Papa e Santa Sé
SÍNODO PEDE LIBERDADE RELIGIOISA PARA ORIENTE MÉDIO
◊ Cidade do Vaticano, 14 out (RV) - Prosseguem os trabalhos da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio iniciados domingo passado, dia 10. Com o tema "A Igreja Católica no Oriente Médio: comunhão e testemunho. A multidão dos que haviam crido era um só coração e uma só alma" (At 4, 32), o encontro sinodal se concluirá no dia 24 deste mês. Cento e oitenta e cinco padres sinodais participam do encontro.
Estiveram no centro da VI Congregação Geral dos trabalhos sinodais desta manhã – realizada na presença do Papa – entre outros, os temas da igualdade de direitos e do reforço dos sistemas de comunicação.
Nós, fiéis da atormentada região do Oriente Médio, temos o direito de esperar e esperamos muito deste Sínodo: foi o que os bispos disseram em alta voz, reiterando que a região do Oriente Médio alterna páginas sombrias com momentos de luz.
De fato, se no Líbano a Igreja tem um papel primordial e em certos Países do Golfo se contam novas igrejas e na Arábia Saudita se encorajam encontros inter-religiosos, é também verdadeiro que onde o Islã é religião de Estado, falta liberdade religiosa, as leis sobre a imigração são restritivas e os sacerdotes são poucos.
Como conciliar tudo isso com a tolerância da qual fala o Alcorão, se falta liberdade de consciência e os cidadãos não são todos iguais perante a lei? – perguntam-se os padres sinodais. Nesse contexto, é importante, portanto, relançar também os sistemas de comunicação que favoreçam o conhecimento recíproco.
Foi ressaltada a necessidade de se dar espaço à formação para os meios de comunicação não somente aos leigos, mas também aos seminaristas, em particular no que diz respeito à cultura digital, presente também nas diversas nações do Oriente Médio.
Outro tema candente tratado na Sala sinodal foi o da evangelização da família, muitas vezes atacada pela cultura ocidental que fala de divórcio e de contraceptivos. Portanto, o núcleo familiar deve ser recuperado como Igreja doméstica, fulcro da transmissão da fé.
Em seguida, os bispos fizeram uma autocrítica: os cristãos não conhecem bem o Evangelho e as nossas divisões causam dúvidas e sofrimentos. Como os fiéis podem ver uma Igreja que não está em comunhão?
É chegado o momento, então, de caminhar juntos para o bem do povo de Deus, porque a questão ecumênica no Oriente Médio é um dos principais desafios para a Igreja de hoje.
-Por isso, o Sínodo sugere a criação das "Jornadas Ecumênicas do Oriente Médio", a exemplo das "Jornadas Mundiais da Juventude".
Os padres sinodais discutiram, ainda, a questão das migrações, ressaltando que os migrantes são muitas vezes "crucificados" entre os países de origem e os de acolhimento. Em seguida, foi evidenciada a necessidade de encorajar os cristãos dos Oriente a permanecerem em seus países, porque a presença deles não é uma casualidade, mas a vontade de Deus.
Por outro lado, porém, a emigração justificada é um direito inalienável, condizente com o respeito da liberdade e da dignidade humana.
A esse propósito, nas discussões e reflexões dos padres sinodais emergiu um conceito fundamental: é preciso passar do conceito de ajuda aos cristãos do Oriente Médio ao conceito de desenvolvimento, para radicá-los em suas terras.
Por fim, foi feita aos padres sinodais a saudação do Presidente emérito do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, Cardeal Roger Etchegaray, que fez votos de que o Sínodo olhe também para o Extremo Oriente, para fazer de modo que a Palavra de Deus seja conhecida também naquelas regiões. (RL)
SÍNODO: GUERRA AMEAÇA PRESENÇA CRISTÃ NO ORIENTE MÉDIO
◊ Cidade do Vaticano, 14 out (RV) – Continuaram na manhã desta quinta-feira os trabalhos do Sínodo dos Bispos dedicado ao Oriente Médio, em andamento no Vaticano sobre o tema da “comunhão e testemunho". Na manhã de hoje realizou-se a VI Congregação Geral, na presença do Santo Padre.
O Patriarca da Antioquia dos greco-melquitas e Arcebispo de Damasco (Síria), Sua Beatitude Gregorios III Laham, assinalou em seu discurso nos dias passados que “a presença cristã no mundo árabe está ameaçada pelos ciclos de guerra que se abatem sobre esta região, berço do cristianismo”.
“A causa principal é o conflito israelense-palestino: os movimentos fundamentalistas, o movimento Hamas e Hezbollah são as conseqüências deste conflito, como o são também as discórdias internas, o lento desenvolvimento, o nascimento do ódio, a perda de esperança entre os jovens, que representam 60 por cento da população dos países árabes”.
O Arcebispo explicou que “uma das conseqüências mais perigosas do conflito israelense-palestino é a emigração dos cristãos, que fará da sociedade árabe uma sociedade de uma só cor, unicamente muçulmana frente a uma sociedade européia chamada cristã”.
“Se isto ocorresse e Oriente se esvaziasse de seus cristãos, isso significaria que qualquer ocasião será propícia para um novo choque de culturas, de civilizações e inclusive de religiões, um choque destrutivo entre o Oriente árabe muçulmano e o Ocidente cristão”, concluiu. (SP)
SÍNODO: DOM RAYMUNDO DAMASCENO FALA DOS TEMAS
◊ Cidade do Vaticano, 14 out (RV) – Conrtinuam no Vaticano os trabalhos do Sínodo dos Bispos dedicado ao Oriente Médio, sobre o tema da “comunhão e testemunho”. Um dos Padre Sinodais é o Arcebispo de Aparecida e Presidente do Celam, Dom Raymundo Damasceno Assis que conversou com Rádio Vaticano sobre os temas em discussão. (SP)
DOM BOGHOSSIAN FALA DE SUA PARTICIPAÇÃO NO SÍNODO
◊ Cidade do Vaticano, 14 out (RV) - Prossegue, no Vaticano, a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio sobre o tema da "comunhão e testemunho".
