BENTO XVI E A ASSOCIAÇÃO SANTOS PEDRO E PAULO
◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) - Bento XVI encontrou-se, neste sábado, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, com a Associação Santos Pedro e Paulo por ocasião do 40° aniversário de fundação dessa organização.
"Junto do altar do Senhor e do sepulcro de São Pedro recordamos neste momento todos aqueles que nesses quarenta anos guiaram e fizeram parte desta associação" – ressaltou o Papa - agradecendo aos membros dessa organização pelo trabalho desempenhado com amor e com espírito de fé.
"Vocês dedicam parte de seu tempo, harmonizando-o com os compromissos familiares, para vir ao Vaticano e colaborar para o bom andamento das celebrações. Além disso, vocês criaram várias iniciativas caritativas junto com as religiosas Filhas da Caridade e com as Missionárias da Caridade. Esses compromissos pedem uma intensa vida espiritual. Para ajudar os outros a rezar, precisamos ter um coração voltado para Deus; para pedir o respeito dos lugares santos, precisamos ter o sentido cristão do sagrado e para ajudar o próximo com verdadeiro amor cristão, devemos ter uma alma humilde e um olhar de fé" – ressaltou o pontífice.
A Associação Santos Pedro e Paulo, como uma autêntica associação eclesial, forma seus membros para que sejam bem inseridos em suas comunidades paroquiais e possam educar seus filhos ao sentido da paróquia.
O Papa saudou os membros da associação que proferiram esta manhã a promessa solene de fidelidade. "Espero que vocês sejam alegres discípulos de Cristo na Igreja e que testemunhem o Evangelho em todos os âmbitos de suas vidas" – frisou o Santo Padre – que aproveitou a ocasião para agradecer aos membros da associação pelas felicitações e orações pelo seu 60° aniversário de sacerdócio.
"Sei que vocês veneram a Virgem Maria com o título de Virgo Fidelis (Virgem fiel) e hoje nós precisamos de fidelidade numa sociedade que parece ter perdido esse valor. A qualidade de uma relação humana se vê na fidelidade" – destacou o Papa.
Bento XVI concluiu seu discurso convidando os membros da Associação Santos Pedro e Paulo a serem fiéis a Cristo e sua Igreja, e pediu a Deus para que abençoe os membros dessa organização e suas famílias e que delas nasçam autênticas vocações cristãs. (MJ)
CARDEAL BERTONE: "É PRÓPRIO ÀS PESSOAS DE FÉ SABER ATRIBUIR O MÉRITO A DEUS"
◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) – Na manhã deste sábado, realizou-se, na Basílica de São Pedro, uma Missa por ocasião dos 40 anos da Associação São Pedro e São Paulo. Presidindo a cerimônia, o Cardeal Secretário de Estado Tarcísio Bertone.
Em sua homilia, o Cardeal falou sobre a liturgia da “Beata Virgem Maria, sustento e defesa da fé”, escolhida pela Associação, que venera de modo especial Nossa Senhora com o título de Virgo Fidelis. Primeiramente falou sobre a mensagem da palavra de Deus, depois sobre o carisma da Associação e, por fim, propôs uma estrada guia a todos os sócios e simpatizantes.
Recordando o exemplo de Judite, ressaltou como a fé fortalece: ela que pôs toda a sua confiança em Deus e, depois de rezar, realizou, pelo amor de um povo, uma grande façanha militar. Ela depois não pediu honras a si, mas a Deus – lembrou o Cardeal -, por ter libertado um povo através da sua mão. “É próprio às pessoas de fé saber atribuir o mérito a Deus”, ponderou.
Conforme ressaltou Dom Bertone, “hoje, mais que nunca, precisamos de testemunhas convencidos e corajosos na fé, sobretudo lá onde ela é sombreada, desprezada e relegada a questões privadas, como se não tivesse nada que ver com o aspecto público ou social da vida dos homens.”
Falando então sobre a Associação, sublinhou sua intenção de “dar um particular testemunho de vida cristã, de apostolado e de fidelidade à Sé Apostólica”, a partir de três compromissos prioritários: “litúrgico, caritativo e cultural”. Parabenizou-os pelo novo “grupo jovens” que formaram recentemente e manifestou seu desejo de que haja uma continuidade nos seus trabalhos para o futuro.
