Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Papa faz apelo pelo fim da violência na Terra Santa

O papa Bento XVI fez ontem, 28, um chamado pelo fim da violência na Terra Santa e pediu à comunidade internacional que faça o possível para ajudar os israelenses e os palestinos a solucionar o conflito atual.
“A Terra Santa, que nos dias de Natal ocupa o centro dos pensamentos e dos interesses dos fiéis de todo o mundo, tem sido golpeada de novo por um estouro de inaudita violência”, disse o papa. “Estou profundamente entristecido pelos mortos, feridos, os danos materiais, os sofrimentos e as lágrimas das populações vítimas desta trágica cadeia de ataques e de represálias”, acrescentou.
“A pátria terrena de Jesus não pode seguir como testemunho de tanto derramamento de sangue, que se repete sem fim! Imploro pelo fim da violência e pelo prosseguimento da trégua na Faixa de Gaza. Peço uma prova de humanidade e de sabedoria a todos aqueles que têm alguma responsabilidade nesta situação; peço à comunidade internacional que faça todo o possível para ajudar aos israelenses e aos palestinos a sair de beco escuro e a não conformar-se – como dizia há alguns dias na mensagem ‘Urbi et Orbi’ – à lógica perversa do enfrentamento e da violência, mas a privilegiar o caminho do diálogo e da negociação”, concluiu Bento XVI.

Fonte: CNBB

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Atos fúnebres pela morte de Dom Olívio Fazza

Sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
8h00min: Recepção do corpo na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe.

Missas: 8h15, 12h, 18h e 21h na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe


Sábado, 27 de dezembro de 2008

Missas: 1h e 7h na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe

8h : Translado do corpo para a Paróquia São João Batista

10h: Missa de Corpo Presente na Paróquia São João Batista

11h: Sepultamento


Quarta-feira dia 31 de dezembro de 2008

12h: Missa de Sétimo dia na Paróquia São João Batista


Informações: Secretaria Paroquial: (45) 3524 4438 e (45) 9135 0167

Falece Dom Olívio Fazza, Bispo emérito de Foz do Iguaçu

O Bispo emérito de Foz do Iguaçu (PR), Dom Olívio Aurélio Fazza, SVD, 83, faleceu ao meio dia desta quinta-feira, 25, no hospital Costa Cavalcante, em Foz do Iguaçu, onde estava internado desde o dia 12 de novembro. Segundo a assessoria de comunicaçao da diocese, o corpo de Dom Olívio será velado hoje, 26, a partir das 8h, na catedral Nossa Senhora de Guadalupe. Haverá missa às 8h15, 12h, 18h e 21h. No sábado, 27, o corpo deixará a catedral às 8h em direção à paróquia São João Batista, onde haverá missa às 10h seguida do sepultamento.BiografiaMineiro de Juiz de Fora, dom Olívio nasceu no dia 25 de junho de 1925. Fez sua profissão religiosa em 1948 e recebeu a ordenação presbiteral em 1955. Em 1978 foi eleito bispo de Foz de Iguaçu, diocese que dirigiu de 1978 a 2001, quando se tornou emérito. Nesse tempo, foi representante dos bispos do Paraná na Comissão de Pastoral da Terra, na Pastoral da Saúde, no Regional Sul 2 da CNBB e vice-presidente do Regional Sul 2.
Nota do Secretário Geral da CNBB pelo falecimento de Dom OlívioO secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, emitiu uma nota nesta sexta-feira, 26, em que lamenta a morte do bispo emérito de Foz do Iguaçu, dom Olívio Aurélio Fazza, ocorrida neste natal. Dom Olívio era natural de Juiz de Fora (MG), tinha 83 anos e estava internado no hospital de Foz do Iguaçu há mais de um mês. Ele foi bispo de Foz de Iguaçu de 1978 a 2001, quando se tornou emérito. Leia, abaixo, a integra da nota do secretário da CNBB.