A Rádio Vaticano conversou com o salesiano brasileiro Dom Vartan Waldir Boghossian, Exarca do Exarcado Apostólico para os fiéis de Rito Armênio residentes na América Latina e México, sobre sua participação no Sínodo dos Bispos. (MJ)
REPRESENTANTE VATICANO NA ONU: FUNDAR DIREITO NA LEI MORAL NATURAL
◊ Nova Iork, 14 out (RV) - "O Estado de direito é o fundamento para o desenvolvimento, a paz e a segurança" dos povos e dos países. Foi o que disse nesta quarta-feira o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Francis Assisi Chullikatt, em seu pronunciamento na 65ª sessão da Assembleia da ONU, em Nova York.
"Inteligência humana, inteligibilidade da natureza e da história e respeito incondicionado pela dignidade": essa "combinação" deveria permitir promulgar "leis justas, que sirvam e protejam o bem comum da família humana".
Mas "a lei não é simplesmente o resultado das deliberações jurídicas civis", "deve também compreender a lei moral natural, que de fato não é outra coisa senão o reconhecimento de todas as consequências sociais da dignidade humana". Daí, o pedido dirigido aos órgãos legislativos e judiciários, tanto a nível nacional quanto internacional, a considerarem essa "verdade universal".
O chefe da delegação vaticana observou que "hoje os órgãos legislativos e judiciários muitas vezes não consideram essa base essencial de seu trabalho", concentrando-se "somente na percepção empírica das circunstâncias humanas e nas questões de procedimentos concernentes à criação e aplicação da lei".
Essa "visão positivista e utilitarista do Direito dá lugar à transformação de interesses privados ou desejos em leis que conflitam com os deveres derivantes da responsabilidade social". Mais que um "verdadeiro Estado de direito", disso resulta um "direito por lei".
Em nível internacional, Dom Chullikatt louvou a contribuição oferecida por organismos internacionais para afirmar os direitos dos trabalhadores e dos migrantes, e "para criar uma ordem global mais justa que favoreça a compreensão entre as nações".
Por isso, o arcebispo indiano recomendou que se continue trabalhando para reformar o mandato das principais instituições financeiras multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM), e o novo Financial Stability Board (FSB).
O representante da Santa Sé fez votos de uma participação equânime de todos os países na administração financeira mundial e de uma maior ligação entre as instituições financeiras e a Assembleia Geral da ONU. Expressou satisfação também pelos progressos feitos nos últimos anos pelo sistema penal internacional. (RL)
Igreja no Brasil
CNBB ELOGIA POVO BRASILEIRO
◊ Brasília, 14 out (RV) - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou no último final de semana uma nota sobre o momento eleitoral que vive o país onde “congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da cidadania na realização do primeiro turno das eleições” e na qual os prelados exortam os fiéis católicos “a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana” neste segundo turno das eleições. A nota foi assinada por Dom Geraldo Lyrio Rocha, Dom Luiz Soares Vieira e Dom Dimas Lara Barbosa, respectivamente Presidente, Vice-presidente e Secretário-geral do organismo.
“A CNBB, por meio de sua Presidência, congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da cidadania na realização do primeiro turno das eleições gerais, quando foram eleitos os representantes para o Poder Legislativo e definidos os Governadores de diversas unidades da Federação, bem como o nome daqueles que serão submetidos a novo escrutínio em 2º turno, para a Presidência da República e alguns governos estaduais e distrital”, afirmam os bispos brasileiros.
Congratulando-se também pelos frutos benéficos decorrentes da aprovação da Lei da Ficha Limpa, os prelados também expressam que “lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica – tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. Certamente, é direito – e, mesmo, dever – de cada Bispo, em sua Diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã”.
Na nota a CNBB recorda que “é um organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de planejamento orgânico da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária”.
Assim os prelados também esclarecem “falam em nome da CNBB somente a Assembléia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência”. “Recordamos novamente que, da parte da CNBB, permanece como orientação, neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País, a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada este ano em sua 48ª Assembléia Geral”, afirma o comunicado da Conferência Episcopal.
“Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão. Diante de tão grande responsabilidade, “exortamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana”, destacaram os prelados que concluem seu documento “confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida” invocando “as bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro”. (SP)
Igreja na América Latina
HAITI: ASSASSINADO COLABORADOR DA CARITAS
◊ Porto Príncipe, 14 out (RV) - Tristeza e consternação entre os voluntários da Caritas que trabalham no Haiti por causa do assassinato de Julien Kénord, colaborador haitiano da Caritas Suíça, que foi morto em Porto Príncipe, com tiros de revólver disparados por um desconhecido no último dia 8 de outubro. “Pessoa leal e muito dedicada ao seu trabalho, Julien ajudava as vítimas do terremoto a reconstruir suas vidas. Fará muita falta aos seus colegas”: assim o recorda Lesley-Anne Knight, Secretária Geral da Caritas International, ouvida pela agência Misna.
Segundo a reconstrução fornecida pela Caritas, o jovem colaborador humanitário tinha acabado de retirar dinheiro de um banco: já dentro do seu carro foi atingido por vários tiros, morrendo pouco depois no hospital devido aos ferimentos. “A única hipótese feita até o momento é que o jovem foi assassinado com a finalidade de roubá-lo”, disseram fontes da Caritas International.
