Papa e Santa Sé
DIVULGADA AGENDA DA VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA A AQUILEIA E VENEZA
◊ Cidade do Vaticano, 15 fev (RV) – Divulgada hoje a agenda da viagem apostólica de Bento XVI às cidades de Aquileia e Veneza (ambas no norte da Itália). A visita deverá durar dois dias, de 7 a 8 de maio.
Na tarde de sábado, 7 de maio, o Papa vai chegar a Aquileia, e logo irá encontrar-se com os habitantes da cidade na Piazza Capitolo para saudá-los. Horas depois, irá proferir um discurso na Basílica da cidade. À tardinha, partirá de helicóptero para Veneza.
Às 19h30min do mesmo dia (hora local), já em Veneza, irá encontrar-se com os cidadãos na principal praça da cidade, a Praça São Marcos, de onde fará outro discurso. Em seguida, na Basílica que dá nome à Praça, fará a veneração das relíquias de São Marcos.
No domingo, dia 8 de março, às 10h da manhã, celebrará a Santa Missa no Parque San Giuliano, em Mestre, de onde irá proferir a homilia. Após a recitação da oração mariana do Regina Coeli, o Santo Padre fará sua saudação aos fiéis e se dirigirá novamente a Veneza - Praça São Marcos -, onde vai se encontrar com os bispos, quando seguirão para um almoço no Patriarcado de Veneza.
Para as 16h45 está prevista a assembléia de encerramento da visita pastoral diocesana na Basílica de São Marcos. Nessa ocasião, também teremos um discurso do Papa. Uma hora mais tarde, Bento VXI partirá de gôndola para a Basílica da Saúde, onde transcorrerá um encontro com expoentes do mundo da cultura e da economia. O Papa irá proferir um discurso.
Ainda nessa Basílica, o Santo Padre irá abençoar o término dos trabalhos de restauração da Capela da Santíssima Trindade e inaugurar instalações da biblioteca do Stadium Generale Marcianum de Veneza.
À noite, o Santo Padre retorna para o Vaticano. (ED)
CARDEAL SANDRI: QUE OS CRISTÃOS POSSAM CONTRIBUIR, NO NOVO EGITO, NA BUSCA DO BEM COMUM
◊ Cidade do Vaticano, 15 fev (RV) - No Egito, após a renúncia de Hosni Mubarak, teve início uma nova fase política. Foi formada uma comissão encarregada de emendar a Constituição, e o Conselho Supremo das Forças Armadas dissolveu o Parlamento.
O Marechal Hussein Tantawi assumiu a presidência do país. O período de transição se estenderá até setembro, quando se realizarão as eleições gerais.
Diante dessa realidade, qual significado as profundas mudanças poderão ter para a comunidade cristã do Egito? Foi o que a Rádio Vaticano procurou saber do Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri. Eis o que disse:
Cardeal Leonardo Sandri:- "Para a Igreja copta, quer ortodoxa, quer católica, essa reviravolta representa um momento de grande importância, porque permite aos coptas ortodoxos poder expressar a sua palavra como cristãos, e aos nossos coptas católicos como católicos, na esperança de que tudo isso leve à tranqüilidade, à convivência, à busca do bem comum para todos os egípcios, de modo a poder constituir uma sociedade que seja digna do homem, mais justa, e que dê a todos a oportunidade de poder participar da vida pública."
P. Falando em bem comum: estão em andamento as primeiras tentativas de renovar a Constituição egípcia, algo indispensável para colocar fim à discriminação das minorias, das quais são vítimas os cristãos in primis. A seu ver, as opiniões dos coptas serão ouvidas a esse propósito?
Cardeal Leonardo Sandri:- "Penso que certamente deveriam ser ouvidos e espero também que essas opiniões sejam aceitas. Espero também que na Constituição sejam colocados aqueles princípios fundamentais que dizem respeito à dignidade do homem e da mulher; à liberdade de todos; à convivência civil, no respeito pelos outros e no respeito pela lei."
P. Infelizmente, há também quem tema que o Egito possa transformar-se numa espécie de novo Iraque: de uma situação relativamente tranqüila e estável para um quadro – após a reviravolta política – de perseguição e de êxodo dos cristãos. O que pode ser feito para se evitar essa situação?
Cardeal Leonardo Sandri:- "Certamente não é absolutamente auspicioso que se possa repetir um novo Iraque e, portanto, uma nova situação que depois leve ao êxodo dos cristãos, ao êxodo daqueles que não são reconhecidos como cidadãos iguais aos outros. Espero que não aconteça o mesmo no Egito! Aliás, espero que a sabedoria que os egípcios têm – e que inclusive demonstraram durante as manifestações, que se realizaram de modo pacífico, nas quais expressaram esse desejo de mudança – sirva de iluminação para os passos futuros e consiga levar a um grande Egito, assim como foi para toda a sua história. O Egito é chamado a ser uma grande nação na África, inclusive na relação com os vizinhos. Espero que possa ser, sobretudo, uma pátria na qual todos possam viver tendo respeitados os seus direitos fundamentais, a própria liberdade, a democracia e o respeito pelos outros." (RL)
ARCEBISPO FISICHELLA: NECESSIDADE DA MÍDIA PARA MOSTRAR VERDADEIRO ROSTO DE DEUS
◊ Cidade do Vaticano, 15 fev (RV) - As novas linguagens, a cultura na missão da Igreja e a nova evangelização. Esses são os temas no centro da Assembléia aberta nesta segunda-feira em Madri, na Espanha, pelos delegados diocesanos responsáveis pelos meios de comunicação social.
Na conferência de abertura, o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, se deteve sobre o "Significado cristão na sociedade de hoje".
Em seus dois mil anos de história, "a Igreja jamais abandonou o seu dever de evangelizar", e essa tarefa é crucial também no atual momento de crise de valores no qual "o papel dos católicos assume maior importância" – recordou o Arcebispo.
Para dar força justamente ao espírito missionário da Igreja, numa sociedade em que a fé parece ser enfraquecida pela forte pressão do secularismo, no mês de setembro passado foi instituído por Bento XVI o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.
"Uma intuição profética", disse Dom Fisichella, chamado pelo Papa a conduzir o novo dicastério vaticano, a fim de que este ajude a compreender como a Igreja deve desempenhar o seu ministério "num mundo submetido a grandes transformações culturais".
