PAPA CONVERSA COM OS ASTRONAUTAS NO ESPAÇO
◊ Cidade do Vaticano 22 mai (RV) – Num evento já definido por muito como histórico, o Papa Bento XVI conversou neste sábado, dia 21, durante cerca de 20 minutos com os astronautas da estação espacial internacional do transbordador Endeavour. Durante o colóquio tratou de diversos temas como a contribuição da ciência à consecução da paz e o futuro do mundo.
Ao iniciar a conexão, o Santo Padre disse:
“Queridos astronautas, estou muito contente de ter a extraordinária oportunidade de conversar com vocês durante esta missão, e especialmente agradecido de poder falar com vocês presentes na estação espacial neste momento”.
Em sua introdução às perguntas, Bento XVI assinalou que “a humanidade experimenta um período de rápido progresso nos campos de aplicações técnicas e conhecimentos científicos e que em certo sentido eles neste campo são representantes da humanidade em uma exploração que introduz no conhecimento de novos espaços e possibilidades para o futuro da humanidade que vai além das limitações da existência cotidiana”.
“Em um sentido, são nossos representantes: a exploração da humanidade é um ponto de partida para novos espaços e possibilidades para o nosso futuro, que vai além das limitações de nossa existência cotidiana”.
O Papa disse em seguida que “admiramos sua valentia assim como a disciplina e extrema responsabilidade com que se prepararam para realizar essa missão. Estamos convencidos de que é inspirada por nobres ideais e tem a finalidade de colocar os resultados das pesquisas e seus esforços à disposição de toda a humanidade para o bem comum”.
Depois de expressar sua curiosidade pelo que os astronautas apreciam do espaço e sobre suas pesquisas, o Papa fez uma pergunta relacionada com a visão que desde uma estação espacial se tem da terra, aludindo a que se voa sobre as nações e continentes várias vezes ao dia.
“Acredito que deve ser evidente para vocês que vivemos todos juntos na terra e quão absurdo seja lutar e matar uns aos outros”, e expressou a Mark Kelly, um dos astronautas, sua curiosidade em saber se, quando estão contemplando a terra por acaso se perguntaram “sobre as Nações e as pessoas que vivem juntas na terra e sobre o modo em que a ciência pode contribuir à causa da paz”.
O segundo argumento tratado pelo Santo Padre e dirigido a Ron Garan, teve relação com um tema que se refere à responsabilidade que os sere humanos têm sobre o futuro do planeta. “Recordo neste momento, os graves riscos que enfrenta o meio ambiente com a sobrevivência das gerações futuras. Os cientistas nos dizem devemos tomar cuidado e desde um ponto de vista ético, temos que desenvolver nossa consciência”.
E perguntou desde sua perspectiva de observação, extraordinária, sobre o modo em que se percebe a situação na terra, e se são perceptíveis os sinais ou fenômenos para os quais temos que estar mais atentos.
Ron Garan respondeu ao Santo Padre: “Sua Santidade, é uma grande honra conversar com o senhor e tem razão: realmente temos um ponto extraordinário de observação aqui em cima. Por um lado, podemos ver quão indescritivelmente formoso é o planeta que nos foi dado, mas por outro, também vemos claramente quão frágil ele é".
O Papa introduziu sua terceira pergunta a Mike Finchke, salientando sua convicção de que a tripulação presente na Estação Espacial Internacional “vive uma experiência extraordinária e muito importante, sobre tudo se pensamos que terão que retornar à terra e viver como o resto dos seres humanos”.
Assim observou que certamente, quando voltarem, serão admirados e tratados como heróis a quem pedirão para falar de suas experiências. Em seguida questionou sobre “quais serão as mensagens mais importantes que gostariam de transmitir especialmente aos jovens que vão viver em um mundo fortemente influenciado por suas experiências e descobertas”.
Em sua quarta pergunta dirigida ao astronauta italiano Roberto Vittori, o Pontífice novamente sublinhou que a exploração espacial é uma fascinante aventura científica e disse: “sei que instalaram novas equipes para seguir a pesquisa científica e o estudo da radiação procedente do espaço exterior, mas acredito que também é uma aventura do espírito humano, um poderoso estímulo para refletir sobre a origem e o futuro do universo e da humanidade. Freqüentemente os crentes olham o céu ilimitado e meditam sobre o criador de tudo, pensando no mistério de sua grandeza”.
