Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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quinta-feira, 24 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
A final da Copa do Mundo à sombra da Cúpula de São Pedro
Mas, vamos ouvir o que dizem a respeito os sacerdotes jesuítas Gullermo Ortiz, argentino, e Bern Hagenkord, alemão, responsáveis pelo Programa Espanhol e Alemão respectivamente.
Padre Ortiz: “Eu acho que a Alemanha tem um pouco de medo (risos) porque nós somos famosos pelo futebol e temos jogadores muito bons”!
Padre Hagenkord: “Trabalhamos praticamente ao lado, no mesmo andar….existe um pouco de tensão...mas muito amigável! É um tempo muito intenso para nós alemães, porque pela primeira vez, após não sei quantos anos, chegamos na final e venceremos, obviamente (risos)! O digo em espanhol: venceremos!”.
Colegas na Rádio Vaticano, mas “divididos” até domingo à tarde em dois “fronts” opostos, os dois sacerdotes vivem a expectativa do que acontecerá dentro dos muros leoninos com o apito inicial da partida final:
Padre Ortiz: “Francisco não olha TV, não tem TV no seu apartamento, mas Bento XVI sim. Bento, talvez, o convidará para olhar a partida (risos) e talvez, ao invés de olhar a partida, irão à capela rezar, um pela Alemanha e outro pela Argentina!”.
Padre Hagenkord: "Bento não é um grande torcedor de futebol. Francisco torce, mas vai dormir muito cedo, não sei se vai olhar a partida, talvez sim...”.
Mas Padre Ortiz, como argentino, não pode que não dedicar alguma reflexão também ao momento muito delicado pelo qual atravessa o seu o país:
Padre Ortiz: "Francisco está muito preocupado com a Argentina onde existe uma situação social e econômica muito particular, onde existe tanta gente que sofre muito. Eu penso que Francisco não deseja que isto seja uma distração... É importante mostrar que nós somos bons, que chegamos à final e mesmo que a copa fique conosco ou com outro, é só um jogo; agora devemos mostrar que somos bons e que devemos superar os problemas com a fraternidade, com o encontro, com o diálogo e a busca do bem comum para todos”.
O futebol permanece como um dos fenômenos mais importantes no mundo, por isto os dois padres jesuítas estão certos de que o esporte ainda será um motivo de união entre os povos:
Padre Ortiz: "O esporte mostra a fraternidade, une. Esta será uma partida que mostrará o melhor de cada um, mas para unir, não para de enfrentar de moto ruim”.
Padre Hagenkord: “O futebol une … mas depois que tivermos vencido (risos) haverá um pouco de tensão. Mas depois se entenderá melhor que este esporte une mais que separa. Mas final é final! Será uma belíssima partida!”.
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Panamá: I Congresso Latino-Americano de Agentes da Pastoral Familiar
À luz do tema "Família e desenvolvimento social para a vida plena e a comunhão missionária" e cinco grandes temáticas, "Família e educação, Família e comunicação, Família e vida, Família e economia, e Família e Nova Evangelização, o congresso se realizará em três etapas: 1ª) compartilhar a vida e a espiritualidade; 2ª) identificar os desafios e horizontes pastorais, e 3ª) construir linhas de ação pastoral.
O objetivo do congresso é promover a reflexão sobre a família como fonte de riqueza social, a partir das ciências sociais, teologia e pastoral. O I Congresso Latino-Americano de Agentes da Pastoral Familiar se realizará em comunhão com o próximo Sínodo Extraordinário dos Bispos sobre a Família, convocado pelo Papa Francisco para outubro próximo, no Vaticano.
A ideia de organizar o congresso nasceu através da construção do projeto "Redescobrindo a identidade da pastoral familiar latino-americana para a vida plena e a comunhão missionária", e se fortaleceu durante os congressos sobre a família realizados em 2013.
A conferência pretende analisar as possibilidades e desafios das famílias na região para torná-las protagonistas do desenvolvimento social nos países dessa área.