Um inquérito judicial foi aberto imediatamente, mas ainda não surgiram novas informações. Caritas trabalha no Haiti há muitos anos e começou a levar ajudas às vítimas do terremoto de 12 de janeiro último, logo após a catástrofe. Nos primeiros seis meses de atividade forneceu, entre outras coisas, ajudas alimentares, água, abrigos, cuidados médicos. (SP)
CHILE ENCERRA OPERAÇÃO DE RESGATE DE MINEIROS
◊ Copiapó, 14 out (RV) - Encerrou-se com sucesso a operação de resgate dos 33 mineiros que ficaram presos durante 70 dias na mina de San José, no deserto do Atacama, no Chile. A operação durou mais de 25 horas e foi concluída sem incidentes.
Seis socorristas desceram à mina para ajudar na preparação da retirada dos mineiros. A operação foi iniciada às 23h18 da última terça-feira, dia 12, com a descida do socorrista Manuel González Pavez, e só terminou às 0h32 desta quinta-feira, 14, quando o sexto e último socorrista que ajudou na retirada dos mineiros chegou à superfície.
Com a chegada da cápsula à superfície, uma sirene tocou por alguns segundos e foi feito um anúncio formal de que todos tinham sido resgatados e estavam em boas condições.
A cada mineiro que chegava à superfície, a equipe de resgate e familiares comemoravam sua chegada e os mineiros, muito emocionados, eram levados ao hospital onde estão sendo submetidos a uma bateria de exames médicos. (MJ-GLOBO)
Igreja no Mundo
CHINA DÁ IMPORTÂNCIA AO PAPEL DA RELIGIÃO NA HARMONIA SOCIAL
◊ Pequim, 14 out (RV) - O presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPCh), Jia Qinglin, afirmou, nesta quinta-feira, em Pequim, que a China dá grande importância ao papel desempenhado pela religião na promoção da harmonia social e ao papel positivo das personalidades e religiosos no desenvolvimento socioeconômico.
Jia Qinglin fez tal afirmação no encontro com a delegação da Liga Mundial Islâmica, realizado na capital chinesa. Ele disse que a China tem prestado atenção no papel importante desempenhado pelos países islâmicos, respeita suas características religiosas e culturais, e espera fortalecer suas relações amistosas com a Liga.
Jia apresentou ainda, a situação do desenvolvimento socioeconômico da Região Autônoma de Uigur, em Xinjiang, e disse acreditar que a região já entrou em fase de rápido desenvolvimento econômico, com os conseqüentes benefícios para o povo local.
Concluindo, ressaltou que o Governo chinês persiste sempre na política de liberdade de crença religiosa e fornece garantias jurídicas para que tal liberdade possa existir. (AF)
BISPO MARFINENSE: CATÓLICOS, VOTEM EM CANDIDATOS HONESTOS
◊ Abidjan, 14 out (RV) - O Arcebispo de Abidjan, Costa do Marfim, Dom Jean-Pierre Kutwa, pediu aos católicos para que votem em candidatos capazes e honestos nas eleições presidenciais do próximo dia 31.
"O fiéis precisam se preparar também espiritualmente para escolher candidatos competentes, autênticos e dotados de um mínimo de cultura política, mas, sobretudo, desejosos de promover o desenvolvimento da Costa do Marfim, e distinguir as promessas realistas dos discursos vazios" – foi o apelo lançado pelo arcebispo.
"Quem escolher cientemente uma pessoa que não está à altura da tarefa a ser cumprida se tornará responsável por uma operação que pode fazer com que o país fique para trás" – sublinhou ainda o prelado.
Dedicação, espírito de serviço, prudência e honestidade, são as qualidades morais, segundo Dom Kutwa, que os eleitores deverão buscar nos candidatos.
O prelado recordou que os partidos são instrumentos criados e organizados para servir o povo através do exercício do poder na gestão de assuntos políticos. "O voto é um ato repleto de conseqüências que deve ser realizado em plena liberdade e verdade" – ressaltou o arcebispo.
Nestes dias Dom Kutwa visitou as paróquias da capital para exortar os fiéis à paz e partilhar a convicção de que a paz está ao alcance de todos os marfinenses, depois de oito anos de instabilidade política e violência.
O país foi envolvido numa grave crise política que paralisou as instituições desde 2002 e provocou várias tentativas de golpe de Estado. (MJ)
CARITAS EUA: INSEGURANÇA ALIMENTAR AFETA ZIMBÁBUE
◊ Harare, 14 out (RV) - A 'Catholic Relief Services', Caritas dos Estados Unidos, publicou uma nota afirmando que mais de um milhão e trezentos mil zimbabuanos precisarão de ajuda alimentar a partir de janeiro de 2011.
Na recente apresentação, em Harare, do projeto 'Promoting Recovery in Zimbabwe' (Promover a recuperação em Zimbábue), o vice-ministro de Assuntos Sociais e do Trabalho, Tracy Mutinhiri, disse que em Zimbábue continuam elevados os níveis de desnutrição crônica.
Segundo o 'National Nutrition Survey', recente estudo nacional sobre nutrição, 36% de crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crônica. "Torna-se urgente, ressalta o organismo católico, trabalhar pela segurança alimentar das famílias, além de reforçar a parceria entre Estado e organizações não-governamentais a fim de melhorar a produtividade agrícola e a segurança alimentar em Zimbábue".
Num comunicado, o porta-voz da 'Catholic Relief Services', Paul Townsend, sublinha que "uma família pode ser considerada segura do ponto de vista nutricional, se possui acesso suficiente a alimentos que lhe permita levar uma vida saudável e produtiva".
