Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

VATICANO

A Liberdade religiosa é inerente ao homem e não pode ser relegada à esfera privada

VATICANO, 16 Nov. 10 (ACI) .- Como resultado do encontro na cidade de Teerã, no Irã, entre uma delegação muçulmana e uma representação da Santa Sé foi divulgado um acordo no qual se ressalta que a liberdade religiosa é própria de toda pessoa, deve ser respeitada pelo Estado e a religião não pode ser relegada à esfera privada.

No encontro sustentado por uma delegação do Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas de Teerã (Irã) e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso entre os dias 9 e 11 de novembro, destacou-se o importante papel dos que acreditam em Deus na sociedade.

Nas conclusões das delegações presididas por Mohammad Baqer Khorramshad, presidente da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas e o Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, respectivamente, recorda-se que "os crentes estão chamados a cooperar na busca do bem comum, sobre a base de uma relação sólida entre fé e razão".

Deste modo se ressalta que deve existir cooperação entre cristãos e muçulmanos, assim como entre todos os crentes e pessoas de boa vontade, para "responder aos desafios atuais, promovendo os valores morais, a justiça e a paz e protegendo a família, o meio ambiente e os recursos naturais".

Depois de reiterar que a fé deve ser respeitada pelos agentes sociais e o Estado, sublinha-se que "a educação das jovens gerações deve fundar-se na busca da verdade, nos valores espirituais e na promoção do conhecimento".

Os participantes fizeram finalmente insistência na necessidade de "continuar no caminho de um diálogo real e frutífero". A próxima Conversa terá lugar em Roma em 2012.

Santa Sé apresenta conferência sobre saúde e Caritas in veritate

VATICANO, 16 Nov. 10 (ACI) .- O Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral Sanitária, Dom Zygmunt Zimowski, apresentou a 25° Conferência Internacional sobre saúde que se realiza nos dias 18 e 19 de novembro sob o lema "Para um cuidado da saúde igualitária e humana, à luz da 'Caritas in veritate'".

Em conferência de imprensa, o Prelado afirmou que o evento "confrontará a questão da paridade de acesso aos serviços sanitários básicos, não só em geral, mas também em sintonia com a dignidade do ser humano e sua vocação".

Ele indicou que a reunião, que coincide com o 25° aniversário da fundação do antes chamado Pontifício Conselho para os Agentes Sanitários, é "uma ocasião que brinda a oportunidade para avaliar os resultados conseguidos e planejar o futuro".

Nesse sentido, explicou que à luz da encíclica "Caritas in veritate", o evento examinará, entre outras coisas, "as perspectivas fundamentais para uma promoção da saúde mais eqüitativa e humana, a missão da Igreja em favor dos doentes, o fomento da assistência sanitária antropocêntrica e o papel da sociedade civil, da Igreja e de outras instituições e organismos privados na defesa da justiça, a eqüidade e a solidariedade no âmbito sanitário".


Confrarias devem oferecer um exemplar testemunho evangélico, pede autoridade vaticana

VATICANO, 16 Nov. 10 (ACI) .- O Secretário de estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, recordou que as confrarias devem oferecer "um exemplar testemunho evangélico e ser levedura, luz e sal no interior da sociedade".

Ao cumprir o décimo aniversário da Confederação das Confrarias diocesanas da Itália, o Cardeal Bertone presidiu uma Missa na Praça de São Pedro ante 12 mil confrades, conforme informou a Rádio Vaticano.

Em sua homilia, recordou que "as confrarias são herdeiras de uma antiga e fecunda história que tem raízes milenárias, pois ao longo dos séculos testemunharam a ordem do Papa de anunciar o Evangelho e a pratica concreta da caridade como elementos distintivos de sua peculiar presença na Igreja e na sociedade".

O Secretário de estado convidou os membros das confrarias a redescobrirem e aprofundarem em sua identidade de leigos comprometidos no interior de uma realidade eclesiástica, guiada fundamentalmente pelos cinco critérios eclesiásticos assinalados por João Paulo II em sua exortação pós-sinodal de 1988 "Christifideles laici": a primazia da vocação de cada cristão à santidade; a confissão de toda a fé católica; a comunhão com o bispo e todas as demais realidades eclesiásticas; a conformação e participação apostólica da Igreja; e o compromisso de estar presentes como "sal" e "levedura" na realidade humana.

