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sábado, 13 de fevereiro de 2010

No carnaval, quero ser outra pessoa

A carnavalização acontece por um desejo de ruptura da rotina cotidiana

O carnaval se aproxima. Um feriado prolongado e famoso no Brasil. No exterior muitos, infelizmente, reconhecem nosso país apenas a partir do futebol e do carnaval, identificando-nos somente com o chavão: futebol e samba.

Por conta disso, muitos de nós acabamos acreditando que o carnaval é uma invenção brasileira e que se resume ao que realizamos nessa época no nosso país. Isso é um engano! Porque o carnaval não é criação moderna e brasileira. Trata-se de um evento antigo e que apresenta variações em diferentes épocas e povos, inclusive em utilidade.

Utilidade? Como assim?

Isso mesmo! A maior festa popular brasileira possui outras funções, diferentes do evento social como o conhecemos. Exemplo disso é a literatura que possui um recurso chamado "carnavalização". São várias as características que nos permitem identificá-la [carnavalização] num determinado texto.

Mas quero tratar de uma em especial, porque ela está bem ligada ao que, claramente, vemos nos dias de carnaval, e além disso, ao ser usada na literatura, ela diz muito das características e dos desejos humanos – trata-se da inversão através de polos opostos.

Esse recurso é simples e algo comum na literatura e seu princípio vem do que ocorre nesses dias carnavalescos: o pobre se veste de rei; o rico se veste de mendigo; o cidadão comum se veste de artista; o famoso quer se vestir de cidadão comum...

Segundo a teoria da literatura a carnavalização acontece por um desejo de ruptura da rotina cotidiana. Um desejo de ser, pelo menos por alguns instantes (ou por alguns dias – os dias dessa festa), algo diferente do que se é o ano inteiro. E esse desejo de mudança pode, sem dúvida, nos indicar um anseio de mudança mais profunda, inerente a qualquer ser humano em alguma fase da vida.

Quantas pessoas esperam ansiosamente esse período do ano para essa mudança. Muitos vivem em função dessa espera e passam o ano todo preparando suas fantasias. E se pensarmos bem, em maiores ou menores proporções, todos nós desejamos, em determinados momentos, alguma mudança na vida.

Que esse período de carnaval seja o que a nossa opção nos disser: ser formos a alguma festa, que nos divirtamos sadiamente; se formos para um retiro, que rezemos; se formos para um recanto, que descansemos... Mas que em qualquer desses ambientes façamos uma profunda reflexão. Aproveitemos porque estaremos, de um jeito ou de outro, rodeados dessa inversão e pensemos em quais situações buscamos essa carnavalização em nossa vida.

E a partir das conclusões que tirarmos não esperemos mais momentos passageiros, como o carnaval, para fugir da realidade. Mas que possamos nos propor a mudar verdadeiramente as estruturas da rotina. Que não usemos apenas fantasias. Que não desejemos ser outra pessoa durante escassos momentos. Mas que sejamos verdadeiramente pessoas novas.

Como fazer essa mudança? Como ser uma pessoa verdadeiramente nova? A receita quem nos indica é alguém que conhecia bem festas, como o carnaval, e também conhecia as teorias literárias de seu tempo – o apóstolo Paulo. É ele quem nos afirma:

Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo! (II Cor 5,17)

Denis Duarte
contato@denisduarte.com
Denis Duarte Especialista em Bíblia e Cientista da Religião.
www.denisduarte.com

Católicos não são imunes à "praga do aborto", diz Papa a bispos

Leonardo Meira
Da Canção Nova


L'Osservatore RomanoPapa Bento XVI entre os bispos da Conferência Romena"As famílias católicas não são imunes à praga do aborto, da corrupção, alcoolismo e drogas, bem como do controle de natalidade mediante métodos contrários à dignidade da pessoa humana. Para combater esses desafios, deve-se promover um aconselhamento paroquial que assegure uma adequada preparação para a vida conjugal e familiar, bem como organizar melhor a partoral juvenil", sublinha o Papa.

