Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Quaresma une católicos e anglicanos na Austrália

Rádio Vaticano
A Quaresma 2009 está unindo os católicos e anglicanos da Arquidiocese de Brisbane, na Austrália. No ano em que se recordam 150 anos da instituição das arquidioceses católica e anglicana da cidade, o arcebispo católico, Dom John Bathersby, e seu homólogo anglicano, Rev. Philip Aspinall, divulgaram uma Carta Pastoral conjunta.O texto, assinado por ambos, ressalta o espírito ecumênico de unidade em Jesus Cristo, que os pastores querem reforçar durante o tempo da Quaresma. De modo especial, os bispos agradecem a ação do Espírito Santo, que neste século e meio, plasmou a comunidade dos fiéis e produziu sinais concretos da fé no território de Brisbane. A cooperação entre a Igreja Católica e a Anglicana, continua o documento, aumentou muito nos últimos 50 anos. Um exemplo disso é o Colégio Teológico de Brisbane, que oferece instrução e formação teológica aos seminaristas das duas Igrejas.Encontros de oração, comissões e iniciativas de estudo comuns são também provas do espírito ecumênico de unidade. Nesta Quaresma, os bispos convidam a viver momentos de recolhimento e meditação e anunciam um momento solene de oração comum, em 27 de março, na Catedral de São João, em Brisbane. Naquela ocasião, as duas comunidades vão reafirmar o compromisso de professar e viver a fé cristã dando testemunho de unidade, oração, encontro e cooperação, em todos os níveis

Casa Branca pede ajuda dos católicos

Rádio Vaticano
O responsável da Casa Branca para as relações com as religiões, Joshua Dubois, convidou os católicos a uma maior colaboração com sua Agência, que tem a competência para assuntos religiosos. No encontro anual da Agência para Assuntos Sociais e Católicos, em Washington, Joshua Dubois ilustrou o trabalho deste organismo e pediu a ajuda dos católicos engajados nos campos social e assistencial. No encontro, o responsável pela Agência (recém-criada pelo presidente Obama) afirmou que a estrutura é favorável a políticas sociais que atendam as necessidades dos mais carentes."A discussão se focalizou nas ajudas para as faixas mais vulneráveis da população, duramente atingida neste período de recessão econômica, na assistência médica, nas mudanças climáticas, e na redução do abismo entre pobres e ricos, como medida necessária para tornar o mundo mais seguro". No documento final da reunião, representantes dos católicos americanos reafirmaram que o direito a uma adequada assistência sanitária não deve depender da faixa etária, do tipo de trabalho e muito menos da renda e do local de residência do enfermo. Destaca-se, enfim, que a solução do problema da pobreza no mundo está estritamente relacionada aos temas da paz e da segurança.

Papa anuncia mudanças na Cúria

Os organismos do Vaticano que se ocupam de Justiça e Paz e Migrantes e Itinerantes voltam a ter presidentes diferentes. O atual Presidente de ambos, Cardeal Renato Raffaele Martino, deixa a guia do Pontifício Conselho da Pastoral para Migrantes e Itinerantes, que foi confiado hoje pelo Santo Padre a Dom Antonio Maria Veglió, atual secretário da Congregação para as Igrejas Orientais. Dom Renato Martino permanece na presidência do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz.Nomeado por João Paulo II, o cardeal, que foi também Observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas em Nova York por 16 anos, responde desde 2002 pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz. Em 2004, seu dicastério publicou o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, documento que oferece aos católicos as indicações necessárias para promover o bem social das pessoas e da sociedade. Em 2006, Bento XVI confiou também a Dom Martino o Pontifício Conselho da Pastoral para Migrantes e Itinerantes, após a renúncia, por limite de idade, do Cardeal japonês Stephen Fumio Hamao.
Rádio Vaticano

Aumenta número de padres em todo o mundo

Na manhã deste sábado, 28, foi apresentado ao Papa Bento XVI, o Anuário pontifício 2009 do qual se podem deduzir algumas novidades relativas à vida da Igreja católica no mundo. O número de sacerdotes aumentou nos últimos oito anos, passando de 405.178 em 2000 para 407.262 em 2006 e 408.024 em 2007.O número de católicos aumenta em particular na África e Oceânia ; mas diminui na América. Os dados estatísticos referentes a 2007 fornecem uma analise sintética das principais dinâmicas que dizem respeito á Igreja católica nas 2.936 circunscrições eclesiásticas do planeta. Durante os últimos dois anos a presença dos fiéis batizados no mundo permanece estável, á volta dos 17,3%, como resultado da expansão do numero de católicos (1,4%) a um ritmo que se pode assimilar substancialmente ao da população mundial no mesmo período.O número de bispos no mundo passou, de 2006 a 2007, de 4.898 para 4.946. O continente com o maior incremento é a Oceânia , com mais 4,7%.O contributo das várias áreas geográficas para este dado geral é diversificado. Se a África e a Ásia mostram no período 2000-2007 uma dinâmica sustentada, com um aumento respectivamente de 27,6% e 21,2% a América mantém-se estacionaria, a Europa e Oceânia, pelo contrário têm uma taxa negativa de 6,8% e 5,5%.
Fonte: Cançao Nova Notícias

Vaticano rejeita pedido de desculpas de bispo britânico

O Vaticano rejeitou o pedido de desculpas feito pelo bispo britânico Richard Williamson, que havia se negado a reconhecer em uma entrevista no ano passado a extensão total do Holocausto - a eliminação sistemática de milhões de judeus pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

A Igreja afirmou que o bispo tem de voltar atrás em seus comentários de forma "inequívoca e pública".

Em carta publicada na quinta-feira, Williamson disse que - se soubesse das consequências que suas afirmações teriam - não teria feito a declaração.

O bispo afirmou que suas opiniões foram formadas "há 20 anos, com base nas informações disponíveis na época".

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou, no entanto, que o bispo "parece não respeitar as condições" impostas pela Igreja após ele ter feito os comentários sobre o Holocausto.

Pedido 'ambíguo'

Antes da reação do Vaticano, líderes judeus já haviam afirmado que o bispo não esclareceu no pedido de desculpas se acredita ou não que o Holocausto é uma mentira.

Segundo o presidente das Comunidades Judaicas da Itália, Renzo Gattegna, a justificativa de Williamson foi "absolutamente ambígua".

O rabino Marvin Hier, fundador e reitor do Centro Simon Wiesenthal, de Los Angeles, disse que a declaração do bispo "não é o tipo de justificativa que encerra o assunto" porque não aborda a questão principal.

A polêmica começou após a excomunhão do bispo pela Igreja Católica ter sido suspensa pelo papa Bento 16 em janeiro deste ano.

De acordo com líderes da Igreja, na época o papa não tinha sido informado sobre uma entrevista concedida pelo bispo a um programa de televisão sueco em novembro do ano passado.

Durante a entrevista, Williamson contestou a informação de que 6 milhões de judeus foram mortos pelos nazistas e disse que nenhum deles morreu em câmaras de gás. Desde então, o papa tem pedido que Williamson volte atrás em suas afirmações.

Consequências

Na carta publicada na quinta-feira no site da Fraternidade Sacerdotal Pio X, congregação da qual faz parte, Williamson disse que seu superior, o bispo Bernard Fellay, e o papa exigiram que ele reconsiderasse as declarações que fez à televisão sueca porque "suas consequências foram muito graves".

"Observando essas consequências, posso lamentar honestamente ter feito essas declarações e, se eu soubesse antes os danos que elas poderiam gerar, especialmente à Igreja, mas também aos sobreviventes e parentes das vítimas de injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as teria feito."

"Na televisão sueca, eu dei apenas uma opinião, de um não-historiador, uma opinião formada há 20 anos com base nas provas disponíveis na época", acrescentou o bispo britânico.


"No entanto, os eventos das últimas semanas e os conselhos dos membros superiores da Fraternidade Sacerdotal Pio X me convenceram sobre minha responsabilidade por todo sofrimento causado. A todas as almas que se escandalizaram com o que eu disse antes, peço desculpas."

O especialista em assuntos religiosos da BBC, Robert Pigott, diz que o pedido de desculpas não chega a negar completamente as afirmações que o bispo fez à televisão sueca.

Williamson foi um dos quatro bispos ultraconservadores de sua congregação que teve a excomunhão suspensa pelo papa Bento 16 por motivos que não têm relação com a polêmica em torno do Holocausto.

O bispo retornou à Grã-Bretanha após ter sido expulso da Argentina nesta semana por esconder "os verdadeiros motivos de sua permanência no país".
Fonte: BBC

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Papa realiza encontro com padres da Diocese de Roma


Rádio Vaticano

Yahoo"Precisamos de dois elementos para o anúncio: testemunho e palavra".O Papa Bento XVI se encontrou, nesta quinta-feira, 26, na Sala das Bênçãos, no Vaticano, com o clero romano. O tradicional encontro com o clero de sua diocese, no início da Quaresma, foi o primeiro com o novo vigário do papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini.

As razões profundas da crise econômica, a importância do primeiro anúncio, a emergência educacional, o papel do pároco na sociedade de hoje e a centralidade da liturgia na vida do cristão foram alguns dos temas tratados por Bento XVI no encontro.

Na introdução do evento, o Cardeal Vallini ressaltou a dimensão familiar do encontro, no qual os párocos romanos puderam falar a seu bispo dos sucessos e dificuldades da atividade pastoral.

O Papa ressaltou como é importante, para ele, poder ouvir as experiências dos sacerdotes de sua diocese. O pontífice respondeu a oito perguntas feitas por párocos, que falaram também em nome dos demais.

