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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Encerramento da exposição do Santo Sudário em Turim

Dois milhões de peregrinos vindos de todo o mundo foram a Turim, Norte da Itália para visitar o Santo Sudário. A Missa de encerramento da visita ao Santo Sudário foi presidida pelo Arcebispo de Turim e Guarda Pontifício do Sudário, Cardeal Dom Severino Poletto.

Às 16h deste domingo, 23, na Festa de Pentecostes, no interior da Catedral Torinense foram encerradas as visitas ao Santo Sudário que esteve exposto de 10 de Abril a 23 de Maio de 2010.

No início da Celebração, foi lida uma mensagem do Papa Bento XVI na qual agradece a todos pela acolhida que teve durante a sua visita a Turim e pela organização de toda a comissão, principalmente na assistência com os enfermos e jovens. O Santo Padre agradeceu a todos os fiéis e enviou a sua bênção apostólica fazendo votos para que todos “sejam testemunhas fiéis na fé do Cristo ressuscitado”.

Em sua homilia, Dom Poletto expressou a experiência espiritual que o marcou nestas semanas de exposição do Sudário. Vendo a Imagem do Crucificado do sudário ele fixou o seu olhar sobre os sinais do sofrimentos enfrentados por Jesus, sinal de um amor infinito e pessoal doado a todos e a cada um.

O Cardeal viu a paixão sofrida por numerosos peregrinos, uma imagem da humanidade. Um povo que caminha procurando uma face, a Face de Deus. Um povo necessitado de encontrar confirmações para a própria fé. Ele viu também o desejo de oração intensa e prolongada, desejo de conversão e lágrimas de emoção dos fiéis.

Ao final, Dom Severino agradeceu a Deus pelas maravilhas que Ele fez em todos, nestes dias de exposição. Fez referência a visita do Santo Padre no dia 2 de maio, sinal de uma fé serena e forte, mesmo nos momentos difíceis da vida Igreja.

Através dos meios de comunicação de massa as principais celebrações chegaram a milhares de pessoas em todo o mundo. Cerca de 160 emitentes televisivas e radiofônicas foram credenciadas durante este período.


Ao povo torinense, o Arcebispo fez um convite para construírem juntos o Reino de Deus. “Que permaneça gravado nos olhos e no coração as maravilhas do Senhor que todos durante este tempo puderam contemplar”, concluiu.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Assembleia da CNBB divulga Declaração sobre PNDH-3

Da Canção Nova, com CNBB

Sávio Gabatel
Bispos durante os trabalhos da 48ª Assembleia Geral da CNBBA Assembleia da CNBB, que termina hoje, 13, em Brasília, aprovou uma Declaração sobre o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Na tarde de ontem houve a sessão de destaques e de votação global da declaração. O resultado da votação, anunciado esta manhã pelo presidente da CNBB, recebeu 236 votos a favor, num total de 248 votantes.

Com apenas duas páginas, a Declaração começa reafirmando que a promoção e a defesa dos Direitos Humanos “fazem parte da mensagem bíblica e constituem parte da missão da Igreja Católica, em sua ação evangelizadora, especialmente, diante de violações que atentam contra a dignidade humana”.

A Declaração recorda, também, que a CNBB sempre atuou na defesa dos Direitos Humanos. “É oportuno lembrar aqui a luta empreendida pelos Bispos do Brasil em favor da redemocratização do País e sua ação efetiva contra o arbítrio e a tortura”, diz o documento.

Em relação ao PNDH-3, os bispos reafirmam o que já foi dito na nota da Presidência da CNBB. “Nas ações programáticas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), conforme é afirmado na Nota da Presidência da CNBB, de 15 de janeiro de 2010, encontramos “elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente”. Entretanto, identificamos também determinadas ações programáticas que não podem ser aceitas. Reafirmamos nossa posição, já muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, da dignidade da mulher, do direito dos pais à educação religiosa e ética de seus filhos, do respeito aos símbolos religiosos, e contrária à prática e à descriminalização do aborto, ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos e à profissionalização da prostituição”.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O sentimento de culpa

Pessoas que possuem dificuldade para lidar com seus limites


A culpa atormenta a muitos, muitas vezes de forma tão intensa que pode “travar” a vida da pessoa. Ela traz junto a si tristeza, o desconforto e a ansiedade. É um sentimento imediato, irracional, de angústia e de autocondenação que, às vezes, atormenta-nos e nos faz sentir dores de estômago.

