Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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terça-feira, 28 de junho de 2011

BENTO XVI ASSINA DECRETOS PARA FUTUROS BEATOS

◊ Cidade do Vaticano, 27 jun (RV) - Bento XVI recebeu em audiência, na manhã desta segunda-feira, o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. O Papa assinou os decretos para um grupo de futuros beatos.

O Santo Padre autorizou a Congregação a promulgar os decretos relativos a martírios, virtudes heróicas e milagres de quinze veneráveis e servos de Deus.

Dentre os milagres reconhecidos, um foi atribuído à venerável Maria Inês Teresa do Santíssimo Sacramento, religiosa nascida no México, em 7 de julho de 1904, fundadora de duas congregações: as Missionárias Clarissas do Santíssimo Sacramento e os Missionários de Cristo para a Igreja Universal. Maria Inês faleceu em Roma em 22 de julho de 1981.

Os outros futuros beatos são: 5 italianos, 3 espanhóis, 2 alemães, 2 poloneses, 1 francês e 1 indiano. (MJ)


PROGRAMA DA VIAGEM DO PAPA A MADRI

◊ Cidade do Vaticano, 27 jun (RV) - A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o programa oficial da viagem do Papa a Madri (Espanha) por ocasião da Jornada Mundial da Juventude que se celebrará de 16 a 21 de agosto. Uma das novidades do programa será a confissão de alguns jovens com o Pontífice. Bento XVI chegará à capital espanhola na quinta-feira 18 de agosto ao meio-dia. Ali pronunciará seu primeiro discurso no aeroporto internacional de Barajas.

Às 19h15 Está marcada a Passagem, com alguns jovens, pela Puerta de Alcalá na Praça da Independência de Madri. Às 19h30 presidirá a Festa de acolhida dos jovens na Praça de Cibeles onde pronunciará um discurso.

Na sexta-feira 19 de agosto Bento XVI iniciará seus trabalhos às 7h30 com a celebração, em privado, da santa Missa na Capela da Nunciatura Apostólica em Madri. Às 10h, realizará uma visita de cortesia aos Reis da Espanha no Palácio de la Zarzuela de Madri. Às 11h30 presidirá um encontro com jovens religiosas no Patio de los Reyes de El Escorial.

Às 12h o Papa presidirá um encontro com os jovens professores universitários na Basílica de San Lorenzo del Escorial onde pronunciará um discurso. Às 13h45 almoçará com um grupo de jovens no Salão dos Embaixadores da Nunciatura.

Às 17h o Santo Padre participará de um encontro oficial com o Presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, na Nunciatura. Logo em seguida, às 19h30 presidirá a Via Sacra com os jovens na Praça de Cibeles onde pronunciará um discurso.

Para o sábado 20 de agosto está programada, a partir das 9h a confissão de alguns jovens da XXVI JMJ nos Jardins del Buen Retíro de Madri. Às 10h presidirá uma Missa com os seminaristas na Catedral de Santa María la Real de la Almudena de Madri.

Às 12h45 almoçará com os cardeais da Espanha, os bispos da província de Madri e o séquito papal na residência do Arcebispo de Madri e Presidente da Conferência Episcopal Espanhola, Cardeal Antonio Maria Rouco Varela.

Às 17h o Santo Padre se encontrará com os membros do Comitê Organizador da JMJ Madri 2011 na Nunciatura. Às 19h40 visitará a Fundação Instituto San José de Madri onde pronunciará um discurso.

Às 20h30 presidirá a Vigília de Oração com os Jovens no Aeródromo de Quatro Ventos em Madri aonde pronunciará um discurso.

No domingo 21 de agosto o Papa Bento XVI presidirá a Missa de encerramento da 26ª Jornada Mundial da Juventude, às 9h30, no Aeródromo de Quatro Ventos, logo depois da qual rezará com os presentes a Oração Mariana do Angelus.

Às 12h45 o Papa almoçará com os cardeais da Espanha e o séquito papal na Nunciatura. Às 17h00 se despedirá dos presentes neste lugar e, às 17h30, presidirá um Encontro com os voluntários da JMJ no Pavilhão 9 do novo centro de exposições Madrid, onde pronunciará um discurso.


Às 18h30 a cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Barajas de Madri onde pronunciará um discurso. Seu avião deverá decolar às 19h em direção a Roma. (SP)


SANTA SÉ INAUGURA PORTAL DE NOTÍCIAS: NEWS.VA

◊ Cidada do Vaticano, 27 jun (RV) – A partir de quarta-feira a Santa Sé estreia um novo canal de comunicação. É o portal news.va A apresentação aconteceu na mahã de hoje na sala de imprensa do Vaticano.

O presidente do Pontíficio Conselho das Comunicações Sociais, Arcebispo Dom Cláudio Maria Celli, concedeu entrevista ao programa brasileiro.

"Nós sentíamos a necessidade que a Santa Sé no seu esforço comunicativo encontrasse novas vias. As notícias mais importantes serão publicadas no novo portal".

O portal ainda não entrou no ar, mas já é possível encontrar algumas informações na página que tratá notícias do mundo e, principalmente, da Igreja no mundo.

"Todos nós sabemos que a grande imprensa internacional não dá atenção especial aquilo que acontece na Igreja mundial, isso então deve ser feito por nós e o fazemos com muita satisfação", completa Dom Celli. (RB)


CHILE: APELO DOS BISPOS POR ENSINO DE QUALIDADE

◊ Santiago do Chile, 27 jun (RV) - Os bispos chilenos fizeram um apelo em favor do ensino de qualidade no país. No contexto das recentes manifestações estudantis, os prelados destacam a urgência de propostas que respondam a essas justas reivindicações.

O porta-voz da Conferência Episcopal Chilena, Jaime Coiro, apresentou recentemente um comunicado assinado pelo Arcebispo de Santiago, Dom Ricardo Ezzati Andrello, presidente da referida Conferência Episcopal, e pelo presidente da Comissão Educação e Cultura, Dom Héctor Vargas.

Segundo o texto, a Igreja chilena está acompanhando com atenção as reivindicações do movimento estudantil e considera que o forte debate relativo ao sistema educacional seja um sinal do mal-estar vivido pela sociedade chamada a assumir suas responsabilidades.

No comunicado, os bispos ressaltam a necessidade de construir um modelo de ensino de qualidade, em que cada estudante, independentemente de sua condição pessoal e social, possa obter a formação necessária para se desenvolver plenamente, construir um projeto de vida e contribuir generosamente, com toda a sua riqueza, em favor da sociedade de seu tempo.

Segundo os prelados, para melhorar a qualidade do ensino e torná-lo mais justo, é necessário um trabalho que envolve o Estado, as instituições educacionais, professores, famílias e alunos.

Os bispos reiteram que medidas arbitrárias e violência verbal ou física não são os caminhos para resolver esse problema, mas somente o diálogo ajudará a solucionar essa delicada questão. (MJ)


CUBA: IGREJA NA FORMAÇÃO DE DIRIGENTES DE PEQUENAS EMPRESAS

◊ Havana, 27 jun (RV) - A Igreja Católica promoveu um curso para a formação de dirigentes de pequenas empresas e cooperativas, já aprovados entre as reformas previstas pelo presidente cubano, Raul Castro.

O objetivo é fazer com que os 40 universitários cubanos admitidos no curso, organizado pelo Centro Cultural Padre Félix Varela da Arquidiocese de Havana e pela Universidade Católica Santo Antônio de Múrcia, na Espanha, adquiram habilidades e conhecimentos avançados na direção de empresas, com particular atenção a pequenas e médias empresas e cooperativas.

O curso se iniciará em setembro deste ano e prossegue até junho de 2012. Os professores serão espanhóis e cubanos. A Igreja Católica que desde maio de 2010, mantém um diálogo inédito com o Governo, está cada vez mais presente na sociedade cubana.

Dentre os bons resultados, a libertação de 126 prisioneiros políticos. Este processo de aproximação começou com a visita de João Paulo II, em 1998. (MJ)


IGREJA ARGENTINA NA LINHA DE FRENTE NO COMBATE ÀS DROGAS

◊ Buenos Aires, 27 jun (RV) – A Conferência Episcopal Argentina publica nota em que se coloca à frente da batalha contra às drogas. Os bispos dizem que é preciso aceitar a realidade que desafia e preocupa: o tema é conhecido, mas não é assumido pelo conjunto da sociedade.

"A maior tolerância social se deve, entre outras coisas, a uma diminuição na percepção do risco que o consumo dessas substâncias provoca. Este é o resultado de mensagens pouco claras, dizem os bispos argentinos".

Os bispos criticam ainda as políticas de despenalização. "Com as drogas não é preciso dar passos que facilitem o acesso a elas e nem menos fazer com que pareçam naturais, porque não é natural que uma pessoa deva se drogar para viver", reitera o Espiscopado portenho.

A Igreja argentina, profundamente preocupada com essa grave situação, faz esforços dentro de sua própria realidade para promover a vida em uma sociedade livre do flagelo das drogas. Mantém-se informada, convida grupos de ajuda e recuperação, onde se fala da dor e ela se transforma.

O alerta foi feito no dia instituído pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Luta Contra o Uso e Tráfico de Drogas, 26 de junho. Reunidos em Luján, com delegados diocesanos de todas as regiões da Argentina, os bispos renovaram o seu compromisso com a vida. (RB)


CARTA DA UNIVERSIDADE AL AZHAR SOBRE O FUTURO DO EGITO

◊ Cairo, 27 jun (RV) - Não um estado religioso, mas constitucional, democrático e moderno. Assim vê o novo Egito, a instituição de maior prestígio acadêmico do Islã sunita, Al Azhar. O grande imã do centro, Ahmed El Tayeb – refere o jornal L'Osservatore Romano - apresentou a nova “Carta de Valores de Al-Azhar”, na qual se delineia o futuro das relações entre Estado e religião islâmica no Egito depois da revolução de 25 de janeiro último, e que se baseia em uma visão moderada do Islã.

A Carta, composta de onze artigos, é o resultado de uma discussão e confronto com intelectuais e ulemás. A Sharia, lei islâmica – afirma a Carta - deve permanecer a fonte principal da legislação, como prevê a atual Constituição, no respeito das demais religiões, às quais os fiéis têm o direito de participar, assegurando a proteção aos locais de culto e a plena liberdade de culto, sem quaisquer restrições.

De acordo com Al-Azhar deve ser considerado um “crime contra a pátria” incitar o confronto inter-religioso entre muçulmanos e coptas, como também é necessário lutar contra o uso político da religião. Entretanto, lê-se ainda no jornal “L'Osservatore Romano”, as comunidades cristãs estão divididas sobre novas regras para a construção de locais de culto no Egito.

Atualmente, a lei estabelece que a permissão para construir uma igreja deve ser concedida pelo Presidente. Decisões sobre os pedidos para novas igrejas podem, portanto, levar anos, até décadas. Com base na nova lei, a solicitação passaria por primeiro pelo Governador Geral para uma decisão no prazo de três meses.

O bispo copta de Assiut, no Egito, é otimista: a nova proposta, se aprovada, tornaria um “pouco mais fácil construir uma igreja no país. Para Dom Kyrillos Kamal William Samaan, de fato, a nova lei reduziria o efeito das restrições à construção de igrejas e marcaria um passo importante para os 10 milhões de cristãos no Egito. Uma visão diferente, refere o “L'Osservatore Romano”, tem o padre Rafik Greich, porta-voz da Igreja Católica egípcia, que explica que há diversas inconsistências na lei e pelo menos três pontos do projeto devem ser reexaminados. (SP)


EUA: UNIDOS CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

◊ Nova Iorque, 27 jun (RV) - Unidos contra a intolerância em relação ao Islã e a qualquer outra fé: esse o objetivo da iniciativa “Fé compartilhada”, que ontem, nos Estados Unidos, envolveu cerca de cinquenta lugares de culto. Líderes judeus, cristãos e muçulmanos leram trechos de seus textos sagrados como um sinal de diálogo e reconciliação. A iniciativa foi patrocinada pela Interfaith Alliance, uma associação inter-confessional nascida nos Estados Unidos em 1994 para promover o diálogo entre as religiões contra o fanatismo e a intolerância, e pela Human Rights First associação internacional para a Defesa dos Direitos Humanos com sede em Nova Iorque.

A iniciativa nasceu na esteira da crescente intolerância nos Estados Unidos contra os muçulmanos depois dos ataques às Torres Gêmeas e do fenômeno do terrorismo. O objetivo da “Fé compartilhada” é, portanto, para demonstrar que os americanos respeitam os muçulmanos e que o pluralismo e a liberdade religiosa são a base da democracia estadunidense. (SP)


DOM EDUARDO E OS JOVENS A CAMINHO DE MADRI

◊ Cidade do Vaticano, 27 de jun (RV) – No início deste mês de junho foi lançado a página web de carpooling da JMJ (carpooling.madrid11.com) que colocará em contato a jovens europeus que vão participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em automóvel ou ônibus e têm algum lugar disponível, com outros jovens que procuram uma maneira de viajar mas não dispõem de um meio de transporte. O site, com conteúdos em espanhol e inglês.é especialmente dirigido a jovens procedentes da Europa.

