Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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domingo, 27 de abril de 2008

PAPA ORDENA 29 SACERDOTES



Cidade do Vaticano, 27 abr (RV) - Na manhã deste VI e último domingo da Páscoa, dia primaveril em Roma, o Bispo de Roma presidiu, na Basílica Vaticana, a uma celebração Eucarística de Ordenação sacerdotal de 29 diáconos da Diocese de Roma, provenientes de diversos países: Itália, Chile, Colômbia, França, Haiti, Índia, Iraque e Paraguai. A apresentação dos novos candidatos ao sacerdócio foi feita pelo Cardeal Camillo Ruini, Vigário do Papa para a Diocese de Roma, que concelebrou a Missa com o Santo Padre, juntamente com seus bispos coadjutores e auxiliares.Na homilia que pronunciou, durante a celebração Eucarística de ordenação sacerdotal, Bento XVI apresentou suas felicitações aos 29 neo-sacerdotes da diocese de Roma, da qual ele é Bispo, e expressou seu vivo reconhecimento por aqueles que os guiaram no caminho de discernimento e de preparação ao sacerdócio.Tal ordenação deveria ter sido presidida pelo Papa no IV domingo de Páscoa, Dia do Bom Pastor e Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Mas, devido à sua Viagem Apostólica aos EUA, foi transferida para hoje.Portanto, o Santo Padre retomou a figura de Jesus, o Bom Pastor, que ilumina o papel e o mistério do presbítero na comunidade cristã.Partindo das leituras da Liturgia da Palavra, o Papa colocou em realce a missão do sacerdote:"Levar o Evangelho a todos, para que todos possam experimentar a alegria de Cristo... Anunciar e testemunhar a alegria: eis o núcleo central da missão de vocês. Para ser comunicadores da alegria aos outros, num mundo muitas vezes triste e negativo, é preciso que o fogo do Evangelho arda em seus corações e que a alegria do Senhor reine em vocês".Somente assim, frisou o Papa, vocês poderão ser mensageiros e comunicadores desta alegria de Cristo a todos, especialmente àqueles que são tristes e sem confiança.Meditando ainda a outra leitura da liturgia dominical, o Pontífice tomou outro elemento: uma reunião de oração na região da Samaria, presidida pelos Apóstolos, Pedro e João, dois pilares da Igreja, em visita àquela comunidade cristã, para confirmá-la na fé.Graças à imposição das suas mãos, recordou o Papa, o Espírito Santo descia sobre os batizados. Neste episódio podemos atestar o rito da “Confirmação”, o segundo Sacramento da iniciação cristã. E, referindo-se ao significado do rito da imposição das mãos, que hoje se realizou também para os 29 diáconos da Igreja de Roma, o Papa explicou:“Consiste num sinal inseparável da oração, da qual constitui um prolongamento silencioso. Sem pronunciar nenhuma palavra, o Bispo celebrante e os demais sacerdotes impõem suas mãos sobre as cabeças do ordenandos, invocando a Deus para infundir o Espírito Santo sobre eles, a fim de torná-los partícipes do Sacerdócio de Cristo”.Trata-se de um gesto simples e breve, mas carregado de significado e de densidade espiritual. Nisto consiste, disse o Bispo de Roma, a origem da missão sacerdotal. Nesta oração silenciosa dá-se o encontro de duas liberdades: a de Deus, através do Espírito Santo, e a do homem.Neste sentido, o Papa convidou os neo-sacerdotes, colaboradores dos Sucessores dos Apóstolos, a viverem sempre, com coerência, a sua vocação na Igreja, com fé e com amor. Por fim, os exortou:“Adorem a Cristo Senhor em seus corações; cultivem uma relação pessoal de amor com Ele, primeiro e grande Amor, único e total, com a qual poderão viver, purificar, iluminar e santificar as demais relações”. Que a esperança que provém de Jesus, o Bom Pastor, concluiu o Pontífice, seja a esperança sacerdotal, esperança de vida e de perdão, esperança de santidade e de fecundidade apostólica, esperança de abertura à fé e ao encontro com Deus, enfim, esperança de paz e de conforto.O Papa reforçou ainda esta sua exortação, aos 29 neo-sacerdotes da Diocese de Roma, convidando-os a serem sempre testemunhas e dispensadores desta Esperança, com sabedoria e generosidade, com mansidão e fortaleza, com respeito e consciência. Ao término da solene celebração Eucarística de ordenação sacerdotal, Bento XVI deixou a Basílica Vaticana e se dirigiu à janela de seus aposentos, no último andar da Residência Apostólica, de onde rezou a oração pós-pascal do “Regina Coeli” com os milhares de peregrinos e fiéis, reunidos na Praça São Pedro.Na alocução dominical, que precedeu a oração mariana, o Santo Padre recordou a cerimônia de ordenação sacerdotal de 29 diáconos da Diocese de Roma, que acabara de presidir na Basílica Vaticana. E comentou:“Como todos os anos, este é um momento especial de graça e de grande festa: uma linfa renovada é infundida no tecido da Comunidade eclesial e urbana. A presença dos sacerdotes é indispensável para a vida da Igreja e preciosa para os fiéis”.Eis o sentido da missão da Igreja e, em particular, dos sacerdotes: semear a alegria evangélica no mundo, repetiu o Papa, referindo-se à sua homilia. E concluiu com uma advertência aos neo-sacerdotes:“Onde Cristo é anunciado, com a força do Espírito Santo, e acolhido com ânimo aberto, a sociedade, apesar de seus tantos problemas, se torna “cidade da alegria”. Convido os sacerdotes, recém-ordenados, a rezar e a difundir, em suas respectivas missões, a alegria e a esperança, que brotam do Evangelho”.O tema da esperança, recordamos, foi a mensagem que Bento XVI também deixou aos povos norte-americanos, em sua recente viagem ao país. A este respeito, o Papa vai aprofundar o tema da esperança em sua catequese semanal na próxima quarta-feira, durante a Audiência Geral, no Vaticano.A seguir, o Pontífice recordou que, hoje, as comunidades ortodoxas, que seguem o calendário Juliano, celebram a Páscoa da Ressurreição. A todos os Papa fez suas felicitações de uma “Feliz Páscoa” no Senhor.Por fim, o Bispo de Roma referiu-se às notícias que continuam a chegar de alguns países do Continente africano, que causam profundo sofrimento e grande preocupação. Por isso, o Papa pediu aos fiéis que não se esqueçam dos trágicos acontecimentos, que envolvem os irmãos e irmãs da Somália, Mogadíscio, Darfur e Burundi, que correm o risco de uma nova guerra civil. Por estes países, o Santo Padre fez seu premente apelo:“Convido todas as partes envolvidas a retomarem, sem hesitar, o caminho do diálogo e da reconciliação. Faço votos de que as Autoridades políticas locais, os responsáveis da Comunidade internacional e todas as pessoas de boa vontade não poupem esforços para que cesse a violência e sejam cumpridos os compromissos assumidos, de modo a colocar sólidos fundamentos na paz e no desenvolvimento”.Enfim, após cumprimentar os peregrinos e fiéis, presentes na Praça São Pedro, para a oração mariana do “Regina Coeli”, o Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica. (MT)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Bispo suspenso pelo Vaticano é o novo presidente do Paraguai