O Cardeal Bertone pediu aos confrades que alimentem constantemente sua fé com a Palavra de Deus e os Sacramentos pondo no centro de suas vidas e de suas famílias à Eucaristia dominical.

"Uma experiência que no interior das confrarias deve ser renovada com a formação e o caminho espiritual que passa necessariamente pela meditação das Sagradas Escrituras e o Magistério da Igreja", disse o Cardeal.


Esporte é escola de valores humanos e cristãos, ressalta o Papa Bento XVI
VATICANO, 16 Nov. 10 (ACI) .- Ao receber este meio-dia (hora local) um grupo de professores de esqui italianos, o Papa Bento XVI assinalou que quando for praticado com paixão e ética, o esporte se converte em uma escola de valores humanos e cristãos.

Em seu discurso, o Santo Padre agradeceu ao ministro dos Assuntos Exteriores da Itália, Franco Frattini, por seus esforços para que muitos católicos, recentemente atacados em Bagdá, tenham podido ser acolhidos prontamente nesse país.

Sobre o esporte, o Papa afirmou que "se for praticado com paixão e sentido da ética, além de exercitar um espírito de sã competição, converte-se em uma escola para aprender e aprofundar valores humanos e cristãos. Mediante a atividade esportiva, a pessoa entende melhor que seu corpo não pode ser considerado um objeto, mas através da corporeidade se expressa a si mesmo e entra em relação com outros".

"Desta maneira, o equilíbrio entre a dimensão física e a espiritual leva a não idolatrar o corpo, mas a respeitá-lo, a que não seja um instrumento que deve ser potencializado a todo custo, inclusive utilizando médios ilícitos", acrescentou.

Bento XVI disse logo que ao esquiar na montanha, "contemplando a criação, o ser humano reconhece a grandeza de Deus, fonte última do próprio ser e do universo, não se deve esquecer que a relação com a criação é um elemento importante para o desenvolvimento da identidade humana, e nem sequer o pecado do homem eliminou sua tarefa de ser guardião do mundo. Também a atividade esportiva pode ser concebida e vivida como parte desta responsabilidade".

"Os avanços na ciência e a tecnologia dão aos seres humanos a oportunidade de intervir e manipular a natureza, mas o risco, sempre presente, é querer substituir o Criador e reduzir a criação a um produto de uso e consumo", advertiu.

"Qual é, entretanto, a atitude correta a ser assumida?", perguntou o Papa. "Sem dúvida, a de um profundo sentimento de gratidão e reconhecimento, mas também de responsabilidade na preservação e cuidado da obra de Deus. O esporte ajuda a alcançar estes objetivos, que afetam o estilo mesmo de vida, que se orienta segundo o equilíbrio, a auto-disciplina e o respeito. Em particular, para vocês, o contato com a natureza é um motivo para cultivar um profundo amor pela criação de Deus".

Bento XVI ressaltou que o papel dos professores de esqui "é importante para uma formação esportiva sã e para uma educação ao respeito do meio ambiente. Trata-se de uma tarefa que não deverá ser realizada isoladamente, mas com as famílias, especialmente quando seus alunos são menores de idade, e em colaboração com a escola e as outras realidades educativas".

Finalmente o Papa disse que "também é importante seu testemunho de fiéis leigos, que no contexto da atividade esportiva, outorgam o justo relevo aos momentos fundamentais para a vida de fé, especialmente a santificação do domingo como dia do Senhor".

AMÉRICA

Cardeal Ortega garante às Damas de Branco a libertação de 13 dissidentes em Cuba que seguem presos

HAVANA, 16 Nov. 10 (ACI/Europa Press) .- O Arcebispo de Havana, Cardeal Jaime Ortega, reiterou esta sexta-feira às Damas de Branco o compromisso do Governo cubano para liberar os 13 presos da Primavera Negra que se negaram a abandonar a ilha, e sublinhou que segue de pé o acordo anunciado há mais de quatro meses pelo regime de Raúl Castro, que se comprometeu a liberar um total de 52 dissidentes.

