Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Papa e Santa Sé

MENSAGEM DO PAPA PARA DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO

◊ Cidade do Vaticano, 26 out (RV) - Segue na íntegra a mensagem do Papa para o 97° Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado no domingo, 16 de janeiro de 2011.


Queridos Irmãos e Irmãs!

O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado oferece a oportunidade, a toda a Igreja, para reflectir sobre o tema relacionado com o crescente fenómeno da migração, para rezar a fim de que os corações se abram ao acolhimento cristão e trabalhem para que cresçam no mundo a justiça e a caridade, colunas para a construção de uma paz autêntica e duradoura. «Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei» (Jo 13, 34) é o convite que o Senhor nos dirige com vigor e nos renova constantemente: se o Pai nos chama para sermos filhos amados no seu Filho predilecto, chama-nos também para nos reconhecermos a todos como irmãos em Cristo.

Deste vínculo profundo entre todos os seres humanos surge o tema que escolhi este ano para a nossa reflexão: «Uma só família humana», uma só família de irmãos e irmãs em sociedades que se tornam cada vez mais multi-étnicas e intra-culturais, onde também as pessoas de várias religiões são estimuladas ao diálogo, para que se possa encontrar uma serena e frutuosa convivência no respeito das legítimas diferenças. O Concílio Vaticano II afirma que «os homens constituem todos uma só comunidade; todos têm a mesma origem, pois foi Deus quem fez habitar em toda a terra o inteiro género humano (cf. Act 17, 26); têm, além disso, o mesmo fim último, Deus, cuja providência, testemunho de bondade e desígnios de salvação se estendem
a todos» (Decl. Nostra aetate,1). Assim, nós «não vivemos uns ao lado dos outros por acaso; estamos percorrendo todos um mesmo caminho como homens e por isso como irmãos e irmãs» (Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2008, 6).

O caminho é o mesmo, o da vida, mas as situações por que passamos neste percurso são diversas: muitos devem enfrentar a difícil experiência da migração, nas suas diversas expressões: internas ou internacionais, permanentes ou periódicas, económicas ou políticas, voluntárias ou forçadas. Em vários casos a partida do próprio país é estimulada por diversas formas de perseguição, de modo que a fuga se torna necessária. Depois, o próprio fenómeno da globalização característico da nossa época, não é só um processo socioeconómico, mas comporta também «uma humanidade que se torna mais interrelacionada», superando confins geográficos e culturais. A este propósito, a Igreja não cessa de recordar que o sentido profundo deste processo sazonal e o seu critério ético fundamental são dados precisamente pela unidade da família humana e pelo seu desenvolvimento no bem (cf. Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 42).

Portanto, todos pertencem a uma só família, migrantes e populações locais que os recebem, e todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja. Aqui encontram fundamento a solidariedade e a partilha.

« Numa sociedade em vias de globalização, o bem comum e o empenho em seu favor não podem deixar de assumir as dimensões da família humana inteira, ou seja, da comunidade dos povos e das nações, para dar forma de unidade e paz à cidade do homem e torná-la em certa medida antecipação que prefigura a cidade de Deus sem barreiras.» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate,7). É esta a perspectiva com a qual olhar também para a realidade das migrações. De facto, como já fazia notar o Servo de Deus Paulo VI, «a falta de fraternidade entre os homens e entre os povos» é causa profunda de subdesenvolvimento (Enc. Populorum progressio, 66) e – podemos acrescentar – incide em grande medida sobre o fenómeno migratório. A fraternidade
humana é a experiência, por vezes surpreendente, de uma relação que irmana, de uma ligação profunda com o próximo, diferente de mim, baseado no simples facto de sermos homens.

Assumida e vivida responsavelmente ela alimenta uma vida de comunhão e de partilha com todos, sobretudo com os migrantes; apoia a doação de si aos demais, ao seu bem, ao bem de todos, na comunidade política local, nacional e mundial.

O Venerável João Paulo II, por ocasião deste mesmo Dia celebrado em 2001, ressaltou que «(o bem comum universal) abrange toda a família dos povos, acima de todo o egoísmo nacionalista. É neste contexto que se considera o direito de emigrar. A Igreja reconhece-o a cada homem no duplo aspecto da possibilidade de sair do próprio País e a possibilidade de entrar num outro à procura de melhores condições de vida. » (Mensagem para o Dia Mundial das Migrações 2001,3; cf. João XXIII, Enc. Mater et Magistra,30: Paulo VI, Octogesima Adveniens,17). Ao mesmo tempo, os Estados têm o direito de regular os fluxos migratórios e de defender as próprias fronteiras, garantindo sempre o respeito devido à dignidade de cada pessoa humana.

