Papa e Santa Sé
PROPOSIÇÕES FINAIS DO SÍNODO: PAZ, ESPERANÇA E COMUNHÃO PARA OS CRISTÃOS NO ORIENTE MÉDIO
◊ Cidade do Vaticano, 23 out (RV) – Paz, esperança e comunhão: a Assembleia Especial para o Oriente Médio, do Sínodo dos Bispos, baseia nesses três princípios suas 44 Proposições Finais, apresentadas esta manhã, na presença do papa, durante a última congregação geral dos padres sinodais.
Normalmente, trata-se de um documento reservado apenas ao pontífice, mas Bento XVI autorizou a publicação de um esboço do documento conclusivo do Sínodo.
Ao término dos trabalhos, os padres sinodais almoçaram com o Santo Padre que, na ocasião, agradeceu a todos, sublinhando a riqueza da pluralidade da Igreja Católica no Oriente Médio. Amanhã, às 9h30 (hora de Roma) terá lugar na Basílica de São Pedro, a celebração eucarística de encerramento da Assembleia Sinodal, presidida pelo pontífice, e com a presença dos padres sinodais.
Apesar da pluralidade de seus ritos católicos, o Oriente Médio fala com uma só voz, articulada nas 44 Proposições Sinais. Trata-se de um documento técnico e programático, mas escrito em tons vivos, que convocam reiteradamente à paz, à esperança e à comunhão.
Divididas em três grupos – presença cristão no Oriente Médio, comunhão eclesial e testemunho cristão – as Proposições Finais reveem os temas discutidos pelo plenário da Assembleia Sinodal: da importância da Palavra de Deus, cuja leitura e meditação devem ser encorajadas, juntamente com uma sugestão para que seja proclamado um Ano Bíblico, à denúncia das perseguições e violências contra os cristãos no Oriente Médio, que, tantas vezes, chegam ao martírio.
Como questões centrais, o documento contempla o empenho em favor da paz, chamando em causa os governos e a comunidade internacional, para que apliquem as resoluções do Conselho de Segurança da Onu; e a promoção de uma pastoral para as vocações e de uma pastoral para as migrações, para que imigrados e imigrantes sejam tutelados em seus direitos, qualquer que seja a sua nacionalidade e religião, a fim de que recebam ajuda jurídica e humanitária, e não percam os laços com seus países de origem.
Quando à comunhão, seja da Igreja com o mundo exterior, seja da Igreja internamente falando, a Assembleia Sinodal reitera o princípio segundo o qual a variedade não prejudica a unidade. Além disso, os padres sinodais requerem maior colaboração entre as hierarquias eclesiais, hipotecam seu apoio aos novos movimentos que definem como dom do Espírito a toda a Igreja, e que atuam em união com os bispos. E ainda: a Assembleia Sinodal escuta os jovens e os encoraja a não renunciarem a seus sonhos, e a olharem para Cristo como modelo para a construção de pontes de diálogo.
A atenção dos padres sinodais se volta, a seguir, às mulheres, às crianças e à família: todas devem ser amparadas, tuteladas e defendidas em sua dignidade e direitos. Na sequência, a Assembleia Sinodal convida os leigos à evangelização, e recorda aos meios de comunicação e às instituições educacionais católicas, a importância de promover a mensagem de Cristo, dando especial atenção aos mais pobres e aos deficientes.
O documento conclusivo da Assembleia Sinodal abre espaço, em seguida, ao diálogo ecumênico e inter-religioso, que deve tomar distância do confessionalismo, do extremismo e do antissemitismo, exortando, ao invés, ao respeito mútuo, para promover a justiça, a paz e os direitos fundamentais, como a liberdade religiosa, de culto e de consciência.
Religião e política sejam áreas distintas – são os votos dos padres sinodais. As Proposições Finais pedem ainda que haja igualdade entre os direitos e deveres e que o pluralismo religioso seja respeitado. Além disso, sublinham a importância de que os religiosos deem bom exemplo, demonstrando coerência entre suas palavras e sua vida; e a necessidade de divulgar a Doutrina Social da Igreja, de salvaguardar a Criação, de aprofundar a preparação dos catequistas, para que o Evangelho seja proposto sem timidez, mas também sem provocações, e de renovar a liturgia, onde isso se fizer necessário, olhando para o contexto atual.
Os padres sinodais contemplam proposições específicas, sugerindo que se trabalhe para a unificação da celebração do Natal e da Páscoa, que se institua uma festa para os mártires do Oriente, que se promova o uso da língua árabe nas instituições da Santa Sé, e que se adote uma tradução árabe comum para a oração do Pai Nosso.
Muitos desses temas, naturalmente, se encontram na Mensagem conclusiva da Assembleia Sinodal para o Oriente Médio, endereçada ao Povo de Deus e aprovada em votação realizada na tarde desta sexta-feira. O que muda é apenas o tom: a Mensagem quer divulgar, portanto usa tons apaixonados e define como "reviravolta histórica" o contexto contemporâneo no Oriente Médio, no qual todos são chamados a levar avante a mensagem de Cristo, com coragem, verdade e objetividade.