Diante dessas transformações, "é dever de todos nós reforçar a fé": neste momento somos chamados a ser missionários com a força da razão demonstrando que esta "não se contrapõe aos conteúdos da fé" – acrescentou.
O Arcebispo frisou que é necessária uma nova linguagem, e nas sociedades ocidentais, sempre mais marcadas pela informação, os meios de comunicação não devem ser vistos na dimensão meramente tecnológica, mas como "um universo de pensamento com grandes potencialidades".
Em seguida, o prelado se deteve sobre o fenômeno da secularização, ressaltando que diante do "eclipse do sentido da vida", a tentação é pensar que o homem é "o dono da vida e da morte, porque pode quando e como".
A Igreja deve falar de Deus ao homem de hoje e deve "fazer conhecer o verdadeiro rosto de Deus" – explicou Dom Fisichella. "Todos os meios de comunicação são necessários para esse anúncio" – concluiu. (RL)
O CONCÍLIO VATICANO II E A LIBERDADE RELIGIOSA: UMA RELEITURA DA "DIGNITATIS HUMANAE"
◊ Cidade do Vaticano, 15 fev (RV) - O direito à liberdade religiosa, reiteradas vezes defendido pelo Papa e pela Igreja, sobretudo numa época – como a recente – de renovadas perseguições anticristãs, tem na realidade uma antiga raiz na Declaração conciliar Dignitatis humanae, dedicada a esse aspecto.
Sobre a doutrina desse documento, aprovado em 7 de dezembro de 1965, eis o que nos diz o jesuíta, Pe. Dariusz Kowalczyk, em seu aprofundamento acerca dos documentos do Concílio ecumênico Vaticano II:
De acordo com o recente Relatório da organização "Ajuda à Igreja que Sofre", 70% da humanidade vive nos países onde a liberdade religiosa é limitada, e as perseguições por razões de fé jamais cessaram.
Segundo o Relatório, nos últimos anos, dentre as 100 vítimas de intolerância religiosa, 75 são cristãs. Não raramente, também em nossa época, o preço por professar a fé em Jesus Cristo é o de ser detido, torturado ou assassinado.
Muitas vezes – como disse Bento XVI em Londres – implica também "ser apontados como irrelevantes, ridicularizados ou motivo de menosprezo".
Nessa situação, vale a pena reler a Declaração conciliar sobre a liberdade religiosa, a qual afirma, entre outras coisas, "que a pessoa humana tem o direito à liberdade religiosa" (nº 2). E depois precisa: "esse direito (...) deve ser reconhecido, na ordem jurídica da sociedade, como direito civil". Infelizmente, nem todos os políticos querem promover uma liberdade religiosa real, que não seja apenas declarativa (nº 2).
A liberdade religiosa deve ser vista de dois modos: como uma "liberdade de", e uma "liberdade para". De fato, o Concílio ressalta: "que em matéria religiosa ninguém seja forçado a agir contra a sua consciência nem seja impedido (...) de agir em conformidade com ela" (nº 2).
Todavia, a liberdade religiosa não pode ser limitada à vida privada, porque "a própria natureza social do ser humano exige que ele expresse externamente os atos internos de religião (...) e professe a sua religião de modo comunitário" (nº 3).
Em sua dimensão social, a liberdade religiosa significa, entre outras coisas, o direito de ensinar e de testemunhar publicamente a própria fé, de nomear seus ministros, de comunicar com as autoridades e com as comunidades religiosas que vivem em outros países, de construir prédios religiosos. Hoje a Igreja deve responder a muitas daquelas situações onde tais direitos são violados. (RL)
Igreja no Brasil
ARCEBISPO JOÃO BRAZ DE AVIZ SE DESPEDE DE BRASÍLIA
◊ Brasília, 15 fev (RV) - O novo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz, despediu-se no último domingo da Arquidiocese de Brasília.
Mais de três mil pessoas participaram da cerimônia realizada na Catedral Nossa Senhora Aparecida que contou com a presença do clero e de fiéis das 128 paróquias da Arquidiocese de Brasília.
Dom João Braz de Aviz viaja, nesta terça-feira, para Roma a fim de assumir o cargo nesse organismo vaticano, depois de sete anos como Arcebispo de Brasília. A partir de 16 de março próximo, o prelado começará a desempenhar sua nova função. "Partir é preciso a fim de continuar a missão. Amei apaixonadamente esta Santa Igreja", disse Dom João.
Numa entrevista à Assessoria de Imprensa da CNBB, após sua nomeação, no dia 4 de janeiro passado, Dom João falou de seu amor por Brasília e sobre as dificuldades e alegrias ao longo dos sete anos que passou na capital federal.
Na ocasião, o arcebispo falou também sobre a religiosidade do povo de Brasília. "Brasília é uma vitrine de todas as religiões e Igrejas. Aqui cada um tem seu lugar de povo brasileiro que professa a sua fé; e ter essa relação de diálogo respeitoso, ser amigo da verdade e caminhar juntos com valores é outro desafio grande que enfrentamos com amor e alegria não podendo fazer muitas coisas, mas o que fizemos foi nessa direção" – concluiu Dom João. (MJ/CNBB)
SALVADOR: CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011
◊ Salvador, 15 fev (RV) - A Arquidiocese de Salvador (BA) promove no próximo dia 27, o seminário "Campanha da Fraternidade 2011". O evento contará com a participação de especialistas e representantes de órgãos governamentais que abordarão o tema deste ano "Fraternidade e Vida no Planeta".
A dinâmica do seminário será dividida em três partes. A primeira, intitulada Ver, irá trabalhar com o reconhecimento dos problemas ecológicos que atingem a sociedade.
O segundo momento recebe o nome de Julgar e irá tratar dos temas do meio ambiente associados à espiritualidade. O foco principal é a maneira como as religiões enxergam e exercem o compromisso ecológico.