Além disso, os imigrantes têm o dever de se integrarem no país que os recebe, respeitando as suas leis e a identidade nacional. «Procurar-se-á então conjugar o acolhimento devido a todo o ser humano, sobretudo no caso de pobres, com a avaliação das condições indispensáveis para uma vida decorosa e pacífica tanto dos habitantes originários como dos adventícios» (João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2001, 13).

Neste contexto, a presença da Igreja, como povo de Deus a caminho na história no meio de todos os outros povos, é fonte de confiança e esperança. De facto, a Igreja é «em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano» (Conc. Ec. Vat. II, Const. Dog. Lumen gentium,1); e, graças à acção do Espírito Santo nela, «o esforço por estabelecer a universal fraternidade não é vão» (Ibid, Const. Past. Gaudium et spes, 38). De modo particular é a Sagrada Eucaristia que constitui, no coração da Igreja, uma fonte inexaurível de comunhão para toda a humanidade. Graças a ela, o Povo de Deus abraça «todas as nações, tribos, povos e línguas» (Ap 7, 9) não com uma espécie de poder sagrado, mas com o serviço superior da caridade. Com efeito, a prática da caridade, sobretudo em relação aos mais pobres e débeis, é critério que prova a autenticidade das celebrações eucarísticas (cf. João Paulo II, Carta apost. Mane nobiscum Domine, 28).

À luz do tema «Uma só família humana», deve ser considerada especificamente a situação dos refugiados e dos outros migrantes forçados, que são uma parte relevante do fenómeno migratório. Em relação a estas pessoas, que fogem de violências e de perseguições, a Comunidade internacional assumiu compromissos bem determinados. O respeito dos seus direitos, assim como das justas preocupações pela segurança e pela unidade social, favorecem uma convivência estável e harmoniosa.

Também no caso dos migrantes forçados a solidariedade alimenta-se na «reserva» de amor que nasce do considerar-se uma só família humana e, para os fiéis católicos, membros do Corpo Místico de Cristo: somos de facto dependentes uns dos outros, todos responsáveis dos irmãos e das irmãs em humanidade e, para quem crê, na fé. Como já tive a ocasião de dizer, «Acolher os refugiados e dar-lhes hospitalidade é para todos um gesto obrigatório de solidariedade humana, para que eles não se sintam isolados por causa da intolerância e do desinteresse» (Audiência geral de 20 de Junho de 2007: Insegnamenti II, 1 [2007], 1158). Isto significa que todos os que são forçados a deixar as suas casas ou a sua terra serão ajudados a encontrar um lugar no qual viver em paz e em segurança, onde trabalhar e assumir os direitos e deveres existentes no país que os acolhe, contribuindo para o bem comum, sem esquecer a dimensão religiosa da vida.

Por fim, gostaria de dirigir um pensamento particular, sempre acompanhado da oração, aos estudantes estrangeiros e internacionais, que também são uma realidade em crescimento no âmbito do grande fenómeno migratório. Trata-se de uma categoria também socialmente relevante na perspectiva do seu regresso, como futuros dirigentes, aos países de origem. Eles constituem «pontes» culturais e económicas entre estes países e os que os recebem, e tudo isto se orienta para formar «uma só família humana». É esta convicção que deve apoiar o compromisso a favor dos estudantes estrangeiros e acompanhar a atenção pelos seus problemas concretos, como as dificuldades económicas ou o mal-estar de se sentirem sozinhos ao enfrentar um ambiente social e universitário muito diferente, assim como as dificuldades de inserção. A este propósito, aprazme recordar que « pertencer a uma comunidade universitária significa estar na encruzilhada das culturas que formaram o mundo moderno» (cf. João Paulo II, Aos Bispos dos Estados Unidos das Províncias eclesiásticas de Chicago, Indianapolis e Milwaukee em visita «ad limina», 30 de Maio de 1998, 6: Insegnamenti XXI, 1 [1998], 1116). A cultura das novas gerações forma-se na escola e na universidade: depende em grande medida destas instituições a sua capacidade de olhar para a humanidade como para uma família chamada a estar unida na diversidade.