Quando ao aspecto político, a Mensagem chama em causa os governos locais e a comunidade internacional, para que tutelem o direito de cidadania, e a liberdade de consciência e de culto. Para que cesse o conflito palestino-israelense, os padres sinodais indicam a solução de dois Estados soberanos e independentes, com a exortação de que essa solução deixe de ser um sonho e se torne uma realidade. E pedem para que, no Iraque, tenha fim a guerra assassina.
Nesse contexto, a Mensagem conclusiva condena a violência, o terrorismo e o racismo juntamente com o antissemitismo, o anticristianismo e a islamofobia.
Finalmente, seja a Mensagem seja as Proposições Finais confiam à proteção da Virgem Maria, o futuro dos homens. (AF)
SANTA SÉ NA ONU: COMBATER A POBREZA É UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA
◊ Nova York, 23 out (RV) - "Combater a pobreza não é um ato de caridade, mas de justiça" é a afirmação do observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, Dom Francis Chullikatt, em sua intervenção desta quinta-feira, na Assembléia Geral da ONU. "A pobreza – disse ele – é um insulto à nossa comum humanidade."
Propondo um questionamento, o representante vaticano fez uma provocação: "temos os meio para acabar com a pobreza; mas temos vontade?". Recordando as promessas feitas e os compromissos assumidos pela comunidade internacional, em 2000, de acabar com a fome e a miséria no mundo até 2015, Dom Francis denunciou a diminuição da contribuição por parte dos países doadores.
Invocou então uma maior solidariedade no reconhecimento comum de "pertencer a uma única família humana", baseando-se no princípio do destino universal dos bens sobre a terra.
"Junto à solidariedade – ressaltou ele – vem a subsidiariedade, princípio segundo o qual o auxilio não deve estimular uma atitude passiva de quem recebe, mas sim estimular a iniciativa dos países pobres, para que se tornem protagonistas do próprio desenvolvimento." Para tanto, Dom Chullikatt lembrou a importância de se promover a educação e a formação.
Concluindo sua intervenção, o representante da Santa Sé disse ser "inaceitável que – passados 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - centenas de milhões de pessoas vivam ainda em condições desumanas e privadas dos seus direitos fundamentais". (ED)
Igreja no Brasil
IGREJA NO BRASIL CELEBRA 25 ANOS DO DIA NACIONAL DA JUVENTUDE
◊ Brasília, 23 out (RV) - "Muita reza, muita luta, muita festa!". Este é o slogan de 25 anos do Dia Nacional da Juventude que será celebrado amanhã, domingo, em todo o Brasil.
Para celebrar a data, o Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem, assinada pelo bispo referencial do setor, Dom Eduardo Pinheiro, e pelo assessor nacional, Pe. Carlos Sávio da Costa, na qual parabenizam todos os jovens brasileiros.
"Parabéns a todos aqueles e aquelas que, durante esses anos, não só mantiveram acesa a chama deste evento, mas, através dele, impulsionaram um olhar mais carinhoso, verdadeiro e respeitoso com relação à nossa juventude", frisam os representantes do Setor Juventude.
"O mês de outubro, dedicado ao aprofundamento da dimensão missionária da nossa vocação de discípulo, foi escolhido para contemplar um dos maiores eventos dos jovens da Igreja em nosso país: o Dia Nacional da Juventude (DNJ). Estamos comemorando 25 anos de sua existência" – ressalta a nota.
"Percebendo a necessidade de proclamar bem alto a boa-nova de Jesus Cristo, este evento de massa vai às ruas e aos grandes espaços públicos para, juntamente com outras expressões de juventude, cantar a força da vida e mostrar a todos o quanto ainda se tem a aprender com o dinamismo juvenil" - afirma ainda o texto.
A mensagem sublinha que "a juventude é portadora de riquezas imensas, sonhos ousados, coração generoso, espiritualidade vibrante, muita energia e criatividade, e não podemos deixar que a violência social e cultural comprometa o presente que Deus nos concede com a vida dos jovens para a vida de nosso povo".
Na conclusão os responsáveis pelo Setor Juventude da CNBB convidam todos os brasileiros a renovarem "a paixão pela juventude motivando-a, sobretudo, à paixão por Aquele que, chamando-nos de amigos, se coloca como o único Caminho, Verdade e Vida". (MJ/CNBB)
SEMANA PARA AMAZÔNIA 2010
◊ Manaus, 23 out (RV) - Esta semana, o Bispo Emérito de Jí-Paraná (RO), Dom Antônio Possamai, vice-presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, escreveu uma mensagem para celebrar a Semana para a Amazônia 2010, que se realizará nas dioceses e paróquias de todo o Brasil, de 25 a 31 deste mês.
Dom Antônio Possamai disse que a Igreja que está na Amazônia, tem o dom de falar várias línguas. "Do português, espanhol e francês, os missionários começaram a falar as línguas dos povos que aqui residiam há muitos séculos e dos povos que iam chegando, livremente ou forçados. Já são quase quatro séculos que está acontecendo este milagre das línguas".
