Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Papa e Santa Sé


SÍNODO: CUSTÓDIO DA TERRA SANTA FAZ BALANÇO FINAL

◊ Cidade do Vaticano, 25 out (RV) - Para um balanço sobre os trabalhos do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, a Rádio Vaticano ouviu o Frei Pierbattista Pizzaballa, o Custódio da Terra Santa:

R. - É um balanço positivo. Como eu sempre disse, não há resultados operativos, mas foi uma experiência maravilhosa de Igreja encontrar todas as realidades eclesiais do Oriente Médio reunidas aqui em Roma, com Pedro e numa troca de opiniões, de idéias e experiências que enriqueceu a todos. Talvez não tenha resolvido todos os problemas, mas nos deu uma visão mais lúcida da situação e também perspectivas.

P. - Vocês franciscanos são os custódios dos lugares santos ligados à presença de Jesus na Terra Santa, lugares caros a toda a cristandade e esta condição lhes dá um pouco “o termômetro da comunhão entre as igrejas, entre os cristãos. Quanto trabalho deve ser feito ainda, qual contribuição o senhor acredita que este Sínodo deu?

R. – Certamente, há ainda muito o que fazer. É verdade que foi feito um grande caminho, que muitas Igrejas ortodoxas se aproximaram, mas permanece o fato das suspeitas, dos preconceitos e dos medos que ainda são muito visíveis e tangíveis. Nos lugares Santos e na Terra Santa isso se percebe muito bem. O Sínodo chamou a atenção para muitas questões e foram feitos pedidos precisos e específicos às Igrejas irmãs ortodoxas; esperamos que isso seja o início de um novo modo de se falar, mais franco e claro.

P. – O senhor acha que este Sínodo tenha incentivou a dimensão do testemunho?

R. - Sim, porque isso significa concretamente viver como cristãos na nossa realidade, que é uma realidade de minoria em relação à maioria muçulmana e judaica em Israel. Como viver esse testemunho? Primeiro, numa maior comunhão entre as Igrejas católicas, em maior harmonia com as Igrejas ortodoxas e, especialmente, sendo capazez de se consumar, investir e participar na vida pública do país de forma positiva e construtiva.

P. – No centro da atenção dos Padres sinodais, nestes dias, esteve também a necessidade de aumentar o diálogo com as outras duas grandes religiões monoteístas. Qual a contribuição desse Sínodo?

R. - Este Sínodo discutiu longamente sobre a relação, sobretudo, com o Islamismo; um pouco menos, por razões óbvias, com o Judaísmo. Em alguns países, essa experiência é dramática, enquanto em outros é mais positiva e essas duas realidade foram discutidas no Sínodo. Mas o que é comum a todos - e é um pedido muito forte - é a plena cidadania, plenos direitos, o desejo de colaborar e de construir juntos o futuro, o projeto e a visão da sociedade do Oriente Médio. Eu acredito que este Sínodo será lembrado como um momento muito claro, muito forte e muito franco; não houve impulsos positivos acríticos e nem mesmo houve um desejo de criticar, só por criticar. Foi um Sínodo muito realista. Acredito que o diálogo, assim, se tornará mais concreto.

P. - Apesar do caráter pastoral do Sínodo, inevitavelmente discutiu-se sobre o conflito israelense-palestino e o impacto que o mesmo tem na vida dos cristãos na Terra Santa. Hoje a resolução deste conflito vive um período de impasse. Qual é a contribuição dos cristãos?

R. - Os cristãos não poderão dar uma contribuição operativa, concreta, visível e tangível, hoje, imediatamente. Os cristãos podem, através das relações internacionais, manter viva a atenção da comunidade internacional para o problema, que é um problema real. Podem testemunhar, com a vida e no território, a capacidade de não desistir, de olhar para frente com uma atitude positiva.