Respondendo a um sacerdote da periferia de Roma, onde particularmente se sente a crise econômica, Bento XVI reiterou que a Igreja é chamada a denunciar, sem moralismos, o falimento do sistema econômico-financeiro:

"Denunciar esses erros fundamentais que agora foram vistos com a quebra dos grandes bancos norte americanos: a avareza humana é idolatria que se manifesta contra o verdadeiro Deus e é a falsificação da imagem de Deus com outro deus – o dinheiro. Devemos denunciar isso com coragem, mas também concretamente, porque os grandes moralismos não ajudam se não são baseados no conhecimento da realidade, que ajuda também a entender o que se pode fazer concretamente".

O Papa ressaltou que a Igreja não somente denuncia os males, mas mostra os caminhos que levam à justiça, à caridade, à conversão dos corações; e frisou que a Igreja sempre fez isso, mas reconheceu que nem sempre é fácil fazê-lo, porque muitas vezes se opõem a interesses da sociedade.

O Pontífice observou que, também na economia, a justiça se constrói somente se existirem pessoas justas, e que estas se transformam com a conversão dos corações. Bento XVI exortou o clero romano a unir os estudos da teologia com a experiência concreta para traduzir a Palavra de Deus ao homem de hoje.

"Não devemos perder a simplicidade da Verdade, que não pode ser assimilada a uma filosofia", disse. Em seguida, o Santo Padre ressaltou o papel do pároco, que, como ninguém – afirmou – conhece o homem em sua profundidade, para além do papel que desempenha na sociedade:

"Precisamos de dois elementos para o anúncio: testemunho e palavra. É necessária a palavra, que faz aparecer a verdade de Deus, a presença de Deus em Cristo e, portanto, o anúncio é algo absolutamente indispensável, fundamental; mas é necessário também o testemunho, que dá credibilidade a essa palavra, para que não se mostre somente como uma bela filosofia, uma utopia. E, nesse sentido, parece-me que o testemunho da comunidade dos fiéis é de grande importância. Devemos criar, na medida do possível, lugares de experiência da fé".

Em seguida, o Papa fez uma reflexão sobre um tema que lhe é particularmente precioso: o da emergência educacional. Nesse sentido, Bento XVI afirmou que é tarefa dos sacerdotes oferecer aos jovens uma formação humana integral.

O Pontífice reiterou que vivemos hoje num mundo onde muitas pessoas têm tantos conhecimentos, mas sem uma orientação interior ética. Por isso, a Igreja tem o dever de propor uma formação humana iluminada pela fé. O Santo Padre frisou que é preciso se abrir à cultura do nosso tempo, mas indicando critérios de discernimento.

Por fim, Bento XVI indicou a peculiaridade da Igreja de Roma, chamada a atuar na Caridade. O Papa acrescentou que o ministério petrino deve garantir a unidade e a riqueza da Igreja, evitando toda absolutização e excluindo todo particularismo.

Dom Orani é o novo Arcebispo do Rio de Janeiro


CNBB

Natalino Ueda / Canção NovaDom Orani deixa a Arquidiocese de Belém e assume a de São Sebastião do Rio de JaneiroO Papa Bento XVI nomeou Dom Orani João Tempesta Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, transferindo-o da arquidiocese de Belém, no Pará, onde está desde dezembro de 2004.

Ele vai suceder o Cardeal Dom Eusébio Oscar Scheid, que renunciou ao governo da Arquidiocese do Rio conforme o cânon 401, parágrafo 1º do Código de Direto Canônico que prescreve a renúncia do bispo ao completar 75 anos. A nomeação foi anunciada hoje, 27, ao meio dia, horário de Roma. Normalmente, as nomeações para bispos no Brasil são anunciadas nas quartas-feiras.

Dom Orani

Nasceu em São José do Rio Pardo (SP), religioso da Ordem Cisterciense, foi ordenado padre em 1974 e bispo de São José do Rio Preto (SP) em 1997 e, sete anos depois, em 2004, é transferido para a Arquidiocese de Belém. Atual vice-presidente do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá), Dom Orani é presidente, pela segunda vez consecutiva, da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação, Cultura e Comunicação da CNBB. É membro dos Conselhos Permanente, Episcopal de Pastoral e Econômico da CNBB. No Rio de Janeiro, Dom Orani contará com a colaboração de seis bispos auxiliares, entre os quais o secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A falta de segurança preocupa a Igreja, diz Dom Pedro


"A falta de segurança preocupa a todos e, por isso, preocupa a Igreja também", assim Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo Auxiliar de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, explicou porque a CNBB escolheu o tema da Segurança Pública para a Campanha da Fraternidade deste ano.


Em entrevista à Canção Nova, Dom Pedro esclarece que estas Campanhas são ocasião de diálogo entre a Igreja e toda sociedade, e destaca que elas não param somente na reflexão, mas produzem frutos concretos.

noticias.cancaonova.com - Por que a CNBB escolheu o tema "Fraternidade e Segurança Pública"?



Dom Pedro Luiz Stringhini - A CNBB promove a Campanha da Fraternidade desde de 1964. Portanto, já estamos na 46ª CF e em 46 vezes podemos imaginar quantos temas já não apareceram. No início, eram temas relacionados à vida da Igreja, como o ser cristão, a participação comunitária e, depois, vieram os temas da Justiça Social, em relação à missão da Igreja junto aos pobres. Após, outros temas existenciais começaram a entrar, como a questão do negro, do indígena, do menor, da criança, do idoso. Sobre o meio ambiente foram 3 campanhas. Sobre o trabalho também em tanta vezes e, agora, chegamos neste tema da Segurança Pública. É sempre uma urgência da vida da sociedade. A Igreja olhando a vida e sofrimento do povo, não resta dúvida de que, nos dias de hoje, a falta de segurança preocupa a todos e, por isso, preocupa a Igreja também.



noticias.cancaonova.com - E quais são as metas de trabalho durante a Campanha?



Dom Pedro Luiz Stringhini - A grande meta é conseguirmos construir, a partir do nosso coração, pois é tempo de Quaresma, tempo de conversão, uma cultura de paz. E para se construir esta cultura é necessário que cada ser humano tenha esse desejo no coração. Se cada um pensar "ah, o mundo não tem jeito; o mundo está muito violento, cada um que se cuide; cada um por si e Deus por todos", isto não vai representar uma cultura de paz. Um outro exemplo foi quando a população votou no referendo a favor das armas. A população preferiu ter as armas. E olha o resultado. Isto foi um erro e não é uma cultura de paz. Uma população cristã como é a do Brasil como pôde votar pelas armas? Então, repito, o resultado está aí. O objetivo, portanto da CF, é criar uma cultura de paz, de solidariedade, relacionamentos. Não é de forma isolada, construindo muros em suas casas, colocando cercas elétricas. É claro que precisamos desses instrumentos, não podemos deixar mais as portas abertas, mas uma cultura de paz se constrói quando nos conhecemos melhor, criamos laços de amizade, e aí está a Igreja e suas comunidades para colaborar nesta empreitada.



noticias.cancaonova.com - Este tema envolve a questão da Segurança Pública pelo governo. Como isto será trabalhado?



Dom Pedro Luiz Stringhini - Todos os temas da CF envolvem o Poder Público. E a campanha é um grande espaço de diálogo entre a Igreja e toda sociedade, incluindo o governo. Quando se fala, por exemplo, de meio ambiente, é claro que envolve os cuidados dos governos para com o meio ambiente. Quando se fala do idoso, se fala de como a sociedade está cuidando da pessoa idosa. E assim com o tema da segurança. É um grande momento para refletirmos, começando por nós mesmo, mudando nossos corações, refletir dentro da Igreja, mas também com o Poder Público. E o Poder Público e a sociedade esperam todo ano o momento da CF. E essas discussões são feitas, normalmente, na Assembléia Legislativa dos estados, nas Câmaras Municipais. Deveríamos levar as temáticas para as escolas. Hoje se fala que não é permitido levar religião para as escolas, mas cidadania sim, com temas que envolvam a vida do povo brasileiro, o direito dos pobres, da juventude. O tema deste ano, inclusive, é um tema que afeta diretamente a juventude. Por isso que na capa do livro da CF, há a imagem de um jovem que está lendo. Ele não está dançando, praticando esportes, o que não é mal, contudo é um jovem que está refletindo, buscando conhecimento e cultura. Por isso, é uma tema propício para ser levado às escolas e demais forças sociais, em parceria com os órgãos municipais, estaduais e federais.



noticias.cancaonova.com - Os projetos não governamentais, como associações de bairro e programas de ação contra a violência, podem ganhar força a partir da CF?



Dom Pedro Luiz Stringhini - Podem, na medida que que a CF não é apenas um momento de reflexão, porém há um resultado. Os estatutos da Criança e do Adolescente e do Idoso, certas diligências a favor dos indígenas, o abaixo-assinado que contribuiu para a criação da Lei 9840 contra a corrupção eleitoral, e muitos outros instrumentos que a sociedade possui foram em decorrência das Campanhas da Fraternidade. São exemplos de que a CF são momentos de oração, reflexão na Igreja e fora dela, e depois reverte em algum benefício prático. Há também, graças à CF, um bom diálogo com o órgão de segurança do Ministério da Justiça, o PRONASCI, e já houve um profundo momento de reflexão junto a esse órgão, quando se percebeu que os objetivos da CF e Ministério da Justiça convergiam. Neste ano, a CF teve uma grande participação da Pastoral Carcerária, pois quando se fala de segurança, se fala de superação da violência; quando se fala em violência se pensa no mundo prisional, na quantidade imensa de presos que existe no Brasil, no sistema carcerário que comporta mais de 400 mil presos. O estado de São Paulo, por exemplo, é campeão com cerca de 150 mil presos. Deve-se pensar também nas condições em que esses presos vivem e na ausência nos meios de comunicação de uma reflexão sobre o sistema carcerário, que não é racional em nosso país. Em fim, a CF não é só um momento de reflexão, mas um momento que leva a ações práticas, a resultados para a vida da nação.



noticias.cancaonova.com - Quais são os aspectos da violência que não são muito falados na sociedade, mas que a CF irá abordar?