O Papa recordou também que a medalha que entregou a este astronauta italiano tem gravada a representação do afresco da “Criação” do homem, pintado por Michelangelo na Capela Sistina. Recordando seu intenso compromisso de trabalho e de pesquisa perguntou-lhe se existem momentos em que se devem deter para fazer reflexões parecidas, “e talvez dirigir uma oração ao Criador, ou por acaso seria mais fácil refletir sobre estas coisas estando de volta e sobre a Terra”.
Vittori assinalou em sua resposta que “quando temos um momento para olhar abaixo, a beleza tridimensional de nosso planeta captura nosso coração, captura meu coração. E sim rezo. Rezo por mim, por nossas famílias, pelo nosso futuro”.
A última pergunta de Bento XVI aos astronautas foi em italiano, dirigida ao segundo astronauta desta nacionalidade, Paolo Nespoli. O Papa comentou que estava ciente que há poucos dias sua mãe havia falecido: "quando dentro de poucos dias você retornar à casa já não a encontrará esperando você. Todos estamos próximos a você, eu também rezei por ela”.
O Santo Padre dirigiu sua última pergunta para saber se “na estação espacial os astronautas se sentem distantes e isolados, sofrendo um sentido de separação, ou ao contrário, se sentem unidos entre eles mesmos e portanto membros de uma comunidade que os acompanha com atenção e afeto”.
Nespoli respondeu: “Santo Padre, escutei suas orações, eu as senti chegar até aqui: certamente, estamos fora deste mundo, orbitamos em torno da terra e estamos em um ponto de vantagem para olhar a Terra e para escutar tudo ao redor”.
Depois de agradecer a proximidade à sua família e sua tripulação apesar da distância, o astronauta disse: “senti-me longe mas também muito próximo, e certamente o pensamento de sentir todos muito próximos neste momento, foi de grande alívio. Agradeço à Agência Espacial Européia e à Agência Espacial americana que puseram à disposição os recursos para que eu pudesse falar com o senhor neste momento”.
Finalmente o Papa Bento XVI disse aos astronautas: “vocês ajudaram, não somente a mim mas a tantas outras pessoas, a refletir juntas sobre temas importantes para o futuro da humanidade. Expresso os melhores desejos para o desenvolvimento de seu trabalho e pelo resultado desta grande missão ao serviço da ciência, da colaboração internacional, do progresso autêntico e da paz no mundo. Continuarei a segui-los com meu pensamento e minha oração”. (SP)
ANGELUS: BENTO XVI RECORDA IRMÃ DULCE, "A MÃE DOS DESAMPARADOS"
◊ Cidade do Vaticano, 22 mai (RV) – O Papa Bento XVI convidou hoje os fiéis católicos a seguir Jesus todos os dias durante a oração do Regina Coeli na Praça São Pedro, na qual também recordou a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes que se realiza neste domingo em Salvador, na Bahia.
“Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa, desejo também associar-me à alegria dos Pastores e fiéis congregados em São Salvador da Bahia para a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes, que deixou atrás de si um prodigioso rastro de caridade ao serviço dos últimos, levando o Brasil inteiro a ver nela «a mãe dos desamparados». Idêntica celebração teve lugar ontem, em Lisboa, ficando inscrita no álbum dos Beatos a Irmã Maria Clara do Menino Jesus; ela fundou as Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que ensinou «a alumiar e aquecer» a multidão de pobres e esquecidos da sociedade, vendo e acolhendo neles o próprio Deus. Enquanto confio à intercessão das novas Beatas os seus familiares e devotos, as suas filhas e irmãs espirituais e as comunidades eclesiais de Lisboa e São Salvador da Bahia, de coração concedo-lhes a Bênção Apostólica”.
Momentos antes o Papa recordou que a “fé em Jesus significa segui-lo todos os dias, nas ações simples que compõem o nosso dia.
“É próprio do mistério de Deus agir de modo calmo. Ele constrói lentamente na grande história da humanidade, a Sua história. Torna-se homem, mas de modo a permanecer ignorado por seus contemporâneos, e pelas forças influentes na história. Sofre e morre e, como o Ressuscitado, ele quer chegar à humanidade somente através da fé dos seus aos quais ele se manifesta. Ele sempre bate suavemente às portas de nossos corações, e se nós a Lhe abrimos, lentamente nos torna capazes de "ver"”.
