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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Papa e Santa Sé

PAPA: SANTA JOANA D'ARC, EXEMPLO DE SANTIDADE PARA QUEM É ENGAJADO NA POLÍTICA

◊ Cidade do Vaticano, 26 jan (RV) - Bento XVI acolheu na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira, dia de Audiência Geral, vários fiéis e peregrinos.

Na catequese de hoje, o Papa falou sobre Santa Joana D’Arc que nasceu em Domremy, na França, em 1412, numa família de camponeses e recebeu uma boa educação cristã. Sua vida foi marcada pela guerra entre França e Inglaterra, conhecida como a "Guerra dos Cem Anos".

"Aos 13 anos, Joana D'Arc sentiu o chamado de Deus a intensificar sua vida cristã e o compromisso pela libertação de seu povo. A estreita ligação entre experiência mística e missão política é um dos aspectos da santidade de Joana D'Arc. Enfrentando obstáculos, forte e determinada ela participou de batalhas e libertou Orleans" – frisou Bento XVI.

Aprisionada por seus inimigos em 23 de maio de 1430, Joana foi levada para a cidade de Rouen e submetida a um longo e dramático processo judicial. Foi condenada à fogueira em 30 de maio de 1431.

"Joana D'Arc morreu aos dezenove anos, pronunciando em voz alta o nome de Jesus, centro de toda a sua vida" – ressaltou Bento XVI, que fez um resumo de sua catequese em português, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

Falo-vos hoje duma «mulher forte», que levou sem medo a luz do Evangelho às complexas vicissitudes da história: Santa Joana d’Arc. Desde a infância, mostra grande compaixão pelos pobres e atribulados no contexto duma guerra sem fim entre a França e a Inglaterra. A compaixão e o empenho dela em favor do seu povo intensificaram-se ainda mais com sua maturação mística, que teve lugar aos treze anos. Esta ligação entre experiência mística e missão política é um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem. Tinha apenas dezanove anos quando – julgada por eclesiásticos, a quem faltava a caridade e a humildade para ver em Joana a acção de Deus – foi condenada como herética, em 1430. Vinte e cinco anos depois, sob a autoridade do Papa Calixto III, abre-se um processo de reabilitação que pôs em evidência a sua inocência e perfeita fidelidade à Igreja, sendo declarada santa pelo Papa Bento XV.

Saúdo, com afecto, a todos vós, amados peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta peregrinação a Roma vos encha de luz e fortaleza no vosso testemunho cristão, para confessardes Jesus Cristo como único Salvador e Senhor da vossa vida: fora d'Ele, não há vida nem esperança de a ter. Com Cristo, ganha sentido a vida que Deus vos confiou. Para cada um de vós e família, a minha Bênção! (MJ)

CABO VERDE: PAPA NOMEIA BISPO DA DIOCESE DE MINDELO

◊ Cidade do Vaticano, 26 jan (RV) – O Santo Padre nomeou ontem, terça-feira, em Cabo Verde, como novo bispo da diocese de Mindelo, Padre Ildo Augusto dos Santos Lopes Fortes, de 45 anos, natural da Ilha do Sal, do arquipélago de Cabo Verde.

Aos 10 anos partiu para Portugal juntamente com a família, tendo completado os estudos primários e secundários em Lisboa. Entrando no Seminário aos 19 anos, realizou estudos nos Seminários de Almada e dos Olivais, do patriarcado de Lisboa. Licenciou-se em Teologia na Universidade Católica Portuguesa. Ordenado padre em Novembro de 1992, membro do clero de Lisboa. Trabalhou em diversas paróquias do patriarcado.

Em 2005 partiu para Mindelo, por dois anos, como padre “fidei donum”. Ali voltou, sempre nessa qualidade, em 2008. Desde 2009 que era Pároco de São Vicente, Chanceler da diocese e Professor na Escola de formação para diáconos permanentes.

A diocese de Mindelo foi criada em 2003. Tem uma superfície de 2.230 Km2, com uma população de 166 mil habitantes (149 mil os católicos). Tem 14 paróquias servidas por 19 padres (7 diocesanos, 5 “fidei donum” e 12 religiosos).