Bento XVI fez as indicações aos Bispos da Conferência Episcopal da Romênia (CER), recebidos em audiência na manhã desta sexta-feira, 12, durante a visita ad Limina.

"O florescimento de vocações sacerdotais e religiosas depende, em boa parte, da saúde moral e religiosa das famílias cristãs. Infelizmente, em nosso tempo, não são poucas as armadilhas para a instituição familiar em uma sociedade secularizada e desorientada", disse.

Frente a esses problemas, Bento XVI assegura que a Igreja deseja oferecer uma contribuição determinante e que permita lidar de frente com o processo de secularização em curso.

Ministério dos bispos

O Pontífice destacou que os bispos possuem como missão crucial a promoção da pastoral vocacional e a garantia de adequada formação para os candidatos ao sacerdócio nos seminários e outros institutos de formação.

Ele também lembrou que o ministério episcopal é extenso e exigente, já que deve "propor aos fiéis um itinerário de fé cristã madura e responsável". Ao mesmo tempo, pediu que os bispos sejam verdadeiros pais dos sacerdotes, seus primeiros e mais próximos colaboradores.

Ortodoxos

A Romênia é um país de maioria ortodoxa, embora haja uma significativa comunidade católica. Em maio do ano passado, completou-se 10 anos da história visita que João Paulo II fez ao país.

O Santo Padre pediu que o testemunho de freternidade prevaleça sobre as discórdias e divisões, e que os corações se abram à reconciliação.

"O desejo de unidade gerado por aquela visita alimenta a oração e o compromisso com o diálogo na caridade e na verdade, bem como a promover iniciativas comuns. Uma área de colaboração que, hoje, é particularmente importante entre ortodoxos e católicos é a que diz respeito à defesa das raízes cristãs da Europa e dos valores cristãos, assim como o testemunho comum em questões como a família, bioética, direitos humanos, honestidade na vida pública, ecologia", concluiu, indicando que esse diálogo construtivo será fermento de unidade e concordia para toda a Europa.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Papa destaca que Cristo é o bem mais precioso

Da Canção Nova, com Rádio Vaticano

APPapa abençoa fiéis presentes na Catequese desta quarta-feira, 3, na Sala Paulo VINa audiência geral desta quarta-feira, o Papa Bento XVI afirmou que "o bem mais precioso que as pessoas têm direito e necessidade de conhecer e amar é Cristo."

Diante disso, o Papa destacou a necessidade da ação missionária. "No coração da Igreja, deve arder sempre um fogo missionário, que impele a anunciar e testemunhar o Evangelho de Jesus a quem o não conhece ou dele se afastou".
Bento XVI falou de São Domingos de Gusmão. Contemporâneo de São Francisco, que também contribuiu para a renovação fundamental da Igreja do seu tempo fundando a Ordem dos Pregadores, ou Dominicanos.

O Pontífice explicou que para o bom sucesso da missão evangelizadora, Domingos de Gusmão recomendava a vida comunitária em pobreza e o estudo como preparação ao apostolado.

"A vivência destes dois valores dá ao pregador a coerência com a verdade de Deus que anuncia. Para ganhar o coração dos ouvintes, São Domingos contava com a terna devoção à Virgem Mãe, que depois tomaria a forma da recitação do terço, e com a fecunda retaguarda espiritual das monjas contemplativas", disse Bento XVI.

O Papa destacou ainda que "este fogo missionário ardia no coração de São Domingos, que nele incendiou os companheiros movidos pela mesma aspiração, dando início à Ordem dos Dominicanos".

Ao saudar os fiéis de lingua portuguese Bento XVI fez votos de que a "visita ao lugar da Confissão de Pedro seja rica de graças e luzes do Alto, e que ajude os fiéis a serem autênticas e incansáveis testemunhas de Cristo."