Mas de onde nasce este sentimento? A culpa nasce do conceito que trazemos dentro de nós do que é certo ou errado, do que é nosso dever fazer ou do que não devemos fazer. Conceitos introjetados em nós de acordo com a cultura em que vivemos. Ele surge [sentimento de culpa] quando contrariamos esses conceitos.

Quando a pessoa possui uma noção distorcida do próprio poder ou traz dentro de si conceitos muito rígidos e inflexíveis, noções desumanas de certo ou errado, tende a se sentir excessivamente culpada. Às vezes a culpa se refere não ao seu pesar por ter perdido o ideal, mas ao desapontamento por não ver realizado o desejo de ser amada, reconhecida, valorizada.

Outras pessoas, por não conseguirem deparar com o próprio erro, tendem a sempre colocar a culpa nos outros. Por outro lado, a culpa é importante no nosso processo de crescimento pessoal e amadurecimento humano, e aqueles que são destituídos desse sentimento, vivem num mundo sem moral e sem lei, o que pode ser muito perigoso e até doentio.

A culpa, portanto, tem diversas nuances: pode ser um sentimento destrutivo e infantil, que nos fecha em nós mesmos e nos impede de amadurecer, e pode ser um sentimento construtivo, essencial para sermos pessoas responsáveis e capazes de crescer. A culpa positiva nasce da comparação entre o meu “eu” e os valores que me solicitam: a consciência de ter transgredido um estilo de vida livremente aceito, ou seja, nasce da consciência de ter transgredido um valor importante para mim (sinto-a, porque perdi o verdadeiro sentido de minha vida). Nasce da capacidade de julgarmos a nós mesmos em termos dos valores morais que trazemos interiorizados. Nesse caso, quando a pessoa depara com o sentimento de culpa, o que acontece é uma atitude de autocrítica, de percepção do próprio erro e a decisão de mudança de comportamento e de postura diante do próprio erro.

Aqueles que possuem dificuldade para lidar com os próprios limites, erros, fracassos, incapacidades, tendem a se martirizar e se culpar de forma excessiva. A causa da culpa destrutiva pode ser o medo do castigo (real ou imaginário) proveniente dos outros ou da própria pessoa que tem esse sentimento, ou seja, o medo de ser castigada pelos outros ao ser descoberta em seu erro, ou uma tendência à autopunição e à autocondenação, na qual a pessoa se martiriza pelo próprio erro, travando toda a sua vida futura.

Aprender a reconhecer a própria culpa é aprender a reconhecer que temos limites, que somos frágeis, que somos humanos e, portanto, erramos.

Existem pessoas que fazem um ideal de si mesmas tão alto que isso se torna algo inatingível e, com isso, elas nunca conseguem estar à altura dos próprios ideais, caindo numa autocobrança impiedosa. Não podemos nos esquecer de que todos nós, homens e mulheres, trazemos em nós virtudes e defeitos, riquezas notáveis e incoerências.

Reconhecer a nossa culpa exige coragem para reconhecermos nossas próprias limitações. Reconhecer a própria culpa é essencial para que brote uma nova postura diante de nós mesmos e do mundo, sem cobranças, sem acusações, sem autopiedade.

Precisamos aprender a ter uma justa estima de nós mesmos, uma autoimagem correta e normal, no reconhecimento de que somos dotados de muitos elementos positivos e, ao mesmo tempo, possuímos muitos contornos limitantes que dificultam o agir. Ter uma imagem realista de nós mesmos, reconhecendo que não somos a pessoa que fomos no passado, mas que ainda não somos a pessoa que seremos no futuro.

