanece fechada, Deus não entra. O tempo da Quaresma é o tempo para abrir verdadeiramente a porta ao Senhor, para acolher o Senhor. E o acolhimento do Senhor se dá na oração, mas depois a oração se dá na caridade. Se tenho Deus dentro de mim, queimo de amor. Como Maria, que após ter dado o seu sim na casinha de Nazaré, logo se coloca em viagem para ir servir Isabel. O dinamismo da vida cristã é isto: de joelhos na humildade para acolher Deus e, logo depois, de pé, para ir viver a caridade que Deus coloca dentro de nós."P. Cardeal Comastri, os exercícios espirituais envolvem também o papa e a Cúria Romana. Como o senhor vive esse momento que precede a Páscoa?Cardeal Angelo Comastri:- "Também nós que nos consagramos ao Senhor podemos colher pó. Também nós podemos atenuar o entusiasmo. Também nós podemos perder dentro de nós um impulso forte no servir o Senhor. Então é preciso motivar novamente o nosso seguimento do Senhor, purificar-nos de tantas pequenas presenças de orgulho, de vaidade, de incoerência. Todos precisamos nos colocar novamente no caminho rumo ao Senhor, nós por primeiro. O papa sente necessidade disso, e todos nós também devemos sentir essa necessidade." (RL)segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Dom Moacyr Grechi orienta retiro do 12º ENP


“Rezar não é falar muito. É fundamental escutar Deus que nos fala na vida e por meio dela. Ele fica como que espreitando uma breha para entrar, para atingir o mais profundo do ser do homem, o coração, e não só a inteligência”, disse o arcebispo. “A palavra coração encontra-se mais de mil vezes na bíblia e significa: o homem todo a partir de dentro”, considerou.
Na tarde de ontem, os participantes do ENP continuaram o debate sobre a missionariedade do presbítero e ouviram a mensagem do representante do Movimentos dos Padres Casados (MPC), Armando Holocheski, e de sua esposa Altiva Holocheski. O casal participa do 12º ENP como convidado e agradece a acolhida por parte dos padres. "Esse é o caminho para concretizar o Documento de Aparecida que, no n. 200, solicita a cada diocese, da América Latina e do Caribe, estabelecer com os presbíteros que se desligaram do ministério canônico relações de fraternidade e mútua colaboração”, disse Holocheski. Hoje, 18, o encontro prossegue com as eleições para os cargos da diretoria da Comissão Nacional de Presbíteros e outros encaminhamentos. Uma carta dirigida a todos os padres do país deverá ser aprovada pelos participantes do ENP e divulgada no encerramento, na terça-feira, 19.
Jornalista Lolo tem milagre reconhecido
No último sábado, 15, se reuniu a comissão de teólogos convocada pela Congreagção para as Causas dos Santos para estudar uma cura cientificamente inexplicável atribuída ao jornalista espanhol Manuel Lozano Garrido, conhecido como Lolo.O resultado da votação foi de aprovação por unanimidade. Para as próximas semanas, espera-se a convocação da sessão ordinária dos cardeais e bispos que serão chamados a dar seu parecer.Em 17 de dezembro de 2007, Bento XVI aprovou o decreto de reconhecimento da vida e das virtudes heróicas pelo qual lhe outorgava o título de venerável. Em 17 de janeiro passado, uma comissão médica reconheceu como cientificamente inexplicável uma cura atribuída a Lolo.Trata-se da cura do menino Rogelio de Haro Sagra, de "sepse por germes gram-negativos", que aconteceu em 1972, quando ele tinha dois anos e meio. Hoje ele é árbitro internacional de tênis.Lolo nasceu em Linares (Jaén), em 9 de agosto de 1920, e morreu na mesma cidade em 3 de novembro de 1971.Ingressou no aspirantado da Ação Católica aos 11 anos, adquirindo em seu seio uma profunda formação espiritual que o fez viver com alegria sua doença. Durante os longos anos de enfermidade, recebia diariamente a Eucaristia, à qual tinha uma grande devoção.Durante a Guerra Civil Espanhola, sendo Lolo ainda adolescente, distribuía a Comunhão a pessoas que sofriam reclusão, que ele também sofreu por causa de seus ideais cristãos. Foi acentuada sua devoção a Nossa Senhora, a quem rezava diariamente o terço e a quem dedicou alguns de seus escritos.Começou a desenvolver seu trabalho profissional como jornalista em meios de comunicação como o jornal Ya, Telva, Vida Nueva, a agência Prensa Asociada, Signo entre outros.Sua enfermidade começou em 1942 e um ano depois já tinha uma invalidez absoluta. Em 1962, ele ficou cego.Apesar de sua doença, recebeu importantes reconhecimentos profissionais, como o Prêmio Bravo.Em 1956, fundou a Revista Sinai para enfermos.Algumas de suas obras: A cadeira de rodas; As estrelas são vistas à noite; Contos em "lá" sostenido.Papa preocupado com o Líbano
Bento XVI manifestou este Domingo a sua preocupação com o persistente clima de tensão no Líbano, um país que desde há quase três meses não consegue eleger o chefe de Estado.“Os esforços no sentido de superar a crise, e o apoio oferecido por numerosos representantes de relevo da comunidade internacional, embora não tenham atingido um resultado, mostram a intenção de encontrar um Presidente que seja tal para todos os libaneses e assim lançar as bases para superar as divisões existentes”, apontou, após a recitação do Angelus.
