Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
Seja bem-vindo. Hoje é

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Papa e Santa Sé

PAPA: VISITA AO REINO UNIDO CONFIRMA QUE A EUROPA CONSERVA SUA ALMA CRISTÃ

◊ Cidade do Vaticano, 22 set (RV) - Bento XVI encontrou-se nesta quarta-feira, dia de Audiência Geral, na Praça São Pedro, no Vaticano, com os fiéis e peregrinos provenientes de várias partes do mundo.

O Papa falou hoje em sua catequese sobre sua viagem apostólica ao Reino Unido, concluída no último domingo. "Tratou-se de uma visita oficial e ao mesmo tempo, uma verdadeira peregrinação a uma terra rica de fé e cultura. Encontrei-me com as mais altas autoridades políticas do país, com os parlamentares, representantes de várias religiões, cristãos de outras confissões, e com os bispos e fiéis católicos. Agradeço a todos pelo caloroso acolhimento" – frisou Bento XVI.

O Papa sublinhou que com a sua visita apostólica ao Reino Unido ele "quis apoiar os católicos britânicos, encorajá-los, a fim de que continuem sendo testemunhas do Evangelho e da verdade moral que nasce a partir dele, que está na base de uma sociedade realmente humana, justa e livre".

O Santo Padre disse que "quis falar a todos os membros da sociedade para estabelecer um diálogo aberto, comunicando-lhes a novidade do Evangelho, do qual a cultura ocidental está impregnada" – ressaltou o Papa.

"Esta viagem apostólica confirmou-me uma profunda convicção: as antigas nações europeias conservam sua alma cristã. E, embora o secularismo agressivo a ameace, a Igreja, convencida do bem que supõe, se esforça para manter esta rica tradição" – disse ainda Bento XVI.

O pontífice ressaltou que o ponto central de sua viagem ao Reino Unido foi a beatificação do Cardeal John Henry Newman, uma figura excepcional na história recente deste país. "Peço a Deus, por intercessão do novo beato, para que sustenha os propósitos e os esforços da comunidade católica presente na Grã-Bretanha" – sublinhou o Santo Padre.

A seguir, o Papa fez um resumo de sua catequese em português, saudou os fiéis de língua portuguesa e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

Na semana passada, Deus concedeu-me a graça de visitar a Inglaterra e lá proclamar Beato o Cardeal Henry Newman, brilhante figura de intelectual e crente, cuja mensagem espiritual mostra como o caminho da consciência não é fecharmo-nos em nós mesmos, mas abertura, conversão e obediência a Cristo que é Caminho, Verdade e Vida. Nas palavras que dirigi aos cidadãos daquela Nação, tive presente todo o Ocidente, procurando dialogar com as razões desta civilização e comunicar a novidade perene do Evangelho de que a mesma está ainda impregnada. Esta visita apostólica confirmou em mim uma profunda convicção: as antigas nações da Europa conservam uma alma cristã, que forma um todo com o génio e a história dos respectivos povos. E se há um secularismo agressivo que ameaça os valores fundamentais, a Igreja não se cansa de trabalhar para manter desperta esta tradição espiritual e cultural.

Amados peregrinos de língua portuguesa, cordiais saudações para todos vós, de modo especial para os fiéis de Campinas, da paróquia Beato José de Anchieta de Cambuí. Continuai a defender aquelas verdades morais imutáveis que, iluminadas e confirmadas pelo Evangelho, estão na base de uma sociedade verdadeiramente humana, justa e livre. Sobre vós e vossas famílias desça a minha Bênção.

No final da audiência o Papa fez um apelo pela paz e a concórdia entre os batizados. "Nesta semana se realiza, em Viena, a plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. O tema da fase atual de estudo é a função do Bispo de Roma na comunhão da Igreja Universal, com particular ênfase ao primeiro milênio da história cristã" – ressaltou o pontífice.

"A obediência à vontade do Senhor Jesus, e a consideração dos grandes desafios que hoje se apresentam ao cristianismo, nos obrigam a nos empenhar seriamente na causa do restabelecimento da plena comunhão entre as Igrejas. Peço a todos para que rezem intensamente pelos trabalhos da comissão e por um contínuo desenvolvimento e consolidação da paz e da concórdia entre os batizados, a fim de que possamos dar ao mundo um testemunho do Evangelho sempre mais autêntico" – concluiu o Papa. (MJ)

DOM TOMASI: DEFESA DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NÃO DEVE ESQUECER NECESSIDADE DOS PAÍSES EMERGENTES

◊ Genebra, 22 set (RV) - Defender a propriedade intelectual faz parte da tutela dos direitos humanos sancionados pela Declaração Universal das Nações Unidas e permite o progresso de uma civilização. Mas para que isso produza um bem-estar real, sobretudo nos países em desenvolvimento, é preciso que tais normas de tutela sejam equacionadas em regimes de equidade.

