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sábado, 31 de outubro de 2009

“Imprensa católica e o mundo da Internet” são destaques em Assembleia de Comunicação no Vaticano

A Assembleia plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, que aconteceu entre os dias 26 e 29 de outubro, em Roma, discutiu o papel das novas tecnologias e seus efeitos na criação de uma nova cultura na sociedade. Na abertura dos trabalhos, o presidente do Pontifício Conselho, dom Claudio Celli, afirmou ter “chegado o momento de olhar atentamente para a imprensa católica e para o mundo da Internet”.

Durante os quatro dias do encontro, os participantes buscaram respostas para a difusão de novos instrumentos de comunicação, que levaram a uma verdadeira “revolução”. Especialistas de todo o mundo não debateram um tema específico, mas fizeram uma análise da mídia hoje e estudaram o novo documento pastoral sobre a mídia e a Igreja que o Vaticano quer publicar.

O documento irá substituir o “Aetatis Novae”, do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais que teve sua primeira edição publicada em 1992. Segundo os participantes, este documento já está “distante da nova era multimídia que hoje o mundo vive”. O texto que está sendo elaborado, sobre os novos desafios midiáticos, terá como objetivo introduzir a comunicação da Igreja no mundo do digital.

O professor da Universidade Católica do Sagrado Coração, Francesco Casetti abordou a questão do “tecido social” ao qual o novo documento se dirige, num discurso intitulado “Novos desenvolvimentos nas tecnologias e na cultura da comunicação”. Novas formas de conhecimento, de relação interpessoal e de grupo, de experiências, de participação em um discurso global são alguns dos desafios que se colocam na “cultura do digital”, disse Casetti.

O encontro encerrou com uma audiência do papa Bento XVI .
Fonte: CNBB

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Igreja Católica lança mais uma campanha contra corrupção

Depois do projeto Ficha Limpa, Igreja Católica lança outra campanha para aproximar políticos e comunidade, com objetivo de formar eleitores conscientes para fiscalizar candidatos eleitos
Juliana Cipriani - Estado de Minas

Depois de mostrar sua força na viabilização de um projeto de lei popular para combater a atuação de políticos corruptos em cargos eletivos – o Ficha Limpa –, a Igreja Católica em Belo Horizonte vai encabeçar uma grande campanha para instituir de vez a interação entre política e sociedade. Atuando em duas frentes, com os políticos mineiros e com as cerca de 4,5 mil pessoas que integram a arquidiocese da capital, a instituição pretende tornar a comunidade mais ativa na definição de propostas de políticas públicas e na fiscalização dos seus eleitos. As ações integram o projeto Com fé na política, que será lançado na quinta-feira pelo arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Azevedo, e representantes do Executivo e Legislativo do estado.

A partir do ano que vem, prefeitos dos 28 municípios da arquidiocese, deputados estaduais, federais, senadores e o governador Aécio Neves (PSDB) serão convidados para participar de palestras e debates promovidos pela Igreja, em parceria com o Núcleo de Estudos Políticos da PUC Minas (Nesp), com a presença de autoridades e especialistas.

Estão previstos dois encontros para falar sobre os temas economia e política e eleições e outros quatro para tratar de espiritualidade e formação cristã. Além de contribuir com a formação dos mandatários, a arquidiocese quer estreitar a parceria com os governos, contribuindo na definição das demandas da comunidade.

Paralelamente, a ideia é ampliar a participação do cidadão no acompanhamento do processo político. Para isto, a partir de janeiro do ano que vem serão distribuídas inicialmente 100 mil cartilhas educativas nas 250 paróquias da arquidiocese. A metodologia para contribuir com a formação política dos eleitores e qualificar a participação no pleito de 2010 será a do ver (análise dos problemas dos municípios e dos políticos do Brasil), julgar (o que precisa ser mudado) e agir (o que fazer para mudar).

Segundo o coordenador do Nuesp, Robson Sávio Reis de Souza, a Igreja pretende reforçar as pastorais sociais, a participação em conselhos e associações de bairro e em movimentos reivindicatórios. “Essa ideia de transferir a responsabilidade do destino da cidade para os eleitos e lavar as mãos reflete a imaturidade política. Queremos o protagonismo do cidadão, que cada pessoa se torne responsável pelo processo político”, afirmou. De acordo com ele, o projeto Com fé na política não terá ações exclusivamente católicas, mas cristãs, e adeptos de todos os partidos políticos ou religiões podem participar.