O Líbano está mergulhado numa grave crise política e de segurança associada à partilha de poder entre a maioria e a oposição, considerada a mais grave desde o fim da guerra civil (1975-1990). O país está sem chefe de Estado desde 24 de Novembro de 2007.
O Papa disse aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro que “não faltam também motivos de preocupação, sobretudo por causa de uma insólita violência verbal ou até mesmo daqueles que colocam a sua confiança na força das armas e na eliminação física dos adversários”.
“Juntamente com o Patriarca maronita e todos os Bispos libaneses, peço-vos para vos unirdes à minha súplica a Nossa Senhora do Líbano, para que encoraje os cidadãos daquela querida nação, e em particular os políticos, a trabalharem com tenacidade a favor da reconciliação, de um diálogo verdadeiramente sincero, da convivência pacifica e do bem de uma pátria profundamente sentida como comum”, disse.
Antes, no início do Angelus, o Papa afirmou que “é necessário passar através de muitas tribulações para chegar ao Reino de Deus”.
No regresso aos compromissos oficiais, após uma semana de “exercícios espirituais”, Bento XVI quis lembrar os fiéis de todo o mundo que “para entrar na vida eterna é necessário escutar Jesus, segui-lo no caminho da Cruz, levando no coração, como Ele, a esperança na ressurreição”.
Na sua reflexão, o Papa ligou dois episódios do Evangelho: a tentação de Jesus no deserto e a transfiguração que a liturgia da Palavra deste II Domingo da Quaresma nos propõe hoje.
“A luta de Jesus com o tentador, é o prelúdio do grande duelo final da Paixão, enquanto a luz do seu Corpo transfigurado antecipa a glória da Ressurreição, e a transfiguração é antecipação da ressurreição, mas esta pressupõe a morte. Jesus manifesta aos Apóstolos a sua glória, para que tenham a força de enfrentar o escândalo da cruz”, referiu.
Da janela dos seus aposentos no Palácio Apostólico Bento XVI quis agradecer a todos aqueles que rezaram por ele e pelos seus colaboradores durante os exercícios espirituais desta semana: “Que Deus os recompense por esta generosidade”
No final deste encontro, o Papa deixou “um pensamento especial para os familiares das pessoas desaparecidas a 4 de Janeiro na Venezuela, assegurando a minha oração”.
(Com Rádio Vaticano) FOTO: Lusa
Kosovo: Vaticano apela à prudência
Parlamento kosovar aprovou por unanimidade e aclamação a declaração unilateral de independência desta provínciaO Vaticano apelou à prudência a respeito da declaração unilateral de independência aprovada este Domingo por unanimidade e aclamação pelo Parlamento do Kosovo, província sérvia de população maioritariamente albanesa.
Numa declaração do Pe. Federico Lombardi, director dos serviços de informação do Vaticano, pode ler-se que a Santa Sé “convida em particular os responsáveis políticos da Sérvia e do Kosovo à prudência e à moderação”.
Para a Santa Sé é essencial “um compromisso decidido para esconjurar reacções extremistas e derivações violentas, de modo a que se criem a partir de agora as premissas para um futuro de respeito, de reconciliação e de colaboração”.
Depois de assegurar que estes desenvolvimentos foram seguidos com a máxima atenção no Vaticano, o comunicado faz votos de que “o sentido de responsabilidade e o espírito de paz prevaleçam sobre qualquer outro comportamento, seja da parte dos governantes, seja da parte das populações implicadas”.
Sobre o eventual reconhecimento desta declaração de independência, o porta-voz do Vaticano não é completamente explícito: “A declaração unilateral de independência kosovar – que se apoia nas recomendações contidas no plano do mediador das Nações Unidas, Martti Ahtisari – cria uma situação nova, que será naturalmente seguida com grande atenção pela Santa Sé, a qual deverá também avaliar eventuais pedidos que lhe possam chegar a este respeito”.
