Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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segunda-feira, 30 de março de 2009

Diocese de Frederico Westphalen lança Plano de Evangelização

No próximo dia 1º de abril, a partir das 10h, no Salão da Associação Comercial de Frederico Westphalen (RS) será lançado oficialmente o 12º Plano de Ação Evangelizadora da diocese de Frederico Westphalen, durante uma coletiva de imprensa organizada pela Equipe de Coordenação Pastoral da diocese.
Além do lançamento oficial do Plano de Ação Evangelizadora, a Equipe de Coordenação Pastoral da diocese, coordenada pelo monsenhor José Vilmar Dalla Costa, apresentará para a imprensa da Região o que é um "Plano de Ação Evangelizadora" e quais os pontos fundamentais do 12º Plano de Ação Evangelizadora. Durante a entrevista também será anunciada o lançamento oficial do website da diocese: (http://www.diocesefw.com.br/).
Confirmaram presença mais de 40 profissionais das emissoras de rádio e jornais da região do Alto Uruguai, de toda a diocese de Frederico Westphalen. Algumas emissoras transmitirão a entrevista na íntegra, outras farão flashes de alguns momentos. A organização está a cargo da direção da Rádio da diocese, a Rádio "Luz e Alegria" (http://www.luzealegria.com.br/)
Por fim será estabelecido um diálogo de contato com os órgãos de informação presentes na diocese. O bispo diocesano, dom Antônio Carlos Rossi Keller, participará da coletiva.
Fonte: CNBB

DOM JOSÉ NEGRI É O NOVO BISPO DE BLUMENAU



O bispo auxiliar de Florianópolis (SC), dom José Negri (foto na direita), é o novo bispo de Blumenau (SC). Sua transferência foi anunciada nesta quarta-feira, 18, pelo papa Bento XVI, que aceitou a renúncia de dom Angélico Sândalo Bernardino (foto ao lado), 76, em conformidade com o cânon 401, parágrafo 1o, que prescreve a renúncia do bispo ao completar 75 anos.Natural de Milão, Itália, dom José Negri, 49, é da Congregação do Pontifício Instituto Missões Exterior (PIME) e foi ordenado bispo em 5 de março de 2006. Fez os estudos de filosofia e teologia no Seminário do PIME, na Itália, tendo sido ordenado padre em 1986, em Milão.A CNBB, por meio de sua assessoria de imprensa, cumprimenta dom José Negri pela nova missão, desejando que seja frutuoso seu pastoreio junto à diocese que lhe é confiada. Ao mesmo tempo, agradece a dom Angélico por seu testemunho de amor e de serviço ao povo de Deus presente na diocese de Blumenau.
CNBB

Homenagem ao Cardeal Dom Eusébio Oscar Scheid

Amanhã dia 31 de março, às 19h, a arquidiocese do Rio de Janeiro fará uma homenagem ao administrador apostólico e arcebispo emérito, cardeal dom Eusébio Oscar Scheid, na igreja da Candelária.
Os agradecimentos a dom Eusébio serão feitos pela professora Ediléa Santos, em nome dos leigos e das pastorais, pelo padre Hélio Pacheco, representante do clero, dos seminaristas e dos religiosos, pelo governador Sergio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes, como membros do poder público e por dom Dimas Lara Barbosa, representante dos bispos auxiliares.
O segundo momento da noite será a apresentação da Orquestra de Câmara e Coro da arquidiocese do Rio de Janeiro, sob regência do maestro Carlos Prazeres.
Finalizando, o cardeal dom Eusébio fará o seu agradecimento pelos mais de sete anos de pastoreio na arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.
A cerimônia será na igreja da Candelária e será aberta a todos os fiéis.
Mais Informações no telefone: (21) 2292-3132 Ramal: 511 / igreja da Candelária, Praça Pio X, S/Nº - Centro

Pastoral Carcerária apresenta propostas para o sistema prisional de Santa Catarina

A coordenação da Pastoral Carcerária do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da CNBB foi recebida em audiência pelo secretário de segurança pública do estado, Ronaldo Benedetti, no último dia 26. O coordenador regional da pastoral, padre Célio Ribeiro, apresentou relatório da situação prisional e propostas para um novo modelo de Segurança Pública. O relatório menciona que o estado tem 12.500 presos e apenas 6.475 vagas, havendo um déficit de 4.633 vagas. “O problema do sistema não é a falta de vagas, mas no excesso de presos, em sua maioria pobres que não têm acesso à justiça”, adverte o coordenador.

Padre Célio destaca ainda que em Santa Catarina, a Defensoria Dativa da Ordem dos Advogados oferece acompanhamento ao réu preso até a sentença, depois o preso fica esquecido. Para uma população de 5.966.252 pessoas no Estado de Santa Catarina, existem 11.545 policiais militares, e 2.581 policiais civis responsáveis pela segurança da população. Santa Catarina é dividida em 293 Municípios e 110 comarcas. Conta com 384 juízes (salário inicial R$ 16.209,76) e 49 desembargadores, além de 310 promotores (salário R$ 18.888,91), e não tem defensores públicos.

Segundo a Pastoral Carcerária do Regional, em Santa Catarina a superlotação nos presídios do estado dá conta de que os presos estão lá porque infligiram a lei. “Permitir que a superlotação ultrapasse seu limite não seria também violar a lei? Superlotação é violação de direitos humanos e dos direitos previstos na Lei de Execução Penal 7210/84”, sublinha o coordenador.

Propostas da Pastoral Carcerária
As propostas da Pastoral Carcerária ao secretário são sete novas penitenciárias, uma em cada região do estado nos municípios seguintes: Florianópolis, Blumenau, Itajaí [Está em andamento], Tubarão, Lages, Rio do Sul e Mafra. Isso em longo prazo.
Ampliação das penas alternativas em todas as comarcas; possibilitar liberdade provisória [Habeas Corpus via defensor dativo, voluntários ou estagiários bolsistas das universidades com plantão diário nas unidades prisionais aos envolvidos nos artigos 155, 157 e 180 do Código Penal]; mutirão de defensores dativos ou estagiários para atuar na progressão de regime; limitar o número de vagas nas unidades prisionais, colocando quatro encarcerados em 6 m², em curto prazo.
Fonte: CNBB

Papa agradece a todos que colaboraram com viagem à África

Rádio Vaticano
AP/Canção Nova
''Se o grão de trigo, caído na terra, não morre, fica sozinho; mas se morre, produz muito fruto''.
O Papa Bento XVI rezou, neste domingo, 29, a oração do Ângelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Numa manhã de pouco sol, o Papa, na mensagem anterior à oração, agradeceu mais uma vez a Deus e a todos aqueles que colaboraram para a boa realização de sua viagem à África.

Bento XVI quis ainda recordar a "profunda emoção" vivida na África, ao encontrar "as comunidades católicas e as populações de Camarões e Angola"."A visita me permitiu ver e compreender melhor a realidade da Igreja na África, na variedade das suas experiências e dos desafios que enfrenta neste momento. Pensando precisamente nos desafios que marcam o caminho da Igreja no continente africano e em todas as partes do mundo, sentimos o quanto são atuais as palavras do Evangelho deste domingo: 'Se o grão de trigo, caído na terra, não morre, fica sozinho; mas se morre, produz muito fruto'".“Hoje, – disse o Papa se referindo à frase de Jesus, mas também à situação da África – não é mais a hora de palavras e de discursos.

Chegou a hora decisiva, para a qual o Filho de Deus veio ao mundo. Somente assim, de fato, poderá germinar e crescer uma nova humanidade, livre do domínio do pecado e capaz de viver em fraternidade, como filhos e filhas do único Pai que está nos céus".Para o Santo Padre, dois aspectos o impressionaram na África: "O primeiro é a alegria visível nos rostos das pessoas, a alegria de se sentir parte da única família de Deus. Agradeço ao Senhor por ter me permitido compartilhar com as multidões desses nossos irmãos e irmãs os momentos de festa simples, música e cheios de fé. O segundo aspecto é precisamente o forte sentido do sagrado que se respirava nas celebrações litúrgicas, característica esta comum a todos os povos africanos e que emergiu, poderia dizer, em todos os momentos da minha permanência entre aquelas queridas populações”."

Na grande festa da fé vivida juntos na África, experimentamos que essa nova humanidade é viva, mesmo com os seus limites humanos. Lá onde os missionários, como Jesus, deram e continuam a consumar a vida pelo Evangelho, se recolhem frutos abundantes. A eles dirijo um particular pensamento de gratidão pelo bem que fazem. Trata-se de religiosos e religiosas, leigos e leigas", disse o Pontífice."Foi muito bonito para mim ver o fruto do seu amor por Cristo e constatar o profundo reconhecimento que os cristãos têm para com Ele", declarou Bento XVI .

O Papa concluiu dando graças a Deus e rezando à Maria Santíssima a fim de que, no mundo inteiro, se difunda a mensagem da esperança e do amor de Cristo.Em seguida, o Papa rezou a oração mariana do Ângelus e concedeu a todos a sua Benção Apostólica.AgradecimentosAntes de se despedir dos fiéis, o Papa quis agradecer aos africanos presentes na Praça de São Pedro, entre os quais muitos estudantes. Todos estavam acompanhados pelo Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Robert Sarah, pelo seu apoio."Caríssimos, vocês vieram manifestar a alegria e o reconhecimento pela minha viagem apostólica à África.
Agradeço a todos de coração. Rezo por vocês, pelas suas famílias e pelos seus países de origem. Obrigado!"João Paulo IIO Santo Padre recordou ainda que na próxima quinta-feira, 2 de abril, presidirá a Santa Missa na Basílica de São Pedro por ocasião do 4º aniversário da morte de seu predecessor, o Servo de Deus João Paulo II. O Papa convidou a participar da celebração, especialmente os jovens de Roma, para juntos se prepararem para o Dia Mundial da Juventude, que será realizado em âmbito diocesano no próximo Domingo de Ramos.

domingo, 29 de março de 2009

Dom Gil Moreira toma posse da Arquidiocese de Juiz de Fora

Ontem, sábado 28, a Arquidiocese de Juiz de Fora (MG) celebrou a posse de seu novo pastor, Dom Gil Antônio Moreira. A Santa Missa de posse aconteceu na Catedral Metropolitana, dedicada à Santo Antônio, e estiveram presentes o Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, bispos de todo o país, como o presidente da CNBB e Arcebispo de Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha, o Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, e o presidente do CELAM e Arcebispo de Aparecida (SP), Dom Raymundo Damasceno Assis, além de sacerdotes e diáconos da Arquidiocese de Juiz de Fora e de outras localidades e cerca de 5 mil fiéis. A fim atender aos presentes, a Catedral Metropolitana montou uma estrutura especial: cerca de 40 banheiros químicos, distribuição de mais de 10 mil copos de água mineral, instalação de tenda no adro da igreja para 1000 pessoas e ampliação do espaço interno do templo.