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá” (Jo 11,25)
Com pesar, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil recebeu a notícia do falecimento do bispo emérito de Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná, dom Olívio Aurélio Fazza, SDV, ocorrido nesta quinta-feira, dia 25, quando comemoramos a festa do Natal do Senhor. Movidos pela fé no Verbo Encarnado, somos convidados a elevar nossas preces a Deus em favor deste seu servo que fez de sua vida uma doação total à causa do Reino de Deus.
Ao longo de seus 53 anos de ministério ordenado, dos quais 30 como bispo, dom Olívio deu testemunho de sua fé na Ressurreição do Senhor e anunciou, destemidamente, o nome de Jesus Cristo, único Salvador. Agora, é chamado a experimentar o gozo da alegria eterna, prêmio para aquele que cumpriu com fidelidade sua vocação de discípulo-missionário de Jesus.
Seja consolo para todos a certeza de que, “em Cristo, todos serão vivificados” (1Cor 15,22), e que dom Olívio, “servo bom e fiel” (Mt 25,21), participará da alegria de seu Senhor pela obra que realizou.

Brasília, 26 de dezembro de 2008
Dom Dimas Lara BarbosaBispo Auxiliar do Rio de JaneiroSecretário Geral da CNBB
Fonte: CNBB

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Papa: Deus veio ao nosso encontro, deixemo-nos atrair por sua luz