Santo Agostinho afirma que “era necessário que Jesus dissesse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”(Jo 14:6), porque uma vez conhecido o caminho, era necessário conhecer a meta", e a meta é o Pai. Para os cristãos, para cada um de nós, portanto, o Caminho para o Pai é deixar-se guiar por Jesus, pela sua palavra de Verdade, e aceitar o dom de sua Vida.
Durante este quinto domingo da Páscoa, Bento XVI assegurou que crer em Deus e em Jesus não são dois atos separados, mas sim um “único ato de fé”.
“O Filho de Deus, através da sua encarnação, morte e ressurreição, nos libertou da escravidão do pecado para nos dar a liberdade dos filhos de Deus e nos fez conhecer a face de Deus que é amor: Deus pode ser visto, é visível em Cristo”.
Santa Teresa d’ Ávila escreve, - disse ainda o Papa - que “não devemos nos distanciar do que compõe todo o nosso bem e o nosso remédio, isto é da santíssima humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Portanto, somente acreditando em Cristo, permanecendo unidos a Ele, os discípulos, entre os quais também nós, podem continuar a sua ação permanente na história: “Em verdade, em verdade, vos digo - disse o Senhor – quem acredita em mim, fará as obras que eu faço” (Jo 14:12).
Na sua saudação aos fiéis de língua italiana, Bento XVI saudou os numerosos crismandos da Diocese de Gênova, guiados pelo Cardeal Bagnasco. Um pensamento também dirigiu ao grupo do Movimento pela Vida: “Caros amigos – disse o Papa - congratulo-me com vocês, especialmente pelo empenho com o qual ajudam as mulheres que enfrentam uma gravidez difícil, os noivos e os casais que desejam uma procriação responsável: assim vocês trabalham concretamente pela cultura da Vida. Peço ao Senhor que, graças também à contribuição de vocês, o “sim à vida” seja motivo de unidade na Itália.
Enfim o Santo Padre concedeu a todos a sua Benção Apostólica. (SP)
REFLEXÃO PARA O V DOMINGO PASCAL
◊ Cidade do Vaticano, 22 mai (RV) - O caminho se faz caminhando, essa idéia nos é passada pela liturgia de hoje, especialmente pela primeira leitura. Jesus jamais falou em sacerdotes e diáconos, mas em seguidores de sua Palavra, em seus seguidores.
Na leitura dos Atos dos Apóstolos aparece uma situação que exige uma estruturação no serviço aos carentes, concretamente um socorro às viúvas. Para ajudar na solução dessa questão, em clima de oração, é criada a função dos diáconos. Todos têm o dever do anúncio da Palavra e devem estar plenos do Espírito Santo. Anúncio e ação deverão caminhar juntos. A ação é consequência do anúncio e sua expressão concreta.
Seguir Jesus como Caminho, Verdade e Vida é a mensagem central do Evangelho e nos leva a vivenciar a novidade do Amor de Deus por nós, sempre original, descoberto aos poucos e nos plenificando.
Jesus é o Caminho para o Pai. Ele veio do Pai, com o Pai é um e volta para o Pai. Ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, nos diz o Senhor (cfr Mt 11,27).
Jesus é a Verdade, a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível e encarnada do amor do Pai. A verdade vos libertará (cfr. Jo 8, 32). Em Jesus nos sentimos plenamente livres e amados.
Jesus é a Vida (cfr. Jo 1,4), é a própria ressurreição, a vida eterna, a Vida!
Muitas vezes em nossa vida surge uma novidade, algo com que não contávamos e que precisamos acolher, dar espaço e lugar. Precisamos saber inserir esse inesperado que parece ter vindo para ficar e modificar nosso dia a dia e até nossa própria vida.
De acordo com as leituras de hoje é necessário que sejamos movidos pelo amor, pelo desejo de servir, que recorramos a Deus na oração e que coloquemos em prática aquilo que o Espírito Santo nos orientar. Quando Jesus fla que vai nos preparar um lugar no Céu, ele nos está prestando um serviço.
Na vida cristã o maior é aquele que serve mais. A vida de Jesus foi um eterno serviço, desde o nascimento até a morte, sem deixar de lado a ressurreição e os atos após ela.
É necessário seguir Jesus, Caminho, Verdade e Vida, que se retirava em oração, ouvia o Pai e agia.
Assim, do mesmo modo como fizeram o Senhor e a primeira comunidade, estaremos anunciando que Deus nos ama e está conosco e, através de nossas ações, de nossos serviços, continua criando o mundo.