Nomeação
Dom Gil foi nomeado pelo Papa Bento XVI no dia 28 de janeiro e, até o momento, era bispo da Diocese de Jundiaí, SP. O novo pastor receberá no dia 29 de junho o pálio de arcebispo das mãos do Santo Padre, em Roma.

Celebração de posse
A cerimônia de posse teve início às 14h30 e, em seguida, a Santa Missa. Ao início da celebração, a assembléia recebeu a Procissão de Entrada com todos os sacerdotes, diáconos, seminaristas e bispos presentes e, por fim, a Entrada Canônica de Dom Gil, do administrador apostólico, Dom Eurico dos Santos Veloso, e do Núncio Apostólico, Dom Lorenzo.O vigário-geral da arquidiocese, Monsenhor Miguel Falabella, deu prosseguimento ao rito, fazendo a leitura das Letras Apostólicas (carta do Papa de nomeação) e, depois, foram apresentadas por Dom Gil ao colégio de consultores da Arquidiocese de Juiz de Fora.O Núncio apostólico fez o primeiro pronunciamento e, ao recordar a experiência pastoral de Dom Gil, ressaltou que o povo juiz-forense necessita de sua "presença paterna e zelo pastoral".Após o discurso, Dom Baldisseri entregou o báculo nas mãos de Dom Gil, efetivando a posse do novo arcebispo. Dom Gil recebeu, então, a saudação de todos os membros do colégio de consultores. Em seguida, os bispos deram início à celebração eucarística, presidida por Dom Gil, concelebrada pelos outros bispos presentes e com assistência pontifícia do Núncio Apostólico.

Homilia
Durante a Homilia, o novo arcebispo fez sua saudação a todos os presentes e, a partir das figuras dos apóstolos Felipe e André, declarou que a missão inicial de um bispo é levar o povo ao seu encontro pessoal com Cristo.
"O díscipulo é, antes de tudo, um seguidor apaixonado de Jesus Cristo e tem por missão mostrar esse mesmo Jesus, rosto humano do Pai, pois vê-lo é idêntico a ver o Pai, como, um dia, Ele revelou ao mesmo apóstolo Felipe: "Quem me vê, vê ao Pai'". Com estas palavras, Dom Gil Moreira declarou aos fiéis da arquidiocese a sua disposição de servir a Deus e ao povo.Destacou ainda seu reconhecimento de que a missão de um sucessor dos apóstolos é a de levar "Cristo às pessoas, e as pessoas a Cristo" e que apesar dos desafios, encara a tarefa como muita "disposição e entusiamo", pois sabe "onde pôs a sua confiança".Ao final da celebração, o Padre Nei Ângelo fez um discurso, representando os presbíteros, e também as senhoras Enilza Maria e Ângela, representando os leigos, e o prefeito de Juiz de Fora, Custódio Antônio Mattos, representando as autoridades civis.O clero também prometeu obediência ao novo pastor e renovou os compromissos de sua ordenação, com um gesto que indica plena comunhão com o arcebispo.
Arquidiocese de Juiz de Fora

A Diocese de Juiz de Fora foi criada pela Santa Sé através de bula do Papa Pio XI, em de 1° de fevereiro de 1924. Em 14 abril de 1962, foi elevada à categoria de "arquidiocese", quando era pastoreada por Dom Geraldo Maria de Morais Penido.Atualmente, a Arquidiocese de Juiz de Fora compreende, além deste, mais 36 municípios. A Igreja local é formada por mais de 80 paróquias e mais de 1000 comunidades, e 114 padres e 16 diáconos permanentes compõem o clero arquidiocesano.
Fonte: Canção Nova Notícias

sábado, 28 de março de 2009

Regional Norte 2 se pronuncia sobre as ameaças de morte sofridas por irmã Henriqueta Cavalcante

O Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá) se pronunciou em nota (conforme abaixo) sobre as ameaças de morte que a coordenadora da Comissão de Justiça e Paz (CJP), irmã Henriqueta Cavalcante, sofreu na última terça-feira, 24, por meio de um telefonema, identificado pelo nome de Luiz Paulo Azevedo Filho.
A nota assinada pela secretária-executiva do Regional, irmã Orlanda Rodrigues, destaca o repúdio do Regional às ameaças que caem sobre a religiosa. Leia o texto na íntegra.



Nota da CNBB





Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil
CNBB – Regional Norte 2
CNPJ: 33.685.686/0013-94
PASTORAL DA COMUNICAÇÃO
Trav. Barão do Triunfo, 3151. Marco. CEP: 66093-050 – Belém- Pa.
CEP 66093050 E-MAIL: pascom@cnbbn2.org.br
Fone: (91) 3246-0495**3266-0055
www.cnbbn2.org.br


Nota à imprensa:


O secretariado e as pastorais sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil no Regional Norte 2 (CNBB N2) tornam pública sua indignação e repúdio em relação às ameaças sofridas por Ir. Marie Henriqueta Cavalcante, coordenadora da Comissão de Justiça de Paz deste regional.
Tornou-se notório que Irmã Henriqueta Cavalcante, à frente da CJP, e membros das pastorais sociais da CNBB N2 vêm desempenhando nestes últimos meses um papel primordial nos procedimentos de denúncia e acompanhamento das investigações de casos de abuso e exploração sexual de menores no Pará. Casos que, infelizmente, têm acontecido com participação de pessoas influentes em nossa sociedade.
Assim, nesta semana foi registrada uma ameaça, feita por telefone à coordenadora que continua atuando de modo incansável no acompanhamento da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, instalada pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará.
O secretariado executivo do Regional interpreta a ameaça como um ato desesperado e como uma tentativa, não apenas de atingir a coordenadora da CJP, mas sim como uma forma de calar a voz da Igreja diante da sua incessante luta pela defesa da vida.
As Pastorais Sociais e Organismos que compõem a CNBB com total apoio dos bispos sempre apoiaram todas as lutas legítimas feitas em defesa dos direitos humanos. É sabido de todos que a Igreja, seguidora e fiel às propostas de Jesus Cristo “que veio para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10) desempenha um papel profético na defesa e promoção da vida, denunciando toda forma de injustiça, especialmente quando ela é praticada por aqueles que deveriam lutar em favor da justiça.
As ações da CNBB são pensadas a partir da Palavra de Deus e da realidade construída pelos homens. Nossa prática é pautada pelo diálogo, o respeito e, sobretudo, pelo constante testemunho, agindo pacificamente e acreditando na paz e na construção de um mundo justo e igualitário.
A CNBB Norte 2 aproveita também para reafirmar sua opção pelos pobres, defendendo a causa daqueles que mais necessitam de justiça em nossa sociedade. Isso se configura também como uma resposta ao apelo da Conferência de Aparecida que evidencia que “Os rostos sofredores dos pobres são rostos sofredores de Cristo’" (AP 393).

Assina:
Orlanda Rodrigues Alves
Secretária executiva do Regional Norte 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Bento XVI recebe presidente da República do Chipre

O Papa Bento XVI recebeu em audiência, nesta sexta-feira, 27, no Vaticano, o presidente da República do Chipre, Demetris Christofias.Os temas que nortearam o encontro foram a paz, a África e as condições das Igrejas cristãs na parte norte de Chipre.Após a audiência com o Santo Padre, o presidente Christofias encontrou o Cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e o secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti.Segundo uma nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, Bento XVI e Christofias abordaram alguns temas relacionados à situação de Chipre e seu futuro.O presidente falou sobre a condição de numerosas igrejas e imóveis cristãos no norte da ilha.Além disso, trocaram idéias sobre a situação internacional, particularmente, no que diz respeito ao continente africano.Por fim, foi "ressaltada a importância de boas relações entre católicos e ortodoxos e entre cristãos e muçulmanos, todos chamados a colaborar em favor do bem da sociedade e da convivência pacífica dos povos".

Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 26 de março de 2009

Divulgada oração pela visita do Papa à Terra Santa

Da Canção Nova, com Rádio Vaticano
O Patriarcado Latino de Jerusalém divulgou a "Oração pela viagem do Papa à Terra Santa", a primeira de Bento XVI à região, marcada para os dias 8 a 15 de maio. A prece invoca ao Senhor 'um momento de renovação e de graça especial' para a Terra Santa, local dos primeiros acontecimentos do cristianismo.
A oração é uma sugestão a todos os cristãos para que se unam neste propósito:
"Senhor Jesus, através de Pedro, teu Sucessor, nós temos e sempre teremos um guia e pastor, aquele que indicou os passos na caminhada de maneira que possamos fazer a vontade de Deus, nosso Pai. Nós confiamos a Ti estes meses de preparação para a visita do Papa Bento XVI. Envia-nos o Teu Espírito Santo a ajudar-nos na nossa preparação através da oração, para que esta visita, que será na Terra Santa, seja um momento de renovação e tempo de Graça".
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quarta-feira, 25 de março de 2009

Diretor do L´Osservatore Romano comenta viagem do Papa à África

Da Canção Nova, com Rádio Vaticano
"Uma escolha aberta pela Igreja de Roma, ao lado da África", "uma nova ocasião para recordar com forte determinação a todo o mundo a importância crescente do continente africano". Foi o balanço do diretor do L’Osservatore Romano, Gian Maria Vian, da viagem do Papa a Camarões e Angola. "

Os habitantes de Iaundê e Luanda, que saíram aos milhares pelas ruas", destaca Vian, "entenderam e gritaram repetidamente que entre eles se encontrava um amigo. Toda a África austral estava também representada na imensa esplanada de Cimangola, por mais de um milhão de pessoas"."Afligida por muitos males e por graves injustiças, explorada por novos colonialismos e quase ignorada pela informação internacional, a África tem potencialidades imensas e riquezas que muitos desejam", observa Vian, segundo o qual, "várias vezes o Papa fez um apelo aos povos do continente, a fim de que assumam as suas responsabilidades e possam superar as dificuldades que impedem o seu pleno desenvolvimento: fome, violência, doenças, corrupção.


Apostando principalmente na solidariedade e na democracia, e na rejeição de políticas impostas do exterior, como as neo-colonialistas que depredam as riquezas locais e muitas vezes difundem a chamada saúde reprodutiva visando de fato o apoio ao aborto como método de controle da natalidade".

segunda-feira, 23 de março de 2009

Papa recorda os momentos que marcaram sua viagem à África

Rádio Vaticano
AP
"Parece-me que realmente a palavra 'obrigado' deveria concluir esta aventura."

No vôo que o leva de volta ao Vaticano, o Papa Bento XVI falou de suas impressões desta viagem: de um lado, destacou a cordialidade quase "exuberante", da alegria da África em festa, como se visse no papa a personificação do fato de que somo filhos e família de Deus. "Existe esta família e nós, com todos os limites, estamos nesta família e Deus está conosco."
Por outro lado, o pontífice ficou muito impressionado com o espírito de recolhimento nas liturgias, o forte sentido do sagrado: "Nas liturgias, não há auto-representação dos grupos, auto-animação, mas tem a presença do sagrado, do próprio Deus. Para mim, isso me impressionou muito".


O papa declarou-se ainda muito comovido com a morte de duas jovens antes do encontro no estádio dos Coqueiros, em Luanda. "Rezei e rezo por elas. Infelizmente, uma ainda não foi identificada. Esperamos que, no futuro, as coisas possam ser organizadas de modo que isso não aconteça mais."


Bento XVI citou ainda outros dois eventos que ficaram na sua memória. No Centro Cardeal Léger, em Iaundê, onde "me tocou o coração ver o mundo de múltiplos sofrimentos, todo o sofrimento, a tristeza, a pobreza da existência humana, mas também ver como Estado e Igreja colaboram para ajudar os sofredores. Vê-se que o homem, ajudando o sofredor, se torna mais homem, o mundo se torna mais humano: isso permanece inscrito na minha memória".


Em seguida, o pontífice citou a entrega do Instrumento de Trabalho para o Sínodo e a preparação do evento, quando se reuniu com todos os membros do Conselho para o Sínodo – 12 bispos – e cada um falou da situação de sua Igreja local, de suas propostas, de suas expectativas e, assim, nasceu uma idéia muito rica da realidade da Igreja na África. "Poderia dizer muito, por exemplo, da Igreja na África do Sul, que teve uma experiência de reconciliação difícil, mas com êxito positivo, que agora ajuda, com sua experiência, a tentativa de reconciliação em Burundi e tenta fazer algo semelhante em Zimbábue, apesar das dificuldades."


Por fim, o papa agradeceu a todas as pessoas que contribuíram para o sucesso desta viagem: "Parece-me que realmente a palavra 'obrigado' deveria concluir esta aventura e obrigado mais uma vez também a vocês, jornalistas, pelo trabalho que fizeram e querem fazer. Obrigado!".

domingo, 22 de março de 2009

Bento XVI destaca reconciliação e perdão em Missa deste domingo

Canção Nova/Reuters

''Coragem! Ponham-se a caminho! Olhem o futuro com esperança, confiem nas promessas de Deus e vivam na sua verdade''

Cerca um milhão de fiéis participaram hoje, 22, de uma Missa com Bento XVI, em seu penúltimo dia de viagem à África, na esplanada de Cimangola, a 14 km de Luanda, capital de Angola. Em sua homilia, o Papa falou da experiência pessoal de tantos angolanos que sofrem as consequências da guerra civil e enfatizou que só a força do amor de Deus pode mudar os corações e fazer triunfar sobre o poder do pecado e da divisão.
Inspirando-se na primeira leitura da liturgia de hoje, que narra o convite ao povo exilado para regressar a Jerusalém e reconstruir o templo do Senhor, o Papa refletiu sobre a experiência pessoal de tantos angolanos que enfrentam as consequências da guerra civil, "infelizmente, disse, uma experiência familiar a toda a África".O Evangelho de hoje nos ensina que a reconciliação só pode ser fruto de uma conversão, de uma mudança do coração, de um novo modo de pensar. E ensina também que só a força do amor de Deus pode mudar os nossos corações e nos fazer triunfar sobre o poder do pecado e da divisão. Só Deus pode fazer novas todas as coisas. Bento XVI explicou ainda que foi à África justamente para proclamar a mensagem de perdão, de esperança e de uma nova vida em Cristo.Exortando o povo angolano a ser construtor de um futuro melhor para o seu país, Bento XVI ressaltou os profundos valores humanos da sua cultura originária e tradições: famílias solidárias, profundo sentido religioso, celebração festiva do dom da vida, apreço pela sabedoria dos mais velhos e pelas aspirações do jovens. Bento XVI também recordou a contribuição de gerações e gerações de missionários, professores cristãos, catequistas, presbíteros, religiosas e religiosos, que sacrificaram sua vida pessoal para vos transmitir este tesouro precioso.Olhem o futuro com esperança"Pensemos no flagelo da guerra, nos frutos terríveis do tribalismo e das rivalidades étnicas, na avidez que corrompe o coração do homem, reduz à escravidão os pobres e priva as gerações futuras dos recursos de que terão necessidade para criar uma sociedade mais solidária e justa: uma sociedade verdadeira e autenticamente africana no seu estro e nos seus valores", disse Bento XVI.E citou os dramas morais da sociedade: "O espírito de egoísmo que fecha os indivíduos em si mesmos, divide as famílias e, espezinhando os grandes ideais de generosidade e abnegação, conduz inevitavelmente ao hedonismo, à fuga para falsas utopias através do uso da droga, à irresponsabilidade sexual, ao enfraquecimento do vínculo matrimonial, à destruição das famílias e à eliminação de vidas humanas inocentes por meio do aborto?".A tudo isso, incitou, concluindo a homilia, a Igreja católica deve dar uma resposta, buscando antes de tudo, a unidade interna e entre as etnias do continente:"Coragem! Ponham-se a caminho! Olhem o futuro com esperança, confiem nas promessas de Deus e vivam na sua verdade. Deste modo, construirão algo destinado a permanecer e deixarão às gerações futuras uma herança duradoura de reconciliação, justiça e paz".
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sábado, 21 de março de 2009

Padre angolano e professor de História comentam visita do Papa

Da Redação da Canção Nova Notícias
Gracielle Reis


Padre Bantu e o professor Antônio Tadeu comentam a importante visita de Bento XVI à África
O Jornalismo da TV Canção Nova promoveu, neste sábado, 21, um programa especial sobre a visita do Papa Bento XVI à África. A fim de comentar a semana do Santo Padre e o significado desta viagem ao continente africano, foram convidados o Padre angolano que vive no Brasil há quatro anos, Bantu Mendonça, e o professor de História da África da Universidade Salesiana de Lorena (UNISAL), Antônio Tadeu de Miranda Alves.
A partir das reportagens com retrospectivas da viagem de Bento XVI a Camarões e Angola e participações dos telespectadores através de e-mails, os entrevistados analisaram as semelhanças entre Camarões, Angola e outros países da África subsaariana, no que diz respeito à tradição cultural, às danças, ao colorido e à alegria, apesar do agressivo processo de colonização que sofreram.Ao comentar sobre a proliferação de seitas nos países africanos, Padre Bantu analisou as perspectivas da evangelização na África.
O papel da Igreja é o de levar a Palavra de Deus, como o alerta feito pelo apóstolo São Paulo sobre as falsas doutrinas. O professor Antônio Tadeu comentou que, além dos deuses cultuados nas religiões africanas, existe a "bruxaria da pós-modernidade". Ou seja, a sociedade atual cria seus "deuses" no consumo e em atitudes de "desvio à verdade do Cristo", declarou o professor.Padre Bantu também destacou, ao analisar as declarações do Santo Padre sobre a epidemia de AIDS que assola muitos países africanos, que a camisinha não é o método mais eficaz de prevenir a doença: "Quando o Papa diz 'vamos parar com a distribuição de preservativos', ele aponta para um aspecto fundamental da nossa Igreja: a fidelidade e o valor do sacramento do matrimônio".
Antônio Tadeu também elogiou as atitudes firmes de Bento XVI, apesar de sua aparência tranquila, em trazer temas pertinentes e incisivos em cada lugar, em cada fala. Ao enfatizar a alegria refletida no rosto do Papa nas imagens exibidas, o professor destacou que a Igreja alcançará os seus objetivos no continente africano correspondendo à alegria do povo.Padre Bantu complementou que a mensagem cristã deve chegar a partir de um conceito antropológico, o da inculturação. "É preciso que o Evangelho entre na cultura e a purifique. Isto significa exaltar os valores da cultura africana, promover o que há de bom e procurar excluir os elementos não tão positivos".
O professor de História da África ressaltou que "pelo carisma do Papa, sua tranquilidade e firmeza ao falar e por não temer, passa a ser referência". E acrescentou que "mesmo que a pessoa não goste da Igreja ou não concorde com as suas posições, pode encontrar no Papa e na Igreja uma referência". No encerramento do programa, Padre Bantu ressaltou a importância da visita do Papa como um meio pelo qual a Igreja pode confirmar o povo de Deus na fé cristã e relembrar os 500 anos de evangelização de Angola. Por fim, o professor Antônio Tadeu enfatizou a fé, a alegria e a força do povo africano, e a presença firme de Bento XVI, mostrando ao mundo o que é ser um pastor manso e forte.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Inaugurado mosteiro na arquidiocese de Ribeirão Preto


Na Solenidade de São José comemorada ontem, 19, o arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto, dom Joviano de Lima Júnior, presidiu no seminário Maria Imaculada, em Brodowski (SP), a concelebração eucarística e a bênção da clausura das monjas adoradoras perpétuas do santíssimo sacramento. A celebração contou com a participação das nove monjas que residirão no mosteiro, padres, religiosos e, diáconos, seminaristas e fiéis presentes.