Neste dia especial para todos os cristãos e para toda a humanidade, Bento XVI apareceu ao balcão central da Basílica Vaticana, para transmitir a sua Mensagem de Natal a todos os homens de boa vontade, seguida da sua Bênção "Urbi et Orbi" à Cidade de Roma e ao mundo inteiro. A Praça São Pedro estava cheia de peregrinos, fiéis e turistas, vindos de várias partes da Itália e do mundo, que acolheram com fé a mensagem do Santo Padre. Estavam presentes, também, as bandas musicais do Corpo da Guarda Suíça Pontifícia e dos Carabineiros da Itália, que executaram, respectivamente, o hino Pontifício e o hino Nacional da Itália.O Santo Padre iniciou sua longa e densa Mensagem de Natal, com as seguintes palavras: "Amados irmãos e irmãs: 'manifestou-se a todos os homens a graça de Deus, nosso Salvador'. Com estas palavras do apóstolo Paulo, eu renovo o jubiloso anúncio do Natal de Cristo! Ele se manifestou! Eis o que a Igreja celebra hoje. A graça de Deus, rica em bondade e ternura, não está mais oculta, mas se manifestou na carne, mostrou o seu rosto".E o Papa perguntou: "onde" isto aconteceu? Em Belém. "Quando"? Sob o império de César Augusto, durante o primeiro recenseamento. "Quem" revelou a graça de Deus? Um recém-nascido, o Filho da Virgem Maria. Nele manifestou-se a graça de Deus, nosso Salvador. Eis porque o recém-nascido se chama "Jehoshua" ("Jesus"), que significa "Deus salva".Verdadeiro sentido do NatalA graça de Deus manifestou-se! Eis o verdadeiro significado de Natal: festa de luz. Não uma luz total, como aquela que envolve todas as coisas em pleno dia, mas um clarão na noite, que se difunde de um ponto concreto do universo: a gruta de Belém, onde o Deus Menino veio à luz. Na verdade, disse o Pontífice, Ele é a luz que se propaga, que dissipa as trevas e nos permite compreender o sentido e o valor da nossa existência e da história. Todo presépio é um convite simples e eloqüente a abrir o coração e a mente ao mistério da vida. É um encontro com a Vida imortal, que se fez mortal na mística cena do Natal: uma cena que podemos admirar também aqui, nesta Praça, como em inumeráveis igrejas e capelas do mundo inteiro e em toda a casa onde é adorado o nome de Jesus. No casebre humilde e pobre de Belém, poucas pessoas encontraram o recém-nascido, mas ele veio para todos: judeus e pagãos, ricos e pobres, de perto e de longe, cristãos e não cristãos… Os que acolheram o Verbo encarnado, naquela noite fria de Belém foram Maria e José, que o esperavam com amor, e os pastores, que vigiavam durante a noite. Portanto, uma pequena comunidade acorreu para adorar o Menino Jesus; uma pequena comunidade que representa a Igreja e todos os homens de boa vontade. Aqueles que procuram, encontram DeusTambém hoje, aqueles que o esperam e procuram, encontram Deus, que por amor se fez nosso irmão: os pobres em espírito, os aflitos, os mansos, os famintos de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os artesãos da paz, os perseguidos por causa da justiça. Estes reconhecem em Jesus o rosto de Deus e, como os pastores de Belém, regressam para suas casas, renovados no coração pela alegria do seu amor.Irmãos e irmãs que me escutam. A todos os homens se destina o anúncio de esperança que constitui o coração da mensagem de Natal. Jesus nasceu para todos. E, como em Belém, Maria o ofereceu aos pastores, neste dia também a Igreja o apresenta à humanidade inteira, para que possa transformar o mal em bem e mudar o coração do homem, tornando-o oásis de paz. Que todos possam experimentar a força da graça salvadora de Deus, sobretudo as numerosas populações que vivem ainda nas trevas e nas sombras da morte. E o Papa acrescentou:"Que a Luz divina de Belém se difunda na Terra Santa, onde o horizonte parece tornar-se obscuro para israelenses e palestinos; difunda-se no Líbano, no Iraque e todo o Oriente Médio; torne fecundos os esforços dos que não se resignam com a lógica perversa do conflito e da violência; pelo contrário, privilegiam o caminho do diálogo e das negociações para se harmonizar as tensões internas nos diversos países e encontrar soluções justas e duradouras para os conflitos que atormentam a região". "Por esta Luz, que transforma e renova", continuou o Papa, "anelam os habitantes do Zimbábue, na África, oprimidos há tanto tempo por uma crise política e social, que, infelizmente, continua a agravar-se; como também os homens e as mulheres da República Democrática do Congo, especialmente na martirizada região do Kivu, do Darfour, no Sudão, e da Somália, cujos infinitos sofrimentos são uma trágica conseqüência da falta de estabilidade e de paz".Pelas criançasPor esta Luz, enfim, esperam, sobretudo, as crianças destes países e de tantos outros em dificuldade, a fim de que lhes seja restituída a esperança de um futuro melhor. E Bento XVI acrescentou:"Que a Luz do Natal resplandeça e encoraje todos a agirem com espírito de autêntica solidariedade, especialmente onde a dignidade e os direitos da pessoa humana são espezinhados; onde os egoísmos pessoais ou de grupo prevalecem sobre o bem comum; onde se corre o risco de se acostumar ao ódio fratricida a à exploração do homem pelo homem; onde as lutas internas dividem grupos e etnias e dilaceram a convivência; onde o terrorismo continua a atacar; onde falta o necessário para a sobrevivência; onde se olha com apreensão para um futuro que se vai tornando cada vez mais incerto, mesmo nas nações do bem-estar".Enfim, "hoje 'se manifestou a graça de Deus Salvador' neste nosso mundo, com as suas potencialidades e as suas fragilidades, com os seus progressos e as suas crises, com as suas esperanças e as suas angústias". Por isso, o Pontífice exortou os fiéis a adorar o filho de Maria em cada ângulo da terra. "Ele veio mostrar-nos o caminho da paz".Deus veio ao nosso encontroE o Papa concluiu: "Deus veio ao nosso encontro e mostrou-nos o seu rosto, rico em misericórdia! Que a sua graça não seja vã para nós! Procuremos Jesus, deixemo-nos atrair pela sua luz, que dissipa a tristeza e o medo do coração do homem. Aproximemo-nos dele com confiança e humildade, e prostrados, o adoremos". Após esta sua Mensagem natalina, Bento XVI passou a expressar seus votos de Feliz Natal, aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro e ao mundo inteiro, em 64 línguas.O Santo Padre fez as suas felicitações natalinas, também, em português, desejando: "Feliz Natal para todos! O nascimento do Menino Jesus ilumine de alegria e paz vossos lares e nações!". Ao término das saudações concedeu a todos a sua Bênção "Urbi et Orbi".
Fonte: Canção Nova