P. - Este Sínodo pode ser visto como um novo ponto de partida?

R. – Absolutamente sim. Não é o fim mas o início de uma nova experiência. Certamente teremos uma nova forma de sentir-se Igreja, de maior comunhão. Uma das resoluções, um dos desejos mais forte de todos os Padres sinodais é continuar a encontrarem-se para poder conversar. Esse desejo já existia e agora é mair forte. (SP)


SÍNODO 2012 SOBRE NOVA EVANGELIZAÇÃO: LEVAR CRISTO AO HOMEM DE HOJE

◊ Cidade do Vaticano, 25 out (RV) - Um Sínodo para a Nova Evangelização em 2012: foi o importante anúncio feito neste domingo por Bento XVI ao término da missa que concluiu o Sínodo para o Oriente Médio. O Pontífice reiterou a "urgente necessidade" de uma nova evangelização, sobretudo "nos países de antiga cristianização". A Rádio Vaticano entrevistou o Presidente do recém-criado dicastério para a "Nova Evangelização", o Arcebispo Rino Fisichella, a quem perguntou com quais sentimentos acolheu a notícia:

Dom Rino Fisichella-: "Em primeiro lugar, com grande admiração, grande surpresa pela relevância que o Papa dá a esse tema que se torna sempre mais importante uma nota característica de seu Pontificado. Portanto, uma surpresa unida ao sentido de profunda alegria ao saber que o Papa, além de ter instituído semanas atrás o novo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, agora pense também em envolver todo o episcopado no mundo para esse Sínodo de 2012."

P. Agora teremos dois anos de trabalhos realmente intensos para esse grande evento eclesial. Há, porém, desde já, algo de fundo, uma linha que o senhor entrevê, considerando também o tema escolhido pelo Papa para este Sínodo:

Dom Rino Fisichella:- "O Papa já indicou a linha em sua Carta apostólica "Ubicumque et semper" (Sempre e em toda a parte, ndr). O Pontífice já a indicou diversas vezes em repetidos pronunciamentos. Creio que existam alguns pontos fundamentais que retornam à mente e, em primeiro lugar, diria, a exigência de renovar tudo aquilo que é a capacidade da Igreja de querer estar em condições de ainda levar o Evangelho de Jesus Cristo ao homem de hoje. Considerando certos aspectos tem-se falado também de um deserto em que vive o homem de hoje: por que? Porque tendo se distanciado de Deus não encontrou o que buscava e, consequentemente, fechou-se sempre mais em si mesmo e não foi capaz de poder corresponder a seus anseios. O homem precisa de Deus. O Papa mais uma vez evidencia essa dimensão que está no centro da vida. Como fazê-lo depois, o Papa o reiterou repetidas vezes: fazendo compreender no justo e correto modo – numa sociedade sempre mais secularizada – o tema da relação entre fé e razão e, portanto, em que modo uma razão coerente consigo mesma pode conseguir alcançar verdadeiramente o objetivo da sua busca que é a verdade. E dessa verdade não se pode excluir a presença de Deus na própria vida. Existem, portanto, muitos elementos. Inevitavelmente há o grande tema da secularização, um fenômeno que deve ser olhado e estudado com atenção, dando, porém, uma resposta positiva." (RL)


PAPA RECORDA ERIK PETERSON, TEÓLOGO EVANGÉLICO CONVERTIDO AO CATOLICISMO

◊ Cidade do Vaticano, 25 out (RV) - Em 26 de outubro de 1960 morria em Hamburgo, na Alemanha, aos 70 anos, o teólogo alemão Erik Peterson, um evangélico convertido em 1930 ao catolicismo. Bento XVI recebeu em audiência ao meio-dia desta segunda-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, os cerca de cem participantes do Congresso Internacional sobre Erik Peterson.