Além disso, espera-se que a conferência contribua para que os agentes da Pastoral Familiar fundamentem, a partir de estudos socioeconômicos e políticos, o valor social e prioritário das famílias como fontes de desenvolvimento social.
Da mesma forma considera-se prioritário incidir nas políticas públicas sobre a família dos países da América Latina, de modo que elas se tornem prioridades nas gestões dos governos. (MJ)
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A visita do Papa a um Pastor evangélico
Cidade do Vaticano (RV) – O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, anunciou que o Papa Francisco visitará a localidade italiana de Caserta, no sul do país, para se encontrar com o pastor evangélico Giovanni Traettino, “um seu amigo desde os tempos de Buenos Aires”, na Igreja da Reconciliação.
A visita terá um caráter privado e durará somente uma manhã. Todavia, Pe. Lombardi adiantou que a viagem ainda está sendo programada e a data provável será no final deste mês, no dia 26 de julho.
A viagem de cerca de 200 quilómetros para a região da Campânia foi pensada após um encontro, no mês de junho, entre o Papa e um grupo de pastores evangélicos, segundo o Pe. Lombardi.
Francisco recebeu o Pastor Traettino em Buenos Aires, ainda como Arcebispo, e os dois participaram em vários encontros ecumênicos na capital argentina.
(BF)
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Dom Mario Toso: "É sempre maior o interesse pelo Magistério social do Papa Francisco"
Cidade do Vaticano (RV) – O Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, em colaboração com a Secretaria de Estado, promove na Casina Pio IV nesta sexta-feira e amanhã, sábado, um seminário internacional sobre a proposta do Papa Francisco “por uma economia sempre mais inclusiva”, contida na Evangelii Gaudium. Participam do Seminário, a portas fechadas, cerca de setenta pessoas, expoentes de instituições internacionais, universidades e representantes de grandes empresas e da sociedade civil. A Rádio Vaticano entrevistou o Secretario do dicastério da Justiça e da Paz, Dom Mario Toso:
Dom Mario Toso: “Antes de tudo, a Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’ do Papa Francisco oferece perspectivas muito estimulantes, que porém, devem ser aprofundadas e traduzidas em planejamento econômico e político, pois surgiram interpretações distorcidas que chegaram mesmo a acusar o Pontífice de marxismo. É necessário explicar que a proposta de uma ‘economia sempre mais inclusiva’ não implica a renúncia à economia de mercado, mas sim a valorização desta, dos seus aspectos positivos; é necessário explicar que ‘a economia que mata’ – à qual faz alusão o Papa Francisco - e infelizmente houve muitos empreendedores e trabalhadores demitidos que se suicidaram – não é toda a economia, mas aquela que idolatra o dinheiro, aquela que considera o trabalho uma variável dependente dos mecanismos financeiros e monetários”.
RV: Quais foram os principais pontos tradados no seu pronunciamento na abertura do seminário?
Dom Mario Toso: “O primeiro ponto importante é formado pela consideração de que a globalização desencadeou um processo de convergência dos rendimentos médios dos países mais pobres para os países mais ricos, mas ao mesmo tempo, cresceu a desigualdade entre diversas parcelas da população mundial. Os dois fenômenos são filhos da mesma revolução, ou mesmo de um mercado que se globaliza aumentando a eficiência das lacunas da escolarização e colocando em forte concorrência trabalhadores com baixa renda com os trabalhadores com altos salários dos países com alto rendimento. Segundo ponto: se está vivendo uma longa transição, prometedora, se bem que problemática e complexa, e que se espera leve do “velho mundo” – segmentado nas fronteiras nacionais – a um “novo mundo” formado por uma única família humana. Terceiro ponto: o problema econômico do qual tradicionalmente se ocupam os economistas, é somente uma das dimensões do problema atual. É necessário, de fato, assegurar que a criação de valores econômicos seja sustentável a nível ambiental. Existe, portanto, além da dimensão econômica, também uma dimensão ambiental; e que não produza uma dramática crise financeira – portanto, existe uma dimensão financeira – e que não exista um desalinhamento entre o Produto Interno Bruto e o bem-estar”.