© Rádio Vaticano 2011
◊ Cidade do Vaticano 22 mai (RV) – Num evento já definido por muito como histórico, o Papa Bento XVI conversou neste sábado, dia 21, durante cerca de 20 minutos com os astronautas da estação espacial internacional do transbordador Endeavour. Durante o colóquio tratou de diversos temas como a contribuição da ciência à consecução da paz e o futuro do mundo.
Ao iniciar a conexão, o Santo Padre disse:
“Queridos astronautas, estou muito contente de ter a extraordinária oportunidade de conversar com vocês durante esta missão, e especialmente agradecido de poder falar com vocês presentes na estação espacial neste momento”.
Em sua introdução às perguntas, Bento XVI assinalou que “a humanidade experimenta um período de rápido progresso nos campos de aplicações técnicas e conhecimentos científicos e que em certo sentido eles neste campo são representantes da humanidade em uma exploração que introduz no conhecimento de novos espaços e possibilidades para o futuro da humanidade que vai além das limitações da existência cotidiana”.
“Em um sentido, são nossos representantes: a exploração da humanidade é um ponto de partida para novos espaços e possibilidades para o nosso futuro, que vai além das limitações de nossa existência cotidiana”.
O Papa disse em seguida que “admiramos sua valentia assim como a disciplina e extrema responsabilidade com que se prepararam para realizar essa missão. Estamos convencidos de que é inspirada por nobres ideais e tem a finalidade de colocar os resultados das pesquisas e seus esforços à disposição de toda a humanidade para o bem comum”.
Depois de expressar sua curiosidade pelo que os astronautas apreciam do espaço e sobre suas pesquisas, o Papa fez uma pergunta relacionada com a visão que desde uma estação espacial se tem da terra, aludindo a que se voa sobre as nações e continentes várias vezes ao dia.
“Acredito que deve ser evidente para vocês que vivemos todos juntos na terra e quão absurdo seja lutar e matar uns aos outros”, e expressou a Mark Kelly, um dos astronautas, sua curiosidade em saber se, quando estão contemplando a terra por acaso se perguntaram “sobre as Nações e as pessoas que vivem juntas na terra e sobre o modo em que a ciência pode contribuir à causa da paz”.
O segundo argumento tratado pelo Santo Padre e dirigido a Ron Garan, teve relação com um tema que se refere à responsabilidade que os sere humanos têm sobre o futuro do planeta. “Recordo neste momento, os graves riscos que enfrenta o meio ambiente com a sobrevivência das gerações futuras. Os cientistas nos dizem devemos tomar cuidado e desde um ponto de vista ético, temos que desenvolver nossa consciência”.
E perguntou desde sua perspectiva de observação, extraordinária, sobre o modo em que se percebe a situação na terra, e se são perceptíveis os sinais ou fenômenos para os quais temos que estar mais atentos.
Ron Garan respondeu ao Santo Padre: “Sua Santidade, é uma grande honra conversar com o senhor e tem razão: realmente temos um ponto extraordinário de observação aqui em cima. Por um lado, podemos ver quão indescritivelmente formoso é o planeta que nos foi dado, mas por outro, também vemos claramente quão frágil ele é".
O Papa introduziu sua terceira pergunta a Mike Finchke, salientando sua convicção de que a tripulação presente na Estação Espacial Internacional “vive uma experiência extraordinária e muito importante, sobre tudo se pensamos que terão que retornar à terra e viver como o resto dos seres humanos”.
Assim observou que certamente, quando voltarem, serão admirados e tratados como heróis a quem pedirão para falar de suas experiências. Em seguida questionou sobre “quais serão as mensagens mais importantes que gostariam de transmitir especialmente aos jovens que vão viver em um mundo fortemente influenciado por suas experiências e descobertas”.
Em sua quarta pergunta dirigida ao astronauta italiano Roberto Vittori, o Pontífice novamente sublinhou que a exploração espacial é uma fascinante aventura científica e disse: “sei que instalaram novas equipes para seguir a pesquisa científica e o estudo da radiação procedente do espaço exterior, mas acredito que também é uma aventura do espírito humano, um poderoso estímulo para refletir sobre a origem e o futuro do universo e da humanidade. Freqüentemente os crentes olham o céu ilimitado e meditam sobre o criador de tudo, pensando no mistério de sua grandeza”.
