Papa e Santa Sé
PAPA RECEBE CARDEAIS E SEUS FAMILIARES
◊ Cidade do Vaticano, 22 nov (RV) - Bento XVI encontrou-se nesta segunda-feira, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com os 24 novos cardeais, seus familiares e peregrinos que vieram a Roma por ocasião do Consistório.
Em seu discurso, o Papa recordou as emoções e sentimentos vividos no último sábado e ontem, domingo, por ocasião da criação dos novos purpurados, entre eles o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis. "Foram momentos de fervorosa oração e profunda comunhão, que hoje desejamos prolongar com o coração cheio de gratidão ao Senhor, que nos deu a alegria de viver uma nova página da história da Igreja" – frisou Bento XVI.
O Santo Padre saudou os novos cardeais, seus familiares, amigos e todos aqueles que os acompanham nesta circunstância solene e importante. Em português o Papa disse: "Saúdo o Senhor Cardeal Raymundo Damasceno Assis, aqui circundado de pessoas amigas, congratulando-se por verem sua pessoa mais intimamente associada ao ministério do Papa. A vossa presença me recorda as horas de íntima alegria e grande esperança eclesial vividas em Aparecida, durante a minha inesquecível visita ao Brasil que, sobretudo naquele dia, se alargava a todo o Continente Latino-Americano e Caribenho, com o seu episcopado lá reunido em comunhão de fé, esperança e amor, sob o olhar maternal de Maria, em torno do Sucessor de Pedro. Hoje convosco, reitero a minha confiança afetuosa ao Senhor Cardeal Arcebispo da Aparecida e peço a Nossa Senhora que a todos vos proteja e assista, iluminando de esperança a vossa caminhada, em união com o Pastor e amigo, para instaurar todas as coisas em Cristo."
Após a saudação, Bento XVI disse aos novos purpurados: "o vosso ministério se enriquece de um maior compromisso em ajudar o Sucessor de Pedro, em seu serviço universal à Igreja".
O Papa encorajou os prelados a continuarem sua missão espiritual e apostólica, e pediu-lhes para que "mantenham fixo o olhar em Cristo, buscando Dele toda graça e conforto espiritual sob o exemplo luminoso dos Santos Cardeais, intrépidos servidores da Igreja, que no decorrer dos séculos deram glória a Deus com o exercício heróico das virtudes e tenaz fidelidade ao Evangelho".
Bento XVI concluiu, invocando sobre os cardeais e demais presentes a materna proteção da Virgem Maria, Mãe da Igreja, e da mártir Santa Cecília, padroeira da música, cuja memória a Igreja celebra nesta segunda-feira. (MJ)
PAPA RECEBE CARDEAIS E SEUS FAMILIARES
◊ Cidade do Vaticano, 22 nov (RV) - Bento XVI encontrou-se nesta segunda-feira, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com os 24 novos cardeais, seus familiares e peregrinos que vieram a Roma por ocasião do Consistório.
Em seu discurso, o Papa recordou as emoções e sentimentos vividos no último sábado e ontem, domingo, por ocasião da criação dos novos purpurados, entre eles o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis. "Foram momentos de fervorosa oração e profunda comunhão, que hoje desejamos prolongar com o coração cheio de gratidão ao Senhor, que nos deu a alegria de viver uma nova página da história da Igreja" – frisou Bento XVI.
O Santo Padre saudou os novos cardeais, seus familiares, amigos e todos aqueles que os acompanham nesta circunstância solene e importante. Em português o Papa disse: "Saúdo o Senhor Cardeal Raymundo Damasceno Assis, aqui circundado de pessoas amigas, congratulando-se por verem sua pessoa mais intimamente associada ao ministério do Papa. A vossa presença me recorda as horas de íntima alegria e grande esperança eclesial vividas em Aparecida, durante a minha inesquecível visita ao Brasil que, sobretudo naquele dia, se alargava a todo o Continente Latino-Americano e Caribenho, com o seu episcopado lá reunido em comunhão de fé, esperança e amor, sob o olhar maternal de Maria, em torno do Sucessor de Pedro. Hoje convosco, reitero a minha confiança afetuosa ao Senhor Cardeal Arcebispo da Aparecida e peço a Nossa Senhora que a todos vos proteja e assista, iluminando de esperança a vossa caminhada, em união com o Pastor e amigo, para instaurar todas as coisas em Cristo."