De fato, de domingo até esta terça-feira, algumas instituições pontifícias estão dedicando um Congresso a esse estudioso, à distância de 50 anos de sua morte. Tendo permanecido de lado por muitos anos, o trabalho de Peterson de alguns tempos para cá vem sendo objeto de uma atenta redescoberta, que tem evidenciado o valor de sua reflexão da qual célebres teólogos do Séc.XX são devedores.

No discurso que dirigiu aos presentes o Papa ressaltou, entre outras coisas, que a história pessoal de Peterson se entrelaça com o destino de todo cristão: não ter nesta terra "uma cidade permanente". O teólogo viveu a precariedade da perda da cátedra após a conversão ao catolicismo, viveu a incerteza de perder suas raízes e de ficar "até o fim de seus dias sem um fundamento certo e sem uma pátria segura".

Tendo Peterson se transferido para Roma nos anos trinta, o Pontífice ressaltou que o teólogo alemão experimentara o ser estrangeiro do cristão: havia se tornado estranho para a teologia protestante e se tornara, de certo modo, forasteiro também para a teologia católica, por como eram as coisas então. Hoje, sabemos que ele pertencia a ambas, que ambas têm muito a aprender dele: todo o drama, o realismo, a reivindicação existencial, humana da Teologia.

O Papa concluiu agradecendo ao Cardeal-Arcebispo de Colônia, Karl Lehmann, pela iniciativa de publicar a opera omnia de Peterson, que atualmente conta traduções em italiano, francês, espanhol, inglês, húngaro e até mesmo em chinês.

"Esperamos que através desta publicação – auspiciou – se possa ulteriormente difundir o pensamento de Peterson, que jamais se limita ao detalhe, mas olha sempre para o conjunto da Teologia." (RL)


FAMÍLIA, EDUCAÇÃO E AMBIENTE NORTEIAM ENCONTRO DO PAPA COM PRESIDENTE DE SEICHELES

◊ Cidade do Vaticano, 25 out (RV) - Bento XVI recebeu em audiência na manhã desta segunda-feira, no Vaticano, o Presidente da República de Seicheles, James Alix Michel.

Após manifestarem grande satisfação pelas cordiais relações bilaterais, as duas partes fizeram uma troca de opiniões sobre temas de interesse comum – informa uma nota da Sala de Imprensa da Santa Sé.

A esse propósito – "se detiveram, de modo particular, sobre o compromisso e colaboração em favor da promoção da dignidade humana, sobretudo em âmbitos de grande relevo social como a família, a educação da juventude e a proteção do ambiente" – lê-se no comunicado.

Após a audiência com o Papa, o Presidente seichelense encontrou o Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e o Secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti. (RL)


Igreja na América Latina


ARCEBISPO SALVADORENHO DENUNCIA AUMENTO DA VIOLÊNCIA

◊ San Salvador, 25 out (RV) - O Arcebispo de San Salvador, Dom José Luis Escobar Alas, pediu esclarecimentos às autoridades sobre os graves fatos de violência ocorridos recentemente no país.

O prelado manifestou preocupação pelo massacre de quatro jovens, no último sábado, em Talnique. As vítimas são María Vicenta Ávalos Pérez, de 15 anos; Georgina Lisseth Alvarez Cruz, de 18; Clarisa Ortiz Valle, de 13, e Julia Araceli Hernández Torres, de 14.

"Lamentamos como Igreja que estes fatos estejam acontecendo em nosso país. A polícia deve investigar o caso e prender os culpados" – frisou o prelado.

Segundo uma pesquisa, El Salvador ocupa o segundo lugar na América Central, no ranking de violência contra a mulher. "É uma atitude selvagem de uma sociedade primitiva" – disse o prelado salvadorenho referindo-se ao elevado número de casos de violência contra a mulher.

"A violência deve ser combatida em todos os níveis. Precisamos proteger as crianças e as mulheres. É uma situação triste em que nos encontramos" – ressaltou Dom Escobar Alas.

