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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Despenalizar as drogas não soluciona nada, assinala perito no L'Osservatore Romano


ROMA, 09 Jun. 11 (ACI) .- O médico especialista em neonatologia e bioeticista italiano, Dr. Carlo Bellieni, assinala que a despenalização das drogas não resolve os muitos problemas que estas geram.

Em um artigo publicado no dia 8 de junho no L'Osservatore Romano titulado "A verdadeira cura é a prevenção", o perito responde assim ao chamado "Comitê Global de Políticas Antidrogas" que sugeriu no último 2 de junho despenalizar o consumo da maconha como uma medida para a luta contra as drogas.

Neste grupo participam o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso; o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, o ex-presidente colombiano César Gaviria, o ex-presidente mexicano, Ernesto Zedillo, a ex-mandatária a Suíça Ruth Dreifuss, o escritor mexicano Carlos Fontes e o peruano que obteve o prêmio Nobel de Literatura 2011, Mario Vargas Llosa; entre outros.

O médico italiano explica que existem dois grupos de promotores da despenalização: uns que usam os meios televisivos para ter mais audiência e outros como o comitê, que acreditam que "liberalizando a droga se reduz o mercado da delinqüência".
"Ambos se equivocam: –precisa– os primeiros porque especulam de má fé com a debilidade da adolescência, os segundos porque a liberalização não tem feito desaparecer, por exemplo, os jogos de azar clandestinos e não reduziu o consumo de álcool".

Para o perito, "a droga não é em primeiro lugar um problema de delinqüência mas sim de um vazio de desesperança e de projeção, repleto de uma felicidade artificial que destrói o cérebro".

Depois de citar dois recentes estudos internacionais, um na Suíça e outro em Reino Unido, que mostram os efeitos nefastos da droga nos jovens, o Dr. Bellieni recorda que em julho de 2007 o jornal Lancet "mostrava que eliminando a maconha, a psicose da população diminuiria em 14 por cento".

Por estes motivos e pelo fracasso das políticas de despenalização, a American Academy of Pediatrics "pronunciou-se claramente contra a liberalização da cannabis (maconha). Por causa de seus efeitos nos jovens, além disso do risco de tumores, é contrária à idéia de uma cannabis terapêutica, que uma última análise a revela apenas como uma porta aberta à liberalização mais que como uma arma real contra a dor".

O perito explica logo que não se pode comparar a droga ao vinho ou ao tabaco porque o primeiro é um alimento e o segundo "não fazer perder a cabeça" como sim o faz a maconha.

Neste sentido, adverte, "a liberalização de uma substância nociva termina por fazer sentir injusta a luta contra as outras. E pode ser querida apenas por uma ideologia rançosa, a daqueles veteranos da resposta, que ainda pregam a falta de responsabilidade, ignorando o pranto das vítimas dos acidentes de trânsito causados por jovens drogados, os lamentos dos pais de suicidas ou as lágrimas dos intoxicados acabados, quando no melhor dos casos, estão em algum centro de reabilitação".

Para o médico italiano, esta perspectiva que busca a despenalização do consumo de maconha "é a ideologia de quem, como escrevia Pier Paolo Passolini, brincou de bancar o revolucionário e, chegado à velhice, lembra-se de 'ter servido o mundo contra o qual, com zelo, levou adiante a luta'. E deixa aos jovens como presente apenas a solidão, cheia de droga".

O Dr. Bellieni qualifica esta maneira de pensar como uma "ideologia manca" que fracassa na luta e cujos resultados são vistos na Holanda, onde com políticas de abertura às drogas desde 1976 triplicou-se o consumo de maconha e heroína; ou na Suíça, onde experiências similares "acabaram em terminantes fracassos".

"A sede de significado e de amor –conclui– não se preenche com álcool ou droga. Assim só se gera marginalização".