Após a saudação, Bento XVI disse aos novos purpurados: "o vosso ministério se enriquece de um maior compromisso em ajudar o Sucessor de Pedro, em seu serviço universal à Igreja".
O Papa encorajou os prelados a continuarem sua missão espiritual e apostólica, e pediu-lhes para que "mantenham fixo o olhar em Cristo, buscando Dele toda graça e conforto espiritual sob o exemplo luminoso dos Santos Cardeais, intrépidos servidores da Igreja, que no decorrer dos séculos deram glória a Deus com o exercício heróico das virtudes e tenaz fidelidade ao Evangelho".
Bento XVI concluiu, invocando sobre os cardeais e demais presentes a materna proteção da Virgem Maria, Mãe da Igreja, e da mártir Santa Cecília, padroeira da música, cuja memória a Igreja celebra nesta segunda-feira. (MJ)
PADRE LOMBARDI DIVULGA NOTA SOBRE LIVRO DO PAPA
◊ Cidade do Vaticano, 22 nov (RV) - Nesta terça-feira, dia 23 de novembro, às 10h30, na Sala de Imprensa da Santa Sé, terá lugar a coletiva de imprensa para a apresentação do livro: “Luz do Mundo. O Papa, a Igreja, os sinais dos tempos. Uma conversa de Bento XVI com Peter Seewald” (Livraria Editora Vaticana). Participarão da apresentação do livro, o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, e o jornalista Luigi Accattoli. Estarão presentes ainda Peter Seewald, autor da entrevista, e o Diretor da Livraria Editora Vaticana, Padre Giuseppe Costa. Nos últimos dias foram publicados alguns trechos do livro que chamou a atenção da imprensa. No dia de ontem o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi divulgou uma nota sobre um dos temas que a imprensa destacou, ou seja, as palavras do Papa sobre a questão dos preservativos. Eis o que diz a nota:
No final do 11º capítulo do livro “Luz do mundo”, o Papa responde a duas perguntas sobre a luta contra a AIDS e o uso de preservativos, questões que dizem respeito à discussão que se seguiu após algumas palavras pronunciadas pelo Papa sobre o assunto durante a sua viagem à África em 2009.
O Papa reafirma claramente que então, ele não quis tomar posição sobre a questão dos preservativos em geral, mas ele queria afirmar com força que o problema da AIDS não pode ser resolvido apenas com a distribuição de preservativos, porque é necessário fazer muito mais: prevenir, educar, ajudar, aconselhar, estar ao lado das pessoas, seja para que não fiquem doentes, seja no caso em que já estejam doentes.
O Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como resulta da chamada teoria ABC (Abstinence – Be Faithful – Condom) (Abstinência - Ser Fiel - Preservativo), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais na luta contra a AIDS, enquanto o preservativo aparece em último lugar como uma escapatória, quando faltam os outros dois. Deve, portanto, ser evidente que o preservativo não é a solução para o problema.
O Papa amplia o seu olhar e insiste no fato que se concentrar apenas no preservativo equivale a banalizar a sexualidade, que perde o seu significado como expressão do amor entre pessoas e torna-se como uma “droga”. Lutar contra a banalização da sexualidade é “parte do grande esforço para que a sexualidade seja vista positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade”.
À luz desta visão ampla e profunda da sexualidade humana e da sua problemática de hoje, o Papa reafirma que “naturalmente a Igreja não considera os preservativos como a solução autêntica e moral” do problema da AIDS. Com isso, o Papa não reforma ou altera o ensinamento da Igreja, mas o reafirma colocando-se na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade.