A última sessão é o Agir e terá o objetivo de incentivar os participantes a se engajarem na luta pela defesa do meio ambiente. Para isso, foram convidados membros de instituições que já trabalham com essa causa para que através de seus testemunhos passem um pouco de sua experiência às comunidades. (MJ/CNBB)
Igreja no Mundo
PAQUISTÃO:CONFIRMADO MINISTÉRIO DAS MINORIAS RELIGIOSAS
◊ Islamabad, 15 fev (RV) - O novo governo do Paquistão “se comprometa a respeitar os direitos humanos no país e a tutelar o estado de direito”: é o que pede a “Fundação Masihi” ao novo governo do Paquistão após a remodelação feita pelo primeiro-ministro Raza Gilani. Essa fundação cuida da defesa e proteção das minorias religiosas e, atualmente, presta assistência jurídica e materiais a Asia Bibi, a primeira mulher paquistanesa condenada à morte sob a acusação de blasfêmia.
Entretanto, o Ministério para as Minorias Religiosas foi confirmado no novo governo do Paquistão, depois de uma remodelação e uma redução drástica dos ministérios de mais de 50 para 22. Segundo fontes locais, o Ministério estava prestes a ser abolido, mudando-se para Ministério de Assuntos Religiosos, que se ocupa das questões da comunidade muçulmana. Uma campanha de pressão internacional contribuiu a confirmar a presença.
O Ministro Shahbaz Bhatti, católico, titular do Ministério também do novo executivo não esconde sua satisfação e afirmou à agência Fides: “Com as bênçãos de Deus e as orações dos fiéis fui confirmado. Estou feliz neste sentido: os partidos extremistas religiosos e movimentos fizeram grande pressão sobre o governo para suprimir o Ministério para as Minorias Religiosas, mas o presidente do Paquistão e o Primeiro-Ministro resistiram e para o bem comum da nação, optaram por manter do Ministério”.
Segundo Bhatti, “este é, portanto, um sinal claro da atenção do Governo para com as minorias religiosas. Teria sido de fato, muito fácil, durante o corte dos ministérios, cancelar o Ministério. Muitos dos principais ministros não foram confirmados, por várias razões, incluindo os motivos relacionados a questões de corrupção. A minha confirmação no cargo confirma a integridade moral e transparente que sempre caracterizou o nosso trabalho”.
“A minha nomeação - prosseguiu o ministro – criará protestos e ressentimento em muitos extremistas islâmicos, mas a minha luta vai continuar, apesar das dificuldades e ameaças que recebi. Meu único objetivo é defender os direitos fundamentais, a liberdade religiosa e a vida dos cristãos e outras minorias religiosas”. Bhatti conclui: “Ainda temos muito trabalho a fazer, temos desafios muito sérios, como a lei sobre a blasfêmia. Procurarei testemunhar, no meu compromisso, a fé em Jesus Cristo”.
De fato, “as pressões da imprensa e da comunidade internacional deram seus frutos. Estamos satisfeitos que o Ministério tenha sido confirmado”, disse à Fides o Diretor das Pontifícias Obras Missionárias no Paquistão, Padre Mario Rodrigues. “É claro ressalta – Padre Rodrigues - se olharmos para as últimas décadas, não podemos dizer que foram obtidas melhorias consistentes para a vida das minorias religiosas, mas abolir o ministério teria sido ainda pior. O Ministro continua sendo um interlocutor institucional importante para nós. Os seus esforços contra a lei sobre a blasfêmia foi claro e público e isso lhe custou ameaças de morte”, concluiu Padre Rodrigues. (SP)
IGREJAS EUROPEIAS DISCUTEM SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA
◊ Belgrado, 15 fev (RV) - A liberdade religiosa e o ecumenismo serão alguns dos temas que os bispos católicos do Conselho de Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e os representantes da Conferência das Igrejas Européias (CEC) discutirão na reunião anual que se realizará entre os dias 17 e 20 de fevereiro em Belgrado (Sérvia). Nesta reunião, será tratado também o tema da crise econômica e a paz no mundo, e revisarão as relações entre a identidade cristã na Europa e sua integração atual.
O tema da liberdade religiosa será exposto pelo professor italiano Massimo Introvigne, representante junto à OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) para combater o racismo, a xenofobia e a discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões. O ecumenismo será tratado pela Dra. Joanna J. Matuszewska, teóloga da Igreja Evangélica Reformada da Polônia.
A agenda de trabalho também prevê o tema da presença de ciganos na Europa do Leste e as relações entre cristãos e muçulmanos na Europa.
A representação católica estará formada, entre outros, pelo Presidente e Vice-presidente da CCEE, Cardeal Peter Erdo, Arcebispo de Esztergom-Budapest (Hungria) e o Cardeal Jean-Pierre Ricard, Arcebispo do Bordeaux (França), respectivamente. (SP)
CANTORES MILANESES AJUDAM PROJETO MUNDO NOVO EM FAVOR DO HAITI
◊ Milão, 15 fev (RV) - Continua a solidariedade do mundo em favor do Haiti. Nesta terça-feira, 24 cantores italianos se exibirão no Teatro Derby de Milão, no concerto gratuito "Live for Haiti".
Durante o concerto, patrocinado pela Prefeitura de Milão, será apresentada a iniciativa beneficente "Mundo Novo" em favor dos projetos, no Haiti, de "Terre des Hommes", organização sem fins lucrativos que presta assistência a menores.
Foi gravado, nas ruas de Milão, um vídeo sobre a iniciativa "Mundo Novo". Durante o concerto será possível comprar o vídeo, além das músicas que serão apresentadas pelos cantores.
O objetivo da iniciativa é arrecadar fundos para ativar as adoções à distância das crianças haitianas hospedadas nas Casas do Sol de Terre des Hommes, que são centros de proteção das crianças contra abusos, violência, exploração e tráfico. (MJ)
CONCLUÍDO ENCONTRO DOS BISPOS AMIGOS DOS FOCOLARES
◊ Castel Gandolfo, 15 fev (RV) - Concluiu-se no Centro Mariápoles de Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma, o 35° Encontro Internacional dos Bispos Amigos do Movimento dos Focolares.
"Redescobrir os desígnios de Deus hoje", ver no amor de Deus a chave de leitura que abre à compreensão da vontade de Deus que deseja o bem da humanidade, foram as temáticas abordadas no encontro que contou com a participação de 70 bispos provenientes de várias partes do mundo.
Os debates se concentraram sobre o carisma de Chiara Lubich, aprovado pelos Papas dos últimos tempos, carisma que "está profundamente ligado ao carisma do bispo" – disse o Arcebispo emérito de Praga, Cardeal Miloslav Vlk, moderador do encontro.