Fiscalização do Legislativo

Outra frente de atuação estimulada é a da fiscalização do Poder Legislativo. Já existe um grupo de acompanhamento que trabalha em parceria com uma organização não governamental na Assembleia. O objetivo é expandir o serviço para os 28 municípios da arquidiocese, tendo pelo menos um grupo em cada.“Escolhemos acompanhar o Legislativo porque é ele também que fiscaliza o Executivo e todos os projetos importantes como o orçamento passam por lá", afirma Robson Sávio.

Apesar de trabalhar no estímulo à escolha consciente e fiscalização dos candidatos, a Igreja não deve apoiar candidaturas institucionalmente. De acordo com o coordenador do Nuesp, a arquidiocese libera os padres para se posicionar como cidadãos, individualmente, mas não vai influir na campanha de qualquer candidato. “Se trabalhamos para que os cristãos tenham autonomia para escolher seus eleitos, seria até incoerente indicar candidatos”, diz Sávio.

O grupo Com fé na política também vai trabalhar para reativar o formato de grupos, que nas décadas de 1970 e 1980 atuavam nas paróquias com reuniões permanentes e debates sobre demandas e problemas da sociedade, levantando meios para solucionar as questões. “Da mesma forma que queremos políticos éticos e comprometidos, precisamos que os cidadãos cobrem e sejam pró-ativos, que saiam do discurso de vítima e passem a ter um papel de articulação”, avalia.
Fonte: UAI

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Saiba mais sobre o Pontifício Instituto Bíblico

Rádio Vaticano
O Pontifício Instituto Bíblico (PIB) é uma instituição universitária da Santa Sé. Foi fundado pelo Papa Pio X com a Carta Apostólica ‘Vinea electa' em 7 de maio de 1909 como "um centro de altos estudos da Sagrada Escritura, em Roma, para promover de modo mais eficaz a doutrina bíblica e todos os estudos relacionados, segundo o espírito da Igreja Católica". Desde a fundação, foi confiado à Companhia de Jesus, tendo como primeiro reitor e organizador Padre L. Fonck.

Inicialmente, o PIB preparava os alunos aos exames da Pontifícia Comissão Bíblica. Em seguida, a Carta Apostólica 'Cum Biblia sacra' autorizou o Instituto a conferir o grau acadêmico de 'licença' em nome da Comissão, e enfim, o Motu proprio 'Quod maxime' de Pio XI concedeu-lhe a independência acadêmica e a possibilidade de conferir o 'doutorado' a seus alunos.

Com este mesmo documento, o PIB foi consociado à Pontifícia Universidade Gregoriana e ao Pontifício Instituto Oriental. Assim, estas três instituições possuem o mesmo Vice-Grão chanceler, (o Prepósito Geral da Companhia de Jesus), mas mantêm estatutos distintos.

Por ser fundado pelo Sumo Pontífice, o Instituto Bíblico goza de própria autonomia e depende diretamente da Santa Sé. Sendo assim, tem caráter internacional; atualmente seus alunos provêm de cerca de 60 nações.

O Grão-Chanceler é o Prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski (foto).

Que a Bíblia seja a fonte do vigor da fé dos cristãos, diz Papa

Da Redação da Canção Nova, com Rádio Vaticano

"Que a Sagrada Escritura se torne neste mundo secularizado não somente a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os fiéis em Cristo". Foi com este apelo que o Papa Bento XVI se dirigou aos cerca de 400 docentes, estudantes e funcionários do Pontifício Instituto Bíblico, por ocasião dos 100 anos de fundação do órgão. O Pontífice recebeu o grupo na manhã desta segunda-feira, 26, no Vaticano. Também participaram do encontro o prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski, e o prepósito-geral da Companhia de Jesus, padre Adolfo Nicolás Pachón.

Em seu discurso, o Papa constatou o aumento do interesse pela Bíblia no decorrer deste século e, graças ao Concílio Vaticano II, em especial à Constituição dogmática Dei Verbum, compreendeu-se ainda mais a importância da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.

A esta renovação, recordou o Pontífice, o Instituto deu uma contribuição significativa, com a pesquisa científica, ensinamento das disciplinas bíblicas e a publicação de estudos e revistas especializadas. O Papa citou também alguns docentes ilustres, como o Cardeal Bea, que formou mais de sete mil professores de Sagrada Escritura.

Em seguida, Bento XVI encorajou docentes e estudantes a prosseguirem neste caminho com renovado empenho, conscientes do serviço à Igreja que lhes é pedido, ou seja, de aproximar a Bíblia à vida do Povo de Deus, "para que saiba enfrentar de maneira adequada os desafios inéditos que os tempos modernos impoem à nova evangelização".