O bispo emérito fala do público a ser atingido com a Semana e destaca as orações para despertar as pessoas. "Esta semana quer atingir todos os católicos: famílias, catequeses, escolas e universidades católicas, comunidades eclesiais de base, movimentos católicos, paróquias, dioceses. Deve ser uma semana de estudos sobre a realidade amazônica. Este estudo é de fundamental importância porque a Igreja da Amazônia, como, aliás, toda a Amazônia, é pouco conhecida. Deve ser também uma semana de muitas orações para que haja um despertar de pessoas, tanto da região, como de todo o Brasil que escutem o que o Espírito lhes diz e se disponham a partir em missão" - frisou o prelado.
Segundo a assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, Ir. Maria Irene Lopes, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está engajada no processo de Evangelização da Amazônia. "Não somente os bispos, padres, religiosos e religiosas estão interessados na Evangelização da Amazônia, os assessores e funcionários da CNBB promoverão, na Semana para a Amazônia, celebrações todos os dias, com os corações voltados para aquela Região [Amazônia] tão necessitada do Brasil".
Todas as dioceses e paróquias do país receberam materias de evangelização que contêm uma novena missionária, cartaz, orações para a semana inteira, além do envelope para a Coleta Nacional, que se realizarã neste sábado e amanhã, domingo, em todas as paróquias. (MJ/CNBB)
Igreja no Mundo
ENCONTRO DO SECAM EM ACRA
PROPOSIÇÕES FINAIS DO SÍNODO: PAZ, ESPERANÇA E COMUNHÃO PARA OS CRISTÃOS NO ORIENTE MÉDIO
◊ Cidade do Vaticano, 23 out (RV) – Paz, esperança e comunhão: a Assembleia Especial para o Oriente Médio, do Sínodo dos Bispos, baseia nesses três princípios suas 44 Proposições Finais, apresentadas esta manhã, na presença do papa, durante a última congregação geral dos padres sinodais.
Normalmente, trata-se de um documento reservado apenas ao pontífice, mas Bento XVI autorizou a publicação de um esboço do documento conclusivo do Sínodo.
Ao término dos trabalhos, os padres sinodais almoçaram com o Santo Padre que, na ocasião, agradeceu a todos, sublinhando a riqueza da pluralidade da Igreja Católica no Oriente Médio. Amanhã, às 9h30 (hora de Roma) terá lugar na Basílica de São Pedro, a celebração eucarística de encerramento da Assembleia Sinodal, presidida pelo pontífice, e com a presença dos padres sinodais.
Apesar da pluralidade de seus ritos católicos, o Oriente Médio fala com uma só voz, articulada nas 44 Proposições Sinais. Trata-se de um documento técnico e programático, mas escrito em tons vivos, que convocam reiteradamente à paz, à esperança e à comunhão.
Divididas em três grupos – presença cristão no Oriente Médio, comunhão eclesial e testemunho cristão – as Proposições Finais reveem os temas discutidos pelo plenário da Assembleia Sinodal: da importância da Palavra de Deus, cuja leitura e meditação devem ser encorajadas, juntamente com uma sugestão para que seja proclamado um Ano Bíblico, à denúncia das perseguições e violências contra os cristãos no Oriente Médio, que, tantas vezes, chegam ao martírio.
Como questões centrais, o documento contempla o empenho em favor da paz, chamando em causa os governos e a comunidade internacional, para que apliquem as resoluções do Conselho de Segurança da Onu; e a promoção de uma pastoral para as vocações e de uma pastoral para as migrações, para que imigrados e imigrantes sejam tutelados em seus direitos, qualquer que seja a sua nacionalidade e religião, a fim de que recebam ajuda jurídica e humanitária, e não percam os laços com seus países de origem.
Quando à comunhão, seja da Igreja com o mundo exterior, seja da Igreja internamente falando, a Assembleia Sinodal reitera o princípio segundo o qual a variedade não prejudica a unidade. Além disso, os padres sinodais requerem maior colaboração entre as hierarquias eclesiais, hipotecam seu apoio aos novos movimentos que definem como dom do Espírito a toda a Igreja, e que atuam em união com os bispos. E ainda: a Assembleia Sinodal escuta os jovens e os encoraja a não renunciarem a seus sonhos, e a olharem para Cristo como modelo para a construção de pontes de diálogo.
A atenção dos padres sinodais se volta, a seguir, às mulheres, às crianças e à família: todas devem ser amparadas, tuteladas e defendidas em sua dignidade e direitos. Na sequência, a Assembleia Sinodal convida os leigos à evangelização, e recorda aos meios de comunicação e às instituições educacionais católicas, a importância de promover a mensagem de Cristo, dando especial atenção aos mais pobres e aos deficientes.
O documento conclusivo da Assembleia Sinodal abre espaço, em seguida, ao diálogo ecumênico e inter-religioso, que deve tomar distância do confessionalismo, do extremismo e do antissemitismo, exortando, ao invés, ao respeito mútuo, para promover a justiça, a paz e os direitos fundamentais, como a liberdade religiosa, de culto e de consciência.