"A espiritualidade de comunhão emanada do Concílio Vaticano II, todo centralizado na Igreja mistério de comunhão, é vivida pelo Movimento dos Focolares de maneira carismática" – disse o prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet, durante sua visita ao Centro Mariápoles.
Diante dos desafios enfrentados hoje pela Igreja, sobretudo nos países de antiga tradição cristã, mas também em outras partes do mundo, os bispos quiseram mostrar as novas respostas que o Espírito Santo suscitou nos últimos anos, como a comunhão e a colaboração entre novos e antigos carismas, o diálogo ecumênico e inter-religioso, e o diálogo com a cultura leiga. (MJ)
Formação
DIVULGADA AGENDA DA VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA A AQUILEIA E VENEZA
◊ Cidade do Vaticano, 15 fev (RV) – Divulgada hoje a agenda da viagem apostólica de Bento XVI às cidades de Aquileia e Veneza (ambas no norte da Itália). A visita deverá durar dois dias, de 7 a 8 de maio.
Na tarde de sábado, 7 de maio, o Papa vai chegar a Aquileia, e logo irá encontrar-se com os habitantes da cidade na Piazza Capitolo para saudá-los. Horas depois, irá proferir um discurso na Basílica da cidade. À tardinha, partirá de helicóptero para Veneza.
Às 19h30min do mesmo dia (hora local), já em Veneza, irá encontrar-se com os cidadãos na principal praça da cidade, a Praça São Marcos, de onde fará outro discurso. Em seguida, na Basílica que dá nome à Praça, fará a veneração das relíquias de São Marcos.
No domingo, dia 8 de março, às 10h da manhã, celebrará a Santa Missa no Parque San Giuliano, em Mestre, de onde irá proferir a homilia. Após a recitação da oração mariana do Regina Coeli, o Santo Padre fará sua saudação aos fiéis e se dirigirá novamente a Veneza - Praça São Marcos -, onde vai se encontrar com os bispos, quando seguirão para um almoço no Patriarcado de Veneza.
Para as 16h45 está prevista a assembléia de encerramento da visita pastoral diocesana na Basílica de São Marcos. Nessa ocasião, também teremos um discurso do Papa. Uma hora mais tarde, Bento VXI partirá de gôndola para a Basílica da Saúde, onde transcorrerá um encontro com expoentes do mundo da cultura e da economia. O Papa irá proferir um discurso.
Ainda nessa Basílica, o Santo Padre irá abençoar o término dos trabalhos de restauração da Capela da Santíssima Trindade e inaugurar instalações da biblioteca do Stadium Generale Marcianum de Veneza.
À noite, o Santo Padre retorna para o Vaticano. (ED)
CARDEAL SANDRI: QUE OS CRISTÃOS POSSAM CONTRIBUIR, NO NOVO EGITO, NA BUSCA DO BEM COMUM
◊ Cidade do Vaticano, 15 fev (RV) - No Egito, após a renúncia de Hosni Mubarak, teve início uma nova fase política. Foi formada uma comissão encarregada de emendar a Constituição, e o Conselho Supremo das Forças Armadas dissolveu o Parlamento.
O Marechal Hussein Tantawi assumiu a presidência do país. O período de transição se estenderá até setembro, quando se realizarão as eleições gerais.
Diante dessa realidade, qual significado as profundas mudanças poderão ter para a comunidade cristã do Egito? Foi o que a Rádio Vaticano procurou saber do Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri. Eis o que disse:
Cardeal Leonardo Sandri:- "Para a Igreja copta, quer ortodoxa, quer católica, essa reviravolta representa um momento de grande importância, porque permite aos coptas ortodoxos poder expressar a sua palavra como cristãos, e aos nossos coptas católicos como católicos, na esperança de que tudo isso leve à tranqüilidade, à convivência, à busca do bem comum para todos os egípcios, de modo a poder constituir uma sociedade que seja digna do homem, mais justa, e que dê a todos a oportunidade de poder participar da vida pública."
P. Falando em bem comum: estão em andamento as primeiras tentativas de renovar a Constituição egípcia, algo indispensável para colocar fim à discriminação das minorias, das quais são vítimas os cristãos in primis. A seu ver, as opiniões dos coptas serão ouvidas a esse propósito?
Cardeal Leonardo Sandri:- "Penso que certamente deveriam ser ouvidos e espero também que essas opiniões sejam aceitas. Espero também que na Constituição sejam colocados aqueles princípios fundamentais que dizem respeito à dignidade do homem e da mulher; à liberdade de todos; à convivência civil, no respeito pelos outros e no respeito pela lei."
P. Infelizmente, há também quem tema que o Egito possa transformar-se numa espécie de novo Iraque: de uma situação relativamente tranqüila e estável para um quadro – após a reviravolta política – de perseguição e de êxodo dos cristãos. O que pode ser feito para se evitar essa situação?
Cardeal Leonardo Sandri:- "Certamente não é absolutamente auspicioso que se possa repetir um novo Iraque e, portanto, uma nova situação que depois leve ao êxodo dos cristãos, ao êxodo daqueles que não são reconhecidos como cidadãos iguais aos outros. Espero que não aconteça o mesmo no Egito! Aliás, espero que a sabedoria que os egípcios têm – e que inclusive demonstraram durante as manifestações, que se realizaram de modo pacífico, nas quais expressaram esse desejo de mudança – sirva de iluminação para os passos futuros e consiga levar a um grande Egito, assim como foi para toda a sua história. O Egito é chamado a ser uma grande nação na África, inclusive na relação com os vizinhos. Espero que possa ser, sobretudo, uma pátria na qual todos possam viver tendo respeitados os seus direitos fundamentais, a própria liberdade, a democracia e o respeito pelos outros." (RL)
ARCEBISPO FISICHELLA: NECESSIDADE DA MÍDIA PARA MOSTRAR VERDADEIRO ROSTO DE DEUS
◊ Cidade do Vaticano, 15 fev (RV) - As novas linguagens, a cultura na missão da Igreja e a nova evangelização. Esses são os temas no centro da Assembléia aberta nesta segunda-feira em Madri, na Espanha, pelos delegados diocesanos responsáveis pelos meios de comunicação social.
Na conferência de abertura, o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, se deteve sobre o "Significado cristão na sociedade de hoje".
