Papa e Santa Sé
APRESENTADO LIVRO-ENTREVISTA COM BENTO XVI: "LUZ DO MUNDO"
◊ Cidade do Vaticano, 23 nov (RV) - Foi apresentada na manhã desta terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, o livro-entrevista "Luz do Mundo. O Papa, a Igreja, os sinais dos tempos. Uma conversa do Santo Padre Bento XVI com Peter Seewald".
O volume, publicado pela Livraria Editora Vaticana, sairá nesta quarta-feira, dia 24. Fruto de uma semana de conversações – no verão europeu passado – entre o Papa e o jornalista alemão, o livro conta cerca de 280 páginas: nele, o Pontífice responde a mais de 90 perguntas.
Participaram da apresentação, além do Diretor da Sala de Imprensa vaticana, Pe. Federico Lombardi, o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, e o Vaticanista Luigi Accattoli. Encontravam-se presentes, entre outros, o jornalista alemão autor da entrevista com o Papa, Peter Seewald, e o Diretor da Livraria Editora Vaticana, Pe. Giuseppe Costa.
Um livro único, um presente à Igreja e ao mundo, que desafia o homem do nosso tempo à conversão do coração: foi assim apresentado o volume "Luz do mundo", numa Sala de Imprensa vaticana lotada, na presença, entre outros, do Secretário particular do Papa. Mons. Georg Gänswein.
Pe. Lombardi disse aos jornalistas ter perguntado na noite desta segunda-feira ao Santo Padre quais as razões deste livro-entrevista, o motivo de uma escolha tão original:
"Por que o Papa concedeu esta entrevista? Porque pensou que falar às pessoas de hoje numa linguagem simples, coloquial, acerca de muitas questões sobre as quais as pessoas se interrogam, fosse uma boa coisa que ele poderia fazer. A entrevista concedida nasce de uma intenção pastoral, de uma intenção de comunicação simples, de disponibilidade a responder às questões do mundo, às perguntas das pessoas de hoje."
Em seguida, foi a vez da participação do Arcebispo Fisichella, que, em primeiro lugar, ressaltou a humanidade de Bento XVI, que se entrevê nas páginas do livro-entrevista. Um livro no qual o Papa abre o coração da sua vida cotidiana:
"Estamos diante de um Papa que não se esquiva de nenhuma pergunta, que quer esclarecer tudo com uma linguagem simples, mas nem por isso menos profunda, e que aceita com benevolência aquelas provocações que muitas questões apresentam. Contudo, reduzir toda a entrevista a uma frase extraída de seu contexto e do conjunto do pensamento de Bento XVI seria uma ofensa à inteligência do Papa e uma instrumentalização gratuita de suas palavras."
"Familiaridade, confidências, em alguns momentos ironia, mas, sobretudo, simplicidade e verdade – disse Dom Fisichella – são os traços característicos deste colóquio" em que Joseph Ratzinger faz "o grande público partícipe de seu pensamento":
"A impressão que se tem é de um Papa otimista sobre a vida da Igreja, apesar das dificuldades que sempre a acompanharam."
O Papa – prosseguiu o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização – não se deixa intimidar pelas cifras das pesquisas, porque a verdade tem outros critérios. E, todavia – frisou o Arcebispo – o livro ajuda a dissipar fáceis e superficiais interpretações:
"Estas páginas, de certo modo, deixam transparecer com clareza o pensamento do Papa e alguns deverão rever suas posições em face de descrições inconsistentes apresentando-o como um homem obscurantista e inimigo da modernidade."
Por sua vez, o autor da entrevista, Peter Seewald, quis ressaltar que não houve nenhuma censura do Papa sobre as perguntas. E que, pelo contrário, mostrou-se atento a deter-se sobre cada questão, mostrando ser um verdadeiro homem do diálogo.
O jornalista alemão, que já havia publicado dois livros-entrevista com o então Cardeal Ratzinger, disse em seguida que encontrou um homem igualmente brilhante e dotado de uma extraordinária força intelectual, mas, sobretudo, espiritual, muito próximo a Deus.
Durante a coletiva, muitas das perguntas dos jornalistas, provenientes do mundo inteiro, se concentraram nas antecipações relacionadas à resposta do Pontífice sobre o uso do preservativo no contexto do combate à AIDS. Dom Fisichella explicou que não se pode descontextualizar a passagem do livro, cujo texto se apresenta de forma coloquial e não é, portanto, um ato magisterial:
"Em primeiro lugar o Papa, quando fala neste livro, está respondendo à pergunta relacionada à viagem à África e sobre como essa viagem foi completamente ofuscada por uma única pergunta e por uma resposta em relação ao uso do preservativo. Portanto, o Papa desenvolve um raciocínio em relação ao tema da sexualidade e da corporeidade: é dentro desse argumentar que se deve inserir o que o Papa afirma."