Quantos às diretrizes a serem seguidas, pontuou “o crer, o amar e o rezar”. Explicou, assim, que, em vista do “crer”, a fé deve ser constantemente pensada, “para que sejamos aptos a atribuir-lhe razão”, mas a fé sem a caridade – e aqui entra o amor – é inerte. Em relação ao orar, o purpurado relembra que “a oração é a alma da vida cristã e a força que dá impulso ao apostolado, e, portanto, também ao empenho para a nova evangelização que o Papa nos pede”. (ED)
COMPROMISSO DA CARITAS TURCA EM FAVOR DOS REFUGIADOS
◊ Istambul, 25 jun (RV) - A Caritas na Turquia está trabalhando em prol de 12 mil refugiados que vivem em cinco campos localizados na fronteira entre Turquia e Síria.
Além da ajuda material, a Caritas está fornecendo também ajuda psicológica. "Os refugiados são mulheres, crianças, idosos e centenas de feridos que vivem nesses campos" – declarou a agente humanitária da Caritas na Turquia, Chiara Rambaldi.
Segundo Rambaldi, não é permitido o acesso aos campos, mas "nós temos contatos internos que nos assinalam as necessidades imediatas das pessoas como alimento, roupas, produtos para higiene etc".
A agente humanitária da Caritas ressaltou que somente algumas organizações não governamentais e alguns jornalistas verificaram as condições nos campos durante uma visita organizada pelas autoridades. "Parece-me que o Governo turco e as organizações estejam trabalhando bem e rápido no atendimento dessas pessoas" – frisou Rambaldi.
"Ajudaremos também os sírios que chegarão a Istambul e eventualmente pedirão asilo político" - concluiu a agente da Caritas na Turquia. (MJ)
EDITORIAL: A FÉ NOS DIAS ATUAIS
◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) - A semana que hoje se encerra, ao lado do mês de junho, nos deu uma visão clara de como a dimensão da fé é integrante no ser humano em sua totalidade.
Inúmeros eventos mostraram que o Homem age porque acredita em algo superior a ele mesmo e é sua necessidade absoluta manifestar essa sua fé. Por ela se sacrifica e muitas vezes até a morte. Algo superior dá sentido à sua vida e o faz enfocar para além de si mesmo, para além do que vê.
Como ícone desta semana, olhando para o passado, vemos Tomás Morus, o grande intelectual inglês e homem de governo, Chanceler da Inglaterra, autor da famosa “Utopia”, que apesar de sua grande fidelidade a Henrique VIII, foi, antes de tudo, fiel a Deus.
Para o presente temos a nova proposta de lei, no Egito, favorecendo a construção de igrejas. Apesar das tradicionais dificuldades do passado, a fé permaneceu intacta e as superou.
Também a fé exercida no campo social, como deve ser, está lutando contra a fome de milhares de pessoas – estima-se 925 milhões. Líderes anglicanos enviaram uma carta aos ministros da agricultura reunidos em Paris para a reunião do G-20, solictando “férreo controle sobre a especulação com os preços dos alimentos”.
Ao mesmo tempo, pessoas tiveram e têm neste mês a oportunidade de manifestar sua fé em modos os mais variados. Da fé ingênua de atribuir a Santo Antônio interferências na vida amorosa das pessoas, passando pelo aspecto assistencial com a distribuição do “pão dos pobres” no dia do “santo casamenteiro”, unindo fé e folcore nas noites de São João e de São Pedro.
Ainda em junho temos o “Dia de Anchieta”, o Apóstolo do Brasil. Neste ano, como já se faz há anos, uma associção leiga – ABAPA – promove a 14ª edição da caminhada “Nos Passos de Anchieta”, um roteiro que refaz a caminhada do Beato Pe. Anchieta, em solo capixaba. Espera-se cerca de 4000 participantes. O roteiro propõe, nesses quatro dias, momentos de contemplação da natureza, conhecimentos de fatos históricos, manifestações culturais e, evidentemente, a oportunidade de crescer na fé principalmente através de duas celebrações eucarísticas.