Em seus dois mil anos de história, "a Igreja jamais abandonou o seu dever de evangelizar", e essa tarefa é crucial também no atual momento de crise de valores no qual "o papel dos católicos assume maior importância" – recordou o Arcebispo.
Para dar força justamente ao espírito missionário da Igreja, numa sociedade em que a fé parece ser enfraquecida pela forte pressão do secularismo, no mês de setembro passado foi instituído por Bento XVI o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.
"Uma intuição profética", disse Dom Fisichella, chamado pelo Papa a conduzir o novo dicastério vaticano, a fim de que este ajude a compreender como a Igreja deve desempenhar o seu ministério "num mundo submetido a grandes transformações culturais".
Diante dessas transformações, "é dever de todos nós reforçar a fé": neste momento somos chamados a ser missionários com a força da razão demonstrando que esta "não se contrapõe aos conteúdos da fé" – acrescentou.
O Arcebispo frisou que é necessária uma nova linguagem, e nas sociedades ocidentais, sempre mais marcadas pela informação, os meios de comunicação não devem ser vistos na dimensão meramente tecnológica, mas como "um universo de pensamento com grandes potencialidades".
Em seguida, o prelado se deteve sobre o fenômeno da secularização, ressaltando que diante do "eclipse do sentido da vida", a tentação é pensar que o homem é "o dono da vida e da morte, porque pode quando e como".
A Igreja deve falar de Deus ao homem de hoje e deve "fazer conhecer o verdadeiro rosto de Deus" – explicou Dom Fisichella. "Todos os meios de comunicação são necessários para esse anúncio" – concluiu. (RL)
O CONCÍLIO VATICANO II E A LIBERDADE RELIGIOSA: UMA RELEITURA DA "DIGNITATIS HUMANAE"
◊ Cidade do Vaticano, 15 fev (RV) - O direito à liberdade religiosa, reiteradas vezes defendido pelo Papa e pela Igreja, sobretudo numa época – como a recente – de renovadas perseguições anticristãs, tem na realidade uma antiga raiz na Declaração conciliar Dignitatis humanae, dedicada a esse aspecto.
Sobre a doutrina desse documento, aprovado em 7 de dezembro de 1965, eis o que nos diz o jesuíta, Pe. Dariusz Kowalczyk, em seu aprofundamento acerca dos documentos do Concílio ecumênico Vaticano II:
De acordo com o recente Relatório da organização "Ajuda à Igreja que Sofre", 70% da humanidade vive nos países onde a liberdade religiosa é limitada, e as perseguições por razões de fé jamais cessaram.
Segundo o Relatório, nos últimos anos, dentre as 100 vítimas de intolerância religiosa, 75 são cristãs. Não raramente, também em nossa época, o preço por professar a fé em Jesus Cristo é o de ser detido, torturado ou assassinado.
Muitas vezes – como disse Bento XVI em Londres – implica também "ser apontados como irrelevantes, ridicularizados ou motivo de menosprezo".
Nessa situação, vale a pena reler a Declaração conciliar sobre a liberdade religiosa, a qual afirma, entre outras coisas, "que a pessoa humana tem o direito à liberdade religiosa" (nº 2). E depois precisa: "esse direito (...) deve ser reconhecido, na ordem jurídica da sociedade, como direito civil". Infelizmente, nem todos os políticos querem promover uma liberdade religiosa real, que não seja apenas declarativa (nº 2).
A liberdade religiosa deve ser vista de dois modos: como uma "liberdade de", e uma "liberdade para". De fato, o Concílio ressalta: "que em matéria religiosa ninguém seja forçado a agir contra a sua consciência nem seja impedido (...) de agir em conformidade com ela" (nº 2).
Todavia, a liberdade religiosa não pode ser limitada à vida privada, porque "a própria natureza social do ser humano exige que ele expresse externamente os atos internos de religião (...) e professe a sua religião de modo comunitário" (nº 3).
Em sua dimensão social, a liberdade religiosa significa, entre outras coisas, o direito de ensinar e de testemunhar publicamente a própria fé, de nomear seus ministros, de comunicar com as autoridades e com as comunidades religiosas que vivem em outros países, de construir prédios religiosos. Hoje a Igreja deve responder a muitas daquelas situações onde tais direitos são violados. (RL)
Igreja no Brasil
ARCEBISPO JOÃO BRAZ DE AVIZ SE DESPEDE DE BRASÍLIA
◊ Brasília, 15 fev (RV) - O novo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz, despediu-se no último domingo da Arquidiocese de Brasília.
Mais de três mil pessoas participaram da cerimônia realizada na Catedral Nossa Senhora Aparecida que contou com a presença do clero e de fiéis das 128 paróquias da Arquidiocese de Brasília.
Dom João Braz de Aviz viaja, nesta terça-feira, para Roma a fim de assumir o cargo nesse organismo vaticano, depois de sete anos como Arcebispo de Brasília. A partir de 16 de março próximo, o prelado começará a desempenhar sua nova função. "Partir é preciso a fim de continuar a missão. Amei apaixonadamente esta Santa Igreja", disse Dom João.
Numa entrevista à Assessoria de Imprensa da CNBB, após sua nomeação, no dia 4 de janeiro passado, Dom João falou de seu amor por Brasília e sobre as dificuldades e alegrias ao longo dos sete anos que passou na capital federal.
Na ocasião, o arcebispo falou também sobre a religiosidade do povo de Brasília. "Brasília é uma vitrine de todas as religiões e Igrejas. Aqui cada um tem seu lugar de povo brasileiro que professa a sua fé; e ter essa relação de diálogo respeitoso, ser amigo da verdade e caminhar juntos com valores é outro desafio grande que enfrentamos com amor e alegria não podendo fazer muitas coisas, mas o que fizemos foi nessa direção" – concluiu Dom João. (MJ/CNBB)
SALVADOR: CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011
◊ Salvador, 15 fev (RV) - A Arquidiocese de Salvador (BA) promove no próximo dia 27, o seminário "Campanha da Fraternidade 2011". O evento contará com a participação de especialistas e representantes de órgãos governamentais que abordarão o tema deste ano "Fraternidade e Vida no Planeta".
A dinâmica do seminário será dividida em três partes. A primeira, intitulada Ver, irá trabalhar com o reconhecimento dos problemas ecológicos que atingem a sociedade.