A dama de branco Berta Soler, uma das participantes neste encontro com representantes da Igreja, explicou em declarações telefônicas à Europa Press que o Cardeal Ortega, "interlocutor" com o Governo, esclareceu-lhes que o compromisso "não está quebrado". "Ele nos pediu que tivéssemos um pouco de paciência e fé", explicou, confiante em que "tudo vai se resolver".

"Se esperamos há sete anos e meio, por que não esperar um pouquinho mais", acrescentou Soler.

O Governo de Raúl Castro anunciou no mês de julho deste ano a libertação de 52 presos do chamado Grupo dos 75 em um prazo de três a quatro meses. Um grupo de 13 dissidentes se negaram a abandonar Cuba, como o fizeram 39 opositores que acolheram a proposta do regime castrista. Em troca, Havana deu luz verde à saída da prisão de outros 14 reclusos que não pertencem ao coletivo da Primavera Negra.

O prazo venceu no domingo 7 de novembro sem que as autoridades da ilha tenham resolvido a situação destes 13 presos. Por este motivo, as Damas de Branco decidiram iniciar contatos com o Governo da Espanha através de sua Embaixada em Cuba e com os representantes do clero na ilha em busca de uma solução.

Um oficial do regime garantiu a um dos 13 reclusos, Diosdado González Marrero, que seriam liberados dentro de um prazo entre 15 dias e um mês, o que o levou a suspender a greve de fome que tinha iniciado em protesto por seu encarceramento.

MUNDO

Estado economiza quatro bilhões de euros em educação graças à Igreja na Espanha, afirma perito

MADRI, 16 Nov. 10 (ACI) .- O professor da Faculdade de Direito Canônico da Universidade de Navarra, na Espanha, Diego Zalbidea, assinalou que segundo cálculos, "a Igreja economiza ao Estado em educação mais de quatro bilhões de euros", e destacou que na Espanha a Igreja "se sustenta graças aos seus fiéis e a outros cidadãos que valorizam" sua contribuição à sociedade.

Zalbidea deu estas declarações durante o 26º Curso de Atualização em Direito Canônico da Universidade de Navarra. Durante sua exposição, acrescentou que de acordo à Conferência Episcopal Espanhola, "cada euro rende na Igreja 2,73 vezes mais que no mercado".

"A Igreja não quer compensação pelo que faz porque não é movida pelo dinheiro,mas pela fidelidade à missão que seu fundador, Jesus Cristo, lhe encomendou. O que Ela pode, sim, solicitar ao Estado é a ajuda para levar a cabo suas atividades a favor de toda a sociedade, da mesma maneira que fazem o resto dos cidadãos", assinalou.

O perito destacou o sistema instaurado em 2007 para financiar os trabalhos da Igreja, porque "fez compreender a todos os fiéis a necessidade de sua contribuição". "Esta nova situação foi confrontada com maturidade e generosidade pelos católicos e por muitos cidadãos que valorizam a contribuição da Igreja a toda a sociedade", afirmou.

Na Espanha os cidadãos na hora de preencher sua declaração de imposto de renda podem fazer uma doação à Igreja Católica. Entretanto, o sacerdote esclareceu que esta "atribuição tributária só representa 25% dos ingressos das dioceses. Além disso esta percentagem varia em função de cada uma delas. No orçamento da Diocese da Pamplona e Tudela a atribuição tributária não chega a 16%".

"Em qualquer caso é a vontade dos contribuintes -e unicamente dos que livremente assim o decidem- a que faz que essa parte da renda cubra as necessidades do sustento básico da Igreja", indicou.


Sagradas Escrituras devem ser centro de formação cristã, afirma Arcebispo malaio

HONG KONG, 16 Nov. 10 (ACI) .- O Arcebispo de Kuching (na Malásia), Dom John Ha Tiong Hock, recordou que "a Palavra de Deus está no centro da formação cristã e também promove o diálogo inter-religioso".