RV: Também participam no seminário expoentes de instituições internacionais, acadêmicas, assim como representantes de grandes empresas e da sociedade civil. Isto sublinha também um grande interesse a nível geral pelas propostas enunciadas pelo Papa Francisco na Evangelii Gaudium, mas também em outros pronunciamentos...
Dom Mario Toso: “Devo dizer que em relação a esta iniciativa – que se desejou que fosse com uma participação restrita e mesmo reservada, pois os conteúdos não estão todos definidos, mas são passíveis de aperfeiçoamento e de integração -, houve uma grande adesão, ou melhor, uma espécie de “pequeno assalto”. Muitos desejavam participar e estar presentes neste evento ao qual participará, num determinado momento, o Sumo Pontífice. Isto mostra o grande interesse pelo Magistério social do Papa Francisco, um interesse que – entre outros – é solicitado também pelos grandes problemas que estão ‘sob o tapete’, os quais exigem uma grande visão, mas também um grande planejamento a nível não somente econômico, mas também político. Sabemos que hoje a crise é devida também ao fato que as finanças tem a hegemonia sobre a política e esta última tem dificuldade em oferecer diretrizes, políticas financeiras fiscais tais, que possam induzir a economia a estar a serviço do bem comum”.
RV: A voz do Papa é sempre mais ouvida; o vemos em tantas dimensões. Também este simpósio confirma isto...
Dom Mario Toso: “Sim, porque é uma voz que fala das necessidades das pessoas, dos povos, da família humana, no diz respeito às questões econômicas e no que diz respeito à paz, o desenvolvimento sustentável... Todas estas questões são ligadas entre si, são interdependentes. É necessário, portanto, ter a capacidade de uma visão que abranja todos os problemas, os fatores, as valências e, em correspondência, ser capaz de oferecer um novo planejamento e preparar novas pessoas que sejam determinadas no viver o próprio protagonismo econômico, social, político, com grande responsabilidade em relação ao bem comum e à justiça social”. (JE)
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Vaticano: selo comemorativo pelos 25 anos da queda do Muro de Berlim
Cidade do Vaticano (RV) – Os Correios vaticanos emitirão um selo por ocasião dos 25 anos da queda do Muro de Berlim, um dos símbolos mais dramáticos da Guerra Fria. A imagem que a ‘Posta Vaticana’ escolheu é a fotografia de uma idosa que coloca um cinzel no muro para contribuir com a sua derrubada.
Na noite de 9 e 10 de novembro de 1989, foram os próprios berlinenses a começar, munidos de instrumentos improvisados, a desmantelar pequenas porções da “fortificação” levantada em 1961.
A emissão do selo comemorativo anunciada quinta-feira, 10, pela ‘Posta Vaticana’ faz parte de uma série de emissões previstas para 28 de agosto próximo, que incluem quer o selo de 85 centavos de euro com a foto tirada na época por Michael-Reiner Ernst, quer um folheto tendo ao centro um selo de 3,60 euros.
A folha apresenta uma gráfica muito eficiente: um arco-íris sobre um fundo branco e nas bordas, escritos os nomes de 138 pessoas mortas na tentativa de ultrapassar o Muro rumo ao ocidente. Tanto o selo como a folha tem escritos também em alemão.
As emissões vaticanas de 28 de agosto compreendem também um selo de 70 centavos pelos 150 anos de nascimento do compositor Richard Strauss e um selo de dois euros pelos 350 anos do ‘Sínodo de Ayutthaya’ (uma cidade no então Reino de Siam, onde em 1664 foi realizada uma reunião de missionários católicos). O selo de Strauss será oferecido também dentro de um folder contendo um CD musical. O selo sobre o sínodo de Ayutthaya será emitido conjuntamente com a Tailândia. (JE)
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sexta-feira, 14 de março de 2014
1º aniversário: Papa tuíta pedindo orações aos fiéis
Ariccia (RV) - Da localidade de Ariccia, onde se encontra com seus colaboradores para realizar exercícios espirituais, o Papa pede orações aos fiéis no dia do primeiro aniversário de sua eleição. "Rezai por mim", tuíta Francisco a seus mais de 12 milhões de seguidores nesta rede social. Em sua conta em português, 975.600 pessoas acompanham o Pontífice.