Religião e política sejam áreas distintas – são os votos dos padres sinodais. As Proposições Finais pedem ainda que haja igualdade entre os direitos e deveres e que o pluralismo religioso seja respeitado. Além disso, sublinham a importância de que os religiosos deem bom exemplo, demonstrando coerência entre suas palavras e sua vida; e a necessidade de divulgar a Doutrina Social da Igreja, de salvaguardar a Criação, de aprofundar a preparação dos catequistas, para que o Evangelho seja proposto sem timidez, mas também sem provocações, e de renovar a liturgia, onde isso se fizer necessário, olhando para o contexto atual.
Os padres sinodais contemplam proposições específicas, sugerindo que se trabalhe para a unificação da celebração do Natal e da Páscoa, que se institua uma festa para os mártires do Oriente, que se promova o uso da língua árabe nas instituições da Santa Sé, e que se adote uma tradução árabe comum para a oração do Pai Nosso.
Muitos desses temas, naturalmente, se encontram na Mensagem conclusiva da Assembleia Sinodal para o Oriente Médio, endereçada ao Povo de Deus e aprovada em votação realizada na tarde desta sexta-feira. O que muda é apenas o tom: a Mensagem quer divulgar, portanto usa tons apaixonados e define como "reviravolta histórica" o contexto contemporâneo no Oriente Médio, no qual todos são chamados a levar avante a mensagem de Cristo, com coragem, verdade e objetividade.
Quando ao aspecto político, a Mensagem chama em causa os governos locais e a comunidade internacional, para que tutelem o direito de cidadania, e a liberdade de consciência e de culto. Para que cesse o conflito palestino-israelense, os padres sinodais indicam a solução de dois Estados soberanos e independentes, com a exortação de que essa solução deixe de ser um sonho e se torne uma realidade. E pedem para que, no Iraque, tenha fim a guerra assassina.
Nesse contexto, a Mensagem conclusiva condena a violência, o terrorismo e o racismo juntamente com o antissemitismo, o anticristianismo e a islamofobia.
Finalmente, seja a Mensagem seja as Proposições Finais confiam à proteção da Virgem Maria, o futuro dos homens. (AF)
SANTA SÉ NA ONU: COMBATER A POBREZA É UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA
◊ Nova York, 23 out (RV) - "Combater a pobreza não é um ato de caridade, mas de justiça" é a afirmação do observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, Dom Francis Chullikatt, em sua intervenção desta quinta-feira, na Assembléia Geral da ONU. "A pobreza – disse ele – é um insulto à nossa comum humanidade."
Propondo um questionamento, o representante vaticano fez uma provocação: "temos os meio para acabar com a pobreza; mas temos vontade?". Recordando as promessas feitas e os compromissos assumidos pela comunidade internacional, em 2000, de acabar com a fome e a miséria no mundo até 2015, Dom Francis denunciou a diminuição da contribuição por parte dos países doadores.
Invocou então uma maior solidariedade no reconhecimento comum de "pertencer a uma única família humana", baseando-se no princípio do destino universal dos bens sobre a terra.
"Junto à solidariedade – ressaltou ele – vem a subsidiariedade, princípio segundo o qual o auxilio não deve estimular uma atitude passiva de quem recebe, mas sim estimular a iniciativa dos países pobres, para que se tornem protagonistas do próprio desenvolvimento." Para tanto, Dom Chullikatt lembrou a importância de se promover a educação e a formação.
Concluindo sua intervenção, o representante da Santa Sé disse ser "inaceitável que – passados 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - centenas de milhões de pessoas vivam ainda em condições desumanas e privadas dos seus direitos fundamentais". (ED)
Igreja no Brasil
IGREJA NO BRASIL CELEBRA 25 ANOS DO DIA NACIONAL DA JUVENTUDE
◊ Brasília, 23 out (RV) - "Muita reza, muita luta, muita festa!". Este é o slogan de 25 anos do Dia Nacional da Juventude que será celebrado amanhã, domingo, em todo o Brasil.
Para celebrar a data, o Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem, assinada pelo bispo referencial do setor, Dom Eduardo Pinheiro, e pelo assessor nacional, Pe. Carlos Sávio da Costa, na qual parabenizam todos os jovens brasileiros.
"Parabéns a todos aqueles e aquelas que, durante esses anos, não só mantiveram acesa a chama deste evento, mas, através dele, impulsionaram um olhar mais carinhoso, verdadeiro e respeitoso com relação à nossa juventude", frisam os representantes do Setor Juventude.
"O mês de outubro, dedicado ao aprofundamento da dimensão missionária da nossa vocação de discípulo, foi escolhido para contemplar um dos maiores eventos dos jovens da Igreja em nosso país: o Dia Nacional da Juventude (DNJ). Estamos comemorando 25 anos de sua existência" – ressalta a nota.
"Percebendo a necessidade de proclamar bem alto a boa-nova de Jesus Cristo, este evento de massa vai às ruas e aos grandes espaços públicos para, juntamente com outras expressões de juventude, cantar a força da vida e mostrar a todos o quanto ainda se tem a aprender com o dinamismo juvenil" - afirma ainda o texto.
