Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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domingo, 5 de junho de 2011

PAPA AO CLERO CROATA: "ACOLHAM QUEM BATE À PORTA DE SEU CORAÇÃO"

◊ Zagreb, 05 jun (RV) - Na tarde deste domingo, Bento XVI presidiu à celebração das vésperas com os bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas, e rezou junto ao túmulo do Beato Alojzije Viktor Stepinac, mártir do regime comunista, na catedral de Zagreb.

Após a celebração, o papa fez um discurso ilustrando o exemplo do beato: “Pastor intrépido, exemplo de zelo apostólico e de firmeza cristã, cuja vida heróica ainda hoje ilumina os fiéis das dioceses croatas, sustentando a sua fé e vida eclesial. Resistiu a todo o totalitarismo, foi defensor dos judeus, dos ortodoxos e de todos os perseguidos no tempo da ditadura nazista e fascista e depois, no período do comunismo, ‘advogado’ dos seus fiéis, especialmente dos numerosos sacerdotes perseguidos e assassinados. Sim, tornou-se ‘advogado’ de Deus sobre esta terra, já que defendeu tenazmente a verdade e o direito do homem viver com Deus”.

“Seu martírio marca o apogeu das violências perpetradas contra a Igreja durante a terrível estação da perseguição comunista. Os católicos croatas, de modo particular o clero, foram alvo de vexações e abusos sistemáticos, que visavam destruir a Igreja Católica a começar da sua Autoridade local mais alta. Aquele período, particularmente duro, caracterizou-se por uma geração de Bispos, sacerdotes e religiosos dispostos a morrer para não trair Cristo, a Igreja e o Papa. O povo viu que os sacerdotes nunca perderam a fé, a esperança, a caridade, e deste modo permaneceram sempre unidos. Esta unidade explica o que é humanamente inexplicável, ou seja, que um regime tão duro não tenha podido dobrar a Igreja”.

Ainda hoje, a Igreja na Croácia é chamada a estar unida para enfrentar os desafios do contexto social em mudança, individuando com audácia missionária novos caminhos de evangelização, especialmente ao serviço das jovens gerações. Assim, o papa convidou os bispos a agirem em comunhão com o sucessor de Pedro para melhor enfrentar as dificuldades do nosso tempo.

Além disso, exortou os Bispos e os sacerdotes a trabalharem sempre ao serviço da reconciliação entre os cristãos divididos e entre cristãos e muçulmanos, seguindo os passos de Cristo, que é a nossa paz.

Aos párocos, pediu que não desanimem e permaneçam vigilantes na oração e na vida espiritual para realizar com fruto seu ministério: ensinar, santificar e guiar aqueles que foram confiados aos seus cuidados. Recordou que devem realizar juntamente com os leigos, de modo coordenado e sem confusão entre aquilo que depende do ministério ordenado e o que pertence ao sacerdócio universal dos batizados.

Disse ainda que a Igreja espera muito dos consagrados e consagradas e citou o testemunho heróico do Beato Aloísio Stepinac como renovação das vocações entre os jovens croatas.

Enfim, exortou a Igreja na Croácia a assumir com humildade e coragem a tarefa de ser a consciência moral da sociedade, de permanecer sempre fiel a Cristo e à mensagem do Evangelho, numa sociedade que procura relativizar e secularizar todos os âmbitos da vida.
(CM)


PAPA PEDE APOIO DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS ÀS FAMÍLIAS

◊ Zagreb, 05 jun (RV) - Após a celebração da missa solene, o papa rezou com todos os fiéis a oração dominical do Regina Coeli, tradicional deste tempo litúrgico.

Bento XVI disse ter ido à Croácia para confirmar as famílias na fé, levando-lhes a fé de Pedro e a fé da Igreja, mas simultaneamente recebeu esta mesma fé, enriquecida com suas experiências, alegrias e sofrimentos.

Antes de proferir a oração, o papa invocou a intercessão de Maria para que as instituições públicas apóiem a família, célula do organismo social. E recordou que precisamente daqui a um ano, celebraremos o VII Encontro Mundial das Famílias, em Milão.