Há cerca de um mês, Francisco pediu que os católicos rezassem por Bento XVI, na ocasião do primeiro aniversário de sua histórica renúncia após oito anos de pontificado.
"Hoje convido-vos a rezar juntos comigo por Sua Santidade Bento XVI, um homem de grande coragem e humildade", escreveu Francisco em sua conta na rede social Twitter.
(CM)
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Caminhar com Francisco
Belo Horizonte (RV) - Juntos com Francisco, há um ano, estamos trilhando os caminhos missionários da Igreja pelo mundo afora. Um ano de incontáveis novidades e de muitos acontecimentos. Neste período, reacendeu uma chama que ilumina os cantos mais diferentes do mundo, especialmente o coração das pessoas. Um fenômeno de presença amorosa, simples, próxima e evangélica, que indica um percurso novo para a vida missionária da Igreja. As palavras, gestos, atitudes e encaminhamentos, no exercício do ministério de sucessor do Apóstolo Pedro, fazem do Papa Francisco um sinal que convoca todos para um novo tempo. Sua presença faz crescer no mundo a coragem e o empenho desafiador de resgatar o sempre novo tesouro da alegria do Evangelho da vida. Uma volta à fonte e um banhar-se nela, saciando a sede e lavando-se, para recompor a força que devolve serenidade misericordiosa aos olhares, alento para os pés cansados no caminhar, livra semblantes da poeira de tudo o que já ficou obsoleto.
O que está acontecendo, diante das necessidades urgentes - a recuperação de referências morais, religiosas, culturais, políticas e todas as outras carências gritantes - produz perguntas, ainda sem as respostas completas. Reacende esperanças, aguça curiosidades e prova que a força maior vem de Deus, da fidelidade a Ele. Essa lealdade desdobra-se em serviço à vida de todos, particularmente dos pobres e dos que estão nas periferias, especialmente aquelas existenciais. Ao celebrar este primeiro ano de pontificado, a Igreja é desafiada a trilhar as direções indicadas pelo Papa Francisco, conclamando todos para um projeto novo, de Igreja e humanidade. Para se efetivar, esse projeto depende daqueles que o testemunham, seguindo o exemplo do Papa, com vigor espiritual e simplicidade evangélica, que capacita intuições corajosas e criativas. Percepções e discernimentos diferentes das que viabilizam artimanhas políticas ou conchavos partidários. São, na verdade, fundamentadas no amor que desconcerta e refaz, aprende e ensina, convence sobre o bem, inspira o gosto pela justiça, deixa envergonhado quem não se faz solidário.
A surpresa da escolha do nome, Francisco, inspirado pela lembrança, a mais forte, significativa e sempre transformadora de não se esquecer dos pobres, é explicada pelos gestos e palavras do Papa Bergoglio. O Santo Padre, durante peregrinação a Assis, sublinhou que ser cristão é uma relação vital com a pessoa de Jesus, revestir-se Dele e a Ele se assemelhar. No horizonte, o ensinamento inspirado em São Francisco de Assis que se fez como os últimos, os pobres, não por um amor à pobreza em si mesma, mas porque seguindo os pobres, e a eles amando, se segue e se ama a Cristo. Um princípio que implica em novos ordenamentos, faz crescer a fé autêntica, aponta o horizonte de um resgate humanitário e cultural. É, neste sentido, remédio indispensável para que a humanidade seja curada de seus graves problemas existenciais, morais e políticos. Um verdadeiro raio de luz que indica uma possibilidade aparentemente simples, até por isso com o risco de ser desconsiderada pela soberba da racionalidade contemporânea.