Falando da exegese e citando novamente a Dei Verbum, o Papa recordou que cabe à Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Bíblia: "É à Igreja, de fato, que é confiado o ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

“Eucaristia é lugar privilegiado do encontro com Jesus”, diz presidente da CNBB

O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, recordou nesta quinta-feira, 22, que a eucaristia não é “repouso espiritual” que leva o cristão “a se esquecer dos problemas cotidianos”. “[A Eucaristia] é sim o lugar privilegiado do encontro com Jesus Cristo vivo com seus traços autênticos conforme nos apresentam as Escrituras e a Tradição que a Igreja transmite com fidelidade ao longo dos séculos”, afirmou.


A reflexão foi feita durante a missa que presidiu no encerramento da reunião do Conselho Permanente da CNBB. A reunião teve início na terça-feira, 20, e discutiu, entre outros assuntos, a pauta da 48ª Assembleia Geral da CNBB, em 2010, análise de conjuntura, conferência nacional de comunicação.

Inspirando-se nos textos bíblicos proclamados na liturgia, dom Geraldo disse que o cristão está sempre em luta. “O encontro com ele [Jesus] nos interpela, pois, seu evangelho não é inócuo nem como um verniz que só atinge as aparências. Por isso a oração cristã, de modo especial a celebração litúrgica, não é algo antisséptico, imunizado de qualquer contato com os conflitos da vida, distante da dura realidade de cada dia”, disse.
Fonte: CNBB

Ministério da Saúde e CNBB lançam campanha de teste precoce da Aids

Uma ampla campanha de incentivo à população para que faça o teste precoce do vírus HIV foi lançada hoje pelo Ministério da Saúde e pela CNBB, em ato que reuniu o ministro José Gomes Temporão; o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa; o bispo referencial da Pastoral da DST/Aids, dom Eugênio Rixen, além de outras autoridades. O lançamento foi no auditório Emílio Ribas, na sede do Ministério da Saúde.


Com o slogan “Declare seu amor por você”, a campanha começará em cinco capitais: Manaus, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e João Pessoa. Em todas elas, a pastoral da Aids vai mobilizar seus 13 mil agentes para conscientizar a população da importância do teste de Aids. A ela se unem a Pastoral da Criança, com 260 mil agentes, e a Pastoral da Saúde, com 80 mil.

“Queremos colocar nossas pastorais, com sua capilaridade, a serviço da vida”, disse dom Dimas. “A Igreja sempre declarou sua opção preferencial pelos pobres. Todos os que sofrem são destinatários preferenciais da Igreja”, acrescentou.

O ministro Temporão ressaltou as parcerias “consolidadas” que o Ministério da Saúde já possui com a Igreja, especialmente, com as pastorais da Criança e do Idoso. Segundo o ministro, a parceria firmada nesta quinta-feira “é um processo robusto no programa DST/Aids” e lembrou que 60% da população ainda não realizaram o teste de HIV.

“Este encontro é o encontro da vida”, disse Temporão. Indagado sobre as divergências entre a Igreja e o Ministério da Saúde quanto ao uso da camisinha no combate à Aids, Temporão disse que a parceria é feita a partir “de nossas convergências”. O secretário geral da CNBB seguiu a mesma linha de raciocínio. “Nosso objetivo é trabalhar aquilo que temos em comum”, destacou. Segundo dom Dimas, o trabalho da Igreja é de valorizar a família, a fidelidade e amor.

O ministro entregou uma placa a dom Dimas, lembrando a parceria que o Ministério e a CNBB acabavam de firmar.

O bispo responsável pela Pastoral da Aids da CNBB, dom Eugênio Rixen, acredita que, com esta parceria, a informação pode chegar onde o Ministério da Saúde não consegue estar presente. “O Ministério da Saúde sabe que a Igreja chega onde ele não pode chegar. Temos contato com o submundo dos mais pobres e excluídos. Eles fazem parte de nossa opção”, sublinhou.

Para o assessor nacional da Pastoral da Aids, frei Luiz Carlos Lunardi, o Brasil já avançou muito no combate à doença, “mas a epidemia continua sendo nosso grande desafio”. “A Igreja, através dos agentes de pastoral, incentivará a população a procurar os serviços de saúde que garanta o teste do HIV e, para os que forem soropositivos, o tratamento gratuito”, explicou.
Fonte: CNBB