O segundo momento recebe o nome de Julgar e irá tratar dos temas do meio ambiente associados à espiritualidade. O foco principal é a maneira como as religiões enxergam e exercem o compromisso ecológico.
A última sessão é o Agir e terá o objetivo de incentivar os participantes a se engajarem na luta pela defesa do meio ambiente. Para isso, foram convidados membros de instituições que já trabalham com essa causa para que através de seus testemunhos passem um pouco de sua experiência às comunidades. (MJ/CNBB)
Igreja no Mundo
PAQUISTÃO:CONFIRMADO MINISTÉRIO DAS MINORIAS RELIGIOSAS
◊ Islamabad, 15 fev (RV) - O novo governo do Paquistão “se comprometa a respeitar os direitos humanos no país e a tutelar o estado de direito”: é o que pede a “Fundação Masihi” ao novo governo do Paquistão após a remodelação feita pelo primeiro-ministro Raza Gilani. Essa fundação cuida da defesa e proteção das minorias religiosas e, atualmente, presta assistência jurídica e materiais a Asia Bibi, a primeira mulher paquistanesa condenada à morte sob a acusação de blasfêmia.
Entretanto, o Ministério para as Minorias Religiosas foi confirmado no novo governo do Paquistão, depois de uma remodelação e uma redução drástica dos ministérios de mais de 50 para 22. Segundo fontes locais, o Ministério estava prestes a ser abolido, mudando-se para Ministério de Assuntos Religiosos, que se ocupa das questões da comunidade muçulmana. Uma campanha de pressão internacional contribuiu a confirmar a presença.
O Ministro Shahbaz Bhatti, católico, titular do Ministério também do novo executivo não esconde sua satisfação e afirmou à agência Fides: “Com as bênçãos de Deus e as orações dos fiéis fui confirmado. Estou feliz neste sentido: os partidos extremistas religiosos e movimentos fizeram grande pressão sobre o governo para suprimir o Ministério para as Minorias Religiosas, mas o presidente do Paquistão e o Primeiro-Ministro resistiram e para o bem comum da nação, optaram por manter do Ministério”.
Segundo Bhatti, “este é, portanto, um sinal claro da atenção do Governo para com as minorias religiosas. Teria sido de fato, muito fácil, durante o corte dos ministérios, cancelar o Ministério. Muitos dos principais ministros não foram confirmados, por várias razões, incluindo os motivos relacionados a questões de corrupção. A minha confirmação no cargo confirma a integridade moral e transparente que sempre caracterizou o nosso trabalho”.
“A minha nomeação - prosseguiu o ministro – criará protestos e ressentimento em muitos extremistas islâmicos, mas a minha luta vai continuar, apesar das dificuldades e ameaças que recebi. Meu único objetivo é defender os direitos fundamentais, a liberdade religiosa e a vida dos cristãos e outras minorias religiosas”. Bhatti conclui: “Ainda temos muito trabalho a fazer, temos desafios muito sérios, como a lei sobre a blasfêmia. Procurarei testemunhar, no meu compromisso, a fé em Jesus Cristo”.
De fato, “as pressões da imprensa e da comunidade internacional deram seus frutos. Estamos satisfeitos que o Ministério tenha sido confirmado”, disse à Fides o Diretor das Pontifícias Obras Missionárias no Paquistão, Padre Mario Rodrigues. “É claro ressalta – Padre Rodrigues - se olharmos para as últimas décadas, não podemos dizer que foram obtidas melhorias consistentes para a vida das minorias religiosas, mas abolir o ministério teria sido ainda pior. O Ministro continua sendo um interlocutor institucional importante para nós. Os seus esforços contra a lei sobre a blasfêmia foi claro e público e isso lhe custou ameaças de morte”, concluiu Padre Rodrigues. (SP)
IGREJAS EUROPEIAS DISCUTEM SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA
◊ Belgrado, 15 fev (RV) - A liberdade religiosa e o ecumenismo serão alguns dos temas que os bispos católicos do Conselho de Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e os representantes da Conferência das Igrejas Européias (CEC) discutirão na reunião anual que se realizará entre os dias 17 e 20 de fevereiro em Belgrado (Sérvia). Nesta reunião, será tratado também o tema da crise econômica e a paz no mundo, e revisarão as relações entre a identidade cristã na Europa e sua integração atual.
O tema da liberdade religiosa será exposto pelo professor italiano Massimo Introvigne, representante junto à OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) para combater o racismo, a xenofobia e a discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões. O ecumenismo será tratado pela Dra. Joanna J. Matuszewska, teóloga da Igreja Evangélica Reformada da Polônia.
A agenda de trabalho também prevê o tema da presença de ciganos na Europa do Leste e as relações entre cristãos e muçulmanos na Europa.
A representação católica estará formada, entre outros, pelo Presidente e Vice-presidente da CCEE, Cardeal Peter Erdo, Arcebispo de Esztergom-Budapest (Hungria) e o Cardeal Jean-Pierre Ricard, Arcebispo do Bordeaux (França), respectivamente. (SP)
CANTORES MILANESES AJUDAM PROJETO MUNDO NOVO EM FAVOR DO HAITI
◊ Milão, 15 fev (RV) - Continua a solidariedade do mundo em favor do Haiti. Nesta terça-feira, 24 cantores italianos se exibirão no Teatro Derby de Milão, no concerto gratuito "Live for Haiti".
Durante o concerto, patrocinado pela Prefeitura de Milão, será apresentada a iniciativa beneficente "Mundo Novo" em favor dos projetos, no Haiti, de "Terre des Hommes", organização sem fins lucrativos que presta assistência a menores.
Foi gravado, nas ruas de Milão, um vídeo sobre a iniciativa "Mundo Novo". Durante o concerto será possível comprar o vídeo, além das músicas que serão apresentadas pelos cantores.
O objetivo da iniciativa é arrecadar fundos para ativar as adoções à distância das crianças haitianas hospedadas nas Casas do Sol de Terre des Hommes, que são centros de proteção das crianças contra abusos, violência, exploração e tráfico. (MJ)
CONCLUÍDO ENCONTRO DOS BISPOS AMIGOS DOS FOCOLARES
◊ Castel Gandolfo, 15 fev (RV) - Concluiu-se no Centro Mariápoles de Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma, o 35° Encontro Internacional dos Bispos Amigos do Movimento dos Focolares.