A diocese encontrava-se vacante desde Julho de 2009, devido à transferência do titular, Dom Arlindo Gomes Furtado, para a diocese de Santiago de Cabo Verde. (SP)


PAPA PRESIDE CELEBRAÇÃO DAS VÉSPERAS NA SOLENIDADE LÍTURGICA DA CONVERSÃO DE SÃO PAULO

◊ Cidade do Vaticano 26 jan (RV) - Bento XVI presidiu na tarde desta terça-feira, 25 de janeiro, na Basílica de São Paulo fora dos Muros à tradicional celebração das vésperas na solenidade litúrgica da conversão de São Paulo, na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que no Brasil se realiza entre o domingo da Ascensão e o domingo de Pentecostes. Participaram da celebração, representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais presentes na capital italiana.

Na sua homilia Bento XVI referiu-se aos passos significativos que foram dados pelo movimento ecumênico, e que tornaram possível alcançar encorajadoras convergências e consensos sobre vários pontos, desenvolvendo entre as Igrejas e as comunidades eclesiais relações de estima e respeito recíproco bem como de colaboração concreta perante os desafios do mundo contemporâneo.

“Todavia – disse o Santo Padre - sabemos bem que ainda estamos longe daquela unidade pela qual Cristo rezou e que encontramos refletida no retrato da primeira comunidade de Jerusalém”. A unidade à qual Cristo, mediante o seu Espírito, chama a Igreja – salientou depois Bento XVI – não se realiza apenas no plano das estruturas organizativas, mas configura-se em um nível muito mais profundo, como unidade expressa na confissão de uma só fé, na celebração comum do culto divino e na concórdia fraterna da família de Deus.

A busca do restabelecimento da unidade entre os cristãos divididos não pode, portanto, reduzir-se a um reconhecimento das diferenças recíprocas e à consecução de uma convivência pacifica: o nosso desejo é daquela unidade pela qual o próprio Cristo rezou e que por sua natureza se manifesta na comunhão da fé, dos sacramentos, do ministério.

O caminho para esta unidade – disse Bento XVI - deve ser visto como um imperativo moral, uma resposta a um preciso chamado do Senhor. Por isso é necessário vencer a tentação da resignação e do pessimismo que é falta de confiança no poder do Espírito Santo.

É nosso dever prosseguir com paixão o caminho em direção a esta meta com um diálogo sério e rigoroso para aprofundar o comum patrimônio teológico, litúrgico e espiritual, com o conhecimento recíproco, com a formação ecumênica das novas gerações e sobretudo, com a conversão do coração e com a oração. (SP)


MENSAGEM DO PAPA PARA DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2011

◊ Cidade do Vaticano, 26 jan (RV) - Foi publicada, nesta terça-feira, a mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Missões 2011, que se realizará em 23 de outubro próximo.

O Papa reitera na mensagem que a evangelização é uma dimensão essencial da Igreja e uma tarefa urgente hoje, pois a secularização faz com que muitas pessoas vivam como se Deus não existisse.

"O Evangelho não é uma propriedade exclusiva de quem o recebeu, mas um dom a ser partilhado e comunicado" – sublinha o Papa, reiterando que todo batizado é chamado a levar a todos a Boa Nova do Evangelho.

Bento XVI ressalta que aumenta o número de pessoas que tendo recebido o anúncio do Evangelho o esqueceram e abandonaram. "Esta em andamento uma mudança cultural, alimentada pela globalização e pelo relativismo, uma mudança que leva a um estilo de vida que exclui a mensagem do Evangelho e exalta a busca do bem-estar, do dinheiro fácil, da carreira e do sucesso como objetivo de vida, mesmo em detrimento dos valores morais" – disse ainda o Papa.

O Santo Padre convida os fiéis a responderem à vocação missionária resposta essencial para a vida da Igreja. "A obra evangelizadora é essencial para a Igreja e não pode ser considerada simplesmente como uma das várias atividades pastorais" – sublinha Bento XVI.

Referindo-se a Paulo VI, a mensagem ressalta que a animação missionária dá uma atenção particular à solidariedade. "É inaceitável que a evangelização transcure as questões relativas à promoção humana, justiça e libertação de todas as formas de opressão, obviamente, respeitando a autonomia da esfera política. Ignorar os problemas temporais da humanidade significa esquecer a lição que vem do Evangelho sobre o amor ao próximo que está sofrendo" – frisa Bento XVI.