Dom Pedro Luiz Stringhini - É bom lembrar, antes de tudo, que falar sobre a violência ou situações difíceis não é para deprimir a sociedade, mas sobretudo para trazer esperança. Nós, como cristãos sempre temos a esperança que podemos vencer toda sorte de violência e construir a segurança que vem de Deus e se cria na fraternidade. Esta é a mensagem de Jesus: Ele sofreu violência para vencer a violência do mundo, para tirar o pecado do mundo. E essa pergunta que você faz é muito interessante, pois os meios de comunicação mostram, sobretudo, essa violência deplorável, refutada e corriqueira, aquela em que o ladrão pega a arma e mata a pessoa inocente. Isso nós sabemos e repudiamos. Mas há de fato outras violências que não são faladas e nem sempre são repudiadas. A violência doméstica, que é silenciosa e, muitas vezes, não é vista, contra crianças, sobretudo, abusos de toda sorte. É uma violência a qual devemos estar atentos e superar.

Um outro exemplo, é a violência contra os marginais. Muitos pensam que marginal deve ser maltratado. E não o deve ser. Ele deve antes ser impedido de cometer a deliquencia, não tornar a nós deliquentes também, porque eles maltratam, nós o maltratamos. E ficamos nessa vingança, "olho por olho, dente por dente". Desejo de vingança não cria cultura de paz, então esta é uma violência que deve ser denunciada. Essa violência que a gente aceita e gosta que exista. "Gente ruim tem que ser maltratada" ou "Quem fez o mal tem que receber o mal": isto não é ser cristão. Há ainda aquela violência institucional: a corrupção, impunidade, violência policial, dinheiro público desviado - para construir castelos, por exemplo, com dinheiro que deveria ir para a saúde e não vai, ou para educação ou para construção de casas populares. Essa é uma grande violência e grande causa de violência. Esta violência institucionalizada que vem daqueles que deveriam favorecer a paz e a justiça, mas causam a injustiça, e injustiça sempre causa mais violência. Até porque a paz é fruto da justiça.
Fonte: Canção Nova Notícias

Mensagem do Papa por ocasião da Campanha da Fraternidade


O Papa Bento XVI enviou uma mensagem ao Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG), por ocasião da Campanha da Fraternidade 2009:


"Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor, desejo uma vez mais aderir à Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2009, está destinada a considerar o lema "A paz é fruto da justiça". É um tempo de conversão e de reconciliação de todos os cristãos, para que as mais nobres aspirações do coração humano possam ser satisfeitas, e prevaleça a verdadeira paz entre os povos e as comunidades.



Meu Venerável predecessor, o Papa João Paulo II, no Dia Mundial da Paz de 2002, ao ressaltar precisamente que a verdadeira paz é fruto da justiça, fazia notar que "a justiça humana é sempre frágil e imperfeita" devendo ser "exercida e de certa maneira completada com o perdão que cura as feridas e restabelece em profundidade as relações humanas transtornadas".



O Documento final de Aparecida, ao tratar do Reino de Deus e a promoção da dignidade humana, recordava os sinais evidentes da presença do Reino na vivência pessoal e comunitária das Bem-aventuranças, na evangelização dos pobres, no conhecimento e cumprimento da vontade do Pai, no martírio por causa da fé, no acesso de todos os bens da criação, e no perdão mútuo, sincero e fraterno, aceitando e respeitando a riqueza da pluralidade, e a luta para não sucumbir à tentação e não ser escravos do mal.



A Quaresma nos convida a lutar sem esmorecimento para fazer o bem, precisamente por sabermos como é difícil que nós, os homens, nos decidamos seriamente a praticar a justiça - e ainda falta muito para que a convivência se inspire na paz e no amor, e não no ódio ou na indiferença. Não ignoramos também que, embora se consiga atingir uma razoável distribuição dos bens e uma harmoniosa organização da sociedade, jamais desaparecerá a dor da doença, da incompreensão ou da solidão, da morte das pessoas que amamos, da experiência das nossas limitações.



Nosso Senhor abomina as injustiças e condena quem as comete. Mas respeita a liberdade de cada indivíduo e por isso permite que elas existam, pois fazem parte da condição humana, após o pecado original. Contudo, seu coração cheio de amor pelos homens levou-o a carregar, juntamente com a cruz, todos esses tormentos: o nosso sofrimento, a nossa tristeza, a nossa fome e sede de justiça. Vamos pedir-lhe que saibamos testemunhar os sentimentos de paz e de reconciliação que O inspiraram no Sermão da Montanha, para alcançar a eterna Bem-aventurança.



Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo, para que sua mão benfazeja se estenda por todo o Brasil, e que a vida nova em Cristo alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural, derramando os dons da paz e da prosperidade, despertando em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. Com uma especial Bênção Apostólica”.

Fonte: Canção Nova Notícias

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Bento XVI define data para canonização de dez beatos


No final do Consistório Ordinário Público, que aconteceu neste sábado de manhã, no Vaticano, sob a presidência do Papa Bento XVI, para a canonização de dez Beatos, foram divulgadas as datas destas solenes celebrações, que serão realizadas em Roma.

No terceiro domingo do Tempo Pascal, 26 de abril, serão canonizados o Beato Nuno de Santa Maria (Nuno Álvares Pereira - imagem acima), juntamente com o padre Arcângelo Tadini, fundador das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, o Abade Bernardo Tolomei, fundador da Congregação de Santa Maria de Monte Oliveto, da Ordem de São Bento; e ainda duas religiosas italianas, Gerturde Comensoli (fundadora das Irmãs do SS Sacramento) e Catarina Vopicelli, fundadora das Servas do Sagrado Coração.

Os outros Beatos serão canonizados no domingo 11 de outubro: o Padre Damião de Veuster, apóstolo dos leprosos na ilha de Molokai; o bispo polaco Sigimundo Felinnski, fundador de um instituto religioso feminino; o espanhol Francisco Coll e Guitart, também ele fundador de uma congregação feminina; a francesa Marie de la Croix Jugan, fundadora das Irmazinhas dos Pobres; e finalmente o espanhol Rafael Baron, da Ordem Cisterciense Nuno Álvares Pereira será canonizado em Roma, no domingo 26 de abril.
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Carnaval: Crucificar novamente a Jesus Cristo


Tendo em vista que muitas pessoas - entre eles, vários cristãos - usam dos dias de carnaval como pretexto para darem vazão à prática de uma infinidade de pecados, achamos por bem publicarmos aqui uma pequena coletânea sobre este tempo nefasto, tirada de relatos e escritos da vida de santos e de pessoas piedosas. Intentamos assim levar os verdadeiros católicos a se dedicarem de maneira especial a nesses dias, reparar de alguma forma as ofensas cometidas contra Deus, que já está por demais ofendido pelos pecados do mundo. Que seja para nós o tempo do carnaval um período de oração e sacrifício. E que usemos todo o nosso tempo, ainda que dispendido em ocupações que não sejam propriamente a oração, em oferecermo-nos -juntamente com o que temos, somos e fazemos -, em reparação pela conversão dos pecadores.

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“Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me (Jesus), após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Santa Margarida Maria Alacoque, Escritos Espirituais).

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São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”.

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São Vicente Ferrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.

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Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!"

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Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).



São Pedro Claver e o carnaval

Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.

— Padre, aonde vai com esse saco?

— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?

O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.

O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.

— E agora? – pergunta o oficial.

— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.

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Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval

“ Jesus Cristo, (...) especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.

É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.

Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.

O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Meditações).



Referência bibliográfica: http://www.filhosdapaixao.org.br/carnaval.htm
Sociedade Apostolado
Blog de Doutrina Católica: apologética, espiritualidade e cultura.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Vaticano prepara novo portal de informação católica


Rádio Vaticano


Depois do Youtube, agora é a vez de um "Wikipédia" da informação católica. Este é o projeto do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, em parceria com o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) e organismos internacionais de comunicação (Signis e Cameco).

Segundo o Padre Justo Ariel Beramendi, responsável pelo projeto, trata-se de um diretório de todas as obras católicas de comunicação, que pode ser atualizado constantemente pelos usuários. O sacerdote explica que será possível acessar como visitante ou como editor.

O visitante poderá consultar todas as informações publicadas, enquanto o editor poderá enviar atualizações ou comentários, que serão filtrados por um moderador.

Por enquanto, o portal ainda está em fase de teste, e pode ser consultado somente em espanhol, pois, de acordo com o Padre Beramendi, o projeto foi iniciado somente na América Latina e na Espanha. Além do espanhol, o site poderá ser consultado em inglês e em francês.

Para mais informações, acesse o endereço www.intermirifica.net.

Papa recorda África em oração missionária


Rádio Vaticano


Na intenção da oração missionária para este mês de fevereiro, o Papa Bento XVI pede para que a Igreja na África encontre caminhos e meios adequados para promover de modo eficaz a reconciliação, a justiça e a paz, segundo as indicações da II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos.

