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sábado, 22 de dezembro de 2007

Al Qaeda ameaça Papa por sua obra de diálogo com muçulmanos

Segundo declara o porta-voz da Santa Sé
As ameaças do «número dois» da rede terrorista Al Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, contra Bento XVI buscam acabar com sua obra de diálogo com os muçulmanos, constata o porta-voz vaticano.
Al-Zawahiri, em uma entrevista de uma hora e 37 minutos de duração, difundida ontem pela produtora audiovisual da Al Qaeda, As Sahab, definiu a recente e histórica visita ao Papa do rei Abdullah bin Abdul Aziz al Saud, da Arábia Saudita, como uma ofensa ao Islã e aos muçulmanos.
«Os contatos de diálogo que promoveram autorizados expoentes muçulmanos, como o rei da Arábia e os 138 líderes islâmicos [que escreveram uma carta de colaboração ao Papa, N da R.], são uns fatos significativos para todo o mundo muçulmano», reconhece o Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé.
«O fato de que estas vozes que querem explicitamente dialogar e comprometer-se pela paz tenham uma importância crescente no Islã é evidentemente um fato que preocupa quem não quer este diálogo», considera o porta-voz.
A «referência negativa» ao Papa, observa o Pe. Lombardi, «não é um fato estranho nem nos preocupa particularmente». De fato, o diretor da Sala de Informação convida a não lhe atribuir «uma grande importância».
A visita do rei Abdullah, custódio das duas mesquitas sagradas da Meca e de Medina, em 6 de novembro, foi à primeira de um monarca desse país a um Papa.
Dias depois, o Papa respondeu à carta que, no final do Ramadã, haviam lhe dirigido 138 religiosos muçulmanos, garantindo seu compromisso pelo diálogo baseado nos «valores do respeito recíproco, da solidariedade e da paz».


Fonte: Agência Ecclesia

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