Por sua vez, Seewald definiu como "ridículo", senão "penoso", que grande parte da imprensa mundial tenha se concentrado unicamente nesse tema específico.
Também Pe. Lombardi respondeu a perguntas sobre o tema, precisando, em primeiro lugar, que a sua nota explicativa sobre a correta interpretação às palavras em questão tinha sido vista e aprovada pelo Papa, e que erros na tradução do original alemão no caso do exemplo feito pelo Pontífice, não mudam a substância da resposta.
O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé reiterou que a humanização da sexualidade é o verdadeiro objetivo a que se propõe Bento XVI:
"A contribuição que o Papa quis dar não é de uma discussão técnica, com linguagem científica de problemas de moral. Isso não é tarefa de um livro dessa natureza: não quer tirar o trabalho das Congregações e da Congregação para a Doutrina da Fé. Por isso não usou "mal menor", dúplice efeito" ou outras fórmulas clássicas particulares, mas quis usar uma linguagem muito coloquial e que todos pudessem entender. Falar de um primeiro passo na direção da responsabilidade é usar uma linguagem ampla, que diz respeito à condição e à problemática de todos, e não das condições somente específicas ou internas à Igreja."
Concluindo, Pe. Lombardi ressaltou que este livro-entrevista mostra uma grande coragem comunicativa de Bento XVI:
"Nós podemos ser gratos ao Papa por um ato de verdadeira coragem comunicativa. Como dizia, buscou falar com uma linguagem que as pessoas entendessem, uma linguagem acessível a todos. Quis abordar muitas questões, mesmo com o risco de suscitar discussões ou de nem sempre ser entendido perfeitamente. Por que? Porque ele assume a responsabilidade de mostrar a participação da Igreja e a sua em todos os problemas que o mundo hoje encontra."
Por sua vez, o diretor da Livraria Editora Vaticana, Pe. Giuseppe Costa, afirmou que a primeira edição do livro já está para se esgotar e que uma nova edição já está pronta para 2 de dezembro próximo. (RL)
Igreja no Brasil
CNBB: CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO
◊ Aparecida, 23 nov (RV) - O Secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, presidiu no último domingo, dia 21, a Missa de abertura da Campanha para a Evangelização, no Santuário Nacional de Nossa Senhora, em Aparecida (SP). Aprovada pela 35ª Assembleia Geral da CNBB em 1997, a Campanha para a Evangelização é realizada no período do advento e tem como principal objetivo arrecadar fundos para a sustentação do trabalho de evangelização da Igreja no Brasil.
A campanha deste ano tem como tema “Encarnação e nova criação” e o lema “Em Cristo somos novas criaturas”. A iniciativa se estende até o dia 12 de dezembro, quando será feita uma coleta em todas as paróquias e comunidades eclesiais.
“No final da Campanha para a Evangelização existe um gesto concreto que é aquela coleta que se faz no terceiro domingo do advento em todas comunidades, da mesma maneira que a fraternidade tem o gesto concreto no Domingo de Ramos”, afirmou Dom Dimas.
Além da coleta nacional, pela primeira vez, a Campanha para a Evangelização vai receber doações por telefone. A CNBB contratou um serviço 0500, que receberá doações até o dia 12 de dezembro.
Os doadores poderão ofertar R$ 5, R$ 10 ou R$ 15, discando, respectivamente, os números 0500-2512-005; 0500-2512-010 ou 0500-2512-015. Outra opção será através do boleto bancário emitido via internet.
No site da CNBB foi criado um link:
http://www.cnbb.org.br/evangelizar/ para a realização deste serviço.
O dinheiro coletado pela campanha é distribuído da seguinte maneira: 45% fica na própria diocese, 20% vai para o Regional da CNBB e 35% é destinado à CNBB. (SP)
Igreja na América Latina
PERU: CENTENÁRIO DOS CARMELITAS DESCALÇOS
◊ Lima, 23 nov (RV) - Os Carmelitas Descalços iniciaram, no último domingo, no Peru, as celebrações do centenário da chegada da Ordem ao país.
A missa de abertura do centenário foi celebrada na Paróquia de São José, em Lima. "Este evento é um tempo de graça para todos aqueles que, no Peru, conhecem e amam o Carmelo Teresiano e sua espiritualidade. É um tempo para agradecer a Deus pela presença dos filhos de Santa Teresa de Jesus, no Peru", afirma a nota da Conferência Episcopal Peruana.
A Ordem Carmelita teve sua origem no século XII. Por volta do ano 1191, um grupo de homens que queriam viver a solidão e o retiro se estabeleceu no vale de Wadi-es-Siah do Monte Carmelo, onde segundo a tradição bíblica viveu o profeta Elias. Nesse profeta se inspiraram para viver na solidão. Foi pedido ao então Patriarca de Jerusalém, Alberto, para dar-lhes uma regra sobre a qual organizar a vida comunitária. Assim, nasce a Ordem Carmelita.
