Em uma de minhas viagens, em missão na Canção Nova, nas estradas da Bahia, deparei, num momento de parada para abastecer, com uma senhora negra, muito pobre que, praticamente sem os pés, atravessava a estrada quentíssima, deixando marcas de sangue pelo chão. Ninguém a ajudava! Nem eu! Atônito, humilhava-me diante de tanta força e solidão. Naquele dia resolvi não mais reclamar de muitas dificuldades que eu julgava intransponíveis.Foi embora - graças àquela senhora - um sentimento inútil que me fazia acreditar que eu não tinha muitas razões para seguir! Jamais a esquecerei!
Com carinho e orações,
Seu irmão,
Ricardo Sá
Ricardo Sá
Fonte: Canção Nova
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