Após conceder a bênção do Santíssimo, dom Joviano abençoou a clausura das monjas adoradoras Perpétuas do Santíssimo Sacramento. A casa foi preparada para acolher as nove monjas, provenientes do México, do mosteiro de Nossa Senhora dos Anjos.

As monjas da ordem da adoração perpétua do Santíssimo Sacramento, fundadas pela madre Maria Magdalena da Encarnacão cuja beatificação aconteceu em Roma, em 2008, passam a partir de hoje a viver em Brodowski, sendo o primeiro Mosteiro em terras brasileiras, na arquidiocese de Ribeirão Preto.
Fonte: CNBB

Discurso do Papa às autoridades e corpo diplomático em Angola

Rádio Vaticano
O Papa Bento XVI encontrou-se nesta tarde, 20, com as autoridades políticas e civis e com o Corpo Diplomático no Palácio Presidencial de Luanda, na África. O Santo Padre destacou em seu discurso que a Angola é um país que se levanta, após vinte e sete anos de guerra civil. "A paz começou a lançar raízes, trazendo consigo os frutos da estabilidade e da liberdade. Os esforços palpáveis do Governo para estabelecer as infraestruturas e recriar as instituições fundamentais ao progresso e bem-estar da sociedade fizeram voltar a esperança entre os cidadãos da nação", destacou.O Papa disse ainda que "armados de um coração íntegro, magnânimo e compassivo", poderão "transformar este continente, libertando o povo do flagelo da avidez, da violência e da desordem e guiando-o pela senda daqueles princípios que são indispensáveis em qualquer democracia civil moderna"."O respeito e promoção dos direitos humanos, um governo transparente, uma magistratura independente, uma comunicação social livre, uma administração pública honesta, uma rede de escolas e de hospitais que funcionem de modo adequado, e a firme determinação, radicada na conversão dos corações, de acabar de uma vez por todas com a corrupção", apontou.



Leia o discurso na íntegra:





Senhor Presidente da República,
Distintas Autoridades,
Ilustres Embaixadores,
Venerados Irmãos no Episcopado,
Senhoras e Senhores!



Num amável gesto de hospitalidade, quis o Senhor Presidente nos acolher em sua residência, dando-me a alegria de poder vos encontrar, saudar e vos desejar os melhores êxitos na condução das importantes responsabilidades que cada um de vós assume no âmbito governamental, seja civil ou diplomático, onde cada um serve a própria nação em vista do bem de toda família humana.
Senhor Presidente, obrigado por esta acolhida e pelas palavras que acabais de me dirigir, cheias de consideração pela pessoa do Sucessor de Pedro e de confiança na ação da Igreja Católica em favor desta nação muito amada.
Meus amigos, vós sois artesãos e testemunhas de uma Angola que se levanta. Após vinte e sete anos de guerra civil que devastou o país, a paz começou a se enraizar, trazendo consigo os frutos da estabilidade e da liberdade. Os esforços palpáveis do Governo para estabelecer as infra-estruturas e recriar as instituições indispensáveis ao desenvolvimento e bem-estar da sociedade fizeram voltar a esperança entre os cidadãos. Para sustentar esta esperança, têm concorrido várias iniciativas de agências internacionais, decididas a transcender interesses particulares para trabalhar na perspectiva do bem comum. Nas diversas regiões do país, não faltam os exemplos de professores, agentes da saúde e funcionários públicos que, em troca de um magro salário, servem com integridade e dedicação as respectivas comunidades humanas às quais pertencem. Aumenta o número de pessoas engajadas em atividades voluntárias para prestar os serviços mais necessários Queira Deus abençoar e multiplicar todas estas boas vontades e iniciativas ao serviço do bem!
Angola sabe que chegou para a África o tempo da esperança. Cada comportamento humano reto é esperança em ação. Nossas ações jamais são indiferentes a Deus; e também não o são para o progresso da história. Meus amigos, com um coração íntegro, magnânimo e cheio de compaixão, podereis transformar este continente, libertando o vosso povo do flagelo da avidez, da violência e da desordem e guiando-o pelo caminho indicado por princípios indispensáveis a qualquer democracia civil moderna: o respeito e a promoção dos direitos humanos, um governo transparente, uma magistratura independente, uma comunicação social livre, uma administração pública honesta, uma rede de escolas e de hospitais que funcionem de modo adequado, e a firme determinação, radicada na conversão dos corações, de acabar de uma vez por todas com a corrupção. Na Mensagem deste ano para o Dia Mundial da Paz, quis chamar a atenção de todos para a necessidade de uma atitude ética do desenvolvimento. De fato, mais do que simples programas e protocolos, os habitantes deste continente pedem com razão, uma conversão autêntica, profunda e duradoura dos corações à fraternidade (cf. n. 13).Sua exigência aos que trabalham na política, na administração pública, nas agências internacionais e nas companhias multinacionais é sobretudo esta: permanecei ao nosso lado de modo verdadeiramente humano, acompanhai-nos as nós, às nossas famílias e comunidades.
O desenvolvimento econômico e social da África requer a coordenação das ações governamentais nacionais com as iniciativas regionais e com as decisões internacionais. Uma tal coordenação supõe que as nações africanas não sejam apenas consideradas como destinatárias dos planos e soluções elaborados por outros. Os próprios africanos, trabalhando juntos para o bem das suas comunidades, devem ser os agentes primários do seu desenvolvimento. A tal propósito, existe um número crescente de eficazes iniciativas que merecem ser sustentadas. Contam-se entre elas a New Partnership for Africa’s Development (NEPAD) e o Pacto para a segurança, a estabilidade e o desenvolvimento na Região dos Grandes Lagos, juntamente com o Kimberley Process, a Publish What You Pay Coalition e a Extractive Industries Transparency Iniziative, que promovem a transparência, o exercício comercial honesto e o bom governo. Quanto à comunidade internacional no seu todo, é de urgente importância a coordenação dos esforços para enfrentar a questão das alterações climáticas, a realização plena e honesta dos compromissos em prol do desenvolvimento indicados pelo Doha round e, de igual forma, a realização desta promessa muitas vezes repetida pelos países desenvolvidos: destinarem 0,7% do seu PIB (produto interno bruto) para ajudas oficiais ao desenvolvimento. Esta assistência é ainda mais necessária hoje com a tempestade financeira mundial em curso; que ela não seja mais uma das suas vítimas.
Amigos, concluo minha reflexão confidenciando que esta minha visita a Camarões e a Angola suscita em mim aquela alegria humana profunda que se sente ao voltar a casa, ao seio da família. Creio que a mesma experiência é o dom comum que a África faz a quantos vêm de outros continentes aqui, onde «a família representa a base sobre a qual está construído o edifício da sociedade» (Ecclesia in Africa, 80). Entretanto, como todos sabem, também aqui se abatem numerosas pressões sobre as famílias: angústia e humilhação causadas pela pobreza, desemprego, doença, exílio para mencionar apenas algumas. Particularmente inquietante é o jugo opressivo da discriminação que pesa sobre mulheres e moças, para não falar daquela prática inqualificável que é a violência e exploração sexual que lhes causa tantas humilhações e traumas. Devo ainda referir uma nova área de grave preocupação: as políticas daqueles que, com a ilusão de fazer crescer o «edifício social», estão ameaçando os seus próprios alicerces. Que amarga é a ironia daqueles que promovem o aborto como um dos cuidados de saúde «materna»! Como é desconcertante a tese de quantos defendem a supressão da vida como uma questão de saúde reprodutiva (cf. Protocolo de Maputo, art. 14)!
Senhoras e Senhores, encontrareis sempre a Igreja – por vontade do seu divino Fundador – ao lado dos mais pobres deste continente. Posso assegurar-vos que ela, através de iniciativas diocesanas e inumeráveis obras educativas, de saúde e sociais das diversas ordens religiosas, continuará a fazer tudo o possível para apoiar as famílias, nomeadamente feridas pelos trágicos efeitos da AIDS, e promover a igual dignidade de homens e mulheres com base em uma harmoniosa complementaridade. O caminho espiritual do cristão é o da conversão diária. A Igreja convida todos os líderes da humanidade a tomar esse caminho, para que esta última possa trilhar as sendas da verdade, da integridade, do respeito e da solidariedade.
Senhor Presidente, desejo reiterar-lhe a minha viva gratidão pelo acolhimento que nos ofereceu em sua casa. Agradeço a todos e cada um de vós pela amável presença e escuta atenta. Contai com as minhas orações por vós e vossas famílias e por todos os habitantes desta África maravilhosa. O Deus do Céu vos seja propício e a todos abençoe!