Após a prece, Bento XVI acrescentou às saudações em croata e italiano algumas palavras em esloveno, sérvio, macedônio húngaro, albanês e alemão, e concedeu a todos a sua benção.
(CM)


PAPA: FAMÍLIA É RECURSO INSUBSTITUÍVEL PARA A EVANGELIZAÇÃO

◊ Zagreb, 05 jun (RV) - Dezenas de milhares de pessoas participaram no hipódromo de Zagreb da missa solene presidida pelo papa em seu segundo e último dia de visita à Croácia, na I Jornada Nacional das famílias católicas croatas.

O Pontífice chegou ao local às 9h30 locais, em ‘papamóvel’, em meio a milhares de fiéis, muitos dos quais passaram a noite no hipódromo depois de participar ontem na vigília com Bento XVI na praça principal de Zagreb.

Da missa, participaram todos os bispos croatas e muitos de países vizinhos, como Bósnia-Herzogovina. Croatas da diáspora também foram expressamente à cidade para participar da visita papal.

Em sua homilia, o pontífice insistiu na dimensão missionária da família, na educação dos filhos e em geral na participação ativa na missão da Igreja e na vida da sociedade. Fez um verdadeiro ‘cântico’ à família tradicional fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, condenou o aborto e a eutanásia e assinalou que uma “família autêntica, baseada nestes princípios, é uma boa nova para o mundo”.

Bento XVI começou comentando os textos da missa, do domingo depois da Ascensão (celebrada quinta-feira na Croácia). Em seguida, considerando a composição da assembleia, constituída principalmente por famílias, ele recordou que “a família cristã é um sinal especial da presença e do amor de Cristo, chamada a dar uma contribuição específica e insubstituível na evangelização”.

Na verdade, “a família cristã foi sempre a primeira via de transmissão da fé” – insistiu Bento XVI, que se dirigiu em croata aos pais e mães pedindo-lhes que se empenhem em ensinar os filhos a rezar, e em rezar com eles.

“Na sociedade atual, é muito necessária e urgente a presença de famílias cristãs exemplares. Infelizmente temos de constatar, sobretudo na Europa, o aumento de uma secularização que leva a deixar Deus à margem da vida e a uma crescente desagregação da família.”

Por outro lado - observou ainda - “reduz-se o amor à mera emoção sentimental e à satisfação de impulsos instintivos, sem um esforço em construir laços duradouros de mútua pertença e sem abertura à vida”.

“É muito importante o testemunho e o compromisso das famílias cristãs para afirmar a intangibilidade da vida humana desde a concepção até ao seu fim natural, o valor único e insubstituível da família fundada no matrimônio e a necessidade de disposições legislativas que sustentem as famílias na sua tarefa de gerar e educar os filhos”.

Neste sentido, Bento XVI as animou à paternidade e à maternidade, afirmando que abrir-se à vida é um sinal de apertura e de confiança no futuro.

A missa foi celebrada em croata, latim e italiano. O Evangelho foi cantado em paleo-eslavo: esse antigo idioma foi a primeira língua eslava, difundida no século IX pelos missionários bizantinos Cirilo e Metódio. Algumas Igrejas ortodoxas e greco-católicas no leste da Europa ainda utilizam na liturgia.
(CM)



IGREJA CELEBRA DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES

◊ Brasília, 05 jun (RV) - A Igreja celebra neste domingo o Dia Mundial das Comunicações (DMC). Criado a partir de uma determinação do Decreto Inter Mirifica, documento do Concílio Vaticano II, o 1º DMC foi celebrado em 1967. “Com esta iniciativa, proposta pelo Concílio Vaticano II, a Igreja, que "se sente intimamente solidária com o gênero humano e com a sua história", quer chamar a atenção dos seus filhos e de todos os homens de boa vontade para o vasto e complexo fenômeno dos modernos meios de comunicação social, como a imprensa, o cinema, o rádio e a televisão, que são uma das notas mais características da civilização moderna”, disse o papa Paulo VI na primeira mensagem sobre o DMC.