Queridos irmãos e irmãs, o mundo dos migrantes é vasto e diversificado. Conhece
experiências maravilhosas e prometedoras, assim como, infelizmente, muitas outras dramáticas e indignas do homem e de sociedades que se consideram civis. Para a Igreja, esta realidade constitui um sinal eloquente do nosso tempo, que dá mais realce à vocação da humanidade de formar uma só família e, ao mesmo tempo, as dificuldades que, em vez de a unir, a dividem e dilaceram. Não percamos a esperança, e rezemos juntos a Deus, Pai de todos, para que nos ajude a ser, cada um em primeira pessoa, homens e mulheres capazes de estabelecer relações fraternas; e, a nível social, político e institucional, incrementem-se a compreensão e a estima recíproca entre os povos e as culturas. Com estes votos, invocando a intercessão de Maria Santíssima Stella maris, envio de coração a todos a Bênção Apostólica, de modo especial aos migrantes e aos refugiados e a quantos trabalham neste importante âmbito.

Castel Gandolfo, 27 de Setembro de 2010.
BENEDICTUS PP. XVI


PAPA: TODOS PERTENCEM A UMA SÓ FAMÍLIA, MIGRANTES E POPULAÇÕES QUE OS RECEBEM

◊ Cidade do Vaticano, 26 out (RV) - Foi apresentada esta manhã, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a Mensagem do Papa para o 97º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que se realizará em 16 de janeiro de 2011, sobre o tema "Uma só família humana".

A mensagem foi apresentada pelo Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, Dom Antonio Maria Vegliò, acompanhado pelo Subsecretário do organismo, Pe. Gabriele Bentoglio.

Bento XVI ressalta na mensagem que o "Dia Mundial do Migrante e do Refugiado oferece a oportunidade, a toda a Igreja, de refletir sobre o tema relacionado ao crescente fenômeno da migração, de rezar a fim de que os corações se abram ao acolhimento cristão e trabalhem para que cresçam no mundo a justiça e a caridade, colunas para a construção de uma paz autêntica e duradoura".

"Uma só família humana, uma só família de irmãos e irmãs em sociedades que se tornam cada vez mais multiétnicas e intraculturais, onde também as pessoas de várias religiões são estimuladas ao diálogo, para que se possa encontrar uma serena e frutuosa convivência no respeito das legítimas diferenças" – frisa Bento XVI.

O Papa ressalta que muitas pessoas enfrentam a difícil experiência da migração, em suas várias expressões: internas ou internacionais, permanentes ou periódicas, econômicas ou políticas, voluntárias ou forçadas. "Todos pertencem a uma só família, migrantes e populações locais que os recebem, e todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino é universal, como ensina a Doutrina Social da Igreja" – sublinha o Santo Padre.

Recordando o Papa Paulo VI, Bento XVI afirma que "a falta de fraternidade entre os homens e entre os povos" é causa profunda de subdesenvolvimento e incide sobre o fenômeno migratório.

O Papa João Paulo II, por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, de 2001, "ressaltou que o bem comum universal abrange toda a família dos povos, acima de todo o egoísmo nacionalista. É neste contexto que se considera o direito de emigrar". A Igreja reconhece o direito a cada pessoa de sair de seu país e entrar num outro à procura de melhores condições de vida.

Bento XVI recorda os estudantes estrangeiros que também são uma realidade em crescimento no âmbito do fenômeno migratório. "Eles constituem pontes culturais e econômicas entre estes países e os que os recebem, e tudo isto se orienta para formar uma só família humana" – sublinha o Papa.

O Santo Padre encerra a mensagem convidando a não perder a esperança e a rezar juntos para que Deus "nos ajude a ser, cada um em primeira pessoa, homens e mulheres capazes de estabelecer relações fraternas" e para que nos campos social, político e institucional, aumentem a compreensão e a estima recíproca entre povos e culturas. (MJ)


PE. SAMIR: SOCIEDADES DO ORIENTE MÉDIO RESPEITEM LIBERDADE DE CULTO E JUSTIÇA

◊ Cidade do Vaticano, 26 out (RV) - Diálogo com os muçulmanos por uma sociedade não condicionada pela diversidade religiosa, mas harmonizada pela contribuição que todo credo singularmente considerado pode dar para uma pacífica convivência. Essa foi uma das pistas de "trabalho" indicadas pelo Sínodo da Igreja no Oriente Médio, concluído neste domingo.

A Rádio Vaticano pediu uma avaliação do Sínodo a um dos especialistas que participaram do encontro, o docente de História da Cultura árabe e de "Islamologia" na Universidade "San Joseph" de Beirute, no Líbano, Pe. Samir Khalil Samir.

Eis o que disse o sacerdote jesuíta:

Pe. Samir Khalil Samir:- "Os padres sinodais conseguiram abordar toda a variedade dos problemas do Oriente Médio, que incidem na vida dos cristãos e que os levam a emigrar – os que podem fazê-lo. Buscou-se ver tanto a relação com o Estado como a questão da paz na região; bem como a questão da violência e, sobretudo, a questão da comunhão interna na Igreja Católica, entre os cristãos com o ecumenismo, e com os nossos irmãos muçulmanos."

