Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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terça-feira, 10 de maio de 2011

ARCEBISPO FERNANDO FILONI É O NOVO PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA A EVANGELIZAÇÃO DOS POVOS

◊ Cidade do Vaticano, 10 mai (RV) - Bento XVI acolheu a renúncia apresentada, por limites de idade, pelo Cardeal Ivan Dias ao encargo de Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos e chamou a sucedê-lo no mesmo encargo o Arcebispo Fernando Filoni, até então Substituto dos Assuntos Gerais da Secretaria de Estado.

Nascido em Manduria, na Puglia – sul da Itália – em 1946, Dom Filoni foi ordenado sacerdote em 1970 e consagrado Bispo de 2001. Antes de seu serviço como Substituto na Secretaria de Estado foi, entre outros, Núncio Apostólico nas Filipinas e no Iraque.

O Santo Padre nomeou novo Substituto dos Assuntos Gerais da Secretaria de Estado o Arcebispo Giovanni Angelo Becciu, até então Núncio Apostólico em Cuba. Nascido em Pattada, na Sardenha – ilha italiana – em 1948, Dom Becciu foi ordenado sacerdote em 1972 e consagrado Bispo em 2001. (RL)


BENTO XVI À UNIVERSIDADE CATÓLICA: MANTER RAZÃO E FÉ SEMPRE UNIDAS

◊ Cidade do Vaticano, 10 mai (RV) - O Papa saúda a Universidade italiana do Sagrado Coração, por ocasião de seu 90º aniversário de fundação, por iniciativa do Pe. Agostino Gemelli, e da 87ª Jornada da instituição acadêmica.

Bento XVI expressa seu grande apreço ao trabalho desempenhado pela Universidade. A missiva, enviada em seu nome pelo Cardeal Secretário de Estado Tarcisio Bertone, é endereçada ao Arcebispo de Milão, Cardeal Dionigi Tettamanzi, também Presidente do Instituto Toniolo de Estudos Superiores, que estreitamente ligado à Santa Sé assegura a orientação da referida Universidade, mantendo-se fiel às suas origens.

Do longínquo 1921 até hoje a Universidade fundada por Pe. Gemelli caminhou muito: hoje tem 5 sedes, 14 faculdades e mais de 42 mil estudantes. O Papa convida a "manter sempre unidas a razão e a fé, a pesquisa racional e a contemplação do mistério, assim como se revela no livro da natureza e no livro da Sagrada Escritura, mas de modo singular culminante no Logos feito homem, Jesus Cristo".

E justamente ao Sagrado Coração de Jesus é intitulada a Universidade Católica: "aquele Coração Humano" em que "habita a plenitude da divindade" e que nos leva a conhecer o "coração" da própria realidade.

Um caminho a ser feito "a partir de uma relação pessoal com Cristo, reconhecido qual Verdade capaz de responder plenamente, aliás, de modo excedente, às perenes interrogações do ânimo humano".

"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria", afirma o Livro dos Provérbios.

"O serviço educacional da universidade – lê-se ainda na missiva – passa pela seriedade do trabalho científico, pelo treinamento ao estudo metódico e pela paixão pela pesquisa, pela proposta de critérios filosóficos fundamentais, concernentes à visão da pessoa humana e as suas relações com os outros, com o mundo e com Deus."

Nesse contexto, o Papa reconhece a "válida contribuição" dada pela Universidade Católica à sociedade "com a humildade e a força da verdade". Efetivamente, a abertura dos jovens à Verdade "depende de modo significativo da qualidade espiritual e cultural da proposta formativa que recebem nas salas de aula diariamente freqüentadas".

Por fim, Bento XVI indica à referida comunidade universitária três figuras exemplares: os Beatos João Paulo II e John Henry Newman, e o Venerável Giuseppe Toniolo, que será em breve também ele proclamado Beato. (RL)


PONTIFÍCIA ACADEMIA DE CIÊNCIAS PUBLICA RELATÓRIO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

◊ Cidade do Vaticano, 10 mai (RV) – Um grupo de cientistas designado pelo Vaticano na Pontifícia Academia de Ciências publicou nesta terça-feira o relatório final sobre os estudos do aquecimento global. O documento confirma que a Terra está ficando mais quente, que as geleiras estão derretendo e que medidas urgentes precisam ser tomadas para conter os danos.