sábado, 20 de dezembro de 2008

Posição da Igreja sobre descriminalização do homossexualismo

Sessenta e seis países, lançaram ontem, 18, um apelo na ONU para a despenalização universal da homossexualidade (em muitos países o homossexualismo é considerado crime). A declaração com este pedido foi lida na Assembleia Geral pelo embaixador argentino em nome dos países que a apoiam, incluindo os 27 da União Européia que se fizeram promotores através do Ministro francês para os Direitos Humanos. Fazem parte da Assembleia Geral 192 nações: cerca de 60, chefiadas pelo Egito apresentaram uma contra declaração. A Santa Sé esclareceu a própria posição com uma intervenção do Arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé.O primeiro ponto enfrentado consistiu em sublinhar como a Santa Sé aprecia os esforços feitos na Declaração apresentada ontem, para condenar todas as formas de violência em relação ás pessoas homossexuais, bem como para levar os estados a tomar as medidas necessárias para acabar com todas as penas criminais contra elas.Ao mesmo tempo, explicou, a Santa Sé observa que as formulações de tal documento vão muito além do objetivo indicado. As categorias "orientação sexual e identidade de género, usadas no texto, acrescentou o representante da Santa Sé, não encontram reconhecimento ou clara e partilhada definição na legislação internacional.Se devem ser tomadas em consideração na proclamação e na tradução na pratica de direitos fundamentais, seriam causa de uma séria incerteza jurídica e acabariam por minar a capacidade dos Estados de participarem e atuarem novas ou já existentes convenções e standard sobre os direitos humanos.O texto portanto, embora condenando justamente todas as formas de violência contra as pessoas homossexuais e afirmando o dever de as proteger, pelo contrário dá origem a incerteza das leis e põe em questão as normas existentes sobre os direitos humanos.A Santa Sé – concluiu o arcebispo Celestino Migliore – continua a defender que deve ser evitado cada sinal de injusta descriminação em relação ás pessoas homossexuais, levando os estados a pôr termo ás penas criminais contra elas.
Íntergra do Comunicado da Santa Sé
A Santa Sé aprecia os esforços realizados na "Declaração dos direitos humanos, orientação sexual e identidade do gênero", apresentada na Assembléia Geral das Nações Unidas em 18 de Dezembro 2008, para condenar toda forma de violência no confronto de pessoas homossexuais, bem como para impulsionar os Estados a tomarem todas as medidas necessárias para colocar fim a todas as penas criminais contra elas.Ao mesmo tempo, a Santa Sé observa que a formulação desta Declaração vai muito além da intenção acima indicada e por ela partilhada.
Em particular, as categorias "orientação sexual" e "identidade do gênero", usadas no texto não encontram reconhecimento ou clara e comum definição na legislação internacional. Se estes, devessem ser levados em consideração na proclamação e tradução em prática dos direitos fundamentais, seriam causa de uma incerteza jurídica, bem como poderiam vir a minar a capacidade dos Estados na participação e ao colocar em ação novas ou já existentes convenções e padrões sobre direitos humanos.
Não obstante a Declaração justamente condene todas as formas de violência contra as pessoas homossexuais e afirme o dever de protegê-las destas, o documento, considerado em sua inteireza, vai além deste objetivo e dá, ao invés, a incerteza das leis e coloca em questão as normas existentes sobre os direitos humanos.
A Santa Sé continua a sustentar que todo sinal de injusta discriminação no confronto de pessoas homossexuais deve ser evitado, e incentiva os Estados a colocarem fim às penas criminais contra estas
Fonte: Rádio Vaticano