P. Quais afirmações foram feitas pelo Sínodo sobre a cooperação e o diálogo com os concidadãos muçulmanos?

Pe. Samir Khalil Samir:- "Para o muçulmano, de modo espontâneo – sendo os islâmicos a maioria absoluta, mais de 90% da população da região – é comum o anúncio do Alcorão em todas as circunstâncias. O cristão tem somente a permissão para rezar em sua igreja, mas não deve testemunhar fora a sua fé. Ora, isso para nós é inaceitável: queremos uma sociedade feita de cidadãos – ponto e basta – não de drusos, cristãos, muçulmanos xiitas ou sunitas. Todos concordamos que a fé faz parte da vida social, e isso não o negamos. Não queremos uma sociedade laica, ateia, mas queremos dizer que a religião é um fato pessoal, que incide na sociedade e, portanto, temos o direito e o dever – como os muçulmanos – de proclamar a nossa fé. E isso foi dito claramente."

P. Na mensagem final do Sínodo encontra-se um apelo à comunidade internacional a fim de que sejam aplicadas as resoluções da ONU para trazer de volta a paz ao Oriente Médio...

Pe. Samir Khalil Samir:- "A paz é a condição de fundo. Como se pode fazer a paz, a não ser com o direito e a justiça? Ora, o direito, politicamente, não é uma coisa pessoal, nem tampouco simplesmente um acordo entre dois: deve ser um acordo com a comunidade internacional, a qual é representada pela ONU. Nós dizemos, com o Santo Padre e com as pessoas de boa vontade: a paz não pode existir senão no respeito pelo direito. Embora todos saibamos que a ONU não está isenta de sofrer pressões."

P. O que se pode fazer para que este Sínodo dê frutos que fiquem na história?

Pe. Samir Khalil Samir:- "Penso que agora começa o verdadeiro trabalho: refletir, agir, e não vice-versa. Agora começa, portanto, a fase mais difícil, a de aprender a dialogar entre muçulmanos, cristãos, judeus e ateus: aprender a fazer justiça, aprender como tratar dos imigrados, aprender a aceitar o pluralismo. Como disse o Papa, no discurso final, trata-se agora de aprender a suscitar uma polifonia. Nós enfrentamos esse desafio. Somos muito diversificados. Eu sou otimista, porque sou um homem de fé." (RL)


ARCEBISPO SARAH: NÃO A POLÍTICA, MAS CRISTO SALVARÁ A ÁFRICA

◊ Cidade do Vaticano, 26 out (RV) - Daqui a menos de um mês, dia 20 de novembro próximo, Bento XVI criará 24 novos cardeais no terceiro consistório de seu Pontificado. Entre os futuros purpurados encontra-se também o Presidente do Pontifício Conselho "Cor Unum", Dom Robert Sarah, original da Guiné, nação da costa oeste da África. Entrevistado pela Rádio Vaticano, o Arcebispo nos fala de sua emoção e do significado, para o continente africano, dessa escolha do Papa:

Dom Robert Sarah:- "Estou muito comovido por ter surpreendentemente recebido essa consideração do Santo Padre, porque não sou digno de ser chamado ao cardinalato. Sinto-me honrado e buscarei servir a Igreja, servir a Deus e, sobretudo, mostrar-me sempre mais disponível a um maior empenho, a fim de que a Igreja seja mais radiante, mais fulgurante. Estou muito contente e, por isso, agradeço ao Senhor e ao Santo Padre, apesar de não ser merecedor, e prometo ser um servo para a Igreja e para o Senhor."

P. A seu ver, essa escolha pode ser, também, um sinal para o continente africano?

Dom Robert Sarah:- "É um chamado para a Igreja na África a fazer-se mais presente na sociedade africana, para levar o Evangelho, para levar Cristo e para implantar a Cruz que salva, porque somente a Cruz poderá salvar o continente africano: não a política, não a economia, mas Cristo salvará a Igreja e a sociedade africanas. Penso que esse chamado à Igreja africana deve traduzir-se num compromisso mais forte, a fim de que essa Igreja seja mais presente em nossa sociedade tão marcada por dificuldades." (RL)


Igreja no Brasil

APARECIDA RECEBE COM ALEGRIA FUTURO CARDEAL

◊ Aparecida, 26 out (RV) - A Arquidiocese de Aparecida (SP) e o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida receberam com festa nesta terça-feira, Dom Raymundo Damasceno Assis que será criado cardeal pelo Papa Bento XVI, no Consistório que se realizará em 20 de novembro próximo, no Vaticano.

Dom Raymundo participou, em Roma, do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, que se concluiu no último domingo. Sobre a recepção a Dom Raymundo eis o que nos disse o Reitor do Santuário Nacional de Aparecida, Pe. Darci Niciolli.

Antes da sua partida para o Brasil nós conversamos com Dom Raymundo sobre o seu futuro cardinalato e sobre esse momento que o Arcebispo de Aparecida está vivendo. (MJ-SJ)


Igreja na América Latina

GUATEMALA: IGREJA REITERA COMPROMISSO PELA VIDA DIANTE DA PENA DE MORTE

◊ Cidade da Guatemala, 26 out (RV) - A comunidade internacional expressou preocupação por uma resolução do Congresso da Guatemala que deposita nas mãos do Presidente da República a decisão de aplicar ou não a pena de morte por injeção letal para os condenados por tribunais de justiça.

A Igreja Católica na Guatemala, por meio da Conferência Episcopal, expressou-se várias vezes a favor da vida, um dos pontos principais de seu compromisso pastoral.

Na carta pastoral intitulada "A Glória de Deus é o homem vivo", de 20 de abril de 2007, os bispos afirmam: "A Igreja, com sua benéfica presença em todos os segmentos da sociedade, não pode renunciar à sua clara missão de ser, como o seu fundador, Jesus Cristo, fiel defensora da vida".

A União Europeia (UE), um dos maiores parceiros para o desenvolvimento da Guatemala, deplorou a resolução dos deputados locais, considerando-a um sinal preocupante enviado à comunidade internacional justamente quando se registra um consenso global em defesa da abolição universal da pena de morte.

Na Guatemala, que tentou realizar – sem resultados – a reforma do sistema judiciário e da segurança pública, existem 41 prisioneiros condenados à morte por seqüestro ou homicídio. Guatemala, Cuba e Estados Unidos são os únicos países da América em que ainda vigora a pena de morte.

Na Guatemala a pena de morte estava suspensa desde o governo do Presidente Alfonso Portillo, de 2000 a 2004. A possível retomada da pena de morte, com a iniciativa da graça presidencial adotada no último dia 5, pelos deputados, passa agora sob a responsabilidade do presidente Álvaro Colom.

A União Europeia frisou que a violência e o crime organizado são um grande problema na Guatemala e ressaltou que as autoridades desse país da América Central deveriam trabalhar pela progressiva abolição da pena de morte.

O Presidente Colom já afirmou que recusa a responsabilidade de decidir se administrará ou não a injeção letal a um condenado. A restituição ao presidente do poder de conceder ou negar a graça aos detentos condenados à morte por injeção letal foi proposta por vários partidos políticos com a motivação de combate à criminalidade que aflige a nação. (MJ)


Igreja no Mundo

SUDÃO: LÍDERES CRISTÃOS REZAM PELA REALIZAÇÃO PACÍFICA DO REFERENDO

◊ Cartum, 26 out (RV) – Os líderes cristãos do Sudão promoveram, no último fim de semana, em Rumbek, uma oração ecumênica pela realização pacífica do referendo que se realizará em 6 de janeiro de 2011 para a independência do sul do Sudão

O Bispo de Rumbek, Dom César Mazzolari, exortou o povo do sul do Sudão a aceitar Jesus como a "verdadeira e única fonte de uma paz duradoura". Dom Mazzolari também pediu ao povo sudanês para que desista da tentação de vingar e pagar o mal com o mal, acrescentando que, em virtude do referendo, a população deve permanecer fiel ao ensinamento de Cristo sobre a paz e o perdão.

Os líderes de várias denominações cristãs estão pedindo ao Espírito de Deus para que desça sobre o povo do Sudão e faça com que o referendo se realize na paz. O encontro de oração foi organizado por líderes de várias Igrejas, incluindo a diocese católica de Rumbek, a Igreja Episcopal do Sudão (ECS), a Igreja Pentecostal e a Igreja Batista.

Um funcionário da ONU James Fandus, que participou do encontro ecumênico, garantiu que a Missão das Nações Unidas no Sudão (UNMIS) está oferecendo apoio ao referendo, que tem acumulado vários atrasos devido a disputas políticas entre os partidos do norte e sul.