Em 1910, os Carmelitas Descalços iniciaram seu trabalho no Peru. (MJ)
Igreja no Mundo
JOVENS CRISTÃOS QUEREM PERMANECER NA TERRA SANTA
◊ Jerusalém, 23 nov (RV) - A maioria dos jovens cristãos palestinos, com um bom nível de instrução, prefere permanecer na Terra Santa e não emigrar.
Esses dados emergiram numa pesquisa feita pela Comissão de Coordenação de Ajuda Católica (Catholic Aid Coordination Committee), rede de organizações católicas que ajuda as comunidades cristãs do Oriente Médio. A organização tem sede em Jerusalém.
O estudo foi realizado nas áreas que possuem uma significativa presença cristã, incluindo a Faixa de Gaza, envolvendo pessoas de todas as categorias sociais. O objetivo da iniciativa era ajudar as organizações da Comissão de Coordenação de Ajuda Católica a coordenarem melhor seus esforços em favor da população cristã na Terra Santa.
A pesquisa mostrou que os jovens palestinos, sobretudo os instruídos, são muito ligados à sua terra e possuem um arraigado senso de pertença à Igreja, da qual esperam ajuda para encontrar trabalho, casa e educação.
Os resultados da pesquisa reforçam o que foi afirmado no Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, realizado em outubro passado, no Vaticano, sobre a necessidade de ajudar os cristãos a se integrarem na sociedade.
Segundo a Comissão de Coordenação de Ajuda Católica, uma intervenção útil no sentido da integração, seria ajudá-los a comprar casa em bairros mistos, ao invés de financiar a construção de casas em bairros habitados somente por cristãos. (MJ)
SÍNODO DA IGREJA ANGLICANA
◊ Londres, 23 nov (RV) - Será o debate sobre a “Anglican communion covenant” (Pacto da Comunhão Anglicana) o ponto mais importante na agenda do Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra, que tem início nesta terça-feira. Trata-se de um documento que busca estabelecer um “pacto” dentro da Comunhão Anglicana para manter vivo o diálogo interno sobre questões que a dividem como as uniões entre pessoas do mesmo sexo e a ordenação de padres homossexuais. O Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra será inaugurado pela rainha, na “Church House” após uma Eucaristia celebrada na abadia de Westminster pelo arcebispo de Cantuária, Rowan Williams.
O Sínodo – refere a agência Sir – se encerrará no final da tarde de amanhã, quarta-feira, depois de um discurso do Dr. Williams. A idéia de um “Pacto da Comunhão Anglicana” foi proposta pela primeira vez no “Relatório Windsor”, em 2004. “Pensamos nesta solução”, disse Steve Jenkins, porta-voz da Igreja da Inglaterra, “como forma de melhorar as relações e comunicações entre as várias igrejas que fazem parte da Comunhão Anglicana.
O pacto estabelece princípios e diretrizes sobre como as igrejas devem se relacionar entre si e como podem resolver problemas. “O texto foi enviado, em dezembro a todas as igrejas da Comunhão Anglicana para que fosse aprovado. Se o Sínodo decidir nesta quarta-feira em adotá-lo, o pacto será depois enviado às dioceses da Igreja da Inglaterra”. Se for aprovado por mais da metade das dioceses, e dentro delas por mais de 50% dos votos, o pacto voltará ao Sínodo, que poderá aprová-lo em 2012. Antes não é possível. Steve Jenkins explica ainda que “não haverá consequências para as igrejas que optarem por não assiná-lo. Continuarão a fazer parte da Comunhão Anglicana”. O resultado da votação sobre o pacto será conhecido no final da manhã desta quarta-feira.
Respondendo às críticas daqueles que fazem parte da Comunhão Anglicana, de que “pacto” a tornaria “mais dogmática”, Rowan Williams escreveu, na sua carta de Pentecostes à Comunhão Anglicana, que “o pacto não é concebido como um instrumento de controle. Estamos em um momento na nossa vida comum, onde comunicações interrompidas e relações frágeis têm gerado um clima de desconfiança. Aconteça o que acontecer às nossas estruturas devemos preservar as relações de trabalho e lugares para intercâmbios e discussões”. (SP)
ÁFRICA: APELO DA IGREJA EM PROL DOS MIGRANTES
◊ Roma, 23 nov (RV) - Uma forte condenação “dos muitos preconceitos e maus tratos enfrentados por migrantes, especialmente os da África”. E um apelo “aos países envolvidos, para que apliquem suas leis de imigração de uma forma justa e honesta”: estão contidos na mensagem dos participantes do encontro sobre “Novas faces da migração em África - causas, desafios e perspectivas para o segundo Sínodo Africano e o papel da Igreja na África”, que teve lugar nos dias 16 e 17 de novembro, em Roma, numa iniciativa do SECAM (Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar) e do ICMC (Comissão Internacional Católica para as Migrações). Estiveram presentes delegados de 22 países e das Conferências Episcopais da África.