O Dia Mundial das Missões "é um chamado a revigorar em cada pessoa o desejo e a alegria de ir ao encontro da humanidade levando a todos, Cristo" – conclui a mensagem. (MJ)


PAPA ACEITA RENÚNCIA DE DOM ASSIS LOPES

◊ Cidade do Vaticano, 26 jan (RV) - O Santo Padre aceitou, nesta quarta-feira, a renúncia apresentada por Dom Assis Lopes, por limite de idade.

Até o momento, Dom Lopes era bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. (MJ)


Igreja no Brasil


CNBB LANÇA DOCUMENTO SOBRE A COMUNICAÇÃO

◊ Brasília, 26 jan (RV) - Foi lançado, na última segunda-feira, 24 - Dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas -, na reunião dos coordenadores da Pastoral da Comunicação (Pascom), que se realiza na sede CNBB, em Brasília, o documento de estudos número 101 da CNBB, “A Comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil”. Publicado pelas Edições CNBB e pela Paulus, o documento é uma resposta à necessidade da Igreja em trabalhar com o apoio de um subsídio sobre comunicação para a Igreja no Brasil.

Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação, Cultura e Comunicação Social da CNBB, Dom Orani João Tempesta, o documento tem por objetivo ser um animador e orientador para o “Progresso da comunicação no Brasil”. Ele comunica ainda, na apresentação do documento, que o texto deverá se tornar brevemente o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil.

“A nossa intenção, depois de muitas consultas, é que fosse um diretório de animação e orientação para o progresso da comunicação e uma melhor presença da Igreja na mídia, contemplando também, evidentemente, as questões espinhosas das transmissões litúrgicas televisivas e a grande discussão entre o virtual e o real [...]”, diz Dom Orani, num dos trechos da apresentação do documento.

Em entrevista à assessoria de imprensa da CNBB, Dom Orani destacou que a preocupação do texto é ser colocado à disposição da Igreja para que seja lido e aprofundado para futuramente ser transformado no Diretório de Comunicação. “Depois de lido e estudado, aguardaremos as sugestões das pessoas, para que façamos as adaptações necessárias para que o texto chegue a ser o diretório. A etapa agora é de sugestões”, disse Dom Orani.

Para o arcebispo, o texto é uma forma de fomentar o entusiasmo dos comunicadores da Igreja no Brasil. “A comunicação é essencial na vida do ser humano e a Igreja é feita de comunicação, da boa notícia, da Palavra de Deus, da Catequese, da Liturgia. Com as mídias sociais e com a comunicação eletrônica, é importante que aja orientação, que não corte o entusiasmo, mas que entende bem a comunicação no Brasil e, pelo tamanho do país e pelo dinamismo que tem a comunicação no Brasil, é muito importante e necessário que tenhamos um diretório de comunicação no Brasil para fomentar o entusiasmo e orientar”, pontuou.

O encontro da Pascom teve início na segunda-feira, 24, e segue até sexta-feira, 28. Os participantes, coordenadores regionais da Pascom e pesquisadores da área, discutem as necessidades de publicações, ideias para melhorar os trabalhos de orientação em comunicação, como também pensar na publicação da segunda edição do livro “As novas fronteiras da Pastoral da Comunicação”.

De acordo com a assessora da Comunicação Episcopal para as Comunicações Sociais da CNBB, irmã Elide Fogolari, a semana será importante para discussões sobre o desenvolvimento da Pascom e sua atuação na Igreja no Brasil. “As pessoas que trabalham nas bases da Pastoral da Comunicação estão pedindo que a Pascom seja sistematizada e aprofundada na Igreja para aqueles que já atuam na área para que tenham a Pascom desenvolvida nos seus regionais, dioceses e paróquias. Durante esses dias, vamos fazer um aprofundamento de como a Pascom é concebida no sentido filosófico, religioso, pastoral; e a comunicação enquanto geradora de sentidos para a Igreja e a sociedade”, antecipou irmã Elide.