"O povo do sul do Sudão tem o direito de participar do referendo num contexto pacífico", disse Fandus, ressaltando o compromisso em favor da promoção da paz por parte dos funcionários do Governo e líderes cristãos sudaneses. (MJ)


Formação

O ANÚNCIO DO EVANGELHO

◊ Rio de Janeiro, 26 out (RV) - A exortação apostólica “Evangelii Nuntiandi” do Santo Paulo VI, publicada na seqüência do Sínodo sobre a Evangelização, é um documento indispensável para compreender e realizar uma autêntica evangelização do mundo atual. Neste sentido, em momentos em que querem calar a voz dos cristãos, tentando proibir cidadãos brasileiros de exercer o direito de expressar as suas convicções que, além de atualizar os valores humanos, também são inspirados no Evangelho que ilumina a Vida, também defendendo a vida desde o ventre materno até o seu termo natural, queremos reafirmar que a missão da Igreja é evangelizar, propondo a todos uma boa notícia contando com a assistência do Espírito Santo de Deus, que é quem dirige a Igreja de Cristo.

Nesse documento destacam-se duas idéias basilares desta exortação, que são a relação íntima entre a evangelização e a vida do dia a dia e os laços profundos entre a evangelização e a promoção humana que para o Papa Paulo VI são de três ordens: antropológica (o homem que há de ser evangelizado não é um ser abstratos, mas é sim um ser condicionado pelo conjunto dos problemas sociais e econômicos); teológica (não se pode nunca dissociar o plano da criação do plano da redenção, um e outro a abrangerem as situações bem concretas da injustiça que há de ser combatida e da justiça a ser restaurada) e evangélica (que é da ordem da caridade: como se poderia, realmente, proclamar o mandamento novo sem promover na justiça e na paz o verdadeiro e o autêntico progresso do homem?)

Pode-se dizer ainda que a evangelização implica em três aspectos essenciais: o primeiro é a renovação interior da humanidade: A finalidade da evangelização, portanto, é precisamente esta mudança interior; e se fosse necessário traduzir isso em breves termos, o mais exato seria dizer que a Igreja evangeliza quando, unicamente firmada na potência divina da mensagem que proclama, ela procura propor a conversão ao mesmo tempo da consciência pessoal e coletiva dos homens, a atividade em que eles se aplicam, e a vida e o meio concreto que lhes são próprios.

Já o segundo aspecto fala sobre a transformação dos critérios e estilos de vida: para a Igreja não se trata apenas de pregar o Evangelho a espaços geográficos cada vez mais vastos ou populações maiores em dimensões de massa, mas de chegar a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação.

Por fim, o terceiro aspecto nos fala de uma conversão radical: importa evangelizar, não de maneira decorativa, como que aplicando um verniz superficial, mas de maneira vital, em profundidade e isto até às suas raízes, a civilização e as culturas do homem, numa verdadeira inculturação, pois o Evangelho e a evangelização, independentes em relação às culturas, não são necessariamente incompatíveis com elas, mas susceptíveis de as impregnar a todas sem se escravizar a nenhuma delas. Por isso, conclui Paulo VI, a ruptura entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida o drama da nossa época, como o foi também de outras épocas. Isso foi muito bem apresentado no Documento de Aparecida quando recorda que a mudança de época atual é cultural.

O Papa Paulo VI apresenta nesse documento sobre a Evangelização os meios mais adequados ao apostolado: o testemunho de vida, o anúncio explícito feito de uma forma uma viva e atraente e a adesão vital numa comunidade eclesial. Note-se a prioridade dada ao testemunho, particularmente para a nossa juventude que procura a Igreja e o jeito de viver a fé particularmente à partir do testemunho de nossos evangelizadores. É famoso esse tema: os homens de hoje escutam muito mais as testemunhas que os mestres e, se escutam os mestres, é porque são testemunhas!

Assim sendo, a evangelização é um processo complexo em que há variados elementos: renovação da humanidade, testemunho, anúncio explícito, adesão do coração, entrada na comunidade, aceitação dos sinais e iniciativas de apostolado.

É, por isso, que as técnicas da evangelização são boas, obviamente; mas, ainda as mais aperfeiçoadas não poderiam substituir a ação discreta do Espírito Santo. A preparação mais apurada do evangelizador nada faz sem Ele. De igual modo, a dialética mais convincente, sem Ele, permanece impotente em relação ao espírito dos homens. E, ainda, os mais bem elaborados esquemas com base sociológica e psicológica, sem Ele, em breve se demonstram desprovidos de valor, porque o Espírito Santo é o agente principal da evangelização: é ele, efetivamente que impele para anunciar o Evangelho, como é Ele que no mais íntimo das consciências leva a aceitar a Palavra da salvação. Mas pode dizer-se igualmente que Ele é o termo da evangelização: de fato, somente Ele suscita a nova criação, a humanidade nova que a evangelização há de ter como objetivo.