Cardeal Odilo Scherer faz balanço positivo de 2008

Da Redação da Canção Nova, com Arquidiocese de SP
O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, concedeu uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira, 19. O Cardeal fez um balanço positivo do ano que está terminando e falou das metas para 2009. Entre os destaques deste ano, Dom Odilo ressaltou o centenário de criação da Arquidiocese de São Paulo, a abertura do Ano Paulino em julho e declarou que o objetivo para 2009 é intensificar o combate à pobreza e contribuir para a paz.Em sua mensagem de Natal, divulgada pelo site da Arquidiocese, o Cardeal destacou ainda outras conquistas deste ano, como a escolha do Apóstolo Paulo como patrono da maior cidade brasileira e o Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, onde, segundo o Cardeal "vivemos momentos preciosos para nossa fé e nossa missão no mundo".E com o convite a que os fiéis vivam bem este tempo do Natal, Dom Odilo disse que não podemos nos esquecer que "o Natal cristão tem seu momento máximo nas belas litúrgicas da Missa em nossas comunidades. É ali que acontece nosso encontro vivo com Jesus, que se fez pequenino para vir ao nosso encontro!"Leia a mensagem na íntegra: É Natal: Deus habita esta cidade!"A Palavra se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14): esta é a grande verdade que faz do Natal uma festa tão feliz, enchendo de alegria nossas igrejas e nossos corações e trazendo ao mundo um eco de esperança e de paz.Neste ano, temos vários motivos importantes para celebrar o Natal com um júbilo renovado. Celebramos o centenário de nossa Arquidiocese e renovamos nossa fé em Deus e nosso empenho na missão: "Deus habita esta cidade"! Estamos no Ano Paulino e, junto com a Igreja do mundo inteiro, vivemos momentos litúrgicos e eclesiais de grande significado para toda a nossa Arquidiocese.Nossa alegria é ainda maior por termos agora como Patrono da nossa Igreja paulistana o Apóstolo dos povos, que mostrou de forma ardorosa, que Jesus Cristo, depois da sua ressurreição, vive gloriosamente não só nos céus, mas também entre nós, nos mistérios da sagrada liturgia, de sua Palavra e do amor ao próximo. Ele está no meio de nós! No Natal do ano paulino professemos com mais vigor ainda nossa fé na salvação que nos trouxe a Palavra de Deus que se fez carne.Em outubro, acompanhando o Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, vivemos momentos preciosos para nossa fé e nossa missão no mundo. Fico feliz porque neste Natal muitas pessoas ganham de presente uma Bíblia! Abramos sempre mais nossos ouvidos e corações para a escuta e acolhida de Deus que nos fala pelo mistério de sua Palavra!Nossa Arquidiocese também elaborou e aprovou o seu 10° Plano de Pastoral, que nos convida a sermos, de maneira renovada, discípulos e missionários de Jesus Cristo na cidade de São Paulo. Que Jesus encontre sempre lugar nas igrejas, casas, ruas, praças e todos os ambientes de nossa cidade! Como os pastores de Belém, nós somos testemunhas de Deus, para proclamarmos à cidade, com a palavra e com nossa vida, aquilo que vimos e ouvimos! Manifestemos a todas as pessoas, sobretudo aos pobres, aos doentes e aos que vivem na tristeza e no desânimo, que são amados por Deus!A festa do nascimento de Jesus foi preparada com inúmeras reuniões em família; as tradicionais novenas de Natal ajudaram certamente muitas pessoas a acolherem a Palavra de Deus, deixando que ela entrasse em nossos lares, confortasse os corações e infundisse esperança e vida nova nas pessoas. Não esqueçamos que o Natal cristão tem seu momento máximo nas belas litúrgicas da Missa em nossas comunidades. É ali que acontece nosso encontro vivo com Jesus, que se fez pequenino para vir ao nosso encontro!Que o Natal seja uma festa de ternura e de renovação dos laços de amizade e fraternidade nas famílias e nas comunidades de toda a nossa Arquidiocese.
Feliz Natal a todos e também votos de um ano novo abençoado!
Cardeal Dom Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo Natal de 2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