Coroando essas manifestações de fé, sempre agraciando, como deve ser, os vários níveis de vivência religiosa, temos a festa de Corpus Christi. A missa já expressa em si mesma não apenas a fidelidade litúrgica ao que se celebra, mas através dos gestos e demais participações populares, a cultura e as tradições da assembléia. Isso terá sua expressão mais livre na procissão com o Santísimo Sacramento, onde a criatividade artesanal brinda a todos – desde ao Redentor, o centro da solenidade, como aos seus fiéis - com tapetes de flores, com serragem e outros materiais que a natureza nos oferece. Além disso, as famílias expressam sua fé e alegria pela passagem do Santíssimo, estendendo toalhas e colchas em suas janelas, ornamentando com flores e velas acesas a fachada e a calçada das residências.
Consciente dessa riqueza que é a fé das pessoas, mesmo que não seja uma fé burilada, mas mesclada com supertições e outras interferências, a Igreja sabe que essa fé corre o perigo de se perder, não de ser extinta, mas de ser confundida pela sociedade pós moderna.
Em vista dessa situação e de outras, prossegue não apenas na Santa Sé, mas em toda as dioceses, o trabalho pela Nova Evangelização, já prenuciada pelo Concílio Vaticano II com o Decreto “Ad gentes”, aquele que versa sobre a atividade missionária da Igreja, ou seja, colaborar na transformação deste mundo, instaurando o Reino de Justiça e de Paz. (CAS)
BENTO XVI, 60 ANOS DE SACERDÓCIO: FIÉIS E COMUNIDADES EM ADORAÇÃO
◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) - Num bonito dia de sol de 29 de junho de 1951, o jovem Joseph Ratzinger, junto com seu irmão mais velho Georg e outros 40 candidatos, prostrou-se no chão da Catedral de Freising, para ser ordenado sacerdote. Já havia completado o curso de Teologia e Filosofia e com apenas 30 anos tinha título de pós-doutorado e lecionava Dogmática na Escola Superior de Freising.
Hoje, 60 anos depois, a Igreja toda está pronta para festejar a meta alcançada por este homem que viveu sua fidelidade ao ministério até o seu ponto mais alto, como Sucessor de Pedro.
A Igreja está se preparando com alegria. As Conferências Episcopais, encorajadas pela Congregação para o Clero, convidam paróquias, comunidades e fiéis a se prepararem para a comemoração organizando orações diante do Santíssimo Sacramento. Algumas celebrações terminarão no dia 1º de julho, festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.
A ideia foi do cardeal-prefeito da congregação, Dom Mauro Piacenza, que disse que as horas de adoração eucarística devem ser dedicadas também à “santificação dos sacerdotes” e para pedir a Deus o dom de novas e santas vocações.
“A ocasião é particularmente propícia para nos unirmos ao redor do pontífice para expressar-lhe nossa gratidão, afeto, unidade por este serviço que está oferecendo a Deus e a sua Igreja, e principalmente, para que resplandeça a verdade sobre o mundo” – diz a carta do arcebispo secretário da Congregação, publicada no jornal "L'Osservatore Romano".
As horas de oração – acrescenta – podem ser continuadas ou distribuídas durante todo o mês de junho.
O Cardeal Claudio Hummes, Prefeito emérito da Congregação para o Clero e arcebispo emérito de São Paulo, de passagem por Roma, colhe a ocasião e parabeniza o papa,. Ouça a sua declaração, clicando no alto-falante acima.
(CM)
CANDIDATURA DO BRASIL À FAO RECEBE REFORÇOS
◊ Roma, 25 jun (RV) - O Seminário Cooperação Técnica Brasileira: Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais, realizado na Embaixada do Brasil em Roma, reuniu diversas autoridades brasileiras e ministros de Estado africanos. O encontro aconteceu às vésperas da eleição que vai indicar o novo diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a FAO.