Bento XVI, pode ler-se, “continua a considerar com afecto as populações da Sérvia e do Kosovo, está próxima delas, e assegura as suas orações neste momento essencial da sua história”.
Segundo o Pe. Lombardi, é necessário dedicar uma atenção especial à “salvaguarda da democracia e do Estado de direito”, com o respeito pelos “padrões internacionais relativos ao respeito pelas minorias, sem distinção de etnia, de religião, de língua ou de nacionalidade” no Kosovo.
No início deste mês, Bento XVI recebeu o Presidente do Kosovo, Fatmir Sejdiu. Um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé sublinhava que o encontro serviu para dar uma particular atenção aos desenvolvimentos que decorriam na província.
O Vaticano insistiu sempre na necessidade de “garantir a necessidade e o respeito dos direitos dos habitantes”.
No passado dia 7 de Janeiro, o Papa pediu que o estatuto definitivo do Kosovo “tenha em conta as legítimas reivindicações das partes em causa” e garanta “segurança e respeito pelos seus direitos a todos os que habitam nesta terra”.
Bento XVI recebeu em Dezembro de 2007 o presidente albanês, Bamir Topi, no Vaticano, com o qual debateu a situação do Kosovo, segundo um comunicado oficial da Santa Sé. O Papa e Topi falaram “sobre a necessidade, relativamente à organização jurídica definitiva do Kosovo, de que sejam tidas em conta as exigências fundamentais de todos e que seja esconjurado todo o recurso à violência”.
Internacional Octávio Carmo Santa Sé
Papa vai visitar Bush e tratar de liberdade religiosa e paz
domingo, 17 de fevereiro de 2008
12º ENP discute missionariedade do presbítero
O professor e pesquisador na área da missiologia, padre Paulo Suess, assessora o quarto dia do 12º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP), realizado em Itaici, interior de São Paulo, desde o dia 13. Pela manhã, Suess fez a conferência A missionariedade dos presbíteros a partir do Documento de Aparecida. À tarde, ele conduz a plenária, respondendo a questionamentos dos participantes do encontro.“Comparo-me a um acuputurista que, com algumas agulhas, faz circular a energia pelo corpo todo, isto porque o tema é muito amplo”, disse ao introduzir o tema. Segundo Suess, o Documento de Aparecida “serve para nos inspirar e não apenas ficar nele”. Ele chama a atenção para a necessidade de compreender a missão não como um determinado território, mas como a missão recebida pelo nosso batismo. “Neste contexto, somos todos missionários onde quer que estejamos. Porém, a Igreja, quando está ligada ao poder político, não é livre e não é missionária”, ponderou. “A igreja deverá ser a casa dos pobres, a advogada dos justos e dos pobres”, reflete o assessor.
Suess desenvolveu o tema seguindo uma linha histórica a partir do Brasil colonial até os dias de hoje. Ele destacou que o Documento de Aparecida apresenta a missão do presbítero como “um dom para a comunidade”.
Desafio
“Cresceu a população, mas não cresceu proporcionalmente o clero para acompanhar o povo nas diferentes situações, seja no mundo urbano, na migração e suas necessidades”, considerou Suess. Para ele, a Igreja é convocada “a descer ao povo pobre e sofrido” e, para isso, “necessita de missionários místicos e proféticos”.
O missiólogo recordou, ainda, que é preciso valorizar e contar com a força de trabalho dos leigos, mas ressaltou que eles têm outras atividades que os limitam. “Os leigos no mundo urbano lutam das 5h às 20h para sustentar a sua família e isso limita muito sua disponibilidade para o serviço pastoral”, sublinha.
Suess evidenciou também, os compromissos assumidos pelos bispos na Conferência de Aparecida e ressaltou, segundo a mesma Conferência, o dever das paróquias. “A paróquia deve ser a casa dos pobres, o lugar da iniciação cristã, uma igreja que vai até os pobres, acolhe as pessoas e as envia em missão. Ela deve ser uma paróquia Samaritana”, concluiu.