"Redescobrir os desígnios de Deus hoje", ver no amor de Deus a chave de leitura que abre à compreensão da vontade de Deus que deseja o bem da humanidade, foram as temáticas abordadas no encontro que contou com a participação de 70 bispos provenientes de várias partes do mundo.
Os debates se concentraram sobre o carisma de Chiara Lubich, aprovado pelos Papas dos últimos tempos, carisma que "está profundamente ligado ao carisma do bispo" – disse o Arcebispo emérito de Praga, Cardeal Miloslav Vlk, moderador do encontro.
"A espiritualidade de comunhão emanada do Concílio Vaticano II, todo centralizado na Igreja mistério de comunhão, é vivida pelo Movimento dos Focolares de maneira carismática" – disse o prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet, durante sua visita ao Centro Mariápoles.
Diante dos desafios enfrentados hoje pela Igreja, sobretudo nos países de antiga tradição cristã, mas também em outras partes do mundo, os bispos quiseram mostrar as novas respostas que o Espírito Santo suscitou nos últimos anos, como a comunhão e a colaboração entre novos e antigos carismas, o diálogo ecumênico e inter-religioso, e o diálogo com a cultura leiga. (MJ)
Formação
PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO
◊ Rio de Janeiro 15 fev (RV) - Uma das preocupações mais sérias nestes últimos tempos tem sido a importância da família. Cursos, preparações, preocupações, orientações sempre estão presentes em nossas paróquias. Os vários movimentos familiares procuram recuperar a vida conjugal e a unidade familiar. Muitas pessoas não veem a importância que existe no processo matrimonial, que, quando bem administrado, pode ser importante catequese. Nem sempre se vê esses atos jurídicos como oportunidade catequética e fundamental encontro com a própria vocação.
No dia 22 de janeiro, o Santo Padre, o Papa Bento XVI, pronunciou o seu consuetudinário discurso aos membros do Tribunal da Rota Romana (Colégio dos Prelados Auditores, Advogados e outros colaboradores) que, segundo a Constituição Apostólica “Pastor Bonus”, em seu número 126, tem como tarefa:
“Este Tribunal ordinariamente funciona como instância superior no grau de apelo junto da Sé Apostólica, para tutelar os direitos na Igreja; provê a unidade da jurisprudência e, mediante as próprias sentenças, constitui uma ajuda aos Tribunais inferiores”.
No discurso deste ano, o Papa Bento XVI recorda, no âmbito do matrimônio, a necessidade de que se busque reforçar a formação para uma adequada preparação para o matrimônio.
O Código atual, que reflete a eclesiologia do Concílio Ecumênico Vaticano II, demonstra uma preocupação muito grande em relação ao matrimônio, logicamente não limitado ao ato da celebração (momento da prestação do consentimento), mas também se volta para a sua concreta preparação.
A crise que permeava tantos que haviam buscado o matrimônio cristão foi, durante o Concílio, objeto de preocupação e consequente estudo e aprofundamento, manifestando-se depois na vontade dos Padres conciliares a reflexão contida na Constituição pastoral Gaudim et spes (47-52). Temos também a importante Exortação apostólica pós-sinodal Familiaris consortio, promulgada pelo venerável João Paulo II. É preciso, em tal preparação, que os pastores se preocupem em esclarecer os noivos para que o matrimônio seja celebrado válida e licitamente.
Não pode haver contraposição entre o direito e a pastoral, eles caminham juntos e não podem ser vistos como instâncias distintas.
Para o Matrimônio, sacramento onde os cônjuges constituem uma comunidade de vida e para toda a vida, é preciso que se repense, para aprofundar, a preparação para o mesmo, que deve ser remota, próxima e imediata, como deixa perceber claramente no cân. 1063: “Os pastores de almas têm a obrigação de cuidar que a própria comunidade eclesial preste assistência aos fiéis, para que o estado matrimonial se mantenha no espírito cristão e progrida na perfeição. Essa assistência deve prestar-se, sobretudo:
1° - pela pregação, pela catequese apropriada aos menores, aos jovens e adultos, mesmo com o uso dos meios de comunicação social, com que sejam os fiéis instruídos sobre o sentido do matrimônio e o papel dos cônjuges e pais cristãos;
2° - com a preparação pessoal para contrair matrimônio, pela qual os noivos se disponham para a santidade e deveres do seu novo estado;
3° - com a frutuosa celebração litúrgica do matrimônio, pela qual se manifeste claramente que os cônjuges simbolizam o mistério da unidade e do amor fecundado entre Cristo e a Igreja, e dele participam;
4° - com o auxílio prestado aos casados para que, guardando e defendendo fielmente a aliança conjugal, cheguem a levar na família uma vida cada vez mais santa e plena”.
Numa perspectiva jurídica, em concomitância com a índole sempre pastoral do Direito, é de relevância inegável o cuidado em evitar a celebração do matrimônio com riscos de declaração de nulidade (vícios de consentimento), mas também de invalidade (impedimentos). Recorda-nos em seu discurso o Papa: “Jurídico não quer dizer formalista, como se fosse uma mera prática burocrática, consistindo em preencher um formulário tendo como base perguntas rituais. Trata-se, isso sim, de uma ocasião pastoral única – a de valorizar com toda a seriedade e atenção que se exige – na qual, por meio de um diálogo cheio de respeito e cordialidade, o pastor procura ajudar a pessoa a situar-se seriamente perante a verdade sobre si mesma e sobre a sua própria vocação humana e cristã para o matrimônio”
A investigação prévia, feita de forma apropriada e responsável, tende a assegurar a ausência de impedimentos e a manifestação de um consentimento autêntico e livre. Muitíssimos males poderão ser evitados caso esse aspecto não seja descuidado pelos párocos, mas assumido com seriedade. Dessa maneira, sem sombra de dúvida, o aspecto jurídico põe-se a serviço da preocupação pastoral: tem como objeto, portanto, não apenas uma celebração lícita e válida, mas especialmente a estabilidade da própria vida conjugal, para isso se deve observar com diligência e fidelidade o que prescrevem os cânn. 1066-1070, como normas seguras e prévias à própria celebração.