A mensagem sublinha que "a juventude é portadora de riquezas imensas, sonhos ousados, coração generoso, espiritualidade vibrante, muita energia e criatividade, e não podemos deixar que a violência social e cultural comprometa o presente que Deus nos concede com a vida dos jovens para a vida de nosso povo".
Na conclusão os responsáveis pelo Setor Juventude da CNBB convidam todos os brasileiros a renovarem "a paixão pela juventude motivando-a, sobretudo, à paixão por Aquele que, chamando-nos de amigos, se coloca como o único Caminho, Verdade e Vida". (MJ/CNBB)
SEMANA PARA AMAZÔNIA 2010
◊ Manaus, 23 out (RV) - Esta semana, o Bispo Emérito de Jí-Paraná (RO), Dom Antônio Possamai, vice-presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, escreveu uma mensagem para celebrar a Semana para a Amazônia 2010, que se realizará nas dioceses e paróquias de todo o Brasil, de 25 a 31 deste mês.
Dom Antônio Possamai disse que a Igreja que está na Amazônia, tem o dom de falar várias línguas. "Do português, espanhol e francês, os missionários começaram a falar as línguas dos povos que aqui residiam há muitos séculos e dos povos que iam chegando, livremente ou forçados. Já são quase quatro séculos que está acontecendo este milagre das línguas".
O bispo emérito fala do público a ser atingido com a Semana e destaca as orações para despertar as pessoas. "Esta semana quer atingir todos os católicos: famílias, catequeses, escolas e universidades católicas, comunidades eclesiais de base, movimentos católicos, paróquias, dioceses. Deve ser uma semana de estudos sobre a realidade amazônica. Este estudo é de fundamental importância porque a Igreja da Amazônia, como, aliás, toda a Amazônia, é pouco conhecida. Deve ser também uma semana de muitas orações para que haja um despertar de pessoas, tanto da região, como de todo o Brasil que escutem o que o Espírito lhes diz e se disponham a partir em missão" - frisou o prelado.
Segundo a assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, Ir. Maria Irene Lopes, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está engajada no processo de Evangelização da Amazônia. "Não somente os bispos, padres, religiosos e religiosas estão interessados na Evangelização da Amazônia, os assessores e funcionários da CNBB promoverão, na Semana para a Amazônia, celebrações todos os dias, com os corações voltados para aquela Região [Amazônia] tão necessitada do Brasil".
Todas as dioceses e paróquias do país receberam materias de evangelização que contêm uma novena missionária, cartaz, orações para a semana inteira, além do envelope para a Coleta Nacional, que se realizarã neste sábado e amanhã, domingo, em todas as paróquias. (MJ/CNBB)
Igreja no Mundo
ENCONTRO DO SECAM EM ACRA
◊ Acra, 23 out (RV) - Treze membros da Comissão Permanente do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM/SCEAM) se reunirão a partir de amanhã até o próximo dia 27, em Acra, capital de Gana.
Um dos objetivos do encontro é examinar as conclusões da 15ª Assembleia Plenária do SECAM que se realizou em Acra de 26 de julho a 2 de agosto deste ano.
Os membros da Comissão discutirão ainda a agenda do seminário conjunto organizado pelo SECAM e pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) que terá lugar em Abidjã, na Costa do Marfim, de 10 a 14 de novembro próximo. O seminário terá como tema "Novas estratégias da Missão ad gentes: intercâmbio pessoal e formação. Vocações".
A Comissão examinará as questões que serão debatidas no encontro entre o SECAM e a Conferência Episcopal alemã que se realizará na Alemanha em março de 2011, além de alguns relatórios provenientes de vários escritórios do Simpósio e da Caritas África.
O encontro será presidido pelo Arcebispo de Dar es Salaam, na Tanzânia, Cardeal Polycarp Pengo, Presidente do SECAM, ajudado pelos seus dois vices- presidentes, o Arcebispo de Dacar, no Senegal, Cardeal Théodore-Adrien Sarr, primeiro vice-presidente, e o Arcebispo de Lubango, em Angola, Dom Gabriel Mbilingi, segundo vice-presidente. (MJ)
QUÊNIA: PRONUNCIAMENTO DOS BISPOS SOBRE NOVA CONSTITUIÇÃO
◊ Nairóbi, 23 out (RV) – Os bispos do Quênia manifestaram-se quanto à aprovação, em referendo, da nova Constituição do país, no último 4 de agosto. Apesar de terem se posicionado contra a adoção da nova Carta Magna nos moldes proposto pela Comissão Constituinte, o arcebispo de Kisimu e presidente da Comissão Episcopal Justiça e Paz do Quênia, Dom Zacchaeus Okoth, declarou que os bispos do Quênia reconhecem a decisão democrática exercida pela maioria dos quenianos.
Contudo, os prelados disseram-se preocupados com a permanência da impunidade para com a classe dirigente do país, que não foi tocada pela nova Constituição. Segundo eles, permanece a relutância dos legisladores em pagar impostos, enquanto membros corruptos do parlamento ainda são protegidos pelos colegas.