Papa termina exercícios espirituais lembrando exemplo de São Pedro
Concluindo ontem sábado de manhã, 16, os Exercícios Espirituais que lhe foram pregados e à Cúria Romana, Bento XVI recordou a figura de Pedro, bem presente nas meditações desenvolvidas pelo cardeal Albert Vanhoye. Também o primeiro dos apóstolos (observou) teve que "escutar a voz do Senhor e aprender de novo que coisa é o seu – e nosso – sacerdócio".Agradecendo ao cardeal Vanhoye pela "grande competência teológica e tanta profundidade espiritual" manifestadas na pregação deste retiro, o Santo Padre improvisou algumas considerações partindo da imagem do lava-pés, tal como se encontra representado nos mosaicos da capela Redemptoris Mater, onde decorriam as pregações do retiro. Através das meditações apresentadas, "foi a imagem de Jesus ajoelhado aos pés de Pedro para lhe lavar os pés o que mais me falou" – confidenciou Bento XVI."Vi que é precisamente aqui, neste comportamento, neste ato de extrema humildade, que se realiza o novo sacerdócio de Jesus. E realiza-se precisamente no ato de solidariedade conosco, com as nossas debilidades, os nossos sofrimentos, as nossas provações, até à morte".Referindo também a figura de Pedro com o dedo na testa, no momento em que pede ao Senhor que lhe lavasse não só os pés, mas também a cabeça e as mãos, observou ainda o Papa:"Parece-me que exprime, para além daquele momento, a dificuldade de São Pedro e de todos os discípulos do Senhor de perceber a surpreendente novidade do sacerdócio de Jesus, deste sacerdócio que é precisamente abaixamento, solidariedade conosco, e assim nos abre o acesso ao verdadeiro santuário, o corpo ressuscitado de Jesus. Em todo o seu tempo de discípulo e, creio eu, até à sua própria crucifixão, São Pedro teve que escutar sempre de novo Jesus, para entrar mais profundamente no sacerdócio de Cristo comunicado aos apóstolos e aos seus sucessores".Rádio Vaticano
PORTA-VOZ DA CASA BRANCA ADIANTA TEMAS DO ENCONTRO ENTRE BUSH E BENTO XVI, EM ABRIL
A Casa Branca informou que na pauta do encontro entre o presidente Bush e Bento XVI estarão a liberdade religiosa e a paz no Oriente Médio. O papa, que visitará Washington e Nova York, se reunirá com Bush no dia 16 de abril, um dia após sua chegada, na primeira viagem aos EUA como pontífice. Nos seis dias programados, Bento XVI se reunirá com representantes católicos norte-americanos e outros líderes religiosos. Além disso, fará um discurso na Organização das Nações Unidas. Bush e Bento XVI, que será o primeiro pontífice a visitar a Casa Branca desde 1979, aprofundarão os temas tratados durante a visita do presidente norte-americano ao Vaticano, em junho de 2007. Ou seja, discutirão "empenhos comuns na busca de metas compartilhadas", adiantou ontem a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. "Essas metas incluem o avanço da paz em todo o Oriente Médio e outras regiões turbulentas, promovendo a compreensão entre crenças e fortalecendo os direitos humanos e a liberdade, especialmente a liberdade religiosa, em todo o mundo", acrescentou a porta-voz. (CM/BF)Participantes do Seminário sobre Pastoral Litúrgica divulgam mensagem final

Terminou ontem, em São Paulo, o Seminário Nacional da Pastoral Litúrgica. Segue, na íntegra, a mensagem final elaborada pelos participantes do evento. Aos agentes da Pastoral Litúrgica do Brasil
Promovido pela Comissão de Liturgia a CNBB, o evento congregou 65 pessoas (bispos, padres, leigos e leigas, religiosos e religiosas) provindas das diversas regiões do país.
Num clima familiar e fraterno, refletiu-se sobre a Pastoral Litúrgica na perspectiva da Formação, Celebração, Inculturação e Organização, perseguindo o seguinte objetivo: Dinamizar a pastoral litúrgica, considerando a prática celebrativa, seu processo de inculturação, a metodologia da formação e a sua organização, para a continuidade da renovação no espírito do Vaticano II, num processo de comunhão e participação, a serviço do fortalecimento do discipulado e do compromisso missionário.
Após 40 anos da Assembléia de Medellín, que abriu horizontes para a Igreja na América Latina, também no que tange à vida litúrgica, este Seminário foi sem dúvida um marco eclesial que vem apontar excelentes pistas para a dinamização da pastoral litúrgica.
Um ponto significativo do Seminário foi a presença e integração das três equipes da Comissão Nacional de Liturgia da CNBB (Pastoral, Música e Espaço).
Depois de ver a realidade da pastoral litúrgica e refletir sobre a mesma, concluiu-se que devemos priorizar os trabalhos em torno da formação, da articulação, da qualificação das celebrações em geral e da inculturação.
Concluiu-se também que este será um compromisso pessoal e das diversas instâncias em nível nacional, regional, diocesano, paroquial e de comunidades.
Os participantes fizeram também um estudo da parte litúrgica do texto provisório das futuras Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, propondo uma série de sugestões.
As reflexões e conclusões do Seminário serão divulgadas para estudo e aplicação nas comunidades.
Concluímos com um hino de gratidão a Deus pela caminhada realizada nas últimas décadas, pelas inúmeras iniciativas realizadas na formação, na organização e qualificação das celebrações, e partimos com a certeza de levar adiante a proposta da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, do Vaticano II, reafirmada e assumida nas Conferências Episcopais latino-americanas.
Dom Joviano de Lima Júnior
Vaticano destaca ação social da Igreja na Índia
Ecclesia
sábado, 16 de fevereiro de 2008
CARD. SCHERER ASSUME TÍTULO CARDINALÍCIO EM ROMA

Santa Sé condena tráfico de seres humanos
Representante do Papa fala num dos fenómenos «mais vergonhosos» do nosso tempo, envolvendo milhões de pessoasO tráfico de seres humanos é um dos fenómenos mais vergonhosos do nosso tempo, denunciou em Viena o Arcebispo Agostino Marchetto, secretário do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI), que se referiu às vítimas deste crime como “os escravos da época moderna”.
A intervenção deste responsável ocorreu no primeiro Fórum Global Contra o Tráfico de Pessoas das Nações Unidas, que decorre desde Quarta-feira na capital da Áustria.
A Santa Sé, disse o representante do Papa, “valoriza e apoia os esforços empreendidos em vários âmbitos para combater o tráfico de seres humanos, que é um problema multidimensional e um dos fenómenos mais vergonhosos do nosso tempo”.
Para o Arcebispo italiano, é preciso ter em consideração “o perigo real sofrido pelas numerosas pessoas que, perante a pobreza, a falta de oportunidades e de coesão social, se vêem obrigadas a deixar os seus países de origem, em busca de um futuro melhor”.
O secretário do CPPMI lembrou outros factores que contribuem para o crescimento deste crime, como os conflitos armados, a ausência de regras específicas e de estruturas socioculturais em vários países, bem como a falta de conhecimento dos próprios direitos por parte das próprias vítimas.
Cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas anualmente de tráfico humano e de suas várias formas de exploração, trabalho forçado ou prostituição, segundo estimativas divulgadas pelas Nações Unidas neste Fórum.
Soluções para o drama
“A Santa Sé alenta todas as iniciativas justas que contribuam para suprimir este fenómeno imoral e criminoso e para promover a recuperação e o bem-estar das vítimas”, referiu D. Marchetto em Viena.
Segundo o representante do Papa neste Fórum, “todos os esforços para enfrentar as actividades criminosas relacionadas com este flagelo (tráfico de seres humanos, ndr) devem centrar-se nos direitos humanos e dirigir-se também aos que protagonizam a procura da exploração sexual”.
O Arcebispo Marchetto destacou em especial, a acção da Igreja junto das mulheres, principais vítimas deste tráfico, com “ajuda material, lares de acolhimento, promoção da reinserção na sociedade” e mesmo auxílio concreto para “escapar de quem as escraviza por meio da violência sexual”.
Noutro âmbito, falou da acção da Igreja Católica em países que sofrem violentos conflitos, como a República Democrática do Congo, a Serra Leoa e a Libéria, para salvar as crianças-soldado, que acabam também por ser vendidas.
“Admitindo que não existem soluções fáceis, a Santa Sé sublinha a importância de tutelar as vítimas do tráfico de seres humanos, de estabelecer penas justas para castigar este crime e de promover medidas preventivas”, afirmou.
No que se refere à ajuda que se deve oferecer às vítimas, o Arcebispo Marchetto insistiu nos cuidados médicos e psicológicos, bem como nas permissões de residência e de emprego que facilitam a reinserção social.
Por outro lado, afirmou, quando se ajuda estas pessoas a regressarem aos seus países de origem, “é indispensável que se acompanhe esta ajuda com projectos de ajuda e microcréditos”, que se poderiam financiar confiscando “os bens dos próprios traficantes”.
O Fórum que hoje se conclui em Viena reúne mais de mil especialistas de todo o mundo, políticos, organizações não-governamentais e vítimas de tráfico humano, com o objectivo de encontrar formas de combater este fenómeno que, segundo estimativas da ONU, produz lucros que ultrapassam os 31 mil milhões de dólares anuais, mais de 21 mil milhões de euros.
A organização internacional adiantou que 95 por cento das vítimas sofrem violência física ou sexual e que 43 por cento - na sua grande maioria mulheres - são forçadas à prostituição.
De acordo com os dados da ONU, um total de 161 países são afectados por este tipo de crime, seja como países de origem, trânsito ou destino do tráfico de seres humanos.
(Com Rádio Vaticano)
FOTO: UN.GIFT/Mario Romuli
Internacional Octávio Carmo Santa Sé
Horário de verão termina à meia-noite do sábado
Participantes do Seminário sobre Pastoral Litúrgica divulgam mensagem final
Terminou ontem, em São Paulo, o Seminário Nacional da Pastoral Litúrgica. Segue, na íntegra, a mensagem final elaborada pelos participantes do evento.Aos agentes da Pastoral Litúrgica do Brasil:
Comunicamos com alegria a realização do Seminário Nacional de Pastoral Litúrgica, realizado de 11 a 15 de fevereiro de 2008, no Centro de Formação Sagrada Família, em São Paulo.
Promovido pela Comissão de Liturgia a CNBB, o evento congregou 65 pessoas (bispos, padres, leigos e leigas, religiosos e religiosas) provindas das diversas regiões do país.
Num clima familiar e fraterno, refletiu-se sobre a Pastoral Litúrgica na perspectiva da Formação, Celebração, Inculturação e Organização, perseguindo o seguinte objetivo: Dinamizar a pastoral litúrgica, considerando a prática celebrativa, seu processo de inculturação, a metodologia da formação e a sua organização, para a continuidade da renovação no espírito do Vaticano II, num processo de comunhão e participação, a serviço do fortalecimento do discipulado e do compromisso missionário.
Após 40 anos da Assembléia de Medellín, que abriu horizontes para a Igreja na América Latina, também no que tange à vida litúrgica, este Seminário foi sem dúvida um marco eclesial que vem apontar excelentes pistas para a dinamização da pastoral litúrgica.
Um ponto significativo do Seminário foi a presença e integração das três equipes da Comissão Nacional de Liturgia da CNBB (Pastoral, Música e Espaço)
Depois de ver a realidade da pastoral litúrgica e refletir sobre a mesma, concluiu-se que devemos priorizar os trabalhos em torno da formação, da articulação, da qualificação das celebrações em geral e da inculturação.
Concluiu-se também que este será um compromisso pessoal e das diversas instâncias em nível nacional, regional, diocesano, paroquial e de comunidades.
Os participantes fizeram também um estudo da parte litúrgica do texto provisório das futuras Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, propondo uma série de sugestões.
As reflexões e conclusões do Seminário serão divulgadas para estudo e aplicação nas comunidades.
Concluímos com um hino de gratidão a Deus pela caminhada realizada nas últimas décadas, pelas inúmeras iniciativas realizadas na formação, na organização e qualificação das celebrações, e partimos com a certeza de levar adiante a proposta da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, do Vaticano II, reafirmada e assumida nas Conferências Episcopais latino-americanas.
Dom Joviano de Lima Júnior (foto acima)
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Dom Cappio permanece contra a transposição do Rio São Francisco
O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio(Foto), disse nesta quinta-feira,14, que o Governo “faz propaganda enganosa” ao informar que a transposição do Rio São Francisco servirá para acabar com a falta de água que atinge as populações por onde os canais vão passar.“O projeto de transposição tem fins econômicos, para a produção de frutas, para exportação e criação de camarão em cativeiro e para incremento do capital. Se esse projeto fosse para saciar a sede humana e animal eu seria a favor, mas esse não é o objetivo”, disse o bispo à Agencia Brasil ao chegar para audiência pública no Senado.Sobre a possibilidade de o projeto gerar desenvolvimento econômico e social na ragião, dom Cappio afirmou que isso deveria estar em segundo plano. “Primeiro é garantir água para quem tem sede e depois o multiuso do rio.”Para o bispo, que já fez greve de fome contra a transposição, antes de distribuir a água do São Francisco é preciso fazer a revitalização corretamente.O secretário de Infra-Estrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, João Reis Santana Filho, lembrou que o projeto já estava previsto no programa de governo e destacou a existência de estudos técnicos para garantir a viabilidade do projeto.Santana Filho rebateu a crítica de dom Cappio de que a prioridade do projeto seja beneficiar o capital.O secretário também lembrou que a decisão sobre o uso da água caberá aos comitês gestores de bacias nos estados por onde o rio passará. Os comitês de bacias Hidrográficas são colegiados instituídos por lei, no âmbito do Sistema Nacional de Recursos Hídricos e dos Sistemas Estaduais.Considerados a base da gestão participativa e integrada da água, têm papel deliberativo e são compostos por representantes do Poder Público, da sociedade civil e de usuários de água e podem ser oficialmente instalados em águas de domínio da União e dos estados. Existem comitês federais e comitês de bacias de rios estaduais, definidos por sistemas e leis específicas.Dom Cappio e Santana Filho participam de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado para discutir o Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional.Agência Brasil
Bento XVI propõe educar a escuta e a visão nesta Quaresma
O “jejum de imagens” proposto por Bento XVI nesta Quaresma prepara a alma para a escuta da Palavra de Deus, explica o porta-voz vaticano.O Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé, comentou no editorial do último número de “Octava Dies”, semanário do Centro Televisivo Vaticano, do qual também é diretor, esta proposta “particularmente atual e original” do bispo de Roma, apresentada no encontro que teve com sacerdotes de Roma em 7 de fevereiro passado.Falando do anúncio do Evangelho em nosso contexto cultural, o Papa observou que vivemos em uma época na qual estamos inundados de palavras e imagens, tão numerosas e confusas que perdem seu valor e é difícil reconhecer nelas significados profundos, explica o Pe. Lombardi.“Por este motivo, temos necessidade não só de um jejum corporal, mas talvez mais ainda de um ‘jejum’ de palavras e de imagens para voltar a encontrar o espaço do silêncio interior no qual podemos escutar a Palavra, a Palavra de Deus, a Palavra com ‘P’ maiúsculo”, considera.“Nesta época de desenvolvimento explosivo das comunicações, é uma dica de reflexão e de busca espiritual importante. Difícil, mas vital. É mais urgente que nunca uma disciplina, chamemos-la ascética, no uso da comunicação para saber usá-la para o bem e para não ser escravos”, enfatiza.Recordando que o Papa constatou que se dá um renascimento positivo da arte e da música cristãs, o Pe. Lombardi considera que é necessário alimentar nossa visão e nossa vida interior, nossa imaginação, nossos sentidos interiores, com a beleza purificadora.“Jesus é a verdadeira imagem de Deus”, declara. Deve-se voltar a contemplar, com os olhos físicos e com os interiores, não só as imagens do Evangelho, mas toda forma de beleza que seja capaz de libertar o espírito. Trata-se de voltar a educar nossa fé na escuta e na visão. Pois a fé é precisamente um escutar e um ver”.Canção Nova
Cardeal Hummes: O padre nasceu da Eucaristia e para a Eucaristia
O prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes (foto), presidiu a missa na manhã desta quinta-feira, 14, abrindo os trabalhos do segundo dia do 12º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP) que começou ontem em Itaici, Indaiatuba (SP). Em sua homilia, o cardeal refletiu sobre a Eucaristia, lembrando aos 450 padres que participam do encontro que Ela é "o centro da vida do padre"."Tudo conflui para a Eucaristia e parte d'Ela. O padre nasceu da Eucaristia e para a Eucaristia", afirmou o cardeal. Recordando o Papa João Paulo II quando afirmou que a "Igreja vive da Eucaristia", Dom Cláudio explica porque Ela é o centro da vida da Igreja: "Na Eucaristia, se torna presente, de novo, a Páscoa de Jesus". Para o cardeal, a pastoral feita pelos padres deve ter como centro a Eucaristia. "Toda nossa pastoral caminha para a Eucaristia. Pregamos a Palavra, batizamos, ministramos os sacramentos ao povo para que ele venha sentar-se à mesa da Eucaristia", ressaltou.Dom Cláudio falou, também, da relação que há entre Eucaristia e missão. "Saímos da Eucaristia para a missão. Ela é momento de discipulado porque nos faz sentar aos pés do mestre para ouví-lo". Para ele, "celebrar a Eucaristia não é sacramentalismo", porque ela faz parte do dia-a-dia da Igreja.Às 9 horas o cardeal fez uma conferência aos padres e às 11h30 concede uma entrevista coletiva à imprensa. O encontro prossegue à tarde com o padre José Oscar Beozzo que faz uma análise da conjuntura eclesial e com a deputada Luíza Erundina que faz a análise da conjuntura social.Organizado pela Comissão Nacional de Presbíteros, o 12º ENP se estende até a próxima terça-feira, 19. No encerramento, será dada posse à nova diretoria da Comissão de Presbíteros a ser eleita durante o encontro que deverá aprovar, também, uma carta aberta a todos os padres do Brasil.CNBB
Vaticano pede emprego e trabalho digno para todos
Ecclesia
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
CARDEAL VANHOYE: A NOVA ALIANÇA FUNDADA NO SANGUE DE JESUS NOS RENOVA E NOS COLOCA EM RELAÇÃO ÍNTIMA COM DEUS