O documento 101 da CNBB pode ser adquirido através das Edições - CNBB pelo telefone (61) 2193-3019 ou pelo site www.edicoescnbb.org.br

Dom Orani também comentou a mensagem do papa Bento XVI para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais. A preocupação com a verdade e a autenticidade na hora de comunicar é o principal foco da mensagem do pontífice, segundo o presidente da Comissão para as Comunicações Sociais da CNBB. “A mensagem do papa vem falar de modo especial aos jovens que são os absorvedores da comunicação do momento, das novas tecnologias, e vem lembrar o que é importantíssimo: precisamos ser autênticos e verdadeiros em tudo o que fazemos enquanto Igreja. Quem está por traz da comunicação ou à frente do computador, atrás de um microfone, ou fazendo um programa de televisão ou rádio deve observar isso muito bem. A mensagem vem alertar para a autenticidade da pessoa humana, daquele que faz a comunicação. O Papa fala um pouco da vida da pessoa que conta com aquele que faz comunicação, ou seja, a importância da autenticidade para que se possa chegar a uma verdade objetiva. (SP-CNBB)


Igreja na América Latina


FALECEU DOM SAMUEL RUIZ GARCÍA

◊ Cidade do México, 26 jan (RV) – Faleceu na manhã da última segunda-feira, dia 24, o Bispo Emérito de San Cristóbal de las Casas (México), Dom Samuel Ruiz García, emblema da “teologia da libertação indígena”. Ele faleceu na capital mexicana aos 86 anos.

O Bispo Emérito sofria de diabete e problemas cardíacos há alguns anos, e em 14 de janeiro deste ano tinha sido internado na unidade de terapia intensiva do hospital Angeles del Pedregal.

Dom Ruiz nasceu em Irapuato, no estado mexicano de Guanajuato, em 3 de novembro de 1924. Foi ordenado sacerdote no dia 2 de abril de 1949 e consagrado Bispo de San Cristóbal de las Casas no dia 25 de janeiro de 1960.

Depois de quase 40 anos de governo da diocese mais pobre do México, o Papa João Paulo II aceitou sua renúncia ao cargo em 13 de março de 2000, 4 meses depois de completar 75 anos.

Nos últimos anos de seu trabalho pastoral no final dos anos 90, o Bispo se converteu em alvo de críticas de diversos setores, especialmente governamentais, por sua simpatia com o movimento guerrilheiro marxista conhecido como "Frente Zapatista de Libertação Nacional" que lançou uma ofensiva armada em Chiapas em 1994.

Dom Ruiz foi sucedido no governo pastoral da diocese em 1º de maio de 2000 por Dom Felipe Arizmendi, atual Bispo de San Cristóbal.

As exéquias serão celebradas nesta quarta-feira, em San Cristóbal de las Casas pelo Núncio Apostólico, Dom Christophe Pierre, enquanto a Proteção Civil está organizando pontos de acolhida para os milhares de índios que estão chegando de todo o Chiapas para prestar suas últimas homenagens ao seu bispo.

Assumindo a direção da Diocese de San Cristóbal com apenas 35 anos, Dom Ruiz percebeu imediatamente a situação de pobreza, marginalização e abandono em que viviam os povos indígenas de Chiapas, explorados por proprietários de terrenos que usavam grupos criminosos para semear o terror.

Durante os 40 anos de serviço na sua diocese, Dom Ruiz visitou 2.042 comunidades, percorrendo toda a região a pé ou a cavalo. Em 1974, organizou um congresso do qual participaram 2.000 indígenas do sul do México e em 1988 fundou o Centro para os Direitos Humanos Frei Bartolomeu de Las Casas. Na história do México será recordado como uma das figuras religiosas mais influentes da defesa e denúncia das violações contra os povos indígenas, pela sua luta contra a discriminação racial e pelo seu empenho pela paz nas negociações entre governo e guerrilheiros. (SP)


Igreja no Mundo


SITUAÇÃO DOS CRISTÃOS NO ORIENTE MÉDIO TEMA DO ENCONTRO DO CMI

◊ Genebra, 26 jan (RV) - "Construir comunidades em favor da paz justa entre homens e mulheres" é o tema da próxima sessão da Comissão Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) que se realizará de 16 a 22 de fevereiro próximo, em Genebra, na Suíça.

A comissão refletirá sobre a difícil situação dos cristãos no Oriente Médio e será apresentado o documento "Apelo ecumênico pela paz justa", em vista do encontro ecumênico internacional pela paz que se realizará de 17 a 25 de maio próximo, em Kingston, capital da Jamaica.

