Dignidade humana, bem comum, solidariedade e subsidiariedade: Bento XVI ressalta a atualidade dos fundamentos da Doutrina Social da Igreja para afrontar os grandes desafios do Séc. XXI.A ocasião para uma aprofundada reflexão sobre o tema foi-lhe oferecida na audiência por ele concedida esta manhã aos membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, reunida no Vaticano para a Plenária sobre o tema “Buscar o bem comum: como solidariedade e subsidiariedade podem atuar juntas”.A Doutrina Social da Igreja permite “avaliar e afrontar” as grandes questões que se apresentam à humanidade no alvorecer do Séc. XXI. Foi o que ressaltou o Santo Padre, que enumerou os “imperativos” dos nossos tempos: “A redução das desigualdades na distribuição dos bens; a expansão das oportunidades para a educação; o apoio a um crescimento e um desenvolvimento sustentável e a proteção do ambiente”.O pontífice ressaltou a “relação mútua entre os quatro fundamentos do ensino social católico: a dignidade da pessoa, o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade”.E reconheceu o trabalho da Pontifícia Academia para o aprofundamento da Doutrina Social da Igreja e a sua aplicação nos campos da economia e da política:O papa dirigiu o pensamento ao binômio “solidariedade e subsidiariedade”, sobre como podem agir juntos no desenvolvimento do bem comum. Um desenvolvimento respeitoso daquela dignidade humana que “é o valor intrínseco de toda pessoa criada à imagem e semelhança de Deus e redimida por Cristo” _ explicou. Em seguida, o Santo Padre desenvolveu a reflexão sobre a ligação entre solidariedade e subsidiariedade, esta última entendida como “coordenação das atividades da sociedade de modo a defender a vida interna das comunidades locais”.O pontífice notou que a dignidade da pessoa pode ser colocada na intersecção de dois eixos: “Um horizontal, representando a solidariedade e a subsidiariedade, o outro vertical, representando o bem comum.” Por outro lado, Bento XVI evidenciou que a profundidade da pessoa humana supera a capacidade de representações esquemáticas:”Os princípios de solidariedade e subsidiariedade são indubitavelmente enriquecidos pela nossa fé na Trindade”, sobretudo no sentido que “esses princípios têm a potencialidade de colocar os homens e as mulheres no caminho para a descoberta de seu destino definitivo e sobrenatural” _ afirmou.Conseqüentemente _ acrescentou _ “a responsabilidade dos cristãos no alcance da paz e da justiça, o seu irrevogável compromisso em construir o bem comum é inseparável de sua missão de proclamar o dom da vida eterna à qual Deus chamou todo homem e mulher”.Os cristãos devem ser encorajados a se comprometer com maior diligencia com a solidariedade para com os outros cidadãos _ disse ele.Em seguida, o papa reiterou a importância do “agir segundo o princípio de subsidiariedade mediante a promoção da vida familiar, mediante as associações voluntárias, as iniciativas privadas e uma ordem pública que favoreça o correto funcionamento das comunidades basilares da sociedade”:”Quando examinamos os princípios de solidariedade e subsidiariedade à luz do Evangelho” _ foi a sua reflexão _ compreendemos que ambos têm também uma dimensão vertical, vez que Jesus nos pede que amemos o nosso próximo como nós mesmos. Uma lei inscrita pelo criador na natureza de todo homem. Por isso _ acrescentou _ a verdadeira solidariedade se cumpre “somente quando colocamos a nossa vida a serviço dos outros”.Ao mesmo tempo, também a subsidiariedade manifesta uma dimensão vertical voltada para o Criador. “Uma sociedade que honra o princípio de subsidiariedade _ acrescentou o papa _ liberta o povo do sentido de desencorajamento e desconfiança, garantindo-lhe a sua liberdade de comprometer-se junto na esfera do comércio, da política e da cultura”.Quando os responsáveis pelo bem comum se conformam ao desejo próprio da natureza humana “de autogoverno baseado na subsidiariedade” _ concluiu _ “deixam espaço à responsabilidade e à iniciativa individual, e mais importante ainda, deixam espaço ao amor”. (RL)
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domingo, 4 de maio de 2008