Ao mesmo tempo, o Papa considera uma situação excepcional em que a prática sexual represente um verdadeiro risco para a vida do outro. Neste caso, o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas acredita que o uso de preservativos para reduzir o risco de contágio seja “um primeiro ato de responsabilidade, um primeiro passo na estrada para uma sexualidade mais humana, do que não usá-lo, expondo o outro ao perigo de vida”.
Nesse sentido, o raciocínio do Papa não pode ser definido como uma reviravolta revolucionária. Muitos teólogos moralistas e figuras influentes da Igreja apoiaram e defenderem posições semelhantes; é verdade, porém, que ainda não tínhamos ouvido com tanta clareza da boca de um Papa, mesmo se em uma forma coloquial e não magisterial.
Bento XVI dá-nos, então, com coragem, uma importante contribuição para o esclarecimento e aprofundamento sobre uma questão muito debatida. É uma contribuição original, porque de um lado mantém a fidelidade aos princípios morais e demonstra lucidez ao rejeitar um caminho ilusório como a “confiança no preservativo”; do outro, mostra, no entanto, uma visão compreensiva e de longo alcance, atenta a descobrir os pequenos passos - apesar de iniciais e ainda meio confusos – de uma humanidade espiritual e culturalmente muitas vezes muito pobre, em direção de um exercício mais humano e responsável da sexualidade. (SP)
PESAR DO PAPA PELO FALECIMENTO DO CARDEAL JESUÍTA URBANO NAVARRETE
◊ Cidade do Vaticano, 22 nov (RV) -"Profunda estima por seu testemunho pessoal de vida cristã e consagrada", como por seu "exemplar serviço à formação das novas gerações, especialmente dos sacerdotes." São algumas das palavras com as quais Bento XVI recorda, num telegrama de pesar, a figura do Cardeal jesuíta espanhol, Urbano Navarrete Cortés, falecido nesta segunda-feira, em Roma, aos 90 anos.
As exéquias solenes serão celebradas nesta quarta-feira, dia 24, às 11h30 locais, na Basílica Vaticana, presididas pelo Decano do Colégio cardinalício, Cardeal Angelo Sodano. Ao término da celebração, o Santo Padre dirigirá a sua palavra aos presentes e presidirá o rito da Ultima Commendatio e da Valedictio.
Traçando um breve perfil, a Rádio Vaticano recorda o purpurado jesuíta:
Um especialista e apaixonado pelo Direito Canônico e, de particular, pelo Direito matrimonial, do qual se tornara há muito tempo um ponto de referência para a Santa Sé, que o havia nomeado, há tempos, consultor de muitos de seus organismos.
O Cardeal era oriundo de uma família de agricultores de Camarena de la Sierra, localidade do leste da Espanha, situada nas proximidades de Teruel, em Aragona. Ali nasceu o futuro purpurado em 25 de maio de 1920, que depois viu parte de sua família dividida por causa da Guerra civil.
Justamente naqueles anos dramáticos amadureceu a sua vocação na Companhia de Jesus, para a qual entrou em 1937, na Itália, onde se encontrava o noviciado da província de Aragona.
Concluído o biênio, voltou para a Espanha, onde deu início ao longo período de estudos e formação: quatro anos de estudos humanísticos no Centro do mosteiro de Veruela (Zaragoza), três anos de Filosofia na Faculdade de Sarriá (Barcelona), concluídos com o doutorado, quatro anos de Teologia na Faculdade de Omã (Burgos), concluídos com o doutorado, quatro anos de Direito Canônico e Doutorado na Pontifícia Universidade Gregoriana, na qual transcorreu grande parte de sua vida como professor de Direito matrimonial, depois como Decano da Faculdade de Direito Canônico da mesma, tornando-se posteriormente Reitor da Gregoriana, encargo desempenhado por seis anos.
O então Pe. Navarrete Cortés viveu intensamente a estação do Concílio ecumênico Vaticano II e a revisão que o Concílio fez também no que concerne ao Código de Direito Canônico. Passou a fazer parte do grupo de trabalho para a revisão do Direito matrimonial do Código da Igreja Latina e do Código das Igrejas Orientais e, mais tarde, foi nomeado membro da Pontifícia comissão para a redação da instrução Dignitas connubii sobre os processos matrimoniais.