O Prelado fez estas declarações com ocasião do IX Seminário dedicado à Sagrada Escritura em sua arquidiocese, conforme informa a agência vaticana Fides.

Dom Ha destacou a importância das Sagradas Escrituras "durante o período de formação no seminário" e considerou que devem ser "o centro absoluto".

O seminário malaio celebrado a cada três anos e é organizado pela Federação de Associações Bíblicas Católicas. Esta associação está composta por personalidades do mundo eclesiástico e peritos nas Sagradas Escrituras de Taiwan, Hong Kong e Singapura, com o objetivo de criar uma rede de serviço à Sagrada Escritura e promover a leitura e o estudo da Palavra de Deus.


Municípios de Madrid acolherão participantes da JMJ 2011

MADRI, 16 Nov. 10 (ACI/Europa Press) .- A Federação de Municípios de Madrid (FMM) e a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) assinaram um convênio, pelo qual as prefeituras madrilenhas oferecem suas instalações e serviços para receber os jovens participantes.

Além disso, o acordo se estende às questões de organização e desenvolvimento da Jornada que estejam dentro das competências das prefeituras, tais como prover estacionamentos, lugares para encontros, segurança, entre outros.

O prefeito de Alcalá de Henares, Bartolomé González, quem assinou em representação da Federação de Municípios, declarou que a Jornada "não só é importante para a Madrid capital, devemos prestar toda nossa colaboração e apoio a este evento do resto dos municípios madrilenhos".

"Este acordo é imprescindível para a acolhida, a celebração de catequese e o desenvolvimento de atividades culturais" destacou por sua parte o Arcebispo de Madrid, Cardeal Antonio María Rouco Varela, quem assinou o documento em representação da organização da JMJ.

Este acordo se soma aos que já foram assinados com o Governo da Nação, a Comunidade de Madrid e a Prefeitura da capital. O governo espanhol considerou a Jornada Mundial da Juventude, conforme se declarou na Lei de Orçamento Gerais do Estado 2010, um "acontecimento de excepcional interesse público".


Bispos catalães confiam que a visita do Papa alente um "novo impulso evangelizador"

BARCELONA, 16 Nov. 10 (ACI/Europa Press) .- A Conferência Episcopal Tarraconense que reúne a dezena de bispos da Catalunha (Espanha), agradeceu ao Papa Bento XVI sua visita a Barcelona e expressou sua confiança de que a viagem sirva para iluminar um "novo impulso evangelizador" no marco de uma "nova primavera do espírito".

Os bispos catalães agradecem ao Pontífice que com sua presença tenha animado o "caminho de cristãos" que seguem, e asseguram que são conscientes, igual que o Papa, de que a dedicação da Sagrada Família é a culminação e a desembocadura de uma história da "terra catalã".

Os bispos da Tarraconense recordaram que a "terra catalã" deu uma "plêiade de Santos", sobre tudo a partir do século XIX. Do mesmo modo, mártires, criadores de cultura e beleza cristãos, filhos da Igreja dedicadas ao ensino à beneficência e o cuidado de doentes e deficientes também surgiram na Catalunha.

Na mesma linha, os bispos catalães recordam as palavras da prece papal que pedia a Deus que na mesma terra catalã se multipliquem e consolidem novos testemunhos de santidade.

CONTROVÉRSIA

Arcebispo de Mossul exige proteção para os cristãos após massacre no Iraque

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Nov. 10 (ACI) .- O Arcebispo siro-católico de Mossul, Dom Georges Casmoussa, pediu pôr em marcha ações concretas para proteger aos cristãos no Iraque logo depois do massacre que no dia 31 de outubro deixou 58 paroquianos mortos na Catedral siro-católica de Bagdá.

Em diálogo com a agência ACI Prensa, que encabeça o grupo ACI do qual ACI Digital faz parte, o Arcebispo explicou que os cristãos vivem momentos de grande tensão e se sentem "como reféns do medo em todo instante".

"Bagdá não está longe de Mossul. E o que sucedeu em Bagdá no domingo 31 de outubro e nos dias seguintes afetou com certeza a psicologia dos cristãos", assinalou o Arcebispo.