Ecologia humana é um imperativo, recorda o Papa Bento XVI


VATICANO, 09 Jun. 11 (ACI) .- Em seu discurso a seis novos embaixadores perante a Santa Sé que esta manhã apresentaram suas cartas credenciais, o Papa Bento XVI recordou que "a ecologia humana é um imperativo" urgente, respeitando a dimensão religiosa de todo ser humano.

Assim indicou o Santo Padre ao receber Stefan Gorda, da Moldavia; Narciso Ntugu Abeso Oyana, da Guiné Equatorial; Henry Llewellyn Lawrence, de Belize; Hussan Edin Aala, da República árabe de Síria; Geneviève Delali Tsegah, de Gana e George Robert Furness Troup, da Nova Zelândia.

O Papa pronunciou um discurso comum para todos os novos diplomatas e depois entregou a cada diplomata um discurso específico para a nação que representavam. Referindo-se às "inumeráveis tragédias que afetaram à natureza, a tecnologia e os povos" no primeiro semestre deste ano, Bento XVI assinalou que "os Estados deveriam refletir juntos sobre o futuro do planeta em curto prazo, suas responsabilidades em relação à nossa vida e às tecnologias".

"A ecologia humana é um imperativo. Assim, adotar um estilo de vida que respeita o ambiente e sustentar a busca e a exploração de energias puras, que respeitam o patrimônio da criação e que sejam inofensivas aos seres humanos, devem ser prioridades políticas e econômicas".

O Papa sublinhou que é necessário "uma mudança de mentalidade" para "chegar rapidamente a um estilo de vida global que respeite a aliança entre o homem e a natureza, sem a qual a família humana pode desaparecer".

"Todos os governos devem se comprometer a proteger a natureza para que possa desempenhar seu papel essencial na sobrevivência da humanidade. As Nações Unidas parecem ser o marco natural para uma reflexão deste tipo, que não seja obscurecida por motivos políticos e econômicos cegamente partidaristas, privilegiando a solidariedade acima dos interesses particulares".

Bento XVI assinalou logo que "também convém interrogar-se sobre o papel apropriado da tecnologia", porque "acreditar que é o agente exclusivo de progresso ou da felicidade, leva a uma mercantilização do homem que conduz à cegueira e à miséria".

"Basta ver os danos do progresso e os perigos que faz correr a humanidade uma tecnologia onipotente e, em última análise, não controlada. A tecnologia que domina o homem priva-o de sua humanidade. O orgulho que essa gera leva nossa sociedade a uma economia intransigente e a certo hedonismo que determina subjetivamente e egoisticamente os comportamentos".

O Santo Padre ressaltou ademais que "é urgente chegar a conjugar a tecnologia com uma forte dimensão ética. (…) A técnica deve ajudar a natureza a desenvolver-se na linha prevista pelo Criador. Ao trabalhar juntos, o investigador e o cientista se aderem ao plano de Deus, que quis que o homem fosse a cúpula e o administrador da criação. As soluções apoiadas neste fundamento protegerão a vida humana e sua vulnerabilidade, assim como os direitos das gerações presentes e futuras".

"Os governos devem promover um humanismo que respeite a dimensão espiritual e religiosa do homem, porque a dignidade da pessoa humana não varia com a flutuação das opiniões. Respeitar suas aspirações por justiça e paz permite a construção de um sociedade que se promove por ela mesma quando sustenta a família ou recusa, por exemplo, a primazia exclusiva da economia. Um país vive da plenitude da vida dos cidadãos que o compõe, cada um consciente de suas próprias responsabilidades e das possibilidades de fazer valer as próprias convicções".

Finalmente o Papa Bento XVI destacou que "a vida social deve ser considerada sobre tudo como uma realidade de ordem espiritual, os responsáveis políticos têm a missão de guiar aos povos à harmonia humana e à sabedoria tão desejadas, que devem culminar na liberdade religiosa, rosto autêntico da paz", concluiu o Pontífice.