Entre outros organismos da Cúria, tornou-se consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos.
Recebeu o título de "doctor" honoris causa da Pontifícia Universidade de Salamanca, na Espanha; e da Universidade Católica Pázmány Péter, de Budapeste, na Hungria.
Bento XVI o criara Cardeal no Consistório de 24 de novembro de 2007. (RL)
BENTO XVI SOBRE O BEATO NEWMAN: VIVER É DESCOBRIR A VERDADE QUE DEUS É AMOR
◊ Cidade do Vaticano, 22 nov (RV) - O Beato John Henry Newman – "mestre no ensinar-nos que o primado de Deus é o primado da verdade e do amor" – compreendeu a sua dependência "no ser d'Aquele que é o princípio de todas as coisas", encontrando assim no Senhor "a origem e o sentido" da identidade pessoal.
É o que escreve Bento XVI na mensagem ao Simpósio internacional intitulado "O primado de Deus na vida e nos escritos do Beato John Henry Newman". O encontro, aberto nesta segunda-feira em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, é promovido pela Faculdade de Teologia da referida Universidade e pelo Centro internacional dos Amigos de Newman.
O Cardeal Newman, proclamado Beato por Bento XVI em 19 de setembro passado, se deixou conduzir por dois critérios fundamentais. O primeiro é "a santidade, mais que a paz", e se traduz na firme vontade de "abandonar-se confiantemente ao Pai e de viver na fidelidade à verdade reconhecida".
Jamais o Cardeal Newman cedeu a falsos compromissos e se contentou com fáceis consensos – observa o Papa. Permaneceu sempre honesto "na busca da verdade, fiel às evocações da própria consciência e voltado para o ideal de santidade".
O segundo critério está ancorado na constatação de que "o crescimento é a única expressão de vida". Este princípio – ressalta o Pontífice – expressa plenamente a disposição do Cardeal Newman "a uma contínua conversão, transformação e crescimento interior".
A experiência de crescimento "na fidelidade a si mesmo e à vontade do Senhor" – acrescenta o Santo Padre – está contida nas seguintes palavras do Beato John Henry Newman: "Aqui na terra viver é mudar, e a perfeição é o resultado de muitas transformações".
Viver é também descobrir "a verdade objetiva de um Deus pessoal e vivo" que fala à consciência e revela ao homem a sua condição de criatura. Recordando as palavras de Newman, Bento XVI ressalta que "a busca da verdade não deve ser satisfação da curiosidade".
A aquisição da verdade "não se assemelha em nada à exaltação por uma descoberta". "Há uma só verdade", é o primado de Deus. Esse primado se traduz para Newman – conclui o Pontífice – "no primado da verdade", uma verdade que deve ser buscada, sobretudo, dispondo "a própria interioridade ao acolhimento, numa postura de abertura e sinceridade para com todos, e que atinge o seu ápice no encontro com Cristo, caminho, verdade e vida". (RL)
Igreja na América Latina
BOGOTÁ: MISSÃO DA IGREJA É CONSTRUIR UMA SOCIEDADE INTEGRADA
◊ Bogotá, 22 nov (RV) - O presidente do Pontifício Conselho para Migrantes e Itinerantes, Arcebispo Antônio Maria Vegliò, expressou suas recomendações durante a missa de encerramento, em Bogotá (Colômbia), do Encontro Continental Latino-Americano das Pastorais das Migrações. O evento desenvolveu-se na capital boliviana, de 17 a 20 de novembro, sob o tema "para uma melhor pastoral das migrações econômicas forçadas na América Latina e no Caribe".
Entre as recomendações, organizar os grupos de imigrados, aumentar a colaboração com as ONGs, instituições governamentais e estatais, conscientizar as pessoas de que o tráfico ilegal de migrantes não é uma forma normal de migração e acionar todos os mecanismos internacionais de proteção dos direitos dos migrantes e das suas famílias.