'Que Jesus seja acolhido com amor nas casas do mundo' diz Papa

O próximo Natal vem recordar que a aproximação de Deus é uma questão de amor. É o que afirmou Bento XVI no Ângelus aguardando que "Jesus seja acolhido com amor em todas as casas de Roma e do mundo". O Santo Padre, depois de ter abençoado o Menino Jesus dos presépios, dos oratórios e das paróquias de Roma, levados pelos jovens das escolas de Roma, deixou também um apelo para ajudarem "as paróquias de Roma a construírem suas igrejas". "Sois alegre”, porque “o Senhor é próximo". É a expressão de São Paulo - recordou o Papa - que acompanha a antífona de entrada da Santa Missa neste terceiro domingo de Advento. O apóstolo Paulo - tem observado o Santo Padre - pensa evidentemente no retorno de Cristo, mas adverte também que ninguém pode conhecer o momento da vinda do Senhor. O Pontífice explicou o significado da questão "aproximar":"Assim, já agora, a Igreja, iluminada pelo Espírito Santo, compreendia sempre melhor que a 'aproximação' de Deus não é uma questão de espaço e de tempo, bem sim uma questão de amor: o amor aproxima! O próximo Natal virá a recordar-nos desta verdade fundamental da nossa fé e, de frente ao Presépio, poderemos saborear a alegria cristã, contemplando no novo nascimento de Jesus o rosto de Deus que por amor se fez próximo a nós".Renovada a bela tradição da bênção dos "Menino Jesus", as estátuas de Jesus Menino para colocar no presépio, o Papa convidou todos, em particular os rapazes e moças que estavam na Praça São Pedro com os seus 'Jesus Menino', para unirem-se a esta oração: "Deus nosso Pai... Oramos a ti, porque com a tua bênção nesta imagem de Jesus, que está para vir entre nós, sejamos, em nossa casa, sinal da tua presença e do teu amor".Na oração, o Papa tem, pois exortado a abrir o coração ao Senhor para acolher com amor: "Abre o nosso coração, para que saibamos receber Jesus na alegria, fazer sempre isto que Ele pede e vê-Lo em todos aqueles que têm necessidade do nosso amor"...Depois do Ângelus, Bento XVI recordou que hoje na diocese de Roma celebra-se a jornada pela construção de novas igrejas. Nos últimos anos - disse o Papa - "foram realizados alguns novos complexos paroquiais, mas ainda há comunidades que dispõem somente de estruturas provisórias e inadequadas". Agradecendo de coração a todos que tem apoiado este esforço tão importante para a Diocese de Roma, finalmente renovou o convite a todos: "Ajudemos as paróquias de Roma a construírem sua igreja".


Fonte: Rádio Vaticana

sábado, 6 de dezembro de 2008

Abaixo-assinado contra o aborto termina na próxima semana

Termina na próxima semana o abaixo-assinado virtual contra o aborto, promovido pela CNBB e movimentos em defesa da vida. A iniciativa, que começou há alguns meses, veio como resposta a outro abaixo-assinado de grupos que querem que a ONU reconheça o aborto como um suposto direito universal, aproveitando a festa dos 60 anos da promulgação da Declaração Universal dos Diretos Humanos, no dia 10 de dezembro, próxima quarta-feira.São necessárias 50 mil assinaturas, e hoje, elas somam pouco mais de 30 mil.Na nota de apoio a esta campanha, os bispos da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, fizeram a convocação a todos "para que divulguem esta nossa campanha a fim de neutralizar um flagrante desrespeito aos direitos humanos"."Defenda a maternidade e a vida inocente votando a favor da dignidade do embrião, do feto e da criança no útero materno", convidam os bispos. .: Faça sua assinatura :. www.cancaonova.com.br
Fonte: Canção Nova