O mediador do encontro foi o Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. Nos debates, foi enfatizado o avanço da agricultura nacional nos últimos anos e, principalmente, os modelos adotados no Brasil que podem ser aplicados em países africanos. Entre as delegações estrangeiras, estiveram presentes o Vice-Ministro da Agricultura de Moçambique, o Ministro de Agricultura de Guiné Bissau, a Ministra da Agricultura de Ruanda, o Ministro da Agricultura da Colômbia e o Diretor Geral de Agricultura de São Tomé e Príncipe. Do lado brasileiro estavam presentes o Ministro da Agricultura, Wagner Rossi e o Ministro do Desenvolvimento Agrário.
Apesar do foco estar no compartilhamento das experiências, e também de tecnologia para alavacancar a agricultura nos países africanos, como o candidato brasileiro à direção geral da FAO, José Graziano estava na plateia, acabou respondendo uma pergunta da delegação africana sobre o resultado positivo do programa Fome Zero.
"Não há mágica, essa é a primeira coisa importante. O Fome Zero partiu do princípio que a segurança alimentar tem que ser local, tem que haver um desenvolvimento local. Então nós fizemos todo um esforço naquelas regiões mais deprimidas, de gerar circulos virtuosos, de combinar a 'fome com a vontade de comer'. Aumentar a produção local de alimentos e ao mesmo tempo criar mercados locais para a aquisição desses alimentos. Então o que nós fizemos? Nós fizemos um programa de geração de renda, de empregos, de transferência de renda no caso das famílias mais pobres, que recebiam um cartão, um vale, para comprar os alimentos que depois ficou conhecido como 'Bolsa Família', e através de um programa de estímulo à agricultura familiar geramos produção local de alimentos. Depois, amarramos as duas pontas: a produção com o consumo local gerado. Um exemplo disso é o programa de alimentação escolar. Estimula-se a produção local e os produtos são vendidos para a escola, o leite, os ovos, as verduras, as frutas, produtos frescos. Isso diminui o custo e gera a renda para essa localidade. Esse é o segredo do Fome Zero, estimular a produção e o consumo em nível local e fortalecer esses vínculos entre consumo e produção local. Mas não pode ser uma coisa pontual, tem que ser feita simultaneamente em todas as regiões para evitar a migração, seja migração rural-urbana ou migração inter-regional".
Entre os países da América Latina, do Caribe e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão os que já declararam apoio público a candidatura brasileira. Como revela à Rádio Vaticano a embaixadora de Moçambique na Itália e também representante permanente do país africano junto à FAO, Carla Elisa Macave.
“A decisão é pública porque há uma decisão dos nossos chefes de Estado, portanto dos membros da CPLP, que apóiam o Brasil”.
O Ministro Antônio Patriota, por meio de seu porta-voz, Tovar Nunes, reiterou a importância de continuar o trabalho Sul-Sul, em referência ao intercâmbio de conhecimento e tecnologia entre os países do Hemifério Sul, entretanto pondera quando questionado sobre os votos "garantidos" que a candidatura brasileira já teria conquistado.
"Nós optamos por não indicar nenhuma expectativa de votos. Não é assim que se faz uma eleição, sobretudo na FAO, o que nós procuramos é fazer uma projeção do que é a plataforma do candidato, do que ele representa para o histórico de cooperação do Brasil e o que representará se estiver à frende da direção". (RB/RV)
EX-MINISTRA DA RUANDA CONDENADA POR GENOCÍDIO
◊ Arusha, 25 jan (RV) – Pela primeira vez na história, um tribunal internacional condena uma mulher por crime contra a humanidade. Foi nesta sexta-feira que o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, condenou à prisão perpétua a ex-ministra ruandesa do Desenvolvimento, Família e Mulher, Pauline Nyiramasuhuko. As acusações: genocídio, conspiração para cometer genocídio e outros crimes contra a humanidade.
A Rádio ONU publicou que, de acordo com o porta-voz do tribunal, Roland Amoussougga, a ex-ministra desempenhou um papel ativo em crimes que culminaram em estupros de meninas e mulheres tutsis. Cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados perderam suas vidas no genocídio ruandês de 1994, massacre que durou 100 dias.
Pauline Nyiramasuhuko tem 65 anos e foi condenada junto com seu filho e outros quatro funcionários do governo, todos pelos mesmos crimes.