BENTO XVI: CRISTÃOS NÃO SEPAREM COMPROMISSO COM PAZ E JUSTIÇA DO ANÚNCIO DO EVANGELHO
Dignidade humana, bem comum, solidariedade e subsidiariedade: Bento XVI ressalta a atualidade dos fundamentos da Doutrina Social da Igreja para afrontar os grandes desafios do Séc. XXI.A ocasião para uma aprofundada reflexão sobre o tema foi-lhe oferecida na audiência por ele concedida esta manhã aos membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, reunida no Vaticano para a Plenária sobre o tema “Buscar o bem comum: como solidariedade e subsidiariedade podem atuar juntas”.A Doutrina Social da Igreja permite “avaliar e afrontar” as grandes questões que se apresentam à humanidade no alvorecer do Séc. XXI. Foi o que ressaltou o Santo Padre, que enumerou os “imperativos” dos nossos tempos: “A redução das desigualdades na distribuição dos bens; a expansão das oportunidades para a educação; o apoio a um crescimento e um desenvolvimento sustentável e a proteção do ambiente”.O pontífice ressaltou a “relação mútua entre os quatro fundamentos do ensino social católico: a dignidade da pessoa, o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade”.E reconheceu o trabalho da Pontifícia Academia para o aprofundamento da Doutrina Social da Igreja e a sua aplicação nos campos da economia e da política:O papa dirigiu o pensamento ao binômio “solidariedade e subsidiariedade”, sobre como podem agir juntos no desenvolvimento do bem comum. Um desenvolvimento respeitoso daquela dignidade humana que “é o valor intrínseco de toda pessoa criada à imagem e semelhança de Deus e redimida por Cristo” _ explicou. Em seguida, o Santo Padre desenvolveu a reflexão sobre a ligação entre solidariedade e subsidiariedade, esta última entendida como “coordenação das atividades da sociedade de modo a defender a vida interna das comunidades locais”.O pontífice notou que a dignidade da pessoa pode ser colocada na intersecção de dois eixos: “Um horizontal, representando a solidariedade e a subsidiariedade, o outro vertical, representando o bem comum.” Por outro lado, Bento XVI evidenciou que a profundidade da pessoa humana supera a capacidade de representações esquemáticas:”Os princípios de solidariedade e subsidiariedade são indubitavelmente enriquecidos pela nossa fé na Trindade”, sobretudo no sentido que “esses princípios têm a potencialidade de colocar os homens e as mulheres no caminho para a descoberta de seu destino definitivo e sobrenatural” _ afirmou.Conseqüentemente _ acrescentou _ “a responsabilidade dos cristãos no alcance da paz e da justiça, o seu irrevogável compromisso em construir o bem comum é inseparável de sua missão de proclamar o dom da vida eterna à qual Deus chamou todo homem e mulher”.Os cristãos devem ser encorajados a se comprometer com maior diligencia com a solidariedade para com os outros cidadãos _ disse ele.Em seguida, o papa reiterou a importância do “agir segundo o princípio de subsidiariedade mediante a promoção da vida familiar, mediante as associações voluntárias, as iniciativas privadas e uma ordem pública que favoreça o correto funcionamento das comunidades basilares da sociedade”:”Quando examinamos os princípios de solidariedade e subsidiariedade à luz do Evangelho” _ foi a sua reflexão _ compreendemos que ambos têm também uma dimensão vertical, vez que Jesus nos pede que amemos o nosso próximo como nós mesmos. Uma lei inscrita pelo criador na natureza de todo homem. Por isso _ acrescentou _ a verdadeira solidariedade se cumpre “somente quando colocamos a nossa vida a serviço dos outros”.Ao mesmo tempo, também a subsidiariedade manifesta uma dimensão vertical voltada para o Criador. “Uma sociedade que honra o princípio de subsidiariedade _ acrescentou o papa _ liberta o povo do sentido de desencorajamento e desconfiança, garantindo-lhe a sua liberdade de comprometer-se junto na esfera do comércio, da política e da cultura”.Quando os responsáveis pelo bem comum se conformam ao desejo próprio da natureza humana “de autogoverno baseado na subsidiariedade” _ concluiu _ “deixam espaço à responsabilidade e à iniciativa individual, e mais importante ainda, deixam espaço ao amor”. (RL)
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