Pesar do Papa Bento XVI pela morte do Patriarca Ortodosso Russo

O Papa Bento XVI enviou hoje, 5, uma mensagem de pesar pelo falecimento do Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Aleksej II. "Recebi com viva comoção a triste notícia da morte de Sua Santidade Aleksej II, e com fraterno afeto desejo expressar ao Santo Sínodo e a todos os membros da Igreja Ortodoxa Russa as minhas mais sinceras condolências, garantindo a minha solidariedade neste momento de grande tristeza", diz a mensagem.O Papa eleva súplicas ao Senhor para que acolha no seu Reino de paz e de alegria eterna esse "incansável ministro" e doe consolação e conforto aos que choram a morte do Patriarca. "Mêmore do comum empenho no caminho da recíproca compreensão e colaboração entre ortodoxos e católicos, recordo os esforços que o Patriarca fez para o renascimento da Igreja, depois da dura opressão ideológica que causou o martírio de muitas testemunhas da fé cristã", acrescentou.Em especial, o Santo Padre recordou a batalha pela defesa dos valores humanos e evangélicos que o Patriarca conduziu em particular no Continente europeu, desejando que o seu empenho produza frutos de paz e de autêntico progresso humano, social e espiritual. Também o secretário de Estado, Card. Tarcísio Bertone, enviou um telegrama ao Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa. Já o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper, emitiu um comunicado no qual reconhece a importância do seu ministério patriarcal "em um período de grandes mudanças"."Sua liderança permitiu à Igreja enfrentar a transição da era soviética para a era presente com uma renovada vitalidade interior", explicou. Aleksej II, acrescentou o purpurado, "foi um instrumento na promoção do enorme crescimento de dioceses, paróquias, mosteiros e instituições educativas, que deram vida a uma Igreja que sofreu muito durante muito tempo".Cardeal Kasper disse à Rádio Vaticano, que recebeu a notícia com grande pesar e tristeza. "O Patriarca Aleksej II foi certamente um dos maiores líderes religiosos na época difícil de mudança do sistema comunista para a situação atual. Ele tem o grande mérito de ter reconstruído, praticamente do nada, a Igreja. Pessoalmente, encontrei várias vezes o Patriarca Aleksej II, desde a época em que era bispo de Rottenburg-Stuttgart. Sempre fui recebido de modo muito cordial e aberto". O Prelado comentou ainda o "grande empenho" do Patriarca russo para a reaproximação da sua Igreja com a Igreja Católica: "Não tenho a menor dúvida de que ele tinha interesse em uma aproximação entre a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica, apesar de todas as dificuldades, apesar de todas as tensões ocasionais que se verificaram. Sobretudo nos últimos anos, as relações com Moscou melhoraram sensivelmente e temos boas esperanças de poder melhorá-las ainda mais. Pedimos a Deus que o recompense pelo bem que realizou no seu longo e difícil serviço à Igreja de Jesus Cristo".Aleksej II nasceu em 23 de fevereiro de 1929 em Tallín, Estônia. Depois da morte do patriarca Pimen I, em 1990, Aleksej foi designado para dirigir a Igreja Ortodoxa Russa.
Fonte: Canção Nova