O Vaticano II, no parágrafo 18 do Inter Mirifica, deixa claros os objetivos do DMC. “Para que se revigore o apostolado da Igreja em relação com os meios de comunicação social, deve celebrar-se em cada ano em todas as dioceses do mundo, a juízo do Bispo, um dia em que os fiéis sejam doutrinados a respeito das suas obrigações nesta matéria, convidados a orar por esta causa e a dar uma esmola para este fim, a qual ser destinada a sustentar e a fomentar, segundo as necessidades do orbe católico, as instituições e as iniciativas promovidas pela Igreja nesta matéria”.

O tema do DMC deste ano, definido pelo papa Bento XVI, é “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. Em todo o país, as dioceses realizam várias atividades para lembrar a data. O Setor de Comunicação Social da CNBB produziu um subsídio que traz sugestão de celebração para comemorar o DMC.

Leia abaixo a íntegra da mensagem do papa para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais:

Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenômeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da rede internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão mudando não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está nascendo uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.

Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da rede internet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.

No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.

Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital das chamadas Redes Sociais, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de “amizades”, confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fieis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio “perfil” público.

As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu “próximo” neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo “diferente” daquele onde vivemos? Temos tempo para refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contato virtual não pode nem deve substituir o contato humano direto com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.

Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias das Redes Sociais mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).

O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua “popularidade” ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez “mitigando-a”. Deve tornar-se alimento quotidiano e não atração de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objeto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas directas na transmissão da fé!

Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está contribuindo para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.

Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nas várias Redes Sociais. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.

Convido, sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, Festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2011.

Papa Bento XVI

(CNBB-CM)


AREÓPAGO DIGITAL

◊ Belo Horizonte, 05 jun (RV) - Paulo de Tarso, apóstolo, admirável por sua erudição, religiosidade e caráter cosmopolita, por isso merecedor da consideração que, depois de Jesus Cristo, seu Senhor, é único, esteve no famoso areópago de Atenas, no percurso de sua ação missionária. O evangelista Lucas, no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo dezessete, narra que o areópago era o lugar onde os atenienses e estrangeiros residentes na cidade passavam o tempo a contar ou a ouvir novidades. Lá os frequentadores queriam saber o que significavam as coisas. Convidado por filósofos epicureus e estóicos, carregando uma inquietação, e até revolta, por ver a cidade entregue à idolatria, Paulo foi ao local e, de pé, discursou movido pelo sonho e compromisso com a verdade, consciente que seu encontro é garantia da direção certa para a vida. É, também, possibilidade de correções de rumos e entendimentos que podem aprimorar a cidadania na sua integridade.

O Papa Bento XVI, na sua mensagem para o 45º Dia mundial das Comunicações Sociais, em 5 de junho - domingo da ascensão do Senhor - trata sobre o areópago digital que emoldura a vida contemporânea. Essa festa litúrgica, importante no calendário da Igreja Católica, celebra o acontecimento da elevação de Jesus Ressuscitado aos céus, enquanto abençoava os discípulos e por eles era adorado, deixando-lhes a tarefa missionária de continuar sua obra. Voltando a Jerusalém, depois de revestidos do Espírito Santo, espalharam-se pelo mundo inteiro e entre desafios e exigências, próprios da época – como os temos, também, nos dias atuais -, cumpriram a tarefa do anúncio da Verdade e o compromisso com a autenticidade de vida, como é preciso na internet que configura e mantém, hoje, o areópago digital. O Papa refere-se à revolução industrial, produtora de mudanças profundas na sociedade com novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, assim como à grande transformação operada no campo das comunicações, que guia o fluxo de amplas mudanças culturais e sociais. De fato, é impressionante o volume de informações e possibilidades de intercâmbio, partilhas e interação que a internet oferece.

Essa consideração aponta um fenômeno maravilhoso, acesso a tudo para todos, em processo de socialização, gerando responsabilidades e exigindo reflexões para que não se percam os parâmetros das obrigações, sem comprometimentos com a cidadania. Como também, entre outros aspectos, a exigência, em qualquer âmbito: no trabalho profissional, na família, no governo de instituições ou no exercício missionário das confissões religiosas, a importância insubstituível e inadiável no uso das ofertas e possibilidades próprias da tecnologia da informação. Conhecimentos e informações são difundidos, produzindo nova maneira de pensar e aprender, com uso adequado, como oportunidades inéditas de estabelecer relações e construir comunhão, salienta o Papa. No entanto, há o desafio de refletir sobre o sentido da comunicação na era digital. As possibilidades oferecidas pelos novos meios são maravilhosas, não dispensam reflexões, encaminhamentos e ordenamentos quanto às extraordinárias potencialidades da internet e a complexidade de suas aplicações. O Papa lembra que esse fruto do engenho humano tem que estar a serviço do bem integral, tanto da pessoa quanto da humanidade. Ele recomenda que, usada com sabedoria, pode contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade, que permanece como aspiração mais profunda do ser humano.