Dom Zacchaeus propõe ao governo – colocando a Comissão Episcopal Justiça e Paz do Quênia à disposição para o que for preciso – que um programa intensivo de educação cívica da população sobre a nova Carta seja acrescentado aos currículos escolares em todo o país. O presidente da Comissão conclui lançando um apelo para que os legisladores, os juízes e outros funcionários públicos comecem a pagar impostos como todos os cidadãos e que as nomeações públicas sejam baseadas no mérito e sigam um procedimento justo. (ED)
Formação
A IMPORTÂNCIA DO HERÓI
◊ Cidade do Vaticano, 23 out (RV) - É comum encontrarmo-nos no dia-a-dia com jovens que não possuem perspectiva de futuro e com uma vida absolutamente carente de autênticos valores. Muitas vezes a própria vida não tem valor.
Perguntamo-nos o por quê dessa geração ser assim?
Se pararmos e fizermos, como cidadãos desta época, como corresponsáveis pelo mundo onde eles vivem, com certeza bateremos no nosso peito e nos confessaremos omissos. Quais os modelos de homem e de mulher que eles possuem?
Nosso cinema, nossas novelas e nossa literatura, com o fito de serem bastante reais apresentam caricaturas de seres humanos: pessoas viciadas, drogadas, ávidas de dinheiro e de poder, pessoas egocêntricas que se colocam acima de qualquer valor. A consequência dessa pedagogia é o mundo que temos, os contravalores vivenciados, enfim, uma juventude envelhecida e sem futuro.
Também se formos olhar para muitas famílias, vemos pseudofamílias onde encontramos relacionamentos sem carinho, sem amor verdadeiro, apenas congregando pessoas por conveniências ou por imposições da natureza.
Dentro deste novo mundo velho, o Papa Bento XVI canonizou no domingo passado seis novos santos. Esse ato pode ser interpretado como a proposta de seis modelos para nossos jovens e também para os adultos.
São homens e mulheres que viveram em diferentess épocas e diversos países, com suas histórias variadas, repletas de situações difíceis e de privações e que souberam responder positivamente ao convite para uma vida feliz.
Esses sim, foram homens e não caricaturas, já que enfrentaram as dificuldades e lutaram contra toda a corrente que os conduziam à morte. Tiveram para guiá-los o Evangelho de Jesus Cristo e um ambiente saudável, apesar das inúmeras limitações de que era permeado.
Proponhamos aos nossos jovens modelos autenticos de homens e mulheres realizados, lutadores, cheios de garra e sabendo o que querem; homens e mulheres que não se identificam com qualquer um, mas almejando o máximo, buscam a identificação com Jesus Cristo, o Deus feito homem. (CAS)
30° DOMINGO DO TEMPO COMUM
◊ Campanha, 23 out (RV) - “Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face”(cf. Sl 104,3s).
Meus queridos Irmãos,
A liturgia de hoje nos lembra que Deus justifica os humildes e pecadores. A Primeira Leitura (cf. Eclo 35,12-14.16-18) nos ensina que Deus não conhece acepção de pessoas e faz justiça aos pequenos, aos pobres, as viúvas, aos aflitos e aos necessitados. Tudo isso vai na contra-mão dos poderosos, que querem agradar a Deus por meio de sacrifícios perversos. Deus não se deixa comprar pelas coisas que queremos lhe oferecer, pois Deus não necessita de tudo isso. Mas Deus nos considera justos, nos considera amigos dele, quando lhe oferecemos um coração contrito e humilde. Deus toma partido dos pobres e dos oprimidos, daqueles que estão à margem da sociedade. Deus é o Deus da justiça: não conhece acepção de pessoas, escolhe o lado dos oprimidos. A leitura do Livro do Eclesiástico situa-se num contexto que trata das ofertas. Não é a grandeza ou a riqueza do dom que importa, mas a atitude de quem oferece, a disponibilidade para ajudar aos necessitados. Oferecer a Deus o fruto da exploração é uma tentativa de suborno. Deus é reto, ele atende os oprimidos e os necessitados.
Estimados Irmãos,
Neste sentido o Evangelho de hoje(cf. Lc. 18,9-14) nos ensina que fora do amor não há humildade, fora da humildade não há amor. Assim a qualidade fundamental da oração que iniciamos a refletir no domingo passado é a seguinte perseverança: a HUMILDADE. A prece que sobre ao céu de coração contrito e humilde será ouvida por Deus que ama e auxilia os pobres e humildes, os cheios de coração misericordioso.
Rezar é muito importante, principalmente quando se reza com humildade. Mas somos convidados hoje a rezar com grande intensidade e contínua perseverança. Quando nos humilhamos e nos colocamos em atitude de súplica e de humildade a nossa oração será ouvida por Deus. Quem reza de maneira contrita será ouvido pelo Senhor Deus Uno e Trino.
A oração e o nosso comportamento vão ser avaliadas pelo Senhor da Vida. Assim o verdadeiro e sincero reconhecimento da própria nulidade dos homens diante da infinita misericórdia de Deus deve ser considerada. Não só a maneira de rezar, mas o modo de rezar e, por conseguinte, o modo de viver a vida, sempre se colocando como servidor, como último e pequeno diante da grandeza do Senhor. O próprio Cristo se fez manso e humilde de coração para servir com maior gratuidade. A Virgem Maria, a que sempre soube ouvir e em tudo amar, se declarou à serva humilde e obediente do Senhor conforme cantamos no cântico do Magnificat.