O Bispo paraguaio D. Fernando Lugo (foto) venceu ontem as eleições presidenciais no país sul-americano, colocando um ponto final a 61 anos de poder absoluto do Partido Colorado. O prelado foi o candidato da coligação de esquerda Aliança Patriótica, que representa 11 sindicatos de trabalhadores e grupos indígenas.
Considerado como o “Bispos dos pobres”, D. Lugo fora líder do movimento “Tekojoja” (igualdade, na língua guarani) e tinha vindo a afirmar-se como forte opositor do antigo presidente, Duarte Frutos, com destaque para uma manifestação de 40 mil pessoas que levou às ruas no ano de 2006.
No discurso de vitória, Fernando Lugo afirmou que "agora pode dizer-se que os pequenos também podem vencer".
Esta eleição representa um problema interno para a Igreja, dado que Lugo está suspenso pelo Vaticano, após ter sido recusando o pedido de renúncia que o prelado apresentara, assinalando que a condição episcopal, uma vez assumida, é para toda a vida.
O Direito Canónico determina que a renúncia apresentada por um Bispo possa ser concedida ou negada pelo Papa, que poderá ainda optar por suspendê-lo, como aconteceu com D. Fernando Lugo.
O presidente da Conferência Episcopal local, D. Ignacio Gogorza, já afirmou que este problema será tratado pessoalmente pelo Papa, anunciando que “haverá novidades provenientes da Santa Sé”.
O segundo parágrafo do Cânone 287 do Código de Direito Canónico proíbe os clérigos de tomarem “parte activa” em partidos políticos, admitindo excepções quando assim “o exija a defesa dos direitos da Igreja ou a promoção do bem comum”, a juízo da autoridade eclesiástica.
A a suspensão "a divinis", que se aplica neste caso, significa que o Bispo "permanece no estado clerical e continua obrigado aos deveres a ele inerentes, embora suspenso do ministério sagrado".
Internacional Octávio Carmo 21/04/2008 Santa Sé