Também no relatório final do encontro, mais detalhado – informa a agência Sir -, se reafirma que a “discriminação e a rejeição dos estrangeiros produzem a degradação da dignidade humana entre os migrantes indocumentados, injustamente punidos”. “A irregularidade da situação no que diz respeito às normas constitucionais e às políticas nacionais”, sublinham, “não pode justificar tratamentos desumanos” contra homens e mulheres “que procuram uma vida melhor”. Os participantes do encontro solicitam aos países desenvolvidos que “não sejam somente construidas barreiras para impedir a migração, mas que ajudem os países africanos a resolverem seus problemas econômicos e sócio-políticos”.
As causas da migração em África - observam na mensagem -, são derivdas da “pobreza, das guerras, do desemprego”, por isso se pedem também aos líderes africanos que “criem um clima de segurança e liberdade, junto com outras condições necessárias em termos de bom governo, promoção dos princípios democráticos e criação de oportunidades de trabalho, de modo a evitar que as pessoas fujam dos seus países, ou pelo menos, a reduzir a migração”.
À Igreja na África, os participantes do encontro propõem “exercer o seu papel profético na busca de soluções para o que leva as pessoas a migrarem, dando especial atenção aos direitos humanos e à dignidade social de nossos irmãos e irmãs”. SECAM e ICMC se dizem prontos a cooperar com a sociedade civil organizada e com organizações governamentais, em particular com a União Africana, para “informar e educar os nossos irmãos africanos sobre os efeitos negativos da migração, sobre o que significa viver em um país que diferente do seu. Devem entender que viver na Europa, na América do Norte e Oriente Médio não é tão róseo como provavelmente imaginam”. (SP)
SUDÃO: SOLTO AGRESSOR DO CARDEAL WAKO
◊ Cartum, 23 nov (RV) - Hamdan Mohamed Abdurrahman, o homem que teria atentado contra a vida do Arcebispo de Cartum, Cardeal sudanês Gabriel Zubeir Wako, foi solto porque incapaz de entender e querer. Foi o que relatou a Rádio Católica do Sudão. No dia 10 de outubro - recorda a agência Fides - durante a Santa Missa em comemoração a São Daniele Combini, o homem foi detido pelo mestre de cerimônias, enquanto se dirigia para o altar com uma espada tradicional.
“E agora soube-se que depois de um mês na prisão, Mohammed foi libertado porque a polícia afirma que ele não é mentalmente responsável”, disse a Rádio Católica do Sudão que divulgou a notícia. “Não está claro se o homem foi visitado por médicos que declararam que não pode ser julgados por causa de seu problema mental, ou se precisa de um tratamento psiquiátrico”, concluiu a emissora”. (SP)
APRESENTADO LIVRO-ENTREVISTA COM BENTO XVI: "LUZ DO MUNDO"
◊ Cidade do Vaticano, 23 nov (RV) - Foi apresentada na manhã desta terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, o livro-entrevista "Luz do Mundo. O Papa, a Igreja, os sinais dos tempos. Uma conversa do Santo Padre Bento XVI com Peter Seewald".
O volume, publicado pela Livraria Editora Vaticana, sairá nesta quarta-feira, dia 24. Fruto de uma semana de conversações – no verão europeu passado – entre o Papa e o jornalista alemão, o livro conta cerca de 280 páginas: nele, o Pontífice responde a mais de 90 perguntas.
Participaram da apresentação, além do Diretor da Sala de Imprensa vaticana, Pe. Federico Lombardi, o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, e o Vaticanista Luigi Accattoli. Encontravam-se presentes, entre outros, o jornalista alemão autor da entrevista com o Papa, Peter Seewald, e o Diretor da Livraria Editora Vaticana, Pe. Giuseppe Costa.
Um livro único, um presente à Igreja e ao mundo, que desafia o homem do nosso tempo à conversão do coração: foi assim apresentado o volume "Luz do mundo", numa Sala de Imprensa vaticana lotada, na presença, entre outros, do Secretário particular do Papa. Mons. Georg Gänswein.
Pe. Lombardi disse aos jornalistas ter perguntado na noite desta segunda-feira ao Santo Padre quais as razões deste livro-entrevista, o motivo de uma escolha tão original:
"Por que o Papa concedeu esta entrevista? Porque pensou que falar às pessoas de hoje numa linguagem simples, coloquial, acerca de muitas questões sobre as quais as pessoas se interrogam, fosse uma boa coisa que ele poderia fazer. A entrevista concedida nasce de uma intenção pastoral, de uma intenção de comunicação simples, de disponibilidade a responder às questões do mundo, às perguntas das pessoas de hoje."