O Tribunal para Ruanda tem sede na cidade de Arusha, na Tanzânia. (ED)
© Rádio Vaticano 2011
◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) - Bento XVI encontrou-se, neste sábado, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, com a Associação Santos Pedro e Paulo por ocasião do 40° aniversário de fundação dessa organização.
"Junto do altar do Senhor e do sepulcro de São Pedro recordamos neste momento todos aqueles que nesses quarenta anos guiaram e fizeram parte desta associação" – ressaltou o Papa - agradecendo aos membros dessa organização pelo trabalho desempenhado com amor e com espírito de fé.
"Vocês dedicam parte de seu tempo, harmonizando-o com os compromissos familiares, para vir ao Vaticano e colaborar para o bom andamento das celebrações. Além disso, vocês criaram várias iniciativas caritativas junto com as religiosas Filhas da Caridade e com as Missionárias da Caridade. Esses compromissos pedem uma intensa vida espiritual. Para ajudar os outros a rezar, precisamos ter um coração voltado para Deus; para pedir o respeito dos lugares santos, precisamos ter o sentido cristão do sagrado e para ajudar o próximo com verdadeiro amor cristão, devemos ter uma alma humilde e um olhar de fé" – ressaltou o pontífice.
A Associação Santos Pedro e Paulo, como uma autêntica associação eclesial, forma seus membros para que sejam bem inseridos em suas comunidades paroquiais e possam educar seus filhos ao sentido da paróquia.
O Papa saudou os membros da associação que proferiram esta manhã a promessa solene de fidelidade. "Espero que vocês sejam alegres discípulos de Cristo na Igreja e que testemunhem o Evangelho em todos os âmbitos de suas vidas" – frisou o Santo Padre – que aproveitou a ocasião para agradecer aos membros da associação pelas felicitações e orações pelo seu 60° aniversário de sacerdócio.
"Sei que vocês veneram a Virgem Maria com o título de Virgo Fidelis (Virgem fiel) e hoje nós precisamos de fidelidade numa sociedade que parece ter perdido esse valor. A qualidade de uma relação humana se vê na fidelidade" – destacou o Papa.
Bento XVI concluiu seu discurso convidando os membros da Associação Santos Pedro e Paulo a serem fiéis a Cristo e sua Igreja, e pediu a Deus para que abençoe os membros dessa organização e suas famílias e que delas nasçam autênticas vocações cristãs. (MJ)
CARDEAL BERTONE: "É PRÓPRIO ÀS PESSOAS DE FÉ SABER ATRIBUIR O MÉRITO A DEUS"
◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) – Na manhã deste sábado, realizou-se, na Basílica de São Pedro, uma Missa por ocasião dos 40 anos da Associação São Pedro e São Paulo. Presidindo a cerimônia, o Cardeal Secretário de Estado Tarcísio Bertone.
Em sua homilia, o Cardeal falou sobre a liturgia da “Beata Virgem Maria, sustento e defesa da fé”, escolhida pela Associação, que venera de modo especial Nossa Senhora com o título de Virgo Fidelis. Primeiramente falou sobre a mensagem da palavra de Deus, depois sobre o carisma da Associação e, por fim, propôs uma estrada guia a todos os sócios e simpatizantes.
Recordando o exemplo de Judite, ressaltou como a fé fortalece: ela que pôs toda a sua confiança em Deus e, depois de rezar, realizou, pelo amor de um povo, uma grande façanha militar. Ela depois não pediu honras a si, mas a Deus – lembrou o Cardeal -, por ter libertado um povo através da sua mão. “É próprio às pessoas de fé saber atribuir o mérito a Deus”, ponderou.
Conforme ressaltou Dom Bertone, “hoje, mais que nunca, precisamos de testemunhas convencidos e corajosos na fé, sobretudo lá onde ela é sombreada, desprezada e relegada a questões privadas, como se não tivesse nada que ver com o aspecto público ou social da vida dos homens.”
Falando então sobre a Associação, sublinhou sua intenção de “dar um particular testemunho de vida cristã, de apostolado e de fidelidade à Sé Apostólica”, a partir de três compromissos prioritários: “litúrgico, caritativo e cultural”. Parabenizou-os pelo novo “grupo jovens” que formaram recentemente e manifestou seu desejo de que haja uma continuidade nos seus trabalhos para o futuro.