No sentido específico do serviço prestado a toda a Igreja pelo Tribunal da Rota Romana neste aspecto: “provê à unidade da jurisprudência e, mediante as próprias sentenças, constitui uma ajuda aos Tribunais inferiores”, recorda o Romano Pontífice que alguns capítulos de nulidade, mormente o 1095, 2º (grave falta de discrição de juízo) e 1101, § 2 (simulação parcial), de modo concreto naquele da exclusão do bonum coniugum. Afirma o Papa: “é necessário ter um sério compromisso para que as decisões jurídicas reflitam a verdade sobre o matrimônio, a mesma que deve iluminar o momento da admissão às núpcias”.
Embora o Bispo seja sempre o juiz nato em sua diocese, temos os nossos Vigários Judiciais que, por nosso mandato, desempenham, sobretudo no Tribunal Eclesiástico, esse ministério da justiça a esses colaboradores, que fiéis e em íntima sintonia com o Santo Padre e com o Bispo Diocesano, supõe fidelidade a jurisprudência da Rota Romana, exercício da justiça com equidade. É importante também estudar o relatório enviado a cada ano ao Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e/ou também os dados finais fornecidos ao Centro de Estatística da Igreja. Nas sentenças de declaração de nulidade e nos processos de declaração de invalidade é preciso deixar evidente que “Não existe, portanto, um matrimônio da vida e outro de direito: só há um matrimônio, que é constitucionalmente vínculo jurídico real entre um homem e uma mulher, um vínculo sob o qual apoia-se a autêntica dinâmica conjugal da vida e do amor”.
Que sejam os párocos e vigários a preencher o Processo de Habilitação Matrimonial, exercendo o múnus próprio de preparar com dignidade nossos noivos para um autêntico matrimônio católico. É uma importante ocasião para uma educação sobre a vida matrimonial e a beleza da vocação que os noivos estão assumindo.
A família, centro da vida cristã, deve ser valorizada como centro de nossa ação pastoral. Que a Sagrada Família abençoe as nossas famílias!
† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Atualidades
BRASIL DOA 300 MIL DÓLARES AO HAITI
◊ Porto Príncipe, 15 fev (RV) - Em visita ao Haiti nesses dois últimos dias, o ministro das relações exteriores brasileiro, Antonio Patriota, anunciou uma nova contribuição financeira brasileira para com o país. Serão 300 mil dólares a serem aplicados no processo eleitoral e na reconstrução política haitiana.
“A estabilidade política é fundamental para um país como o Haiti”, declarou o ministro. Somente para organizar as eleições do próximo dia 20 de março, serão necessários um milhão e meio de dólares.
Patriota afirmou ainda que a presença brasileira na ilha tem como objetivo promover a estabilidade. Com mais de 1.200 soldados brasileiros, o país esteve à frente das missões de paz das Nações Unidas após o terremoto de 12 de janeiro de 2010. Analistas de relações internacionais consideram que o Brasil quer colocar-se como potência regional no Haiti, lado a lado com os Estados Unidos. (ED)
MULTA RECORDE POR DANOS AMBIENTAIS NA AMAZÔNIA EQUATORIANA
◊ Quito, 15 fev (RV) – Uma multa recorde foi aplicada ao grupo petrolífero estadunidense Chevron, que atua na Amazônia equatoriana. Oito bilhões de dólares é a soma que a empresa deverá pagar aos reclamantes pelos danos ambientais por ela causados na região.
A decisão foi anunciada ontem por um juiz equatoriano, e diz respeito à destruição causada pela Texaco entre 1964 à 1990, empresa que a Chevron adquiriu em 2001. Demorou, mas saiu. O montante é 16 vezes mais alto àquele cobrado da Exxon Móbil pela maré negra derramada no Alaska em 1989.
A empresa, que é acusada de ter derramado 68 bilhões de litros de produtos tóxicos na Amazônia equatoriana durante o período em questão, declarou que o veredicto é ilegítimo e inaplicável, contrário ao Estado de Direito.
Nos próximos três dias, as duas partes vão apelar da decisão: a empresa para anular todo o processo, e os reclamantes para pedirem o aumento do valor da indenização, a qual, segundo eles, não basta para reparar os danos causados. (ED)
SAVE THE CHILDREN ALERTA PARA A SITUAÇÃO DAS CRIANÇAS MIGRADAS DA TUNISIA
◊ Roma, 15 fev (RV) - A Organização Internacional Save the Children lançou um alarme em relação à questão dos refugiados tunisianos que estão chegando em massa à pequena ilha italiana de Lampedusa. A Organização está chamando a atenção para o grande número de menores entre os imigrantes.
Somente de 10 a 14 de fevereiro, a Save the Children já interceptou 200 menores que estavam refugiados na ilha e os está alocando em centros para crianças e adolescentes em outras localidades da Itália.
A responsável, na Organização, pela proteção dos menores, Carlotta Bellini, explicou que é fundamental identificar os menores de idade que deslocaram-se da Tunísia desacompanhados e abrigá-los nos centros próprios para acolhe-los, que estão espalhados em todo o país. Ela ressalta que é importante que eles sejam alojados separadamente dos adultos, para as suas próprias seguranças.
A Save the Children sublinhou ainda a necessidade de assegurar o respeito de proteção e de acolhimento para os imigrantes e, em particular, para os menores presentes nas áreas de desembarque e nos centros de primeiro acolhimento.
A questão dos imigrantes tunisianos está sendo debatida também no âmbito das Nações Unidas. A Organização Mundial para Migrações, OIM, está discutindo com autoridades italianas o futuro dessas pessoas.
No final de semana, mil pessoas desembarcaram na ilha italiana de Lampedusa, mas, nesta segunda-feira, segundo a OIM, não houve mais nenhuma chegada durante a madrugada.
Há de se resolver a questão do status que será dado aos migrantes que permanecerem na Itália, país o qual, aliás, já declarou que não poderá acolher a todos.
A OIM informou que muitas redes criminosas estão explorando essa tragédia humanitária, cobrando dos migrantes um mil e oitocentos dólares americanos - equivalentes três mil reais – pelo curto trajeto de barco da Tunísia até Lampedusa.
Os tunisianos estão abandonado o país devido à insegurança e à situação de caos que se instalou após a crise política que levou à queda do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali. (ED)
© Rádio Vaticano 2011
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