O prelado falou também sobre o caso de deputados salvadorenhos assassinados na Guatemala, ressaltando que a justiça deve prevalecer e os culpados devem ser levados a julgamento. "Este é um caso que envolve os dois países. Acredito que o Ministério Público da Guatemala e as autoridades salvadorenhas façam seu melhor esforço em favor da justiça" – concluiu o arcebispo. (MJ)


BOLÍVIA: CONFERÊNCIA SUL-AMERICANA SOBRE MIGRAÇÕES

◊ Tiquipaya, 25 out (RV) - Tem início, nesta segunda-feira, em Tiquipaya, na Bolívia, a 10ª Conferência Sul-americana sobre Migrações (CSM).

O objetivo do encontro é analisar o plano sul-americano de desenvolvimento humano para as migrações. Além de abrir espaços de participação à sociedade civil nas discussões da Conferência Sul-americana sobre Migrações, meio ambiente e mudanças climáticas, será também escolhida, no encontro, a sede da 11ª conferência.

A Conferência Sul-americana sobre Migrações é um organismo regional para o diálogo e a consulta no campo das migrações. O evento conta com a participação da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana e Suriname.

A Igreja Católica está ciente do problema das migrações na Bolívia. Em junho de 2008, os bispos bolivianos e brasileiros organizaram o 10° Encontro de Bispos da Fronteira Brasil-Bolívia na cidade de Guajará-Mirim, para abordar o problema migração-narcotráfico, que se tornou sempre mais complexo.

Na Bolívia, a migração interna envolve dois milhões de pessoas. Um a cada cinco bolivianos é emigrante, segundo dados do relatório Mundial de Desenvolvimento Humano 2009 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

"Nos últimos 30 anos, a Bolívia passou de uma sociedade rural (64%) a uma sociedade urbana, com 62% das pessoas residentes em cidades. 48% dos imigrantes têm entre 15 e 29 anos, três a cada quatro migrantes internos estão em idade ativa, 81% deles falam duas línguas e cerca de 60% têm instrução secundária" – conclui o relatório do PNUD. (MJ)


HAITI TRAVA BATALHA CONTRA CÓLERA

◊ Porto Príncipe, 25 out (RV) - O Haiti está travando uma batalha contra a epidemia de cólera que já causou 220 mortos em todo o país.

Trata-se da segunda grave emergência que afetou o Haiti este ano, após o terremoto de 12 de janeiro passado que deixou mais de um milhão de pessoas desabrigadas que ainda vivem debaixo de tendas.

A cólera é uma doença causada pela falta de higiene e estruturas médicas adequadas, provoca diarreia e vômitos levando à desidratação. A doença desapareceu do Haiti há vários anos, mas agora voltou e das áreas rurais ameaça a capital Porto Príncipe, onde foram detectados alguns casos de cólera.

A porta-voz da ONU, Imogen Wall, disse que são casos isolados que foram rapidamente diagnosticados e que as pessoas contraíram a infecção em Artibonite, no norte do país, onde se encontra a maior parte das vítimas, e posteriormente viajaram para a capital, onde a doença foi diagnosticada.

A ONU ressalta que as pessoas que "vivem em acampamentos são altamente vulneráveis à infecção intestinal, causada por bactérias transmitidas pela água ou alimentos contaminados".

As autoridades haitianas decretaram estado de emergência, mas não obstante o Governo tenha se mobilizado contra a doença, calcula-se que as pessoas afetadas sejam mais de três mil concentradas, sobretudo em Arbonite e Plateau Central. (MJ)


IGREJA NA BOLÍVIA DEFENDE DIREITOS FUNDAMENTAIS DA CRIANÇA

◊ La Paz, 25 out (RV) - A Igreja Católica na Bolívia intercede junto ao governo pelo respeito aos direitos da criança e do adolescente.

Está em andamento, no país, uma proposta de Lei de Reforma do Código Penal, a qual aprova relações sexuais a partir dos 12 anos de idade. Isso significa que, qualquer adulto que tiver relações sexuais com um pré-adolescente de 12 anos – a partir de 12 anos - não estará cometendo crime de pedofilia.