Quantos às diretrizes a serem seguidas, pontuou “o crer, o amar e o rezar”. Explicou, assim, que, em vista do “crer”, a fé deve ser constantemente pensada, “para que sejamos aptos a atribuir-lhe razão”, mas a fé sem a caridade – e aqui entra o amor – é inerte. Em relação ao orar, o purpurado relembra que “a oração é a alma da vida cristã e a força que dá impulso ao apostolado, e, portanto, também ao empenho para a nova evangelização que o Papa nos pede”. (ED)
COMPROMISSO DA CARITAS TURCA EM FAVOR DOS REFUGIADOS
◊ Istambul, 25 jun (RV) - A Caritas na Turquia está trabalhando em prol de 12 mil refugiados que vivem em cinco campos localizados na fronteira entre Turquia e Síria.
Além da ajuda material, a Caritas está fornecendo também ajuda psicológica. "Os refugiados são mulheres, crianças, idosos e centenas de feridos que vivem nesses campos" – declarou a agente humanitária da Caritas na Turquia, Chiara Rambaldi.
Segundo Rambaldi, não é permitido o acesso aos campos, mas "nós temos contatos internos que nos assinalam as necessidades imediatas das pessoas como alimento, roupas, produtos para higiene etc".
A agente humanitária da Caritas ressaltou que somente algumas organizações não governamentais e alguns jornalistas verificaram as condições nos campos durante uma visita organizada pelas autoridades. "Parece-me que o Governo turco e as organizações estejam trabalhando bem e rápido no atendimento dessas pessoas" – frisou Rambaldi.
"Ajudaremos também os sírios que chegarão a Istambul e eventualmente pedirão asilo político" - concluiu a agente da Caritas na Turquia. (MJ)
EDITORIAL: A FÉ NOS DIAS ATUAIS
◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) - A semana que hoje se encerra, ao lado do mês de junho, nos deu uma visão clara de como a dimensão da fé é integrante no ser humano em sua totalidade.
Inúmeros eventos mostraram que o Homem age porque acredita em algo superior a ele mesmo e é sua necessidade absoluta manifestar essa sua fé. Por ela se sacrifica e muitas vezes até a morte. Algo superior dá sentido à sua vida e o faz enfocar para além de si mesmo, para além do que vê.
Como ícone desta semana, olhando para o passado, vemos Tomás Morus, o grande intelectual inglês e homem de governo, Chanceler da Inglaterra, autor da famosa “Utopia”, que apesar de sua grande fidelidade a Henrique VIII, foi, antes de tudo, fiel a Deus.
Para o presente temos a nova proposta de lei, no Egito, favorecendo a construção de igrejas. Apesar das tradicionais dificuldades do passado, a fé permaneceu intacta e as superou.
Também a fé exercida no campo social, como deve ser, está lutando contra a fome de milhares de pessoas – estima-se 925 milhões. Líderes anglicanos enviaram uma carta aos ministros da agricultura reunidos em Paris para a reunião do G-20, solictando “férreo controle sobre a especulação com os preços dos alimentos”.
Ao mesmo tempo, pessoas tiveram e têm neste mês a oportunidade de manifestar sua fé em modos os mais variados. Da fé ingênua de atribuir a Santo Antônio interferências na vida amorosa das pessoas, passando pelo aspecto assistencial com a distribuição do “pão dos pobres” no dia do “santo casamenteiro”, unindo fé e folcore nas noites de São João e de São Pedro.
Ainda em junho temos o “Dia de Anchieta”, o Apóstolo do Brasil. Neste ano, como já se faz há anos, uma associção leiga – ABAPA – promove a 14ª edição da caminhada “Nos Passos de Anchieta”, um roteiro que refaz a caminhada do Beato Pe. Anchieta, em solo capixaba. Espera-se cerca de 4000 participantes. O roteiro propõe, nesses quatro dias, momentos de contemplação da natureza, conhecimentos de fatos históricos, manifestações culturais e, evidentemente, a oportunidade de crescer na fé principalmente através de duas celebrações eucarísticas.