O Evangelho de Jesus é o ponto de partida, único e insubstituível, com sua luz simples em meio a tantas luzes, argumento de amor entre tantos argumentos. Permite cultivar um jeito de ser com validade universal no horizonte das mais diversificadas culturas contemporâneas. O Papa Francisco, conforme sua Exortação Apostólica Alegria do Evangelho, está sinalizando para a Igreja sua renovação e fortalecimento missionário, e ao mundo contemporâneo um caminho novo para a cultura da vida e da paz, ao propor que a resposta pode ser encontrada na busca e vivência de uma fraternidade mística. Trata-se de uma fraternidade “contemplativa, que sabe ver a grandeza sagrada do próximo, que sabe descobrir Deus em cada ser humano, que sabe tolerar as moléstias da convivência agarrando-se ao amor de Deus, que sabe abrir o coração ao amor divino para procurar a felicidade dos outros como a procura o seu Pai bom”. O Papa alerta, com a força do Evangelho e a leveza de seu testemunho, sobre a ferida gritante da desumanização, mostrando um caminho para mudança dos cenários catastróficos que afligem a humanidade, onde a Igreja deve estar sempre presente como servidora, casa de todos, cultivando a fidelidade ao amor pelo qual cada um será julgado. Um ano de pontificado, Ação de Graças por tudo, é motivo de alegria poder assumir o desafio de caminhar com o Papa Francisco.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
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Papa agradece as meditações do pregador
Cidade do Vaticano (RV) – Após o canto das Laudes e da meditação final, do mons. Angelo de Donatis, pároco da Igreja de São Marcos evangelista, no Capitólio, em Roma, Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana concluíram, nesta sexta-feira, os Exercícios Espirituais, que se realizaram na Casa Divino Mestre, em Ariccia, perto de Roma.
Ao término dos Exercícios Epirituais, o Santo Padre dirigiu umas palavras de agradecimento ao pregador, Pe. Angelo, em seu nome e de todos os presentes, pela sua ajuda nestes dias, o seu acompamhamento, e a sua escuta.
"Nós, agora, voltamos para casa com a boa semente: a da Palavra de Deus. É uma boa semente: o Senhor enviará a chuva e esta semente crescerá! Crescerá e produzirá frutos. Agradeçamos ao Senhor por esta semente e pela chuva. Mas, quero agradecer também pelo semeador, que soube semear a semente”.
O Pontífice agradeceu ao Pregador pelas suas meditações, pedindo-lhe para continuar a pregar a este “sindicato de fiéis”, a fim de atingir o objetivo. Todos nós, concluiu, somos pecadores, mas, ao mesmo tempo, também temos a necessidade de seguir Jesus de perto, sem perder a esperança na promessa e também sem perder o sentido do humorismo. Obrigado, Padre Angelo.
Dito isso, Francisco retormou o ônibus para voltar ao Vaticano, com os membros da Cúria Romana. (MT)
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De volta ao Vaticano: Papa conclui Exercícios Espirituais
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana concluíram nesta sexta-feira os Exercícios Espirituais, que estão sendo realizados na Casa Divino Mestre, em Ariccia, perto de Roma.
O Pontífice regressou ao Vaticano esta manhã, depois da Concelebração eucarística e da última meditação. Assim como na ida, Francisco usou um ônibus para se deslocar, na companhia dos membros da Cúria.
No penúltimo dia, o pregador, Mons. Angelo De Donatis, propôs a pergunta que uma criança que se preparava para a Comunhão lhe fez: “Você conhece Jesus tão bem por motivos de trabalho ou porque vocês são amigos?”. O conhecimento profundo de Jesus que chega à amizade, portanto no acolhimento e no amor, foi o argumento da meditação.