Bento XVI se despede dos Estados Unidos

Da Redação
O Papa Bento XVI se despede dos Estados Unidos depois de uma visita de cinco dias que soube tocar o coração do povo norte-americano, colhendo aquilo que é mais profundamente característico: o amor pela liberdade, junto com um profundo sentido religioso. O Santo Padre afirmou que a América é a casa de todos os que querem respirar livremente começando pela liberdade de adorar a Deus de acordo com sua consciência e sua convicções.O último dia do Papa em solo americano começou cedinho. No cenário do pior atentado ocorrido na história dos Estados Unidos, Bento XVI rezou pelas vítimas de 11 de setembro. Foram dois minutos de silêncio, quebrados com uma oração de paz, onde o Papa pediu que retomem o "caminho do amor, aqueles cujas mentes e corações estão nublados pelo ódio".A tarde, na última Missa celebrada no país, o Pontífice pediu que todos "tenham esperança em Cristo". Recordando o bicentenário da Igreja americana valorizou o trabalho com imigrantes e disse aos fiéis que dêem testemunho de sua fé, em defesa da vida, na educação dos jovens e no cuidado com os mais pobres e doentes.Cerca de 60 mil pessoas acompanharam os momentos finais com o Santo Padre no Estádio americano Yankee, onde foi muito aplaudido e aclamado pelos americanos e imigrantes.Segundo Jornalistas experientes em coberturas de chefes de Estado ao país, a presença de Bento XVI foi acolhida com muita tranqüilidade por parte do povo. Em sua visita, o Papa deixou aos 67 milhões de cátolicos dos Estados Unidos uma mensagem de esperança.Encerrando a programação deste domingo, o Papa participou de uma cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Nova Iorque e embarcou, ao som de muitos aplausos, para Roma, onde deve chegar por volta das 10h45 (5h45 de Brasília) desta segunda, 21.

domingo, 20 de abril de 2008

Bento XVI se reúne com cerca de 5 mil religiosos em Nova Iorque

Da Redação, com Vatican Service
Na Catedral Gótica de São Patrício, em Nova Iorque, Bento XVI reuniu-se, com os bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas dos Estados Unidos. Ele foi recebido pelo Cardeal Egan, que recordou o 3º aniversário de seu Pontificado. Cerca de 5 mil religiosos participaram da celebração, uma das mais aguardadas da viagem de Bento XVI ao país. Na extensa homilia, o Pontífice falou da Arquitetura da Catedral de São Patrício, afirmando ser ela um ícone para a Igreja de Nova Iorque, reconhecida como "Casa de Oração para Todos". Falando ainda da Catedral, tomou como exemplo a sua construção, destacando os vitrais, que vistos de foram parecem "escuros", mas quando observados do lado de dentro, deixam refletir uma bela luz. “Da mesma forma, somente ´dentro` da experiência de fé e de vida eclesial é que podemos ver a Igreja como ela verdadeiramente é: dotada de graça, grande beleza, e multiplos dons do Espírito” destacou o Papa.Ele afirmou que os fatos atuais podem tentar "ofuscar" esta beleza, pois a sociedade vive muitas vezes no esquecimento de Deus, mas é dever primordial dos consagrados render testemunho do amor de Cristo, mesmo quando a frustração, as desilusões e até mesmo o pessimismo quiserem obscurecer o futuro, e declarou: "A palavra de Deus nos recorda que na fé podemos ver os céus abertos e a graça do Espírito Santo iluminar a nossa vida, infundindo esperança na vitória".O Pontífice, ao retomar o tema da unidade, afirmou que uma das grandes desilusões após o Concílio Vaticano II foi a divisão entre grupos religiosos, terminando em grupos separados na mesma família cristã. Mas sublinhou que através de um olhar fixo em Cristo, os cristãos podem respeitar-se mutuamente e caminhar para a renovação espiritual desejada pelo Concilio Vaticano II, e assim fazer com que o Evangelho seja anunciado com eficácia.O Santo Padre voltou a falar sobre os casos de abuso sexual por parte de eclesiaticos no país, reconhecendo o dano causado aos fiéis. Assegurou a sua proximidade espiritual aos religiosos para que sejam capazes de responder com esperança os desafios causados por esta situação. "Me uno a vocês em oração, para que este seja um tempo de purificação para cada individuo, bem como para cada igreja particular e comunidade religiosa, seja um tempo de cura" destacou o Papa.Por fim, Bento XVI exortou todos os presentes a olharem o futuro com esperança e com confiança pedir a graça do Espírito que os torna capazes de crescerem em santidade. Exortou, de modo especial, os seminaristas e jovens religiosos e religiosas a levarem com alegria e entusiasmo o patrimônio da fé, que um dia também eles deixaram de herança."Trabalhem com generosidade e alegria, porque Aquele que vocês servem é o Senhor", concluiu.