Coroando essas manifestações de fé, sempre agraciando, como deve ser, os vários níveis de vivência religiosa, temos a festa de Corpus Christi. A missa já expressa em si mesma não apenas a fidelidade litúrgica ao que se celebra, mas através dos gestos e demais participações populares, a cultura e as tradições da assembléia. Isso terá sua expressão mais livre na procissão com o Santísimo Sacramento, onde a criatividade artesanal brinda a todos – desde ao Redentor, o centro da solenidade, como aos seus fiéis - com tapetes de flores, com serragem e outros materiais que a natureza nos oferece. Além disso, as famílias expressam sua fé e alegria pela passagem do Santíssimo, estendendo toalhas e colchas em suas janelas, ornamentando com flores e velas acesas a fachada e a calçada das residências.
Consciente dessa riqueza que é a fé das pessoas, mesmo que não seja uma fé burilada, mas mesclada com supertições e outras interferências, a Igreja sabe que essa fé corre o perigo de se perder, não de ser extinta, mas de ser confundida pela sociedade pós moderna.
Em vista dessa situação e de outras, prossegue não apenas na Santa Sé, mas em toda as dioceses, o trabalho pela Nova Evangelização, já prenuciada pelo Concílio Vaticano II com o Decreto “Ad gentes”, aquele que versa sobre a atividade missionária da Igreja, ou seja, colaborar na transformação deste mundo, instaurando o Reino de Justiça e de Paz. (CAS)
BENTO XVI, 60 ANOS DE SACERDÓCIO: FIÉIS E COMUNIDADES EM ADORAÇÃO
◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) - Num bonito dia de sol de 29 de junho de 1951, o jovem Joseph Ratzinger, junto com seu irmão mais velho Georg e outros 40 candidatos, prostrou-se no chão da Catedral de Freising, para ser ordenado sacerdote. Já havia completado o curso de Teologia e Filosofia e com apenas 30 anos tinha título de pós-doutorado e lecionava Dogmática na Escola Superior de Freising.
Hoje, 60 anos depois, a Igreja toda está pronta para festejar a meta alcançada por este homem que viveu sua fidelidade ao ministério até o seu ponto mais alto, como Sucessor de Pedro.
A Igreja está se preparando com alegria. As Conferências Episcopais, encorajadas pela Congregação para o Clero, convidam paróquias, comunidades e fiéis a se prepararem para a comemoração organizando orações diante do Santíssimo Sacramento. Algumas celebrações terminarão no dia 1º de julho, festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.
A ideia foi do cardeal-prefeito da congregação, Dom Mauro Piacenza, que disse que as horas de adoração eucarística devem ser dedicadas também à “santificação dos sacerdotes” e para pedir a Deus o dom de novas e santas vocações.
“A ocasião é particularmente propícia para nos unirmos ao redor do pontífice para expressar-lhe nossa gratidão, afeto, unidade por este serviço que está oferecendo a Deus e a sua Igreja, e principalmente, para que resplandeça a verdade sobre o mundo” – diz a carta do arcebispo secretário da Congregação, publicada no jornal "L'Osservatore Romano".
As horas de oração – acrescenta – podem ser continuadas ou distribuídas durante todo o mês de junho.
O Cardeal Claudio Hummes, Prefeito emérito da Congregação para o Clero e arcebispo emérito de São Paulo, de passagem por Roma, colhe a ocasião e parabeniza o papa,. Ouça a sua declaração, clicando no alto-falante acima.
(CM)
CANDIDATURA DO BRASIL À FAO RECEBE REFORÇOS
◊ Roma, 25 jun (RV) - O Seminário Cooperação Técnica Brasileira: Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais, realizado na Embaixada do Brasil em Roma, reuniu diversas autoridades brasileiras e ministros de Estado africanos. O encontro aconteceu às vésperas da eleição que vai indicar o novo diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a FAO.
