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sábado, 8 de março de 2008

BENTO XVI RESSALTA QUE MISERICÓRDIA DE DEUS É INFINITAMENTE MAIOR QUE TODAS AS NOSSAS CULPAS


"É necessário que entre a prática do sacramento da Confissão e uma vida voltada a seguir Cristo sinceramente, se instaure uma espécie de 'círculo virtuoso' irrefreável, no qual a graça do Sacramento mantenha e alimente o compromisso de ser fiéis discípulos do Senhor." Foi o que disse o papa esta manhã, na Sala das Bênçãos, no Vaticano, aos participantes do curso anual da Penitenciaria Apostólica, ressaltando que a vida cristã deve tender sempre à conversão.Mesmo sendo animado pelo desejo de seguir Jesus, se não se confessa regularmente, "se corre o risco pouco a pouco, de diminuir o ritmo espiritual" até enfraquecê-lo sempre mais e, talvez, até mesmo, estagná-lo _ acrescentou."A Quaresma é um tempo muito precioso para meditar sobre a realidade do pecado à luz da infinita misericórdia de Deus, que o sacramento da Penitência manifesta na sua forma mais alta" _ afirmou o pontífice."Hoje é necessário fazer quem se confessa experimentar aquela ternura divina para com os pecadores arrependidos, que tantos episódios evangélicos mostram com acenos de intensa comoção."Após ter recordado a página do Evangelho de Lucas que apresenta a pecadora perdoada, o Santo Padre ressaltou a eloqüência da mensagem que transparece naquele trecho evangélico: "A quem muito ama, Deus tudo perdoa"."Quem confia em si mesmo e em seus próprios méritos, acaba como cego pelo seu próprio eu e o seu coração se endurece no pecado. Quem, ao invés, se reconhece frágil e pecador, se confia a Deus e D'ele obtém graça e perdão."Aquilo que conta _ afirmou o papa _ é fazer compreender que "no sacramento da Reconciliação, qualquer pecado que tenha sido cometido, seja ele qual for, se este for reconhecido com humildade, e se se recorre confiante ao sacerdote confessor, se experimenta sempre a alegria pacificadora do perdão de Deus". Em seguida, o Santo Padre acrescentou:"Quando se insiste somente na acusação dos pecados _ que de certo modo deve ter lugar, e para isso é necessário ajudar os fiéis a compreender a sua importância _ se corre o risco de relegar ao segundo lugar aquilo que nele é central, ou seja, o encontro pessoal com Deus, Pai de bondade e misericórdia."No coração da celebração sacramental não está somente o pecado _ concluiu Bento XVI _ mas a misericórdia de Deus, que é infinitamente maior do que toda nossa culpa. (RL)

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