Nestes atuais tempos é muito bom recordar esse documento conclusivo do Sínodo sobre a Evangelização e, com as realidades atuais, vivermos com o entusiasmo a nossa vida de discípulos missionários, para que em Cristo, todos tenham vida e a tenham em abundância! É muito importante neste mês e dia mundial das missões termos bem claro essa nossa missão e a sua importância para o mundo atual, pois as pessoas tem o direito de conhecer a Salvação e isso interessa a todos, e tem conseqüências na sociedade levando à verdadeira justiça e construindo a paz..

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


OS JOVENS E CRISTO

◊ Rio de Janeiro, 26 out (RV) - No Domingo das Missões quando somos chamados a abrir a nossa vida ao apostolado animado para pregar o Evangelho até os confins da terra, comemoramos neste ano, no Brasil, o Dia Nacional da Juventude. O Papa nos recorda que a “construção da comunhão eclesial é a chave da missão” e a nossa Conferência Episcopal mostra que é importante a “Missão e Partilha” e em especial para a Juventude que, ao comemorar 25 anos do DNJ, deseja continuar lutar contra a violência e o extermínio dos jovens: “juventude, muita reza, muita luta, muita festa em marcha contra a violência”.

O clima de trabalho missionário com a juventude, principalmente através do “Setor Juventude” se direciona também para a próxima Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no próximo ano em Madri, na Espanha para que, com esse evento, possam os jovens viver «Enraizados e edificados n'Ele... firmes na fé» (cf. Cl 2, 7).

Em um mundo marcado pela pós-modernidade, vê-se que os jovens de hoje buscam para as suas vidas modelos e referências. Essa busca é uma grande oportunidade de colocá-los em contato com o modelo supremo, Jesus Cristo. A Igreja no Brasil está vivendo mais um Dia Nacional da Juventude.

O documento de nossa Conferência Episcopal sobre a “Evangelização da Juventude” afirma que, com criatividade pastoral, que o importante é apresentar Jesus Cristo dentro do contexto em que o jovem vive hoje e como resposta às suas angústias e aspirações mais profunda. Um Jesus que caminha com o jovem, como caminhava com os discípulos de Emaús, escutando, dialogando e orientando.

Esse documento lança luzes sobre o contexto de incertezas e dificuldades em que vive o jovem hoje no Brasil. O recenseamento geral da população feito em 2000 revelava que no Brasil havia 34 milhões de jovens, considerando a faixa etária entre 15 e 24 anos. O número se elevava a 47 milhões de jovens se se acrescentasse também a faixa dos 25 aos 30 anos de idade.

Segundo afirma esse estudo, a maioria dos 34 milhões de jovens brasileiros representa um dos segmentos populacionais mais fortemente atingidos pelos mecanismos de exclusão social. O censo de 2000 revelava que a maioria dos jovens brasileiros, 56,7%, vivia em famílias que tinham uma renda per capita mensal menor do que um salário mínimo (pouco menos de 170 dólares americanos hoje). Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que o desemprego atinge cerca de 20% dos jovens.

O texto da CNBB afirma que, entre os principais problemas que os jovens enfrentam hoje, estão a disparidade de renda, o acesso restrito à educação de qualidade e frágeis condições para a permanência nos sistemas escolares, o desemprego e a inserção no mercado de trabalho. Há ainda o envolvimento com drogas lícitas (álcool, tabaco) e ilícitas, a gravidez na adolescência, a violência no campo e na cidade, a intensa migração, as mortes por causas externas (homicídio, acidentes de trânsito e suicídio), o limitado acesso às atividades esportivas, lúdicas e culturais.

Diante de todo esse quadro de adversidades é que propomos a formação do jovem que seja discípulo de Jesus, pois o discípulo se compromete com coerência de vida e ação na transformação dos sistemas políticos, econômicos, trabalhistas, culturais e sociais que mantêm na miséria espiritual e material milhões de pessoas em nosso continente.

Neste ano o Dia Nacional da Juventude, como me referi acima, comemora a sua vigésima quinta edição com o tema: “Juventude: muita reza, muita luta, muita festa, em marcha contra a violência”. Neste contexto jubilar queremos louvar e agradecer a Deus a tantos quantos jovens se empenham pelo anúncio do Evangelho. Que o rosto jovem e bonito da Igreja pelos grupos de jovens sejam cada vez mais motivados para sua atuação, formando vidas que são doadas para a construção do Reino de Deus, na construção de ações concretas em prol da defesa dos direitos da juventude levando os jovens a serem verdadeiros discípulos-missionários de Jesus Cristo. Jovem que reza, jovem de trabalha, jovem que marcha sempre em favor do Evangelho da Vida. O Papa Bento XVI, na audiência para o Regional Leste 1, ao recordar esse rosto nos chamou a um trabalho ainda mais eficaz com a Juventude.