O apelo pela paz, cujo documento foi escrito na assembleia do CMI realizada, em 2006, em Porto Alegre, convida a comunidade cristã no mundo a promover a paz justa e se baseia nas indicações emersas durante a Década Ecumênica "Vencer a violência", concluída em 2010.

A Comissão Central deverá decidir o tema da 10ª Assembleia do CMI que se realizará, em Busan, na Coreia do Sul, em 2013. (MJ)


PAQUISTÃO: IGREJA PROMOVE DIA DE ORAÇÃO PELA PAZ

◊ Islamabad, 26 jan (RV) - A Conferência Episcopal do Paquistão realiza, no próximo dia 30, o Dia de Oração pela Paz no país.

Diante da violência, divisão e instrumentalização da religião por parte de movimentos fundamentalistas, a Igreja no Paquistão convocou esse dia que contará com a participação de pessoas de várias religiões.

O Arcebispo de Lahore, Dom Lawrence John Saldanha, presidente da Conferência Episcopal, ressaltou que "estão convidadas outras Igrejas cristãs presentes no país, como também expoentes de outras religiões, ativistas dos direitos humanos e todos os homens de boa vontade que acreditam na paz como bem essencial a ser tutelado no Paquistão".

"Será um dia de oração e jejum a fim de pedir a Deus o dom essencial da paz e para mostrar que como cristãos, nossa contribuição é unir sempre, levando uma mensagem de reconciliação e perdão” – disse o secretário da Comissão Episcopal para as Comunicações Sociais, Pe. John Shakir Nadeem.

O Dia de Oração pela Paz no Paquistão deseja dar uma resposta pacífica às manifestações quase sempre violentas que alguns "grupos fundamentalistas continuam fomentando em todo o país em defesa da lei sobre a blasfêmia" – explicou o sacerdote.

Segundo Pe. Nadeem, está sendo também programada para o próximo dia 30, uma manifestação de movimentos radicais. "Nós cristãos, não queremos reagir ou responder negativamente às provocações, mas rezar e jejuar, colocando nas mãos de Deus as dificuldades que o país está enfrentando" – frisou ainda Pe. Nadeem.

O sacerdote ressaltou que a situação no Paquistão é muito difícil. "A pobreza afeta grande parte da população, o fanatismo está aumentando, os partidos políticos da maioria e da oposição estão cuidando de seus interesses e não do bem comum. Nesse contexto, as minorias cristãs sofrem por causa da discriminação e exclusão" – concluiu Pe. Nadeem. (MJ)


BISPOS MARFINENSES CONDENAM VIOLÊNCIA NO PAÍS

◊ Abidjan, 26 jan (RV) - "Condenamos as mortes violentas em nome da dignidade do ser humano, amado por Deus. É também em nome do respeito pela vida humana que nos opomos ao uso da força, da violência e de qualquer tipo de arma para resolver a crise pós-eleitoral marfinense" – afirmaram os bispos da Costa do Marfim no final da 91ª Assembleia Plenária, concluída no último dia 23, em Bingerville.

Nos últimos dias, várias pessoas morreram em algumas áreas do país em confrontos com a polícia ou com grupos paramilitares. A crise política criada por Laurent Gbagbo que não reconheceu a vitória de Alassane Ouattara no segundo turno das eleições presidenciais de 28 de novembro passado, ameaça mergulhar o país no caos e na guerra civil.

Um risco que os bispos denunciaram nestes termos: "que seja evitada mais uma guerra que só aumentaria o sofrimento, a pobreza e o número de mortos. Por isso, fazemos nossas as palavras do Servo de Deus Paulo VI, em seu discurso proferido no Dia Mundial da Paz de 1976: É preciso dar à paz outras armas, que não são aquelas destinadas a matar e exterminar a humanidade, mas as armas morais, que dão força e prestígio ao direito internacional".