Foi o que disse, nesta terça-feira, o Observador Permanente da Santa Sé no escritório da ONU, em Genebra, na Suíça, Dom Silvano Maria Tomasi. O prelado fez seu pronunciamento na Assembleia Geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

O autor de uma obra literária, científica, artística tem o direito de ver a sua criação defendida por leis específicas, bem como de ter uma recompensa moral e ou econômica. Tal criação torna-se uma contribuição para o desenvolvimento cultural de seu país, de um continente, por vezes, de toda a humanidade.

Mas como se apresenta esse direito quando diz respeito a países em desenvolvimento? Nesse caso, a defesa da propriedade intelectual deve ser calibrada segundo as situações contingentes desses países para evitar que a prevista vantagem se transforme num boomerang por causa de leis por demais severas ou mal concebidas.

Desenvolveu-se em torno desse tema o pronunciamento do representante vaticano na 48ª série de encontros da Assembléia Geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Os economistas, ressaltou, "reconhecem diversos mecanismos mediante os quais os direitos de propriedade intelectual (DPI) podem estimular o desenvolvimento econômico". Mas a verificação de tal progresso, prosseguiu, é até então "fragmentária e de certo modo contraditória".

Um "sistema forte de proteção poderia aumentar, mas também limitar o crescimento econômico", segundo os âmbitos em que essa tutela é aplicada – observou o Arcebispo.

De fato, "as economias em desenvolvimento poderiam, em curto prazo, sofrer perdas nítidas de bem-estar, porque muitos dos custos da proteção poderiam emergir antes da dinâmica dos benefícios" – avaliou o observador vaticano.

Eis o motivo porque muitas vezes é "difícil organizar uma convergência de interesses em favor da reforma da propriedade intelectual nos países em desenvolvimento" - acrescentou.

"A adoção, nesses contextos, de fortes direitos de propriedade intelectual é muitas vezes propugnada por quem defende que essa reforma atrairá novos significativos fluxos de tecnologia, um florescimento de inovações locais e da indústria cultural, e uma mais rápida redução do abismo tecnológico entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos" – recordou.

Todavia, "deve ser reconhecido que é altamente improvável que o melhoramento do direito à propriedade intelectual produza por si tais benefícios". E isso porque – afirmou Dom Tomasi – "o aumento dos benefícios derivantes dos direitos de propriedade intelectual nos países depende de sua capacidade de absorver e desenvolver tecnologias e novos produtos". (RL)

BRITÂNICA INDICIADA POR AMEAÇAR DE MORTE O PAPA

◊ Londres, 22 set (RV) - Uma mulher foi indiciada por ameaçar de morte o Papa Bento XVI, durante sua recente visita oficial ao Reino Unido, depois da descoberta, em sua casa, de uma arma falsa.

Pauline Lunney, de 56 anos, compareceu perante um tribunal de North Tyneside, noroeste da Inglaterra, onde o juiz a notificou de seu indiciamento. Ela foi detida na semana passada, após a denúncia de uma testemunha que a ouviu falar que queria matar o pontífice.

Uma falsa arma foi descoberta em sua residência, assim como uma passagem de ônibus com destino a Londres, no sábado passado, penúltimo dia da visita de Bento XVI ao país.

O advogado da acusada afirmou que Pauline Lunney não tinha intenções de cumprir com suas ameaças, e que simplesmente planejava participar da manifestação de protesto contra o Santo Padre. (AF)

Igreja no Brasil

CNBB APOIA MANIFESTO PELA APROVAÇÃO DA LEI DA FICHA LIMPA

◊ Brasília, 22 set (RV) - Juristas e representantes de entidades civis realizaram, na tarde desta terça-feira, um ato em defesa da Lei da Ficha Limpa na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Brasília.

Um manifesto foi assinado por 35 entidades e encaminhado ao ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF). A validade da lei deve ser julgada nesta quarta-feira, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no ato, estava o vice-presidente da CNBB, Dom Luiz Soares Vieira, arcebispo de Manaus (AM). Ele disse que a sociedade vive um momento histórico e que acredita no Supremo Tribunal Federal para a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa.