Divulgado o cartaz do Ano Catequético

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética escolheu, por meio de concurso, o cartaz do Ano Catequético, que tem como tema Palavra, Eucaristia e Missão.
O cartaz é de autoria de Dirceu Coelho, da diocese de Rondonópolis (MT). Segundo a assessora da Comissão, Irmã Zélia Batista, o ganhador “conseguiu agregar os principais elementos do tema”. A assessora agradeceu ainda a todos os que participaram do concurso. “Foi uma contribuição muito valiosa, capaz de conjugar arte, mística e profissionalismo. Todos nós fomos presenteados com a participação de vocês e, com certeza, vamos colorir o nosso Brasil com as cores quentes e vibrantes da catequese”.
O Ano Catequético será celebrado em 2009 e comemorará os 50 anos do primeiro Ano Catequético, ocorrido em 1959.
Durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, o presidente da Comissão Bíblico-Catequética, dom Eugênio Rixen, disse que “o Ano Catequético não quer ser um evento isolado, dado que ele se insere no processo de recepção do Documento de Aparecida, nas novas Diretrizes e nos demais eventos eclesiais.Além do cartaz, também foi publicado um texto-base com orientações sobre o evento, que culminará com a 3ª Semana Brasileira de Catequese, de 7 a 11 de outubro de 2009, em Itaici, Indaiatuba (SP), com o tema Catequese, caminho para o discipulado.

"É emocionante pensar que Jesus rezava num lugar como este"

Na foto:Papa e rabino da sinagoga, Arthur Schneider
O Papa fez, nesta sexta-feira, 18, uma visita à sinagoga Park East, no coração de Manhattan. Ontem foi a véspera do Pessach, a Páscoa judaica, celebrada neste final de semana. Nesse contexto, a visita papal foi qualificada como "simbolicamente muito importante" por dirigentes da comunidade. Bento XVI chegou às 17h20 (18h20 de Brasília) e assim saudou os presentes: "Shalom! Vim aqui com grande alegria para expressar meu respeito e estima pela comunidade judaica de Nova Iorque. Sempre lembrarei esse momento". E acrescentou: "É tocante imaginar que, quando jovem, Jesus ouvia as Palavras da Escritura e rezava num lugar como este"A visita, que durou cerca de vinte minutos, transcorreu em um clima emocionado e, às vezes, descontraído, dando inclusive lugar a algumas brincadeiras e risadas. O Papa recebeu dois presentes ligados à tradição da Páscoa judaica: um prato trabalhado, chamado keará, parte do ritual da ceia pascoal (seder), e um pacote de matzá (pão ázimo). "Vou comê-lo amanhã à noite", disse Bento XVI. Construído em 1889 a partir de um projeto de dois arquitetos de origem alemã, o templo é um dos lugares históricos da cidade. O rabino da sinagoga, Arthur Schneider, é um austríaco sobrevivente do Holocausto, que vive nos EUA desde 1947. Ele é o fundador e presidente da ONG "Apelo à Consciência", e propaga que a Cruz, a Meia-Lua e a Estrela de Davi devem ser símbolos de paz, tolerância e respeito mútuo

domingo, 13 de abril de 2008

Ainda este ano, será aberto museu dedicado à Madre Teresa

Rádio Vaticano
Um museu dedicado a Madre Teresa de Calcutá será aberto em Tirana, capital da Albânia, até o final deste ano. A iniciativa se insere no âmbito de um projeto global de diálogo apresentado hoje, em Londres, na Embaixada da Itália. O museu Madre Teresa é uma proposta italiana em prol do encontro multiétnico e inter-religioso que visa instituir o "Dia da Concórdia", que deverá ser incluído no calendário de comemorações oficias das Nações Unidas.Tal iniciativa prevê a criação do prêmio internacional "Testemunhas do Diálogo", além de várias atividades esportivas. Alguns atletas da equipe multiétnica "People Runners telesystem" participarão, neste domingo, de uma maratona em Londres. O "Dia da Concórdia" tem como base a mensagem universal de Madre Teresa e se celebrará este ano no dia 12 de outubro, feriado mais próximo da data de sua beatificação.Nesse dia, os atletas de várias etnias, religiões e culturas participarão de uma maratona que se realizará na cidade italiana de Carpi, província de Modena, e da corrida "People Runners" na cidade albanesa de Tirana.