O projeto 'Promoting Recovery in Zimbabwe' pretende melhorar a qualidade de vida de 90 mil famílias em oito distritos do país. O objetivo é melhorar o conhecimento dos agricultores sobre a produção de alimentos. (MJ)
CHINESES RECORDAM ABADE KELLY
◊ Roma, 14 out (RV) - Os sacerdotes e religiosas da China continental recordaram com grande emoção o Abade Timothy Thomas Kelly, responsável pela Abadia de Saint John's Collegeville, Minnesota (Estados Unidos), como benfeitor e amigo da comunidade católica chinesa continental, especialmente dos sacerdotes e religiosos chineses, muitos dos quais estudaram na sua Abadia. O abade Kelly morreu no último dia 7 de outubro, com a idade de 76 anos, em consequência de um câncer no esôfago. Segundo as informações do seu mosteiro, o funeral foi celebrado oontem na igreja da abadia. Em várias dioceses da China, especialmente onde existem sacerdotes e religiosas que o conheciam, foram celebradas Missas em sufrágio.
Entre os numerosos testemunhos que chegaram à Agência Fides, um sacerdote destacou: “Estamos seguros de que agora temos um intercessor no céu diante do Senhor e no Paraíso, que ama a Igreja na China”. Outro padre disse: “Ele é o meu exemplo de sacerdote, um homem de grande santidade”. Por muitos anos, o abade Kelly acolheu na Abadia de Saint John os sacerdotes, seminaristas e religiosas da China continental, “como um verdadeiro pai”.
Alguns deles contam: "tinha grande compaixão, amor, cuidado e apoiava a Igreja na China, e ajudava a Igreja e a sociedade norte-americana a conhecer o verdadeiro rosto da Igreja da China e da sociedade chinesa, promovendo também com grande amor, o intercâmbio cultural entre a China e os Estados Unidos”. Ele tinha “sonhos chineses” como por exemplo uma publicação católica, a tradução de textos teológicos, a formação de seminaristas, sacerdotes e religiosas. Ele deu vida à “Fundação para a tradução teológica” para atender às necessidades urgentes da Igreja na China e, durante suas muitas viagens à China “deixou seu amor, sua disponibilidade, sobretudo a sua marca como um homem de Deus”. (SP)
CERTEZA CRISTÃ
◊ São José do Rio Preto, 14 out (RV) - O mundo é das incertezas. Não podemos ter plena segurança na fidelidade das pessoas. O que conta e nos dá a plena firmeza é a fé. É o caminho da certeza da justiça divina. Só quem acredita em Deus consegue viver de mãos erguidas e de confiança num mundo melhor.
Moisés teve uma atitude bonita. Colocou-se na posição de súplica a Deus pedindo para que seu povo vencesse na guerra. Mesmo na condição de chefe, sentiu seus limites e passou a confiar na força de Javé. Enquanto permanecia de mãos erguidas para o alto, seu povo vencia na luta.
No mundo dos mortais, não basta às pessoas terem conhecimento teórico e técnico. Nem sempre a ciência e a prática conseguem emitir uma certeza total. Estamos na condição temporal, no mundo que deve ser sempre construído e caminhar na busca da perfeição da obra da criação.
Corremos o risco do endeusamento de nós mesmos. Só Deus é perfeito e capaz de nos dar plena segurança e certeza. Aqui está o sentido da oração, da dependência que temos de algo perfeito, que só é encontrado em Deus. Ele é o juiz da perfeição e da total segurança.
A oração é um ato de insistência, de quem pede para quem é capaz de responder com segurança. Deus é como juiz, que toma partido do lado de quem precisa e de quem está vivendo nos limites de suas necessidades e de sua dignidade.
O juízo de Deus não tem parcialidade. Ele atende a quem tem interesse pelos valores do Reino. Olha para aqueles que sofrem as injustiças causadas pelas maldades do mundo. Leva em conta as atitudes de insistência na vivência da fé.
Nem sempre temos as forças necessárias para cumprir as tarefas que o mundo exige. Não é fácil sentir a mão protetora de Deus na vida cotidiana. Por isto o nosso coração deve ser sempre confiante na ação divina. Mãos ao alto em atitude de indefesa, desarmada, frágil e vulnerável. A fé é a fonte da oração.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto
Atualidades
JAPÃO: LIBERTAÇÃO DO NOBEL DA PAZ CHINÊS É "DESEJÁVEL"
◊ Tóquio, 14 out (RV) - O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse nesta quinta-feira, que a libertação do prêmio Nobel da Paz, Liu Xiaobo, por parte do Governo chinês é "desejável". "Do ponto de vista da proteção dos direitos humanos, a libertação é desejável" – declarou o premier, em resposta a perguntas de um parlamentar da oposição.
Durante uma reunião do comitê orçamentário japonês no Parlamento, Naoto Kan disse ainda, que o prêmio dado a Liu Xiaobo era bem-vindo, já que ele é um ativista que defende reformas políticas na China. O premier japonês sublinhou a importância de que os direitos humanos e os valores fundamentais sejam garantidos na China.
Embora o Governo de Tóquio não tenha feito ainda, nenhum pedido formal a Pequim, para que Liu Xiaobo seja libertado, Naoto Kan assegurou que a comunidade internacional e ele mesmo "observarão atentamente, se o Nobel da Paz ou alguém de sua família poderão receber o reconhecimento".
Pequim reagiu mal à atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo que era praticamente desconhecido em seu país, antes do anúncio do prêmio. Fontes do Governo chinês declararam que o prêmio era um "insulto ao sistema judicial chinês", já que Xiaobo está preso por "violar leis" nacionais.
O governo da Noruega, sede da fundação do Nobel, disse que a reação da China foi "pouco apropriada". Após o anúncio da premiação, a China cancelou uma série de reuniões políticas, econômicas e culturais com a Noruega.
