Bento XVI discursou em Iaundé, capital de Camarões.Ele também vai visitar Angola em sua 1ª visita como papa à África.
O papa Bento XVI disse nesta terça-feira (17) em Iaundé, capital de Camarões, que a África sofre "fome pobreza e doenças de maneira desproporcional". "Em um continente que no passado viu seus habitantes cruelmente raptados e levados para o outro lado do oceano a fim de trabalhar como escravos, atualmente o tráfico de seres humanos, sobretudo mulheres e crianças, transformou-se em uma nova forma de escravidão", acrescentou o papa em discurso logo após sua chegada ao continente.

O Papa Bento XVI chegou nesta terça-feira (17) a Iaundé, em Camarões. (Foto: AFP)
O pontífice disse que os africanos pedem "reconciliação, justiça e paz", e isso, disse "é o que a Igreja lhes oferece". Categoricamente, Bento XVI pronunciou três recusas: não a qualquer forma de opressão econômica e política, não à imposição de modelos culturais que ignorem o direito à vida dos ainda não nascidos (não ao aborto) e não às rivalidades entre etnias e inter-religiosas. O pontífice chega à África, afirmou, como "um pastor", e acrescentou: "perante a dor e a violência, a pobreza ou a fome, a corrupção ou o abuso de poder, os cristãos não podem permanecer em silêncio".
Bento XVI inicia sua primeira viagem ao continente africano para entregar às conferências episcopais o "Instrumentum laboris", documento de preparação do 2º Sínodo da África, que será realizado em outubro de 2009, no Vaticano.
O avião que levou o pontífice de Roma, um Boeing 777 da Alitalia, aterrissou no aeroporto Nsimalen, em Iaundé, às 15h40 (11h40 de Brasília).
Na pista, Bento XVI era esperado pelo presidente de Camarões, Paul Biya, acompanhado de sua esposa; o arcebispo de Iaundé e presidente da Conferência Episcopal de Camarões, Simon-Victor Tonye Bakot, e o cardeal Christian Wiyghan Tumi.
Além das autoridades locais, esperavam o papa em Yaoundé um grande número de religiosos e religiosas, além de fiéis católicos, que cantavam e agitavam bandeiras de Camarões e do Vaticano.
Após saudar o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia Nacional e outras autoridades políticas e religiosas, o papa e Biya ouviram os hinos do Vaticano e de Camarões, e receberam honras militares.
Bento XVI deve fazer mais 15 discursos durante sua estadia em Camarões e Angola, país onde será a segunda etapa da viagem.
Do aeroporto, o papa foi à Nunciatura (embaixada do Vaticano), onde ficará hospedado até 20 de março, quando deixará Camarões.
Amanhã, voltará a se reunir com Biya e pronunciará um discurso diante dos bispos, sacerdotes, religiosas, religiosos, diáconos, movimentos eclesiais e representantes de outras religiões.
Segundo disse recentemente, o papa pretende "abraçar idealmente todo o continente africano, suas milhares de diferenças e sua profunda alma religiosa, suas antigas culturas e seu fatigante caminho de desenvolvimento e de reconciliação, seus graves problemas, suas dolorosas feridas, e sua enorme potencialidade e esperança".
O papa também mostrou preocupação com as vítimas de "todas as formas de violência que, infelizmente, seguem atingindo adultos e crianças, assim como missionários, sacerdotes, religiosos e religiosas, e voluntários" na África.
Bento XVI é o terceiro papa a viajar à África, após Paulo VI e João Paulo II.
Paulo VI visitou Uganda em 1969, mas o pontífice que mais vezes pisou em solo africano foi João Paulo II, que visitou a África em 16 ocasiões.

O Papa Bento XVI chegou nesta terça-feira (17) a Iaundé, em Camarões. (Foto: AFP)
O pontífice disse que os africanos pedem "reconciliação, justiça e paz", e isso, disse "é o que a Igreja lhes oferece". Categoricamente, Bento XVI pronunciou três recusas: não a qualquer forma de opressão econômica e política, não à imposição de modelos culturais que ignorem o direito à vida dos ainda não nascidos (não ao aborto) e não às rivalidades entre etnias e inter-religiosas. O pontífice chega à África, afirmou, como "um pastor", e acrescentou: "perante a dor e a violência, a pobreza ou a fome, a corrupção ou o abuso de poder, os cristãos não podem permanecer em silêncio".
Bento XVI inicia sua primeira viagem ao continente africano para entregar às conferências episcopais o "Instrumentum laboris", documento de preparação do 2º Sínodo da África, que será realizado em outubro de 2009, no Vaticano.
O avião que levou o pontífice de Roma, um Boeing 777 da Alitalia, aterrissou no aeroporto Nsimalen, em Iaundé, às 15h40 (11h40 de Brasília).
Na pista, Bento XVI era esperado pelo presidente de Camarões, Paul Biya, acompanhado de sua esposa; o arcebispo de Iaundé e presidente da Conferência Episcopal de Camarões, Simon-Victor Tonye Bakot, e o cardeal Christian Wiyghan Tumi.
Além das autoridades locais, esperavam o papa em Yaoundé um grande número de religiosos e religiosas, além de fiéis católicos, que cantavam e agitavam bandeiras de Camarões e do Vaticano.
Após saudar o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia Nacional e outras autoridades políticas e religiosas, o papa e Biya ouviram os hinos do Vaticano e de Camarões, e receberam honras militares.
Bento XVI deve fazer mais 15 discursos durante sua estadia em Camarões e Angola, país onde será a segunda etapa da viagem.
Do aeroporto, o papa foi à Nunciatura (embaixada do Vaticano), onde ficará hospedado até 20 de março, quando deixará Camarões.
Amanhã, voltará a se reunir com Biya e pronunciará um discurso diante dos bispos, sacerdotes, religiosas, religiosos, diáconos, movimentos eclesiais e representantes de outras religiões.
Segundo disse recentemente, o papa pretende "abraçar idealmente todo o continente africano, suas milhares de diferenças e sua profunda alma religiosa, suas antigas culturas e seu fatigante caminho de desenvolvimento e de reconciliação, seus graves problemas, suas dolorosas feridas, e sua enorme potencialidade e esperança".
O papa também mostrou preocupação com as vítimas de "todas as formas de violência que, infelizmente, seguem atingindo adultos e crianças, assim como missionários, sacerdotes, religiosos e religiosas, e voluntários" na África.
Bento XVI é o terceiro papa a viajar à África, após Paulo VI e João Paulo II.
Paulo VI visitou Uganda em 1969, mas o pontífice que mais vezes pisou em solo africano foi João Paulo II, que visitou a África em 16 ocasiões.
Da EFE, em Yaoundé