Papa incentiva desarmamento global

Agência EcclesiaNeste sábado, o Papa Bento XVI, numa mensagem dirigida ao Conselho Pontifício Justiça e Paz, deixou um forte apelo à comunidade internacional, para que empreenda o caminho do desarmamento global, construindo as bases de uma "paz duradoura". O Conselho está reunido no Vaticano para debater o tema "Desarmamento, desenvolvimento e paz. Perspectivas para um desarmamento integral"."Renovo o apelo para que os Estados reduzam as despesas militares para o armamento e tomem em séria consideração a idéia de criar um fundo mundial destinado a projetos de desenvolvimento pacífico dos povos", apontou."A produção e o comércio de armas, salienta Bento XVI, estão em contínuo aumento e vão assumindo um papel decisivo na economia mundial. Há uma tendência para a sobreposição da economia civil à militar".Para o Papa, este risco é grave "nos setores biológico, químico e nuclear, nos quais os programas civis não estão nunca seguros sem o abandono completo e geral dos programas militares e hostis".Admitindo que cada Estado tem direito à defesa, Bento XVI indicou que a mesma "deve ser proporcionada aos perigos que o Estado corre". "Até ao momento em que estiver presente o perigo de uma ofensa, o armamento dos Estados será necessário por razões de legítima defesa, que é um direito inalienável dos Estados, estando também ligado ao dever dos próprios Estados de defenderem a segurança e a paz dos povos. Contudo não deve ser considerado igualmente lícito qualquer nível de armamento", assinalou o Papa, defendendo o princípio de "suficiência".Bento XVI salienta também a existência de autênticas "guerras do bem-estar", desencadeadas pelo egoísmo de quem quer manter o próprio nível de vida. "Podem existir, observa o Papa, guerras desencadeadas por graves violações dos direitos humanos, pela injustiça e pela miséria, mas não se deve esquecer o risco de autênticas guerras do bem-estar, isto é, causadas pela vontade de expandir ou conservar o domínio económico em prejuízo dos outros". "O simples bem-estar material, sem um desenvolvimento moral e espiritual pode cegar o homem ao ponto de o levar a matar o próprio irmão", alerta.Bento XVI elenca, em seguida, alguns pontos necessários para tornar eficaz uma "opção decidida da comunidade internacional a favor da paz"."No plano econômico é necessário empenhar-se para que a economia seja orientada para o serviço da pessoa humana, a solidariedade e não só para o lucro. No plano jurídico, os Estados são chamados a renovar o próprio empenho, em particular o respeito dos tratados internacionais já em vigor sobre o desarmamento e o controle de todos os tipos de armas, bem como a ratificação e a conseqüente entrada em vigor dos instrumentos já adoptados", adianta.O Papa pede esforços contra a proliferação de armas ligeiras e de pequeno calibre, "que alimentam as guerras locais e a violência urbana, e matam demasiadas pessoas todos os dias no mundo inteiro".A mensagem salienta ainda que fenômenos como o terrorismo à escala mundial prejudicam a esperança no futuro da humanidade. "No mundo, denuncia Bento XVI, continuam a existir áreas sem um nível adequado de desenvolvimento humano e material, não são poucos os povos e pessoas privados de direitos e liberdades elementares".Para o Papa, chegou a hora de mudar o curso da história, de recuperar a confiança, de cultivar o diálogo, de alimentar a solidariedade perseguindo o caminho de "um humanismo integral e solidário".