“Esta simples aplicação permite reduzir o número de meios de transporte utilizados: portanto ser mais ecológicos e favorecer a poupança; e também e não menos importante, conectar jovens que não têm um grupo ou maneira de ir à JMJ”, afirmou Eva Latonda, responsável do projeto 100% Natural, o programa que serve de marco para todas as atividades sustentáveis ao longo da Jornada.

O site, tem como objetivo reduzir as emissões de CO2 para a atmosfera e melhorar o fluxo de tráfego, assim como atenuar os gastos econômicos de passageiros e motoristas. Em definitivo fazer das Jornadas um acontecimento agradável promovendo a preservação do meio ambiente e as interações sociais.

E os jovens brasileiros como estão se preparando para participar da Jornada Mundial da Juventude de Madri. Sobre isso, Silvonei José conversou com Dom Eduardo Pinheiro da Silva, que é bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB. (SP)

AÇÃO CATEQUÉTICA

◊ Cidade do Vaticano, 27 jun (RV) - Está havendo grande esforço de uma catequese voltada para as exigências da cultura moderna. O grande objetivo é formar discípulos missionários dentro do processo de iniciação à vida cristã, de inspiração catecumenal e centrado na prática concreta das primeiras comunidades cristã.

A Igreja procura, mesmo que de forma lenta e prudente, acompanhar os passos e as mudanças da história. Não estamos mais no tempo da cristandade e nem de uma catequese focada na preocupação doutrinal e no estilo de perguntas e respostas.

O principal objetivo da catequese é formar e conscientizar o catequizando, de todas as idades, para o sentido da vida da graça. É a experiência de um encontro profundo com Jesus Cristo, com uma Pessoa concreta, que atinge a vida das pessoas na comunidade cristã.

Os batizados nem sempre são evangelizados. Por isto, a Igreja está preocupada com uma catequese de adultos. Muitos não são ainda, mesmo que batizados, introduzidos na vida cristã e são cristãos só de nome e sem compromisso de fé.
A catequese, nas dimensões de hoje, precisa ser mais envolvente, que chegue à família e toda a comunidade. Isto significa que não conseguimos atingir os verdadeiros objetivos catequéticos se a família e a comunidade não forem também catequizadoras.

Necessitamos de uma catequese mais profética e assentada numa espiritualidade madura e libertadora. Que anuncie a Pessoa de Jesus Cristo com base na Palavra de Deus e no testemunho verdadeiro de prática cristã na sociedade e na Igreja.

No processo metodológico, como anuncia o Documento de Aparecida, é preciso “abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favorecem a transmissão da fé”. Na verdade, é urgente buscar uma “conversão pastoral e renovação missionária...” (n. 375).

Urge a Igreja fazer uma profunda revisão de sua ação catequética. Há ainda muita estrutura arcaica, sem frutos e conservadorista, necessitando de passar por um processo de conversão. Temos que nos libertar do clima e das influências da cristandade.

Pensar numa Igreja e numa catequese voltadas para a sociedade, para as necessidades das realidades práticas e temporais das pessoas. Catequese que saia da sacristia, que enfrente os desafios de uma cultura capitalista, consumista e totalmente secularizada.

Sejamos agentes desta nova catequese, conscientes de nossa missão cristã, principalmente vocacionados para o trabalho catequético em nossas comunidades concretas. Temos que absorver a “mudança de época” com o coração comprometido.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo Diocesano


GRAZIANO FALA COMO FOI A ELEIÇÃO À FAO

◊ Roma, 27 jun (RV) - A Conferência bienal da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, termina somente na próxima sexta-feira, mas a decisao mais importante já foi tomada: o novo diretor-geral foi eleito. É o brasileiro José Graziano da Silva, ex-ministro de Combate à Fome no governo do ex-Presidente Lula da Silva. Graziano foi eleito com 92 votos na segunda sessão, contra 88 votos do candidato da Espanha. O mandato de José Graziano começa em janeiro de 2012 e vai até julho de 2015. O diretor-geral eleito da FAO comentou a vitória.

“Eu acho que isso mostrou, primeiro, a força de um país emergente, que tem muito a dizer em termos de agricultura, desenvolvimento rural, combate à fome e políticas sociais. E também a força de idéias-chaves que não eram amplamente aceitas e que hoje fazem parte deste receituário da FAO. A erradicação da fome, até então, havia grandes dúvidas na Organização, se essa era uma meta factível, e também o impulso à cooperação Sul-Sul. Um convencimento que os países do sul têm muito a contribuir com seus vizinhos, principalmente, no tema da agricultura tropical e combate à fome”.

O novo diretor-geral da FAO também falou a respeito das reformas na Organização.

“Trata-se agora de acelerar um pouco este processo e intensificar algumas ações principalmente onde ela é mais necessária: nos países mais pobres. Mas acho que vamos por um bom caminho”.

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, relata como será a administração brasileira da FAO.

“O Brasil representa hoje uma força em favor da paz e do desenvolvimento. Como nós sabemos, não há desenvolvimento sem desenvolvimento agrícola, sem combate à fome, sem desenvolvimento no campo, sem uma atenção especial ao papel da mulher no campo, por exemplo, que será um dos temas debatidos nessa Conferência. Então, estamos apenas implementando aquilo que nós acreditamos, aquilo que nós sabemos fazer bem internamente. Já estamos cooperando com a nossa região, com a América Latina, com a África, e agora esperamos que com essa vitória aqui na FAO possamos fazer isso numa escala ainda mais ampla. Além de motivar, mobilizar a comunidade internacional em torno de objetivos ambiciosos porque nós descobrimos que quando trabalhamos com afinco e colocamos em prática idéias que dão certo, os resultados podem ser muito positivos”.

O quadro é internacional, entretanto Padre Nelito Dornellas, da Comissão Episcopal para a Superação da Miséria e da Fome da CNBB fala em unir forças para vencer a guerra contra a fome no Brasil.

"O momento é de união. São 190 milhões de brasileiros e 30 milhões que ainda passam fome". (RB)

© Rádio Vaticano 2011

domingo, 26 de junho de 2011

BENTO XVI E A ASSOCIAÇÃO SANTOS PEDRO E PAULO

◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) - Bento XVI encontrou-se, neste sábado, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, com a Associação Santos Pedro e Paulo por ocasião do 40° aniversário de fundação dessa organização.

"Junto do altar do Senhor e do sepulcro de São Pedro recordamos neste momento todos aqueles que nesses quarenta anos guiaram e fizeram parte desta associação" – ressaltou o Papa - agradecendo aos membros dessa organização pelo trabalho desempenhado com amor e com espírito de fé.

"Vocês dedicam parte de seu tempo, harmonizando-o com os compromissos familiares, para vir ao Vaticano e colaborar para o bom andamento das celebrações. Além disso, vocês criaram várias iniciativas caritativas junto com as religiosas Filhas da Caridade e com as Missionárias da Caridade. Esses compromissos pedem uma intensa vida espiritual. Para ajudar os outros a rezar, precisamos ter um coração voltado para Deus; para pedir o respeito dos lugares santos, precisamos ter o sentido cristão do sagrado e para ajudar o próximo com verdadeiro amor cristão, devemos ter uma alma humilde e um olhar de fé" – ressaltou o pontífice.

A Associação Santos Pedro e Paulo, como uma autêntica associação eclesial, forma seus membros para que sejam bem inseridos em suas comunidades paroquiais e possam educar seus filhos ao sentido da paróquia.

O Papa saudou os membros da associação que proferiram esta manhã a promessa solene de fidelidade. "Espero que vocês sejam alegres discípulos de Cristo na Igreja e que testemunhem o Evangelho em todos os âmbitos de suas vidas" – frisou o Santo Padre – que aproveitou a ocasião para agradecer aos membros da associação pelas felicitações e orações pelo seu 60° aniversário de sacerdócio.

"Sei que vocês veneram a Virgem Maria com o título de Virgo Fidelis (Virgem fiel) e hoje nós precisamos de fidelidade numa sociedade que parece ter perdido esse valor. A qualidade de uma relação humana se vê na fidelidade" – destacou o Papa.

Bento XVI concluiu seu discurso convidando os membros da Associação Santos Pedro e Paulo a serem fiéis a Cristo e sua Igreja, e pediu a Deus para que abençoe os membros dessa organização e suas famílias e que delas nasçam autênticas vocações cristãs. (MJ)

CARDEAL BERTONE: "É PRÓPRIO ÀS PESSOAS DE FÉ SABER ATRIBUIR O MÉRITO A DEUS"

◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) – Na manhã deste sábado, realizou-se, na Basílica de São Pedro, uma Missa por ocasião dos 40 anos da Associação São Pedro e São Paulo. Presidindo a cerimônia, o Cardeal Secretário de Estado Tarcísio Bertone.

Em sua homilia, o Cardeal falou sobre a liturgia da “Beata Virgem Maria, sustento e defesa da fé”, escolhida pela Associação, que venera de modo especial Nossa Senhora com o título de Virgo Fidelis. Primeiramente falou sobre a mensagem da palavra de Deus, depois sobre o carisma da Associação e, por fim, propôs uma estrada guia a todos os sócios e simpatizantes.

Recordando o exemplo de Judite, ressaltou como a fé fortalece: ela que pôs toda a sua confiança em Deus e, depois de rezar, realizou, pelo amor de um povo, uma grande façanha militar. Ela depois não pediu honras a si, mas a Deus – lembrou o Cardeal -, por ter libertado um povo através da sua mão. “É próprio às pessoas de fé saber atribuir o mérito a Deus”, ponderou.

Conforme ressaltou Dom Bertone, “hoje, mais que nunca, precisamos de testemunhas convencidos e corajosos na fé, sobretudo lá onde ela é sombreada, desprezada e relegada a questões privadas, como se não tivesse nada que ver com o aspecto público ou social da vida dos homens.”

Falando então sobre a Associação, sublinhou sua intenção de “dar um particular testemunho de vida cristã, de apostolado e de fidelidade à Sé Apostólica”, a partir de três compromissos prioritários: “litúrgico, caritativo e cultural”. Parabenizou-os pelo novo “grupo jovens” que formaram recentemente e manifestou seu desejo de que haja uma continuidade nos seus trabalhos para o futuro.

Quantos às diretrizes a serem seguidas, pontuou “o crer, o amar e o rezar”. Explicou, assim, que, em vista do “crer”, a fé deve ser constantemente pensada, “para que sejamos aptos a atribuir-lhe razão”, mas a fé sem a caridade – e aqui entra o amor – é inerte. Em relação ao orar, o purpurado relembra que “a oração é a alma da vida cristã e a força que dá impulso ao apostolado, e, portanto, também ao empenho para a nova evangelização que o Papa nos pede”. (ED)

COMPROMISSO DA CARITAS TURCA EM FAVOR DOS REFUGIADOS

◊ Istambul, 25 jun (RV) - A Caritas na Turquia está trabalhando em prol de 12 mil refugiados que vivem em cinco campos localizados na fronteira entre Turquia e Síria.

Além da ajuda material, a Caritas está fornecendo também ajuda psicológica. "Os refugiados são mulheres, crianças, idosos e centenas de feridos que vivem nesses campos" – declarou a agente humanitária da Caritas na Turquia, Chiara Rambaldi.

Segundo Rambaldi, não é permitido o acesso aos campos, mas "nós temos contatos internos que nos assinalam as necessidades imediatas das pessoas como alimento, roupas, produtos para higiene etc".

A agente humanitária da Caritas ressaltou que somente algumas organizações não governamentais e alguns jornalistas verificaram as condições nos campos durante uma visita organizada pelas autoridades. "Parece-me que o Governo turco e as organizações estejam trabalhando bem e rápido no atendimento dessas pessoas" – frisou Rambaldi.

"Ajudaremos também os sírios que chegarão a Istambul e eventualmente pedirão asilo político" - concluiu a agente da Caritas na Turquia. (MJ)

EDITORIAL: A FÉ NOS DIAS ATUAIS

◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) - A semana que hoje se encerra, ao lado do mês de junho, nos deu uma visão clara de como a dimensão da fé é integrante no ser humano em sua totalidade.

Inúmeros eventos mostraram que o Homem age porque acredita em algo superior a ele mesmo e é sua necessidade absoluta manifestar essa sua fé. Por ela se sacrifica e muitas vezes até a morte. Algo superior dá sentido à sua vida e o faz enfocar para além de si mesmo, para além do que vê.

Como ícone desta semana, olhando para o passado, vemos Tomás Morus, o grande intelectual inglês e homem de governo, Chanceler da Inglaterra, autor da famosa “Utopia”, que apesar de sua grande fidelidade a Henrique VIII, foi, antes de tudo, fiel a Deus.

Para o presente temos a nova proposta de lei, no Egito, favorecendo a construção de igrejas. Apesar das tradicionais dificuldades do passado, a fé permaneceu intacta e as superou.

Também a fé exercida no campo social, como deve ser, está lutando contra a fome de milhares de pessoas – estima-se 925 milhões. Líderes anglicanos enviaram uma carta aos ministros da agricultura reunidos em Paris para a reunião do G-20, solictando “férreo controle sobre a especulação com os preços dos alimentos”.