O silêncio, muitas vezes, consegue mais do que discursos, diz Papa

Da Canção Nova, com Ecclesia
Reuters

Papa encontra-se com menina de 12 anos em sua visita ao Centro Cardeal Paul Emile Léger
"Diante de sofrimentos atrozes, sentimo-nos inaptos e não encontramos as palavras certas. O silêncio respeitoso e compassivo, uma presença orante, um gesto de ternura e de conforto, um olhar bondoso, um sorriso, muitas vezes conseguem mais do que muitos discursos". Com estas palavras o Papa Bento XVI incentivou nesta tarde, 19, o apoio espiritual e conforto aos enfermos, em sua visita ao Centro Nacional de Recuperação de Deficientes de Camarões, Centro "Cardeal Paul Emile Léger".

Papa encontra-se com menina de 12 anos em sua visita ao Centro Cardeal Paul Emile Léger (foto)
O Santo Padre deixou uma palavra de estímulo aos que, "na própria casa, nos hospitais, nos estabelecimentos especializados ou nos postos de atendimento médico, são portadores de uma deficiência, motora ou mental" e aos "que trazem na sua carne os sinais das violências e das guerras"."Penso também em todos os doentes e de modo especial aqui, na África, naqueles que são vítimas de doenças como a Aids, a malária e a tuberculose. Sei que, junto de vós, a Igreja Católica está fortemente empenhada numa luta eficaz contra estes terríveis flagelos, encorajando-a a prosseguir com determinação nesta obra urgente”, acrescentou.


Trabalho com os sofredores


Bento XVI defendeu que "para todo o homem, o respeito da vida é um direito e ao mesmo tempo um dever, porque cada vida é um dom de Deus". "A vós, investigadores e médicos, compete realizar tudo o que é legítimo para aliviar a dor; cabe-vos em primeiro lugar proteger as vidas humanas, ser os defensores da vida desde a sua concepção até ao seu termo natural", disse ainda.O Papa manifestou o seu apreço por todos os que "trabalham ao serviço das pessoas que sofrem" e encorajou "os sacerdotes e as pessoas que visitam os doentes a empenharem-se com a sua presença ativa e amiga na pastoral da saúde nos hospitais ou para assegurar uma presença eclesial no domicílio, para conforto e apoio espiritual dos doentes".Citando a figura de um africano, Simão de Cirene – que os Evangelhos apresentam como o homem que ajudou Jesus a carregar a cruz -, o Papa sublinhou que "todos os africanos e todos os homens que sofrem ajudam Cristo a levar a sua Cruz e sobem com Ele ao Gólgota, para com Ele ressuscitar um dia".


Viagem do Papa


Em seguida, o Papa encontrou-se com os membros do Conselho Episcopal para a África do Sínodo dos Bispos, na Nunciatura Apostólica de Yaoundé, capital de Camarões.Bento XVI fica em Camarões até amanhã, às 10h30 da manhã (hora local), quando parte para a Angola, na segunda etapa de sua visita ao continente africano.


quarta-feira, 18 de março de 2009

Segundo dia do Papa na África

Bento XVI encontra-se com o presidente camaronês, os Bispos e representantes das Igrejas cristãs

Bento XVI vive esta Quarta-feira o seu segundo dia de visita a África, após ter sido recebido com um banho de multidão nos Camarões.
O Papa presidiu ao início da manhã a uma Missa privada na Capela da Nunciatura Apostólica, em Yaoundé. Em seguida encontrou-se com Paul Biya, no Palácio da Unidade, e terá ainda um encontro com os Bispos do país.
À tarde, o Papa presidirá na Basílica Maria, Rainha dos Apóstolos, à oração das I Vésperas da solenidade de São José, com a participação de bispos, sacerdotes, religiosos, seminaristas, diáconos, movimentos eclesiais e de representantes de outras confissões cristãs.
A Igreja neste país conheceu um forte crescimento nos últimos anos e representa ainda uma referência no diálogo com o mundo islâmico.
Ao todo, estão previstas oito intervenções papais em território camaronês, sempre com uma perspectiva aberta sobre todo o Continente: em Outubro, terá lugar a II Assembleia Especial do Sínodo para a África e é nos Camarões que o Papa vai entregar aos Bispos do Continente o «Instrumentum laboris» do Sínodo, documento que orientará os trabalhos no Vaticano.
O programa do Papa conhece momentos fortes no dia 19, de manhã, numa agenda que inclui um encontro com os representantes da Comunidade Muçulmana de Camarões (quase 4 milhões de fiéis, 22% da população), o único do género no programa da visita.
Mais tarde, preside à Missa por ocasião da publicação do «Instrumentum Laboris» da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, no Estádio Amadou Ahidjo.
Ontem, Bento XVI antecipou a sua visita nessa mesma Quinta-feira ao Centro Cardinal Léger, no qual terá oportunidade de “observar pessoalmente a solicitude pastoral desta Igreja local em favor das pessoas doentes e dos que sofrem”.
“É particularmente digno de louvor que os doentes de SIDA neste país sejam tratados gratuitamente”, acrescentou.


Programa do dia
(Hora local, menos uma em Lisboa)
Yaoundé
08.00 - Missa privada na Capela da Nunciatura Apostólica
10.00 - Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio da Unidade
11.15 - Encontro com os Bispos de Camarões na Igreja de Cristo Rei Discurso do Papa
12.45 - Almoço com os Bispos de Camarões e Comitiva Papal na Nunciatura Apostólica
16.45 - Celebração das Vésperas na Basílica Maria Rainha dos Apóstolos, no Bairro Mvolyé. Discurso do Papa


Internacional Octávio Carmo 18/03/2009 09:51 2388 Caracteres
32 Bento XVI - Angola

terça-feira, 17 de março de 2009

Papa denuncia fome na África em sua chegada ao continente

Bento XVI discursou em Iaundé, capital de Camarões.Ele também vai visitar Angola em sua 1ª visita como papa à África.



O papa Bento XVI disse nesta terça-feira (17) em Iaundé, capital de Camarões, que a África sofre "fome pobreza e doenças de maneira desproporcional". "Em um continente que no passado viu seus habitantes cruelmente raptados e levados para o outro lado do oceano a fim de trabalhar como escravos, atualmente o tráfico de seres humanos, sobretudo mulheres e crianças, transformou-se em uma nova forma de escravidão", acrescentou o papa em discurso logo após sua chegada ao continente.

O Papa Bento XVI chegou nesta terça-feira (17) a Iaundé, em Camarões. (Foto: AFP)

O pontífice disse que os africanos pedem "reconciliação, justiça e paz", e isso, disse "é o que a Igreja lhes oferece". Categoricamente, Bento XVI pronunciou três recusas: não a qualquer forma de opressão econômica e política, não à imposição de modelos culturais que ignorem o direito à vida dos ainda não nascidos (não ao aborto) e não às rivalidades entre etnias e inter-religiosas. O pontífice chega à África, afirmou, como "um pastor", e acrescentou: "perante a dor e a violência, a pobreza ou a fome, a corrupção ou o abuso de poder, os cristãos não podem permanecer em silêncio".
Bento XVI inicia sua primeira viagem ao continente africano para entregar às conferências episcopais o "Instrumentum laboris", documento de preparação do 2º Sínodo da África, que será realizado em outubro de 2009, no Vaticano.
O avião que levou o pontífice de Roma, um Boeing 777 da Alitalia, aterrissou no aeroporto Nsimalen, em Iaundé, às 15h40 (11h40 de Brasília).
Na pista, Bento XVI era esperado pelo presidente de Camarões, Paul Biya, acompanhado de sua esposa; o arcebispo de Iaundé e presidente da Conferência Episcopal de Camarões, Simon-Victor Tonye Bakot, e o cardeal Christian Wiyghan Tumi.
Além das autoridades locais, esperavam o papa em Yaoundé um grande número de religiosos e religiosas, além de fiéis católicos, que cantavam e agitavam bandeiras de Camarões e do Vaticano.
Após saudar o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia Nacional e outras autoridades políticas e religiosas, o papa e Biya ouviram os hinos do Vaticano e de Camarões, e receberam honras militares.
Bento XVI deve fazer mais 15 discursos durante sua estadia em Camarões e Angola, país onde será a segunda etapa da viagem.
Do aeroporto, o papa foi à Nunciatura (embaixada do Vaticano), onde ficará hospedado até 20 de março, quando deixará Camarões.
Amanhã, voltará a se reunir com Biya e pronunciará um discurso diante dos bispos, sacerdotes, religiosas, religiosos, diáconos, movimentos eclesiais e representantes de outras religiões.
Segundo disse recentemente, o papa pretende "abraçar idealmente todo o continente africano, suas milhares de diferenças e sua profunda alma religiosa, suas antigas culturas e seu fatigante caminho de desenvolvimento e de reconciliação, seus graves problemas, suas dolorosas feridas, e sua enorme potencialidade e esperança".
O papa também mostrou preocupação com as vítimas de "todas as formas de violência que, infelizmente, seguem atingindo adultos e crianças, assim como missionários, sacerdotes, religiosos e religiosas, e voluntários" na África.
Bento XVI é o terceiro papa a viajar à África, após Paulo VI e João Paulo II.
Paulo VI visitou Uganda em 1969, mas o pontífice que mais vezes pisou em solo africano foi João Paulo II, que visitou a África em 16 ocasiões.