"Estamos vivendo um momento histórico. A CNBB entrou com muita força nesse processo todo. Conseguimos quatro milhões de assinaturas, se contarmos as feitas pela Internet, o que mostra que atuamos de forma árdua e intensa. Agora chegou a vez de o nosso organismo jurídico maior dar a resposta que a sociedade tanto quer, que é a imediata aplicação da Ficha Limpa. Confiamos nos ministros desta casa (STF), e eles levarão em consideração a vontade do povo. Tenho certeza de que sairemos vencedores desta luta" – afirmou Dom Luiz.

Após o ato, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, deu sua opinião: "Chega de dinheiro em cuecas e meias – disse ele – a sociedade brasileira está cansada de escândalos que se repetem diariamente, precisamos dar um fim a tudo isso, e o Ficha Limpa é o começo desse fim."

Os signatários do manifesto sustentam que "a Lei da Ficha Limpa é uma conquista da democracia brasileira". (CNBB/ED)

Igreja na América Latina

NÚNCIO NO HAITI: SITUAÇÃO HUMANITÁRIA É DE EMERGÊNCIA

◊ Porto Príncipe, 22 set (RV) - O Núncio Apostólico no Haiti, Dom Bernardito Auza, disse que a situação humanitária no país é sempre de emergência e que mais de um milhão de deslocados estão vivendo ainda em acampamentos improvisados.

Esta é a situação descrita por Dom Auza, nove meses após o terremoto que assolou a ilha em 12 de janeiro deste ano. Segundo o prelado, aumentou o número de pessoas pobres nos campos em busca de ajuda e trabalho.

O núncio assinalou a presença de tantos novos acampamentos improvisados nas colinas ao norte da capital Porto Príncipe, provavelmente por causa do medo de enchentes. "Na verdade, nenhum furacão atingiu o país, não tivemos chuvas torrenciais e prolongadas, e por isso não tivemos inundações" – frisou Dom Auza.

Segundo o prelado, o primeiro acampamento de transição criado pelo governo e pela comunidade internacional na área de Corail, no norte da capital, não funcionou por causa da falta de serviços de higiene e outras necessidades da população.

Dom Auza ressaltou que a melhor solução foi adotada pela Catholic Relief Services que está levando as famílias de volta às suas comunidades, a seus bairros onde estavam suas casas. O organismo católico constrói casas provisórias nos lugares onde estavam as casas dos deslocados.

O núncio apostólico sublinhou que a fase de reconstrução propriamente dita ainda não começou. O Estado já definiu o centro de Porto Príncipe, quase totalmente destruído pelo sismo, onde serão construídos os novos prédios do governo, mas existem projetos que ainda não estão definidos.

"Dentro da área central se encontra também a catedral, que foi destruída. A Igreja, por sua vez, tem muitos projetos, mas a reconstrução da catedral ainda não começou. Espero que no primeiro aniversário do terremoto possamos lançar os primeiros projetos, como a reconstrução do seminário nacional" – concluiu Dom Auza. (MJ)

CONGRESSO LATINO-AMERICANO E CARIBENHO DA CARITAS

◊ Buenos Aires, 22 set (RV) - Realiza-se de 11 a 16 de outubro próximo, em Pilar, província de Buenos Aires, Argentina, o 17° Congresso latino-americano e caribenho da Caritas e o 4° Encontro Continental de Pastoral Social-Caritas.

O lema do encontro é "Em Cristo construamos uma única América para todos". O evento envolve cerca de cento e oitenta representantes da América Latina e Caribe, da América do Norte (EUA e Canadá), membros da Caritas Internacional e outras Caritas.

"Queremos abrir as portas de nossa casa e de nossos corações para recebê-los, sabendo que estamos unidos por uma vocação comum: sermos testemunhas e profetas de esperança na região", disse o Bispo de Merlo-Moreno, Dom Fernando Maria Bargalló, presidente da Pastoral Social-Caritas da América Latina e Caribe, e da Caritas-Argentina, referindo-se ao encontro realizado há três anos no Haiti.

A Pastoral Social da Caritas desempenha um trabalho intenso no âmbito do projeto de apoio ao desenvolvimento das pessoas que vivem em situação de pobreza e exclusão. O objetivo do congresso é "caminhar rumo a uma identidade comum e investir na missão da Caritas no continente através da conversão pastoral a fim de enfrentar os desafios atuais e construir uma América para todos.

