O papa concedeu esta manhã audiência a todos os peregrinos, turistas e romanos, na Praça São Pedro. Continuando sua série de catequeses sobre os Padres da Igreja, o escolhido hoje foi São Gregório Magno, bispo de Roma entre os anos 590 e 604.Nascido numa família da aristocracia tradicional romana, aos 30 anos, foi nomeado Pretor de Roma, cargo que naqueles tempos era equivalente a governador da cidade. Mas a carreira política durou pouco, tendo ele decidido se retirar e se dedicar à vida monacal e ao estudo da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja.
Por sua experiência e qualidades, o papa Pelágio II o nomeou diácono e o enviou como embaixador a Constantinopla, para enfrentar os últimos resíduos do monofisismo e obter o apoio do imperador para conter a pressão dos longobardos, o povo germânico que invadiu, colonizou e formou um reino no vale do rio Pó (Itália).
Posteriormente, o Pontífice o convocou a Roma e o nomeou como seu secretário. Quando o papa Pelágio II morreu, Gregório o substituiu na Sede de Pedro. Seu pontificado deixou uma rica documentação, o célebre Registro.
Paralelamente à intensa atividade pastoral, Gregório realizou também um amplo trabalho de assistência social. Não obstante a saúde precária, que o obrigava a repousar bastante, a santidade de sua vida e a riqueza de sua humanidade lhe valeram a confiança de seu rebanho, junto ao qual possuía notável autoridade moral.
O papa concluiu o retrato de São Gregório Magno com as seguintes palavras:
“Em um tempo desastroso, aliás, desesperado, Gregório soube criar paz e dar esperança. Assim, este homem de Deus demonstra aonde estão as verdadeiras fontes da paz, de onde vem a verdadeira esperança; e serve como orientação para nós, em nossos tempos de hoje”.
Após a catequese em italiano, o papa saudou os presentes em inglês, francês, alemão, polonês, croato, tcheco, ucraniano, eslovaco, e português.
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