Ao mesmo tempo, pessoas tiveram e têm neste mês a oportunidade de manifestar sua fé em modos os mais variados. Da fé ingênua de atribuir a Santo Antônio interferências na vida amorosa das pessoas, passando pelo aspecto assistencial com a distribuição do “pão dos pobres” no dia do “santo casamenteiro”, unindo fé e folcore nas noites de São João e de São Pedro.

Ainda em junho temos o “Dia de Anchieta”, o Apóstolo do Brasil. Neste ano, como já se faz há anos, uma associção leiga – ABAPA – promove a 14ª edição da caminhada “Nos Passos de Anchieta”, um roteiro que refaz a caminhada do Beato Pe. Anchieta, em solo capixaba. Espera-se cerca de 4000 participantes. O roteiro propõe, nesses quatro dias, momentos de contemplação da natureza, conhecimentos de fatos históricos, manifestações culturais e, evidentemente, a oportunidade de crescer na fé principalmente através de duas celebrações eucarísticas.

Coroando essas manifestações de fé, sempre agraciando, como deve ser, os vários níveis de vivência religiosa, temos a festa de Corpus Christi. A missa já expressa em si mesma não apenas a fidelidade litúrgica ao que se celebra, mas através dos gestos e demais participações populares, a cultura e as tradições da assembléia. Isso terá sua expressão mais livre na procissão com o Santísimo Sacramento, onde a criatividade artesanal brinda a todos – desde ao Redentor, o centro da solenidade, como aos seus fiéis - com tapetes de flores, com serragem e outros materiais que a natureza nos oferece. Além disso, as famílias expressam sua fé e alegria pela passagem do Santíssimo, estendendo toalhas e colchas em suas janelas, ornamentando com flores e velas acesas a fachada e a calçada das residências.

Consciente dessa riqueza que é a fé das pessoas, mesmo que não seja uma fé burilada, mas mesclada com supertições e outras interferências, a Igreja sabe que essa fé corre o perigo de se perder, não de ser extinta, mas de ser confundida pela sociedade pós moderna.
Em vista dessa situação e de outras, prossegue não apenas na Santa Sé, mas em toda as dioceses, o trabalho pela Nova Evangelização, já prenuciada pelo Concílio Vaticano II com o Decreto “Ad gentes”, aquele que versa sobre a atividade missionária da Igreja, ou seja, colaborar na transformação deste mundo, instaurando o Reino de Justiça e de Paz. (CAS)

BENTO XVI, 60 ANOS DE SACERDÓCIO: FIÉIS E COMUNIDADES EM ADORAÇÃO

◊ Cidade do Vaticano, 25 jun (RV) - Num bonito dia de sol de 29 de junho de 1951, o jovem Joseph Ratzinger, junto com seu irmão mais velho Georg e outros 40 candidatos, prostrou-se no chão da Catedral de Freising, para ser ordenado sacerdote. Já havia completado o curso de Teologia e Filosofia e com apenas 30 anos tinha título de pós-doutorado e lecionava Dogmática na Escola Superior de Freising.

Hoje, 60 anos depois, a Igreja toda está pronta para festejar a meta alcançada por este homem que viveu sua fidelidade ao ministério até o seu ponto mais alto, como Sucessor de Pedro.

A Igreja está se preparando com alegria. As Conferências Episcopais, encorajadas pela Congregação para o Clero, convidam paróquias, comunidades e fiéis a se prepararem para a comemoração organizando orações diante do Santíssimo Sacramento. Algumas celebrações terminarão no dia 1º de julho, festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.

A ideia foi do cardeal-prefeito da congregação, Dom Mauro Piacenza, que disse que as horas de adoração eucarística devem ser dedicadas também à “santificação dos sacerdotes” e para pedir a Deus o dom de novas e santas vocações.

“A ocasião é particularmente propícia para nos unirmos ao redor do pontífice para expressar-lhe nossa gratidão, afeto, unidade por este serviço que está oferecendo a Deus e a sua Igreja, e principalmente, para que resplandeça a verdade sobre o mundo” – diz a carta do arcebispo secretário da Congregação, publicada no jornal "L'Osservatore Romano".

As horas de oração – acrescenta – podem ser continuadas ou distribuídas durante todo o mês de junho.

O Cardeal Claudio Hummes, Prefeito emérito da Congregação para o Clero e arcebispo emérito de São Paulo, de passagem por Roma, colhe a ocasião e parabeniza o papa,. Ouça a sua declaração, clicando no alto-falante acima.
(CM)

CANDIDATURA DO BRASIL À FAO RECEBE REFORÇOS

◊ Roma, 25 jun (RV) - O Seminário Cooperação Técnica Brasileira: Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais, realizado na Embaixada do Brasil em Roma, reuniu diversas autoridades brasileiras e ministros de Estado africanos. O encontro aconteceu às vésperas da eleição que vai indicar o novo diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a FAO.

O mediador do encontro foi o Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. Nos debates, foi enfatizado o avanço da agricultura nacional nos últimos anos e, principalmente, os modelos adotados no Brasil que podem ser aplicados em países africanos. Entre as delegações estrangeiras, estiveram presentes o Vice-Ministro da Agricultura de Moçambique, o Ministro de Agricultura de Guiné Bissau, a Ministra da Agricultura de Ruanda, o Ministro da Agricultura da Colômbia e o Diretor Geral de Agricultura de São Tomé e Príncipe. Do lado brasileiro estavam presentes o Ministro da Agricultura, Wagner Rossi e o Ministro do Desenvolvimento Agrário.

Apesar do foco estar no compartilhamento das experiências, e também de tecnologia para alavacancar a agricultura nos países africanos, como o candidato brasileiro à direção geral da FAO, José Graziano estava na plateia, acabou respondendo uma pergunta da delegação africana sobre o resultado positivo do programa Fome Zero.

"Não há mágica, essa é a primeira coisa importante. O Fome Zero partiu do princípio que a segurança alimentar tem que ser local, tem que haver um desenvolvimento local. Então nós fizemos todo um esforço naquelas regiões mais deprimidas, de gerar circulos virtuosos, de combinar a 'fome com a vontade de comer'. Aumentar a produção local de alimentos e ao mesmo tempo criar mercados locais para a aquisição desses alimentos. Então o que nós fizemos? Nós fizemos um programa de geração de renda, de empregos, de transferência de renda no caso das famílias mais pobres, que recebiam um cartão, um vale, para comprar os alimentos que depois ficou conhecido como 'Bolsa Família', e através de um programa de estímulo à agricultura familiar geramos produção local de alimentos. Depois, amarramos as duas pontas: a produção com o consumo local gerado. Um exemplo disso é o programa de alimentação escolar. Estimula-se a produção local e os produtos são vendidos para a escola, o leite, os ovos, as verduras, as frutas, produtos frescos. Isso diminui o custo e gera a renda para essa localidade. Esse é o segredo do Fome Zero, estimular a produção e o consumo em nível local e fortalecer esses vínculos entre consumo e produção local. Mas não pode ser uma coisa pontual, tem que ser feita simultaneamente em todas as regiões para evitar a migração, seja migração rural-urbana ou migração inter-regional".

Entre os países da América Latina, do Caribe e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão os que já declararam apoio público a candidatura brasileira. Como revela à Rádio Vaticano a embaixadora de Moçambique na Itália e também representante permanente do país africano junto à FAO, Carla Elisa Macave.

“A decisão é pública porque há uma decisão dos nossos chefes de Estado, portanto dos membros da CPLP, que apóiam o Brasil”.

O Ministro Antônio Patriota, por meio de seu porta-voz, Tovar Nunes, reiterou a importância de continuar o trabalho Sul-Sul, em referência ao intercâmbio de conhecimento e tecnologia entre os países do Hemifério Sul, entretanto pondera quando questionado sobre os votos "garantidos" que a candidatura brasileira já teria conquistado.

"Nós optamos por não indicar nenhuma expectativa de votos. Não é assim que se faz uma eleição, sobretudo na FAO, o que nós procuramos é fazer uma projeção do que é a plataforma do candidato, do que ele representa para o histórico de cooperação do Brasil e o que representará se estiver à frende da direção". (RB/RV)

EX-MINISTRA DA RUANDA CONDENADA POR GENOCÍDIO

◊ Arusha, 25 jan (RV) – Pela primeira vez na história, um tribunal internacional condena uma mulher por crime contra a humanidade. Foi nesta sexta-feira que o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, condenou à prisão perpétua a ex-ministra ruandesa do Desenvolvimento, Família e Mulher, Pauline Nyiramasuhuko. As acusações: genocídio, conspiração para cometer genocídio e outros crimes contra a humanidade.

A Rádio ONU publicou que, de acordo com o porta-voz do tribunal, Roland Amoussougga, a ex-ministra desempenhou um papel ativo em crimes que culminaram em estupros de meninas e mulheres tutsis. Cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados perderam suas vidas no genocídio ruandês de 1994, massacre que durou 100 dias.

Pauline Nyiramasuhuko tem 65 anos e foi condenada junto com seu filho e outros quatro funcionários do governo, todos pelos mesmos crimes.

O Tribunal para Ruanda tem sede na cidade de Arusha, na Tanzânia. (ED)

© Rádio Vaticano 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

VEJA NA PÁGINA DE NOTÍCIAS

Igreja no Brasil

EM APARECIDA, MISSA E TRADIÇÃO POPULAR

OS PASSOS DE ANCHIETA: FÉ, CULTURA E BELEZAS NATURAIS

Igreja no Mundo

LÍDERES ANGLICANOS AO G-20: NÃO À ESPECULAÇÃO COM OS PREÇOS DOS ALIMENTOS

EX-ANGLICANOS TERÃO ORDINARIATO EM WASHINGTON

NOVA LEI FAVORECE CONSTRUÇÃO DE IGREJAS NO EGITO

Formação

NOVO TESTAMENTO: EPÍSTOLA DE SÃO PAULO A TITO

NOVA EVANGELIZAÇÃO E O DECRETO CONCILIAR "AD GENTES": A NATUREZA MISSIONÁRIA DE TODA A IGREJA

A EUCARISTIA E O 'AMOR PRIMEIRO'

CORPUS CHRISTI

MUDANÇAS: CLIMÁTICAS E DEMOCRÁTICAS


"QUEM COME MINHA CARNE E BEBE MEU SANGUE PERMANECE EM MIM E EU NELE"

Atualidades

CONFERÊNCIA RESSALTA A PARTICIPAÇÃO FEMININA NAS DECISÕES DE RECONSTRUÇÃO DA PAZ

quinta-feira, 23 de junho de 2011

PAPA NA AUDIÊNCIA GERAL: SALMOS NOS ENSINAM A FALAR COM DEUS

◊ Cidade do Vaticano, 22 jun (RV) - Bento XVI acolheu, nesta quarta-feira, milhares de fiéis e peregrinos, na Praça São Pedro, no Vaticano, para a habitual Audiência Geral.

Continuando seu ciclo de catequeses sobre a oração cristã, o Papa se deteve hoje sobre os Salmos, livro de oração por excelência.

Os cento e cinqüenta cânticos que compõem o Livro dos Salmos expressam a riqueza da experiência humana e nos ensinam como falar com Deus. Em hebraico, os Salmos são chamados Tehellim ou cânticos de louvor. Duas idéias centrais resumem esta vasta gama de sentimentos: a súplica e o louvor, ambos profundamente unidos.

A oração de louvor é, na verdade, a nossa melhor resposta a Deus que mesmo nos momentos de provação permanece sempre ao nosso lado. "Muitos Salmos são atribuídos a Davi, grande Rei de Israel que, como o Ungido do Senhor, prefigurava o Messias. Em Jesus Cristo e no seu mistério pascal o Saltério encontra o seu significado mais profundo e o cumprimento profético" – ressaltou o Papa.

A seguir, o Santo Padre fez um resumo, em português, de sua catequese, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje iniciamos uma nova etapa no percurso das catequeses sobre a oração, ao entrar no "livro de oração" por excelência: o livro dos Salmos. Composto por cento e cinqüenta salmos, segundo diversas formas literárias, o Saltério se apresenta como uma manifestação das múltiplas experiências humanas que se fazem oração. E, dentre essas formas expressivas, há dois âmbitos que sintetizam toda a oração do saltério: a súplica e o louvor. Trata-se de duas dimensões correlacionadas e inseparáveis, pois toda a súplica é animada pela certeza de que Deus responderá, abrindo-se assim ao louvor; por sua vez o louvor brota da experiência da salvação recebida, que supõe a necessidade de ajuda, expressa pela súplica. Desta forma, os salmos ensinam a rezar, de modo análogo ao que acontece com a criança que aprende a falar, assimilando a língua de seus pais para poder expressar as suas sensações e emoções. Nos salmos, a própria Palavra de Deus se torna palavra de oração. Por fim, é com Jesus que os salmos encontram o seu cumprimento definitivo e o seu sentido mais pleno e profundo. De fato, o cristão recitando os salmos, reza ao Pai em Cristo e com Cristo.

Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular os brasileiros de Curitiba e os jovens portugueses que se organizaram sob o lema “Eu acredito” para unir seus coetâneos à volta do Sucessor de Pedro. Continuai a fazer da oração um meio para crescerdes nesta união. Cada dia, pedi a Jesus como os seus primeiros discípulos: "Senhor, ensinai-nos a rezar"! Que Deus vos abençoe!

No final da audiência, Bento XVI recordou que amanhã, quinta-feira, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), presidirá, em Roma, a celebração eucarística na Basílica Papal de São João de Latrão e a procissão eucarística, após a missa, até a Basílica Papal de Santa Maria Maior.

"Convido os fiéis romanos e todos os peregrinos a se unirem neste ato de profunda fé na Eucaristia, precioso tesouro da Igreja e da humanidade" – concluiu o Santo Padre. (MJ)


EPARQUIA UCRANIANA TEM NOVO ADMINISTRADOR APOSTÓLICO

◊ Cidade do Vaticano, 22 jun (RV) - O Santo Padre Bento XVI nomeou hoje o Administrador Apostólico da “sede vacante” da Santa Maria do Patrocínio em Buenos Aires dos Ucranianos: Dom Daniel Kozelinski Netto, brasileiro, 59 anos, é atualmente bispo auxiliar da eparquia brasileira de São João Batista em Curitiba dos Ucranianos.

A Eparquia Ucraniana na Argentina está vacante desde 10 de abril de 2010, quando por motivos de idade, o papa aceitou a renúncia de Dom Miguel Mykycej.

Em seguida, o Santo Padre nomeou Dom Sviatoslav Shevchuk como Administrador Apostólico “sede vacante”, mas ele deixou o cargo em 25 de março de 2011, quando Bento XVI o confirmou como Arcebispo-mór de Kyiv-Halych, cargo equivalente ao de Patriarca, com residência na Ucrânia.

Atualmente, Frei Luis Glinka está à frente da Eparquia como administrador eparquial, eleito pelo Colégio de Conselheiros em 30 de março de 2011.

O novo Administrador, Dom Daniel Kozelinski Netto, nasceu em Colonia Paraíso, PR, de pai ucraniano e mãe brasileira. Estudou em Ponta Grossa, Curitiba e Roma. Foi ordenado sacerdote em 1980 em sua cidade natal e até 2004 desempenhou vários cargos em paróquias, foi formador e reitor em seminários.

Em 2007, foi ordenado bispo de Mallet. Atualmente é bispo auxiliar da eparquia de São João Batista em Curitiba dos Ucranianos.
(CM)


BENTO XVI TERÁ PAPAMÓVEL ECOLÓGICO

◊ Cidade do Vaticano, 22 jun (RV) - A fábrica alemã de automóveis Mercedes-Benz doará a Bento XVI um “papamóvel” ecológico com motor híbrido – confirmou ontem o Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi.

O meio de locomoção utilizado pelo pontífice na Praça São Pedro em viagens terá bateria de lítio recarregável e não emitirá gases poluentes. Com propulsão alternativa mediante a combinação de um motor impulsionado por combustão interna, o veículo terá em seu posterior um habitáculo alto, com vidros anti-bala, no centro do qual será disposto o assento do papa.

O semanário alemão Wirtschaftswoche informa que Bento XVI teria encomendado o primeiro “papamóvel” híbrido da história em respeito ao equilíbrio do meio ambiente.

O Vaticano não é novo em iniciativas ecológicas: em 2008, foram inaugurados os primeiros painéis solares do Estado, situados em cima do teto da Sala Paulo VI. Com o equipamento, a sala de audiências é aquecida no inverno, refrigerada no verão e iluminada.

Além disso, no ano 2009, a Santa Sé expressou sua sensibilidade com um chamado à Organização das Nações Unidas para responder à emergência ambiental: “Todos devemos zelar com responsabilidade pela criação, utilizar os recursos de modo que todas as pessoas e comunidades vivam dignamente e desenvolver a aliança entre ser humano e o meio ambiente que reflita o amor criador de Deus”.
(CM)


CATEDRAL DE SÃO JOÃO DE LATRÃO DISPONÍVEL EM IPOD

◊ Roma, 22 jun (RV) – A Catedral da diocese de Roma disponível no iPOD. É assim que, de agora em diante, os turistas que chegam a Roma poderão visitar a Basílica de São João de Latrão, a “mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo”. Religiosos, curiosos e interessados poderão conhecer e admirar o imenso patrimônio cultural e espiritual da mais antiga basílica do ocidente a partir de um iPOD, fazendo uso de diversos aplicativos enquanto visitam as instalações.

A Obra Romana Peregrinações – que leva as pessoas a conhecerem os lugares de culto – oferece gratuitamente a possibilidade de visitar o complexo da basílica com o auxílio de um audiofone multimídia. Vozes, músicas e imagens, além de reproduções de afrescos dão o tom à experiência, que leva o visitante por histórias, personagens e lugares que fizeram parte dessa construção.

Entrevistas de imperadores e testemunhos de mártires levam o visitante a voltar no tempo.

Essa iniciativa tem por objetivo aproximar um público heterogêneo, unindo tecnologia avançada, arte, história e cultura através do projeto “Roma Cristã”, que nasceu com objetivo de possibilitar a descoberta da cidade eterna sob o prisma do cristianismo. (ED)


IGREJA ORTODOXA ENVIA DELEGAÇÃO PARA A FESTA DOS SANTOS PEDRO E PAULO

◊ Roma, 22 jun (RV) – Tradicionalmente, a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo tem uma forte dimensão ecumênica. Este ano – como de costume – haverá o primeiro momento da troca de visitas entre a Igreja de Roma e o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.

Para a festa do dia 29 de junho, o Patriarca Ortodoxo, Bartolomeu I, irá enviar à capital italiana uma delegação, que será recebida pelo Papa já no dia 28. No dia seguinte, a mesma estará presente à celebração eucarística presidida por Bento XVI na Basílica Vaticana.

Como habitualmente, os componentes da delegação ainda terão uma reunião com o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Em novembro, dando continuidade a essa troca de visitas, o Vaticano enviará uma delegação a Constantinopla.

A troca de delegações entre Roma e Constantinopla teve início em 1969, quando esta foi visitada pelo Cardeal Johannes Willebrands, presidente do então Secretariado para a Unidade dos Cristãos, por ocasião da festa de Santo André, padroeiro do Patriarcado Ecumênico. (ED)


60 HORAS DE ADORAÇÃO EUCARÍSTICA SOB O TEMA DA COMUNHÃO COM PEDRO

◊ Cidade do Vaticano, 22 jun (RV) – Sessenta horas de adoração eucarística para a santificação dos sacerdotes e para obter de Deus o dom de novas vocações. É o que propõe o Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, a todos os bispos do mundo, para festejar o aniversário de 60 anos de ordenação sacerdotal de Bento XVI, que se celebra no próximo 29 de junho, dia também da festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

A Rádio Vaticano entrevistou Dom Piacenza, que nos falou sobre o sentido dessa proposta para o seu dicastério:

“A Congregação, sendo para o Clero, sente de modo particular, evidentemente uma recorrência nesse sentido. Quanto à ordenação sacerdotal, nos perguntamos qual presente poderia ser mais útil, mais desejável para essa ocasião de comemoração de ordenação. Foi fácil responder. Nada é mais precioso que a oração.”

“A intenção é agradecer ao Senhor pelo sacerdócio em si – continuou o purpurado -, agradecer pelo dom de Bento XVI à Igreja e ao mundo e, de certa forma, envolver o nosso Papa em um clima afetuoso”.

Como tema de orientação para a oração, a Congregação sugeriu a comunhão eclesial com Pedro, de modo a sedimentar o sentimento de comunhão com a Sé Apostólica, para que se faça a união com a universalidade própria de Pedro. (ED)


CARDEAL SANDRI: "PRIMAVERA ÁRABE" SEJA OCASIÃO DE PROGRESSO

◊ Cidade do Vaticano, 22 jun (RV) - A "primavera árabe" – além das sementes lançadas durante o Sínodo para o Oriente Médio realizado em outubro passado, e que agora estão germinando - não poderia deixar de ser o centro da 84ª Sessão Plenária da Roaco, o organismo que coordena as obras de ajuda às Igrejas orientais, aberta nesta terça-feira, no Vaticano.

O Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, traçou um balanço do ano e ilustrou os projetos para o futuro.

Um ano de eventos, viagens e visitas oficiais, cuja descrição oferece lineamentos úteis para compor o "autêntico rosto das Igrejas", às quais o dicastério vaticano se propõe a servir.

Com essas palavras, o purpurado argentino introduziu os trabalhos da plenária da Roaco, com um diário de viagem de um ano que o levou da pobreza dos países do Chifre da África, em particular, a Eritréia – nos últimos meses ferida com o recrutamento de jovens católicos para as forças armadas –, aos encontros de diálogo na Argentina, França e Áustria, até a Síria, antes que fosse sacudida pelos protestos.

Em seguida, a peregrinação nas pegadas dos Santos Maronitas: dos EUA, onde concluiu o Jubileu dos 1.600 anos da morte de São Marun, até o Líbano, para venerar as suas relíquias. Um ano no qual à "primavera dos novos pastores" somou-se a primavera dos países árabes, para a qual o Cardeal Sandri olha com a esperança de que constitua uma ocasião de progresso para as populações, mas também com o temor de que possam crescer as discriminações em relação aos cristãos, como explicou à Rádio Vaticano:

Cardeal Leonardo Sandri:- "Em muitos casos esses movimentos coincidem com o esquema de valores que a fé cristã tem. Certamente somos favoráveis a essa mudança que respeite a dignidade da pessoa humana, sobretudo a liberdade religiosa, mas estamos com todos aqueles que sofrem as conseqüências dessas mudanças, porque assim como se proclamam esses direitos, existem também muitos sofrimentos e violências que por vezes provocam tantas mortes."

O purpurado recordou o Sínodo para o Oriente Médio realizado em outubro passado, que foi um momento de reflexão iluminadora e um "dom que perdura," que está dando os seus frutos: uma experiência que deve ser mantida:

Cardeal Leonardo Sandri:- "O Sínodo fizera um apelo a todos os cristãos do Oriente Médio e, através deles, a todos os habitantes da região, em favor da paz e da reconciliação, em prol da dignidade da pessoa humana. A Igreja defende essa liberdade, essa dignidade da pessoa humana, especialmente manifestada na liberdade religiosa e no direito a ter todas as coisas necessárias para viver dignamente como homens."

A Congregação para as Igrejas Orientais colheu os frutos germinados pelo Sínodo no renovado compromisso em favor da Terra Santa, pátria espiritual de todos os fiéis, bem como em favor do Iraque – onde para os cristãos perseguidos o cálice é sempre amargo – e do Irã.
Em particular, em Belém, o dicastério deu início ao projeto do Instituto Effatà Paulo VI, que responde à prioridade da formação – reiteradas vezes evidenciada também pelo Pontífice –, formação essa fundamental para preparar o amanhã do Oriente cristão. (RL)





COMUNIDADES AFRO DA AL UNIDAS NA SOLIDARIEDADE

◊ Manágua, 22 jun (RV) - A capital nicaraguense hospeda de 22 a 24 de junho a primeira reunião das Igrejas e organizações de minorias afro da América Latina. O objetivo é estimular a troca de experiências, estabelecer relações de solidariedade e programas de interesse comum.

Segundo o Conselho Mundial das Igrejas, na região latino-americana e no Caribe existem diversas pequenas comunidades de origem africana, com pouca visibilidade e poder político. Na região da América Latina e Caribe existem cerca de 150 milhões de afro-descendentes.

Segundo informações da agência Fides, “a discriminação a que estão sujeitas é ignorada; enfrentam problemas como a pobreza extrema, desemprego, falta de educação e de habitações adequadas e desnutrição. Políticas governamentais que privam estas minorias dos meios de subsistência e do acesso a oportunidades iguais traduzem o racismo institucionalizado” - indica a fonte.

O encontro de Manágua reúne participantes de vários países latino-americanos: Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, Honduras, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico e Venezuela.
(CM)


JRS: A JUSTIÇA NO DIÁLOGO COM CULTURAS E RELIGIÕES

◊ Valencia, 22 jun (RV) - O Serviço Jesuíta para os Refugiados (JRS) é o vencedor do 10º Prêmio da Fundação pela Justiça e da Fundação Bancaja, na Espanha. O reconhecimento, oficializado no último dia 15, será entregue em cerimônia no dia 6 de julho, na capela da Beneficência de Valencia.

O prêmio recompensa a trajetória e a dedicação constante de pessoas ou organizações que se destacam por sua contribuição para a promoção e defesa dos direitos humanos, especialmente no que diz respeito aos refugiados.

No passado, foram reconhecidas entidades como a Associação de Vítimas do Terrorismo, a Associação Pró-Busca de Crianças Desaparecidas de El Salvador, as Irmãs da Caridade e Muhammad Yunus.

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (www.jrs.net) foi fundado em 14 de novembro de 1980 pelo então Prepósito Geral da Companhia de Jesus, Pedro Arrupe, com a missão de “acompanhar, servir e defender” os refugiados, deslocados à força e migrantes em situação de particular vulnerabilidade.