Liu Xiaobo cumpre pena de 11 anos de reclusão, pela participação no manifesto conhecido como "Carta 08", que pedia reformas políticas. Ele dedicou o prêmio às vítimas da repressão do regime chinês contra a manifestação estudantil de 1989, na Praça da Paz Celestial. (AF)
© Rádio Vaticano 2010
SÍNODO PEDE LIBERDADE RELIGIOISA PARA ORIENTE MÉDIO
◊ Cidade do Vaticano, 14 out (RV) - Prosseguem os trabalhos da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio iniciados domingo passado, dia 10. Com o tema "A Igreja Católica no Oriente Médio: comunhão e testemunho. A multidão dos que haviam crido era um só coração e uma só alma" (At 4, 32), o encontro sinodal se concluirá no dia 24 deste mês. Cento e oitenta e cinco padres sinodais participam do encontro.
Estiveram no centro da VI Congregação Geral dos trabalhos sinodais desta manhã – realizada na presença do Papa – entre outros, os temas da igualdade de direitos e do reforço dos sistemas de comunicação.
Nós, fiéis da atormentada região do Oriente Médio, temos o direito de esperar e esperamos muito deste Sínodo: foi o que os bispos disseram em alta voz, reiterando que a região do Oriente Médio alterna páginas sombrias com momentos de luz.
De fato, se no Líbano a Igreja tem um papel primordial e em certos Países do Golfo se contam novas igrejas e na Arábia Saudita se encorajam encontros inter-religiosos, é também verdadeiro que onde o Islã é religião de Estado, falta liberdade religiosa, as leis sobre a imigração são restritivas e os sacerdotes são poucos.
Como conciliar tudo isso com a tolerância da qual fala o Alcorão, se falta liberdade de consciência e os cidadãos não são todos iguais perante a lei? – perguntam-se os padres sinodais. Nesse contexto, é importante, portanto, relançar também os sistemas de comunicação que favoreçam o conhecimento recíproco.
Foi ressaltada a necessidade de se dar espaço à formação para os meios de comunicação não somente aos leigos, mas também aos seminaristas, em particular no que diz respeito à cultura digital, presente também nas diversas nações do Oriente Médio.
Outro tema candente tratado na Sala sinodal foi o da evangelização da família, muitas vezes atacada pela cultura ocidental que fala de divórcio e de contraceptivos. Portanto, o núcleo familiar deve ser recuperado como Igreja doméstica, fulcro da transmissão da fé.
Em seguida, os bispos fizeram uma autocrítica: os cristãos não conhecem bem o Evangelho e as nossas divisões causam dúvidas e sofrimentos. Como os fiéis podem ver uma Igreja que não está em comunhão?
É chegado o momento, então, de caminhar juntos para o bem do povo de Deus, porque a questão ecumênica no Oriente Médio é um dos principais desafios para a Igreja de hoje.
-Por isso, o Sínodo sugere a criação das "Jornadas Ecumênicas do Oriente Médio", a exemplo das "Jornadas Mundiais da Juventude".
Os padres sinodais discutiram, ainda, a questão das migrações, ressaltando que os migrantes são muitas vezes "crucificados" entre os países de origem e os de acolhimento. Em seguida, foi evidenciada a necessidade de encorajar os cristãos dos Oriente a permanecerem em seus países, porque a presença deles não é uma casualidade, mas a vontade de Deus.
Por outro lado, porém, a emigração justificada é um direito inalienável, condizente com o respeito da liberdade e da dignidade humana.
A esse propósito, nas discussões e reflexões dos padres sinodais emergiu um conceito fundamental: é preciso passar do conceito de ajuda aos cristãos do Oriente Médio ao conceito de desenvolvimento, para radicá-los em suas terras.
Por fim, foi feita aos padres sinodais a saudação do Presidente emérito do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, Cardeal Roger Etchegaray, que fez votos de que o Sínodo olhe também para o Extremo Oriente, para fazer de modo que a Palavra de Deus seja conhecida também naquelas regiões. (RL)
SÍNODO: GUERRA AMEAÇA PRESENÇA CRISTÃ NO ORIENTE MÉDIO
◊ Cidade do Vaticano, 14 out (RV) – Continuaram na manhã desta quinta-feira os trabalhos do Sínodo dos Bispos dedicado ao Oriente Médio, em andamento no Vaticano sobre o tema da “comunhão e testemunho". Na manhã de hoje realizou-se a VI Congregação Geral, na presença do Santo Padre.
O Patriarca da Antioquia dos greco-melquitas e Arcebispo de Damasco (Síria), Sua Beatitude Gregorios III Laham, assinalou em seu discurso nos dias passados que “a presença cristã no mundo árabe está ameaçada pelos ciclos de guerra que se abatem sobre esta região, berço do cristianismo”.
“A causa principal é o conflito israelense-palestino: os movimentos fundamentalistas, o movimento Hamas e Hezbollah são as conseqüências deste conflito, como o são também as discórdias internas, o lento desenvolvimento, o nascimento do ódio, a perda de esperança entre os jovens, que representam 60 por cento da população dos países árabes”.
O Arcebispo explicou que “uma das conseqüências mais perigosas do conflito israelense-palestino é a emigração dos cristãos, que fará da sociedade árabe uma sociedade de uma só cor, unicamente muçulmana frente a uma sociedade européia chamada cristã”.
“Se isto ocorresse e Oriente se esvaziasse de seus cristãos, isso significaria que qualquer ocasião será propícia para um novo choque de culturas, de civilizações e inclusive de religiões, um choque destrutivo entre o Oriente árabe muçulmano e o Ocidente cristão”, concluiu. (SP)
SÍNODO: DOM RAYMUNDO DAMASCENO FALA DOS TEMAS
◊ Cidade do Vaticano, 14 out (RV) – Conrtinuam no Vaticano os trabalhos do Sínodo dos Bispos dedicado ao Oriente Médio, sobre o tema da “comunhão e testemunho”. Um dos Padre Sinodais é o Arcebispo de Aparecida e Presidente do Celam, Dom Raymundo Damasceno Assis que conversou com Rádio Vaticano sobre os temas em discussão. (SP)
DOM BOGHOSSIAN FALA DE SUA PARTICIPAÇÃO NO SÍNODO
◊ Cidade do Vaticano, 14 out (RV) - Prossegue, no Vaticano, a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio sobre o tema da "comunhão e testemunho".