Paquistão: Prometem procurar justiça para cristã convertida ao Islã


ROMA, 09 Jun. 11 (ACI) .- O Conselheiro Especial do Primeiro-ministro do Paquistão para os assuntos das minorias religiosas, Paul Bhatti, afirmou que se buscará a verdade e a justiça para Farah Hatim, a cristã de 24 anos seqüestrada e convertida à força ao Islã.

A agência Fides informou nesta terça-feira que a Comissão Nacional "Justiça e Paz" do Episcopado paquistanês está investigando este caso e apresentará um relatório aos líderes da Igreja e às autoridades civis.

Do mesmo modo, embora a família muçulmana que detém Farah diz que a cristã abandonou voluntariamente seu lar, as fontes da agência Fides afirmam que se trata de um exemplo típico de uma jovem de uma minoria religiosa que é seqüestrada e convertida à força.

"Seqüestrar e converter garotas cristãs e de outras minorias religiosas parece ser uma tática para eliminar os cristãos e hindus de Punjab (Paquistão). Estes casos sempre devem ser denunciados e levados perante a atenção da comunidade internacional", disse uma fonte da agência vaticana.

Entretanto, Fides denuncia que "a impunidade e a conivência da polícia que, como no caso do Farah, nega-se a processar aos delinqüentes. Esta atitude atua como um multiplicador de tais atos criminais".


A Espanha perceberá mais de 100 milhões de euros graças à JMJ Madrid 2011


MADRI, 09 Jun. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- As atividades da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madrid 2011 não requererão gasto algum dos contribuintes, mas significarão "uma injeção de mais de 100 milhões de euros para a economia espanhola".

Segundo o diretor financeiro da JMJ, Fernando Giménez Barriocanal, destes 100 milhões de euros, "perto de 50 milhões procederão do exterior e vão ficar na Espanha".

Em declarações recolhidas em um comunicado de imprensa na Web oficial do evento, Giménez também ressaltou o benefício do impacto internacional da marca Espanha, que aos olhos do mundo será visto como um país capaz de organizar e atrair a mais de um milhão de jovens de todo o mundo.

O diretor financeiro da JMJ também ressaltou que através do sistema de concurso público se adjudicou 90 por cento dos contratos a fornecedores do evento a empresas espanholas.

O esforço da organização se centra agora em conseguir mais inscrições especialmente por parte dos jovens espanhóis. Um dos motivos pelos que se pede a inscrição é para colaborar com o Fundo de Solidariedade, que permitirá que jovens sem recursos possam ir à Jornada Mundial da Juventude. Até o momento foram arrecadados 780 000 euros, e se espera alcançar a cifra dos 2 milhões de euros.

Para seguir promovendo as inscrições para a JMJ Madrid 2011, os organizadores realizaram e estão difundindo dois novos vídeos, cujo slogan é "Alguns trens só passam uma vez na vida".

O direto de marketing da JMJ, Gabriel González-Andrío, explicou que "com esta campanha queremos transmitir metaforicamente o contraste entre o que supõe viajar como solitário nesta vida ante a possibilidade de compartilhar e desfrutar esta viagem com outras pessoas".

Giménez Barriocanal por sua parte assinalou que foram muito exigentes com os critérios de austeridade e transparência na gestão econômica, para cumprir com "o objetivo de gastar o menos possível e ingressar o necessário, além de conseguir uma economia máxima em todos os custos".


Alemães que "curam" homossexualidade não pertencem à Federação Internacional de Médicos Católicos


BARCELONA, 09 Jun. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- A Federação Internacional de Médicos Católicos (FIAMC) comunicou nesta terça-feira 7 de junho uma nota de imprensa na que precisa enfaticamente que a autodenominada "Associação de médicos católicos alemães" (BKA, por suas siglas em alemão) que afirma ter achado uma cura para a homossexualidade, não pertence à sua organização, nem ao ramo alemão da mesma.