Os cientistas clamam por uma urgente redução nas emissões de dióxido de carbono e de gás metano entre outros poluentes que aquecem o ar além de reforçar as observações das geleiras em montanhas para melhor analisar as mudanças.

A Pontifícia Academia de Ciências organizou uma conferência no mês passado sobre as causas e conseqüências do recuo das geleiras em montanhas. O relatório final, assinado por especialistas em geleiras, cientistas do clima, meteorologistas além de químicos, foi publicado hoje no site da Pontifícia Academia de Ciências.

"Nós fazemos um apelo a todas as nações para que desenvolvam e implementem, sem demora, políticas eficazes e justas para reduzir as causas e impactos das mudanças climáticas sobre as comunidades e ecossistemas, incluindo as geleiras e as suas bacias hidrográficas, ciente de que todos nós vivemos na mesma casa", reforça o relatório.

"Estamos empenhados em garantir que todos os habitantes deste planeta recebam seu pão de cada dia, o ar puro para respirar e água limpa para beber, estamos cientes de que, se queremos justiça e paz, temos de proteger o habitat que nos sustenta", resumem os cientistas.

A versão final, em inglês, pode ser acessada neste link:
http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_academies/acdscien/2011/PAS_Glacier_050511_final.pdf (RB)


ARCEBISPO VEGLIÒ NA AUSTRÁLIA: ABRIR A PORTA AOS IMIGRADOS QUE PEDEM ASILO

◊ Sydney, 10 mai (RV) - Superar as barreiras do medo e dos preconceitos no acolhimento aos imigrados, abrindo-lhes a porta da integração. Foram os votos do Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, Dom Antonio Maria Vegliò, que na manhã desta terça-feira presidiu uma missa na Catedral de Nossa Senhora, em Sydney. O prelado encontra-se nestes dias na Austrália para uma visita pastoral.

A Igreja promove, em todos os lugares, o "diálogo entre as culturas", mesmo onde mais que o diálogo, se verifica uma "mera coexistência tolerada". Durante uma longa homilia, Dom Vegliò repropôs todos os pontos do magistério eclesial concernente ao tema das migrações.

A Austrália é multiétnica e multicultural, mas indiferença, egoísmo e mesquinhez" em relação a quem busca asilo num novo país podem ser sempre um perigo – disse.

Inspirando-se nas imagens propostas pela liturgia da missa, o Presidente do Dicastério vaticano para os migrantes evidenciou, em primeiro lugar, o ponto de partida cristão, sem o qual a hostilidade para com o imigrado é dificilmente superável.

"A outra pessoa – afirmou – não é um ser abstrato, mas uma pessoa real, à qual foi dado o princípio interior da liberdade" e que deseja o encontro com outras pessoas. No contexto da mobilidade humana, prosseguiu, "isso significa que a relação entre as pessoas tem um valor muito importante, porque o respeito, a promoção e a afirmação do sentido do outro" podem encontrar espaço numa "justa relação interpessoal".

Em seguida, Dom Vegliò partiu do versículo do Apocalipse – "Eis que estou à porta e bato" – para uma reflexão sobre o símbolo da porta. "A soleira de casa – observou – indica o limite entre aquilo que é público e aquilo que é reservado à família que habita naquela casa, a sua vida íntima e privada. Uma soleira é uma soleira e não uma barreira."

O imigrado que bate à porta de um país estrangeiro espera que alguém a abra, para tentar obter, para si e a sua família, aquelas oportunidades que não teve em sua terra. Aquela porta pode permanecer fechada, em defesa de costumes, tradições, mentalidade", mas também de "preconceitos e medos".

O Arcebispo concluiu convidando à "partilha dos recursos na solidariedade" que, reiterou, "tem o efeito de criar uma nova condição de vida, em comunhão". (RL)


PAPA NOMEIA FREI JAEGER AUDITOR DA ROTA ROMANA

◊ Cidade do Vaticano, 10 mai (RV) - Frei David Maria Jaeger OFM foi nomeado ontem pelo Papa Bento XVI como prelado auditor do Tribunal da Rota Romana.