Os bispos marfinenses convidaram os fiéis católicos e todas as pessoas de boa vontade a seguirem o caminho da busca da verdade e da justiça. Enfim, fizeram um apelo a não desanimar, mas a perseverar na oração e no amor ao próximo a fim de criar uma Costa do Marfim mais unida e fraterna. (MJ)


Formação


PROFETAS DESASTRADOS

◊ Uberaba, 26 jan (RV) - Tendo contactos periódicos com acadêmicos de várias Faculdades, descobri que, além dos bons Professores, existem nas escolas superiores aqueles que praticam um apostolado ao inverso. São evangelizadores ao contrário. Procuram extinguir a fé, sob a alegação de espírito aberto. Dando uma de modernos, exigem que os alunos façam resumos de livros de escritores decididamente ateus, como Crick, Hawkings, Marx, Freud. São apóstolos do ateísmo. Jamais vi esses mestres da dúvida, mandarem ler “A linguagem de Deus” de Francis Collins, ou “A fé e a razão” de João Paulo II, ou “Jesus de Nazaré” de Joseph Ratzinger. Quando os alunos são forçados a ler a cartilha agnóstica, podem não concordar com seus ditos. Como não há quem lhes explique a verdade, sobra no seu espírito uma ponta de dúvida que, muitas vezes, se traduz em esfriamento da fé. Concordo que os próceres da vida sem Deus, tenham a liberdade de existir, e continuem fazendo o esforço árduo de provar que o Criador não existe.

Entre eles, especialmente os mais abertos – eles existem – apareceram algumas dúvidas. As grandes profecias do ateísmo, sombrias, falharam. Feuerbach previu a “morte da religião”. Os dez milhões de romeiros, que freqüentam Aparecida anualmente, o desmentem. Freud, Marx e Nietzche, com absoluta certeza prognosticaram a “substituição da religião” e a “morte de Deus”. Os milhões e milhões de jovens nas Jornadas Mundiais que se reúnem nos encontros internacionais, nem tomam conhecimento da profecia. As tragédias do século XX, sim, fizeram morrer o socialismo ateu. Este parecia ter fôlego de gato, mas estertorou em asfixia mortal. Na Rússia houve uma inversão do “ópio do povo” atribuído à religião. Agora é o marxismo que é acusado de ser droga para enganar o povo. O “Catecismo da Igreja Católica”, vendeu vários milhões de exemplares, num mundo que se dizia farto de religião. E pode-se crer na presunção dos arautos da vitória da “ciência”, que vaticinaram a regressão irreversível da fé, diante dos funerais do Papa João Paulo II? Nunca mais multidões se reunirão em tão grande número. “O profeta que fala com presunção, não o temais” (Dt 18, 22). Todos recomendam aos ateus profetas, mais cautela. Agora, se quiserem dialogar, estamos abertos.

Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba, MG
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra.com.br


JOÃO PAULO II E O RIO DE JANEIRO

◊ Rio de Janeiro, 26 jan (RV) - Durante a trezena de São Sebastião deste ano, vivemos muitas e importantes emoções. Uma delas foi o anúncio da próxima beatificação do Servo de Deus, o Papa João Paulo II. Confesso que foi uma notícia que alegrou o meu coração e enriqueceu ainda mais a nossa celebração do padroeiro.

O Papa Bento XVI aprovou no dia 14 de janeiro a publicação de alguns decretos concernentes a três milagres, um martírio e a heroicidade das virtudes de cinco servos de Deus. Entre eles está o milagre atribuído à intercessão do Papa João Paulo II. Segundo o Cardeal Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Dom Angelo Amato, o decreto sobre a cura da Irmã Marie Simon Pierre Normand, atribuído à intercessão do Pontífice Wojtyla, é o que terá mais ressonância na Igreja Católica e no mundo. A santidade de João Paulo II, anunciado pelo povo no mesmo dia de suas exéquias (Santo súbito) é um sentimento comum a muitas pessoas, particularmente à nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que por ele foi visitada por três vezes. Esse decreto pontifício abre o caminho à beatificação do Papa Wojtyla, que será realizada no próximo dia 1º de maio, primeiro domingo depois da Páscoa, o Domingo da Misericórdia, instituído por ele, que faleceu às véspera do mesmo. No Ângelus deste domingo último, o próprio Papa Bento XVI explicou o motivo da data da beatificação: "Será no segundo domingo de Páscoa, que ele mesmo dedicou à Divina Misericórdia, e em cuja vigília terminou sua vida terrena. Quantos o conheceram, quantos o respeitaram e amaram não poderão menos que gozar com a Igreja por este acontecimento. Estamos felizes!", afirmou em sua saudação aos peregrinos italianos. Dirigindo-se aos "irmãos e irmãs poloneses", o Santo Padre Bento XVI explicou que a notícia da beatificação "era muito esperada por todos e em particular por vós, para quem meu venerável predecessor foi guia na fé, na verdade e na liberdade. Desejo-vos uma profunda preparação espiritual a este acontecimento e de coração vos abençoo a todos".