A nota de imprensa assinala que "nos últimos dias saiu na imprensa européia (Spiegel, Corriere della Sera, El Mundo e outros) que uma auto-denominada 'Associação de médicos católicos alemães' (Munique), dirigida pelo Dr. Gero Winkelmann, cura a homossexualidade à base de homeopatia e outros elementos".

Com efeito, o jornal espanhol El Mundo afirmou em sua edição de 6 de junho que o jornal online alemão Telepolis publicou um artigo da BKA no qual se anunciava a descoberta da cura para a homossexualidade.

O jornal italiano Corriere della Sera, citado pelo Mundo, assinala por sua parte que esta "cura" não seria um verdadeiro remédio já que a BKA "reconhece" que "não estamos ante uma enfermidade".

O suposto tratamento consistiria em uma "uma combinação de curas homeopáticas, psicoterapia e conselhos religiosos", que segundo Winkelmann ajudariam a quem se sinta "infeliz, doente ou se sente em momentos de tribulação".

El Mundo assinala logo que "segundo afirma Winkelmann, os ensinamentos da Igreja Católica, as Sagradas Escrituras e os estudos homeopáticos de Samuel Hahnemann são algumas das fontes da investigação que concluíram neste revolucionário tratamento".

Diante destas afirmações, a FIAMC "manifesta rotundamente que tal associação (BKA) não forma parte de nossa Federação nem do ramo europeu ou alemão (Katholische Ärztearbeit Deutschlands (KÄAD) da mesma".

"O posicionamento da FIAMC sobre a homossexualidade, em consonância com a doutrina da Igreja Católica, encontra-se no Documento 'Homossexualidade e esperança'" que pode ser lido em http://www.fiamc.org/bioethics/homosexuality

Finalmente "a FIAMC manifesta seu profundo respeito pelas pessoas homossexuais mas não compartilha a prática da homossexualidade".

A nota de imprensa está assinada pelo Dr. José María Simón Castellví, Presidente da FIAMC.


CONTROVÉRSIA - Pisoteiam e jogam cerveja sobre a Eucaristia em igreja na Colômbia


BOGOTÁ, 09 Jun. 11 (ACI) .- O Pe. Rodrigo Hurtado, pároco da igreja de San Isidro em Dosquebradas (Colômbia), denunciou que a capela Cristo Salvador foi vítima de um ato sacrílego, pois ladrões ingressaram no templo, furtaram dinheiro e bens valorados em mais de mil dólares, para logo retirar as hóstias do Sacrário, derramá-las no chão, jogar cerveja em cima e pisoteá-las.

Conforme informou a rádio colombiana RCN, a Diocese de Pereira, à qual pertence a paróquia de San Isidro, ordenou o fechamento do templo e o retiro do Santíssimo, assim como a excomunhão para os responsáveis pelo sacrilégio.

Espera-se que tudo volte à normalidade na capela Cristo Salvador dentro de um mês, depois da realização de um ato de desagravo previsto pela justiça canônica.

Esta é a segunda vez que a capela Cristo Salvador sofre um ato sacrílego, pois quatro anos atrás, desconhecidos quebraram as mãos de uma imagem da Virgem Maria, além de furtar elementos do templo.


Perito desmente mitos anti-católicos sobre as Cruzadas


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Jun. 11 (ACI) .- O perito historiador Dr. Paul F. Crawford do Departamento de História e Ciências Políticas da Universidade de Pensilvânia (Estados Unidos), desmente quatro mitos anti-católicos sobre as Cruzadas, como por exemplo que os participantes teriam se fartado de riquezas quando na verdade aconteceu é que muitos terminaram na ruína financeira.

O investigador das Cruzadas assinala em um artigo publicado em abril deste ano que com freqüência "as cruzada são mostradas como um episódio deploravelmente violento no qual libertinos ocidentais, que não tinham sido provocados, assassinavam e roubavam muçulmanos sofisticados e amantes da paz, deixando padrões de opressão escandalosa que se repetiriam na história subseqüente".