Cardeal fala das Olimpíadas e da viagem de Bento XVI aos EUA

Rádio VaticanoO presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, Cardeal Renato Raffaele Martino comentou, em declarações a jornalistas, sobre a polêmica diante das Olimpíadas de Pequim. Ele também falou sobre a visita do Papa aos EUA."Cada atleta, político ou chefe de Estado julgará segundo a própria consciência se participa ou não das Olimpíadas", afirmou o purpurado, que acrescentou: ''O esporte é uma atividade de paz. Embora haja competição entre atletas, é feito com um espírito de paz e fraternidade. Sinto muito que seja interpretado politicamente ou por questões de luta e de discriminação. O esporte é algo maravilhoso que deve favorecer a paz".A respeito da visita de Bento XVI aos Estados Unidos, na próxima semana, o cardeal afirmou: "A viagem aos EUA não pode ser interpretada como um apoio do Papa à política externa de Bush. A Santa Sé, com esta visita, reafirma sua posição contrária à guerra e incentiva o diálogo para conter as diferenças", declarou.Sobre uma suposta sintonia entre Bento XVI e Bush acerca da necessidade de manter as tropas no Iraque, o Cardeal Martino afirmou: "É evidente que o principal erro foi começar uma guerra. Agora, porém, a avaliação é muito difícil. Alguns motivam a matança diária no Iraque com a presença das tropas estrangeiras e gostariam, portanto, de mandá-las embora. Mas se trata de uma avaliação realmente difícil".As declarações do purpurado foram feitas à margem do seminário "Desarmamento, desenvolvimento e paz: perspectivas por um desarmamento integral", que se conclui hoje no Vaticano.

PAPA REZA POR MISSIONÁRIOS MÁRTIRES E NOVAS VOCAÇÕES. "O MATRIMÔNIO CRISTÃO É TAMBÉM UMA VOCAÇÃO" - RECORDA, NO ENCONTRO DE DOMINGO

Cidade do Vaticano, 13 abr (RV) - Em seu encontro com os fiéis, ao meio dia de hoje, o papa expressou “grata admiração e orações de sufrágio” pelos sacerdotes e missionários que perdem a vida em nome do Evangelho. Do balcão de seus aposentos, diante de milhares de pessoas que o aguardavam para a Oração do Regina Coeli, Bento XVI citou os casos recentes de dois sacerdotes mortos em Guiné e Quênia. Pe. Joseph Douet, 62 anos, francês, dos Irmãos de São Gabriel, foi assassinado em Kataco, na capela do colégio por ele fundado, e o sacerdote inglês Brian Thorp, da Sociedade missionária de Mill Hill, foi encontrado morto na canônica de sua paróquia em Lamu, na arquidiocese de Mombasa. Bento XVI pediu orações para novas vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, para que aqueles que decidem viver radicalmente o Evangelho, mediante os votos de castidade, pobreza e obediência sejam sempre mais numerosos. São homens e mulheres que têm um papel primário na evangelização. Alguns deles se dedicam à contemplação e à oração; outros, à ação educativa e caritativa: todos têm o objetivo comum de testemunhar o primado de Deus sobre tudo e difundir o Reino em todos os âmbitos da sociedade. Hoje, recordamos é o Dia Mundial de oração pelas vocações ao sacerdócio, à vida consagrada e ao matrimônio cristão. “Não esqueçamos – disse – que o matrimônio cristão é também uma vocação missionária: de fato, os cônjuges são chamados a viver o Evangelho em suas famílias, em seu trabalho, nas comunidades paroquiais e civis... e em certos casos, oferecem também sua preciosa colaboração na missão ‘ad gentes’”.Esta reflexão do papa se inspira na recordação de São Paulo Apóstolo dos gentios, cujo bicentenário de nascimento será celebrado com um especial ‘ano paulino’, que terá início em 28 de junho. Terça-feira próxima, dia 15, o papa parte para sua 8ª viagem apostólica, a 2ª fora da Europa. O pontífice deixa o Vaticano por volta das 11hs, e ao meio dia, embarcará do aeroporto romano de Fiumicino para Washington. Hoje, após rezar com os fiéis o ‘Maria, Mãe da Igreja, e Rainha da Paz’, pediu que o acompanhem com a oração:“Confio a Nossa Senhora a experiência missionária que viverei nos próximos dias, na viagem apostólica aos Estados Unidos e à sede das Nações Unidas, enquanto peço-lhes que me acompanhem com sua oração”.Após estas palavras, o papa concedeu a todos a sua benção e saudou os presentes em francês, inglês, espanhol, alemão, polonês e italiano.