Fr. Jaeger nasceu em Tel Aviv (Israel), em 13 de janeiro de 1955; é professor de Direito Canônico na Universidade Pontifícia Antonianum de Roma e consultor da Congregação para as Igrejas Orientais, da Congregação para o Clero e do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos.

Foi diretor do programa de estudos e de pesquisas sobre o cristianismo na Terra Santa, do Instituto Ecumênico de Pesquisa Teológica em Tantur (Jerusalém); secretário para a conexão ecumênica e inter-religiosa em defesa da liberdade religiosa, do Conselho Cristão Unido em Israel (UCCI). Atualmente, colabora no informativo católico semanal The Tablet, de Londres.

Em 1981, entrou como membro Custódia da Terra Santa, da Ordem Franciscana dos Frades Menores e em 1986, foi ordenado sacerdote.

Depois de obter o doutorado de pesquisa em Direito Canônico em 1992, Frei Jaeger lecionou Direito Canônico no Instituto Teológico Gerosolimitano dos Padres Franciscanos, do qual foi também moderador.

De 1992 a 1998, foi vigário judicial na diocese de Austin (Texas, EUA) e em 1998, foi promovido a juiz do Tribunal Eclesiástico de Apelação para todo o estado do Texas.

Desde 1992, foi membro e especialista jurídico da delegação da Santa Sé na Comissão Bilateral Permanente de Trabalho entre a Santa Sé e o Estado de Israel. Desde 1999, também leciona Direito Canônico na Universidade Pontifícia Antonianum.

Depois de ser consultor da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, atualmente é consultor da Congregação para as Igrejas Orientais, da Congregação para o Clero e do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos. Conhece várias línguas antigas e modernas, entre as quais se destacam o hebraico, o latim, o inglês, o alemão e o português, já que é filho de uma brasileira.
(CM)


CNBB: O BOLETIM DE HOJE. OUÇA ENTREVISTA COM O NOVO PRESIDENTE

◊ Aparecida, 10 mai (RV) - Hoje, sétimo dia da 49ª Assembleia Geral da CNBB os trabalhos tiveram início com a celebração da Santa Missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida presidida por Dom Antônio Afonso de Miranda, bispo Emérito de Taubaté. A celebração foi dedicada aos bispos eméritos.

A notícia do dia de ontem foi o início do processo de eleições para os cargos de presidente, vice-presidente, secretário geral e presidentes das Comissões Episcopais Pastorais da CNBB. Na segunda sessão da manhã ontem, os 17 Regionais da CNBB se reuniram e fizeram levantamento de nomes para as várias funções. No segundo escrutínio no final da quarta sessão do dia, foi eleito novo presidente da CNBB, o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, com 196 votos.

O presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da CNBB são eleitos em votações separadas. Somente um bispo diocesano, isto é, aquele que está à frente de uma diocese, pode ser eleito presidente ou vice-presidente da CNBB.

Já os presidentes das 12 Comissões Pastorais são eleitos, um a um, em votações separadas, por maioria absoluta dos votos no primeiro e segundo escrutínio.

A Rádio Vaticano conversou com o novo presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis.

Ainda ontem à noite um momento de festa na 49ª Assembleia Geral da CNBB com a homenagem aos 50 anos da Adveniat, que faz parte da Conferência Episcopal alemã e que ajuda em projetos a Igreja da América Latina.

Ontem de manha, segunda-feira, a Santa Missa com Laudes na Basílica de Nossa Senhora foi presidida pelo bispo da Prelazia do Xingu, Dom Erwin Krautler e dedicada aos povos indígenas. Eis o que nos disse Dom Erwin

Do Santuário Nacional de Aparecida, para a Rádio Vaticano, Silvonei José.


CONHEÇA DOM RAYMUNDO DAMASCENO ASSIS

◊ Aparecida, 10 mai (RV) - O Cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, foi eleito nesta segunda-feira (9) com 196 votos, o novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em segundo lugar ficou o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer com 75 votos.