Que tipo de sentimento de culpa você traz dentro de si? Uma culpa destrutiva, por medo de ser castigado ou por não admitir seus próprios erros? Ou uma culpa positiva, que nasce da consciência de nossa possibilidade de errar e que o leva a buscar ser cada dia melhor?


Manuela Melo
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos

Quero parar tudo! Alguém pode me ajudar?

Em uma de minhas viagens, em missão na Canção Nova, nas estradas da Bahia, deparei, num momento de parada para abastecer, com uma senhora negra, muito pobre que, praticamente sem os pés, atravessava a estrada quentíssima, deixando marcas de sangue pelo chão. Ninguém a ajudava! Nem eu! Atônito, humilhava-me diante de tanta força e solidão. Naquele dia resolvi não mais reclamar de muitas dificuldades que eu julgava intransponíveis.

Foi embora - graças àquela senhora - um sentimento inútil que me fazia acreditar que eu não tinha muitas razões para seguir! Jamais a esquecerei!

Com carinho e orações,
Seu irmão,
Ricardo Sá
Fonte: Canção Nova

Papa entrega segunda parte do livro "Jesus de Nazaré" à editora

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de CN Notícias)

ArquivoCapa da primeira parte do livro "Jesus de Nazaré"O texto definitivo do segundo volume da obra Jesus de Nazaré, do Papa Bento XVI, foi entregue há alguns dias aos editores encarregados de sua publicação, divulgou a Sala de Imprensa da Santa Sé na manhã desta segunda-feira, 10.

Este segundo volume é dedicado à Paixão e à Ressurreição do Senhor e começa desde onde terminou o primeiro livro.

O original alemão foi entregue ao mesmo tempo a Manuel Herder - o editor que está cuidadando da obra completa ("Gesammelte Schriften") de Joseph Ratzinger – e ao padre Giuseppe Costa, Diretor da Libreria Editrice Vaticana. Será essa última - como editora principal – a prover a concessão dos direitos, a publicar a edição italiana, e a confiar o texto a outros editores para as diversas traduções nas várias línguas, que serão realizadas a partir do original alemão.

Espera-se que a publicação do livro aconteça nas línguas de maior difusão; por mais rápido que isso aconteça, no entanto, será preciso ainda diversos meses, dado o tempo necessário para a tradução cuidadosa de um texto tão importante e esperado

domingo, 2 de maio de 2010

O amor é a base de tudo e nele tudo tem valor

O ser humano egoísta, fechado em si mesmo, procura a própria glória. Jesus, cumprindo a vontade do Pai, dá glória a Deus e mostra que o projeto divino é ser plenamente humano: as pessoas o escutarão vivendo o amor que tem como único ponto de referência a vida e ação de Jesus. Para realizar esse projeto, que é, ao mesmo tempo, divino e humano, os cristãos são convidados a reforçar constantemente suas opções, a fim de superar, vitoriosos, as tribulações, mantendo-se unidos na fé e no amor.

Em Jesus, Deus se tornou um de nós, tornando possível a intimidade do Pai com as pessoas. Jesus dera o exemplo. Pouco antes, lavara os pés dos discípulos, mostrando o que é amar. “Como eu os amei.” O amor é gratuito. Ele não pede amor para Ele, mas para os irmãos.

O Amor é ativo. Deve ser manifestado em gestos. Dessa forma, a revelação de Jesus se prolonga no amor das pessoas na comunidade: “Nisso conhecerão que vocês são meus discípulos, se tiverem amor uns para com os outros.”

O mundo, diante do amor, que é uma maneira de Cristo estar presente, acreditará n'Ele. Esse mandamento, característico de Jesus, é, antes de tudo, um novo modo de vida, um novo objetivo.

Para Cristo, e também para a Igreja, o amor é a base de tudo e nele tudo tem valor, enquanto que, sem ele, nada é agradável a Deus. Esse amor de que Jesus fala não é senão o amor divino que nos foi dado pelo Espírito Santo.