Julgar todo gesto na lógica do mundo, ou melhor na lógica da economia de mercado, disse Mons. De Donatis, significa correr o risco de não compreender o valor daquele amor que aproxima os homens a Deus, Deus aos homens e os homens aos outros homens. Deste modo, se cria aquela comunhão de amor que é a característica de uma Igreja acolhedora.
O convite do Mons. De Donatis é redescobrir a coragem da fé, porque – disse citando um provérbio – “quando o medo bate à porta e a fé vai abrir, não encontra ninguém”.
Já esta manhã, no Vaticano, na capela Redemptoris Mater, o pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, fez a primeira pregação de Quaresma.
O tema será "Sobre os ombros dos gigantes. As grandes verdades da nossa fé contempladas com os Padres da Igreja Latina”. Nas semanas sucessivas, as meditações serão sobre Agostinho, Ambrósio, Leão Magno e Gregório Magno, para ver o que cada um deles nos diz a propósito das verdades de fé.
(BF)
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Pastor apaixonado: o pesar do Papa pela morte do Patriarca emérito de Lisboa
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco expressou seu pesar pela morte do Patriarca emérito de Lisboa, Card. José da Cruz Policarpo.
Através de um telegrama, o Pontífice escreve: “Confio à misericórdia de Deus o amado cardeal, recordando-me da sua preciosa colaboração nos diferentes organismos da Santa Sé e dos meus encontros com este pastor apaixonado pela busca da verdade. Ele era solícito em colocar os dons recebidos do Senhor ao serviço do povo de Deus e dos seus irmãos bispos, sobretudo nos anos que o viram Presidente da Conferência Episcopal. Dou graças ao Pai do Céu pelo seu ministério episcopal em que ele se prodigalizou com generosidade conduzindo pelos caminhos do Evangelho o povo que lhe fora confiado, com o mesmo zelo com que realizara os seus serviços precedentes, nomeadamente na Universidade Católica Portuguesa”.
Já os Bispos portugueses reunidos em Fátima, para fazer o seu Retiro anual, agradecem a Deus a sua vida rica de boas obras, intensamente dedicada ao serviço da Igreja e do mundo, intervindo no campo pastoral, cultural e social com sabedoria e coragem evangélicas. “Todos reconhecemos nele uma figura marcante na renovação da Igreja em Portugal, com o seu sábio discernimento dos sinais dos tempos para responder aos desafios dos tempos presentes.”
O patriarca emérito será sepultado esta sexta-feira na Catedral da capital portuguesa, num dia de luto nacional decretado pelo Governo.
O cardeal faleceu esta quarta-feira, aos 78 anos, em consequência de problemas cardíacos.
D. José Policarpo foi criado cardeal em 2001, no mesmo consistório do então arcebispo D. Jorge Mario Bergoglio, hoje o Papa Francisco, com quem participou em dois conclaves.
A Missa exequial vai ser presidida por D. Manuel Clemente, sucessor de D. José Policarpo, a partir das 16h00, e vai ser seguida de cortejo para o Panteão dos Patriarcas, no Mosteiro de São Vicente de Fora.
O presidente da República anunciou a sua presença na celebração: “Todos os Portugueses, crentes e não crentes, lamentam a perda de uma personalidade ímpar, que pela lucidez serena e pela luminosa inteligência da sua palavra constituiu, ao longo de décadas, uma das mais importantes referências éticas e espirituais da nossa sociedade”, refere a mensagem de Aníbal Cavaco Silva.
(BF/Agência Ecclesia)
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Card. Hummes: "A misericórdia de Deus é para todos, não exclui ninguém"
Cidade do Vaticano (RV) – Cidade do Vaticano (RV) – Em novembro de 2013, pouco antes de completar o primeiro ano de Pontificado, o Papa Francisco publicou sua primeira Exortação Apostólica, A Alegria do Evangelho. No documento, uma verdadeira plataforma de ação, o Papa se dirige aos cristãos para convidá-los a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria, e indica direções para o caminho da Igreja nos próximos anos.