Meus caros amigos,
Dois homens rezam: o fariseu e o publicano. Os fariseus cumpriam as leis do antigo Testamento com grande perseverança, sempre fiel a Lei. No grupo dos fariseus estava os escribas que eram considerados os mestres da Lei e parte da classe sacerdotal. A Lei era para os fariseus a expressão da vontade de Deus. Cumprir a lei na sua totalidade e em todas as suas prescrições. O fariseu rezava em pública, no Templo, lugar privilegiado para a oração; oração de agradecimento por fazer as coisas melhor do que a sua obrigação legalista. Onde está o fundamental, que anula por inteiro a oração, impedindo sua justificação ou santificação? São dois os erros: o primeiro é o desprezo pelos outros, ainda que pecadores. Amamos a Deus não na medida do cumprimento das leis, mas na medida do amor que temos ao próximo, incluídos os que não nos amam ou não pensam como nós. O Apostolo Paulo, no capítulo 13 da Carta aos Coríntios, enumera todas as qualidades possíveis numa pessoa, para dizer: “Mas, se eu não for caridoso, nada sou”(Cf. 1 Cor 13,1-3). O segundo erro do fariseu é a autojustificaçao. O fariseu deixa entender que se santifica a si mesmo e nada precisa de Deus a não ser recompensa. Não é o fato de enumerar as coisas boas que faz com que esteja errado. Há salmos que também enumeram bens feitos. Mas nosso fariseu esquece que toda justificação vem de Deus, porque só Deus é a fonte de santidade.
Irmãos amados,
O publicano, por sua vez, também era pecador, porque era cobrador de impostos. O publicano se coloca como pecador. O publicano bate no peito, mas não olha para o céu, porque sabe que olhos impuros não podem contemplar a face de Deus. O publicano nos apresenta três qualidades importantes da oração: sente-se necessitado de Deus, tem certeza de que Deus pode ajudá-lo, e, por fim, quer a misericórdia divina.Tudo deve prover de Deus. Nós não podemos duvidar de Deus, ao contrário, devemos colocar tudo nas mãos de Deus para levar em frente nossas lutas para construir um mundo melhor e melhorar a nossa vida.
O amor misericordioso de Deus é colocado em evidência, aonde o pecador pede misericórdia. Porque todos nós devemos fugir de duas atitudes comezinhas: a presunção de santidade diante de Deus e o sentir-nos melhores do que os outros. Todos somos servos simples e humildes. Assim a criatura não pode viver sem oração e se colocar nas mãos misericordiosas de Deus que nos ama, nos perdoa e nos acolhe com generosidade, enchendo as vidas dos homens com o próprio Coração de Jesus.
Meus caros irmãos,
São Paulo, na segunda leitura(cf. 2Tm 4,6-8.16-18), demonstra que se sabia pecador, mas pecador salvo pela graça de Deus. Na base desta experiência, anela pelo momento de se reencontrar com aquele que, por mera graça, o tornou justo, o “justo Juiz”, que o justificará para sempre, enquanto diante do tribunal dos homens ninguém tomou sua defesa. A leitura se situa no contexto de Paulo no fim de sua vida e na expectativa do seu encontro com o Senhor. O exemplo vale mais do que as palavras. Paulo não só pregou. São Paulo trabalhou com as suas próprias mãos. No fim de sua vida, ele tem as mãos amarradas. Outros escrevem para ele. Mas ele não fica amargurado. Suas palavras revelam gratidão e esperança. Paulo ficou fiel ao seu Senhor e aguarda agora o encontro com ele. O mistério desta vida de apóstolo era a caridade, mistério de toda vida fecunda. Ela não tem fim. Completa-se no oferecimento da própria vida.
Por isso nunca antes se torna necessário que os cristãos anunciem ao mundo Cristo como Salvador. A salvação que ele traz não se opõe à salvação humana. Mas a conduz à plenitude. Com a celebração dos sacramentos, especialmente, da eucaristia, os cristãos dão testemunho da necessidade da intervenção divina na vida do homem, põem-se sob a ação de Deus presente, com seu espírito, e fazem a experiência privilegiada da justificação obtida mediante a fé em Jesus Cristo.
Não tenhamos medo, meus irmãos, contemplemos no silêncio da voz de Deus que somos necessitados de sua misericórdia porque em Deus está a confiança de nossas vidas aonde somos convidados à oração autêntica e a uma fé eucarística na vocação e na missão de evangelizar todos os povos. Amém!
Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)
DEUS TORNA JUSTO QUEM O BUSCA COM FÉ
◊ Campanha, 23 out (RV) - A parábola do fariseu e do publicano somente se encontra em Lucas e contrapõe duas atitudes: a do fariseu, que pensa ganhar a salvação com seu próprio esforço, e a do publicano, que reconhece a sua condição de pecador e pede a Deus a conversão.