O jovem é convidado por Jesus, assim como todo cristão, a ser discípulo. O convite é pessoal: Vem e segue-me (Lc 18,22). E quem se torna discípulo de Jesus transforma-se em portador de sua mensagem, ou seja, em missionário de seu amor. O encontro com Jesus não é algo abstrato. É necessário mostrar aos jovens os lugares e os momentos concretos nos quais é possível encontrá-lo como a Sagrada Escritura; a Liturgia, e, sobretudo a Eucaristia; a comunidade reunida em seu nome, os irmãos e irmãs, especialmente os mais necessitados, nos quais Jesus Cristo está misteriosamente presente.

Por isso, no âmbito de nossa Arquidiocese, quero convidar todos os jovens a se entusiasmarem e enamorarem de Jesus Cristo, alimentados pelo Evangelho e, tendo como conseqüência a ação apostólica buscando proclamar Jesus através da vida empenhada pelo Reino de Deus. Que a juventude seja a aurora e a esperança de uma Igreja que é jovem, porque Jesus é jovem e coloca o seu vigor em favor de nossas vidas e da animação de nosso empenho missionário! Jesus, sempre jovem, nos chama e convoca para Segui-lo e Testemunhá-lo. Jovem, vinde e vede!

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Atualidades

PE. ADOLFO NICOLÁS: NECESSIDADE DE NOVA LINGUAGEM PARA EXPRESSAR HOJE EXPERIÊNCIA CRISTÃ

◊ Cidade do Vaticano, 26 out (RV) - A sociedade europeia está cada vez mais "envelhecida" e "arrogante". A Europa impressiona pela "antiguidade" das pessoas, dos edifícios, das culturas, da história, "das disputas e das desconfianças entre as nações".

Foi o que afirmou numa entrevista concedida ao serviço eletrônico de informação dos jesuítas, o Prepósito Geral da Companhia de Jesus, Pe. Adolfo Nicolás.

O que impressiona é também a grande "segurança" que os europeus têm de si mesmos e de suas opiniões – acrescentou. Na Ásia – onde o Prepósito Geral dos jesuítas desempenhou grande parte de sua missão pastoral – essas atitudes são consideradas "arrogantes".

Pe. Nicolás observou que tais atitudes são "compreensíveis" no contexto europeu, mas "injustificáveis" no contexto mundial. "É verdade que o europeu conhece muitas coisas, porém não conhece tudo." Conhece pouco de outros mundos "igualmente reais quanto a velha Europa", afirmou, ademais, Pe. Nicolas, cujas palavras foram veiculadas em matéria no jornal vaticano "L'Osservatore Romano".

Em seguida, o Prepósito Geral da Companhia de Jesus, que recentemente visitou vários países europeus, recordou os desafios que se apresentam para os jesuítas e os cristãos da Europa:

A secularização, o diálogo com um Islã numericamente sempre mais forte, e a necessidade de encontrar uma linguagem nova para expressar e comunicar adequadamente a experiência cristã.

O primeiro desafio – explicou Pe. Nicolás – consiste em colher o significado da vida cristã numa sociedade sempre mais secularizada. Além disso, em segundo lugar, é necessário compreender as modalidades da relação com os fiéis muçulmanos, a partir "da fraternidade, do acolhimento, da ajuda necessária" para que todos possam caminhar "numa nova harmonia, de modo criativo".

O terceiro desafio consiste na exigência de adotar uma nova linguagem mais flexível e capaz de expressar a riqueza "da experiência religiosa para a humanidade de hoje". As diferenças que podem ser encontradas nos vários continentes, embora sejam importantes, não são determinantes para a fé.

"Todos sofremos do mesmo modo e todos crescemos como pessoas" – observou Pe. Nicolás. "E nesta mescla de igualdades e diferenças, como religiosos e como jesuítas, todos nos encontramos tendo que enfrentar os mesmos desafios para crescer na estatura de Cristo." Nesse sentido, "o chamado de Cristo é igualmente difícil e de igual modo atraente para todos os povos".

Por fim, o Prepósito Geral dos jesuítas recordou a lição de fé que nos chega das comunidades cristãs do Oriente Médio, no centro do Sínodo dos bispos para essa região, concluído neste domingo com a santa missa presidida pelo Pontífice.

A diversidade de muitas comunidades espalhadas pelo mundo é um convite "a refletir sobre a grande profundidade de fé e de experiência que nos une". "E é, finalmente, um convite a se descobrir caminhos cristãos de comunhão, de serviço e de esperança" – concluiu. (RL)

© Rádio Vaticano 2010

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