Os bispos reunidos na 49ª Assembleia Geral da CNBB, no Santuário Nacional, já haviam se reunido durante sessão da manhã de ontem para um levantamento de nomes para as várias funções. No primeiro escrutínio, realizado na parte da tarde, Dom Damasceno recebeu o maior número de votos, mas não o suficiente para ser eleito. O que aconteceu no escrutínio ocorrido na sequência.

O processo eletivo da CNBB estava entre os temas centrais da Assembleia. Nos último quatro anos (2007-2011), o cargo de presidente da CNBB foi ocupado pelo Cardeal Dom Geraldo Lyrio Rocha.

Dom Raymundo foi eleito presidente para o quadriênio (2011-2015). Sobre a eleição, Dom Damasceno disse o seguinte: "Eu sempre digo que nunca me candidatei a nenhum cargo na CNBB. Evidentemente, nós estamos à disposição para servir a Igreja quando os desígnios de Deus se manifestam através de mediações humanas, como é o caso de uma eleição".

O arcebispo de Aparecida nasceu em 1937 na cidade mineira de Capela Nova (MG). Teve sua ordenação presbiteral em 1968, em Conselheiro Lafaiete (MG) e ordenação episcopal em 1986, em Brasília (DF).

Dom Raymundo estudou Filosofia no Seminário Maior de Mariana (MG) e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália). Antes do episcopado, Dom Raymundo Damasceno foi professor no Seminário Maior e na Universidade de Brasília (UnB) de 1976 a 1986.

Foi bispo auxiliar de Brasília, vigário geral e vigário episcopal na arquidiocese de Brasília, professor do departamento de Filosofia da UnB, Secretário Geral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), secretário geral da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, em Santo Domingo, Secretário Geral da CNBB por dois mandatos, Delegado ao Sínodo Especial para a África, Sínodo sobre a vida religiosa, como convidado, Delegado à Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembleia da CNBB e confirmado pelo Papa João Paulo II, membro do Pontifício Conselho para as Comunicações, membro do Departamento de Comunicação do CELAM, membro da Comissão para a Comunicação, Educação e Cultura da CNBB, Delegado do CELAM, Presidente do CELAM, membro da Pontifícia Comissão para a América Latina – CAL e sínodo para a África (2009).

Seu lema episcopal é: “In Gaudium domini” (Na Alegria do Senhor).

Na reportagem de Silvonei José publicada em nossa página, você pode ouvir entrevista exclusiva com Dom Raymundo.
(CM)


SÉTIMO DIA DE ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB EM APARECIDA: PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE ELEITOS FALAM À RV

◊ Aparecida, 10 mai (RV) – Nesta terça-feira os trabalhos da 49ª Assembleia Geral da CNBB tiveram início com a celebração da Santa Missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida presidida por Dom Antônio Afonso de Miranda, bispo Emérito de Taubaté. A celebração foi dedicada aos bispos eméritos. Depois do início do processo de eleições para os cargos de presidente, vice-presidente, secretário-geral e presidentes das Comissões Episcopais Pastorais da CNBB e com a eleição do Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, como presidente, hoje foi eleito o vice-presidente da CNBB. Trata-se de Dom Frei José Belisário da Silva, Arcebispo de São Luis do Maranhhão que foi eleito com 215 votos. A Rádio Vaticano conversou com Dom Belisário.
Conversamos ainda com o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, novo presidente da CNBB.
Um momento importante na primeira sessão desta terça-feira, foi concedido à Rádio Vaticano que comemora 80 anos de fundação e 53 anos do programa brasileiro, neste ano. Estivemos junto com o responsável do nosso programa, Padre Cesar Augusto falando aos bispos sobre a Rádio do Papa. Durante o momento dedicado à Rádio Vaticano foi apresenta uma nova iniciativa dos leigos no Brasil que desejam divulgar os programas da nossa emissora e a voz do Papa. Trata-se da criação da Associação Amigos da Rádio Vaticano. Conosco o Presidente dessa Associação Marcelo Richtmann.
Do Santuário Nacional de Aparecida, para a Rádio Vaticano, Silvonei José.