Em nota divulgada por ocasião do Dia Mundial dos Refugiados, 20 de junho, a Companhia de Jesus, afirma que “o clamor dos 43 milhões de refugiados ou deslocados é mais atual que nunca”.

Segundo o diretor, Pe. Peter Balleis, “nestes 30 anos, o JRS não se orientou pela restritiva definição legal de refugiado, mas pelo ensinamento social católico, por uma noção mais generosa do termo, que abrange todos os deslocados à força”.

A razão de ser do JRS está intimamente ligada à missão da Companhia de Jesus, ou seja, promover a justiça do Reino de Deus em diálogo com outras culturas e religiões.

Priorizando pessoas deslocadas cuja situação é mais urgente e não são servidas por outros, o Serviço oferece assistência humana e pastoral aos refugiados e comunidades de acolhimento através de uma ampla gama de atividades de socorro e reabilitação: programas de pastoral, educação de crianças e adultos, aconselhamento e serviços sociais e cuidados médicos são pensados para atender as necessidades locais, tendo em conta os recursos disponíveis.

Sua presença é marcante em acampamentos, junto a deslocados, solicitantes de asilo, pessoas em situação ilegal, imigrantes vulneráveis em centros de detenção e em muitas cidades.

Atua em 57 países. Emprega mais de 1.400 pessoas, entre leigos, jesuítas e outros religiosos, para responder, entre outras, às necessidade educativas, de saúde e sociais de mais de 500.000 refugiados. Seus serviços são oferecidos independentemente da origem étnica ou confissão religiosa.
(CM)


A PRIMAVERA ÁRABE NA PERSPECTIVA HUMANA

◊ Cidade do Vaticano, 22 jun (RV) – Os patriarcas e bispos das Igrejas do Oriente Médio e do Norte da África estão seriamente preocupados pelo que pode ainda acontecer em seus países, pois a revolução, por onde passou, deixou perspectivas bastante incertas.

As maiores incógnitas, segundo Dom Antoine Audo, bispo de Aleppo dos Caldeus, dizem respeito à Síria. Ele se diz angustiado porque o risco de o país se tornar um novo Iraque é real: “A questão síria é complexa porque há 50 anos vige um regime militar, condicionado pela ideologia do socialismo soviético, e agora, diante das mudanças, é preciso saber como dialogar. É este o nosso problema hoje” – afirma.

O Cardeal Antonios Naguib, patriarca de Alexandria do Egito, também se diz preocupado, enquanto o Arcebispo de Argel, Dom Bader Ghaleb Mmoussa, está mais otimista: “Qualquer coisa aconteça, 2011 vai ficar na história da África e do Oriente Médio como o ano das reviravoltas, porque nada será como antes".

O Bispo de Tunis, Dom Maroun Lahham, não poupa criticas à Itália e à Europa: “Racismo é uma palavra forte, mas sem dúvidas na Itália existe preconceito contra os norte-africanos. Se os refugiados fossem poloneses, as coisas não estariam assim.

“Nestes dias, fala-se de nós: positivamente pela transição democrática; e negativamente por causa da imigração, que é um de seus resultados. O fenômeno deve ser lido de uma perspectiva humana, na esperança que a passagem tenha um bom êxito, pois seria a primeira vez que um país árabe-muçulmano teria um regime democrático. Isso pode abrir novos horizontes, seja para a presença como para o trabalho da Igreja na Tunísia”.
(CM)


QUÊNIA: CARITAS NA LUTA CONTRA POBREZA

◊ Nairóbi, 22 jun (RV) - A Caritas no Quênia está engajada em levar ajuda às pessoas que vivem na miséria que assola o país desde o final de 2010, por causa da seca.

Uma situação dramática que levou o Presidente da República, Mwai Kibaki, a declarar estado de calamidade pública e a elaborar imediatamente um plano de ajuda às pessoas que vivem nas áreas em risco. Dentre as medidas tomadas pelo Chefe de Estado, a importação de cereais e a transferência de 18 milhões de dólares ao Ministério da Água e Irrigação.

No entanto, a Caritas no Quênia está levando alimento e água às regiões mais atingidas pela seca, mas a situação não é fácil. "Atualmente, disse Peter Nguli, membro da Caritas no Quênia, não sabemos realmente quantas pessoas vivem na pobreza extrema". "Por isto, foi realizado um encontro interdiocesano com todos os membros da Caritas a fim de distribuir melhor as ajudas no território" – ressaltou Peter.

Em março passado, os bispos quenianos lançaram uma campanha em favor das vítimas da pobreza, convidando os fiéis a se unirem na grande iniciativa solidária de coleta de alimentos e fundos nas paróquias, dioceses e outras estruturas da Igreja.

Milhões de quenianos podem perder seus meios de subsistência, pois esta crise gerou falta de alimentos, aumento de preços, falta de colheita, migrações e conflitos, desnutrição, ausência de crianças nas escolas, fome e morte.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), contam-se no Quênia mais de 2 milhões e 400 mil pessoas sem acesso a alimentação e água, sobretudo no norte e no nordeste do país, onde a população se dedica ao pastoreio.

Infelizmente, não existem perspectivas de melhoramento antes de outubro próximo, quando terá início a estação das chuvas. (MJ)


IGREJA ESCOCESA SE PREPARA PARA SÍNODO DOS BISPOS

◊ Edimburgo, 22 jun (RV) - Realizar-se-á de 7 a 28 de outubro de 2012, no Vaticano, o Sínodo dos Bispos para a Nova Evangelização sobre o tema "A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã".

A Igreja na Escócia já se colocou a caminho rumo a esta importante assembleia dos bispos de todo o mundo. Os prelados escoceses buscam envolver todos os católicos a fim de que possam dar sua contribuição ao evento.

Escolas e paróquias são chamadas a contribuir na resposta que a Escócia deve dar aos Lineamenta (diretrizes), documento preparatório da Asssembleia dos Bispos. Esse documento é preparado pela Secretaria Geral do Sínodo e enviado a todas as Igrejas e Conferências Episcopais, para que respondam aos quesitos que visam aprofundar a temática principal do próprio Sínodo.

"A nova evangelização é endereçada, sobretudo àqueles que se distanciaram da Igreja nos países de tradição cristã como o nosso" – frisou o Bispo de Paisley, Dom Philip Tartaglia, delegado dos bispos escoceses que participará do Sínodo. "O objetivo do Sínodo é examinar a situação atual e discutir novos métodos de transmissão do Evangelho às pessoas de hoje" – disse ainda o prelado.

"Esperamos que as nossas escolas e os jovens contribuam de maneira eficaz neste processo de preparação do Sínodo" – concluiu Dom Tartaglia. (MJ)


VOZ CATÓLICA NO ASEAN

◊ Bangcoc, 22 jun (RV) - As Igrejas na Ásia acolheram com fervor e esperança a nomeação de Dom Leopoldo Girelli como primeiro Núncio Apostólico para a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

As Igrejas locais esperam que o prelado possa ser uma voz que favoreça o diálogo e as boas relações entre Igrejas e Governos, que leve os valores cristãos e chame a atenção das nações para questões como a tutela da dignidade da pessoa humana, da liberdade religiosa e dos direitos humanos nos países da ASEAN.

"Nas situações mais difíceis dos países asiáticos, precisamos como Igreja, de uma abordagem dialógica que, respeitando as tradições históricas e culturais de cada contexto, desenvolva boas relações locais. Estamos confiantes de que a presença do núncio na ASEAN será uma oportunidade para melhorar as relações com as autoridades civis e as condições dos povos da região, a fim de que os Estados e Igrejas trabalhem juntos para o bem comum" – frisou o Arcebispo de Guwahati, Dom Thomas Menamparampil, responsável pela Comissão para a Evangelização na Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC).

Nascida no final dos anos 60, para promover o interesse no âmbito político, econômico e cultural, a ASEAN tem atualmente 10 membros: Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura e Tailândia (os 5 fundadores), Brunei, Vietnã, Laos, Mianmar e Camboja. A ASEAN também promove o crescimento econômico, a paz e a estabilidade na região, a amizade e cooperação. A Associação representa mais de 560 milhões de pessoas. (MJ)


REUNIÃO DOS EPISCOPADOS EUROPEUS: REITERADA IMPORTÂNCIA DA LIBERDADE RELIGIOSA

◊ Vilnius, 22 jun (RV) - A Nova Evangelização num "mundo particularmente marcado pela secularização", o tema da liberdade religiosa, o problema do envelhecimento da população européia, e a comunicação da vida da Igreja "em tempo de crise": esses foram os temas que nortearam em Vilnius, na Lituânia, os encontros promovidos nestes dias pelo Conselho das Conferências Episcopais Européias (CCEE).

As duas reuniões – primeiro com os secretários-gerais do CCEE e, depois, com os porta-vozes e assessores de imprensa – tiveram a participação total de 60 representantes de 30 Conferências episcopais do continente.

Os secretários-gerais definiram a liberdade religiosa "um direito humano fundamental baseado na dignidade da pessoa humana" e reiteraram que "a Igreja e a Europa devem fazer o possível para assegurar que esse direito seja respeitado no mundo inteiro, assim como o deve ser na Europa".

Os prelados também evidenciaram a crise demográfica que se registra no continente com as graves consequências para os sistemas de assistência e previdência social. Por sua vez, os porta-vozes detiveram-se sobre a visita do Papa à Escócia, Inglaterra e Gales (realizada em setembro do ano passado) e sobre a atividade da agência católica SirEuropa a serviço das Igrejas e da informação na Europa. (RL)


ESTADOS UNIDOS DEVEM ANUNCIAR RETIRADA DE TROPAS DO AFEGANISTÃO

◊ Cidade do Vaticano, 22 jun (RV) –Á espera do discurso do presidente norte-americano Barack Obama, marcado para esta noite, especialistas dizem que provavelmente 10 mil soldados devem começar a voltar aos Estados Unidos a partir do mês que vem.

Se for confirmado, será o primeiro retorno de soldados, num total previsto de 30 mil até o final de 2012. Em 2014, de acordo com fontes da Casa Branca, o controle do Afeganistão será transferido às autoridades afegãs.

A guerra no Afeganistão começou em 2001, logo após os ataques terroristas às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque.

Todavia, as continuadas ofensivas da guerrilha contra às forças internacionais pode colocar por terra o plano norte-americano. Nico Perrone, professor de História dos Estados Unidos na Universidade de Bari, explica o porquê:

"Do ponto de vista da propaganda, os norte-americanos apresentam ao mundo a derrota do inimigo e depois de haver derrotado o inimigo, procuram negociar com ele. Esta é uma antiga técnica estadunidense, ou seja, aquela de não negociar no decurso de uma luta sangrenta. Não acredito, contudo, que antes tudo estivesse reduzido ao chefe da Al Qaida, Bin Laden, que depois foi assassinado. É dificil prever que estas negociações – tardias, que fique claro, porque neste meio tempo muitos foram mortos – consigam obter algum resultado a curto prazo".

Com relação à estratégia da retirada das tropas do Afeganistão, Perrone fala sobre a repercussão que isso poderá ter na campanha eleitoral de 2012.

"Acredito que seja um ponto de vista essencial de Obana, visto que a campanha eleitoral, literalmente, já começou. Nesta fase, a guera não é bem vista nos Estados Unidos e a opinião pública tem forte peso no resultado das eleições. Mas fora a opinião pública, existe o lobby dos militares, que ao invés, têm interesse em continuar a fazer guerra". (RB)


CANDIDATURA BRASILEIRA À FAO RECEBE APOIOS IMPORTANTES

◊ Roma, 22 jun (RV) – A partir da próxima sexta-feira uma série de eventos vai marcar a realização da Conferência bianual da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a FAO, cuja sede está em Roma. O ponto alto da Conferência será a eleição do novo diretor geral da FAO, que hoje é comandada pelo senegalês Jacques Diouf.

Entre os seis candidatos ao posto, cujo mandato terminará em julho de 2015, está o brasileiro José Graziano da Silva. No site grazianodasilva.org é possível conhecer o currículo do ex-ministro Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome do governo do ex-presidente Lula, que recentemente voltou a reiterar o apoio à candidatura de Graziano a direção geral da FAO.

Concorrem também ao cargo de diretor geral Franz Fischler, da Áustria, Indroyono Soesilo, da Indonésia, Mohammad Saeid Noori Naeini, do Irã, Abdul Latif Rashid, do Iraq e Miguel Ángel Moratinos Cuyaubé, da Espanha.

A candidatura do brasileiro já recebeu diversos sinais de apoio entre os representantes dos 191 países membros da FAO. Todos terão direito a voto no próximo domingo, quando será eleito o próximo diretor geral.

Entre os países da América Latina e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão os que já declararam apoio público à candidatura brasileira. Como revela à Rádio Vaticano a embaixadora de Moçambique na Itália e também representante permanente do país africano junto à FAO. A embaixadora Carla Elisa Macave explica:

"A decisão é pública porque há uma decisão dos nossos Chefes de Estado, portanto dos membros da CPLP, que apóiam o Brasil".