Em seguida, foi a vez da participação do Arcebispo Fisichella, que, em primeiro lugar, ressaltou a humanidade de Bento XVI, que se entrevê nas páginas do livro-entrevista. Um livro no qual o Papa abre o coração da sua vida cotidiana:
"Estamos diante de um Papa que não se esquiva de nenhuma pergunta, que quer esclarecer tudo com uma linguagem simples, mas nem por isso menos profunda, e que aceita com benevolência aquelas provocações que muitas questões apresentam. Contudo, reduzir toda a entrevista a uma frase extraída de seu contexto e do conjunto do pensamento de Bento XVI seria uma ofensa à inteligência do Papa e uma instrumentalização gratuita de suas palavras."
"Familiaridade, confidências, em alguns momentos ironia, mas, sobretudo, simplicidade e verdade – disse Dom Fisichella – são os traços característicos deste colóquio" em que Joseph Ratzinger faz "o grande público partícipe de seu pensamento":
"A impressão que se tem é de um Papa otimista sobre a vida da Igreja, apesar das dificuldades que sempre a acompanharam."
O Papa – prosseguiu o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização – não se deixa intimidar pelas cifras das pesquisas, porque a verdade tem outros critérios. E, todavia – frisou o Arcebispo – o livro ajuda a dissipar fáceis e superficiais interpretações:
"Estas páginas, de certo modo, deixam transparecer com clareza o pensamento do Papa e alguns deverão rever suas posições em face de descrições inconsistentes apresentando-o como um homem obscurantista e inimigo da modernidade."
Por sua vez, o autor da entrevista, Peter Seewald, quis ressaltar que não houve nenhuma censura do Papa sobre as perguntas. E que, pelo contrário, mostrou-se atento a deter-se sobre cada questão, mostrando ser um verdadeiro homem do diálogo.
O jornalista alemão, que já havia publicado dois livros-entrevista com o então Cardeal Ratzinger, disse em seguida que encontrou um homem igualmente brilhante e dotado de uma extraordinária força intelectual, mas, sobretudo, espiritual, muito próximo a Deus.
Durante a coletiva, muitas das perguntas dos jornalistas, provenientes do mundo inteiro, se concentraram nas antecipações relacionadas à resposta do Pontífice sobre o uso do preservativo no contexto do combate à AIDS. Dom Fisichella explicou que não se pode descontextualizar a passagem do livro, cujo texto se apresenta de forma coloquial e não é, portanto, um ato magisterial:
"Em primeiro lugar o Papa, quando fala neste livro, está respondendo à pergunta relacionada à viagem à África e sobre como essa viagem foi completamente ofuscada por uma única pergunta e por uma resposta em relação ao uso do preservativo. Portanto, o Papa desenvolve um raciocínio em relação ao tema da sexualidade e da corporeidade: é dentro desse argumentar que se deve inserir o que o Papa afirma."
Por sua vez, Seewald definiu como "ridículo", senão "penoso", que grande parte da imprensa mundial tenha se concentrado unicamente nesse tema específico.
Também Pe. Lombardi respondeu a perguntas sobre o tema, precisando, em primeiro lugar, que a sua nota explicativa sobre a correta interpretação às palavras em questão tinha sido vista e aprovada pelo Papa, e que erros na tradução do original alemão no caso do exemplo feito pelo Pontífice, não mudam a substância da resposta.
O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé reiterou que a humanização da sexualidade é o verdadeiro objetivo a que se propõe Bento XVI:
"A contribuição que o Papa quis dar não é de uma discussão técnica, com linguagem científica de problemas de moral. Isso não é tarefa de um livro dessa natureza: não quer tirar o trabalho das Congregações e da Congregação para a Doutrina da Fé. Por isso não usou "mal menor", dúplice efeito" ou outras fórmulas clássicas particulares, mas quis usar uma linguagem muito coloquial e que todos pudessem entender. Falar de um primeiro passo na direção da responsabilidade é usar uma linguagem ampla, que diz respeito à condição e à problemática de todos, e não das condições somente específicas ou internas à Igreja."
Concluindo, Pe. Lombardi ressaltou que este livro-entrevista mostra uma grande coragem comunicativa de Bento XVI:
"Nós podemos ser gratos ao Papa por um ato de verdadeira coragem comunicativa. Como dizia, buscou falar com uma linguagem que as pessoas entendessem, uma linguagem acessível a todos. Quis abordar muitas questões, mesmo com o risco de suscitar discussões ou de nem sempre ser entendido perfeitamente. Por que? Porque ele assume a responsabilidade de mostrar a participação da Igreja e a sua em todos os problemas que o mundo hoje encontra."
Por sua vez, o diretor da Livraria Editora Vaticana, Pe. Giuseppe Costa, afirmou que a primeira edição do livro já está para se esgotar e que uma nova edição já está pronta para 2 de dezembro próximo. (RL)
Igreja no Brasil
CNBB: CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO
◊ Aparecida, 23 nov (RV) - O Secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, presidiu no último domingo, dia 21, a Missa de abertura da Campanha para a Evangelização, no Santuário Nacional de Nossa Senhora, em Aparecida (SP). Aprovada pela 35ª Assembleia Geral da CNBB em 1997, a Campanha para a Evangelização é realizada no período do advento e tem como principal objetivo arrecadar fundos para a sustentação do trabalho de evangelização da Igreja no Brasil.
A campanha deste ano tem como tema “Encarnação e nova criação” e o lema “Em Cristo somos novas criaturas”. A iniciativa se estende até o dia 12 de dezembro, quando será feita uma coleta em todas as paróquias e comunidades eclesiais.
“No final da Campanha para a Evangelização existe um gesto concreto que é aquela coleta que se faz no terceiro domingo do advento em todas comunidades, da mesma maneira que a fraternidade tem o gesto concreto no Domingo de Ramos”, afirmou Dom Dimas.
Além da coleta nacional, pela primeira vez, a Campanha para a Evangelização vai receber doações por telefone. A CNBB contratou um serviço 0500, que receberá doações até o dia 12 de dezembro.
Os doadores poderão ofertar R$ 5, R$ 10 ou R$ 15, discando, respectivamente, os números 0500-2512-005; 0500-2512-010 ou 0500-2512-015. Outra opção será através do boleto bancário emitido via internet.
No site da CNBB foi criado um link:
http://www.cnbb.org.br/evangelizar/ para a realização deste serviço.
O dinheiro coletado pela campanha é distribuído da seguinte maneira: 45% fica na própria diocese, 20% vai para o Regional da CNBB e 35% é destinado à CNBB. (SP)
Igreja na América Latina
PERU: CENTENÁRIO DOS CARMELITAS DESCALÇOS
◊ Lima, 23 nov (RV) - Os Carmelitas Descalços iniciaram, no último domingo, no Peru, as celebrações do centenário da chegada da Ordem ao país.
A missa de abertura do centenário foi celebrada na Paróquia de São José, em Lima. "Este evento é um tempo de graça para todos aqueles que, no Peru, conhecem e amam o Carmelo Teresiano e sua espiritualidade. É um tempo para agradecer a Deus pela presença dos filhos de Santa Teresa de Jesus, no Peru", afirma a nota da Conferência Episcopal Peruana.
A Ordem Carmelita teve sua origem no século XII. Por volta do ano 1191, um grupo de homens que queriam viver a solidão e o retiro se estabeleceu no vale de Wadi-es-Siah do Monte Carmelo, onde segundo a tradição bíblica viveu o profeta Elias. Nesse profeta se inspiraram para viver na solidão. Foi pedido ao então Patriarca de Jerusalém, Alberto, para dar-lhes uma regra sobre a qual organizar a vida comunitária. Assim, nasce a Ordem Carmelita.
Em 1910, os Carmelitas Descalços iniciaram seu trabalho no Peru. (MJ)
Igreja no Mundo
JOVENS CRISTÃOS QUEREM PERMANECER NA TERRA SANTA
◊ Jerusalém, 23 nov (RV) - A maioria dos jovens cristãos palestinos, com um bom nível de instrução, prefere permanecer na Terra Santa e não emigrar.
Esses dados emergiram numa pesquisa feita pela Comissão de Coordenação de Ajuda Católica (Catholic Aid Coordination Committee), rede de organizações católicas que ajuda as comunidades cristãs do Oriente Médio. A organização tem sede em Jerusalém.
O estudo foi realizado nas áreas que possuem uma significativa presença cristã, incluindo a Faixa de Gaza, envolvendo pessoas de todas as categorias sociais. O objetivo da iniciativa era ajudar as organizações da Comissão de Coordenação de Ajuda Católica a coordenarem melhor seus esforços em favor da população cristã na Terra Santa.
A pesquisa mostrou que os jovens palestinos, sobretudo os instruídos, são muito ligados à sua terra e possuem um arraigado senso de pertença à Igreja, da qual esperam ajuda para encontrar trabalho, casa e educação.
Os resultados da pesquisa reforçam o que foi afirmado no Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, realizado em outubro passado, no Vaticano, sobre a necessidade de ajudar os cristãos a se integrarem na sociedade.
Segundo a Comissão de Coordenação de Ajuda Católica, uma intervenção útil no sentido da integração, seria ajudá-los a comprar casa em bairros mistos, ao invés de financiar a construção de casas em bairros habitados somente por cristãos. (MJ)
SÍNODO DA IGREJA ANGLICANA
◊ Londres, 23 nov (RV) - Será o debate sobre a “Anglican communion covenant” (Pacto da Comunhão Anglicana) o ponto mais importante na agenda do Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra, que tem início nesta terça-feira. Trata-se de um documento que busca estabelecer um “pacto” dentro da Comunhão Anglicana para manter vivo o diálogo interno sobre questões que a dividem como as uniões entre pessoas do mesmo sexo e a ordenação de padres homossexuais. O Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra será inaugurado pela rainha, na “Church House” após uma Eucaristia celebrada na abadia de Westminster pelo arcebispo de Cantuária, Rowan Williams.
O Sínodo – refere a agência Sir – se encerrará no final da tarde de amanhã, quarta-feira, depois de um discurso do Dr. Williams. A idéia de um “Pacto da Comunhão Anglicana” foi proposta pela primeira vez no “Relatório Windsor”, em 2004. “Pensamos nesta solução”, disse Steve Jenkins, porta-voz da Igreja da Inglaterra, “como forma de melhorar as relações e comunicações entre as várias igrejas que fazem parte da Comunhão Anglicana.
O pacto estabelece princípios e diretrizes sobre como as igrejas devem se relacionar entre si e como podem resolver problemas. “O texto foi enviado, em dezembro a todas as igrejas da Comunhão Anglicana para que fosse aprovado. Se o Sínodo decidir nesta quarta-feira em adotá-lo, o pacto será depois enviado às dioceses da Igreja da Inglaterra”. Se for aprovado por mais da metade das dioceses, e dentro delas por mais de 50% dos votos, o pacto voltará ao Sínodo, que poderá aprová-lo em 2012. Antes não é possível. Steve Jenkins explica ainda que “não haverá consequências para as igrejas que optarem por não assiná-lo. Continuarão a fazer parte da Comunhão Anglicana”. O resultado da votação sobre o pacto será conhecido no final da manhã desta quarta-feira.
Respondendo às críticas daqueles que fazem parte da Comunhão Anglicana, de que “pacto” a tornaria “mais dogmática”, Rowan Williams escreveu, na sua carta de Pentecostes à Comunhão Anglicana, que “o pacto não é concebido como um instrumento de controle. Estamos em um momento na nossa vida comum, onde comunicações interrompidas e relações frágeis têm gerado um clima de desconfiança. Aconteça o que acontecer às nossas estruturas devemos preservar as relações de trabalho e lugares para intercâmbios e discussões”. (SP)
ÁFRICA: APELO DA IGREJA EM PROL DOS MIGRANTES
◊ Roma, 23 nov (RV) - Uma forte condenação “dos muitos preconceitos e maus tratos enfrentados por migrantes, especialmente os da África”. E um apelo “aos países envolvidos, para que apliquem suas leis de imigração de uma forma justa e honesta”: estão contidos na mensagem dos participantes do encontro sobre “Novas faces da migração em África - causas, desafios e perspectivas para o segundo Sínodo Africano e o papel da Igreja na África”, que teve lugar nos dias 16 e 17 de novembro, em Roma, numa iniciativa do SECAM (Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar) e do ICMC (Comissão Internacional Católica para as Migrações). Estiveram presentes delegados de 22 países e das Conferências Episcopais da África.
Também no relatório final do encontro, mais detalhado – informa a agência Sir -, se reafirma que a “discriminação e a rejeição dos estrangeiros produzem a degradação da dignidade humana entre os migrantes indocumentados, injustamente punidos”. “A irregularidade da situação no que diz respeito às normas constitucionais e às políticas nacionais”, sublinham, “não pode justificar tratamentos desumanos” contra homens e mulheres “que procuram uma vida melhor”. Os participantes do encontro solicitam aos países desenvolvidos que “não sejam somente construidas barreiras para impedir a migração, mas que ajudem os países africanos a resolverem seus problemas econômicos e sócio-políticos”.
As causas da migração em África - observam na mensagem -, são derivdas da “pobreza, das guerras, do desemprego”, por isso se pedem também aos líderes africanos que “criem um clima de segurança e liberdade, junto com outras condições necessárias em termos de bom governo, promoção dos princípios democráticos e criação de oportunidades de trabalho, de modo a evitar que as pessoas fujam dos seus países, ou pelo menos, a reduzir a migração”.