Percebido no Batismo, ele nos insere na Trindade, fazendo-nos filhos de Deus. É amando como Jesus que a terra se une ao céu. E é por meio desse amor que a realidade divina vive na terra, dando-nos a certeza de que o paraíso se constrói aqui, como uma antecipação da graça definitiva no céu.

Somos cristãos à medida que amamos e expressamos esse amor como Jesus: fazendo a vontade do Pai, construindo seu Reino, deixando cair por terra à mentira que nos impede de dar ao mundo a resposta que Deus deseja. Nunca deixemos de amar, particularmente os que nos perseguem, caluniam e injuriam. Mais do que amar por fora, devemos amar em gestos concretos de tolerância, de amor e de recuperação dos que insistem em não amar. Amar a Deus no próximo e nos que são pedra em nossos sapatos é a gênese da vida cristã, ensinada pelo Ressuscitado!

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG)

Papa venera Santo Sudário em Turim, norte da Itália

Da Canção Nova

''Cristo enfrentou a cruz para colocar um limite ao mal'', diz Papa em TurimBento XVI realizou, neste domingo, sua visita pastoral à cidade de Turim, norte da Itália, para venerar o Santo Sudário, mortalha que teria envolvido o corpo de Cristo ao ser colocado no túmulo.

O pontífice partiu esta manhã às 8h15 do aeroporto romano de Ciampino e chegou às 9h15 locais ao aeroporto de Turim, onde foi acolhido pelo Cardeal Severino Poletto, Arcebispo de Turim, e outras autoridades eclesiais, além dos representantes do governo e pelo prefeito dessa cidade.

A seguir, o Papa se dirigiu para a Praça São Carlos onde foi acolhido por mais de 50 mil fiéis. Bento XVI agradeceu a população de Turim pelo caloroso acolhimento e iniciou a celebração da Eucaristia.

Em sua homilia, Bento XVI ressaltou que no passado a Igreja em Turim "conheceu uma rica tradição de santidade e generoso serviço aos irmãos graças à obra de zelosos sacerdotes, religiosos, religiosas de vida ativa e contemplativa e de fiéis leigos".

Sendo assim, as palavras de Jesus no Evangelho de hoje, 'Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros', "adquirem uma ressonância particular para esta Igreja, uma Igreja generosa e ativa, a começar por seus padres" – frisou o papa.

O Santo Padre sublinhou que "amar os outros como Jesus nos amou é possível somente com aquela força que nos é comunicada na relação com Ele, especialmente na Eucaristia, em que o seu Sacrifício de amor que gera amor se torna presente de modo real".

O Papa disse aos sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas de Turim, para que "centralizem sua existência no essencial do Evangelho; cultivem uma real dimensão de comunhão e fraternidade dentro do presbitério, de suas comunidades, nas relações com o Povo de Deus; testemunhem no ministério o poder do amor que vem do Alto".

O Pontífice sublinhou que "a vida cristã, caros irmãos e irmãs, não é fácil; sei que também em Turim não faltam dificuldades, problemas, preocupações: penso, em particular, naqueles que vivem concretamente a sua existência em condições de precariedade, por causa da falta de trabalho, da incerteza pelo futuro, pelo sofrimento físico e moral; penso nas famílias, nos jovens, nas pessoas idosas que muitas vezes vivem a solidão, nos marginalizados, nos imigrantes".

Bento XVI exortou as famílias "a viverem a dimensão cristã do amor nas simples ações cotidianas, nas relações familiares superando divisões e incompreensões, ao cultivar a fé que torna a comunhão ainda mais sólida".

"Aquele que foi crucificado, que partilhou o nosso sofrimento, como nos recorda também, de modo eloqüente, o Santo Sudário, é aquele que ressuscitou e nos quer reunir todos em seu amor. Cristo enfrentou a cruz para colocar um limite ao mal" – disse ainda o Pontífice.

O Papa exortou a Igreja em Turim a permanecer firme naquela fé que dá sentido à vida e que jamais perca a luz da esperança no Cristo Ressuscitado, "que é capaz de transformar a realidade e tornar novas todas as coisas" – concluiu o Santo Padre.