A Conferência ainda contará com a participação do ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, que fará um discurso sobre a situação da alimentação e segurança alimentar no mundo. Durante as atividades, está prevista ainda a declaração da FAO sobre a erradicação da peste bovina, que por séculos foi uma ameaça à segurança alimentar. (RB)


DOIS MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO SÃO VÍTIMAS DE TRÁFICO HUMANO E TRABALHO FORÇADO

◊ Viena, 22 jun (RV) - Foi aberta, nesta segunda-feira, em Viena, capital da Áustria, uma conferência para discutir formas de prevenção ao tráfico de pessoas e ao trabalho forçado. A iniciativa é da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, Osce, e conta com a participação de agências das Nações Unidas.

A conferência se intitula “Prevenindo Tráfico Humano para Exploração do Trabalho: Trabalho Decente e Justiça Social”, e tem como objetivo analisar os fatores que causam o problema.

Esse é um tema que tem sido muito falado aqui no Programa Brasileiro da Rádio Vaticano, inclusive tivemos uma série de entrevistas sobre o tráfico humano e o trabalho forçado no norte do Brasil. Em todos os documentos e entrevistas que fizemos, encontramos sempre as mesmas causas para o fenômeno, confirmadas pela constatação da OSCE: a desigualdade social e a miséria.

Sem melhores perspectivas de vida nos seus locais de origem, muitas pessoas buscam na migração a solução, e acabam caindo nas mãos do crime organizado, que as levam para a prostituição e outros tipos de trabalho forçado, que é entendida como uma forma moderna escravidão. A Organização Internacional do Trabalho, OIT, estima que 2 milhões e meio de pessoas vivam nessa situação. Outros temas implicados nessa questão e apontados na Conferência são os refugiados e as políticas de imigração.

Segundo publicado pela Rádio ONU, dados da OIT mostram que 43% das pessoas traficadas se tornam vítimas de exploração sexual comercial, sendo que 98% destas são mulheres ou meninas. O Fundo das Nações Unidas para a Criança, UNICEF, estima que 1 milhão e 200 mil crianças são traficadas por ano, e quase metade dos traficantes são conhecidos da criança ou da família. (ED)


ONU CONDECORA EX-PRESIDENTES DE GANA E DO BRASIL POR COMBATE À FOME

◊ Nova Iorque, 22 jun (RV) – O Programa Mundial de Alimentação (WFP) emitiu comunicado no qual congratula os ex-presidentes John Kufuor e Lula pelo recebimento da honraria por suas vitais contribuições para melhorar a qualidade, a quantidade ou a disponibilidade de comida no mundo.

Os dois ex-presidentes, que levaram seus países a uma drástica redução da pobreza e da fome, foram os vencedores do Prêmio Mundial de Alimentação, entregue na última segunda-feira, em Washington.

"É a primeira vez que o prêmio, criado há 25 anos pelo ganhador do Prêmio Nobel da Paz Norman Borlaug, reconhece o papel vital de líderes nacionais na luta contra a fome em seus países e também no exterior, e nós esperamos que os líderes mundiais sejam encorajados a continuar neste caminho", disse em seu discurso a Diretora-Executiva do WFP, Josette Sheeran.

"Os presidentes Kufuor e Lula foram grandes entusiastas e deram suporte ao WFP, especialmente durante a alta dos preços dos alimentos, que fez com que o número de famintos chegasse perto de 1 bilhão de pessoas", acrescentou. (RB)


BAN KI-MOON É REELEITO SECRETÁRIO GERAL DA ONU POR ACLAMAÇÃO

◊ Cidade do Vaticano, 22 jun (RV) – Ban Ki-moon foi reeleito, nesta terça-feira, em Nova Iorque, como Secretário Geral das Nações Unidas (ONU). O sul-coreano ficará no cargo pelos próximos cinco anos. A reeleição foi aprovada pela Assembleia Geral sem votos, e sim por aclamação. A proposta de reeleger Ki-moon foi pedida na semana passada pelo Conselho de Segurança da organização, também sem uma votação formal.

Em seu primeiro discurso após o juramento, Ban Ki-moon ressaltou a união dos povos. No final, disse obrigado em cinco línguas diferentes.

"Unidos, nenhum desafio será difícil de superar. Unidos, nada é impossível. Obrigado".

Ex-Ministro das Relações Exteriores de Seul, Ban Ki-moon está no cargo desde 2007, período em que teve que gerir crises como no Sudão até os conflitos pós-eleição na Costa do Marfim, que eclodiram em novembro do ano passado.

Entre os temas em que quis firmar a ação da ONU estão, principalmente, a questão do aquecimento global e do desarmamento nuclear.

No início deste mês, contudo, Ki-moon esteve em Roma para falar sobre os movimentos imigratórios. Em seu discurso na Conferência das Cidades Inter-Étnicas, promovido pela Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), Ki-moon pediu que o mundo aprofunde o seu compromisso com os valores comuns de inclusão social, aceitação e compreensão. Afirmou ainda que a emigração é cada vez mais uma tendência mundial fazendo com que as minorias e os migrantes sigam em direção a cidades de oportunidades econômicas e liberdade.

“Esta é uma era na qual as pessoas estão atravessando as fronteiras mais do que nunca em busca de oportunidades e esperanças para uma vida melhor. As cidades são os centros dessa ação: o eixo, o imã, lugar onde as pessoas colidem e coexistem”. (RB)

© Rádio Vaticano 2011

domingo, 19 de junho de 2011

Senac ajuda religiosos a construir fábrica de hóstia




Religiosos da Comunidade São João Batista, no bairro Caranã, alimentam há três anos o sonho de construir uma fábrica de hóstia para atender todo o Estado de Roraima. Atualmente o pão utilizado nas missas católicas é todo importado de São Paulo.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac/RR), por acreditar no alcance social do projeto resolveu ajudar a comunidade, oferecendo treinamento, gratuitamente, às 21 pessoas envolvidas.

Segundo Maria da Conceição do Nascimento, coordenadora da Pastoral Carcerária na área missionária Caranã, o projeto envolve pessoas carentes da comunidade e seis albergadas. Explicou que o dinheiro que arrecadarão com a venda da hóstia será revertido para a compra de material e distribuído igualitária entre os integrantes, o que ela chamou de economia solidária.

A fábrica está sendo construída na própria paróquia com recursos da comunidade e empréstimo. Segundo Maria da Conceição é a burocracia que atrasa a conclusão da obra e o início dos trabalhos.

Betiana Francisca de Oliveira, moradora do bairro Caranã, soube através de amigas que o Senac estava oferecendo cursos de capacitação e resolveu participar. Grávida de sete meses, diz que é difícil para ela conseguir emprego, então resolveu se preparar para o mercado de trabalho.

“Hoje, não se pode escolher trabalho. Temos que nos preparar para as oportunidades que aparecem. Espero poder fazer os outros cursos do Senac. Quando eu puder voltar a trabalhar estarei preparada”, disse Betiana.

O coordenador de Saúde Humana do Senac, Bruno Joseph, participou do encerramento do curso de Higiene e Segurança do Trabalho na Comunidade São João Batista. Disse que era uma honra para a Instituição poder contribuir com um projeto que “gera renda e melhora a qualidade de vida das pessoas”.

Vaticano planeja centro virtual de informações e combate à pedofilia

O Vaticano anunciou neste sábado que planeja criar um centro virtual de informação para o combate à pedofilia na Igreja Católica, num esforço para lidar com escândalos de abusos que despertaram fortes críticas à Santa Sé.

O centro virtual terá, segundo o anúncio, informações para clérigos sobre proteção e resposta a casos de abusos e também orientações para vítimas de pedofilia. Será escrito em inglês, alemão, francês, espanhol e italiano.

“Queremos que as pessoas saibam que estamos levando isso a sério e que achamos que a igreja deve estar no centro de uma solução (para os escândalos de pedofilia)”, declarou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, segundo as agências de notícias.

A igreja afirma ter pedido a seus bispos que ajudassem a estabelecer as diretrizes que constam no centro virtual, em linha com leis locais relacionadas a abusos.

O centro virtual vai ser financiado, segundo as autoridades, por doações privadas.

“O centro de e-learning vai funcionar com instituições médicas e universidades para desenvolver uma resposta constante a problemas de abuso sexual”, disse o monsenhor Peter Franzl, da Arquidiocese de Munique.

Na entrevista coletiva deste sábado, o Vaticano anunciou também a realização de uma conferência sobre abuso sexual, a ser realizada em fevereiro em uma universidade de Roma.

A conferência deverá reunir especialistas em psiquiatria, lei canônica, sociologia e proteção infantil, além de bispos e líderes religiosos católicos.

Escândalos

Os anúncios deste sábado são uma reação a diversos escândalos de abusos sexuais envolvendo padres católicos.

Muitos criticam o Vaticano por demora em reagir às denúncias e, em alguns casos, por suposto acobertamento de casos de pedofilia.

No mês passado, o papa Bento 16 disse a bispos ao redor do mundo que eles devem relatar imediatamente à polícia qualquer suspeita de abuso sexual envolvendo padres.

Dom Francisco Biasin nomeado bispo para a Diocese de Volta Redonda(RJ)

O papa Bento XVI aceitou, nesta quarta-feira, 8, o pedido de renúncia dos bispos dom Roberto Gomes Guimarães, 75, da diocese de Campos (RJ), e dom João Maria Messi, 76, da diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda. A renúncia de ambos tem como base o cânon 401 § 1º, que prescreve o pedido da renúncia do bispo ao completar 75 anos.

Para a diocese de Campos, o papa nomeou o bispo auxiliar da arquidiocese de Niterói (RJ), dom Roberto Francisco Ferreira Paz. Para Barra do Piraí-Volta Redonda, foi nomeado dom Francesco Biasin (FOTO), transferido da diocese de Pesqueira (PE).

Dom Roberto Paz

Ordenado padre no dia 16 de dezembro de 1989, dom Roberto nasceu no dia no dia 5 de junho de 1953, em Montividéu (Uruguai). Fez filosofia na Faculdade de Humanidade e Ciência-Universidade da República Oriental Del Uruguai e teologia na PUC do Rio Grande do Sul. Com mestrado em Direito Canônico, foi ordenado bispo auxiliar da arquidiocese de Niterói no dia 22 de fevereiro de 2008. Seu lema episcopal é “In libertatem vocati estis”.

Antes do episcopado foi vigário judicial do Regional Sul 3 da CNBB (Rio Grande do Sul); diretor espiritual regional do Encontro de Casais com Cristo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina; pároco do Santuário N. Sra. da Paz; representante católico do Grupo de Diálogo inter-religioso de Porto Alegre; professor de Direito Canônico e de Direito Eclesiástico da PUC-RS e do CETJOV; membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores da arquidiocese de Porto Alegre; membro fundador do Movimento de Profissionais Católicos, da Associação de Juristas Católicos, do Grupo de Diálogo inter-religioso em Porto Alegre e membro da Associação Brasileira de Canonistas.

Dom Francesco Biasin

O novo bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda é italiano de Arzercavalli (Pádua). Foi ordenado bispo de Pesqueira (PE) em 12 de outubro de 2003. Na última assembleia da CNBB, no mês passado, dom Francesco foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso.

Dom Francesco nasceu no dia 6 de setembro de 1943 e foi ordenado padre em Padova (Itália) em 20 de abril de 1968. Fez os estudos de filosofia e teologia no Seminário Maior de Padova e especialização em catequese, em Milão. Veio para o Brasil como missionário “Fidei Donum” em 1972, radicando-se na diocese de Petrópolis (RJ).

Antes do episcopado foi vigário Paroquial na cidade de Fossò, Itália; assistente eclesiástico da Ação Católica - setor jovens. Na diocese de Petrópolis, foi pároco da paróquia de São Sebastião de Gramacho, em Duque de Caxias; coordenador da região pastoral da Baixada Fluminense e dos padres “Fidei donum” da diocese de Pádua no Brasil.

Na diocese de Duque de Caxias, criada em 1981, foi pároco da catedral; vice-presidente da Comissão Regional dos Presbíteros do Leste 1 da CNBB; membro da equipe central que preparou o 7º Encontro das CEBs em Duque de Caxias.
Na diocese de Itaguaí, foi vigário paroquial de Mangaratiba; diretor espiritual e professor de Pastoral e Teologia Espiritual no Seminário de Nova Iguaçu; pároco da paróquia Santa Terezinha de Piranema, em Itaguaí; diretor do Centro Missionário diocesano e administrador Diocesano de Itaguaí.

Seu lema episcopal é “Dar a vida pelos irmãos”.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Despenalizar as drogas não soluciona nada, assinala perito no L'Osservatore Romano


ROMA, 09 Jun. 11 (ACI) .- O médico especialista em neonatologia e bioeticista italiano, Dr. Carlo Bellieni, assinala que a despenalização das drogas não resolve os muitos problemas que estas geram.

Em um artigo publicado no dia 8 de junho no L'Osservatore Romano titulado "A verdadeira cura é a prevenção", o perito responde assim ao chamado "Comitê Global de Políticas Antidrogas" que sugeriu no último 2 de junho despenalizar o consumo da maconha como uma medida para a luta contra as drogas.