O Arcebispo também sugeriu que sacerdotes missionários assistam espiritualmente as famílias e a comunidade de migrados. Retomando, durante a homilia, os principais temas debatidos no encontro, Dom Vegliò evidenciou que "o fenômeno migratório no século XXI representa um desafio para todos". "A migração, seja econômica ou forçada – disse ele -, é um fenômeno internacional, cujos problemas devem ser afrontados de modo eficaz, de um ponto de vista ético, multilateral e multidisciplinar".
Ele explica que, principalmente as mulheres, estão suscetíveis a caírem nas mãos de redes mafiosas ou da criminalidade transnacional organizada, e que os migrantes são conduzidos a países onde seus direitos não são respeitados.
Para do prelado, "o constante incremento das migrações entre os países latino-americanos e os outros países do mundo é um sinal dos tempos, e a Igreja deve interpretar este sinal e tê-lo em consideração para promover a fraternidade e a solidariedade, pois a sua missão é construir uma sociedade integrada". (ED)
HAITI: DUPLA NOVENA PELO FIM DO CÓLERA NO PAÍS
◊ Porto Príncipe, 22 nov (RV) – A Conferência Episcopal Haitiana lançou uma dupla novena para consagrar o país à Nossa Senhora. Até o dia 8 de dezembro, todos os dias, às 9 horas, os haitianos são convidados a invocar a Virgem sob títulos diferentes, como Nossa Senhora das Lágrimas, dos Pobres, da Paz, do Perpétuo socorro, entre outros.
Trata-se de pedir a proteção de Nossa Senhora contra a epidemia de cólera que assola o país desde a metade do mês de outubro.
A Igreja no Haiti tem um papel ativo na campanha de promoção da saúde pública. Ao término de todas as cerimônias religiosas, os fiéis são instruídos sobre todas as precauções a serem tomadas para evitar uma propagação ainda maior do cólera, entre as quais lavar as mãos com sabão diversas vezes ao dia.
Na manhã deste domingo, na paróquia do Sagrado Coração – a segunda mais importante da capital depois da catedral – panfletos informativas foram distribuídas a todos os presentes.
O secretário da Conferência Episcopal do Haiti, Pe. Han's Alexandre, contou que o momento da missa do "abraço da paz" tem sido feito com um aceno para evitar contágios. Para o sacerdote, "se a Igreja fala, as pessoas escutam, elas sabem que é sério".
Sendo o Haiti um país no qual 80% da população é católica, a Igreja tem bons meios de comunicação com a população, inclusive através da mídia. (RA/RD/ED)
GUATEMALA: NOTA DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL CONTRA PENA DE MORTE
◊ Cidade da Guatemala, 22 nov (RV) - "A solução contra a violência está na realização de políticas de desenvolvimento social, eticamente justificadas" - disse o Bispo de Suchitepéquez-Retalhuleu, Dom Pablo Vizcaíno Prado, Presidente da Conferência Episcopal da Guatemala (CEG).
Dom Prado interveio na apresentação da declaração do Conselho Permanente da Conferência Episcopal intitulado "Não matar", que reúne textos da doutrina da Igreja Católica a respeito da pena de morte.
A CEG está consciente do fato que a população está cansada de corrupção, violência e impunidade vigente no país. Depois da notícia de algum homicídio, particularmente cruel e grave, re-emerge a questão da pena capital.
"Convidamos o povo da Guatemala a criar uma verdadeira cultura da vida, que se oponha a anti-cultura da morte, através do nosso empenho cotidiano pela conversão, reconciliação e construção da verdadeira paz" – disse numa coletiva de imprensa o Bispo de Santa Rosa de Lima, Dom Bernabé Sagastume.
Na conclusão do documento, os bispos da Guatemala fazem um apelo ao Congresso para que aplique o artigo 18 da Constituição, que confere ao próprio Congresso o poder de abolir a pena de morte.