IGREJA NO BRASIL SE PREPARA PARA CINQUENTENTÁRIO DO CONCÍLIO

◊ Aparecida, 10 mai (RV) - A Igreja no Brasil já começa a se articular para as comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II, que terão seu ponto alto em 2012.

“O Concílio Vaticano II é o acontecimento mais importante da Igreja no Século XX” - afirmou ontem o arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dm Antônio Fernando Saburido, ao abordar sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II na coletiva de imprensa no contexto da Assembleia Geral da CNBB. “Vamos ter a oportunidade de rever os documentos conciliares que marcaram profundamente a vida da Igreja” - disse dom Fernando sobre as comemorações.

Já foi constituída uma Comissão, encabeçada pelo cardeal arcebispo emérito de Belo Horizonte, Dom Serafim Fernandes de Araújo e coordenada pelo arcebispo de Juiz de Fora (MG), Dom Gil Antônio Moreira, para estar à frente das iniciativas e propostas para o evento.

Dom Fernando antecipou algumas propostas que já começaram a ser pensadas para comemorar no Brasil a data histórica para a Igreja no mundo. “Nós teremos a celebração de abertura exatamente no dia que o Concílio Vaticano II faz 50 anos: 11 de outubro de 2012 e já temos várias propostas. A primeira deverá acontecer em 2013 quando nós poderemos ter como tema central da 51ª Assembleia Geral da CNBB o Concílio Vaticano II” - disse o arcebispo. Outra proposta, segundo ele, é “uma Campanha da Fraternidade com um tema que aborde o Concílio” ou uma Campanha para a Evangelização.

Para o bispo de Jales e presidente da Cáritas Brasileira, Dom Demétrio Valentini, o Vaticano II “foi uma grande conquista de partilha, de escuta a todos, de diálogo. Aí existe uma prática que pode avançar muito”.

Já o arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, abordou o tema da nova evangelização, que consiste em lançar sobre Igreja “um novo ardor missionário, novas expressões, novos métodos”.

Dom Cláudio disse também que a instituição do dicastério para a Nova Evangelização, pelo papa Bento XVI, mostra a grande preocupação da Igreja com a grande evasão de católicos e com a descristianização de modo geral.

O cardeal comentou o processo por que passa a CNBB com suas novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), tema principal da Assembleia deste ano:

“Não queremos ir ao encontro do povo como uma forma de luta nem de conflito, respeitamos a crença de cada religião, mas nós temos o dever de chegar até o povo, nos aproximar das pessoas o máximo possível. Não apenas esperar que elas venham até nós, mas temos que ir até o povo e levar a pessoa de Jesus Cristo como uma boa notícia para os jovens, as famílias, a sociedade hoje” -disse.


BISPOS FESTEJAM 50 ANOS DA 'ADVENIAT'

◊ Aparecida, 10 mai (RV) - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) prestou homenagem à Ação Episcopal Adveniat que neste ano, comemora 50 anos. A sessão comemorativa ocorreu no subsolo do Santuário Nacional de Aparecida, às 20h desta segunda-feira, 9, e contou com a presença de todos os bispos que participam da 49ª Assembleia da CNBB, além de convidados.

O diretor da Adveniat, Monsenhor Bernd Klaschka, e o responsável pelo Departamento Brasil, Norbert Bolte, vieram da Alemanha para receber as homenagens.

“Muito nos honra sua presença entre nós nesta noite de júbilo, representando a Adveniat. Recordamos seu vínculo com a América Latina, como sacerdote Fidei Donum, até 2004, quando lhe foi confiada a função de Diretor da Ação Episcopal Adveniat” - disse o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, ao saudar o Monsenhor Klaschka.

Emocionado, o diretor da Adveniat agradeceu a homenagem da CNBB. “Este ato solene simboliza aquilo que a Adveniat quer ser: uma ponte entre pessoas, igrejas e povos e não uma via de mão única”, disse. “Isto está escrito no livro tombo da Adveniat, cujas raízes encontram-se na fome e na miséria que grassavam na Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial”, acrescentou.