O bispo de Oruro, Dom Cristóbal Bialasik, manifestou-se em nome da Igreja, por meio de um pronunciamento enviado aos senadores e ao Presidente Evo Morales, no qual lembra-os do compromisso assumido, qual seja o de preservar os direitos fundamentais de todo o ser humano. Por esse motivo, o prelado insiste que a lei de reforma não seja aprovada em última instância nesses moldes, para que a infância seja preservada no país.

Representando também a Fundação Vida e Família, Dom Cristóbal frisou o perigo que representa o artigo 15 da Lei de Reformas do Código Penal, que descriminaliza os casos em que menores maiores de 12 anos tenham relações sexuais, contanto que consentidas.

Essa Lei de Reformas foi aprovada na Câmara dos Deputados e na Assembléia Legislativa da Bolívia no dia 21 do corrente. A Igreja pronuncia-se sobre vários aspectos, como o biológico, psicológico, cultural e moral. (ED)


Igreja no Mundo


PAQUISTÃO CELEBROU DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

◊ Karachi, 25 out (RV) - Embora em uma situação dramática de emergência humanitária, o Paquistão celebrou ontem o Dia Mundial das Missões, com momentos de oração e solidariedade entre os refugiados, graças ao particular compromisso das famílias católicas para com os deslocados vítimas das inundações. O Diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do país, Padre Mário Rodrigues disse à agência Fides que ontem em Karachi, se realizou um seminário aberto a duas mil pessoas, entre sacerdotes e leigos, chamados a refletir sobre o papel das comunidades e famílias no testemunho do Evangelho, a partir da mensagem do Papa.

“As famílias como comunidades missionárias - disse o Padre Rodrigues – levam solidariedade concreta, mas também uma ajuda psicológica e espiritual” em seu trabalho diário entre os refugiados das inundações. Entretanto, a situação continua crítica: 7 milhões de pessoas desabrigadas passarão o inverno com muitas dificuldades, porque quase 2 milhões de casas foram destruídas. O governo prometeu 20 mil rúpias por família para a reconstrução, mas além do fato de que o valor não é suficiente, há atrasos e falta de transparência na distribuição do dinheiro. Além disso, violências e confrontos ocorreram nos distritos de Nawabshah e Sukkur entre a polícia e pessoas deslocadas em fila durante horas para receber o cartão que dá direito às ajudas. “O que não perdemos é a coragem e a vontade de recomeçar ", declara, apesar de tudo, uma testemunha que acaba de obter um empréstimo para reconstruir sua casa. (SP)


LAOS: ORDENAÇÃO DEPOIS DE 40 ANOS

◊ Vientiane, 25 out (RV) - O norte do Laos, país asiático localizado na Indochina, terá a sua primeira ordenação sacerdotal em quarenta anos, a qual será celebrada no dia 12 de dezembro próximo.

O anúncio foi feito pelo Administrador Apostólico de Luang Prabang, Mons. Tito Banchong. O futuro sacerdote se chama Pierre Buntha Silaphet, tem 30 anos e nasceu em Phomvan, norte do Laos.

A ordenação será a primeira dos últimos 40 anos do vicariato de Luang Prabang, cidade que é, aliás, patrimônio mundial declarado pela UNESCO. A curiosidade é que o futuro sacerdote tem o mesmo sobrenome do primeiro padre daquela região, que foi Jean Bosco Buntha, ordenado em 1970, ambos também pertencentes à mesma etnia K' hmu.