A Rádio Vaticano conversou com o salesiano brasileiro Dom Vartan Waldir Boghossian, Exarca do Exarcado Apostólico para os fiéis de Rito Armênio residentes na América Latina e México, sobre sua participação no Sínodo dos Bispos. (MJ)
REPRESENTANTE VATICANO NA ONU: FUNDAR DIREITO NA LEI MORAL NATURAL
◊ Nova Iork, 14 out (RV) - "O Estado de direito é o fundamento para o desenvolvimento, a paz e a segurança" dos povos e dos países. Foi o que disse nesta quarta-feira o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Francis Assisi Chullikatt, em seu pronunciamento na 65ª sessão da Assembleia da ONU, em Nova York.
"Inteligência humana, inteligibilidade da natureza e da história e respeito incondicionado pela dignidade": essa "combinação" deveria permitir promulgar "leis justas, que sirvam e protejam o bem comum da família humana".
Mas "a lei não é simplesmente o resultado das deliberações jurídicas civis", "deve também compreender a lei moral natural, que de fato não é outra coisa senão o reconhecimento de todas as consequências sociais da dignidade humana". Daí, o pedido dirigido aos órgãos legislativos e judiciários, tanto a nível nacional quanto internacional, a considerarem essa "verdade universal".
O chefe da delegação vaticana observou que "hoje os órgãos legislativos e judiciários muitas vezes não consideram essa base essencial de seu trabalho", concentrando-se "somente na percepção empírica das circunstâncias humanas e nas questões de procedimentos concernentes à criação e aplicação da lei".
Essa "visão positivista e utilitarista do Direito dá lugar à transformação de interesses privados ou desejos em leis que conflitam com os deveres derivantes da responsabilidade social". Mais que um "verdadeiro Estado de direito", disso resulta um "direito por lei".
Em nível internacional, Dom Chullikatt louvou a contribuição oferecida por organismos internacionais para afirmar os direitos dos trabalhadores e dos migrantes, e "para criar uma ordem global mais justa que favoreça a compreensão entre as nações".
Por isso, o arcebispo indiano recomendou que se continue trabalhando para reformar o mandato das principais instituições financeiras multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM), e o novo Financial Stability Board (FSB).
O representante da Santa Sé fez votos de uma participação equânime de todos os países na administração financeira mundial e de uma maior ligação entre as instituições financeiras e a Assembleia Geral da ONU. Expressou satisfação também pelos progressos feitos nos últimos anos pelo sistema penal internacional. (RL)
Igreja no Brasil
CNBB ELOGIA POVO BRASILEIRO
◊ Brasília, 14 out (RV) - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou no último final de semana uma nota sobre o momento eleitoral que vive o país onde “congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da cidadania na realização do primeiro turno das eleições” e na qual os prelados exortam os fiéis católicos “a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana” neste segundo turno das eleições. A nota foi assinada por Dom Geraldo Lyrio Rocha, Dom Luiz Soares Vieira e Dom Dimas Lara Barbosa, respectivamente Presidente, Vice-presidente e Secretário-geral do organismo.
“A CNBB, por meio de sua Presidência, congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da cidadania na realização do primeiro turno das eleições gerais, quando foram eleitos os representantes para o Poder Legislativo e definidos os Governadores de diversas unidades da Federação, bem como o nome daqueles que serão submetidos a novo escrutínio em 2º turno, para a Presidência da República e alguns governos estaduais e distrital”, afirmam os bispos brasileiros.
Congratulando-se também pelos frutos benéficos decorrentes da aprovação da Lei da Ficha Limpa, os prelados também expressam que “lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica – tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. Certamente, é direito – e, mesmo, dever – de cada Bispo, em sua Diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã”.
Na nota a CNBB recorda que “é um organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de planejamento orgânico da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária”.
Assim os prelados também esclarecem “falam em nome da CNBB somente a Assembléia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência”. “Recordamos novamente que, da parte da CNBB, permanece como orientação, neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País, a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada este ano em sua 48ª Assembléia Geral”, afirma o comunicado da Conferência Episcopal.
“Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão. Diante de tão grande responsabilidade, “exortamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana”, destacaram os prelados que concluem seu documento “confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida” invocando “as bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro”. (SP)
Igreja na América Latina
HAITI: ASSASSINADO COLABORADOR DA CARITAS
◊ Porto Príncipe, 14 out (RV) - Tristeza e consternação entre os voluntários da Caritas que trabalham no Haiti por causa do assassinato de Julien Kénord, colaborador haitiano da Caritas Suíça, que foi morto em Porto Príncipe, com tiros de revólver disparados por um desconhecido no último dia 8 de outubro. “Pessoa leal e muito dedicada ao seu trabalho, Julien ajudava as vítimas do terremoto a reconstruir suas vidas. Fará muita falta aos seus colegas”: assim o recorda Lesley-Anne Knight, Secretária Geral da Caritas International, ouvida pela agência Misna.
Segundo a reconstrução fornecida pela Caritas, o jovem colaborador humanitário tinha acabado de retirar dinheiro de um banco: já dentro do seu carro foi atingido por vários tiros, morrendo pouco depois no hospital devido aos ferimentos. “A única hipótese feita até o momento é que o jovem foi assassinado com a finalidade de roubá-lo”, disseram fontes da Caritas International.