À Igreja na África, os participantes do encontro propõem “exercer o seu papel profético na busca de soluções para o que leva as pessoas a migrarem, dando especial atenção aos direitos humanos e à dignidade social de nossos irmãos e irmãs”. SECAM e ICMC se dizem prontos a cooperar com a sociedade civil organizada e com organizações governamentais, em particular com a União Africana, para “informar e educar os nossos irmãos africanos sobre os efeitos negativos da migração, sobre o que significa viver em um país que diferente do seu. Devem entender que viver na Europa, na América do Norte e Oriente Médio não é tão róseo como provavelmente imaginam”. (SP)
SUDÃO: SOLTO AGRESSOR DO CARDEAL WAKO
◊ Cartum, 23 nov (RV) - Hamdan Mohamed Abdurrahman, o homem que teria atentado contra a vida do Arcebispo de Cartum, Cardeal sudanês Gabriel Zubeir Wako, foi solto porque incapaz de entender e querer. Foi o que relatou a Rádio Católica do Sudão. No dia 10 de outubro - recorda a agência Fides - durante a Santa Missa em comemoração a São Daniele Combini, o homem foi detido pelo mestre de cerimônias, enquanto se dirigia para o altar com uma espada tradicional.
“E agora soube-se que depois de um mês na prisão, Mohammed foi libertado porque a polícia afirma que ele não é mentalmente responsável”, disse a Rádio Católica do Sudão que divulgou a notícia. “Não está claro se o homem foi visitado por médicos que declararam que não pode ser julgados por causa de seu problema mental, ou se precisa de um tratamento psiquiátrico”, concluiu a emissora”. (SP)
ÍNDIA: CAMPANHA DE SENSIBILIZAÇÃO AIDS
◊ Nova Délhi, 23 nov (RV) - Celebra-se no dia 1° de dezembro próximo, o Dia Mundial de Luta contra a AIDS.
Em vista desse evento, o Conselho das Igrejas na Índia (NCCI) lançou uma campanha para sensibilizar as pessoas sobre os direitos dos portadores do vírus HIV. A campanha pretende também favorecer o reconhecimento do direito de acesso à prevenção, assistência médica e ajuda a essas pessoas.
O tema da edição deste ano é "Acesso universal e direitos humanos". O NCCI convida os cristãos a celebrarem o Dia Mundial de Luta contra a AIDS participando de encontros comunitários de oração e acendendo uma vela como gesto de solidariedade.
"O Advento é um Tempo de esperança e espera, mas esta alegria contrasta com os sofrimentos de quem sofre por causa do vírus HIV" – ressaltou o secretário da Comissão para a Justiça do NCCI, Rev. Christopher Rajkumar.
Segundo o pastor, refletir sobre os direitos dos portadores do vírus da AIDS fará com que os cristãos vivam um Natal mais autêntico. "Como cristãos, somos chamados a dar exemplo mostrando amor, compaixão, solidariedade e ajuda a todas as pessoas que necessitam" – frisou o Rev. Rajkumar.
Atualmente na Índia, existem mais de 2 milhões e 500 mil pessoas afetadas pelo vírus. A Igreja indiana está há vários anos engajada com programas de prevenção e assistência, mas também contra as discriminações das pessoas soropositivas. Quase 80% dos centros que cuidam dos soropositivos no país, são administrados pela Igreja Católica.
Junto com cinco hospitais universitários, a rede de assistência católica se desenvolveu também nas áreas mais distantes, para garantir assistência a um número maior de pessoas. Além disso, alguns projetos são financiados junto com Fundo Global a ONU de luta contra a AIDS. (MJ)
CAMBOJA: LUTO NACIONAL PELAS VÍTIMAS DA TRAGÉDIA
◊ Phnom Penh, 23 nov (RV) - O tumulto criado ontem, segunda-feira, durante a celebração do Festival da Água, em Phnom Penh, capital do Camboja, deixou até agora um saldo de 378 mortos e cerca de 400 feridos.
As pessoas estavam numa ponte que liga a pequena ilha Diamante (Koh Pitch) com a capital e caíram num rio. Muitos queriam ir à ilha para ver os espetáculos e a ponte ficou bloqueada.
Na manhã desta terça-feira, várias pessoas lançaram oferendas no rio em sinal de luto. O lugar ainda está repleto de sapatos perdidos pelas vítimas em suas tentativas de escapar e algumas crianças procuram desesperadas por seus parentes.
Segundo diferentes versões, a tragédia aconteceu quando, pela aglomeração, intenso calor e umidade, centenas de pessoas, a maioria jovens, começaram a se empurrar e atropelar, enquanto outros dizem que corria voz de que a ponte iria desabar. Fontes dos serviços de emergência ressaltaram que dezenas de pessoas se jogaram nas águas do Rio Tonle Sap para que não fossem esmagadas pela multidão.
No entanto, o primeiro-ministro do país, Hun Sen, afirmou que as causas da tragédia ainda não estão claras, e que a polícia iniciou uma investigação que será dirigida por uma comissão especial.O Governo do Camboja decretou luto nacional, na próxima quinta-feira.
Segundo as autoridades, cerca de dois milhões de pessoas estiveram no local para celebrar o último dia do festival que dura três dias e reúne uma multidão nas margens do Rio Tonle Sap, para homenagear a água e se despedir das monções. (MJ⁄Terra)
© Rádio Vaticano 2010
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