Em preparação a este congresso, foram realizadas várias reuniões para avaliar os progressos dos trabalhos da Caritas durante o último período, refletir sobre a identidade e a espiritualidade do organismo e discernir os próximos passos em vista dos desafios presentes na América Latina e Caribe. (MJ)

Igreja no Mundo

IGREJA NA ÁFRICA: PROJETO DE RECUPERAÇÃO DA MEMÓRIA DE PAÍSES QUE PASSARAM POR GUERRAS

◊ Cidade do Cabo, 22 set (RV) - O Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Conferência das Igrejas de Toda a África (CITA) e a Federação Luterana Mundial lançam um projeto para África, a ser posto em prática ao longo de três anos. Trata-se de debates e grupos de discussões sobre a "recuperação da memória" dos países africanos que sofreram as violências dos conflitos e das guerras.

A iniciativa – que visa a planificar ações de resgate da memória desses países – é do Instituto para a Recuperação da Memória, que tem sede em Cidade do Cabo, África do Sul. Ali, de 5 a 11 de setembro, realizou-se um primeiro encontro com representantes da Igreja provenientes da África do Sul, Angola, Botsuana, Malaui, Moçambique, Lesoto, Suazilândia, Namíbia e Zimbábue.

Foi feito um intercâmbio de experiências e discutiram-se questões relacionadas com a política, família, violências e a problemática social. O objetivo principal do encontro foi aprofundar a metodologia e a estratégia de ação do Instituto, no trabalho pelo resgate da memória, diante das feridas causadas pelas violências das guerras e da política, pela injustiça econômica e pelas tensões entre grupos religiosos.

O projeto prevê novos encontros para 2011, na África Ocidental e Central. Em 2012, os encontros serão nos países do leste do continente. Em 2013, o encontro final será em Nairóbi, Quênia, na sede da Conferência das Igrejas de toda a África (CITA). (ED)

PAQUISTÃO: IGREJA DENUNCIA AGRESSÕES A CRISTÃOS E PEDE PROTEÇÃO AO GOVERNO

◊ Karachi, 22 set (RV) - O presidente da Comissão "Justiça e Paz", da Arquidiocese de Karachi, Paquistão, Pe. Diego Saleh, denuncia a violência contra os cristãos no país. Segundo declarações feitas à agência missionária de notícias FIDES, os cristãos no Paquistão estão sempre em estado de alerta, sob ameaça constante.

A denúncia foi feita no dia seguinte aos ataques perpetrados contra uma igreja cristã pentecostal, em Karachi, no dia 18 de setembro. O local foi saqueado por um grupo de extremistas islâmicos, os quais também queimaram móveis e livros sagrados. Segundo Pe. Diego, "não há, agora, uma ameaça iminente, mas o medo entre a comunidade cristã é palpável, pois nunca se sabe o que acontecerá nos próximos cinco minutos".

O sacerdote está pedindo aos governantes, proteção para a comunidade cristã. Segundo ele, todos os locais e livros sagrados devem ser respeitados. Ele explica que a Igreja Católica em Karachi está trabalhando ativamente, em favor do diálogo com outras comunidades religiosas e com outras instituições, para relaxar as tensões existentes.

"Estamos constituindo – explicou ele – entre os cidadãos, um Comitê Especial pela Paz, que reúne líderes cristãos de diversas confissões, além da participação de líderes muçulmanos e civis." A ideia – segundo Pe. Diego – é trabalhar pela harmonia religiosa e social, que ele considera "um bem precioso" a ser cultivado.(ED)

DECLARAÇÃO DOS BISPOS FRANCESES EM VISTA DA LEI DE IMIGRAÇÃO

◊ Paris, 22 set (RV) - Neste mês de setembro, será apresentado, na Assembléia Nacional Francesa, o projeto de lei sobre a imigração, proposto pelo ministro da Imigração, Integração, Identidade Nacional e Desenvolvimento Solidário, Eric Besson. Em vista desse acontecimento, os bispos da Comissão para a Missão Universal da Igreja na França fizeram uma declaração sobre os pontos a que, no projeto, consideram importante dar atenção.

Como se lê no documento, o Estado deve regulamentar os fluxos migratórios pensando no bem comum. No que concerne a essa questão, os prelados ressaltam que "a família é a célula base da sociedade e, para os migrantes, ela desempenha um papel essencial na inserção dos mesmos, por isso, ela deve ser preservada".

Os bispos lembram ainda, que o direito de asilo sempre foi defendido pela Igreja e que as medidas que tendem a diminuir o suporte ou as garantias desse tipo de procedimento são inaceitáveis. Reafirmam a importância de dar a palavra a quem está privado de suas liberdades, e ressaltam a importância da ajuda humanitária aos migrantes em dificuldades.

No texto, os prelados afirmam que "seria lamentável que o país contribuísse para o fenômeno da "fuga de cérebros", e recordam que muitos são os migrantes que contribuem com o país através de seu trabalho, energia e honradez".