O papa ressalta ainda a importância desse evento para toda a Igreja. A Assembléia será precedido pela primeira viagem apostólica de Bento XVI ao continente africano, no mês de março. A visita do Papa é aguardada com grande expectativa pelos fiéis de Angola e Camarões.

A II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, que ocorrerá, no Vaticano, de 4 a 25 de outubro, terá como tema "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz". "Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo" (Mt 5, 13.14).

No dia 19 de março, em Iaundê, capital camaronesa, uma celebração eucarística ratificará a publicação do Instrumentum Laboris (Instrumento de Trabalho) da Assembléia Sinodal para a África.

Mensagens de Bento XVI à África

Sempre presente no coração do Papa, em muitas ocasiões, desde o início de seu pontificado, Bento XVI dedicou apelos e reflexões ao continente africano. Num encontro com o clero romano, no dia 13 de maio de 2005, o Santo Padre se deteve sobre a extraordinária riqueza humana e espiritual da África, sem deixar de ressaltar as responsabilidades da Europa:

"A África é um continente de grandes possibilidades, de grande generosidade por parte do povo, com uma fé viva impressionante. Mas devemos confessar que a Europa exportou não somente a fé em Cristo, mas também todos os vícios do Velho Continente. Exportou o sentido da corrupção, exportou a violência que agora está devastando a África. E devemos reconhecer a nossa responsabilidade em fazer de modo que a exportação da fé, que responde à íntima expectativa de todo homem, seja mais forte do que a exportação dos vícios da Europa".

E ainda nos primeiros meses de pontificado, no Ângelus de 3 de julho de 2005, Bento XVI aproveitou a ocasião do então iminente G-8 da Escócia para exortar a comunidade internacional a não esquecer as populações africanas, atingidas pela pobreza e por conflitos:

"De coração, desejo sucesso a essa importante reunião, fazendo votos de que ela leve a partilhar solidariamente os custos da redução da dívida externa, a adotar medidas concretas para a erradicação da pobreza, e a promover um autêntico desenvolvimento da África".

Também em outras ocasiões, como, nos discursos ao Corpo diplomático, nas audiências aos prelados africanos em visita ad Limina e nas mensagens para o Dia Mundial da Paz, o Santo Padre dirigou seu apelo ao continente africano.

E na mensagem para o dia 1º de janeiro deste ano, quando os países se preocupavam com uma crise econômica global, o Papa lançou um apelo a fim de que os países ricos não se fechem no egoísmo, mas permitam a todos os países africanos que tenham "as mesmas possibilidades de acesso ao mercado mundial, evitando exclusões e marginalizações".

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Bento XVI recebe carta do novo Patriarca de Moscou


O Patriarca ortodoxo de Moscou e de todas as Rússias, Kirill, enviou uma carta ao Papa Bento XVI em resposta à sua Mensagem por ocasião da sua eleição como sucessor de Aléxis II.

Em sua carta, Kirill afirma: "Santidade, agradeço-o cordialmente pelas calorosas palavras de felicitações pela minha eleição como Patriarca de Moscou e de todas as Rússias; agradeço também por ter enviado à cerimônia de tomada de posse o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper".

"Obedecendo à vontade de Deus, com humildade e consciência", acrescenta Kirill, "aceitei a decisão expressa pela Igreja Ortodoxa russa, de confiar-me a cruz do ministério patriarcal".

"Entre as muitas tarefas do Primaz da Igreja Ortodoxa russa", afirma o novo Patriarca de Moscou, "uma das prioridades é constituída pela necessidade fundamental de atestar e reconfirmar os valores do Evangelho de Cristo na sociedade contemporânea".

"Estou ciente que para isso devem contribuir o diálogo e a colaboração de todos os que são chamados cristãos, escreve ainda em sua carta.

Seguindo os ensinamentos do Patriarca Alexis II, diz Kirill, "asseguro-lhe que a Igreja ortodoxa russa permanecerá imutavelmente aberta à cooperação com os que se declaram seguidores de Jesus e mantêm a visão tradicional dos conteúdos da mensagem que os cristãos devem levar ao mundo contemporâneo".

Entre os colaboradores, a Igreja Católica de Roma ocupa um lugar particular, representada pela pessoa do Papa. Espero que possa haver um desenvolvimento frutuoso nas relações entre as nossas Igrejas. Desejo-lhe paz, saúde e a ajuda de Deus na sua missão. Com afeto no Senhor, conclui a carta de Kirill a Bento XVI.

Assinado: Kirill, Patriarca de Moscou e de todas as Rússias.

Fonte: Canção Nova

Núncio em Israel fala da viagem do Papa ao País


O Núncio Apostólico em Israel, Dom Antonio Franco fez alguns esclarecimentos a respeito da viagem do Pontífice à Terra Santa.

Antes de tudo, disse o arcebispo, estão previstos encontros com líderes de comunidades muçulmanas e judaicas, mas não haverá nenhuma visita à Faixa de Gaza. No entanto, está se estudando a possibilidade de os cristãos daquela região de participarem de uma Santa Missa celebrada pelo Papa. Esta será uma visita pastoral às comunidades católicas da Jordânia e da Terra Santa, logo, a Israel e Territórios Palestinos.

O Núncio recordou que Bento XVI vai presidir a celebrações em Jerusalém, Belém e Galiléia. Contudo, não estão excluídos encontros com personalidades da Jordânia, Israel e autoridades Palestinas.

Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Campanha da Fraternidade 2009


TEMA: Fraternidade E Segurança Pública
LEMA: “A Paz é Fruto da Justiça” (Is 32, 17)

A Campanha da Fraternidade (CF), realizada todos os anos pela CNBB, teve início em 1964 com temas que diziam respeito apenas à Igreja. A partir de 1973, a CF começou a mostrar uma maior preocupação com a realidade social do povo brasileiro e os temas começaram a dar destaque a promoção da Justiça e a situações existenciais do povo brasileiro como a realidade sócio-econômico-política, marcada pela injustiça, pela exclusão e por altos índices de miséria.

De acordo com o Padre Toffoli, uma das motivações para que o tema da CF de 2009 seja a Segurança Pública foram os constantes pedidos feitos pela Pastoral Carcerária, organismo pertencente à CNBB que cuida da evangelização em unidades prisionais de todo o país. Além da Pastoral Carcerária, as dioceses e as regionais da Conferência por todo o país também solicitaram a adoção desse tema.

A CF é especialmente manifestada na evangelização libertadora, clama a renovar a vida da Igreja a transformar a sociedade, a partir de temas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

Meio para viver os três elementos fundamentais da espiritualidade quaresmal:

Oração
Jejum
Esmola
Objetivo Geral
Suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, a fim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos

Objetivos Permanentes:
Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo os cristãos na busca do bem comum;
Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho;
Renovar a consciência da responsabilidade, de todos, na Evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa(Justiça e Inclusão social) e solidária.
Objetivos Específicos:
Desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e se mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz
Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns
Fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para a violência
Denunciar a predominância do modelo punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos que visem à superação dos problemas e à aplicação da justiça restaurativa
Favorecer a criação e a articulação de redes sociais populares e de políticas públicas com vistas à superação da violência e de suas causas e à difusão da cultura da paz
Desenvolver ações que visem à superação das causas e dos fatores da insegurança
Despertar o agir solidário para com as vítimas da violência
Apoiar as políticas governamentais valorizadoras dos direitos humanos
Oração Campanha da Fraternidade 2009Bom é louvar-vos, Senhor, nosso Deus,
que nos abrigais à sombra de vossas asas,
defendeis e protegeis a todos nós, vossa família,
como uma mãe, que cuida e guarda seus filhos.

Nesse tempo em que nos chamais à conversão,
à esmola, ao jejum, à oração e à penitência,
pedimos perdão pela violência e pelo ódio
que geram medo e insegurança.
Senhor, que a vossa graça venha até nós
e transforme nosso coração.

Abençoai a vossa Igreja e o vosso povo,
para que a Campanha da Fraternidade
seja um forte instrumento de conversão.
Sejam criadas as condições necessárias
para que todos vivamos em segurança,
na paz e na justiça que desejais.

Amém.

Música da Campanha da Fraternidade 2009 Salve em seu computador o hino com a partitura
1. Ó povo meu, chegou a mim o teu lamento, Conheço o medo e a insegurança em que estás. Eu venho a ti, sou tua força e teu alento. Vou te mostrar caminho novo para a paz

Refr.: Onde pões tua confiança? Segurança, quem te traz? É o amor que tudo alcança; Só a justiça gera a paz!

2. Quando o direito habitar a tua casa, Quando a justiça se sentar à tua mesa, A segurança há de brincar em tuas praças; Enfim, a paz demonstrará sua beleza

3. A segurança é vida plena para todos: Trabalho digno, moradia, educação; É ter saúde e os direitos respeitados; É construir fraternidade, é ser irmão.

4. É vão punir sem superar desigualdades; É ilusão só exigir sem antes dar. Só na justiça encontrarás tranquilidade; Não-violência é o jeito novo de lutar.

5. É como teia de aranha, a segurança (Jó 8,14) De quem confia só nas armas, no poder. Não é violência, não são grades ou vingança Que irão fazer paz e justiça florescer.

6. Eu desposei-te no direito e na justiça; Com grande amor e com ternura te escolhi. (Os 2,18) Como aceitar o desrespeito, a injustiça, A intolerância e o desamor que vêm de ti?!

Fonte: CNBB

Vaticano: 80 anos de Estado e 78 de Rádio


“Um pequeno território para uma grande missão”. Com este tema, inicia-se hoje, em Roma, um encontro de dois dias para celebrar os 80 anos de fundação do Estado do Vaticano e do Tratado de Latrão, que foi assinado em 11 de fevereiro de 1929, entre o papa Pio XI e Benito Mussolini, o qual assegura a liberdade da Sé Apostólica e a soberania e independência do papa na realização da sua missão espiritual, e dos 78 anos de inauguração da Rádio Vaticano, emissora do papa.



Dados
A Rádio Vaticano tem hoje 384 funcionários, dos quais, 269 homens e 115 mulheres. Entre eles, 34 são sacerdotes, nove religiosas, 235 leigos e 106 leigas. De acordo com a Santa Sé, a emissora funciona como instrumento de comunicação e evangelização a serviço do ministério do papa cuja finalidade é anunciar com liberdade, fidelidade e eficácia, a mensagem cristã.



As transmissões diárias da Rádio Vaticano alcançam os cinco continentes em 45 programas linguísticos. A redação dos programas é elaborada por jornalistas de 59 nações. Desde o início, a direção da Rádio Vaticano foi confiada à Companhia de Jesus. Seu atual diretor geral é o padre Federico Lombardi. Sua inauguração ocorreu em 12 de fevereiro de 1931, dois anos após assinatura do Tratado de Latrão, pelo papa Pio XI

Fonte: CNBB

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cartas pessoais do Papa João Paulo II serão publicadas

As correspondências pessoais que o Papa João Paulo II escrevia à Wanda Poltawska, sua amiga de Cracóvia, serão publicadas em breve pelas Edições São Paulo. O anúncio foi feito ontem, 9, pelo jornal polonês Gazeta Wyborcza, que revela também que quatro dias após a eleição à Sé Pontifícia (16 de outubro de 1978) Karol Wojtyla enviou, do Vaticano, a Poltawska uma carta assinada “BR” (significando brother, irmão). Wojtyla definia a amiga como "irmã".Wojtyla conheceu Poltawska, que hoje tem 87 anos, na década de 50, e ficou muito amigo dela e do marido. Durante a guerra, ela foi prisioneira no campo de concentração de Ravensbruck, na Alemanha, tendo sido submetida a experimentos médicos pelos nazistas. Já em Cracóvia, como médica, se empenhou na assistência à vida. Fundou o Instituto de Teologia da Família e as primeiras casas de ajuda a mães solteiras. Em 1962, Wojtyla escreveu a Padre Pio (canonizado por ele, em 2002), pedindo graças para a amiga Poltawska, doente de câncer. Não chegou a ser operada, pois ficou curada antes. Poltawska perguntara a seu amigo se deveria destruir sua correspondência, e Wojtyla teria respondido que não.
Fonte: Canção Nova

Pastoral da criança combate fome com cultivo de hortas

Uma Pastoral de grande importância, uma rede de solidariedade que é exemplo no mundo inteiro, a PASTORAL DA CRIANÇA. O BLOG DO IVSON divulga a Pastoral através desta entrevista da Irmã Vera Lúcia Altoé concedida a Canção Nova Notícias.



O número de pessoas que passam fome no mundo aumentou em 2008 para 963 milhões, contra 832 milhões registrados em 2007, segundo o último relatório da ONU anunciado pelo diretor da FAO, Jacques Diouf em janeiro deste ano. Entre as políticas públicas e as várias instituições que lutam contra a fome no país, a Pastoral da Criança se destaca pelo trabalho desenvolvidos com as famílias.A Pastoral da Criança, uma rede de solidariedade que faz parte da CNBB, acompanha mais de um milhão e 800 mil crianças e cerca de 94 mil gestantes. Com a ajuda de mais de 200 mil voluntários, a Pastoral atua em 42 mil comunidades brasileiras e no exterior.Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, a coordenadora Nacional da Pastoral, Ir. Vera Lúcia Altoé, fala sobre o trabalho realizado e como a Instituição tem reeducado as famílias carentes para que tenham uma alimentação adequada e consigam, com a ajuda mútua e conhecimento, enfrentar a desigualdade social.
noticias.cancaonova.com – Qual a visão da Pastoral da Criança sobre a fome no Brasil e no mundo?
Ir. Vera – A Pastoral da Criança, hoje, entre outras causas, vê a desigualdade social como principal causa da fome. E isso não é novidade pra ninguém e nem para a Pastoral da Criança. E a nossa luta contra a fome é uma luta pela justiça social. Outra coisa que podemos admitir, hoje, é que a fome deixou de ser um problema em todos os estados brasileiros. O que existe realmente são os bolsões de pobreza. Temos andado por pelo país e visto isso. Há pessoas que realmente passam fome. A Pastoral da Criança pode constatar que o estado mais pobre do Brasil é o estado do Maranhão, e depois vem os outros, como Alagoas, Piauí, Ceará e também a Bahia, que apesar de ser tão falada, tão famosa, é um dos estados, também apontado pela Fundação Getúlio Vargas, como um estado bem pobre. E mundialmente, sabemos também que existem, na Ásia e na África, estados onde até vivem irmãs da nossa Congregação da Imaculada Conceição, passando por situações muito desumanas.
noticias.cancaonova.com – Qual a situação das crianças do Brasil em relação à desnutrição?
Ir. Vera – Das crianças acompanhadas pela Pastoral da Criança apenas 3,1% apresentam desnutrição e esse número ainda está abaixo da média da Organização Mundial da Saúde. Nós acompanhamos aproximadamente um milhão e 850 mil, o que representa 20% das crianças pobres do Brasil. Hoje, uma das coisas que a Pastoral da Criança tem como desafio, além de combater a desnutrição, é combater a anemia. Sentimos hoje que realmente, por falta de uma alimentação adequada, as nossas crianças estão ficando anêmicas. E, por outro lado, temos observado nas crianças que acompanhamos uma grande porcentagem de obesidade. No ano passado, foi identificado que 1,2% das crianças acompanhadas eram obesas. Estamos tentando lançar para as mães e para as crianças aquela costumeira horta caseira. Mudar um pouco esse negócio de só estar comprando produtos que muitas vezes são caros, mas não tem os pré-requisitos necessários para uma alimentação saudável. Nós estamos fazendo capacitações em vários estados do Brasil onde queremos colocar como uma alternativa para as nossas crianças anêmicas, desnutridas ou obesas que, ao invés de um refrigerante, tomem um suco por exemplo. É nesse sentido que estamos trabalhando um pouco para combater a fome.noticias.cancaonova.com - As sociedades têm falado muito em segurança alimentar, inclusive no mês de janeiro, o Ministro Patrus Ananias, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Brasil participou de um encontro em Madri que terminou com o compromisso dos países em priorizar o combate à fome e à desnutrição no mundo.
Canção nova.com - A Pastoral da Criança acredita nessas grandes decisões? Participa dessas iniciativas?
Ir. Vera - A Pastoral da Criança tem uma metodologia muito simples. E nós que somos católicos entendemos bastante dessas coisas. Ela atua dentro da família, cuidando de gestantes e crianças de 0 a 6 anos. Nós buscamos uma integração àquele texto bíblico que fala da multiplicação, ou seja, a metodologia da Pastoral da Criança é inspirada na multiplicação dos pães, na passagem em que Jesus tinha cinco pães e dois peixinhos para saciar aquela multidão. É por isso que nós nos inspiramos no pequeno, nos pequenos grupos. São comunidades simples, pessoas necessitadas, que se organizando e trabalhando em equipe, dá certo. Não acreditamos que essas grandes esferas da sociedade, essas multinacionais, vão realmente responder àquela necessidade que está lá no final do Maranhão, lá no final do Amazonas, onde a própria comunidade, os próprios líderes, as pessoas envolvidas têm dificuldade em chegar.
Noticias.cancaonova.com – Quais os projetos e planos de ação da Pastoral da Criança diante desse quadro de fome no mundo, principalmente no Brasil?
Ir. Vera – Atualmente, a Pastoral da Criança acompanha 20% das crianças pobres brasileiras. Estamos presentes em todos os estados do país, em todas as paróquias e dioceses e, além disso, a Pastoral da Criança está presente também em 17 países fora do Brasil. E o nosso grande desafio hoje é diminuir a incidência de anemia entre as crianças e fazemos isso através da alimentação variada e enriquecida.E a Pastoral da Criança realmente orienta as famílias, acompanha através das noções básicas de saúde, nutrição e educação. Nós trabalhamos realmente no controle das políticas públicas, ajudando às famílias acompanhadas a lutarem para que tenham seus direitos, ou pelo menos seus direitos básicos, que são a saúde, nutrição, educação e cidadania.Em 2009, nós gostaríamos de aumentar o número de crianças acompanhadas. Queremos ter esse avanço e, por isso, pedimos que as pessoas façam a propaganda e convidem novas pessoas, novas lideranças, pessoas que se sintam chamadas a serem realmente discípulos e missionários de Jesus, para levar vida onde precisa. Nossa meta é que a Pastoral da Criança possa atingir pelo menos 50% das crianças pobres do país.noticias.cancaonova.com -
Canção nova.com - Como a Pastoral da Criança está encarando a atual crise econômica?
Ir. Vera - Diante dessa crise econômica, os primeiros afetados realmente são os nossos pobres e isso porque diminuiu muito a oportunidade de emprego e eles passam a ter menos acesso à alimentação e à moradia. Quando a gente vai visitar uma família, como aconteceu semana passada no bairro onde moro, a mãe teve bebê e, com um mês e meio, a mãe já teve que trabalhar porque o marido não tinha emprego. E então a criança fica sem mamar, fica na casa de outros para a mãe poder ir trabalhar. A falta de acesso à alimentação, à moradia, à casa própria, tudo isso é reflexo da crise econômica. Diante disso, a Pastoral da Criança deve ficar atenta aos possíveis cortes dos recursos públicos. Temos esse momento forte em que ficamos atentos para que não haja esses cortes de recursos para o atendimento às famílias carentes. É inadmissível que uma gestante não possa ser atendida, que não tenha uma comida adequada para alimentar seu filho.Eu quero agradecer a vocês por essa entrevista. Sabemos que a fome é uma dor muito grande e que há muito desperdício de comida pelo mundo a fora. Há muita insensibilidade em alguns lugares onde muitos passam fome. Eu quero pedir realmente que Deus os abençoe e abra o coração e as mãos dos que têm muito para que possam repartir, como fez Jesus na multiplicação do pão e, assim, todos tenham o suficiente para se alimentar.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Família é base para a segurança, afirma arcebispo

A Campanha da Fraternidade deste ano, que será lançada no próximo dia 25, terá como tema central a segurança pública. Em entrevista a O Estado, o arcebispo metropolitano de Curitiba, dom Moacyr José Vitti, conta os motivos que levaram a igreja a escolher a criminalidade e a violência como discussões em 2009 e ainda fala a respeito dos desafios da igreja, considerando a perda de adeptos por conta de outras religiões e doutrinas. O arcebispo considera que a base para evitar problemas - sejam eles na segurança pública ou mesmo na questão da religiosidade - é a família.

O Estado - Quais os motivos que levaram a igreja à escolha do tema da Campanha da Fraternidade (CF) este ano?
Dom Moacyr Vitti - Esse tema foi escolhido depois de uma pesquisa no Brasil para saber quais os desafios que enfrentamos atualmente. O resultado foi a preocupação com a violência e o desemprego.
Diariamente, vemos fatos marcantes na nossa sociedade, consequências da violência. O que aconteceu com o casal que passeava em Caiobá, no litoral, é um exemplo.
Diante disso, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) achou por bem estabelecer a campanha tocando esse problema tão sério. É incrível a gente constatar quantas vidas são ceifadas pela violência. Com a campanha, queremos conscientizar as nossas autoridades e o povo. Todos devem cooperar para a melhoria dessa situação.
OE - Como a igreja pode contribuir com a diminuição da criminalidade e da violência?
DMV - Só o fato de a igreja organizar essa campanha já é uma grande contribuição para a sociedade. Nas celebrações, nas paróquias, nas comunidades, as pessoas podem dar sua contribuição para evitar a violência proveniente das drogas, da bebida, da miséria, da fome, da falta de educação, do abandono da saúde. A igreja tem como princípio fundamental a defesa da pessoa humana, da dignidade, e sobretudo obedecendo ao mandamento de Deus "não matarás".
OE - Além da conscientização e da sensibilização, quais as medidas práticas que a igreja pode adotar - ou vem adotando - para amenizar a situação da violência?
DMV - O trabalho da Pastoral Carcerária nas prisões, por exemplo. Um trabalho que procura educar os que estão presos, para que tenham alguma conversão.
OE - Qual a grande preocupação da igreja nos dias de hoje?
DMV - A família. A maior parte dos casos de violência se deve à desestruturação da família. O abandono dos filhos, que vão procurar as drogas e, como consequência, vem a violência.
OE - Sabemos que a igreja vem enfrentando vários problemas, como a "fuga" de adeptos que acabam procurando outras religiões ou doutrinas - até pelo crescimento das igrejas evangélicas em todo o Brasil - ou ainda a falta de padres. O que a igreja está fazendo para resolver esses problemas?
DMV - Não há dúvida que a falta de padres está grande, proporcionalmente à população. Infelizmente os contra-valores que estamos vivendo na sociedade criam a dificuldade para despertar jovens para a função sacerdotal. Mas aqui em Curitiba nossa arquidiocese foi privilegiada nos últimos anos. No ano passado, em fevereiro, eu ordenei oito padres diocesanos, o que é expressivo. Este ano já ordenei um e vou ordenar mais três. Temos o número de padres suficiente para responder à nossa necessidade.
OE - Por que faltam padres? Seria pela falta de interesse dos jovens na vida sacerdotal?
DMV - A desestruturação da família leva a isso. Onde uma família é bem unida, vive bem a fé cristã, cria-se um ambiente propício para surgir uma vocação sacerdotal. Agora, onde a família é desunida, onde não existe amor, é claro que é um ambiente muito difícil para isso.
OE - Ainda em relação à cultura da paz, a igreja considera o aborto como uma das piores formas de violência. O assunto é polêmico. Como estão as discussões sobre esse tema? A igreja poderia repensar suas concepções? E as células-tronco, como estão as discussões?
DMV - Com relação ao aborto, a igreja mantém o seu princípio de defesa da vida. Existe o mandamento de Deus "não matarás", e todo aborto é tirar a vida de uma pessoa. Sobre as células-tronco, os princípios éticos da igreja não mudam. Existe uma equipe internacional que faz estudos sobre isso. Não há provas, ainda, de que essas experiências possam trazer cura. Pelo contrário, já aconteceram consequências negativas dessas experiências.
OE - E os métodos de concepção in vitro ou todos aqueles que são de reprodução assistida? Como a igreja vem avaliando isso nos últimos anos?
DMV - Penso que, se os métodos forem desenvolvidos dentro da ética do casal, é claro que a igreja aceita. Mas é preciso respeitar os direitos sagrados do matrimônio.
OE - Com relação aos contraceptivos, a igreja sempre manteve sua postura radical contrária. Mas sabemos que a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis é grande. Como a igreja vê esse impasse?
DMV - A igreja é muito prudente, ela vai com calma, estudando devagar. Mas ainda o posicionamento é contra. Sobre as doenças, a posição da igreja é sempre prevenir antes. Não há dúvida de que, quando existe a perversidade, a imoralidade, as doenças aparecem. A igreja procura prevenir através da sacralidade do casamento, procurando preparar os jovens para manterem a dignidade antes do matrimônio.
OE - Qual o maior desafio da igreja daqui para a frente?
DMV - O maior desafio é fazer com que Jesus Cristo seja mais conhecido e mais vivido, pois poucas pessoas o conhecem. Jesus Cristo veio para estabelecer o reino do amor, da fraternidade, da justiça, da solidariedade. E a igreja tem que mostrar ao mundo todo o caminho para essa transformação e que, para que de fato o reino de Deus aconteça, é preciso a presença de Cristo no coração das pessoas.
OE - Qual a sua opinião sobre as religiões cristãs, mas não católicas?
DMV - Quanto a isso precisamos distinguir bem quais são as igrejas cristãs sérias, históricas. Claro que há igrejas não católicas muito positivas, que fazem um trabalho apreciado. Mas infelizmente há seitas pouco religiosas que mais exploram as pessoas do que propriamente anunciam Cristo. E o pior é que algumas usam o nome de Cristo para os próprios interesses. A grande preocupação da igreja hoje é o ecumenismo; temos procurado fazer essa aproximação.
Fonte: Paraná on line

Bento XVI pede pelas crianças doentes no Dia Mundial do Enfermo

Na mensagem para o 17° Dia Mundial do Enfermo a ser celebrado no próximo dia 11, o papa Bento XVI lembrou especialmente as crianças doentes ou vítimas de abusos e violências. O papa faz um apelo às autoridades para que promulguem leis a favor das crianças e adolescentes em dificuldades. “Um cristão não pode permanecer indiferente ao silencioso grito de dor que se eleva das crianças doentes ou abandonadas a si mesmas no mundo: a sua consciência de homem e de crente não lho permite e impõe-lhe o imperioso dever de intervir”, diz o papa.
“Há pequenos seres humanos que levam no corpo as consequências de doenças que tornam uma pessoa inválida, e outros que lutam com males ainda hoje incuráveis, não obstante o progresso da medicina e a assistência de válidos investigadores e profissionais da saúde”, afirma Bento XVI. “Há crianças feridas no corpo e na alma em razão de conflitos e guerras, e outras vítimas inocentes do ódio de insensatas pessoas adultas. Há também os meninos da rua, privados do calor de uma família e abandonados a si mesmos, e menores profanados por pessoas abjetas que violam a sua inocência, nelas provocando uma ferida psicológica que os marcará para o resto dos seus dias”.Bento XVI lembra, ainda, as crianças que morrem de sede, fome ou por carência de assistência de saúde, como também “os pequenos exilados e prófugos da sua própria terra, com os pais, à busca de melhores condições de vida”.Ao terminar sua mensagem, o papa se volta para as autoridades com um apelo para que “se potenciem as leis e medidas a favor das crianças doentes e suas famílias”.
Fonte: CNBB

Vaticano interpela presidente italiano

O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, falou ao telefone neste sábado, 7, com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, para discutir os últimos desenvolvimentos do caso de Eluana Englaro.Neste momento, o médicos continuam sem oferecer alimentação e hidratação a Eluana, italiana que se encontra em estado vegetativo há 17 anos. O protocolo médico consiste agora em administrar apenas sedativos e antiepilépticos, enquanto se espera que a italiana morra de sede, algo que, segundo os especialistas, pode ocorrer em cerca de 15 dias.Enquanto isso, o Senado examinará amanhã, 9, o projeto de lei, apresentado pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi, em que se proíbe a suspensão de hidratação e aimentação a qualquer tipo de paciente. O objetivo da medida é impedir a morte de Eluana.Para que a lei entre em vigor, é necessária a assinatura do presidente italiano e sua publicação no diário oficial, o que poderia ocorrer por volta de 13 de fevereiro. Contudo, Giorgio Napolitano se nega em assinar o documento. Segundo comunicado da Santa Sé, na conversa entre Napolitano e o Cardeal Bertone foi manifestado por este um “vivo apreço pela celeridade do Parlamento na aprovação do projeto de lei”.
Da Canção Nova, com Ecclesia

"A mais profunda doença do homem é a ausência de Deus"

"Somos feitos para a vida", afirmou Bento XVI no Ângelus, deste domingo, 8, destacando o Evangelho de hoje e o Dia Mundial do Enfermo, cuja data se celebra na próxima quarta, 11, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes. Observando que "a experiência da cura dos doentes ocupou boa parte da missão pública de Cristo", o Papa convidou a “refletir sobre o sentido e valor da doença em todas as situações em que o ser humano se possa encontrar". "A doença faz parte da experiência humana. Contudo, não conseguimos nos acostumar com ela, não só porque, muitas vezes se torna pesada e grave, mas essencialmente porque somos feitos para a vida, para a vida completa. Justamente o nosso instinto interior nos faz pensar em Deus como plenitude de vida, mais ainda – como Vida eterna e perfeita".“Quando somos provados pelo mal e as nossa orações parecem vãs, surge então em nós a dúvida e nos interrogamos, angustiados: qual é a vontade de Deus?”. E encontramos no Evangelho a resposta desta pergunta."Jesus não deixa dúvidas: Deus, do qual Ele mesmo nos revelou o rosto, é o Deus da vida, que nos liberta de todos os males. O sinal desta sua força de amor são as curas que realiza, demonstrando assim que o Reino de Deus está próximo e restituindo homens e mulheres à sua plena integridade, de espírito e de corpo. Assim, entendemos porque sua pregação e as curas que realiza estão sempre juntas, formando uma única mensagem de esperança e salvação".Estas curas, prosseguiu o Papa, conduzem à mensagem de Cristo, nos fazem compreender que "verdadeira doença do homem, a mais profunda, é a ausência de Deus, da fonte de verdade e de amor". "Só a reconciliação com Deus pode nos dar a verdadeira cura, a verdadeira vida, porque uma vida sem amor e sem verdade não seria uma verdadeira vida. O Reino de Deus é precisamente a presença de verdade e de amor, cura na profundidade do nosso ser". "Graças à ação do Espírito Santo, a obra de Jesus se prolonga na missão da Igreja. Mediante os Sacramentos, é Cristo que comunica a sua vida às multidões de irmãos e irmãs, ao mesmo tempo que trata e conforta inúmeros doentes, através de muitas atividades de assistência que as comunidades cristãs promovem com caridade fraterna". "Rezemos por todos os doentes, especialmente pelos mais graves, que de modo algum podem prover a si mesmos, encontrando-se totalmente dependentes dos cuidados de outros: que cada um deles possa experimentar, na solicitude de quem lhe está próximo, a potência do amor de Deus e a riqueza da sua graça que salva". Dia Mundial do EnfermoApós a recitação do Ângelus, o Papa dirigiu uma benção especial a todos os doentes, agentes de saúde e voluntários, de todas as partes do mundo. Anunciou ainda, a propósito do Dia Mundial do Enfermo, que em Roma, na Basílica de São Pedro, haverá a celebração da Santa Missa pelos enfermos e, ao final, o próprio Bento XVI irá proferir um discurso e dar a bênção..: Papa convida cristãos a seguirem exemplo do "Bom Samaritano"MadagascarBento XVI expressou sua preocupação com a situação em Madagascar, pedindo aos fiéis que rezem pela pacificação e o retorno da convivência civil:"Nestas semanas, fortes tensões políticas, em Madagascar, provocaram agitações populares. Por isso, os bispos da Ilha convocaram todos para um dia de oração, hoje, 8, em favor da reconciliação nacional e da justiça social. Estou muito preocupado com o período particularmente crítico que o país enfrenta e peço a todos que se unam aos fiéis malgaxes, para confiar ao Senhor os que morreram nas manifestações e para d’Ele invocar, por intercessão de Maria Santíssima, o retorno à concórdia dos espíritos, à tranqüilidade social e à convivência civil".
Da Canção Nova, com Rádio Vaticano

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A história de Dom Helder Câmara

Grande ícone da luta em favor dos pobres no Brasil, Dom Helder Câmara, nasceu em Fortaleza, no Ceará, mas foi no Rio de Janeiro e em Pernambuco que exerceu o seu ministério. Ele faleceu em 27 de agosto de 1999, mas seu testemunho continua vivo em toda a Igreja.
Dom Helder Pessoa Câmara, homem de passos firmes, palavras eloqüentes e gestos marcantes. Sua opção e luta pelos pobres caracterizaram o seu apostolado. Foi bispo auxiliar do Rio de Janeiro por 12 anos e na Arquidiocese de Recife – Olinda dedicou grande parte de seu ministério. Com seu jeito manso conquistava o coração dos fiés, mas também de figuras importantes como o Papa Paulo VI e, por João Paulo II era chamado de "irmão dos pobres. Meu irmão".No dia 14 de outubro de 1952 teve início a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dom Helder presidiu a primeira reunião. Ao criar a Conferência ele fez notar ainda mais sua vocação de Pastor, preocupado com o bem-estar religioso e social do povo. Ele afirmava que o bispo deveria ser antes de tudo apoio e testemunha do amor de Cristo.Dom Helder ganhou projeção internacional ao participar do Concílio Vaticano II, em 1962. A luta em favor dos pobres o tornou conhecido entre os bispos.Tornou-se conhecido em diversos países que o convidavam para falar sobre a sua luta social. Foi indicado até mesmo ao Prêmio Nobel da Paz. Com o tempo passou a ser chamado apenas de Dom, mas não por ser apenas uma abreviação, mas porque muitos descobriram nele o Dom da paz, Dom do Amor e Dom de Deus para a Igreja.


Liliane Borges
Canção Nova Notícias

Papa recebe bispos nigerianos e fala sobre os católicos do país

Teve início nesta quinta-feira, 5, no Vaticano, a visita ad Limina dos bispos nigerianos. Durante um mês, a situação dos católicos locais será analisada pelo Papa Bento XVI e pela Cúria Romana. A Nigéria é um país com cerca de 150 milhões de habitantes, muitos dos quais muçulmanos ou membros da religião africana tradicional. Todavia, o país tem o mais alto número de bispos da África, com 60 prelados. Um dos primeiros a serem recebidos hoje pelo Papa foi o arcebispo de Abuja, Dom John Olorunfemi Onaiyekan, que em entrevista à Rádio Vaticano falou dos desafios eclesiais mais importantes para a Igreja nigeriana: "Na minha opinião, um desafio muito positivo é representado pelo crescimento da Igreja nigeriana, que estamos tentando administrar da melhor maneira possível. O número de católicos continua aumentando, assim como as vocações sacerdotais e religiosas. Há dioceses onde o número de sacerdotes não basta, justamente porque o número de católicos é grande". Outro desafio, segundo Dom Onaiyekan, é o discernimento das vocações, porque há muitos jovens que querem dedicar a própria vida a serviço da Igreja, "mas temos problemas para verificar se os pedidos são realmente idôneos". E, depois, há ainda o desafio da relação entre a Igreja e a sociedade nigeriana em geral, e entre o Estado e a Igreja. A sociedade nigeriana é muito complexa, com mais de 250 grupos étnico diferentes.
Fonte: Canção Nova

Os direitos humanos no magistério de Bento XVI

O Cardeal Tarcisio Bertone realizou hoje, 5, em Madri, na sede da Conferência Episcopal Espanhola, uma conferência sobre "Os direitos humanos no magistério de Bento XVI", nos 60 anos da "Declaração Universal", aprovada pela ONU em 10 de dezembro de 1948. O Cardeal Bertone destacou que "os direitos humanos nascem da cultura européia ocidental, de matriz cristã. Portanto, não se trata de uma casualidade. Esses direitos se baseiam na convicção, herdada do judaísmo, de que o ser humano é imagem de Deus". Todavia, hoje, passados 60 anos, segundo o cardeal se assiste a uma nova definição radical dos direitos humanos individuais, que, atacados por concepções relativistas, estão se transformando em direitos sempre mais frágeis e sempre menos universais e invioláveis. Mas, como afirma Bento XVI, os direitos humanos, sendo o primeiro deles o direito à vida, estão inseridos no homem enquanto tal e pertencem, portanto, a todos os seres humanos desde a concepção até a morte natural, e não podem depender nem de decisões de uma maioria, nem das culturas nem das condições de saúde da pessoa. No respeito do direito de todos, continuou o Card. Bertone, se funda a liberdade, a paz e a justiça no mundo. E se um Estado é incapaz de garantir o respeito desses direitos para a própria população, é necessário que esta responsabilidade seja assumida pela comunidade internacional. O cardeal falou ainda dos direitos da família, célula fundamental da sociedade, e dos direitos da mulher, que ainda é discriminada por motivos religiosos, culturais e sociais. Outro tema tratado pelo secretário Estado foi a laicidade do Estado e sua relação com a Igreja. Ele afirmou que não se trata de ingerência indevida quando a Igreja assume uma posição diante de questões morais e sociais que dizem respeito à pessoa e à sua dignidade, tentando, assim, marginalizar a presença cristã na vida civil de um país. "A Igreja não quer privilégios, pede somente o respeito da liberdade religiosa", reiterou. Por fim, o secretário de Estado lançou um apelo por uma ação mais solidária para com todos os homens, mulheres e crianças que têm seus direitos fundamentais negados por uma distribuição injusta dos bens da Terra. Em três dias de visita, o cardeal encontrou o Rei Juan Carlos, o Premiê José Luis Rodríguez Zapatero e o presidente do Partido Popular e líder da oposição, Mariano Rajoy.
Fonte: Canção Nova