O objetivo da Adveniat é prestar auxílio pastoral às dioceses na América Latina e Caribe. “Pastoral significa atuação da Igreja no mundo, fiel ao evangelho e à renovação eclesiástica, promovida pelo Concílio Vaticano II”, explicou. Nestes 50 anos, a Adveniat já financiou, segundo o diretor, 80 mil projetos no Brasil. (CM-CNBB)


MISSIONÁRIOS DA CONSOLATA REUNIDOS EM CAPÍTULO EM ROMA

◊ Roma, 10 mai (RV) - Começou ontem, na igreja de Santa Maria Madalena, em Roma, o 12º capítulo geral dos Missionários da Consolata: a Assembleia geral reunirá representantes do instituto em 21 países.

Depois de dois anos de preparação, 48 missionários capitulares e os membros da Direção Geral terão programação intensa: depois de apresentados os relatórios das atividades dos últimos seis anos e de um estudo sobre 12 temas, a primeira parte será encerrada com a eleição da nova direção para os próximos seis anos.

A segunda parte prevê o estudo e aprovação das linhas programáticas que devem orientar a vida e a atividade dos missionários da Consolata nos próximos tempos.

Em 20 de junho, Dia de Nossa Senhora Consolata, uma celebração solene no seu santuário, em Turim, região do norte da Itália, encerrará o capítulo.

Fundado em 1901, o Instituto Missões Consolata conta hoje com cerca de mil membros, em 21 países de quatro continentes.

As missionárias da Consolata também realizam o seu capítulo geral no mesmo período.(CM)


DOIS CATÓLICOS NO NOVO MINISTÉRIO DO PAQUISTÃO PARA AS MINORIAS RELIGIOSAS

◊ Islamabad, 10 maio (RV) – No Paquistão, noticiamos uma mudança em um importante ministério, principalmente se levamos em conta a realidade das minorias no país. O Ministério para as Minorias Religiosas passa a ser o Ministério Federal para a Harmonia Inter-religiosa e as Minorias. Em cargos de poder nesse Ministério foram confirmados dois católicos.

São eles Paul Bhatti, que é irmão de Shabhaz Bhatti, ministro católico assassinado recentemente, e assume o posto de Conselheiro Especial do Primeiro Ministro; e o advogado Akram Masih Gill, agora Ministro do Estado.

Segundo a agência Fides, a comunidade católica no Paquistão espera que essa configuração seja definitiva. Essas mudanças visam a dar continuidade ao trabalho iniciado por Shabhaz Bhatti, o qual havia conseguido uma linha de crédito do governo dos Estados Unidos para promover a harmonia inter-religiosa no país.

As minorias religiosas no Paquistão somam 5% da população, entre as quais estão os cristãos.

O novo ministro paquistanês católico, em entrevista à Fides, agradeceu Bento XVI pelas suas palavras e pelo seu empenho em defender, em nível internacional, a liberdade religiosa e as comunidades cristãs no Paquistão. (ED)


FESTIVAL INTERNACIONAL CATÓLICO DE FILMES

◊ Roma, 10 maio (RV) – Tem início, nesta quinta-feira, 12 de maio, a segunda edição do Festival Internacional Católico de Filmes. Ao longo de nove dias, serão exibidos filmes, documentários, séries televisivas, curta e longa metragens com conteúdos que promovem valores morais universais e modelos e exemplos positivos.

Trata-se de um festival independente, idealizado por Liana Marabini, que é produtora, editora e diretora de cinema. Dedica seu trabalho à história da Igreja, particularmente atenta à linguagem e à comunicação religiosa. Recebe, para esse festival, o apoio do Pontifício Conselho da Cultura, que visa a apresentar a Igreja a partir de diferentes perspectivas.

O prêmio máximo do Festival é o “Peixe de Prata”, inspirado no símbolo cristão, mas serão entregues cinco prêmios no total. As categorias são: melhor filme, melhor documentário, melhor curta-metragem, melhor ator/atriz protagonista e melhor diretor. A premiação será feita em 10 de maio pelo arqueólogo e escritor italiano Valério Massimo Mafredi. (ED)

© Rádio Vaticano 2011

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