Um inquérito judicial foi aberto imediatamente, mas ainda não surgiram novas informações. Caritas trabalha no Haiti há muitos anos e começou a levar ajudas às vítimas do terremoto de 12 de janeiro último, logo após a catástrofe. Nos primeiros seis meses de atividade forneceu, entre outras coisas, ajudas alimentares, água, abrigos, cuidados médicos. (SP)
CHILE ENCERRA OPERAÇÃO DE RESGATE DE MINEIROS
◊ Copiapó, 14 out (RV) - Encerrou-se com sucesso a operação de resgate dos 33 mineiros que ficaram presos durante 70 dias na mina de San José, no deserto do Atacama, no Chile. A operação durou mais de 25 horas e foi concluída sem incidentes.
Seis socorristas desceram à mina para ajudar na preparação da retirada dos mineiros. A operação foi iniciada às 23h18 da última terça-feira, dia 12, com a descida do socorrista Manuel González Pavez, e só terminou às 0h32 desta quinta-feira, 14, quando o sexto e último socorrista que ajudou na retirada dos mineiros chegou à superfície.
Com a chegada da cápsula à superfície, uma sirene tocou por alguns segundos e foi feito um anúncio formal de que todos tinham sido resgatados e estavam em boas condições.
A cada mineiro que chegava à superfície, a equipe de resgate e familiares comemoravam sua chegada e os mineiros, muito emocionados, eram levados ao hospital onde estão sendo submetidos a uma bateria de exames médicos. (MJ-GLOBO)
Igreja no Mundo
CHINA DÁ IMPORTÂNCIA AO PAPEL DA RELIGIÃO NA HARMONIA SOCIAL
◊ Pequim, 14 out (RV) - O presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPCh), Jia Qinglin, afirmou, nesta quinta-feira, em Pequim, que a China dá grande importância ao papel desempenhado pela religião na promoção da harmonia social e ao papel positivo das personalidades e religiosos no desenvolvimento socioeconômico.
Jia Qinglin fez tal afirmação no encontro com a delegação da Liga Mundial Islâmica, realizado na capital chinesa. Ele disse que a China tem prestado atenção no papel importante desempenhado pelos países islâmicos, respeita suas características religiosas e culturais, e espera fortalecer suas relações amistosas com a Liga.
Jia apresentou ainda, a situação do desenvolvimento socioeconômico da Região Autônoma de Uigur, em Xinjiang, e disse acreditar que a região já entrou em fase de rápido desenvolvimento econômico, com os conseqüentes benefícios para o povo local.
Concluindo, ressaltou que o Governo chinês persiste sempre na política de liberdade de crença religiosa e fornece garantias jurídicas para que tal liberdade possa existir. (AF)
BISPO MARFINENSE: CATÓLICOS, VOTEM EM CANDIDATOS HONESTOS
◊ Abidjan, 14 out (RV) - O Arcebispo de Abidjan, Costa do Marfim, Dom Jean-Pierre Kutwa, pediu aos católicos para que votem em candidatos capazes e honestos nas eleições presidenciais do próximo dia 31.
"O fiéis precisam se preparar também espiritualmente para escolher candidatos competentes, autênticos e dotados de um mínimo de cultura política, mas, sobretudo, desejosos de promover o desenvolvimento da Costa do Marfim, e distinguir as promessas realistas dos discursos vazios" – foi o apelo lançado pelo arcebispo.
"Quem escolher cientemente uma pessoa que não está à altura da tarefa a ser cumprida se tornará responsável por uma operação que pode fazer com que o país fique para trás" – sublinhou ainda o prelado.
Dedicação, espírito de serviço, prudência e honestidade, são as qualidades morais, segundo Dom Kutwa, que os eleitores deverão buscar nos candidatos.
O prelado recordou que os partidos são instrumentos criados e organizados para servir o povo através do exercício do poder na gestão de assuntos políticos. "O voto é um ato repleto de conseqüências que deve ser realizado em plena liberdade e verdade" – ressaltou o arcebispo.
Nestes dias Dom Kutwa visitou as paróquias da capital para exortar os fiéis à paz e partilhar a convicção de que a paz está ao alcance de todos os marfinenses, depois de oito anos de instabilidade política e violência.
O país foi envolvido numa grave crise política que paralisou as instituições desde 2002 e provocou várias tentativas de golpe de Estado. (MJ)
CARITAS EUA: INSEGURANÇA ALIMENTAR AFETA ZIMBÁBUE
◊ Harare, 14 out (RV) - A 'Catholic Relief Services', Caritas dos Estados Unidos, publicou uma nota afirmando que mais de um milhão e trezentos mil zimbabuanos precisarão de ajuda alimentar a partir de janeiro de 2011.
Na recente apresentação, em Harare, do projeto 'Promoting Recovery in Zimbabwe' (Promover a recuperação em Zimbábue), o vice-ministro de Assuntos Sociais e do Trabalho, Tracy Mutinhiri, disse que em Zimbábue continuam elevados os níveis de desnutrição crônica.
Segundo o 'National Nutrition Survey', recente estudo nacional sobre nutrição, 36% de crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crônica. "Torna-se urgente, ressalta o organismo católico, trabalhar pela segurança alimentar das famílias, além de reforçar a parceria entre Estado e organizações não-governamentais a fim de melhorar a produtividade agrícola e a segurança alimentar em Zimbábue".
Num comunicado, o porta-voz da 'Catholic Relief Services', Paul Townsend, sublinha que "uma família pode ser considerada segura do ponto de vista nutricional, se possui acesso suficiente a alimentos que lhe permita levar uma vida saudável e produtiva".