O Papa recordou também que a medalha que entregou a este astronauta italiano tem gravada a representação do afresco da “Criação” do homem, pintado por Michelangelo na Capela Sistina. Recordando seu intenso compromisso de trabalho e de pesquisa perguntou-lhe se existem momentos em que se devem deter para fazer reflexões parecidas, “e talvez dirigir uma oração ao Criador, ou por acaso seria mais fácil refletir sobre estas coisas estando de volta e sobre a Terra”.
Vittori assinalou em sua resposta que “quando temos um momento para olhar abaixo, a beleza tridimensional de nosso planeta captura nosso coração, captura meu coração. E sim rezo. Rezo por mim, por nossas famílias, pelo nosso futuro”.
A última pergunta de Bento XVI aos astronautas foi em italiano, dirigida ao segundo astronauta desta nacionalidade, Paolo Nespoli. O Papa comentou que estava ciente que há poucos dias sua mãe havia falecido: "quando dentro de poucos dias você retornar à casa já não a encontrará esperando você. Todos estamos próximos a você, eu também rezei por ela”.
O Santo Padre dirigiu sua última pergunta para saber se “na estação espacial os astronautas se sentem distantes e isolados, sofrendo um sentido de separação, ou ao contrário, se sentem unidos entre eles mesmos e portanto membros de uma comunidade que os acompanha com atenção e afeto”.
Nespoli respondeu: “Santo Padre, escutei suas orações, eu as senti chegar até aqui: certamente, estamos fora deste mundo, orbitamos em torno da terra e estamos em um ponto de vantagem para olhar a Terra e para escutar tudo ao redor”.
Depois de agradecer a proximidade à sua família e sua tripulação apesar da distância, o astronauta disse: “senti-me longe mas também muito próximo, e certamente o pensamento de sentir todos muito próximos neste momento, foi de grande alívio. Agradeço à Agência Espacial Européia e à Agência Espacial americana que puseram à disposição os recursos para que eu pudesse falar com o senhor neste momento”.
Finalmente o Papa Bento XVI disse aos astronautas: “vocês ajudaram, não somente a mim mas a tantas outras pessoas, a refletir juntas sobre temas importantes para o futuro da humanidade. Expresso os melhores desejos para o desenvolvimento de seu trabalho e pelo resultado desta grande missão ao serviço da ciência, da colaboração internacional, do progresso autêntico e da paz no mundo. Continuarei a segui-los com meu pensamento e minha oração”. (SP)
ANGELUS: BENTO XVI RECORDA IRMÃ DULCE, "A MÃE DOS DESAMPARADOS"
◊ Cidade do Vaticano, 22 mai (RV) – O Papa Bento XVI convidou hoje os fiéis católicos a seguir Jesus todos os dias durante a oração do Regina Coeli na Praça São Pedro, na qual também recordou a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes que se realiza neste domingo em Salvador, na Bahia.
“Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa, desejo também associar-me à alegria dos Pastores e fiéis congregados em São Salvador da Bahia para a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes, que deixou atrás de si um prodigioso rastro de caridade ao serviço dos últimos, levando o Brasil inteiro a ver nela «a mãe dos desamparados». Idêntica celebração teve lugar ontem, em Lisboa, ficando inscrita no álbum dos Beatos a Irmã Maria Clara do Menino Jesus; ela fundou as Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que ensinou «a alumiar e aquecer» a multidão de pobres e esquecidos da sociedade, vendo e acolhendo neles o próprio Deus. Enquanto confio à intercessão das novas Beatas os seus familiares e devotos, as suas filhas e irmãs espirituais e as comunidades eclesiais de Lisboa e São Salvador da Bahia, de coração concedo-lhes a Bênção Apostólica”.
Momentos antes o Papa recordou que a “fé em Jesus significa segui-lo todos os dias, nas ações simples que compõem o nosso dia.
“É próprio do mistério de Deus agir de modo calmo. Ele constrói lentamente na grande história da humanidade, a Sua história. Torna-se homem, mas de modo a permanecer ignorado por seus contemporâneos, e pelas forças influentes na história. Sofre e morre e, como o Ressuscitado, ele quer chegar à humanidade somente através da fé dos seus aos quais ele se manifesta. Ele sempre bate suavemente às portas de nossos corações, e se nós a Lhe abrimos, lentamente nos torna capazes de "ver"”.