Da EFE, em Yaoundé

domingo, 15 de março de 2009

O mundo não compreende o pecado, explica Papa

Ecclesia
O Papa Bento XVI escreveu uma mensagem em que defende que o mundo atual não compreende o pecado e perdeu o sentido do mesmo, pelo que é urgente "formar retamente a consciência" dos crentes.O Santo Padre dirigia-se ao Cardeal James Francis Stafford, penitenciário-mor e aos participantes no XX curso para o foro interno, promovido pela penitenciaria apostólica, no Vaticano.A mensagem de Bento XVI salienta que, no nosso tempo, "formar retamente a consciência dos crentes constitui sem dúvida uma das prioridades pastorais, porque na medida em que se perde o sentido do pecado, aumentam, infelizmente os sentimentos de culpa que se desejariam eliminar com remédios paliativos insuficientes".Formação de consciênciaO Papa afirma depois que, para a formação das consciências, contribuem múltiplos e preciosos instrumentos espirituais e pastorais que devem ser cada vez mais valorizados; entre eles, evidencia a catequese, a homilia, a direção espiritual, o sacramento da Reconciliação e a celebração da Eucaristia."Uma adequada catequese, salienta Bento XVI, oferece um contributo concreto para a educação das consciências estimulando-as a perceber cada vez melhor o sentido do pecado, hoje em parte descurado ou pior ainda ofuscado por uma maneira de pensar e de viver como se Deus não existisse, e que denota um relativismo fechado ao verdadeiro sentido da vida".À catequese, prossegue depois a mensagem do Papa, deve unir-se "um uso sapiente da pregação". Nesse sentido, recorda que a homilia, que com a reforma do concilio Vaticano II adquiriu o seu papel "sacramental no interior do único acto de culto constituído pela liturgia da Palavra e da liturgia da Eucaristia", é sem duvida a forma de pregação mais difusa, com a qual cada Domingo se educa a consciência de milhões de fiéis."Para formar as consciências, acrescenta depois Bento XVI, contribui também a direção espiritual, um importante serviço eclesial para o qual é necessária sem dúvida uma vitalidade interior que se deve implorar como dom do Espírito Santo mediante intensa e prolongada oração e uma preparação especifica que se deve adquirir com cuidado".

Igreja celebra um ano da morte de Chiara Lubich

Celebrou-se ontem, 14, um ano de morte da fundadora do movimento dos Focolares, Chiara Lubich, que faleceu aos 88 anos, em sua casa, na localidade de Rocca di Papa, próximo a Roma.Chiara Lubich nasceu em 1920 em Trento, na Itália. Durante a II Guerra Mundial, aos 23 anos, com algumas companheiras, iniciou a sua experiência na descoberta dos valores evangélicos e decidiu escolher Deus como ideal de sua vida.Várias iniciativas estão sendo programadas em todo mundo para comemorar Chiara, como encontros de oração, momentos de reflexão, congressos inspirados no ideal de unidade e fraternidade universal do movimento, que contarão com a presença de cristãos de várias confissões religiosas, monges budistas, líderes religiosos e autoridades civis.Na manhã deste sábado, em Roma, será celebrada uma Missa, na Basílica papal de Santa Maria Maior, pelo presidente emérito do Pontifício Conselho para a Cultura, cardeal Paul Poupard. Na parte da tarde, em Castel Gandolfo, se realizará um encontro intitulado "Com Chiara, um diálogo que continua", em que participarão líderes de várias confissões cristãs e de varias religiões.Tal encontro contará com a participação do cardeal-arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, falará sobre a relação entre João Paulo II e Chiara Lubich numa entrevista gravada para tal ocasião.
Fonte: Canção Nova Notícias

sábado, 14 de março de 2009

Dom Rafael Cifuentes é novo membro da Academia de Filosofia

Responsabilidade, pensamento filosófico, palavra da Igreja, razão e fé. Estas foram algumas das expressões citadas pelo Bispo de Nova Friburgo, Dom Rafael Llano Cifuentes, ao falar de sua nomeação como membro efetivo da Academia Brasileira de Filosofia.A cerimônia de posse será no dia 18 de março, na sede da Academia, quando ocupará a cadeira de número 16, antes pertencente a um dos maiores teólogos brasileiros, Dom Estevão Bettencourt, falecido no dia 14 de abril de 2008. Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, Dom Rafael falou sobre a grande responsabilidade, tanto por ocupar a cadeira de Dom Estevão, como por ser um dos três eclesiásticos que podem se tornar membros fixos da entidade. “É uma grande responsabilidade no sentido de levar a palavra da nossa Igreja Católica, num ambiente eminentemente pluralista. Há filósofos de todas as índoles e pensamentos. Creio que a minha presença na Academia representa uma responsabilidade muito grande, sobretudo por substituir um homem tão conhecido no país inteiro e realizador de coisas muito importantes, especialmente no contexto do Rio de Janeiro”. O bispo de Nova Friburgo explicou ainda a importância da Academia de Filosofia para a sociedade, devido à sua finalidade de resguardar a memória filosófica do Brasil e debater temas da atualidade. O trabalho do órgão se desenvolve com a apresentação pelos filósofos de suas pesquisas, em que “se procura expor o pensamento em uma espécie de tribuna do pensamento filosófico do país inteiro, ou seja, na Academia, umas da referências na intelectualidade brasileira”, complementou o bispo. Dom Rafael também se declarou surpreso com o convite para ser um membro efetivo, mas acredita que suas publicações, como os 35 livros escritos, e as conferências que ministra pelo país tenham contribuído. “São coisas que me deixam muito honrado, mas, ao mesmo tempo, penso que não sou digno. Mas procurarei estar à altura da responsabilidade”, concluiu o bispo.Cerimônia de posseMembros da Academia Brasileira de Letras e representantes dos governos municipal e estadual também estarão presentes na cerimônia de posse. O jurista e membro da Academia, Ives Gandra Martins, fará a saudação ao novo acadêmico que, em seguida, realizará um discurso sobre o tema “Razão e fé”. O foco da exposição será o homem como ser pensante e que tem necessidade de Deus. Isto é, que Deus faz parte da própria estrutura pensante do homem.
Fonte: Canção Nova

É preciso educar os cristãos à adoração eucarística, diz Papa

Rádio Vaticano
Bento XVI recebeu em audiência na manhã de hoje, 13, no Vaticano, os participantes da plenária da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos após três dias de encontro sobre a adoração eucarística.O Santo Padre ressaltou que "as comunidades cristãs precisam fundamentar sempre mais a sua fé na Eucaristia e a prática da adoração eucarística é a estrada litúrgica por excelência para atingir tal objetivo".O Papa sublinhou que a Eucaristia existe desde as origens da Igreja e graças a ela "a Igreja vive e cresce continuamente". A Eucaristia é uma infinita fonte de graça e uma "incomparável ocasião tanto para a santificação da humanidade em Cristo quanto para a glória de Deus", disse o Santo Padre.Para explicar a importância deste mistério da fé, Bento XVI recorreu a uma seqüência de citações extraídas do Magistério do Concílio Vaticano II e de seus predecessores. "Nós devemos reconhecer que a Eucaristia é um precioso tesouro, tanto na celebração da Missa quanto no culto das sagradas espécies", disse o Papa. Culto que desde sempre a Igreja realizou por meio da adoração eucarística."Na Eucaristia a adoração deve se tornar união: união com o Senhor vivo e com o seu Corpo Místico. Como eu disse aos jovens na Esplanada de Marienfeld, em Colônia, durante a Santa Missa por ocasião do XX Dia Mundial da Juventude, em 21 de agosto de 2005: "Deus não está somente diante de nós como o Totalmente Outro. Ele está dentro de nós, e nós estamos Nele", frisou o Santo Padre.Presença de Jesus na EucaristiaO Santo Padre apreciou a reflexão realizada durante a plenária em relação aos meios litúrgicos e pastorais que a Igreja de nosso tempo deve utilizar para promover a fé na presença real do Senhor na Eucaristia."Na Eucaristia se vive a transformação fundamental da violência em amor, da morte em vida; ela arrasta consigo as outras transformações. O pão e vinho se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo que são dados a nós a fim de que sejamos transformados", ressaltou o Papa.A prática da adoração eucarística necessita renovar-se e "isto pode acontecer somente por meio de um maior conhecimento do mistério e da fidelidade à tradição, a fim de incrementar a vida litúrgica de nossas comunidades", disse o Santo Padre. É importante também dar particular atenção à formação dos seminaristas e aproveitar o Tempo da Quaresma, período privilegiado de estágio espiritual:"Recordando três práticas penitenciais muito queridas da tradição bíblica e cristã, a oração, a caridade e o jejum, nos encorajamos reciprocamente a redescobrir e a viver com renovado fervor o jejum não somente como prática ascética, mas também como preparação à eucaristia e como arma espiritual para lutar contra todo o pecado. Este período intenso de vida litúrgica nos ajuda a afastar tudo aquilo que distrai o espírito e a intensificar aquilo que nutre a alma, abrindo-a ao amor a Deus e ao próximo", concluiu o Pontífice.

sexta-feira, 13 de março de 2009

CNBB se pronuncia sobre aborto de menina de 9 anos

Helen Bernardes
Canção Nova Notícias, DF

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se reuniu ontem a tarde em Brasília para conceder uma entrevista coletiva à imprensa. A CNBB se pronunciou sobre o caso do aborto da menina de nove anos em Pernambuco.