Logo após a beatificação do Papa João Paulo II, em 01 de maio, o Beato João Paulo II será instituído como o novo Padroeiro do Dia Mundial da Juventude de Madri. O anúncio foi feito na capital espanhola, pelo Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko. O prelado polonês concluiu no último sábado, dia 15 de janeiro, a segunda reunião preparatória, com a participação de delegados de 84 países e 44 movimentos e associações de todo o mundo. “Estamos felizes de termos entre os nossos padroeiros também João Paulo II”, disse Dom Ryłko aos delegados, que receberam a notícia com grande aplauso. Papa João Paulo II une-se, assim, a outros padroeiros como São João da Cruz e Santa Teresa de Ávila, uma escolha que parece natural por aquele que foi o idealizador da Jornada Mundial da Juventude e o seu primeiro animador.

O dia 01 de maio é muito especial também em minha vida de bispo. Tendo sido eleito bispo de São José do Rio Preto, pelo grande Papa João Paulo II, em 1996, tomei posse daquela amada diocese em 01 de maio de 1996. Para mim, esta data de primeiro de maio, já especial, agora será assinalada, neste ano, com a beatificação do Papa João Paulo II pelo Papa Bento XVI, gloriosamente reinante.

Na semana em que comemoramos a festa de São Sebastião, padroeiro de nossa Arquidiocese e desta cidade maravilhosa, saiu outra notícia intimamente ligada ao Papa João Paulo II e à nossa cidade: O corpo do Papa João Paulo II será trasladado da cripta vaticana à Basílica de São Pedro. De acordo com a notícia, o lugar escolhido é a capela de São Sebastião, sob o altar do Papa Inocêncio XI, situado à direita da basílica, entre a capela da Pietà, de Michelangelo, e a do Santíssimo Sacramento. O traslado do ataúde de João Paulo II acontecerá sem exumação. Portanto, o corpo de Karol Wojtyla não será exposto. Ficará fechado pela lápide de mármore, onde se pode ler Beatus Ioannes Paulus II. O túmulo de João Paulo II na cripta vaticana atrai, em muitos dias, mais de 20 mil peregrinos. É comum os fiéis deixarem flores, cartas e recordações sobre a lápide branca. Agora, sob o olhar de nosso excelso Padroeiro, São Sebastião, descansarão os restos mortais do Papa João Paulo II, que disse que era carioca e que amava a nossa Cidade e Arquidiocese.

Que possamos pedir a intercessão do Servo de Deus João Paulo II em favor de todos os que sofrem com a catástrofe que se abateu na região Sudeste, particularmente nas dioceses de Nova Friburgo e de Petrópolis. A solidariedade do Santo Padre Bento XVI deve ser a fonte que ilumina a nossa ação em favor dos desabrigados: “Quero assegurar minha especial recordação na oração pelas populações da Austrália, Brasil, Filipinas e Sri Lanka, recentemente atingidas por enchentes devastadoras. Que o Senhor acolha as almas dos defuntos, dê força aos desabrigados e apóie o trabalho daqueles que estão ajudando a aliviar o sofrimento e o desconforto”.

De nossa parte, enquanto Arquidiocese, queremos pedir aos fiéis que continuem a solidariedade e fraternidade, apresentando as nossas doações em gênero alimentício, água e dinheiro em favor da Cáritas Arquidiocesana, que enviará imediatamente estas ajudas para que as Dioceses de Nova Friburgo e de Petrópolis distribuam através de suas equipes. Agora que as notícias diminuem, devemos ainda mais intensificar a nossa ajuda e o trabalho para reconstruir a pessoa, sua família e as cidades.

Que São Sebastião e o Beato João Paulo II deem consolo e esperança a todos os que sofrem, e a paz desejada a todos que a anseiam!