O projeto 'Promoting Recovery in Zimbabwe' pretende melhorar a qualidade de vida de 90 mil famílias em oito distritos do país. O objetivo é melhorar o conhecimento dos agricultores sobre a produção de alimentos. (MJ)
CHINESES RECORDAM ABADE KELLY
◊ Roma, 14 out (RV) - Os sacerdotes e religiosas da China continental recordaram com grande emoção o Abade Timothy Thomas Kelly, responsável pela Abadia de Saint John's Collegeville, Minnesota (Estados Unidos), como benfeitor e amigo da comunidade católica chinesa continental, especialmente dos sacerdotes e religiosos chineses, muitos dos quais estudaram na sua Abadia. O abade Kelly morreu no último dia 7 de outubro, com a idade de 76 anos, em consequência de um câncer no esôfago. Segundo as informações do seu mosteiro, o funeral foi celebrado oontem na igreja da abadia. Em várias dioceses da China, especialmente onde existem sacerdotes e religiosas que o conheciam, foram celebradas Missas em sufrágio.
Entre os numerosos testemunhos que chegaram à Agência Fides, um sacerdote destacou: “Estamos seguros de que agora temos um intercessor no céu diante do Senhor e no Paraíso, que ama a Igreja na China”. Outro padre disse: “Ele é o meu exemplo de sacerdote, um homem de grande santidade”. Por muitos anos, o abade Kelly acolheu na Abadia de Saint John os sacerdotes, seminaristas e religiosas da China continental, “como um verdadeiro pai”.
Alguns deles contam: "tinha grande compaixão, amor, cuidado e apoiava a Igreja na China, e ajudava a Igreja e a sociedade norte-americana a conhecer o verdadeiro rosto da Igreja da China e da sociedade chinesa, promovendo também com grande amor, o intercâmbio cultural entre a China e os Estados Unidos”. Ele tinha “sonhos chineses” como por exemplo uma publicação católica, a tradução de textos teológicos, a formação de seminaristas, sacerdotes e religiosas. Ele deu vida à “Fundação para a tradução teológica” para atender às necessidades urgentes da Igreja na China e, durante suas muitas viagens à China “deixou seu amor, sua disponibilidade, sobretudo a sua marca como um homem de Deus”. (SP)
CERTEZA CRISTÃ
◊ São José do Rio Preto, 14 out (RV) - O mundo é das incertezas. Não podemos ter plena segurança na fidelidade das pessoas. O que conta e nos dá a plena firmeza é a fé. É o caminho da certeza da justiça divina. Só quem acredita em Deus consegue viver de mãos erguidas e de confiança num mundo melhor.
Moisés teve uma atitude bonita. Colocou-se na posição de súplica a Deus pedindo para que seu povo vencesse na guerra. Mesmo na condição de chefe, sentiu seus limites e passou a confiar na força de Javé. Enquanto permanecia de mãos erguidas para o alto, seu povo vencia na luta.
No mundo dos mortais, não basta às pessoas terem conhecimento teórico e técnico. Nem sempre a ciência e a prática conseguem emitir uma certeza total. Estamos na condição temporal, no mundo que deve ser sempre construído e caminhar na busca da perfeição da obra da criação.
Corremos o risco do endeusamento de nós mesmos. Só Deus é perfeito e capaz de nos dar plena segurança e certeza. Aqui está o sentido da oração, da dependência que temos de algo perfeito, que só é encontrado em Deus. Ele é o juiz da perfeição e da total segurança.
A oração é um ato de insistência, de quem pede para quem é capaz de responder com segurança. Deus é como juiz, que toma partido do lado de quem precisa e de quem está vivendo nos limites de suas necessidades e de sua dignidade.
O juízo de Deus não tem parcialidade. Ele atende a quem tem interesse pelos valores do Reino. Olha para aqueles que sofrem as injustiças causadas pelas maldades do mundo. Leva em conta as atitudes de insistência na vivência da fé.
Nem sempre temos as forças necessárias para cumprir as tarefas que o mundo exige. Não é fácil sentir a mão protetora de Deus na vida cotidiana. Por isto o nosso coração deve ser sempre confiante na ação divina. Mãos ao alto em atitude de indefesa, desarmada, frágil e vulnerável. A fé é a fonte da oração.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto
Atualidades
JAPÃO: LIBERTAÇÃO DO NOBEL DA PAZ CHINÊS É "DESEJÁVEL"
◊ Tóquio, 14 out (RV) - O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse nesta quinta-feira, que a libertação do prêmio Nobel da Paz, Liu Xiaobo, por parte do Governo chinês é "desejável". "Do ponto de vista da proteção dos direitos humanos, a libertação é desejável" – declarou o premier, em resposta a perguntas de um parlamentar da oposição.
Durante uma reunião do comitê orçamentário japonês no Parlamento, Naoto Kan disse ainda, que o prêmio dado a Liu Xiaobo era bem-vindo, já que ele é um ativista que defende reformas políticas na China. O premier japonês sublinhou a importância de que os direitos humanos e os valores fundamentais sejam garantidos na China.
Embora o Governo de Tóquio não tenha feito ainda, nenhum pedido formal a Pequim, para que Liu Xiaobo seja libertado, Naoto Kan assegurou que a comunidade internacional e ele mesmo "observarão atentamente, se o Nobel da Paz ou alguém de sua família poderão receber o reconhecimento".
Pequim reagiu mal à atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo que era praticamente desconhecido em seu país, antes do anúncio do prêmio. Fontes do Governo chinês declararam que o prêmio era um "insulto ao sistema judicial chinês", já que Xiaobo está preso por "violar leis" nacionais.
O governo da Noruega, sede da fundação do Nobel, disse que a reação da China foi "pouco apropriada". Após o anúncio da premiação, a China cancelou uma série de reuniões políticas, econômicas e culturais com a Noruega.
Liu Xiaobo cumpre pena de 11 anos de reclusão, pela participação no manifesto conhecido como "Carta 08", que pedia reformas políticas. Ele dedicou o prêmio às vítimas da repressão do regime chinês contra a manifestação estudantil de 1989, na Praça da Paz Celestial. (AF)
© Rádio Vaticano 2010
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