Compreende-se que essa conquista do engenho humano não é apenas um facilitador de trabalhos ou algo moderno que, por exemplo, substituiu a velha máquina de datilografia. Ou trouxe possibilidades de saber coisas com mais agilidade, não dispensando ninguém, nem as instituições, em particular as educacionais, de abraçar, mesmo com muitos investimentos a prática nesse areópago digital. A força de uma rede social aponta a importância do conhecimento partilhado e a interação. É verdade que desafia o entendimento da comunicação como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas, sublinha Bento XVI; e a colisão com a parcialidade da interação, até o risco de cair no narcisismo. O mundo mudou, está mudando e vai mudar ainda mais, com exigências e desafios no anúncio da verdade. Na vivência da fé, no exercício comprometido da cidadania, possibilitando e exigindo participação na vida da cidade e na defesa dos direitos. É inevitável, para não correr o risco de estar fora do mundo e não realizar a própria missão, dominar o alcance do social network do contemporâneo areópago digital.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte


DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES

◊ Rio de Janeiro, 05 jun (RV) - Neste domingo, 5 de junho, Solenidade da Ascensão do Senhor, celebramos o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Lançamos oficialmente neste final de Semana o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação que acontecerá no Rio de Janeiro de 17 a 22 de julho próximos, precedido do 1º Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil.

Nesta mesma semana estaremos celebrando a Novena em preparação a Pentecostes e a Semana de Orações pela unidade dos cristãos. Sem dúvida que tudo isso tem muito a ver também com a comunicação entre nós.

O Dia Mundial das Comunicações, único criado pelo Concílio Vaticano II, afigura-se como um convite direcionado, indistintamente, a todos nós para refletirmos e agirmos com compromisso cristão e ético nas fronteiras da Comunicação Social – patrimônio da humanidade que ganha, no mundo de hoje, contornos nunca antes imaginados, que se modificam em velocidade estonteante, em escalas exponenciais.

Como de costume, a cada ano temos a feliz oportunidade de aprofundar um tema em voga que contribua para avaliarmos as mudanças, os cenários, promessas e desafios que a comunicação, sobremaneira em sua feição tecnológica, provoca. O tema que o Papa Bento XVI escolheu para 2011 não poderia ser mais prolífico e adequado aos nossos tempos: “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. O assunto que esse tema enseja possui o frescor da atualidade e exorta a todos a restituir a verdade e autenticidade no anúncio da Boa-Nova.

Para tanto, a missão de cada um de nós é, antes de tudo, reafirmar a essência das mídias, antigas e novas, recuperando as sábias palavras do Papa Pio XII: “[...] os maravilhosos progressos técnicos, de que se gloriam nossos tempos, sem dúvida, são fruto do engenho e do trabalho humano”, a fim de que cada cristão e cada cristã possa fazer do universo da comunicação social um espaço autêntico de propagação da Verdade que é Jesus Cristo.

Não podemos nos abster de cumprir essa tarefa no momento em que os artefatos tecnológicos ocupam posição central e abarcam todos os domínios da atividade humana. É necessário que coloquemos em funcionamento operadores éticos, que coíbam abusos e favoreçam a emancipação humana nesse terreno.

As observações do Santo Padre, o Papa Bento XVI, na mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, não deixam margem à dúvida no que se refere à importância da comunicação em nossas vidas: “Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a Revolução Industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante a uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.”