Neste grupo participam o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso; o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, o ex-presidente colombiano César Gaviria, o ex-presidente mexicano, Ernesto Zedillo, a ex-mandatária a Suíça Ruth Dreifuss, o escritor mexicano Carlos Fontes e o peruano que obteve o prêmio Nobel de Literatura 2011, Mario Vargas Llosa; entre outros.

O médico italiano explica que existem dois grupos de promotores da despenalização: uns que usam os meios televisivos para ter mais audiência e outros como o comitê, que acreditam que "liberalizando a droga se reduz o mercado da delinqüência".
"Ambos se equivocam: –precisa– os primeiros porque especulam de má fé com a debilidade da adolescência, os segundos porque a liberalização não tem feito desaparecer, por exemplo, os jogos de azar clandestinos e não reduziu o consumo de álcool".

Para o perito, "a droga não é em primeiro lugar um problema de delinqüência mas sim de um vazio de desesperança e de projeção, repleto de uma felicidade artificial que destrói o cérebro".

Depois de citar dois recentes estudos internacionais, um na Suíça e outro em Reino Unido, que mostram os efeitos nefastos da droga nos jovens, o Dr. Bellieni recorda que em julho de 2007 o jornal Lancet "mostrava que eliminando a maconha, a psicose da população diminuiria em 14 por cento".

Por estes motivos e pelo fracasso das políticas de despenalização, a American Academy of Pediatrics "pronunciou-se claramente contra a liberalização da cannabis (maconha). Por causa de seus efeitos nos jovens, além disso do risco de tumores, é contrária à idéia de uma cannabis terapêutica, que uma última análise a revela apenas como uma porta aberta à liberalização mais que como uma arma real contra a dor".

O perito explica logo que não se pode comparar a droga ao vinho ou ao tabaco porque o primeiro é um alimento e o segundo "não fazer perder a cabeça" como sim o faz a maconha.

Neste sentido, adverte, "a liberalização de uma substância nociva termina por fazer sentir injusta a luta contra as outras. E pode ser querida apenas por uma ideologia rançosa, a daqueles veteranos da resposta, que ainda pregam a falta de responsabilidade, ignorando o pranto das vítimas dos acidentes de trânsito causados por jovens drogados, os lamentos dos pais de suicidas ou as lágrimas dos intoxicados acabados, quando no melhor dos casos, estão em algum centro de reabilitação".

Para o médico italiano, esta perspectiva que busca a despenalização do consumo de maconha "é a ideologia de quem, como escrevia Pier Paolo Passolini, brincou de bancar o revolucionário e, chegado à velhice, lembra-se de 'ter servido o mundo contra o qual, com zelo, levou adiante a luta'. E deixa aos jovens como presente apenas a solidão, cheia de droga".

O Dr. Bellieni qualifica esta maneira de pensar como uma "ideologia manca" que fracassa na luta e cujos resultados são vistos na Holanda, onde com políticas de abertura às drogas desde 1976 triplicou-se o consumo de maconha e heroína; ou na Suíça, onde experiências similares "acabaram em terminantes fracassos".

"A sede de significado e de amor –conclui– não se preenche com álcool ou droga. Assim só se gera marginalização".


Ecologia humana é um imperativo, recorda o Papa Bento XVI


VATICANO, 09 Jun. 11 (ACI) .- Em seu discurso a seis novos embaixadores perante a Santa Sé que esta manhã apresentaram suas cartas credenciais, o Papa Bento XVI recordou que "a ecologia humana é um imperativo" urgente, respeitando a dimensão religiosa de todo ser humano.

Assim indicou o Santo Padre ao receber Stefan Gorda, da Moldavia; Narciso Ntugu Abeso Oyana, da Guiné Equatorial; Henry Llewellyn Lawrence, de Belize; Hussan Edin Aala, da República árabe de Síria; Geneviève Delali Tsegah, de Gana e George Robert Furness Troup, da Nova Zelândia.

O Papa pronunciou um discurso comum para todos os novos diplomatas e depois entregou a cada diplomata um discurso específico para a nação que representavam. Referindo-se às "inumeráveis tragédias que afetaram à natureza, a tecnologia e os povos" no primeiro semestre deste ano, Bento XVI assinalou que "os Estados deveriam refletir juntos sobre o futuro do planeta em curto prazo, suas responsabilidades em relação à nossa vida e às tecnologias".

"A ecologia humana é um imperativo. Assim, adotar um estilo de vida que respeita o ambiente e sustentar a busca e a exploração de energias puras, que respeitam o patrimônio da criação e que sejam inofensivas aos seres humanos, devem ser prioridades políticas e econômicas".

O Papa sublinhou que é necessário "uma mudança de mentalidade" para "chegar rapidamente a um estilo de vida global que respeite a aliança entre o homem e a natureza, sem a qual a família humana pode desaparecer".

"Todos os governos devem se comprometer a proteger a natureza para que possa desempenhar seu papel essencial na sobrevivência da humanidade. As Nações Unidas parecem ser o marco natural para uma reflexão deste tipo, que não seja obscurecida por motivos políticos e econômicos cegamente partidaristas, privilegiando a solidariedade acima dos interesses particulares".

Bento XVI assinalou logo que "também convém interrogar-se sobre o papel apropriado da tecnologia", porque "acreditar que é o agente exclusivo de progresso ou da felicidade, leva a uma mercantilização do homem que conduz à cegueira e à miséria".

"Basta ver os danos do progresso e os perigos que faz correr a humanidade uma tecnologia onipotente e, em última análise, não controlada. A tecnologia que domina o homem priva-o de sua humanidade. O orgulho que essa gera leva nossa sociedade a uma economia intransigente e a certo hedonismo que determina subjetivamente e egoisticamente os comportamentos".

O Santo Padre ressaltou ademais que "é urgente chegar a conjugar a tecnologia com uma forte dimensão ética. (…) A técnica deve ajudar a natureza a desenvolver-se na linha prevista pelo Criador. Ao trabalhar juntos, o investigador e o cientista se aderem ao plano de Deus, que quis que o homem fosse a cúpula e o administrador da criação. As soluções apoiadas neste fundamento protegerão a vida humana e sua vulnerabilidade, assim como os direitos das gerações presentes e futuras".

"Os governos devem promover um humanismo que respeite a dimensão espiritual e religiosa do homem, porque a dignidade da pessoa humana não varia com a flutuação das opiniões. Respeitar suas aspirações por justiça e paz permite a construção de um sociedade que se promove por ela mesma quando sustenta a família ou recusa, por exemplo, a primazia exclusiva da economia. Um país vive da plenitude da vida dos cidadãos que o compõe, cada um consciente de suas próprias responsabilidades e das possibilidades de fazer valer as próprias convicções".

Finalmente o Papa Bento XVI destacou que "a vida social deve ser considerada sobre tudo como uma realidade de ordem espiritual, os responsáveis políticos têm a missão de guiar aos povos à harmonia humana e à sabedoria tão desejadas, que devem culminar na liberdade religiosa, rosto autêntico da paz", concluiu o Pontífice.


Paquistão: Prometem procurar justiça para cristã convertida ao Islã


ROMA, 09 Jun. 11 (ACI) .- O Conselheiro Especial do Primeiro-ministro do Paquistão para os assuntos das minorias religiosas, Paul Bhatti, afirmou que se buscará a verdade e a justiça para Farah Hatim, a cristã de 24 anos seqüestrada e convertida à força ao Islã.

A agência Fides informou nesta terça-feira que a Comissão Nacional "Justiça e Paz" do Episcopado paquistanês está investigando este caso e apresentará um relatório aos líderes da Igreja e às autoridades civis.

Do mesmo modo, embora a família muçulmana que detém Farah diz que a cristã abandonou voluntariamente seu lar, as fontes da agência Fides afirmam que se trata de um exemplo típico de uma jovem de uma minoria religiosa que é seqüestrada e convertida à força.

"Seqüestrar e converter garotas cristãs e de outras minorias religiosas parece ser uma tática para eliminar os cristãos e hindus de Punjab (Paquistão). Estes casos sempre devem ser denunciados e levados perante a atenção da comunidade internacional", disse uma fonte da agência vaticana.

Entretanto, Fides denuncia que "a impunidade e a conivência da polícia que, como no caso do Farah, nega-se a processar aos delinqüentes. Esta atitude atua como um multiplicador de tais atos criminais".


A Espanha perceberá mais de 100 milhões de euros graças à JMJ Madrid 2011


MADRI, 09 Jun. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- As atividades da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madrid 2011 não requererão gasto algum dos contribuintes, mas significarão "uma injeção de mais de 100 milhões de euros para a economia espanhola".

Segundo o diretor financeiro da JMJ, Fernando Giménez Barriocanal, destes 100 milhões de euros, "perto de 50 milhões procederão do exterior e vão ficar na Espanha".

Em declarações recolhidas em um comunicado de imprensa na Web oficial do evento, Giménez também ressaltou o benefício do impacto internacional da marca Espanha, que aos olhos do mundo será visto como um país capaz de organizar e atrair a mais de um milhão de jovens de todo o mundo.

O diretor financeiro da JMJ também ressaltou que através do sistema de concurso público se adjudicou 90 por cento dos contratos a fornecedores do evento a empresas espanholas.

O esforço da organização se centra agora em conseguir mais inscrições especialmente por parte dos jovens espanhóis. Um dos motivos pelos que se pede a inscrição é para colaborar com o Fundo de Solidariedade, que permitirá que jovens sem recursos possam ir à Jornada Mundial da Juventude. Até o momento foram arrecadados 780 000 euros, e se espera alcançar a cifra dos 2 milhões de euros.

Para seguir promovendo as inscrições para a JMJ Madrid 2011, os organizadores realizaram e estão difundindo dois novos vídeos, cujo slogan é "Alguns trens só passam uma vez na vida".

O direto de marketing da JMJ, Gabriel González-Andrío, explicou que "com esta campanha queremos transmitir metaforicamente o contraste entre o que supõe viajar como solitário nesta vida ante a possibilidade de compartilhar e desfrutar esta viagem com outras pessoas".

Giménez Barriocanal por sua parte assinalou que foram muito exigentes com os critérios de austeridade e transparência na gestão econômica, para cumprir com "o objetivo de gastar o menos possível e ingressar o necessário, além de conseguir uma economia máxima em todos os custos".


Alemães que "curam" homossexualidade não pertencem à Federação Internacional de Médicos Católicos


BARCELONA, 09 Jun. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- A Federação Internacional de Médicos Católicos (FIAMC) comunicou nesta terça-feira 7 de junho uma nota de imprensa na que precisa enfaticamente que a autodenominada "Associação de médicos católicos alemães" (BKA, por suas siglas em alemão) que afirma ter achado uma cura para a homossexualidade, não pertence à sua organização, nem ao ramo alemão da mesma.

A nota de imprensa assinala que "nos últimos dias saiu na imprensa européia (Spiegel, Corriere della Sera, El Mundo e outros) que uma auto-denominada 'Associação de médicos católicos alemães' (Munique), dirigida pelo Dr. Gero Winkelmann, cura a homossexualidade à base de homeopatia e outros elementos".

Com efeito, o jornal espanhol El Mundo afirmou em sua edição de 6 de junho que o jornal online alemão Telepolis publicou um artigo da BKA no qual se anunciava a descoberta da cura para a homossexualidade.

O jornal italiano Corriere della Sera, citado pelo Mundo, assinala por sua parte que esta "cura" não seria um verdadeiro remédio já que a BKA "reconhece" que "não estamos ante uma enfermidade".

O suposto tratamento consistiria em uma "uma combinação de curas homeopáticas, psicoterapia e conselhos religiosos", que segundo Winkelmann ajudariam a quem se sinta "infeliz, doente ou se sente em momentos de tribulação".

El Mundo assinala logo que "segundo afirma Winkelmann, os ensinamentos da Igreja Católica, as Sagradas Escrituras e os estudos homeopáticos de Samuel Hahnemann são algumas das fontes da investigação que concluíram neste revolucionário tratamento".

Diante destas afirmações, a FIAMC "manifesta rotundamente que tal associação (BKA) não forma parte de nossa Federação nem do ramo europeu ou alemão (Katholische Ärztearbeit Deutschlands (KÄAD) da mesma".

"O posicionamento da FIAMC sobre a homossexualidade, em consonância com a doutrina da Igreja Católica, encontra-se no Documento 'Homossexualidade e esperança'" que pode ser lido em http://www.fiamc.org/bioethics/homosexuality

Finalmente "a FIAMC manifesta seu profundo respeito pelas pessoas homossexuais mas não compartilha a prática da homossexualidade".

A nota de imprensa está assinada pelo Dr. José María Simón Castellví, Presidente da FIAMC.


CONTROVÉRSIA - Pisoteiam e jogam cerveja sobre a Eucaristia em igreja na Colômbia


BOGOTÁ, 09 Jun. 11 (ACI) .- O Pe. Rodrigo Hurtado, pároco da igreja de San Isidro em Dosquebradas (Colômbia), denunciou que a capela Cristo Salvador foi vítima de um ato sacrílego, pois ladrões ingressaram no templo, furtaram dinheiro e bens valorados em mais de mil dólares, para logo retirar as hóstias do Sacrário, derramá-las no chão, jogar cerveja em cima e pisoteá-las.