O código penal da Guatemala, datado de 1973, prevê a pena capital, e antes das duas execuções de 1996, outras quatro condenações tinham sido executadas em 1982. (MJ)
ELEITO NOVO PRESIDENTE DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DO CHILE
◊ Santiago do Chile, 22 nov (RV) – O arcebispo de Concepción, Dom Ricardo Ezzati Andrello, é o novo presidente da Conferência Episcopal do Chile. Foi eleito pela Assembléia Plenária dos bispos chilenos, encerrada ontem em Punta de Tralca.
A Comissão Permanente da Conferência será,por sua vez, formada pelo arcebispo de Santiago, Cardeal Francisco Javier Errázuriz; pelo arcebispo de Valparaíso, Dom Gonzalo Duarte; e pelo auxiliar de Valparaíso, Monsenhor Santiago Silva.
O novo presidente da Conferência nasceu em 1942, na província italiana de Vicenza, e passou grande parte da sua vida com os salesianos no Chile. Em 2005 foi um dos cinco bispos nomeados por Bento XVI para indagar sobre os abusos sexuais cometidos pelo fundador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel. (ED)
SER MIGRANTE NA FRONTEIRA MEXICANA, UM RISCO ALTO DEMAIS
◊ Cidade do México, 22 nov (RV) - "O crime organizado, tendo como cúmplices as autoridades da migração e segurança no México, semearam um clima de perseguição, dor e morte nos migrantes da América Central", denunciou o consultor do projeto "Fronteira com Justiça no México, Pe. Pedro Pantoja Arreola, durante o recente Encontro Latino-Americano da Pastoral dos Migrantes, realizado em Bogotá, na Colômbia.
O sacerdote, que é também responsável de uma casa situada a 400 km da fronteira entre México e Estados Unidos, disse que cerca de 200 migrantes da América Central procuram refúgio cotidianamente na "Belen Posada del Migrante" localizada em Saltillo, capital do Estado de Coahuila. "A migração forçada da América Central é um calvário – disse Pe. Arreola, acrescentando que este calvário começa com a entrada pelo Chiapas, no sul, no confim com a Guatemala, até o confim norte, onde os migrantes são submetidos à extorsão, sequestro ou morte.
O sacerdote afirmou também que a migração da América Central vive hoje seu pior momento. Em 2009, registraram-se cerca de 18 mil sequestros de migrantes, o que gerou um lucro de 25 milhões de dólares para o crime organizado.
No último sábado, o bispo auxiliar de San Cristóbal, Dom Enrique Díaz Díaz, recordou na Catedral de Morelia, as palavras de Dom Alberto Suárez diante das 18 pessoas do Estado de Michoacán torturadas, assassinadas e abandonados numa fossa comum, uma semana atrás.
"O que vemos hoje é resultado de anos de abandono, do fracasso de todos os aspectos da política e da educação; e tudo isso não surgiu espontaneamente. É resultado de anos de destruição do tecido social por causa da perda de valores, como se Deus na existisse". (MJ)
Atualidades
20º ANIVERSÁRIO DA CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA
◊ Brasília, 22 nov (RV) - No sábado, 20 de novembro, foi o 20º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança. Infelizmente, os dados divulgados por essa ocasião não são os que gostaríamos de repassar. As Nações Unidas voltaram a chamar a atenção da comunidade internacional, nesta sexta-feira, para o drama de milhões de crianças que sofrem abusos de qualquer natureza incluindo os sexuais.
A Rádio ONU divulgou uma entrevista com a representante especial do Secretário-Geral sobre o tema, Marta Santos Pais, que disse que a violência ao menor continua escondida.
"Uma criança que está deprimida, que está silenciosa, que tenta fugir do contato com outros amigos e outros membros da família está dando uma indicação de que alguma coisa está mal. Infelizmente os abusos e a violência contra criança, incluindo o abuso sexual, são perpetrados por pessoas muito próximas da criança", disse ela.
Existe um tratado específico de proibição de todas as formas de abusos e violências contra menores, o qual conta com a adesão de 29 países. Para os abusadores e as crianças abusadas, a existência desse tratado nada muda. Cabe aos governos aplicá-lo e desenvolver leis e instrumentos que garantam a segurança das crianças. (ED)
© Rádio Vaticano 2010
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