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


VIAGEM APOSTÓLICA DE JOÃO PAULO II A CABO VERDE

◊ Cidade do Vaticano, 26 jan (RV) - Completam-se neste mês de janeiro, 21 anos da viagem apostólica de João Paulo II a Cabo Verde e Guiné-Bissau. Vamos recordar a partir de hoje, em nosso espaço de Memória Histórica, algumas etapas dessa viagem do Papa Wojtyla a esses dois países do continente africano. (MJ)


Atualidades


PROJETO FINANCIA EDUCAÇÃO NA TERRA SANTA

◊ Jerusalém, 26 jan (RV) - Resolver a emergência educativa nos territórios autônomos da Palestina, em Jericó e na parte leste de Jerusalém: esse é o novo projeto que a Associação dos Voluntários em Serviço Internacional (AVSI) apresentou, no Convento de São Salvador, em Jerusalém, na Terra Santa. A iniciativa prevê atividades de formação para professores e assistentes sociais, fornecimento de materiais escolares, suporte ao estudo para as crianças das escolas primárias e secundárias, bem como bolsas de estudo para universitários.

O site da Custódia da Terra Santa informa que o projeto terá o financiamento – em um valor estimado de dois milhões e meio de euros - do Ministério das Relações Exteriores italiano, da Cooperação Italiana ao Desenvolvimento e da própria Custódia, e será desenvolvido ao longo de três anos.

Serão beneficiados mais de três mil estudantes. Entre professores e assistentes sociais serão 300 a serem formados e, além disso, mil famílias serão apoiadas através de 550 bolsas de estudo.

Segundo o custódio da Terra Santa, Pe. Pierbattista Pizzaballa, “é fundamental que, não somente as estruturas, mas também os métodos educativos sejam abarcados pela sociedade, a qual está em evolução”. “Devemos nos preparar, e preparar os alunos que freqüentam as escolas, para uma sociedade em constante mudança”.

O cônsul italiano, Luciano Pezzotti, elogiou o trabalho das escolas cristãs e disse que a Autoridade Nacional Palestina demonstra-se muito satisfeita pelos esforços que essas instituições fazem para promover a educação dos cidadãos.

O apoio da Autoridade Nacional Palestina ao projeto foi confirmado pela presença, no lançamento, de um representante do Ministério da Educação. (ED)


TRIPLICARAM-SE AS DESTRUIÇÕES DE CASAS PALESTINA NA CISJORDÂNIA EM 2010

◊ Tel Aviv, 26 jan (RV) – A ONG israelense B'Tselem divulgou dados sobre a ocupação de Israel na Cisjordânia referentes ao ano de 2010, segundo os quais o exército de Israel demoliu, no ano passado, o triplo de imóveis do ano de 2009 na Área C da Cisjordânia, sobre a qual mantém controle civil e militar. As informações foram publicadas pelo jornal israelense Haaretz.

Em 2010, a Administração Civil (que é o corpo militar israelense que se ocupa da administração dos assuntos civis na Cisjordânia ocupada) demoliu 86 imóveis, enquanto em 2009 foram 28 os lares palestinos destruídos.

Segundo B'Tselem, cerca de 500 palestinos, incluídas 223 crianças, perderam suas casas como resultado desta política na Área C, na qual vive 60% da população da Cisjordânia.

Segundo informações da ONG, as autoridades israelenses "investem muitos recursos em promover os assentamentos judaicos nessa zona, impedindo o desenvolvimento das comunidades palestinas, às quais impõem inúmeras restrições. Por isso que há um grande fenômeno de construção ilegal".

A B’Tselem constatou que a pior situação é aquela das comunidades beduínas e nômades no Vale do Jordão e no sul de Hebron, onde "não só aumentaram as demolições, mas também a declaração de terras como 'zona militar fechada' e o assédio aos residentes, que levam a um deslocamento forçado dessas comunidades". (ED)


COMUNIDADE CATÓLICA RUSSA FAZ VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELAS VÍTIMAS DO ATENTADO

◊ Moscou, 26 jan (RV) – A comunidade católica russa reuniu-se, na noite de ontem, em São Petersburgo, para uma vigília de oração em sufrágio das vítimas do atentado ao aeroporto internacional de Moscou.

As rezas são dedicadas às 35 vítimas fatais do atentado terrorista perpetrado por um homem-bomba, na tarde do dia 25 de janeiro. Outras 180 pessoas ficaram feridas.

Estas últimas, aliás, receberam, ontem, a visita do presidente Dmitri Medvedev e do premier Vladmir Putin. Os governantes anunciaram a aplicação de severas medidas de punição aos responsáveis pela segurança nacional. (ED)

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