Como o fariseu, ignoramos muitas vezes, que a oração consiste em reconhecer a grandeza de Deus e o nosso mínimo valor diante d’Ele. Imaginamos que, se o mundo vai mal, a culpa é sempre dos outros e nunca nossa. Sempre nos julgamos suficientemente justos, bons, puros, gente de bem. E o mundo continua cheio de desonestos. Outro erro que cometemos é querer resolver nossas relações com Deus sob um aspecto quantitativo.
O publicano sente-se pequeno e, por isso, sai do templo justificado. Enfim, o tema da oração nos incomoda, exigindo que saiamos de nosso comodismo farisaico. Deus torna justo aquele que o busca com fé.
Portanto, podemos encontrar na parábola duas mensagens que nos façam refletir e agir: uma sobre a oração. Oração não é uma máscara sob a qual se continua a levar uma vida banal, comum, qualquer. O essencial em nossa vida é sabermos nos apresentar como pobres.
Na outra mensagem, o texto deixa bem claro que devemos não buscar a “justiça” por nossas próprias obras mas mudar de atitude e nos convertermos ao Evangelho da graça.
Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)
Atualidades
HAITI LUTA CONTRA CÓLERA
◊ Porto Príncipe, 23 out (RV) - O Haiti está lutando contra a cólera que já causou pelo menos 80 vítimas no norte e no leste do país.
Foi criada uma comissão que está analisando a situação e deverá tomar medidas adequadas, sobretudo no Estado de Artibonite, localizado no norte do país.
Segundo o Ministério da Saúde, o número de pessoas internadas nas áreas afetadas chegou a 600. As vítimas da doença morreram poucas horas depois da apresentação dos primeiros sintomas.
Foi pedido à população para tomar medidas de higiene necessárias. A maior parte das vítimas se encontra ao longo do Rio Artibonite que passa pelo centro e pelo norte do país. Trata-se de uma epidemia causada pela água utilizada pelas pessoas dessas regiões.
Algumas pessoas morreram em suas casas no Estado de Artibonite e áreas centrais do Haiti, enquanto centenas foram hospitalizadas e estão sob supervisão médica. (MJ)
ORGANIZAÇÕES CATÓLICAS CONTRA POBREZA NA AUSTRÁLIA
◊ Sydney, 23 out (RV) - As ONGs de inspiração católicas denunciam que a pobreza na Austrália está aumentando.
Mais de um bilhão de pessoas no mundo vivem em condições difíceis e lutam todos os dias contra a fome. No entanto, apesar da riqueza da Austrália, a pobreza e a miséria também fazem parte desse país.
Cerca de 2 milhões e 200 mil australianos estão lutando contra a pobreza e vivem em condições de pobreza. Segundo as organizações católicas, este número está crescendo. A Igreja na Austrália promoveu recentemente a Semana de Combate à Pobreza e o Arcebispo de Sydney, Cardeal George Pell, pediu às escolas, paróquias e comunidades católicas para organizarem atividades de sensibilização sobre o grave impacto da pobreza e traçar o perfil das pessoas carentes.
A Semana de Combate à Pobreza teve como objetivo reforçar a consciência pública sobre as causas e conseqüências da pobreza em todo o mundo e na Austrália, e elaborar estratégias para combater esse problema. O evento recebeu o apoio de organizações como CatholicCare, Caritas, Mission Australia, Sociedade São Vicente de Paulo, Jesuit Social Services, Anglicare, Cruz Vermelha e UnitingCare.
Segundo as organizações de assistência social, engajadas com as famílias e pessoas que lutam para sobreviver, muitos australianos acreditam que a pobreza é algo que acontece fora de seu país e não percebem que a pobreza afeta cerca de 10% da população australiana. Os últimos dados do Instituto Australiano de Estatística indicam que 58% dos indígenas australianos estão em risco de pobreza ou já vivem abaixo da linha de pobreza. Outros que se encontram na categoria de risco são os desempregados, 28% da população, as pessoas que pagam aluguel, 28%, os pais solteiros 22% e os idosos 7%, inclusive muitos aposentados que agora lutam para sobreviver. (MJ)
REFORMA NO FMI: MAIS PODER AOS EMERGENTES
◊ Kyongju, 23 out (RV) – Os países do G-20 chegaram a um acordo pela reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o objetivo de garantir um maior peso aos emergentes nas decisões do organismo. Esse é um dos resultados do encontro do G-20 que está sendo realizado em Kyongju, no sul da Coréia.
Ficou decidido por uma nova divisão dos direitos de voto e das quotas, o que, de fato, aumentará o poder de governança dos países emergentes, colocando a China como o terceiro país mais poderoso do FMI, atrás somente dos Estados Unidos e Japão, superando potências tradicionais como Alemanha, França e Itália.
A Índia passará do 11º lugar em importância decisiva para o oitavo, enquanto a Rússia ocupará o nono e o Brasil o 10º.
A reforma será aplicada a partir de 2011, quando as economias avançadas perderão 6,5% das cotas de capital do Fundo para os países emergentes. (ED)
© Rádio Vaticano 2010
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