O Teólogo deve deixar que a verdade fale através dele, diz Papa

O Papa recebeu nesta sexta-feira, 5, os membros da Comissão Teológica Internacional, após a conclusão de sua sessão anual.A sessão deste ano coincidiu com o sétimo qüinqüênio da Comissão. Um qüinqüênio, recordou o Pontífice, que deu frutos concretos, como, por exemplo, a publicação do documento "A esperança de salvação para as crianças que morrem sem batismo" e a ultimação de outro documento, sobre o tema "Em busca de uma ética universal: novo olhar sobre a lei natural". A propósito, Bento XVI disse: "Como em precedentes ocasiões, reitero a necessidade e a urgência de criar na cultura e na sociedade civil e política as condições indispensáveis para uma plena consciência do valor irrenunciável da lei moral natural. A lei natural constitui a verdadeira garantia oferecida a cada um para que possa viver livre e respeitado na sua dignidade de pessoa, e para sentir-se defendido de manipulações ideológicas e de explorações feitas com base na lei do mais forte".Sobre outro tema tratado neste qüinqüênio, "Sentido e método da Teologia", Bento XVI afirmou que em uma "sociedade planetária" como a de hoje, a opinião pública exige demais dos teólogos, às vezes com questões que não lhes competem. Por isso, a característica essencial e imprescindível da Teologia é colocar a questão concernente à verdade da fé, e não simplesmente interrogar-se acerca da sua eficácia prática e social.Do ponto de vista objetivo, a verdade é a revelação de Deus em Jesus Cristo, que requer como resposta a obediência da fé em comunhão com a Igreja e o seu Magistério. O método da Teologia, portanto, não poderá constituir-se somente com base nos critérios e nas normas de outras ciências, mas deverá observar primeiramente os princípios e as normas que derivam da Revelação e da fé, na sua dimensão pessoal e eclesial.Já do ponto de vista subjetivo, ou seja, de quem faz a Teologia, a virtude fundamental é buscar a obediência à fé, que o torna colaborador da verdade. Por fim, o pontífice advertiu: "O teólogo não deverá falar de si mesmo, mas deixar que a verdade fale através dele".
Fonte: Rádio Vaticano

Papa envia mensagem pelos 30 anos de mediação pontifícia

O Papa Bento XVI enviou uma mensagem de felicitações às presidentes de Argentina e Chile, recordando os 30 anos da mediação pontifícia entre os dois países, que na época disputam a soberania da zona austral. Tendo em vista essa data, no dia 29 de novembro o Papa nomeou o arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, seu enviado extraordinário em missão especial para as cerimônias desse aniversário, celebrado hoje em Monte Aymond, na Argentina, com a presença das presidentes da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, e a do Chile, Michelle Bachelet.Em sua mensagem, Bento XVI recordou os primeiros dias de 1978, "quando os dirigentes dessas queridas nações chegaram a pensar que havia se esgotado toda possibilidade de se chegar a um acordo que pusesse fim à controvérsia; mais ainda, lhes parecia difícil acolher a sugestão que o Pontífice fizera, em uma mensagem na qual insistia em uma análise serena e responsável do problema".João Paulo II, disse Bento XVI, "impulsionado por sua especial sensibilidade para concretizar a missão recebida pelo Príncipe da Paz, sentiu a necessidade de oferecer uma nova e peculiar intervenção, de caráter mais pessoal". Êxito da mediação pontifíciaPara o Papa, a decisão de João Paulo II de enviar o Cardeal Antonio Samoré deteve de modo providencial o confronto bélico e levou à assinatura dos Acordos de Montevidéu, em 8 de janeiro de 1979."Este êxito, que causou uma agradável e inesperada surpresa no mundo, foi um exemplo de como, diante de qualquer controvérsia, sempre se deve vencer o desânimo, e nunca dar por esgotado o caminho do diálogo paciente e da negociação conduzida com sabedoria e prudência, para alcançar uma solução justa e digna", escreveu Bento XVI.O Pontífice recordou que a história recente está repleta de várias intenções falidas e de soluções drásticas que geraram gravíssimas conseqüências em várias partes do mundo. A mediação pontifica de 30 anos atrás evitou que fossem cometidas atrocidades contra os povos argentino e chileno e a realidade de hoje, marcada pela colaboração, é uma testemunha exemplar e inegável dos frutos da paz.No Monte Aymond, na fronteira entre Chile e Argentina, foi celebrada a Santa Missa, abençoada a primeira pedra de um "monumento comemorativo à paz entre os povos" e foi lida a referida mensagem do Papa.As presidentes Bachelet e Kirchner visitarão ainda a cidade chilena de Punta Arenas, onde será inaugurada uma placa comemorativa dedicada a João Paulo II.A mensagem do Papa "é uma mensagem de felicitações para reforçar as relações de amizade e colaboração" entre os dois países, comentou o arcebispo de São Paulo, Cardeal Scherer, pouco após a sua chegada a Punta Arenas, sul do Chile.
Fonte: Canção Nova