O mediador do encontro foi o Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. Nos debates, foi enfatizado o avanço da agricultura nacional nos últimos anos e, principalmente, os modelos adotados no Brasil que podem ser aplicados em países africanos. Entre as delegações estrangeiras, estiveram presentes o Vice-Ministro da Agricultura de Moçambique, o Ministro de Agricultura de Guiné Bissau, a Ministra da Agricultura de Ruanda, o Ministro da Agricultura da Colômbia e o Diretor Geral de Agricultura de São Tomé e Príncipe. Do lado brasileiro estavam presentes o Ministro da Agricultura, Wagner Rossi e o Ministro do Desenvolvimento Agrário.
Apesar do foco estar no compartilhamento das experiências, e também de tecnologia para alavacancar a agricultura nos países africanos, como o candidato brasileiro à direção geral da FAO, José Graziano estava na plateia, acabou respondendo uma pergunta da delegação africana sobre o resultado positivo do programa Fome Zero.
"Não há mágica, essa é a primeira coisa importante. O Fome Zero partiu do princípio que a segurança alimentar tem que ser local, tem que haver um desenvolvimento local. Então nós fizemos todo um esforço naquelas regiões mais deprimidas, de gerar circulos virtuosos, de combinar a 'fome com a vontade de comer'. Aumentar a produção local de alimentos e ao mesmo tempo criar mercados locais para a aquisição desses alimentos. Então o que nós fizemos? Nós fizemos um programa de geração de renda, de empregos, de transferência de renda no caso das famílias mais pobres, que recebiam um cartão, um vale, para comprar os alimentos que depois ficou conhecido como 'Bolsa Família', e através de um programa de estímulo à agricultura familiar geramos produção local de alimentos. Depois, amarramos as duas pontas: a produção com o consumo local gerado. Um exemplo disso é o programa de alimentação escolar. Estimula-se a produção local e os produtos são vendidos para a escola, o leite, os ovos, as verduras, as frutas, produtos frescos. Isso diminui o custo e gera a renda para essa localidade. Esse é o segredo do Fome Zero, estimular a produção e o consumo em nível local e fortalecer esses vínculos entre consumo e produção local. Mas não pode ser uma coisa pontual, tem que ser feita simultaneamente em todas as regiões para evitar a migração, seja migração rural-urbana ou migração inter-regional".
Entre os países da América Latina, do Caribe e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão os que já declararam apoio público a candidatura brasileira. Como revela à Rádio Vaticano a embaixadora de Moçambique na Itália e também representante permanente do país africano junto à FAO, Carla Elisa Macave.
“A decisão é pública porque há uma decisão dos nossos chefes de Estado, portanto dos membros da CPLP, que apóiam o Brasil”.
O Ministro Antônio Patriota, por meio de seu porta-voz, Tovar Nunes, reiterou a importância de continuar o trabalho Sul-Sul, em referência ao intercâmbio de conhecimento e tecnologia entre os países do Hemifério Sul, entretanto pondera quando questionado sobre os votos "garantidos" que a candidatura brasileira já teria conquistado.
"Nós optamos por não indicar nenhuma expectativa de votos. Não é assim que se faz uma eleição, sobretudo na FAO, o que nós procuramos é fazer uma projeção do que é a plataforma do candidato, do que ele representa para o histórico de cooperação do Brasil e o que representará se estiver à frende da direção". (RB/RV)
EX-MINISTRA DA RUANDA CONDENADA POR GENOCÍDIO
◊ Arusha, 25 jan (RV) – Pela primeira vez na história, um tribunal internacional condena uma mulher por crime contra a humanidade. Foi nesta sexta-feira que o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, condenou à prisão perpétua a ex-ministra ruandesa do Desenvolvimento, Família e Mulher, Pauline Nyiramasuhuko. As acusações: genocídio, conspiração para cometer genocídio e outros crimes contra a humanidade.
A Rádio ONU publicou que, de acordo com o porta-voz do tribunal, Roland Amoussougga, a ex-ministra desempenhou um papel ativo em crimes que culminaram em estupros de meninas e mulheres tutsis. Cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados perderam suas vidas no genocídio ruandês de 1994, massacre que durou 100 dias.
Pauline Nyiramasuhuko tem 65 anos e foi condenada junto com seu filho e outros quatro funcionários do governo, todos pelos mesmos crimes.
O Tribunal para Ruanda tem sede na cidade de Arusha, na Tanzânia. (ED)
© Rádio Vaticano 2011
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