Os exercícios espirituais para a Quaresma, iniciados neste domingo, na Capela Redemptoris Mater da residência apostólica vaticana, na presença do papa e da Cúria Romana, chegam hoje a seu quarto dia. Nas duas meditações desta manhã, o Cardeal Albert Vanhoye se deteve sobre o modo como a Carta aos Hebreus apresenta a promessa da Nova Aliança e sobre a página evangélica das bodas de Caná.Por sua vez, na meditação de ontem à noite, o Cardeal Vanhoye se deteve sobre o tema da "Solidariedade sacerdotal" de Cristo. Recordamos que justamente por causa dos exercícios espirituais, o Santo Padre não realizou hoje a tradicional audiência geral das quartas-feiras. A Carta aos Hebreus, ressaltou o Cardeal Vanhoye, estabelece uma estreita ligação entre o sacerdócio de Cristo e a Nova Aliança, da qual Jesus é mediador. O texto apresenta uma longa citação do oráculo de Jeremias, anúncio da Nova Aliança _ prosseguiu. Repetidamente, o povo de Israel foi infiel a Deus. E, no entanto, Deus envia Jeremias para anunciar uma Aliança realmente Nova, diferente da que foi feita com os Pais _ foi à reflexão do purpurado francês. Deus quer fazer uma mudança radical. Uma Aliança que se fundamenta em quatro elementos: “Primeiro aspecto, a nova aliança será interior e não exterior. Segundo aspecto, será uma relação de perfeita pertença recíproca entre Deus e o povo. Terceiro aspecto, não será uma instituição coletiva, será uma relação pessoal de cada um com Deus. Quarto aspecto, essa relação será fundada no completo perdão dos pecados.” Portanto, a Nova Aliança traz uma transformação do coração. O Cardeal Vanhoye afirmou que no Sinai Deus havia escrito as suas leis em tábuas de pedra, leis externas a serem observadas, mas que não mudavam o coração das pessoas. Era indispensável uma transformação interior e Deus a promete. Uma vez mudado o coração, se instaura uma perfeita relação recíproca entre Deus e o povo _ acrescentou. Ademais, a Nova Aliança, anuncia Jeremias, não será coletiva, mas consistirá numa relação pessoal, íntima, que tornará as advertências inúteis. No Antigo Testamento era sempre necessária a advertência, a ameaça dos profetas _ ressaltou o purpurado. E, no entanto, essas advertências não bastam para converter o povo de Israel. Ao invés, a Nova Aliança se apresenta como uma situação diferente, sem mais necessidade de advertências. O oráculo abre perspectivas maravilhosas, mas não explica como essa extraordinária promessa de Deus poderá realizar-se _ observou o Cardeal Vanhoye: “É o que nos revela, ao invés, Jesus, na última ceia, quando institui a Eucaristia. Jesus toma o cálice e diz: 'Este é o meu sangue da aliança'. A nova aliança deveria ser fundada no sangue, um sangue derramado para muitos para a remissão dos pecados, segundo a promessa da nova aliança.” A Nova Aliança é, assim sendo, fundada no sangue de Jesus. Por isso, devemos tomar consciência dessa Aliança que nos renova completamente e nos coloca em relação profunda com Deus por meio de Cristo _ foi à exortação purpurado.O pregador dos exercícios espirituais dedicou à segunda meditação às bodas de Caná, que se celebram justamente para estabelecer uma aliança _ afirmou. O purpurado recordou que a Aliança entre Deus e o Seu povo é apresentada no Antigo Testamento justamente como núpcias.A idolatria, pelo contrário, é apresentada como uma infidelidade, um adultério do povo de Israel, como no episódio do bezerro de ouro. Todavia, também nos momentos mais trágicos, o Senhor não renuncia a seu projeto de união no amor e promete uma nova aliança. Portanto, em Caná cumpre-se o milagre da transformação da água em vinho. Jesus dá início a seus sinais milagrosos e manifesta a sua glória. Mas qual é a glória de Jesus? _ pergunta-se o Cardeal Vanhoye, que responde: é justamente a glória do esposo. É a glória do amor generoso que doa o vinho bom para realizar as núpcias. Na página evangélica ficamos impressionados com a figura de Maria _ disse ainda. A Mãe havia falado ao filho das dificuldades do esposo pela falta de vinho. Jesus responde num modo que manifesta a evolução na relação com a Mãe: “Um comentário patriótico explica que agora não é mais a hora de Maria, isto é, o tempo no qual a Mãe deve conduzir o filho na vida, é a hora de Jesus, a hora na qual Jesus deve tomar a iniciativa e realizar o plano de Deus. Jesus não deve mais obedecer a Maria, deve assumir a sua missão de Messias.” Maria torna-se assim duplamente mãe de Jesus, ensinando-nos a verdadeira docilidade a Ele _ ressaltou. Esse Evangelho coloca-nos diante da escolha de duas atitudes espirituais opostas, a da docilidade de Maria e a de quem não quer aceitar nenhuma mudança de relação, proposta por Jesus. O Cardeal Vanhoye concluiu a meditação com o convite de São Paulo, na Carta aos Romanos, a nos transformarmos renovando a nossa mente. (RL)Laicato colombiano aprofunda Documento de Aparecida
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