Conforme informou a rádio colombiana RCN, a Diocese de Pereira, à qual pertence a paróquia de San Isidro, ordenou o fechamento do templo e o retiro do Santíssimo, assim como a excomunhão para os responsáveis pelo sacrilégio.

Espera-se que tudo volte à normalidade na capela Cristo Salvador dentro de um mês, depois da realização de um ato de desagravo previsto pela justiça canônica.

Esta é a segunda vez que a capela Cristo Salvador sofre um ato sacrílego, pois quatro anos atrás, desconhecidos quebraram as mãos de uma imagem da Virgem Maria, além de furtar elementos do templo.


Perito desmente mitos anti-católicos sobre as Cruzadas


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Jun. 11 (ACI) .- O perito historiador Dr. Paul F. Crawford do Departamento de História e Ciências Políticas da Universidade de Pensilvânia (Estados Unidos), desmente quatro mitos anti-católicos sobre as Cruzadas, como por exemplo que os participantes teriam se fartado de riquezas quando na verdade aconteceu é que muitos terminaram na ruína financeira.

O investigador das Cruzadas assinala em um artigo publicado em abril deste ano que com freqüência "as cruzada são mostradas como um episódio deploravelmente violento no qual libertinos ocidentais, que não tinham sido provocados, assassinavam e roubavam muçulmanos sofisticados e amantes da paz, deixando padrões de opressão escandalosa que se repetiriam na história subseqüente".

"Em muitos lugares da civilização ocidental atual, esta perspectiva é muito comum e demasiado óbvia para ser rebatida", prossegue.

Entretanto, precisa o perito autor do livro "The Templar of Tyre", a "unanimidade não é garantia de precisão. O que todo mundo 'sabe' sobre as cruzadas poderia, de fato, não ser certo".

Seguidamente rebate, um por um, quatro mitos que terminam por mostrar algo que, em realidade, não foram as Cruzadas.

Primeiro mito: "as cruzadas representaram um ataque não provocado de cristãos ocidentais contra o mundo muçulmano"

Crawford assinala que "nada poderia estar mais longe da verdade, e inclusive uma revisão cronológica esclareceria isso. No ano 632, Egito, Palestina, Síria, Ásia Menor, o norte da África, Espanha, França, Itália e as ilhas da Sicilia, Sardenha e Córsega eram todos territórios cristãos. Dentro dos limites do Império Romano, que ainda era completamente funcional no Mediterrâneo oriental, o cristianismo ortodoxo era a religião oficial e claramente majoritária".

Por volta do ano 732, um século depois, os cristãos tinham perdido a maioria desses territórios e "as comunidades cristãs da Arábia foram destruídas completamente em ou pouco tempo depois do ano 633, quando os judeus e os cristãos de igual maneira foram expulsos da península. Aqueles na Pérsia estiveram sob severa pressão. Dois terços do território que tinha sido do mundo cristão eram agora regidos por muçulmanos".

O que aconteceu, explica o perito, a maioria das pessoas sabem mas só lembra quando "recebem um pouco de precisão": "A resposta é o avanço do Islã. Cada uma das regiões mencionadas foi tomada, no transcurso de cem anos, do controle cristão por meio da violência, através de campanhas militares deliberadamente desenhadas para expandir o território muçulmano a custa de seus vizinhos. Mas isto não deu por concluído o programa de conquistas do Islã".

Os ataques muçulmanos contra os cristãos seguiram já não só nessa região mas contra a Europa, especialmente Itália e França, durante os séculos IX, X e XI, o que fez que os bizantinos, os cristãos do Império Romano do Oriente, solicitassem ajuda aos Papas. Foi Urbano II quem enviou as primeiras cruzadas no século XI, depois de muitos anos de ter recebido o primeiro pedido.

Para o Dr. Crawford, "longe de não terem sido provocadas, então, as cruzadas realmente representam o primeiro grande contra-ataque do Ocidente cristão contra os ataques muçulmanos que se deram continuamente desde o início do Islã até o século XI, e que seguiram logo quase sem cessar".

Quanto a este primeiro mito, o perito faz uma singela afirmação para entender um pouco melhor o assunto: "basta perguntar-se quantas vezes forças cristãs atacaram Meca. A resposta é obvia: nunca".

Segundo mito: "os cristãos ocidentais foram às cruzadas porque sua avareza os motivou a saquear os muçulmanos para ficarem ricos"

"Novamente –explica– não é verdade". Alguns historiadores como Fred Cazel explicam que "poucos cruzados tinham suficiente dinheiro para pagar suas obrigações em casa e manter-se decentemente nas cruzadas".

Desde o começo mesmo, recorda o Dr. Paul F. Crawford, "as considerações financeiras foram importantes no planejamento da cruzada. Os primeiros cruzados venderam muitas de suas posses para financiar suas expedições que geraram uma estendida inflação".

"Embora os seguintes cruzados levaram esta consideração em conta e começaram a economizar muito antes de embarcar nesta empresa, o gasto seguia estando muito perto do proibitivo", acrescenta.

Depois de recordar que o que alguns estimavam que as Cruzadas iam custar era "uma meta impossível de ser alcançada", o historiador assinala que "muito poucos se enriqueceram com as cruzadas, e seus números foram diminuídos sobremaneira pelos que empobreceram. Muitos na idade Média eram muito conscientes disso e não consideraram as cruzadas como uma maneira de melhorar sua situação financeira".

Terceiro mito: "os cruzados foram um bloco cínico que em realidade não acreditava nem em sua própria propaganda religiosa, senão que tinham outros motivos mais materiais"

Este, assinala o perito historiador em seu artigo, "foi um argumento muito popular, ao menos desde Voltaire. Parece acreditável e inclusive obrigatório para gente moderna, dominada pela perspectiva do mundo materialista".

Com uma taxa de mortes que chegava perto de 75 por cento dos que partiam, com uma expectativa de voltar financeiramente quebrado e não poder sobreviver, como foi que a predicação funcionou de tal forma que mais pessoas se unissem?, questiona o historiador.

Crawford responde explicando que "as cruzada eram apelantes precisamente porque era uma tarefa dura e conhecida, e porque empreender uma cruzada pelos motivos corretos era entendido como uma penitência aceitável pelo pecado. Longe de ser uma empresa materialista, a cruzada não era prática em termos mundanos, mas valiosa para a alma".

"A cruzada era o exemplo quase supremo desse sofrimento complicado, e por isso era uma penitência ideal e muito completa", acrescenta.

O historiador indica logo que "com o complicado que pode ser para que as pessoas na atualidade acreditem, a evidência sugere fortemente que a maioria dos cruzados estavam motivados pelo desejo de agradar a Deus, expiar seus pecados e colocar suas vidas ao serviço do 'próximo', entendido no sentido cristão".

Quarto mito: "os cruzados ensinaram aos muçulmanos a odiar e atacar a cristãos"

Outra vez, esclarece Paul Crawford, que nada está mais afastado da verdade. O historiador assinala que "até muito recentemente, os muçulmanos recordavam as cruzadas como uma instância na que tinham derrotado um insignificante ataque ocidental cristão".

A primeira história muçulmana sobre as cruzadas não apareceu senão até 1899. Por isso então, o mundo muçulmano estava redescobrindo as cruzadas, "mas o fazia com um giro aprendido dos ocidentais".

"Ao mesmo tempo, o nacionalismo começou a enraizar-se no mundo muçulmano. Os nacionalistas árabes tomaram emprestada a idéia de uma longa campanha européia contra eles da escola européia antiga de pensamento, sem considerar o fato de que constituía realmente uma má representação das cruzadas, e usando este entendimento distorcido como uma forma para gerar apoio para suas próprias agendas".

Então, precisa o Dr. Crawford, "não foram as cruzadas as que ensinaram o Islã a atacar e odiar os cristãos. Os fatos estão muito longe disso. Essas atividades tinham precedido as cruzadas por muito tempo, e nos conduzem até à origem do Islã. Em vez disso, foi Ocidente quem ensinou o Islã a odiar as Cruzadas. A ironia é grande".


Sacerdote que renunciou à vice-presidência de um hospital abortista: Igreja deve dar testemunho de coerência


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Jun. 11 (ACI) .- O Pe. Ignasi Fuster, quem há poucos meses renunciou à vice-presidência da junta da "Cooperativa" do Hospital Sant Celoni em Barcelona (Espanha) porque nesse estabelecimento se distribui a pílula do dia seguinte e se realizam esterilizações masculinas, afirmou o sacerdote à ACI Prensa que a Igreja deve dar testemunho de coerência e liberdade.

Em declarações à ACI Prensa, o Pe. Fuster, pároco da Paróquia de Sant Celoni na diocese de Terrassa, sufragânea da Arquidiocese de Barcelona, explicou que o problema moral surgiu porque "o hospital entrou em um acordo com o órgão de Saúde Pública para uma série de contratos de serviços, com sua subvenção pertinente, entrando na rede social da Saúde Pública. E contrataram também estes serviços contrários à moral católica".

"Eu tive claro que não podia estar à frente de uma instituição que realiza práticas contrárias à santidade do Deus da vida. Preservei minha liberdade e minha consciência, demitindo o meu cargo, amparando-me na objeção de consciência por razões ideológicas, como contempla nossa constituição espanhola", indicou o Pe. Fuster.

O sacerdote assinalou que "a Diocese (de Terrassa) soube em todo momento cada um de meus passos, reuniões e lutas".

O sacerdote também disse à agência em espanhol do grupo ACI, a ACI Prensa, que foi criticado por meios de comunicação espanhóis porque "se o Hospital for subvencionado com dinheiro público e não com dinheiro 'do Vaticano', deve oferecer serviços públicos além de qualquer ideologia, segundo a lei. Mas nossa entidade não era um Hospital público, mas tinha caráter privado e presença da Igreja".

Nesse contexto, o lógico, afirmou o Pe. Fuster, é "que tivéssemos liberdade de fazer valer nossos princípios morais".

No Hospital Granollers, também da diocese de Terrassa, a situação era mais grave, indicou o Pe. Fuster, pois "constava a prática de abortos cirúrgicos, além de todas as outras práticas de caráter anticoncepcional".

"Conforme dizem, frearam em uma reunião de cooperativa –aí presentes o pároco e um membro da paróquia- a questão dos abortos cirúrgicos".

O Pe. Fuster assinalou à ACI Prensa que "mais que nunca, com simplicidade e sem orgulho, mas com liberdade, a Igreja deve dar testemunho de coerência e liberdade. Somos a Igreja de Cristo e do homem".

A denúncia do Pe. Fuster se une assim à do sacerdote Custodio Ballester, Pároco da Igreja da Imaculada Conceição de Hospitalet del Llobregat, quem dias atrás disse à nossa agência que tinha explicado no Vaticano a situação de inação da Arquidiocese de Barcelona e as Dioceses da Terrassa e Sant Feliu ante a evidência de que se realizam abortos e outras práticas contrárias à vida em quatro hospitais que contam em seus patronatos de governo com representantes destas dioceses.

Conforme indicou o Pe. Ballester, uma autoridade da Cúria vaticana informou que da Santa Sé já foram enviadas indicações às dioceses catalães para que se retirem das cooperativas dos hospitais abortistas.

Entretanto ate a data estes não efetuaram nenhuma ação a respeito nem desmentiram as denúncias do sacerdote.

A Plataforma espanhola pró-vida 'Cataluña Vida Sí' realizará a cada 25 de maio uma manifestação frente ao Hospital San Pablo, em cuja "cooperativa de responsáveis" figura a Arquidiocese de Barcelona, rezando o Terço e expressando seu protesto contra a realização de abortos em centros de saúde que contam com presença a Igreja Católica.


É uma honra que o divórcio seja ilegal nas Filipinas , afirma Arcebispo


MANILA, 09 Jun. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- O Arcebispo Emérito de Lingayen-Dagupan (Filipinas), Dom Oscar Cruz, expressou o rechaço da Igreja nas Filipinas à possível aprovação do divórcio no país, pois "ser um país onde o divórcio é ilegal é uma honra para todos os filipinos, do qual devem estar orgulhosos".

Em declarações recolhidas pela agência vaticana Fides, Dom Cruz assinalou que "o amor pela família é o coração da identidade cultural filipina e não pode ser destruído pelo divórcio".

A legalização do divórcio nas Filipinas foi exposta em março e se fortaleceu após sua aprovação mediante um referendum na ilha de Malta. Atualmente, a Comissão Parlamentar para a revisão da legislação tem previsto na agenda o exame da medida "House Bill 1799", que se conhece como "lei do divórcio".

Por sua parte, o Arcebispo emérito de Cebu, Cardeal Ricardo Jamin Vidal, sublinhou que "na Constituição existem as garantias para a proteção do matrimônio e do Código da Família, por isso o documento é inconstitucional", enquanto que o Bispo de Butuan, Dom Juan de Dios Pueblos, afirmou que a aprovação "da lei sobre o divórcio traria imoralidade à sociedade".


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