Cardeal Bertone se encontra com líderes do governo espanhol

O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, iniciou ontem, 4, sua visita à Espanha, quando foi recebido pelo rei Juan Carlos, que o acolheu no idioma italiano. Logo na chegada, Dom Tarcisio antecipou a sua “intenção de diálogo”, destacando que os católicos respeitam o poder político legitimamente constituído. Leia mais.: Cardeal Bertone fala sobre direitos humanos na Conferência Episcoal Espanhola. O primeiro encontro do Secretário foi com o premiê José Luis Zapatero, que adiantou a Dom Bertone um convite a Bento XVI para participar, em 2010, das comemorações do Ano Santo Compostelano, em Santiago de Compostela. No mesmo ano, o Papa realizará a celebração pelo do Dia Mundial da Juventude, em Madri.O representante do Vaticano também se reuniu com a vice-premiê, Maria Teresa de la Veja, a fim de discutir temas em voga no país, como a reforma da lei sobre o aborto, a contestada matéria escolar “Educação para cidadania”, casamentos de homossexuais e a revisão da lei sobre liberdade religiosa. A dirigente assegurou ao Cardeal Tarcisio Bertone que o Governo quer “erguer pontes” e reconheceu que a Igreja tem direito de intervir no debate democrático.De la Vega defendeu as reformas programadas por Zapatero na nova legislatura, em especial a nova lei do aborto, mas garantiu ao Secretário de Estado que o governo não vai alterar seus acordos com a Santa Sé. A vice-premiê reconheceu que existem posturas diferentes na sociedade espanhola e informou que o objetivo do governo é garantir e proteger os direitos das mulheres e médicos. Segundo o jornal “El País”, um novo atrito do Governo com a Igreja poderia custar ao partido milhões de votos. Às vésperas da chegada do cardeal, propostas legislativas como a eutanásia, a apostasia, a revisão das relações com a Igreja, e a questão dos símbolos religiosos, foram bloqueadas no parlamento, graças aos votos do Partido Socialista, que votou como os Populares. A hipótese da lei da eutanásia, avançada pelos socialistas no ano passado, parece hoje arquivada. O financiamento público à Igreja não será tocado e a nova lei do aborto pode ser adiada para o fim do ano. Com o Ministro do Exterior, Miguel Ángel Moratinos, o secretário de Estado do Vaticano analisou tópicos da atualidade internacional, com atenção especial à situação em Gaza e Cuba. Fontes do ministério informaram que, sobre a questão cubana, houve uma perfeita concordância de pareceres e ambos apostam no diálogo crítico e no relacionamento aberto com as autoridades da Ilha.O Cardeal Bertone também se reuniu ontem, 4, com o líder da oposição e presidente do Partido Popular, Mariano Rajoy, e jantou com o Presidente da Conferência Episcopal Espanhola, Cardeal Antonio María Rouco Varela.
Fonte: Canção Nova

domingo, 1 de fevereiro de 2009

"A eutanásia é uma falsa solução" declara Papa

"A eutanásia é uma falsa solução ao drama do sofrimento, é uma solução que não é digna do homem”, sublinhou Bento XVI no Ângelus deste domingo, 01, destacando a Jornada pela Vida, promovida pela Conferência Episcopal Italiana.
O Santo Padre iniciou o discurso, a partir do Evangelho deste domingo, comentando que “Jesus não só expulsa os demônios das pessoas, libertando-as da pior escravidão, mas proíbe aos próprios demônios de revelarem a Sua identidade”. Trata-se de “uma singular característica” do Evangelho de São Marcos, proposto ao longo deste ano, isto é, o chamado “segredo messiânico”: inicialmente, Jesus não quer que se saiba, a não ser pelo grupo dos discípulos, que Ele é o Cristo, o Filho de Deus. Jesus “insiste sobre este segredo porque está em jogo o êxito da sua missão”. “De fato, Ele sabe que para libertar a humanidade do domínio do pecado, deverá ser sacrificado sobre a cruz como o verdadeiro Cordeiro pascal”.
“O diabo, por sua vez, procura dissuadi-lo, encaminhando-o antes para a lógica humana de um Messias potente e cheio de sucesso. A cruz de Cristo será a sua ruína. É por isso que Jesus não se cansa de ensinar aos seus discípulos que, para entrar na sua glória, deve sofrer muito, ser recusado, condenado e crucificado, uma vez que o sofrimento faz parte integrante da sua missão. Jesus sofre e morre na cruz por amor”.
“Vendo bem as coisas – prosseguiu o Papa – foi assim que Jesus deu sentido ao nosso sofrimento, sentido que muitos homens e mulheres de cada época entenderam, fazendo a experiência de profunda serenidade mesmo na amargura de duras provações físicas e morais”. Jornada pela vidaA partir do tema da Jornada para a Vida, “A força da vida no sofrimento”, Bento XVI ressaltou que “a eutanásia é uma falsa solução ao drama do sofrimento, uma solução indigna do homem. De fato, a verdadeira resposta não pode ser a da morte, ainda que suave, mas sim testemunhar o amor que ajuda a enfrentar a dor e a agonia de modo humano. Estejamos certos disto: nenhuma lágrima, nem de quem sofre, nem de quem está próximo, se perde diante de Deus”.
O Santo Padre concluiu a recitação do Ângelus, confiando à Nossa Senhora, “as pessoas que se encontram no sofrimento e aqueles que se empenham, dia a dia, a seu favor, servindo a vida em todas as suas fases”. Dos pais aos agentes de saúde, dos padres e religiosos aos investigadores e voluntários. Festa da Apresentação do Senhor
Depois das Ave Marias, Bento XVI recordou a celebração, nesta segunda, 02, da festa litúrgica da Apresentação de Jesus no Templo, momento em que “se manifesta a consagração de Jesus a Deus Pai, e, ligada a isso, a purificação da Virgem Maria”. Lembrou que a mesma data foi proclamada pelo Papa João Paulo II como a “Dia da Vida Consagrada”.Anunciou ainda que, ao fim da Missa da Festa da Apresentação do Senhor, nesta segunda, 02, a ser celebrada na basílica de São Pedro pelo Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, dirigirá uma saudação aos consagrados presentes: “Convido todos a dar graças ao Senhor pelo precioso dom destes irmãos e irmãs, e a pedir-Lhe, por intercessão de Nossa Senhora, muitas novas vocações, na variedade dos carismas de que é rica a Igreja”, concluiu o Papa.
Fonte: Canção Nova

Nota da CNBB pelo falecimento de Dom José de Almeida Batista Pereira

“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só. Mas, se morre, produz muito fruto" (Jn 12, 24).A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB manifesta seu pesar pelo falecimento do arcebispo emérito de Guaxupé (MG), dom José de Almeida Batista Pereira, ocorrido na sexta-feira, 30 de janeiro. Chamado para a Casa do Pai aos 91 anos, Dom José de Almeida nos deixa o exemplo de um pastor dedicado que soube amar e servir na gratuidade, seja como bispo auxiliar de Niterói, no Rio de Janeiro, seja nas dioceses mineiras de Sete Lagoas e Guaxupé. Emérito, continuou solícito e colaborou de forma admirável com a diocese de Nova Friburgo onde passou a residir. Elevamos a Deus nossas orações confiantes em favor deste pastor que passou sua vida fazendo o bem. Com São Paulo, certamente, ele pôde dizer: “Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé” (2Tm 4,7). Que ele receba a glória reservada para os justos.
Brasília, 31 de janeiro de 2009
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de JaneiroSecretário Geral da CNBB



Fonte: CNBB

Morre aos 91 anos, dom José de Almeida, bispo emérito de Guaxupé

Faleceu por volta das 18h desta sexta-feira, 30, o bispo emérito de Guaxupé (MG), dom José de Almeida Batista Pereira. Seu sepultamento ocorre hoje, na catedral de Nova Friburgo (RJ), após a missa de exéquias às 15h.
« Ficamos muito tristes e, ao mesmo tempo, agradecidos pelo trabalho que dom José Almeida realizou em nossa diocese durante 12 anos », disse o bispo de Guaxupé, dom José Lanza Neto.
Natural de São Gonçalo (RJ), dom José de Almeida tinha 91 anos e era irmão do arcebispo de Brasília, dom José Newton de Almeida Baptista, falecido em 2001. Foi bispo auxiliar de Niterói (RJ) de 1954 a 1955; 1º bispo de Sete Lagoas (MG) de 1955 a 1964; bispo de Guaxupé de 1964 a 1976 quando se tornou emérito. Atualmente, residia e colaborava na diocese de Nova Friburgo. Deixou escritos os livros: O Homem, Desafio de Hoje e de Sempre; Catequese Bíblica do Rosário da Virgem; Introdução à Sociologia (pro manuscripto); História de São José do Ribeirão, RJ (inédito).
Mérito: CNBB