A realidade construída pela comunicação digital é irreversível, como sabemos, fazendo surgir uma cultura nova, afetando, em larga medida, os relacionamentos. A propósito, é aos relacionamentos que o Papa Bento XVI dedica parte significativa de sua bela mensagem. Num contexto em que as informações e o conhecimento são permutados intensivamente, em que as fronteiras entre emissor e receptor de mensagens são diluídas, é necessário que tenhamos consciência do nosso papel e das consequências dos nossos atos. Os intercâmbios no espaço digital não devem se oferecer apenas para troca banal de dados, como adverte o Santo Padre, tampouco estar subjugados a ilusões narcísicas de satisfação imediata e superficial do eu, mas deve, primordialmente, favorecer o diálogo e a partilha.

Com tanto mais razão essa advertência do Papa Bento XVI é direcionada, prioritarimente, aos jovens, por se constituírem polo de atração vulnerável ao estabelecimento de novos contatos, novas descobertas, ao exercício da visibilidade – possibilidades expressamente exploradas pela internet. Por extensão, essa advertência deve ressoar nos corações e mentes dos adultos, deve impulsionar a todos para buscar efetivamente partilhas, consolidar laços, arregimentar amizades sem, contudo, cairmos nas armadilhas do artificialismo, tampouco nos isolarmos em um mundo virtual paralelo onde os relacionamentos à distância nos satisfaçam provisoriamente.

A esse respeito, o Santo Padre nos pergunta: “Quem é o meu próximo?”, “em qual mundo vivemos?”. Sem contestar os avanços logrados pela internet, Bento XVI esclarece que esses mundos virtuais não substituem o relacionamento interpessoal. Com as novas tecnologias podemos nos encontrar para além dos “confins do espaço e das próprias culturas”, e isso supõe uma coerência de vida e honestidade de princípios. É o retorno do velho ditado que o segredo está justamente no “ser humano”, um operador desses veículos de transmissão e informação. Essas advertências nos levam a refletir sobre o papel da evangelização nesse contexto.

A busca de amizades e de laços afetivos torna o espaço das mídias sociais um lugar de intensas movimentações e exibição de si próprio (pensamentos, desejos e ações). O lastro que a cultura virtual vai deixando em nossa trajetória abre um leque diverso de oportunidades: não raro vemos a exploração dessas mídias para a propagação de candidatos a cargos políticos, para difamações de pessoas, de grupos étnico-raciais, para convocação momentânea de manifestações públicas. O alcance dessas mídias são ferramentas indispensáveis, que chegam a ser fonte de notícias para os jornais impressos.

Os relacionamentos efêmeros e as trocas passageiras encetadas pela internet e outros dispositivos digitais, por sua vez, nos conduzem a uma ponderação ainda mais profunda: qual ideal de humano temos e qual podemos construir? Certamente, o desenrolar dessas questões nos reenvia para os modos de utilização desses meios. A Igreja, no seu compromisso com uma outra comunicação, vem dotando seus fiéis com vários estudos e debates consubstanciados em textos e documentos, a exemplo de Igreja e Internet (28.02.2002), Ética na Internet (28.02.2002) e Ética nas Comunicações Sociais (02.06.2000), além da carta apostólica O Rápido Desenvolvimento (24.01.2005). A propósito, essas mesmas preocupações estão previstas de maneira resumida no documento conciliar Inter Mirifica, que completará cinquenta anos em 4 de dezembro de 2014.

Não nos olvidemos: as múltiplas possibilidades de interação com os meios digitais, com a cultura virtual não podem e nem devem estar desvinculadas do diálogo que vivifica, da comunhão que nos redime, a fim de que a grande rede seja de fato uma instância criativa de identificação coletiva, de aproximação do outro e, fundamentalmente, de transmissão do Evangelho.
A nossa vocação não pode ser desprezada, pois somos chamados a testemunhar com coerência os juízos, perfis, escolhas, preferências, de maneira que transpareça as razões “de nossa esperança”, a proclamar que Cristo “constitui a resposta plena e autêntica”.