"Em muitos lugares da civilização ocidental atual, esta perspectiva é muito comum e demasiado óbvia para ser rebatida", prossegue.

Entretanto, precisa o perito autor do livro "The Templar of Tyre", a "unanimidade não é garantia de precisão. O que todo mundo 'sabe' sobre as cruzadas poderia, de fato, não ser certo".

Seguidamente rebate, um por um, quatro mitos que terminam por mostrar algo que, em realidade, não foram as Cruzadas.

Primeiro mito: "as cruzadas representaram um ataque não provocado de cristãos ocidentais contra o mundo muçulmano"

Crawford assinala que "nada poderia estar mais longe da verdade, e inclusive uma revisão cronológica esclareceria isso. No ano 632, Egito, Palestina, Síria, Ásia Menor, o norte da África, Espanha, França, Itália e as ilhas da Sicilia, Sardenha e Córsega eram todos territórios cristãos. Dentro dos limites do Império Romano, que ainda era completamente funcional no Mediterrâneo oriental, o cristianismo ortodoxo era a religião oficial e claramente majoritária".

Por volta do ano 732, um século depois, os cristãos tinham perdido a maioria desses territórios e "as comunidades cristãs da Arábia foram destruídas completamente em ou pouco tempo depois do ano 633, quando os judeus e os cristãos de igual maneira foram expulsos da península. Aqueles na Pérsia estiveram sob severa pressão. Dois terços do território que tinha sido do mundo cristão eram agora regidos por muçulmanos".

O que aconteceu, explica o perito, a maioria das pessoas sabem mas só lembra quando "recebem um pouco de precisão": "A resposta é o avanço do Islã. Cada uma das regiões mencionadas foi tomada, no transcurso de cem anos, do controle cristão por meio da violência, através de campanhas militares deliberadamente desenhadas para expandir o território muçulmano a custa de seus vizinhos. Mas isto não deu por concluído o programa de conquistas do Islã".

Os ataques muçulmanos contra os cristãos seguiram já não só nessa região mas contra a Europa, especialmente Itália e França, durante os séculos IX, X e XI, o que fez que os bizantinos, os cristãos do Império Romano do Oriente, solicitassem ajuda aos Papas. Foi Urbano II quem enviou as primeiras cruzadas no século XI, depois de muitos anos de ter recebido o primeiro pedido.

Para o Dr. Crawford, "longe de não terem sido provocadas, então, as cruzadas realmente representam o primeiro grande contra-ataque do Ocidente cristão contra os ataques muçulmanos que se deram continuamente desde o início do Islã até o século XI, e que seguiram logo quase sem cessar".

Quanto a este primeiro mito, o perito faz uma singela afirmação para entender um pouco melhor o assunto: "basta perguntar-se quantas vezes forças cristãs atacaram Meca. A resposta é obvia: nunca".

Segundo mito: "os cristãos ocidentais foram às cruzadas porque sua avareza os motivou a saquear os muçulmanos para ficarem ricos"

"Novamente –explica– não é verdade". Alguns historiadores como Fred Cazel explicam que "poucos cruzados tinham suficiente dinheiro para pagar suas obrigações em casa e manter-se decentemente nas cruzadas".

Desde o começo mesmo, recorda o Dr. Paul F. Crawford, "as considerações financeiras foram importantes no planejamento da cruzada. Os primeiros cruzados venderam muitas de suas posses para financiar suas expedições que geraram uma estendida inflação".

"Embora os seguintes cruzados levaram esta consideração em conta e começaram a economizar muito antes de embarcar nesta empresa, o gasto seguia estando muito perto do proibitivo", acrescenta.

Depois de recordar que o que alguns estimavam que as Cruzadas iam custar era "uma meta impossível de ser alcançada", o historiador assinala que "muito poucos se enriqueceram com as cruzadas, e seus números foram diminuídos sobremaneira pelos que empobreceram. Muitos na idade Média eram muito conscientes disso e não consideraram as cruzadas como uma maneira de melhorar sua situação financeira".