Uma das inúmeras entrevistas concedidas por Francisco durante este primeiro ano foi ao quinzenal jesuíta ‘Civiltà Cattolica’, ao qual o Papa não poupa críticas ao clero. Francisco aponta que a coisa que a Igreja mais precisa hoje é “a capacidade de curar as feridas e aquecer os corações dos fiéis, a proximidade e o companheirismo. “Vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos! É preciso curar as suas feridas. Depois poderemos falar de tudo isso. Curar as feridas, cuidar as feridas... E é preciso começar de baixo”.
Em sintonia com o pensamento do Papa Bergoglio, o Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, afirma que nesta caminhada, ninguém pode ser excluído.
“O caminho é um caminho aberto, onde todos têm um processo, todos têm uma caminhada a fazer. Não é um ‘ser ou não ser’, há um ‘vir a ser’ constante. Não é apenas ‘ser ou não ser’ cristão, ou ‘ser ou não ser católico’. Há um ‘vir a ser’. Esta proposta é para todo o mundo, todos devem de alguma forma poder começar esta caminhada. Então não pode haver muros nem excluir alguém. Todos devem poder fazer a caminhada”.
“Isto é um enfoque muito renovador – penso - e nos dá a sensação de que é realmente por aí, porque Deus é por aí. A misericórdia de Deus quer incluir todos, chamar todos; portanto, todos devem ter alguma forma de começar este caminho, começar a percorrê-lo. E o Papa diz: “Nós que já temos fé, que somos cristãos, sobretudo nós, pastores, temos que acompanhar as pessoas neste caminho”. Acender luzes para que as pessoas consigam caminhar. Nunca podemos dizer ‘não, você não tem mais condições’. Isto é excluir, e a Igreja não pode excluir. Estas coisas atropelam a nossa maneira de fazer as coisas, e isto é muito bom, porque renova. Esta é a reforma fundamental que o Papa pretende realizar na Igreja. Claro que existem coisas mais pontuais: a reforma da Cúria, outras reformas devem ser feitas, as institucionais, absolutamente necessárias para que sejam serviços segundo o Evangelho, e não segundo a mentalidade do mundo. Há coisas também profundamente que têm a ver com o que nós cremos e a forma em que vivemos. Muitas coisas ainda devem ser revistas”.
Para ouvir, clique acima.
(CM)
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sábado, 8 de março de 2014
Papa: "Jejum também é saber acariciar"
Cidade do Vaticano (RV) - “Eu me envergonho da carne do meu irmão, da minha irmã?”: esta é uma das perguntas feitas pelo Papa Francisco na missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta.
O Cristianismo, disse ele, não é uma regra sem alma, um prontuário de regras formais para pessoas que usam a máscara da hipocrisia para esconder um coração vazio de caridade. O Cristianismo é a própria “carne” de Cristo, que se curva sem se envergonhar sobre quem sofre. Para explicar esta contraposição, o Papa Francisco comentou o Evangelho do dia, o diálogo entre Jesus e os doutores da lei, os quais criticam os discípulos pelo fato de não respeitarem o jejum. A questão, afirmou o Papa, é que os doutores da lei transformaram o cumprimento dos Mandamentos numa “formalidade”, esquecendo sua raiz, ou seja, “de que é uma história de salvação, de eleição e de aliança”:
Receber do Senhor o amor de um Pai, receber do Senhor a identidade de um povo e depois transformá-la numa ética, é rejeitar aquele dom de amor. Essas pessoas hipócritas são pessoas boas, fazem tudo o que deve ser feito. Parecem boas! São eticistas, maseticistas sem bondade, porque perderam seu sentido de pertença a um povo! O Senhor dá a salvação dentro de um povo, na pertença a um povo.
Na Primeira leitura, notou o Pontífice, já o Profeta Isaias descreve com clareza qual era o jejum segundo a visão de Deus: “Romper os grilhões da iniquidade”, “pôr em liberdade os oprimidos”, mas também “repartir o pão com o faminto, recolher em casa os pobres desabrigados”, “vestir quem está nu”.