O Laos tem aproximadamente 40 mil católicos, o correspondente a 0,66% da população, cuja maioria é budista. A Igreja Católica está presente no país com quatro vicariatos apostólicos: Luang Prabang, Paksé, Savannakhet e Vientiane. (ED)


ARGÉLIA: ENGAJADA NOS DESAFIOS DA IGREJA NO ORIENTE

◊ Argel, 25 out (RV) - As Igrejas no Oriente são chamadas hoje a enfrentar três grandes desafios: a comunhão entre as próprias comunidades, o testemunho cristão a ser dado ao mundo, e o convívio e o diálogo com outras religiões.

Essa foi a recomendação do Bispo de Laghouat-Ghardaïa (Argélia), Dom Claude Rault, por ocasião da reunião mensal da diocese, a qual, neste mês de outubro, o prelado quis dedicar ao Sínodo para o Oriente Médio, realizado em Roma nestes últimos dias.

Recordando que, no referido encontro, a Argélia foi representada pelo Arcebispo de Argel, Dom Ghaleb Bader, Dom Claude diz que, no que concerne ao primeiro ponto, ou seja, a comunhão entre as próprias Igrejas, há ainda muito caminho pela frente e isso deve ser reconhecido humildemente.

Sobre o testemunho cristão para o mundo, o prelado lembra que é fato a necessidade de novas energias, mas reconhece que muito tem sido feito. Quanto ao último ponto, que é o diálogo com outras religiões, Dom Claude exorta a olhar com atenção os trabalhos do Sínodo e a projetar-se, em nível comunitário e pessoal, no caminho por este criada. (ED)


Entrevistas


CHILE: "A FÉ FOI A NOSSA FORÇA"

◊ Cidade do Vaticano, 25 out (RV) - “Tivemos muitos dias difíceis, mas a fé foi a nossa força”: Luis Urzua, o último dos 33 mineiros chilenos libertados após 69 dias na mina de San José de Copiapó, no Chile, conta dessa maneira aqueles trágicos momentos. Topógrafo, de 54 anos e minerador com mais de 30 anos de experiência, Luis era o líder do grupo. O seu agradecimento se dirige a todos aqueles que ao redor do mundo rezaram pela salvação dos mineiros, e em particular a Bento XVI, que acompanhou o caso de perto conservando no seu quarto a bandeira assinada pelos mineiros quando se encontravam a 700 metros de profundidade para pedir a Deus todos os dias a sua libertação. Luiz deu o seu testemunho à Rádio Vaticano.

R. “Eu era o chefe dos 33 mineiros presos na mina de San Jose. Tivemos muitos dias difíceis, mas rezamos muito. Tivemos muitos momentos de oração durante o dia e isso foi a nossa força. Isso nos levou a nos tornarmos um grupo mais compacto, mais unido. Deus era o número 34”.

P. - Como vocês foram capazes de racionar os alimentos nos primeiros 17 dias total isolamento?

R. - “O pouco que tínhamos, devíamos poupar. No último dia não tínhamos mais nada. Quando no 18º dia chegou a sonda, voltou a vida: foi um dos momentos mais bonitos.”

P. - Como vocês organizaram os dias?

R. - “Passávamos os dias falando: conversação, amizade, recordações, em uma catástrofe que para nós foi enorme. Agradeço a todos e à Igreja. Tivemos também uma visita dos bispos do Chile. Agradeço por todas as manifestações de carinho e orgulho. Nosso povo aqui em Copiapó se comportou muito bem, rezando sempre por nós”.

P. - Qual foi o maior medo de vocês?

R. - “Pensei somente na minha família. Fora havia muita gente que estava preocupada e angustiada por nós, porque não sabia nada de seus entes queridos”.

P. – Quanto foi importante para vocês a oração e a fé?

R. - “A oração e a fé foram fundamentais, nos deram força quando nós estávamos desanimados, quando tínhamos perdido a esperança. A fé nos deu esperança para continuar a viver. Entre nós havia religiões diferentes, mas nós estávamos rezando para o mesmo Deus. Naquele momento como trabalhadores estavamos todos na mesma situação”. (SP)

© Rádio Vaticano 2010

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