Dom Casmoussa assinalou que a violência anti-cristã tem sua raiz na debilidade do governo iraquiano, a falta de uma autoridade firme e as constantes discórdias dos políticos que não são capazes de enfrentar a "ação direta do ramo extremista do movimento islâmico, chamado Al Qaeda".

O Arcebispo pediu à comunidade internacional, através das Nações Unidas, que "denuncie este atropelo dos direitos do homem, das minorias, dos cristãos iraquianos que pagam por outros. O Iraque é nossa terra, nossa história, nossa cultura, nossa Igreja".

É necessário, explicou, que este grave problema da perseguição religiosa seja tratado em "instâncias internacionais para fazer pressão sobre o governo iraquiano e que os Estados que têm contratos com o Iraque, não vejam apenas a satisfação de seus interesses econômicos, a não ser a salvaguarda dos direitos do homem".

Dom Casmoussa disse que os cristãos estão saturados de declarações a seu favor e o que exigem "são ações concretas" e "meios eficazes para proteger sua segurança: leis, direitos, talvez uma autogestão geográfica autônoma (como um departamento) com garantias internacionais, orçamento e infra-estrutura, sobre tudo a garantia da segurança, como aconteceu com o Kurdistão", acrescentou.

Ao ser consultado pela ACI Prensa sobre as declarações do arcebispo ortodoxo, Athanasios Dawood, quem desde Grã-Bretanha disse que os cristãos devem sair do Iraque, Dom Casmoussa precisou que a solução não é essa e "os cristãos não devem em nenhum caso render-se nem sair do país".

"O arcebispo Dawood não foi enviado para falar em nome dos cristãos do Iraque. Para começar, ele não vive no Iraque e ninguém lhe pediu fazer declarações furtivas e irresponsáveis", acrescentou.

Depois de comentar que "todo o Iraque está indignado" pelos ataques, o Arcebispo Casmoussa indicou que em uma recente reunião com diversos líderes muçulmanos, um deles sugeriu assinar uma condenação de "todo tipo de derramamento de sangue, muçulmano e cristão" que deveria ser lida em todas as mesquitas.

Dom Casmoussa também pediu que continuem as investigações para encontrar os autores dos brutais ataques.

"Se o Estado iraquiano não cumpre este dever, as Nações Unidas deveria fazê-lo. De outro modo os cristãos não se sentirão seguros. A hemorragia da emigração e a violência segue diminuindo a presença cristã no Iraque. E isto será um desastre para os cristãos", concluiu.


Extremistas muçulmanos assassinam dois cristãos no Iraque

BAGDÁ, 16 Nov. 10 (ACI) .- Um grupo de extremistas muçulmanos irrompeu hoje em uma casa na cidade de Mossul, a 350 quilômetros ao noroeste de Bagdá, aonde assassinaram a tiros a dois homens siro-católicos, no que constitui o mais recente ataque na onda de violência contra esta comunidade no Iraque.

No último 31 de outubro um grupo de siro-católicos no Iraque foi massacrado na Catedral de Bagdá onde os extremistas muçulmanos assassinaram a 58 pessoas. Na semana passada e logo depois de vários ataques com bombas outras cinco pessoas perderam a vida.

No ataque de hoje, os extremistas irromperam sem nenhum motivo na sala da casa e mataram aos dois homens. Outra casa pertencente a uma família cristã também foi atacada com uma bomba.

A agência AP informa que depois deste ataque, centenas de famílias cristãs fugiram de Mossul para escapar de mais ataques extremistas e da violência sectária entre muçulmanos xiitas e sunitas após a invasão americana de 2003.

Os assassinatos de hoje ocorreram depois que, em diálogo com a agência ACI Prensa, do mesmo grupo de ACI Digital, o Arcebispo siro-católico do Mossul, Dom Georges Casmoussa, exigiu ao governo iraquiano e à comunidade internacional tomar medidas necessárias para proteger os cristãos no Iraque, declarados pelo Al Qaeda como "alvos tangíveis" onde quer que estejam.

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