Bento XVI rezou, esta manhã, ao meio-dia, a oração pós-pascal do Regina Coeli, com os milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro, diante da Basílica Vaticana.Na alocução, que precedeu a oração mariana de hoje, o Santo Padre refletiu sobre a passagem evangélica deste III Domingo da Páscoa: a famosa narração dos Discípulos de Emaus:“Narra-se sobre dois seguidores de Cristo, que, no terceiro dia da sua morte, tristes e desiludidos, deixaram Jerusalém e se dirigiam para uma aldeia, pouco distante, chamada Emaus. Ao longo do caminho, Jesus ressuscitado se aproximou deles, mas eles não o conheceram. Jesus os confortou e entrou na casa deles. Ao abençoar e partir o pão, eles reconheceram Jesus, que, depois, desapareceu”.Depois deste acontecimento, prosseguiu o Papa, os dois habitantes de Emaus regressaram a Jerusalém e contaram tudo o que haviam visto e ouvido aos demais discípulos. E o Santo Padre acrescentou:“A estrada que conduz a Emaus é o caminho de cada cristão, ou melhor, de cada homem. Nas nossas estradas, Jesus ressuscitado torna-se nosso companheiro de viagem, para reacender, em nossos corações, o calor da fé e da esperança e partir o Pão da vida eterna”.Referindo-se à desilusão dos discípulos de Emaus, pela morte de Jesus, o Pontífice disse que também a nossa fé pode entrar em crise, por causa das experiências negativas. Assim, sentimo-nos abandonados e traídos pelo Senhor. E o Papa prosseguiu:“A estrada de Emaus se torna, então, o caminho de uma purificação e amadurecimento da nossa fé em Deus. O encontro com Cristo ressuscitado nos dá uma fé mais profunda e autêntica, corroborada pelo evento pascal. Trata-se de uma fé robusta, que nos nutre, não com idéias humanas, mas com a Palavra de Deus e a Eucaristia”.Assim, concluiu o Bispo de Roma, esta narração evangélica, que representa uma verdadeira celebração Eucarística, nutre e edifica constantemente a Igreja.Bento XVI exortou os fiéis, presentes na Praça São Pedro, para a oração do "Regina Coeli", a rezarem a Nossa Senhora, a fim de que todo cristão e comunidade cristã, ao reviverem a experiência dos discípulos de Emaus, possam redescobrir a graça do encontro do Senhor ressuscitado, que transforma.Ao término da alocução dominical, o Santo Padre passou a cumprimentar os peregrinos, em diversas línguas. Falando em italiano, o Papa recordou a celebração Eucarística, que, antes da oração mariana, foi celebrada na Basílica Vaticana pelo Cardeal-arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, aos numerosos participantes do Congresso Mundial sobre a Divina Misericórdia, que se realizou, nestes dias, em Roma.Ao agradecer e cumprimentar os organizadores, em particular o Vicariato de Roma, e todos os participantes, o Papa fez uma exortação:“Vão e sejam testemunhas da Misericórdia de Deus, fonte de esperança para cada homem e para o mundo inteiro. Que o Senhor ressuscitado esteja sempre com todos vocês!”. Por fim, Bento XVI recordou o Dia da Universidade Católica do Sagrado Coração, que se celebra hoje, e cumprimentou os numerosos membros do Movimento dos Focolares, provenientes de diversos países, que trabalham como catequistas nas suas respectivas paróquias. A eles, o Papa agradeceu pelo serviço que prestam para a propagação da Palavra de Deus. (MT)
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domingo, 6 de abril de 2008
BENTO XVI DEFENDE A ATUALIDADE DO TESTEMUNHO DOS DISCÍPULOS DE EMAUS NA ORAÇÃO DO "REGINA COELI”
Bento XVI rezou, esta manhã, ao meio-dia, a oração pós-pascal do Regina Coeli, com os milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro, diante da Basílica Vaticana.Na alocução, que precedeu a oração mariana de hoje, o Santo Padre refletiu sobre a passagem evangélica deste III Domingo da Páscoa: a famosa narração dos Discípulos de Emaus:“Narra-se sobre dois seguidores de Cristo, que, no terceiro dia da sua morte, tristes e desiludidos, deixaram Jerusalém e se dirigiam para uma aldeia, pouco distante, chamada Emaus. Ao longo do caminho, Jesus ressuscitado se aproximou deles, mas eles não o conheceram. Jesus os confortou e entrou na casa deles. Ao abençoar e partir o pão, eles reconheceram Jesus, que, depois, desapareceu”.Depois deste acontecimento, prosseguiu o Papa, os dois habitantes de Emaus regressaram a Jerusalém e contaram tudo o que haviam visto e ouvido aos demais discípulos. E o Santo Padre acrescentou:“A estrada que conduz a Emaus é o caminho de cada cristão, ou melhor, de cada homem. Nas nossas estradas, Jesus ressuscitado torna-se nosso companheiro de viagem, para reacender, em nossos corações, o calor da fé e da esperança e partir o Pão da vida eterna”.Referindo-se à desilusão dos discípulos de Emaus, pela morte de Jesus, o Pontífice disse que também a nossa fé pode entrar em crise, por causa das experiências negativas. Assim, sentimo-nos abandonados e traídos pelo Senhor. E o Papa prosseguiu:“A estrada de Emaus se torna, então, o caminho de uma purificação e amadurecimento da nossa fé em Deus. O encontro com Cristo ressuscitado nos dá uma fé mais profunda e autêntica, corroborada pelo evento pascal. Trata-se de uma fé robusta, que nos nutre, não com idéias humanas, mas com a Palavra de Deus e a Eucaristia”.Assim, concluiu o Bispo de Roma, esta narração evangélica, que representa uma verdadeira celebração Eucarística, nutre e edifica constantemente a Igreja.Bento XVI exortou os fiéis, presentes na Praça São Pedro, para a oração do "Regina Coeli", a rezarem a Nossa Senhora, a fim de que todo cristão e comunidade cristã, ao reviverem a experiência dos discípulos de Emaus, possam redescobrir a graça do encontro do Senhor ressuscitado, que transforma.Ao término da alocução dominical, o Santo Padre passou a cumprimentar os peregrinos, em diversas línguas. Falando em italiano, o Papa recordou a celebração Eucarística, que, antes da oração mariana, foi celebrada na Basílica Vaticana pelo Cardeal-arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, aos numerosos participantes do Congresso Mundial sobre a Divina Misericórdia, que se realizou, nestes dias, em Roma.Ao agradecer e cumprimentar os organizadores, em particular o Vicariato de Roma, e todos os participantes, o Papa fez uma exortação:“Vão e sejam testemunhas da Misericórdia de Deus, fonte de esperança para cada homem e para o mundo inteiro. Que o Senhor ressuscitado esteja sempre com todos vocês!”. Por fim, Bento XVI recordou o Dia da Universidade Católica do Sagrado Coração, que se celebra hoje, e cumprimentou os numerosos membros do Movimento dos Focolares, provenientes de diversos países, que trabalham como catequistas nas suas respectivas paróquias. A eles, o Papa agradeceu pelo serviço que prestam para a propagação da Palavra de Deus. (MT)
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