Terceiro mito: "os cruzados foram um bloco cínico que em realidade não acreditava nem em sua própria propaganda religiosa, senão que tinham outros motivos mais materiais"

Este, assinala o perito historiador em seu artigo, "foi um argumento muito popular, ao menos desde Voltaire. Parece acreditável e inclusive obrigatório para gente moderna, dominada pela perspectiva do mundo materialista".

Com uma taxa de mortes que chegava perto de 75 por cento dos que partiam, com uma expectativa de voltar financeiramente quebrado e não poder sobreviver, como foi que a predicação funcionou de tal forma que mais pessoas se unissem?, questiona o historiador.

Crawford responde explicando que "as cruzada eram apelantes precisamente porque era uma tarefa dura e conhecida, e porque empreender uma cruzada pelos motivos corretos era entendido como uma penitência aceitável pelo pecado. Longe de ser uma empresa materialista, a cruzada não era prática em termos mundanos, mas valiosa para a alma".

"A cruzada era o exemplo quase supremo desse sofrimento complicado, e por isso era uma penitência ideal e muito completa", acrescenta.

O historiador indica logo que "com o complicado que pode ser para que as pessoas na atualidade acreditem, a evidência sugere fortemente que a maioria dos cruzados estavam motivados pelo desejo de agradar a Deus, expiar seus pecados e colocar suas vidas ao serviço do 'próximo', entendido no sentido cristão".

Quarto mito: "os cruzados ensinaram aos muçulmanos a odiar e atacar a cristãos"

Outra vez, esclarece Paul Crawford, que nada está mais afastado da verdade. O historiador assinala que "até muito recentemente, os muçulmanos recordavam as cruzadas como uma instância na que tinham derrotado um insignificante ataque ocidental cristão".

A primeira história muçulmana sobre as cruzadas não apareceu senão até 1899. Por isso então, o mundo muçulmano estava redescobrindo as cruzadas, "mas o fazia com um giro aprendido dos ocidentais".

"Ao mesmo tempo, o nacionalismo começou a enraizar-se no mundo muçulmano. Os nacionalistas árabes tomaram emprestada a idéia de uma longa campanha européia contra eles da escola européia antiga de pensamento, sem considerar o fato de que constituía realmente uma má representação das cruzadas, e usando este entendimento distorcido como uma forma para gerar apoio para suas próprias agendas".

Então, precisa o Dr. Crawford, "não foram as cruzadas as que ensinaram o Islã a atacar e odiar os cristãos. Os fatos estão muito longe disso. Essas atividades tinham precedido as cruzadas por muito tempo, e nos conduzem até à origem do Islã. Em vez disso, foi Ocidente quem ensinou o Islã a odiar as Cruzadas. A ironia é grande".


Sacerdote que renunciou à vice-presidência de um hospital abortista: Igreja deve dar testemunho de coerência


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Jun. 11 (ACI) .- O Pe. Ignasi Fuster, quem há poucos meses renunciou à vice-presidência da junta da "Cooperativa" do Hospital Sant Celoni em Barcelona (Espanha) porque nesse estabelecimento se distribui a pílula do dia seguinte e se realizam esterilizações masculinas, afirmou o sacerdote à ACI Prensa que a Igreja deve dar testemunho de coerência e liberdade.

Em declarações à ACI Prensa, o Pe. Fuster, pároco da Paróquia de Sant Celoni na diocese de Terrassa, sufragânea da Arquidiocese de Barcelona, explicou que o problema moral surgiu porque "o hospital entrou em um acordo com o órgão de Saúde Pública para uma série de contratos de serviços, com sua subvenção pertinente, entrando na rede social da Saúde Pública. E contrataram também estes serviços contrários à moral católica".

"Eu tive claro que não podia estar à frente de uma instituição que realiza práticas contrárias à santidade do Deus da vida. Preservei minha liberdade e minha consciência, demitindo o meu cargo, amparando-me na objeção de consciência por razões ideológicas, como contempla nossa constituição espanhola", indicou o Pe. Fuster.