Este é o jejum que o Senhor quer! Jejum que se preocupa com a vida do irmão, que não sente vergonha – diz o próprio Isaias – da carne do irmão. A nossa perfeição, a nossa santidade vai avante com o nosso povo, no qual nós somos eleitos e inseridos. O nosso maior ato de santidade está justamente na carne do irmão e na carne de Jesus Cristo. O ato de santidade de hoje, nosso, aqui, no altar, não é um jejum hipócrita: não é nos envergonhar da carne de Cristo que vem aqui hoje! É o mistério do Corpo e do Sangue de Cristo. É dividir o pão com o faminto, cuidar dos doentes, dos idosos, daqueles que não podem dar nada em troca: isso é não sentir vergonha da carne!
Isso significa que o “jejum mais difícil”, afirmou ainda o Papa, é “o jejum da bondade”. É o jejum do qual é capaz o Bom Samaritano, que se curva sobre o homem ferido, e não o do sacerdote, que vê o necessitado mas segue avante, talvez com medo de se contaminar. E concluiu: “esta é a proposta da Igreja hoje: eu me envergonho da carne do meu irmão, da minha irmã?”:
Quando dou esmola, deixo cair a moeda sem tocar sua mão? E se por acaso a toco, faço assim, logo? (o Papa faz o gesto de limpar a mão na veste). Quando dou esmola, olho nos olhos do meu irmão, da minha irmã? Quando sei que alguém está doente, vou visitá-lo? O saúdo com ternura? Há um sinal que talvez nos ajudará, é uma pergunta: sei acariciar os doentes, os idosos, as crianças, ou perdi o sentido do carinho? Esses hipócritas não sabiam acariciar! Tinham esquecido… Não ter vergonha da carne do nosso irmão: é a nossa carne! Seremos julgados pelo modo como tratamos este irmão, esta irmã.
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Papa Francisco: "Leigos são protagonistas na obra de evangelização e promoção humana"
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco enviou uma mensagem, nesta sexta-feira, aos responsáveis por associações laicais eclesiais e de inspiração cristã que estão reunidos, até o próximo sábado, dia 8, na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, num encontro promovido pela Diocese de Roma sobre o tema "A missão dos leigos cristãos na cidade".
O Santo Padre frisa um elemento fundamental que pertence aos ensinamentos do Concílio Vaticano II: o fato de que "em virtude do Batismo recebido, os fiéis leigos são protagonistas na obra de evangelização e promoção humana". "Incorporado à Igreja, cada membro do Povo de Deus é inseparavelmente discípulo e missionário. É preciso sempre reiniciar dessa raiz comum a todos nós, filhos da Mãe Igreja", ressalta o Papa.
O pontífice sublinha na nota que "as agregações leigas são, em sua variedade e dinamicidade, um recurso para a Igreja com sua projeção nos vários ambientes e setores da vida social. É bom que elas mantenham um elo vital com as dioceses e paróquias, para não fazerem uma leitura parcial do Evangelho e não se distanciarem da Mãe Igreja".
"Pensando em sua missão na cidade, em contato com as problemáticas sociais e políticas, peço-lhes para fazerem bom uso do Compêndio da Doutrina Social da Igreja, um instrumento completo e preciso", disse ainda Francisco.
O Papa conclui a mensagem encorajando os responsáveis por associações laicais eclesiais e de inspiração cristã a trabalharem em favor da inclusão social dos pobres, tendo sempre em relação a eles uma atenção religiosa e espiritual prioritária.
O encontro foi aberto pelo Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, com uma palestra sobre o tema "A missão dos leigos cristãos: a profecia do Concílio Vaticano II. A seguir, o Reitor da Universidade Lumsa, Prof. Giuseppe Dalla Torre, fez uma palestra sobre o tema "os leigos cristãos na cidade de Roma: protagonistas de um novo humanismo". (MJ)
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