domingo, 6 de abril de 2008

Bispos destacam testemunho de dom Erwin Kräutler

O retiro dos bispos encerrou nesta manhã de domingo, 6, às 11h, com a celebração eucarística presidida pelo bispo da Prelazia do Xingu (PA), dom Erwin Kräutler. Em sua homilia, chamou a atenção para a fé do discípulo e para o clamor de milhões de seres humanos que vivem às margens da sociedade, para a esperança e para a alegria de encontrar o Senhor.
Os bispos destacaram, ao falar do retiro, o testemunho de dom Erwin e as reflexões que fez a partir do apóstolo São Paulo. “O testemunho pessoal de dom Erwin foi bonito e muito forte”, disse o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer. Dom Odilo destacou a competência de dom Erwin durante o retiro que orientou e lembrou as ameaças de morte que vem sofrendo por causa de sua atuação no Xingu.
“As palavras de dom Erwin representaram uma grande capacidade de nos envolver num espírito de fidelidade a Deus e de dedicação e doação incondicional ao povo a quem servimos”, observou o arcebispo da Paraíba, dom Aldo Di Cillo Pagotto, referindo-se ao “testemunho vivo” do bispo do Xingu. De acordo com o arcebispo, “dom Erwin mostrou-se um exemplo de serenidade, alegria, entusiasmo, paz de espírito e sua resposta ao chamado de Deus, por causa da defesa do povo, torna-se até mesmo um martírio”. O arcebispo disse que durante o retiro foi “envolvido pelo testemunho de dom Erwin que representou um momento da conversão pessoal para a santidade, como condição essencial para evangelizar”.
Já o arcebispo de Brasília (DF), dom João Braz de Aviz, disse que as palavras de dom Erwin se fortalecem no testemunho de vida que ele representa. “Foi a primeira vez que vi os bispos, no final de um retiro, se levantarem, no momento em que o presidente da CNBB agradece ao pregador do retiro para saúda-lo”, disse referindo-se ao longo aplauso que dom Erwin recebeu no momento em que o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, lhe dirigia o agradecimento e manifestava apoio e solidariedade ao seu trabalho no Xingu. “Isso é um grande sinal do que aconteceu no coração dos bispos pela mensagem e pelo modo com que dom Erwin transmitiu as palavras de Jesus Cristo”.O bispo de Coari (AM), dom Joércio Gonçalves Pereira, também ressaltou os aplausos recebidos por dom Erwin. “Os aplausos calorosos de todos os bispos, na celebração eucarística, representaram um sinal de Deus e uma forma de expressar a dom Erwin que ele não está sozinho em sua caminhada”. Da mesma forma, o bispo de Santarém (PA), dom Esmeraldo Barreto de Farias, classificou as palavras de dom Geraldo Lyrio como muito oportunas. “A expressão calorosa dos bispos na missa foi a demonstração do que a assembléia está sentindo, mas uma manifestação maior será expressa na declaração que está sendo preparada em razão de tantas ameaças sofridas por dom Erwin”, revelou.

BENTO XVI DEFENDE A ATUALIDADE DO TESTEMUNHO DOS DISCÍPULOS DE EMAUS NA ORAÇÃO DO "REGINA COELI”