Santo Agostinho afirma que “era necessário que Jesus dissesse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”(Jo 14:6), porque uma vez conhecido o caminho, era necessário conhecer a meta", e a meta é o Pai. Para os cristãos, para cada um de nós, portanto, o Caminho para o Pai é deixar-se guiar por Jesus, pela sua palavra de Verdade, e aceitar o dom de sua Vida.
Durante este quinto domingo da Páscoa, Bento XVI assegurou que crer em Deus e em Jesus não são dois atos separados, mas sim um “único ato de fé”.
“O Filho de Deus, através da sua encarnação, morte e ressurreição, nos libertou da escravidão do pecado para nos dar a liberdade dos filhos de Deus e nos fez conhecer a face de Deus que é amor: Deus pode ser visto, é visível em Cristo”.
Santa Teresa d’ Ávila escreve, - disse ainda o Papa - que “não devemos nos distanciar do que compõe todo o nosso bem e o nosso remédio, isto é da santíssima humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Portanto, somente acreditando em Cristo, permanecendo unidos a Ele, os discípulos, entre os quais também nós, podem continuar a sua ação permanente na história: “Em verdade, em verdade, vos digo - disse o Senhor – quem acredita em mim, fará as obras que eu faço” (Jo 14:12).
Na sua saudação aos fiéis de língua italiana, Bento XVI saudou os numerosos crismandos da Diocese de Gênova, guiados pelo Cardeal Bagnasco. Um pensamento também dirigiu ao grupo do Movimento pela Vida: “Caros amigos – disse o Papa - congratulo-me com vocês, especialmente pelo empenho com o qual ajudam as mulheres que enfrentam uma gravidez difícil, os noivos e os casais que desejam uma procriação responsável: assim vocês trabalham concretamente pela cultura da Vida. Peço ao Senhor que, graças também à contribuição de vocês, o “sim à vida” seja motivo de unidade na Itália.
Enfim o Santo Padre concedeu a todos a sua Benção Apostólica. (SP)
REFLEXÃO PARA O V DOMINGO PASCAL
◊ Cidade do Vaticano, 22 mai (RV) - O caminho se faz caminhando, essa idéia nos é passada pela liturgia de hoje, especialmente pela primeira leitura. Jesus jamais falou em sacerdotes e diáconos, mas em seguidores de sua Palavra, em seus seguidores.
Na leitura dos Atos dos Apóstolos aparece uma situação que exige uma estruturação no serviço aos carentes, concretamente um socorro às viúvas. Para ajudar na solução dessa questão, em clima de oração, é criada a função dos diáconos. Todos têm o dever do anúncio da Palavra e devem estar plenos do Espírito Santo. Anúncio e ação deverão caminhar juntos. A ação é consequência do anúncio e sua expressão concreta.
Seguir Jesus como Caminho, Verdade e Vida é a mensagem central do Evangelho e nos leva a vivenciar a novidade do Amor de Deus por nós, sempre original, descoberto aos poucos e nos plenificando.
Jesus é o Caminho para o Pai. Ele veio do Pai, com o Pai é um e volta para o Pai. Ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, nos diz o Senhor (cfr Mt 11,27).
Jesus é a Verdade, a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível e encarnada do amor do Pai. A verdade vos libertará (cfr. Jo 8, 32). Em Jesus nos sentimos plenamente livres e amados.
Jesus é a Vida (cfr. Jo 1,4), é a própria ressurreição, a vida eterna, a Vida!
Muitas vezes em nossa vida surge uma novidade, algo com que não contávamos e que precisamos acolher, dar espaço e lugar. Precisamos saber inserir esse inesperado que parece ter vindo para ficar e modificar nosso dia a dia e até nossa própria vida.
De acordo com as leituras de hoje é necessário que sejamos movidos pelo amor, pelo desejo de servir, que recorramos a Deus na oração e que coloquemos em prática aquilo que o Espírito Santo nos orientar. Quando Jesus fla que vai nos preparar um lugar no Céu, ele nos está prestando um serviço.
Na vida cristã o maior é aquele que serve mais. A vida de Jesus foi um eterno serviço, desde o nascimento até a morte, sem deixar de lado a ressurreição e os atos após ela.
É necessário seguir Jesus, Caminho, Verdade e Vida, que se retirava em oração, ouvia o Pai e agia.
Assim, do mesmo modo como fizeram o Senhor e a primeira comunidade, estaremos anunciando que Deus nos ama e está conosco e, através de nossas ações, de nossos serviços, continua criando o mundo.
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