Especialmente para nós no Brasil, esse Dia Mundial das Comunicações vai ressoar as conquistas oriundas do trabalho da Comissão Episcopal, procurando sempre dar a resposta plena e autêntica a Jesus Cristo, com a graça de Deus: a criação da Signis Brasil, instituição articuladora por congregar todos os meios de comunicação católicos de nosso país, e a publicação do documento de Estudos da CNBB n. 101, intitulados A comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil, base fundamental para a construção do futuro Diretório das Comunicações, ainda tão sonhado e desejado, são alguns empreendimentos que visam fazer dos tentáculos comunicacionais instrumentos a serviço da obra de Deus. A criação da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação criada em nossa Assembléia Geral realizada em Maio em Aparecida demonstra o apreço e a importância que o nosso episcopado dedica a esse tema.

Menção seja dada também à equipe de assessoria nacional da Pastoral da Comunicação, que vem dedicando suas reflexões e estudos para oferecer análises e propostas adequadas aos comunicadores por meio da publicação de novo livro sobre a nossa estimada Pastoral da Comunicação (Pascom). Não podemos deixar de recordar novamente do Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil, a ser realizado em julho deste ano, promovido em parceria com o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Esse seminário procura reposicionar as discussões sobre o tema, levando em conta as reflexões contidas na mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações de 2011, bem como as diretrizes estabelecidas pela Igreja para esse expediente.

Uma nova cultura está nascendo através de uma nova linguagem e que nos lança desafios enormes diante da mudança de época que ora vivemos. Dessa maneira, resta-nos convidá-lo a integrar a geração digital, com a plena convicção de que somos chamados a aceitar o desafio de fazer dessas novas formas de expressão o areópago digital, onde Cristo mostra seu rosto e nos convoca para a conversão. Portanto, o nosso desafio é trabalhar em nossas comunidades, paróquias, pastorais de comunicação, propagando o tema do Dia Mundial e colaborando para que a “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”, seja uma realidade incontornável em nosso entorno e no mundo.

Dom Orani João Tempesta, O.Cist.
Arcebispo metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro


ASCENSÃO

◊ Campanha, 05 jun (RV) - A Ressurreição de Jesus é celebrada e festejada na Páscoa após toda uma vida de peregrinação vivenciada na terra. Jesus ressurreto promove várias aparições a seus discípulos para que os mesmos pudessem ter a certeza de que tudo que fora dito por Ele, se cumpriu.

Ascensão significa “subir”. Ascensão de Jesus ao Céu significa, portanto, a Sua subida Gloriosa ao Céu, junto de Deus. Depois do evento Cristo Ressuscitado, ocorre o retorno do Filho de Deus ao Céu, pois uma vez vindo de Deus, também para Deus haveria de voltar.

Há uma seqüência lógica na organização da liturgia da Igreja para melhor celebrar o mistério da fé. Primeiro Jesus peregrina por vários lugares em sua missão, passa pelo suplício do Calvário, morre, ressuscita e se ascende ao céu. Estamos acostumados a enxergar a ascensão de Jesus como um ato mágico em que Ele sai do túmulo, ressuscitado e vai passando pelas nuvens até chegar ao céu. Não podemos ficar simplesmente com esta visão, mas precisamos entender que a celebração da Ascensão nos garante o cumprimento da missão de Jesus na terra como enviado de Deus. Sua subida para o alto não é algo que vai demonstrar para nós uma distância definitiva, mas ao contrário, nos faz crer que, Jesus estando junto do Pai, se faz ao mesmo tempo, presente na vida de todos os filhos de Deus. “Ele está no meio de nós” e sempre estará, “Cristo ontem, hoje e sempre”.

Assim como a Páscoa, a Igreja também celebra a Ascensão de Jesus ao Céu como um ato vitorioso da fé. Esta solenidade é celebrada cerca de quarenta dias após a Ressurreição de Jesus, que é a Páscoa, e uma semana antes do domingo de Pentecostes. Procede desta forma a liturgia da Igreja para nos dar sempre a idéia de que quando Jesus sobe para o céu, Ele o faz para nos enviar a presença do Espírito Santo Paráclito, com a riqueza de todos os seus Dons.

Em suma, a Ascensão de Jesus Cristo ao Céu, é celebrada ainda no Tempo Pascal, é o tempo da alegria e o tempo da vitória. A Festa do Espírito Santo no domingo seguinte ao domingo da Ascensão vem trazer a plenitude divina sobre os filhos de Deus para que os mesmos, possam dar pleno cumprimento a missão. Uma vez vivendo os preceitos de Deus, o Cristo nos dá a certeza de que um dia também nós, vamos passar pelo vale da morte, pela Ressurreição e chegaremos junto de Deus com a certeza da missão cumprida.