A excomunhão é uma pena prevista na lei da Igreja para restaurar o mal praticado. Foi assim que a CNBB explicou a excomunhão no caso do aborto da menina de nove anos que foi violentada no interior de Pernambuco. De acordo com o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, neste caso não se pode dizer individualmente quem foi excomungado. A pena vale para quem praticou o ato tendo a consciência de que está indo contra os princípios da Igreja.
"A criança de nove anos, com toda certeza, não sabia o que estava fazendo, muito pelo contrário, é uma pobre criança que vinha sendo explorada, violentada pelo seu próprio padrasto. A mãe, ou seja, a avó dos bebês, incorreu em excomunhão? Pelo que nós tivemos de notícias, a partir dos noticiários, da carta do pároco que acompanhou no primeiro momento, ela não queria o aborto. Ela foi de certa maneira pressionada, por uma desinformação, porque começaram a colocar na sua cabeça que ela iria perder a filha, e aí, de consequência também os bebês, se ela não autorizasse. Uma pessoa simples, que acabou sendo levada por este medo grave e pela desinformação, dizer que ela incorreu em excomunhão? Provavelmente não. Para que a pessoa incorra em excomunhão, precisa realmente saber que havia esta pena, ela precisa querer e precisa fazer".O assessor juridico canônico da CNBB, padre Enrique Pérez Pujol, também explicou que excomungar não quer dizer condenar. "Ninguém, nem o Papa, nem o bispo, nem o padre na confissão, pode dizer: você foi pro inferno. Eu posso dizer: sua atitude é uma atitude de pecado". É a primeira vez que a CNBB fala sobre o assunto, e uma das questões tratadas pelos bispos, foi o uso do aborto como uma forma de única solução. Eles destacaram que a Igreja tem a missão de defender todas as vidas e que quem viola o direito à vida, automaticamente se exclui da comunhão. O presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha disse que "o caso do estupro é gravíssimo, isso não atenua coisa nenhuma, e querer comparar qual dos dois é mais grave é uma perda de tempo, os dois são gravíssimos. Por que a Igreja declara a excomunhão para o aborto e não para o estupro? Pelo seguinte, porque na consciencia muitos estão admitindo o aborto como solução. Muitos estão lutando pela legalização do aborto. A consciência dos próprios cristãos vai se tornando muito flexível diante da gravidade do aborto. Então por isso a Igreja chama a atenção sobre isso com a questão da excomunhão. No caso do estupro não há necessidade de chamar a atenção, porque a consciência coletiva de cristãos e não-cristãos, a consciência da própria humanidade já considera este um ato abominável, todos repudiam".

Dom Dimas destacou ainda que a excomunhão pode ser revogada, em caso de arrependimento. "A excomunhão não é uma vingança, não é um capricho, mas é uma iniciativa para fins medicinais, para que a pessoa se converta e viva. Um pouco aquilo que Jesus diz no Evangelho, "se teu irmão pecar chama-o em particular, se ele não te ouvir chama duas ou três testemunhas, se ele não ouvir chama a Igreja e se ele não ouvir que seja tratado como um pecador", para que? Dirá São Paulo, para que caia em si e assim possa voltar ao caminho do Senhor".
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 11 de março de 2009

Bento XVI destaca vida e exemplo de São Bonifácio

O Papa Bento XVI encontrou-se, esta manhã, na Praça São Pedro, com os peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo, para a habitual audiência geral.
O Santo Padre continuou o quinto ciclo catequético de seu pontificado, dedicado aos grandes Escritores da Igreja do Oriente e do Ocidente da Idade Média. O papa deteve-se hoje na pessoa de São Bonifácio, o "apóstolo dos povos germânicos".
O nosso santo, que era chamado Winfrido, nasceu na Grã-Bretanha por volta do ano 675. Ainda muito jovem ingressou para o mosteiro, no qual se destacou por sua inteligência. Uma vez ordenado sacerdote, sentiu o chamado de Deus para ser missionário. Enviado à Frísia, atual Holanda, fracassou em sua primeira ação evangelizadora, por oposição do chefe local.
Sem se desanimar, dirigiu-se a Roma, onde o Papa Gregório II lhe confiou a tarefa de evangelizar os povos germânicos, dando-lhe o nome de Bonifácio. Em pouco tempo, sua obra deu resultados extraordinários. Assim, o pontífice lhe conferiu a ordenação episcopal.
São Bonifácio construiu numerosos mosteiros, que se converteram em autênticos focos de cultura e espiritualidade. Em 754, enquanto evangelizava novamente a Holanda, alguns pagãos o assassinaram na cidade de Dokkum, enquanto celebrava Missa.
Da sua vida e obras, disse por fim o papa, podemos ressaltar a centralidade da Palavra de Deus, a total comunhão com o papa e a promoção do encontro entre a cultura romano-cristã e a cultura germânica.Após a oração do Ângelus, Bento XVI fez um apelo de paz para Irlanda do Norte. Ao término da audiência geral, Bento XVI cumprimentou os presentes e concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 10 de março de 2009

Núncio fala da viagem do Papa à Terra Santa

O núncio apostólico em Israel, Dom Antonio Franco (Foto), concedeu uma coletiva de imprensa sobre a viagem do Papa Bento XVI à Terra Santa, nesta terça-feira, 10. O encontro com os jornalistas aconteceu no centro Notre Dame, onde alguns representantes da Igreja local acompanhavam Dom Antonio Franco. Depois de citar o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé e o anúncio feito pessoalmente pelo Papa no Ângelus de domingo, 8, o núncio destacou os momentos mais importantes da peregrinação de Bento XVI: as Missas campais nas cidades de Jerusalém, Belém e Nazaré, onde são aguardados de 40 a 50 mil fiéis. O Dom Antonio Franco explicou ainda que, em Nazaré, haverá o encerramento do Ano da Família, convocado pela Igreja na Terra Santa, ocasião em que o Papa abençoará a pedra fundamental de um centro para a família. Outros momentos de oração serão a peregrinação ao Cenáculo, no primeiro dia, e ao Santo Sepulcro, no último dia. Haverá ainda momentos oficiais, como a visita ao presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, e ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.O Santo Padre participará também de encontros ecumênicos e interreligiosos, entre os quais a visita ao grão-mufti de Jerusalém e a visita à Esplanada das Mesquitas. O Papa visitará ainda o museu do Holocausto, onde fará uma homenagem às vítimas. Dom Franco destacou o significado espiritual desta viagem de Bento XVI, para, como o próprio Pontífice anunciou, "pedir o dom da paz e da unidade para o Oriente Médio e para toda a humanidade". O núncio anunciou ainda que fez dois pedidos ao governo israelense, que foram acolhidos com prontidão: o primeiro, que uma delegação de cristãos possa vir de Gaza e, o segundo, que todos os cristãos tenham acesso aos locais das celebrações.
Fonte: Canção Nova

Vaticano prepara documento sobre novos meios de comunicação

Ecclesia
O Conselho Pontifício das Comunicações Sociais (CPCS), do Vaticano, está preparando um documento orientador sobre os novos desafios mediáticos, que deverá sair até final deste ano, com o objetivo de "introduzir a comunicação da Igreja no mundo do digital".O anúncio foi feito em Roma pelo presidente do CPCS, Arcebispo Claudio Maria Celli, durante um seminário para os Bispos responsáveis pela área dos media, nas conferências episcopais de todo o mundo, sobre o tema "Novas perspectivas para a comunicação eclesial. Mudanças na cultura e na tecnologia da comunicação: uma reflexão teológico-pastoral". Portugal está representado por Dom Manuel Clemente, Bispo do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.Segundo Dom Celli, esta nova Instrução pastoral seria inspirada na "Aetatis Novae", do CPCS, que foi publicada em 1992 com o intuito de situar as comunicações sociais no contexto cultural da época.Dezessete anos depois, indica o arcebispo italiano, deram-se "passos de gigante" no sistema das comunicações sociais, que exigem um novo documento. O CPCS reunirá em assembleia plenária, em Outubro deste ano.Uso das novas tecnologiasSobre o seminário que decorre em Roma, até 13 de Março, o presidente do CPCS refere que é "a primeira vez" que se faz algo do gênero, para permitir que os Bispos "adquiram um conhecimento mais profundo dos media, tomando consciência das problemáticas de caráter antropológico, humano e cultural que emergem do uso das novas tecnologias".A Igreja, acrescentou, não olha para as novas tecnologias como "instrumentos novos que pode utilizar, mas como inspiradores de uma nova cultura".A ideia de um Sínodo dos Bispos sobre as comunicações sociais já foi avançada em vários âmbitos e Dom Celli admite que poderia ser "uma boa ideia". "Nunca se sabe, veremos", aponta.Durante o encontro de Roma foi apresentada uma visão da evolução que a Internet experimentou nos últimos anos: das páginas Web e dos blogues às redes sociais (Facebook, Youtube, Flikr, Twitter, etc.).O seminário responde assim à mensagem que Bento XVI escreveu para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais de 2009 sobre o tema "Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade".DesafiosNo diálogo com os Bispos, Dom Celli reconheceu que o grande desafio para eles é o fato de não terem nascido na era digital. Um jovem prelado, da Nigéria, comentou que, neste sentido, têm a tarefa de aprender com os jovens, algo a que não estão acostumados.O presidente do CPCS insistiu no exemplo que Bento XVI deu, ao decidir estar presente com um canal oficial no Youtube (www.youtube.com/vatican). Vários cardeais já estão presentes na rede social Facebook, por exemplo.Entre os participantes do seminário estão o diretor dos serviços de comunicação do Vaticano, Padre Federico Lombardi, e o diretor do jornal L'Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian.O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, fará um discurso de encerramento na sexta-feira.Para o Arcebispo Claudio Maria Celli é essencial que "as Conferências Episcopais tenham sites interativos, porque a Igreja não pode só dar informações, mas também deve criar um diálogo".
Leia mais.: Mensagem para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais.


Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 9 de março de 2009

Canção Nova lança site em italiano

Em comemoração aos 12 anos de missão na Itália, a Comunidade Católica Canção Nova lança seu primeiro site em italiano, cantonuovo.eu. O lançamento acontece em Roma neste domingo, dia 08, durante as festividades de aniversário da missão. O site traz notícias da Igreja e do mundo, mensagens diárias do fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib; da cofundadora, Luzia Santiago e do missionário Ricardo Sá. Para a tradução do conteúdo Canção Nova para o italiano, a missão conta com a ajuda de colaboradores italianos. Segundo o responsável da missão, o missionário Sérgio Coutinho, o cantonuovo.eu é uma vitória de Deus realizada pelo esforço, sofrimento e dedicação de todos os missionários da Canção Nova que passaram pela Itália. Ao afirmar que a vitória só é bela quando é partilhada, Sérgio deixou um agradecimento a todos os membros de sua comunidade que trabalharam na missão. "Vocês deixaram semente e fundamento para o que hoje realizamos. Deus seja louvado pela vida de cada um. Agradeço aos meus irmãos missionários que ainda moram nesta missão, que Deus os recompense pelo esforço e dedicação", enfatizou. Coutinho agradeceu também os colaboradores que ajudam na tradução do conteúdo, "são sacerdotes, leigos, jovens e adultos que doam um pouco de seu tempo para a evangelização porque entenderam o que Paulo VI já havia dito em 1975: ‘No nosso século tão marcado pelo “mass media” ou meios de comunicação social, o primeiro anúncio, a catequese ou o aprofundamento ulterior da fé, não podem deixar de se servir destes meios’ (Exortação Apostólica EN 45)", concluiu. A Missa em ação de graças pelo aniversário da missão e lançamento do site será realizada na Igreja Santo André AL Quirinal, presidida pelo sacerdote da Canção Nova padre Anderson Marçal.
Fonte: Canção Nova

Vaticano disponibiliza música para a Quaresma na Internet

A Santa Sé publicou na Internet composições sacras próprias da Quaresma, com o objetivo de ajudar as pessoas a viverem o espírito de recolhimento próprio deste tempo litúrgico.Numa seção da página virtual criada para a Quaresma de 2009, é possível escutar hinos litúrgicos interpretados pela Capela Musical Sistina, o coro mais antigo neste gênero, que interpreta partes musicais nas celebrações litúrgicas do Papa.O diretor da Capela Musical Sistina, Dom Giuseppe Liberto, explica que esta música não foi composta "para um concerto ou para um espetáculo. Esta música nasce para a liturgia". Por isso, explica, esta música não se qualifica como música sacra, mas como música santa".A página quaresmal do Vaticano oferece ainda passagens interpretadas pelo Instituto Pontifício de Música Sacra de Roma, uma instituição acadêmica e científica erigida pela Santa Sé, cujo presidente é Valentín Miserachs Grau.
Fonte: Canção Nova Notícias

Papa exorta fiéis a viverem momentos de silêncio e oração

Nas palavras que precederam a oração do Angelus deste domingo, o Papa Bento XVI comentou os Exercícios Espirituais que realizou junto a seus colaboradores da Cúria Romana, como uma "semana de silêncio e oração"."A mente e o coração puderam se dedicar inteiramente a Deus, na escuta da sua Palavra, na meditação dos mistérios de Cristo", disse. Feitas as devidas proporções, explicou, foi o que aconteceu aos apóstolos Pedro, Tiago e João, quando Jesus os levou consigo para o alto de uma montanha, retirada, e enquanto rezava, ele se "transfigurou": sua face e sua pessoa apareceram luminosas, resplandecentes.A Transfiguração de Jesus, destacou o Santo Padre, foi substancialmente uma experiência de oração. "A oração, de fato, alcança o seu ápice quando se torna fonte de luz interior, quando o espírito do homem adere ao espírito de Deus, e as suas vontades se fundem para formar quase uma só coisa."Na montanha, Jesus se imergiu na contemplação do desígnio do amor do Pai, que o havia enviado ao mundo para salvar a humanidade. Naquele momento, Jesus viu aparecer diante de si a Cruz, o extremo sacrifício necessário para nos libertar do domínio do pecado e da morte. E no seu coração, mais uma vez, ele repetiu o seu "Sim"; então, a voz que saiu de uma nuvem o proclamou "o Filho amado"."Com o jejum e as obras da misericórdia, a oração forma a estrutura portante da nossa vida espiritual", afirmou.O Santo Padre então concluiu exortando os fiéis a encontrarem, nesta Quaresma, momentos prolongados de silêncio, possivelmente de retiro, para rever a própria vida à luz do desígnio de amor do Pai celeste, guiados por Nossa Senhora, mestra e modelo de oração.
Fonte: Canção Nova Notícias

quarta-feira, 4 de março de 2009

Bento XVI divulga mensagem para o Dia Mundial da Juventude

Rádio Vaticano
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, hoje, 4, a mensagem do Papa Bento XVI para o XXIV Dia Mundial da Juventude, que será celebrado, em nível diocesano, no Domingo de Ramos, 5 de abril. O tema da mensagem deste ano é extraído da Primeira Epístola de Timóteo: "Colocamos a nossa esperança no Deus vivo" (1 Tm 4,10).E é justamente a esperança o foco desta mensagem de Bento XVI. No texto, o Papa recorda o "encontro inesquecível" em Sidney, na Austrália, no ano passado, e convida para o próximo, em 2011, em Madri, capital espanhola. "A questão da esperança está, na verdade, no centro da nossa vida de seres humanos e da nossa missão de cristãos, sobretudo na época contemporânea. Todos sentimos a necessidade da esperança, não de uma esperança qualquer, mas de uma esperança firme e confiável", afirma o Pontífice. A juventude, em especial, é o tempo de esperanças, porque olha para o futuro com várias expectativas. Os questionamentos que permeiam a adolescência fazem com que os jovens se perguntem onde buscar e como manter viva no coração a chama da esperança. A experiência – escreve o Papa – demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais não bastam para garantir aquela esperança de cujo ânimo humano está em busca constante. A crise da esperança atinge mais facilmente as novas gerações que, em contextos socioculturais sem certezas, sem valores e sem sólidos pontos de referência, enfrentam dificuldades que parecem superiores a suas forças. O Papa cita os jovens feridos pela vida, condicionados por uma imaturidade pessoal, que muitas vezes é consequência de um vazio familiar, de escolhas educativas permissivas e libertárias, e de experiências negativas e traumáticas. "Para alguns – e infelizmente não são poucos – a única saída é uma fuga alienante rumo a comportamentos de risco e violentos, rumo à dependência de drogas e de álcool, e rumo a tantas outras formas de dificuldades da adolescência." Todavia, o Pontífice recorda que somente em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização: "O compromisso primeiro que envolve todos nós é, portanto, uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrirem a face autêntica de Deus, que é Amor". Citando São Paulo como testemunha da esperança, Bento XVI lembra que para o Apóstolo, a esperança não é somente um ideal ou um sentimento, mas uma pessoa viva: Jesus Cristo, o Filho de Deus.Mas como posso encontrar Jesus, hoje? Ou melhor, de que maneira Ele se aproxima de mim? A Igreja – responde o Pontífice – nos ensina que o desejo de encontrar o Senhor já é fruto da sua graça. A oração é dom do Espírito, que nos torna homens e mulheres de esperança, e rezar mantém o mundo aberto a Deus. Portanto, conclui o Santo Padre, os jovens devem dar espaço à oração: "A Igreja conta com vocês para esta exigente missão: que as dificuldades e as provas que encontrarem não os desencorajem. Sejam pacientes e perseverantes, vencendo a natural tendência dos jovens à pressa, a querer tudo e já".
Fonte: Canção Nova

domingo, 1 de março de 2009

Papa fala sobre crise econômica, jejum e santos anjos

Rádio Vaticano
Na oração mariana do Ângelus deste domingo, o Papa Bento XVI, lançou um apelo em favor dos operários da Fiat da localidade italiana de Pomigliano d'Arco, presentes na praça para "manifestar a sua preocupação com o futuro da fábrica e de milhares de pessoas que, direta ou indiretamente, dependem dela para trabalhar".
O pontífice recordou também outras situações igualmente difíceis vividas por todos os trabalhadores atingidos, no mundo inteiro, pela atual crise econômica.
"Associo-me aos bispos e às respectivas Igrejas locais ao expressar proximidade às famílias atingidas pela crise, e confio todas elas na oração à proteção de Maria Santíssima e de São José, patrono dos trabalhadores. Desejo expressar o meu encorajamento às autoridades políticas e civis, bem como aos empresários, a fim de que com a cooperação de todos se possa fazer frente a esse delicado momento. De fato, é preciso um comum e forte compromisso, recordando que a prioridade deve ser dada aos trabalhadores e às suas famílias."
Recordando o Evangelho do I Domingo da Quaresma, que apresenta Jesus no deserto tentado por satanás e servido pelos anjos, Bento XVI convidou a redescobrir o sentido do jejum que "nos ajuda a um maior domínio de nós mesmos. O pontífice exortou a romper com o pecado, a amar mais o próximo, e a fazer a vontade de Deus com mais prontidão.
De fato, a exortação de Bento XVI foi a de "romper com o pecado", e a mudar radicalmente a vida", combatendo contra toda forma de tentação e colocando a nossa confiança na misericórdia divina. Nessa luta, exortou, invoquemos a ajuda dos anjos.
O papa deteve-se sobre o significado da permanência de Jesus no deserto, tentado por satanás: "No deserto, lugar da provação, como vemos na experiência do povo de Israel, se mostra com grande dramaticidade a realidade da Kenosi, do aniquilamento de Cristo, que se despojou da forma de Deus (cfr Fil 2, 6-7). Ele, que não pecou e não pode pecar, se submete à provação e, por isso, pode sofrer a nossa enfermidade (cfr Hb 4, 15). Deixa-se tentar por satanás, o adversário, que desde o princípio se opôs ao desígnio de Deus em favor dos homens."
Em seguida, o papa ressaltou que no deserto Jesus se serviu dos anjos, "figuras luminosas e misteriosas". A presença asseguradora do anjo do Senhor acompanha o povo de Israel em todas as suas vicissitudes boas e ruins", recordou o pontífice:
"Caros irmãos e irmãs, tiraríamos uma parte notável do Evangelho se deixássemos de lado esses seres enviados por Deus, os quais anunciam a sua presença entre nós, e disso são um sinal. Invoquemos sempre os anjos, para que nos ajudem no compromisso de seguir Jesus até nos identificarmos com Ele. Pedimos a eles, em particular hoje, que vele sobre mim e sobre os colaboradores da Cúria Romana, que esta tarde, como todos os anos, iniciaremos a semana de Exercícios espirituais. Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós!"
Fonte: Canção Nova Notícias