O sacerdote assinalou que "a Diocese (de Terrassa) soube em todo momento cada um de meus passos, reuniões e lutas".

O sacerdote também disse à agência em espanhol do grupo ACI, a ACI Prensa, que foi criticado por meios de comunicação espanhóis porque "se o Hospital for subvencionado com dinheiro público e não com dinheiro 'do Vaticano', deve oferecer serviços públicos além de qualquer ideologia, segundo a lei. Mas nossa entidade não era um Hospital público, mas tinha caráter privado e presença da Igreja".

Nesse contexto, o lógico, afirmou o Pe. Fuster, é "que tivéssemos liberdade de fazer valer nossos princípios morais".

No Hospital Granollers, também da diocese de Terrassa, a situação era mais grave, indicou o Pe. Fuster, pois "constava a prática de abortos cirúrgicos, além de todas as outras práticas de caráter anticoncepcional".

"Conforme dizem, frearam em uma reunião de cooperativa –aí presentes o pároco e um membro da paróquia- a questão dos abortos cirúrgicos".

O Pe. Fuster assinalou à ACI Prensa que "mais que nunca, com simplicidade e sem orgulho, mas com liberdade, a Igreja deve dar testemunho de coerência e liberdade. Somos a Igreja de Cristo e do homem".

A denúncia do Pe. Fuster se une assim à do sacerdote Custodio Ballester, Pároco da Igreja da Imaculada Conceição de Hospitalet del Llobregat, quem dias atrás disse à nossa agência que tinha explicado no Vaticano a situação de inação da Arquidiocese de Barcelona e as Dioceses da Terrassa e Sant Feliu ante a evidência de que se realizam abortos e outras práticas contrárias à vida em quatro hospitais que contam em seus patronatos de governo com representantes destas dioceses.

Conforme indicou o Pe. Ballester, uma autoridade da Cúria vaticana informou que da Santa Sé já foram enviadas indicações às dioceses catalães para que se retirem das cooperativas dos hospitais abortistas.

Entretanto ate a data estes não efetuaram nenhuma ação a respeito nem desmentiram as denúncias do sacerdote.

A Plataforma espanhola pró-vida 'Cataluña Vida Sí' realizará a cada 25 de maio uma manifestação frente ao Hospital San Pablo, em cuja "cooperativa de responsáveis" figura a Arquidiocese de Barcelona, rezando o Terço e expressando seu protesto contra a realização de abortos em centros de saúde que contam com presença a Igreja Católica.


É uma honra que o divórcio seja ilegal nas Filipinas , afirma Arcebispo


MANILA, 09 Jun. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- O Arcebispo Emérito de Lingayen-Dagupan (Filipinas), Dom Oscar Cruz, expressou o rechaço da Igreja nas Filipinas à possível aprovação do divórcio no país, pois "ser um país onde o divórcio é ilegal é uma honra para todos os filipinos, do qual devem estar orgulhosos".

Em declarações recolhidas pela agência vaticana Fides, Dom Cruz assinalou que "o amor pela família é o coração da identidade cultural filipina e não pode ser destruído pelo divórcio".

A legalização do divórcio nas Filipinas foi exposta em março e se fortaleceu após sua aprovação mediante um referendum na ilha de Malta. Atualmente, a Comissão Parlamentar para a revisão da legislação tem previsto na agenda o exame da medida "House Bill 1799", que se conhece como "lei do divórcio".

Por sua parte, o Arcebispo emérito de Cebu, Cardeal Ricardo Jamin Vidal, sublinhou que "na Constituição existem as garantias para a proteção do matrimônio e do Código da Família, por isso o documento é inconstitucional", enquanto que o Bispo de Butuan, Dom Juan de Dios Pueblos, afirmou que a aprovação "da lei sobre o divórcio traria imoralidade à sociedade".


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