Padre Wagner Augusto Portugal

Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)


REFLEXÃO PARA A SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

◊ Cidade do Vaticano, 05 jun (RV) - Celebrar a Ascensão de Jesus é celebrar seu modo novo de estar conosco, do Emanuel, Deus Conosco, manifestar-se em nosso meio.

Certamente esse modo novo do Senhor se manifestar entre os homens passa pela Comunidade, por suas atitudes que dão continuidade á missão do Senhor e que asseguram a continuidade da construção do Reino de Justiça e de Paz.

O Livro dos Atos dos Apóstolos, do qual é tirada a primeira leitura da solenidade de hoje, nos mostra Jesus dizendo aos seus discípulos que eles receberão o Espirito Santo e que Este os tornará suas testemunhas no mundo inteiro.

O Espírito que os discípulos receberão é o mesmo que esteve presente em Jesus. Os anjos que aparecem após a “subida” de Jesus ao Céu dizem aos discípulos para não ficarem de braços cruzados, mas agirem, isto é, continuarem a missão do Senhor. Os anjos dizem aos discípulos que Jesus vai voltar. Isso nos recorda a parábola contada pelo Senhor em que o patrão quando volta de viagem quer saber de seus servos o que fizeram, qual o produto do trabalho. Os anjos nos recordam a necessidade de deixar de ficar olhando para o céu e colocar mãos à obra, trabalhar!

O Evangelho de Mateus nos fala que o poder que Jesus recebeu do Pai e foi plenificado após sua ressurreição, é dado à Comunidade para que “ Vá e faça discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que lhes ordenei!”

Batismo e catequese! Batismo é a consagração, a configuração a Jesus Cristo, o Ungido e a Catequese é a implementação da Justiça. Logo, deveremos levar as pessoas a se configurarem ao Homem Novo, de acordo com o desejo do Pai e, depois, após conscientizá-los, levá-los a praticar a justiça e as bem-aventuranças. E Mateus termina citando a certeza da presença eterna de Jesus ao nosso lado: “ Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo!”

A Ascensão de Jesus é a transformação da presença do Emanuel, do Deus Conosco. Sua presença é manifestada não através de uma figura visível, a de Jesus, mas através da ação libertadora praticada pelos membros da Comunidade.

Quando chegar o final dos tempos, a Parusia, veremos a “re-velação” do Senhor. Veremos que atrás de cada atitude cristã estava o Redentor – Cristo, o Autor de todo ato de bondade – o Pai, e nos inspirando, o Espírito de Amor.
(CAS)


DIA MUNDIAL DO MEIO-AMBIENTE. BRASIL DEVE SER DESTAQUE

◊ Brasília, 05 jun (RV) - Atividades em dezenas de países marcam mais um Dia Mundial do Meio Ambiente neste domingo. A data foi escolhida pelas Nações Unidas em 1972 para chamar atenção e estimular ações pela conservação do planeta.

Este ano, o tema do dia comemorativo é o serviço prestado pelas florestas – 2011 é o Ano Internacional das Florestas – e o slogan é “Florestas: a Natureza a seu Serviço”. A Índia foi escolhida como anfitriã das comemorações.

Segundo o programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, o tema “ressalta a relação intrínseca entre qualidade de vida e saúde dos ecossistemas florestais”.

Seguindo a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas, o Brasil prepara uma série de atividades para este ano. O país é detentor da maior área de florestas tropicais do planeta e é o segundo em extensão de florestas, perdendo só para a Rússia, onde predominam as florestas temperadas.

De acordo com o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus Medeiros, as atividades de divulgação referentes ao Ano Internacional de Florestas no Brasil vão ressaltar a importância da proteção e do envolvimento do homem com as florestas.

Para o diretor, o Brasil deve assumir um papel de destaque no que diz respeito a uma política nacional e no sentido de chamar a atenção para a relação do homem com a floresta.
(CM)

© Rádio Vaticano 2011

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