Bento XVI rezou, esta manhã, ao meio-dia, a oração pós-pascal do Regina Coeli, com os milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro, diante da Basílica Vaticana.Na alocução, que precedeu a oração mariana de hoje, o Santo Padre refletiu sobre a passagem evangélica deste III Domingo da Páscoa: a famosa narração dos Discípulos de Emaus:“Narra-se sobre dois seguidores de Cristo, que, no terceiro dia da sua morte, tristes e desiludidos, deixaram Jerusalém e se dirigiam para uma aldeia, pouco distante, chamada Emaus. Ao longo do caminho, Jesus ressuscitado se aproximou deles, mas eles não o conheceram. Jesus os confortou e entrou na casa deles. Ao abençoar e partir o pão, eles reconheceram Jesus, que, depois, desapareceu”.Depois deste acontecimento, prosseguiu o Papa, os dois habitantes de Emaus regressaram a Jerusalém e contaram tudo o que haviam visto e ouvido aos demais discípulos. E o Santo Padre acrescentou:“A estrada que conduz a Emaus é o caminho de cada cristão, ou melhor, de cada homem. Nas nossas estradas, Jesus ressuscitado torna-se nosso companheiro de viagem, para reacender, em nossos corações, o calor da fé e da esperança e partir o Pão da vida eterna”.Referindo-se à desilusão dos discípulos de Emaus, pela morte de Jesus, o Pontífice disse que também a nossa fé pode entrar em crise, por causa das experiências negativas. Assim, sentimo-nos abandonados e traídos pelo Senhor. E o Papa prosseguiu:“A estrada de Emaus se torna, então, o caminho de uma purificação e amadurecimento da nossa fé em Deus. O encontro com Cristo ressuscitado nos dá uma fé mais profunda e autêntica, corroborada pelo evento pascal. Trata-se de uma fé robusta, que nos nutre, não com idéias humanas, mas com a Palavra de Deus e a Eucaristia”.Assim, concluiu o Bispo de Roma, esta narração evangélica, que representa uma verdadeira celebração Eucarística, nutre e edifica constantemente a Igreja.Bento XVI exortou os fiéis, presentes na Praça São Pedro, para a oração do "Regina Coeli", a rezarem a Nossa Senhora, a fim de que todo cristão e comunidade cristã, ao reviverem a experiência dos discípulos de Emaus, possam redescobrir a graça do encontro do Senhor ressuscitado, que transforma.Ao término da alocução dominical, o Santo Padre passou a cumprimentar os peregrinos, em diversas línguas. Falando em italiano, o Papa recordou a celebração Eucarística, que, antes da oração mariana, foi celebrada na Basílica Vaticana pelo Cardeal-arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, aos numerosos participantes do Congresso Mundial sobre a Divina Misericórdia, que se realizou, nestes dias, em Roma.Ao agradecer e cumprimentar os organizadores, em particular o Vicariato de Roma, e todos os participantes, o Papa fez uma exortação:“Vão e sejam testemunhas da Misericórdia de Deus, fonte de esperança para cada homem e para o mundo inteiro. Que o Senhor ressuscitado esteja sempre com todos vocês!”. Por fim, Bento XVI recordou o Dia da Universidade Católica do Sagrado Coração, que se celebra hoje, e cumprimentou os numerosos membros do Movimento dos Focolares, provenientes de diversos países, que trabalham como catequistas nas suas respectivas paróquias. A eles, o Papa agradeceu pelo serviço que prestam para a propagação da Palavra de Deus. (MT)

PAPA CHAMA A ATENÇÃO PARA AS CHAGAS DO DIVÓRCIO E DO ABORTO

Bento XVI recebeu esta manhã, em audiência, os participantes do Congresso Internacional promovido pelo Pontifício Instituto João Paulo II para o Estudo sobre o Matrimônio e a Família. O encontro deu-se nesses dias na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.Partindo do tema do Congresso: "Óleo nas feridas: uma resposta às chagas do aborto e do divórcio", o papa disse que se trata de uma temática atual e complexa, porque tais chagas causam muitos sofrimentos na vida das pessoas, das famílias e da sociedade.No atual contexto social, marcado por um crescente individualismo, hedonismo e pela falta de solidariedade e apoio social, o pontífice chamou a atenção dos presentes para a indissolubilidade do matrimônio e o respeito da vida humana do nascituro: "Divórcio e aborto são escolhas de natureza diferente; às vezes, amadurecidas em circunstâncias difíceis e dramáticas, que podem comportar traumas e ser fonte de profundos sofrimentos. Tais escolhas podem atingir vítimas inocentes, nascituros ou não, e os filhos envolvidos numa ruptura familiar".Assim, o Bispo de Roma falou sobre a posição ética da Igreja em relação ao aborto e ao divórcio: trata-se de culpas graves, que atentam contra a dignidade da pessoa e implicam uma profunda injustiça nas relações humanas e sociais, além de ofenderem a Deus, garante do pacto conjugal e autor da vida.Neste sentido, a Igreja defronta-se com pessoas fracas e inocentes, vítimas de injustiças e de pecados, em busca de paz e de reabilitação. Essas pessoas, frisou o papa, têm o direito primordial de serem acolhidas e acompanhadas pela Igreja com amor e respeito, a fim de receberem o anúncio da misericórdia divina.O Evangelho do amor e da vida também é Evangelho da misericórdia, ressaltou o pontífice, recordando os ensinamentos de João Paulo II, do qual se recorda o terceiro ano de morte:"A partir desta misericórdia, a Igreja cultiva uma indomável confiança no homem e na sua capacidade de reabilitar-se. Ela sabe que, com a ajuda da graça, a liberdade humana é capaz de doar-se, definitiva e fielmente, também nas circunstâncias mais difíceis, que torna possível o matrimônio indissolúvel e a solidariedade para com a vida nascente".Os filhos são os primeiros envolvidos, explicou Bento XVI, são os primeiros a sofrerem com a ruptura da indissolubilidade do matrimônio. Para eles, portanto, deve ser dispensada uma atenção solidária e pastoral, para seu crescimento psicológico e humano