Finalizando, a comissão manifesta seu reconhecimento e seu apoio a todos os que ajudam os migrantes desinteressadamente. (ED)

MISSIONÁRIAS COMBONIANAS ELEGEM BRASILEIRA COMO SUPERIORA GERAL

◊ Verona, 22 set (RV) - A nova Superiora Geral das Irmãs Missionárias Combonianas é uma brasileira. Trata-se de Irmã Luzia Premoli, eleita no dia 20 deste mês no 19° Capítulo Geral da congregação, que está em andamento em Verona, na Itália, desde o último dia primeiro.

Ir. Luzia é a 12° Superiora Geral da Congregação, a primeira não italiana. Nos próximos dias, as participantes elegerão as quatro Conselheiras Gerais que auxiliarão a religiosa brasileira neste ministério nos próximos seis anos.

Ir. Luzia nasceu em Linhares (ES) em 23/3/1955. Depois dos primeiros votos em 1983, formou-se em Psicologia e foi trabalhar na Circunscrição de Moçambique em 1989, onde viveu durante oito anos dedicando-se à pastoral educacional da mulher, na formação acadêmica no Seminário Interdiocesano e na formação dos professores.

Ao mesmo tempo, foi também Ecônoma Provincial. Em 1997, voltou ao Brasil para assumir o serviço de Formadora do Noviciado, e também obteve o mestrado em Psicopedagogia, com especialização em Counseling. Em 2005, foi eleita Superiora Provincial da Circunscrição do Brasil. (MJ)

JOVEM FOCOLARINA, CHIARA BADANO, SERÁ BEATIFICADA: O TESTEMUNHO DOS PAIS

◊ Roma, 22 set (RV) - Milhares de fiéis e peregrinos, sobretudo jovens, estão sendo esperados no Santuário romano do Amor Divino, onde, no próximo sábado, dia 25, será celebrada a Beatificação da Venerável Serva de Deus Chiara Badano.

Originária de Sassello, na Ligúria, noroeste da Itália, onde nasceu em 1971, Chiara recebeu uma educação cristã. Estudante e esportiva aderiu ao Movimento dos Focolarinos de Chiara Lubich, no qual descobriu Deus Amor e reforçou a sua escolha de viver o Evangelho com autenticidade.

Depois veio a doença: um osteossarcoma que a levou à morte aos 19 anos. O caráter extraordinário de sua breve existência, as conversões e depois um milagre reconhecido pela Igreja repercutiram imediatamente. A sua história, contudo, teve início na família. Entrevistados pela Rádio Vaticano, ouçamos os pais da futura Beata, Teresa e Ruggero Badano:

Teresa:- "Na época desejávamos um filho e tivemos que esperar 11 anos, portanto, quando Chiara nasceu, imediatamente pareceu-nos um dom de Deus. Eu a pedi a Nossa Senhora num santuário da nossa diocese, e assim se deu. Essa filha completava a nossa união. Crescia bela, sadia e nos dava tanta alegria, mas percebíamos, e disso nos damos conta logo, que não era somente filha nossa; em primeiro lugar, era filha de Deus. Devíamos fazê-la crescer, respeitando-a em sua liberdade."

P. Vocês pressentiram, em algum momento, que lhes seria pedido algo a mais?

Teresa:- "Eu não pressenti, mas minha mãe, que era uma mulher de grande fé, na medida em que Chiara crescia de vez em quando me dizia: "Esta sua filha não é deste mundo"."

P. Qual era a relação de Chiara com a religião?

Teresa:- "Essa coisa veio aos poucos, porque desde pequena eu a ensinava a rezar e lhe dizia que ela tinha dois pais: um que podia ver e outro que não. Porém, a este que não podia ver poderia pedir qualquer coisa com extrema intimidade, porque ele a escutaria."

P. Como é, porém, quando os pais sobrevivem aos filhos e esse dom que foi concedido é tirado?

Teresa:- "Durante todo esse caminho Clara nos ensinou como se faz a vontade de Deus, como ela fez, porque não se pode dizer sim somente quando tudo nos agrada."

P. Senhor Ruggero, como é ver reconhecido também pela Igreja o fato de sua filha ser Beata?

Ruggero:- "É algo grande demais: como um mistério que nos envolve internamente a todos nós, mas que até certo ponto consigo entender. Nós vivemos numa dimensão, como se estivéssemos num avião. Eu estava ali com Maria Teresa e Chiara e via a doença, a dor, a paralisia nas pernas. Essas coisas estavam lá embaixo, não nos tocavam, mas isso não foi nosso mérito." (RL)

© Rádio Vaticano 2010

Nenhum comentário: