RATZINGER REÚNE-SE COM SEUS EX-ALUNOS EM CASTEL GANDOLFO
◊ Castel Gandolfo, 26 ago (RV) – Teve início, nesta quinta-feira, em Castel Gandolfo, o tradicional seminário de verão dos ex-alunos de Bento XVI, reunidos para esse ciclo de leituras e debates chamado Ratzinger Schülerkreis.
Do encontro participam 40 pessoas provenientes de diversos países, entre os quais o Arcebispo de Viena, Cardeal Christoph Schönborn, o Bispo Auxiliar de Hamburgo, Dom Hans-Jochen Jaschke, o Secretário do Pontifício Conselho da Cultura, Mons. Barthélémy Adoukonou, e também docentes, párocos, religiosos, religiosas e leigos.
Enfim, um grupo grande e eclético, todos ex-alunos de Ratzinger, que discutiram suas teses com ele quando era professor universitário na Alemanha. A partir de hoje, unem-se a eles também o grupo dos novos componentes do Schülerkreis, constituído há quatro anos, que tem em comum o fato de terem construído suas teses de a partir de textos de Ratzinger. Todos estarão presentes na Missa e no Angelus conduzido pelo Papa no domingo.
O primeiro encontro de Ratzinger com os seus doutorandos e candidatos à livre docência, no período no qual ensinava em Bonn, Münster, Tubinga e Ratisbona, foi realizado após a sua nomeação para Arcebispo de Munique e Frisinga, datada de 24 de março de 1977. A partir daí foram realizadas sempre reuniões anuais, que se mantiveram mesmo depois de sua eleição à Cátedra de Pedro.
O encontro vai até o próximo domingo, 28 de agosto. (ED)
ASSEMBLEIA DA CRB EM BELÉM
◊ Belém, 26 ago (RV) – “Revigorar nossa paixão pela palavra e celebrar sua força e ternura em nossas vidas; Partilhar experiências de vivências e serviços a palavra”, faz parte dos objetivos da 46ª Assembléia Regional da Conferência dos Religiosos do Brasil - CRB Regional Belém - Pará e Amapá. A Assembléia será realizada entre os dias 2 e 4 de setembro no Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. O evento terá como tema “A palavra de Deus na Amazônia: gemidos e desafios, luzes e esperanças”.
A sensibilidade e paixão pela Palavra de Deus são alicerces que sustentam não só os sonhos, mas a força da Vida Religiosa Consagrada que almeja cada vez mais colocar-se à mercê das comunidades, “alimentando o sonho de vida plena para todos”. A CRB Regional pretende fazer desta Assembléia Regional um Tributo à Palavra de Deus.
“Celebrar sua consagração na alegria e na partilha, fazer acontecer a festa do encontro e ver os rostos de quem caminha na mesma aventura de seguir Nosso Senhor Jesus Cristo neste chão da Amazônia”.
Para a presidente Regional da CRB, Ir. Zenilda Petry “nossa presença atenta e sensível aos gemidos da palavra de Deus que brotam deste chão nos torna geradoras (es) de luzes e esperança”. (SP)
DOM PEDRO BRITO ENVIA MENSAGEM AOS RELIGIOSOS
◊ Palmas, 26 ago (RV) - O Arcebispo de Palmas (TO) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Pedro Brito, escreveu uma mensagem a todos os religiosos e religiosas, por motivo do Dia do Religioso, comemorado no último dia 21, e que se celebra sempre no terceiro domingo de agosto.
Segundo o texto de Dom Pedro Brito, a Vida Consagrada é um caminho de especial seguimento de Cristo. “É um deixar tudo para estar com Cristo e colocar-se com Ele ao serviço de Deus e dos irmãos. É entrega total ao Senhor da vida, é acolhimento total de Cristo na própria vida e na vida da Igreja. O consagrado, a consagrada faz de Cristo o sentido total da própria vida; preocupa-se em reproduzir, na medida do possível, ‘aquela forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo’ (LG 44)”.
Dom Pedro destaca ainda que hoje a sociedade questiona a vida religiosa, principalmente através de duas perguntas: “Por que se consagrar? Para que se consagrar?”, e ele responde. “Só há uma resposta à primeira pergunta: é por amor a Jesus, aquele sobre o qual repousa o Espírito do Pai; E para a segunda resposta, para amar a Jesus e as pessoas a quem os consagrados são chamados a servir com humildade, característica de João Batista, o precursor que veio preparar os caminhos do Senhor”, afirmou. “Aceitem, portanto, da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, o nosso abraço, cheio de ternura e amor. Que neste dia, do nascente ao poente, todos os raios do sol, todos os pingos de chuva, todas as luzes da lua e das estrelas, todas as vozes, todas as mãos, todas as flores dos jardins, irradiem, reguem, iluminem, proclamem, aplaudam, enfeitem e perfumem este dia, em homenagem a vocês”, finaliza Dom Pedro Brito. (SP)
A TRAGÉDIA DO CHIFRE DA ÁFRICA
◊ Roma, 26 ago (RV) - O Diretor da Caritas Somália, Dom Giorgio Bertin, recordou à comunidade internacional que a tragédia que vive a região do Sudeste da África não é somente consequência da seca, mas se deve aos problemas humanos e à situação de anarquia que atinge a região. Dom Bertin, que é Bispo de Djibuti e Administrador Apostólico de Mogadíscio (Somália), explicou em uma entrevista à Rádio Vaticano que “é preciso que a comunidade internacional não se contente em comover-se vendo a criança pobre somali reduzida à fome, mas que reflita e se faça a pergunta sobre a razão pela qual se chegou a este ponto”.
O Prelado afirmou que o fator que há 20 anos impede a estabilidade do país está radicado no fato que “os pobres se habituaram a mendigar, a pedir ajuda, e os mais preparados, em troca se habituaram a aproveitar-se deste tipo de coisas, desta falta de Estado, para levar adiante seus próprios interesses”.
O bispo sublinhou também a falta de coesão no governo do país e a debilitada vontade de dirigir a situação política, e denunciou que a pobreza na Somália “não é simplesmente uma consequência natural da seca, e sim uma consequência humana”.
Há mais de 20 anos a Somália vive em estado de guerra. Atualmente, as forças do Governo Federal de Transição apoiadas pela Missão da União Africana para a Somália (AMISOM) lutam contra o grupo armado de resistência islâmica Al-Shabaab, que impede um acesso efetivo e seguro ao país por parte das ONGs internacionais. A ausência de serviços governamentais, a insegurança e a falta de acesso a muitos lugares impedem a coleta de dados que definam realmente a situação do país, provocando o êxodo somali e milhares de refugiados nos países mais próximos. Além disso, a seca se une a esta voragem de instabilidade.
Ante a grave situação de pobreza no Chifre da África, o Papa Bento XVI fez nas semanas passadas um chamado à mobilização internacional “para enviar rapidamente ajuda a estes nossos irmãos e irmãs duramente provados, entre os quais há muitas crianças”.
“Que não falte a estas populações que sofrem nossa solidariedade e a ajuda concreta de todas as pessoas de boa vontade”, acrescentou o Santo Padre. (SP)
BURUNDI: ATAQUE CONTRA RELIGIOSAS E SACERDOTES
◊ Roma, 26 ago (RV) - A agência vaticana Fides informou nesta semana que pessoas armadas assaltaram um grupo de sacerdotes e religiosas da Arquidiocese de Gitega (Burundi) e deixaram gravemente feridas duas religiosas, uma das quais perdeu um olho.
Fontes da Agência Fides indicaram que “na noite de 10 de agosto último uns vinte homens armados bloquearam o tráfico na estrada de Bubanza (Burundi). Os bandidos pararam um táxi no qual viajava um militar que eles mataram no local, detiveram o ônibus com as religiosas e os dois sacerdotes, que foram ameaçados de serem queimados vivos dentro do veículo”.
Segundo o relato, “os ocupantes conseguiram sair do veículo, mas os bandidos começaram a disparar, atingindo um sacerdote e 4 religiosas. Duas irmãs sofreram lesões muito graves, em particular, uma foi golpeada no rosto perdendo um olho. Os bandidos fugiram depois de incendiar os veículos”.
As religiosas fazem parte da Congregação das Irmãs Servas do Senhor Bene-Umukama. As duas mais graves foram transferidas para a Alemanha. (SP)
BISPO DE JALES - SP RECORDA DOM CLEMENTE ISNARD: DA LITURGIA TERRANA, ELE PASSOU TRANQUILO PARA A LITURGIA PERENE
◊ Jales, 26 ago (RV) - A notícia chegou rápida. tinha falecido. Pelas seis da tarde do dia 24 de agosto de 2011, de repente, em consequência de parada respiratória, D. Clemente José Carlos Isnard concluía sua fecunda caminhada de 94 anos de vida, 74 de religioso beneditino, 68 de padre, e 51 de bispo. Como pedira a Deus, morria sem incomodar ninguém.
Com a serenidade de sempre, concluía sua vida como quem encerrava uma Eucaristia bem celebrada. Ele que tinha dedicado à liturgia sua competência de perito e sua vivência de beneditino, terminava a vida como quem encerrava uma celebração tranquila e harmoniosa. Morria transmitindo paz e garantindo bênção.
O simbolismo da liturgia, que contagiou tanto a vida de Dom Clemente, envolve sua partida, como última lição deixada por ele. O cair da tarde evoca o declínio da vida. Às seis horas os monges acendem a lâmpada, que esconjura as trevas e ilumina as mentes. Da liturgia terrena, ele passou tranquilo para a liturgia perene.
Mas o simbolismo de sua morte não pára aí. Nestes dias finais de agosto, estávamos nos preparando para recordar Dom Helder e , outros dois grandes bispos brasileiros, falecidos no mesmo dia, 27 de agosto, véspera da festa de Santo Agostinho.
A estes dois bispos que desenharam com suas vidas a grandeza da CNBB, se junta neste final de agosto Dom Clemente, outro gigante que engrandeceu o episcopado brasileiro com sua competência e seu testemunho. Parece a subida ao Tabor, acompanhada dos três testemunhas escolhidos por Jesus: Helder, Luciano e Clemente!
Dom Clemente foi um grande esteio da renovação litúrgica de toda a Igreja, promovida pelo Concílio Vaticano II. Foi ele que transmitiu segurança e firmeza à caminhada litúrgica promovida no Brasil pela CNBB.
Sua nomeação para bispo de Nova Friburgo em 1961, foi de todo providencial. Iniciado o Concílio, ele foi logo identificado na CNBB como bispo de referência para assuntos litúrgicos. O primeiro tema abordado pelo Concílio foi justamente a liturgia. Dom Clemente se sentiu logo à vontade, como bom atleta que cai na piscina e nada de braçadas. Os bispos brasileiros sentiam firmeza nas orientações transmitidas por Dom Clemente.
Terminado o Concílio, foi logo eleito para presidir o Secretariado Nacional de Liturgia, a quem estava afeita a ingente tarefa de implementar a reforma litúrgica preconizada pelo Concílio. E ele desempenhou esta missão com muita segurança e sabedoria.
Exerceu diversos cargos, tanto em Roma como no CELAM e na CNBB. Permaneceu trinta anos na mesma diocese, até se tornar bispo emérito, quando generosamente aceitou a incumbência de ser o Vigário Geral na Diocese de Duque de Caxias. O que o guiava não era a busca de status eclesial, mas o serviço à Igreja.
Como bispo emérito, teve a coragem de expor suas reflexões sobre questões eclesiais muito complexas, manifestando seus sonhos de uma Igreja reformada à luz do Vaticano Segundo. Publicou o livro "Reflexões de um Bispo Emérito sobre as Instituições Eclesiásticas atuais”, que permanecerá certamente como expressão madura de sua coerência de pastor e de seu testemunho de profeta.
Tive a honra de gozar de sua amizade e estima, que sempre me comoveram pela nobreza de suas manifestações. Em carta que me escreveu de próprio punho, em julho do ano passado, manifestou de maneira singela sua disposição de trabalhar, apesar de sua avançada idade. Escreveu ele textualmente: "Ainda gostaria de viver mais alguns anos para concluir certos trabalhos...” E lembrou o livro do seu grande amigo, Padre Bugnini, secretário da Comissão de Liturgia durante o Concílio.
Dom Clemente concluiu a grande liturgia de sua vida aqui na terra. Que ele continue lá no céu intercedendo por nós. Precisamos de seu exemplo para sermos coerentes com a caminhada de renovação eclesial, proposta pelo Concílio, e assumida de maneira tão generosa por Dom Clemente.
Dom Demétrio Valentini, Bispo de Jales, SP
O SEGUIMENTO DE JESUS: O CAMINHO DA CRUZ
◊ Juiz de Fora, 26 ago (RV) - A narrativa de Mt 16, 21-27 começa com as mesmas palavras que Jesus utilizou para provocar em Pedro uma mudança de atitude: “Se alguém quer vir comigo ...” Desta vez, porém, dirige-se a todos os discípulos para explicar-lhes as exigências do seguimento.
A exortação a “tomar a cruz e a negar-se a si mesmo” aparece em outro lugar no Evangelho, mas aqui aparece como condição de seguimento.
Seguir Jesus significa, antes de tudo, negar-se a si mesmo e tomar a Cruz, o que é o mesmo que perder a própria vida para encontrá-la em plenitude. Os primeiros cristãos utilizaram muito a expressão “tomar a Cruz”, para expressar a sua união com Jesus em sua Morte e Ressurreição. É muito provável que Jesus, ao se referir à Cruz, a veja como símbolo de sofrimento e os primeiros cristãos deram a essa expressão um sentido mais pleno, relacionando-a com o mistério da Páscoa de Jesus.
O seguimento de Jesus significa renunciar aos projetos pessoais de realização, aos olhos da sociedade estruturada pelos poderosos, e tomar a cruz. A Cruz era o instrumento de suplício e morte imposto pelos romanos àqueles que ameaçavam a ordem do império. Eram os subversivos. Durante a revolta judaica do ano 6 d.C., os romanos crucificaram 500 revoltosos, em volta de Jerusalém. Tomar a sua Cruz, neste contexto, o que é diferente de “tomar o poder”, não tem nada de messiânico. Tomar a Cruz e perder a sua vida é deixar-se seduzir pelo chamado de Jesus e renovar as estruturas desta sociedade, conformando-a a tudo o que é bom e agradável a Deus.
Aqueles que são seduzidos pelo mundo dos ricos ambiciosos, pensando, assim, salvar suas vidas, são aprisionados pelas malhas do poder. Seguir Jesus e tomar sua cruz significa rejeitar os critérios de sucesso deste mundo e comprometer-se com a construção do mundo novo de fraternidade, justiça e paz, sem temer as adversidades que surgirão.
+ Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
DOM CARRASCO E O VALOR DA MATERNIDADE
◊ Roma, 26 ago (RV) - O Presidente da Pontifícia Academia para a Vida, Dom Ignacio Carrasco da Paula, explicou ao grupo ACI/EWTN Notícias que a maternidade deve recuperar seu significado original de dom de Deus e não ser vista como uma enfermidade. Dom Carrasco assinalou que “a reação diante da notícia da maternidade deve voltar a ser o que foi sempre, uma reação de alegria que leva as pessoas a darem parabéns às mães, e não 'sinto muito'”, como se diz às pessoas quando elas têm uma doença.
O prelado recordou que o Beato João Paulo II foi o incentivador da criação de um dicastério dedicado à defesa da vida há mais de 25 anos. “Ele foi o primeiro em perceber que a Igreja necessitava de uma academia que se dedicasse aos temas de vida como é a biomedicina, ou a biotecnologia”, explicou.
Dom Carrasco assinalou ainda que neste último ano centraram seu interesse em três objetivos: o trauma pós-aborto, os bancos de cordões umbilicais, e os tratamentos para a infertilidade. Em referência à etapa pós-aborto, é necessário “buscar definir no que consiste, se existe algum remédio e como se cura”.
Também se referiu aos novos problemas éticos que surgem em torno de iniciativas como os bancos de cordão umbilical dos recém-nascidos onde há conflitos “de natureza econômica” porque “se converteu em um novo mercado onde há oferta e há demanda, e aí obviamente é quando entra um fator de natureza mercantil aos problemas de tipo éticos”.
Do mesmo modo, explicou que os tratamentos de fertilização in vitro têm “problemas morais muito sérios porque a criança normalmente vem fecundada em um laboratório, e se converte em um objeto muito fácil para a manipulação”. A este problema se une a ausência de moral ao escolher quais zigotos viverão e quais serão destinados à morte ou à investigação, “estas fecundações precisam acontecer após um exame de seleção no qual ficam descartados alguns embriões”, denunciou.
Em fevereiro de 2012, a Academia pela Vida celebrará uma assembléia para alentar práticas a favor da procriação de acordo com a dignidade da pessoa, desde a etapa embrionária até a morte e em defesa da maternidade como dom de Deus. Dom Carrasco explicou que os novos estudos do dicastério incluem progressos extraordinários neste campo pois se encontraram vias que ajudam à fertilidade sem necessidade de recorrer a procedimentos mais caros e que têm estes problemas éticos tão graves como a redução embrionária. Esta prática – envolvida na fecundação in vitro - consiste em provocar a morte de vários embriões dentro do útero materno. “Muitas vezes restam menos de três, dois ou um só, infelizmente isto é feito. É uma praxe lamentavelmente diária, de rotina”, denunciou.
Dom Carrasco de Paula também recordou que a defesa da vida inclui assistir às pessoas que enfrentam a última fase de suas peregrinações na terra. “Nesta última grande prova que devem superar, necessitam uma particular ajuda e por ajuda entendo não só a fase técnica, mas também a assistência pessoal, de afeto, de consideração, de respeito à sua dignidade”, indicou. É preciso recordar “que estas não são pessoas que deixaram de ser interessantes para a sociedade ou que se converteram em seres inúteis e que não têm nada que dizer”, concluiu. (SP)
PADRE GERALDO, CNBB, E A JMJ-RIO
◊ Cidade o Vaticano, 26 ago (RV) – Concluiu-se no último domingo em Madri a 26ª Jornada Mundial da Juventude da qual participaram mais de 2 milhões de jovens. A presença marcante de Bento XVI em Madri aumentou o entusiasmo dos jovens. O Santo Padre durante os encontros reafirmou a necessidade de ajudar os jovens discípulos de Jesus a manterem-se firmes na fé e a assumirem a “bela aventura de anunciá-la e testemunhá-la abertamente com a sua própria vida. Os jovens entenderam isso e certamente levaram de retorno para casa, a certeza de pertencer à Igreja de Cristo. Os jovens brasileiros levam ainda nas suas mochilas a responsabilidade do próximo encontro e da acolhida daqueles jovens que irão ao Rio para encontrar o Papa, mas acima de tudo o Cristo Redentor. Sobre a Jornada nós conversamos com o Assessore de Comunicação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Padre Geraldo Martins. (SP)
NOVO PRESIDENTE DE CABO VERDE PROPÕE A LIVRE CIRCULAÇÃO NA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA (CPLP)
◊ Nova Iorque, 26 ago (RV) - O presidente eleito de Cabo Verde afirmou que está pronto para promover a livre circulação de pessoas entre os oito países que falam a língua portuguesa. Em sua primeira entrevista à Rádio ONU, desde a vitória nas eleições de domingo, Jorge Carlos Fonseca afirmou que, apesar de difícil, a ideia “não é uma utopia”.
“Se nós não formos capazes com vontade política e imaginação de encontrar, a prazo, condições para a livre circulação, eu creio que teremos falhado como pessoas que querem, patrocinam e desejam uma verdadeira comunidade de povos de língua portuguesa. Portanto, é preciso trabalhar neste sentido. Eu estou disponível para trabalhar. Eu sei que não é fácil. Mas se houver motivação. Há um problema também com a motivação dos Estados. Qualquer um de nós, países da Cplp, pode dar mais para a Cplp e para sua afirmação no plano internacional”, afirmou.
Criada em 1996, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, reúne atualmente as oito nações que falam o idioma. O principal objetivo do bloco é a concentração político-diplomática, além da promoção da língua portuguesa.
A comunidade lusófona reúne cerca de 245 milhões de pessoas que falam português como primeira língua das Américas à Ásia. (ONU/RB)
ISRAEL-GAZA: JIHAD ISLÂMICA ANUNCIA TRÉGUA UNILATERAL
◊ Cidade do Vaticano, 26 ago (RV) – As facções da Jihad islâmica da Faixa de Gaza anunciaram um cessar-fogo unilateral a partir da meia-noite desta sexta-feira. A aceitação da trégua por parte dos grupos da Jihad e do Hamas teria sido conseguida por meio da junta militar que comanda o Egito desde março. Entretanto, para o exército israelense o alerta ainda é alto e os militares de Israel estão prontos a retomar os bombardeios na Faixa de Gaza caso os ataques voltem acontecer. Sobre as razões que levaram o Hamas a proclamar a trégua, a Rádio Vaticano conversou com Antonio Ferrari, enviado especial à região em conflito do jornal Corriere della Sera.
“É o resultado de um alarme: seja para o Egito, seja para o Hamas. De fato se recordarmos o recente atentado em Eliat, com os extremistas que vieram do Monte Sinai, uma área que até pouco tempo estava desmilitarizada, poderemos encontrar uma possível explicação: o Egito – que hoje vive uma realidade um pouco mais confusa de quando Mubarak estava no poder – agora governado por um junta militar, que deve preparar o país para as eleições, não pode tolerar o forte deterioramento da crise palestino-israelense. Por outro lado, o Hamas deve confirmar sua posição central a respeito aos grupos da Jihad, propondo o cessar-fogo unilateral”.
Apesar dos conflitos, os palestinos continuam elaborando o projeto que será apresentado às Nações Unidas solicitando o reconhecimento como Estado. No Conselho de Segurança, a China disse não se opor ao eventual desenvolvimento do Estado palestino.
“Não se opor é uma coisa, votar a favor é uma outra. Provavelmente a China não deve ser opor e poderia também votar a favor, mas a China é somente um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Eu creio que as pressões, outra vez, cairão sobre os próprios palestinos. Abu Mazen já declarou mais de uma vez: ‘quero resultados, porque se não tenho resultados é claro e evidente que terei pouca legitimidade diante do meu povo e isso justamente no momento em que estão sendo reconstruídas as bases para um acordo entre a Autoridade Nacional Palestina (Anp), os laicos e os fundamentalistas’. Se não existe qualquer resultado é claro que o risco ou a possibilidade de proceder com a autoproclamação é forte”. (RB)
ATENTADO NA SEDE DA ONU NA NIGÉRIA MATA AO MENOS 18
◊ Cidade do Vaticano, 26 ago (RV) – Uma fortíssima explosão causada, de acordo com as primeiras informações das forças de segurança, por um carro-bomba que explodiu num dos acessos principais do edifício, destruiu parte do escritório das Nações Unidas em Abuja, capital da Nigéria. A confirmação veio do porta-voz da ONU, em Genebra.
Segundo testemunhas, uma intera área teria ruído o que não teria dado chances de fuga para quem estava nos andares subterrâneos: ao menos cinco pessoas, de acordo com um funcionário da ONU que sobreviveu.
Este é o segundo atentado à uma zona importante da capital nigeriana, depois da bomba que explodiu em junho passado num estacionamento do quartel geral da polícia local. O atentado, que na época provocou a morte de 10 pessoas, foi reinvidicado pelo grupo terrorista islâmico Boko Haram. O grupo pretende estender a lei islâmica a todo país.
Horas depois do ataque desta sexta-feira, o mesmo grupo também assumiu a autoria. (RB)
A SITUAÇÃO DOS PAQUISTANESES UM ANO APÓS AS ENCHENTES
◊ Islamabad, 26 ago (RV) – A distância de um ano das graves inundações que atingiram o Paquistão causando sérios danos ao país e à população, as mulheres estão pagando, também agora, a conta mais cara. Segundo relatório da Comissão de Direitos Humanos da Ásia, os aluviões de 2010 foram os piores que já passaram pelo país, deixando um quinto do território debaixo d’água e um saldo de dois mil mortos e 20 milhões de desabrigados. Tudo isso em uma nação já devastada pelos efeitos da guerra guiada pelos Estados Unidos, por estes, dita contra o terrorismo.
Hoje, embora muitas pessoas já tenham conseguido voltar às suas casas, pouco se sabe sobre as suas reais condições de vida. Homens de famílias menos favorecidas têm dificuldade de encontrar trabalho e as mulheres, principalmente nos pequenos vilarejos, exercem uma dupla função. Dedicam-se à reconstrução das suas casas danificadas, trabalhando com tijolo, argila e cimento, para deixarem-nas de novo em pé, e, quando terminam essa tarefa, juntam-se aos maridos no campo.
Ainda a perda de bens materiais aumentou o estado de pobreza e favoreceu, por conseqüência, os matrimônios precoces, situação que poderia ser evitada se fossem postos em prática programas anti-pobreza para as mulheres, prejudicadas também por um frágil sistema de saúde pública.
Durante as fortes chuvas, por exemplo, campos médicos de emergência provinham atendimento pré e pós parto para as grávidas, mas, passado o período crítico, essas mães ficaram sem assistência, e sofrem agora também os seus filhos. Por má nutrição, muitos têm sérios problemas de saúde, pois muitas famílias perderam suas criações de animais e plantações, ficando sem leite e sem alimentos.
Um outro exemplo é o que ocorre no vilarejo de Dera Shahwala, uma das regiões mais atingidas no sul de Punjab. Lá, uma das maiores fontes de renda das mulheres pobres é a colheita de algodão, atividade que perderam após esse desastre natural. Em algumas regiões, a terra ficou totalmente devastada e inutilizada para futuros cultivos, reduzindo ainda os recursos dos trabalhadores do campo e privando as mulheres do seu principal meio de subsistência. (ED)
AGRICULTORES QUENIANOS DOAM ALIMENTOS ÀS VÍTIMAS DA SECA NO PAÍS
◊ Nairóbi, 26 ago (RV) – São mais de três milhões e 600 mil os quenianos em urgência alimentar devido à seca no Chifre da África. E para tentar resolver o problema, de acordo com a Cruz Vermelha atuante no país, os agricultores locais organizaram-se para doar alimentos das suas colheitas aos seus compatriotas do Rift Valley Province.
Com limitações por falta de verba e de meios de transporte, os agricultores doaram, até agora, 500 sacos de legumes como batatas, cenouras, couves e abóbora.
Essa iniciativa particular, mesmo com o ceticismo do governo, está seguindo adiante e contribuindo para salvar vidas no Quênia. O país agora está se organizando para fazer com que esses alimentos cheguem à região de Turkana e ao norte do país. (ED)
CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU DEVE IMPOR NOVAS SANÇÕES À SÍRIA
◊ Cidade do Vaticano, 26 ago (RV) – Já são cinco meses de protesto contra o regime de Assad e, em nenhum momento, a violência deu trégua. As operações militares estão concentradas na fronteira com o Iraque e nas últimas 24 horas pelo menos oito soldados e quatro civis foram mortos.
O Conselho de Segurança da ONU deve impor novas sanções contra vinte e duas pessoas ligadas ao regime e quatro centros de inteligência, apesar de Rússia e China terem dito não. Sobre o voto contrário, o professor de Relações Internacionais da Universidade Católica de Milão, Vittorio Parsi, diz que a decisão pesa, contudo não é a cartada final.
“A oposição de Moscou e Pequim é importante para bloquear qualquer resolução do Conselho de Segurança que produza um regime de sanções internacionais. Mas não é capaz de bloquear as determinações da União Europeia, dos Estados Unidos e dos países árabes. No meu entender, o mais importante será a posição de Israel: se Israel continuar com essa política de não dar o braço a torcer nas relações com Gaza e com a Cisjordânia, isso claramente reforça Assad, porque os árabes podem querer tudo, mas seguramente não querem presentear Israel com vantagens estratégicas.
Sobre uma possível intervenção militar internacional como a que acontece na Líbia, Vittorio Parsi é direto.
“Absolutamente não, porque a Síria é um país mais populoso, mais armado. Se houvesse uma intervenção, mesmo que somente com ataques aéreos, todos que desconfiassem de Israel, teriam razão, objetivamente. Então, isso não pode ser feito. Não se pode entrar nas dinamicas do conflito árabe-israelense, muito menos num momento como este em que não existe nenhum sinal, por parte de Israel, de revitalizar o processo de paz”.
O professor acredita ainda que todas as ações que enfraquecem o regime de Assad são positivas, como o bloqueio de bens e de vistos, contudo afirma que tudo deve ser feito esperando por movimentos inescrupolosos de Assad.
“A Síria, além de estar envolvida no conflito árabe-israelense, é também o nó da região chamada Meia-lua xiita, que compreende ainda o Irã, o Iraque e Líbano. Por isso, podemos esperar que a Síria reaja usando suas cartas no Líbano, que qualquer enfraquecimento da Síria poderia trazer maiores dificuldades ao Irã e que o Irã poderia agir, mas, antes o Líbano por meio de seus aliados do Hezbollah. Mas isso pode acontecer também em outros lugares, o que não pode acontecer é tornar-se cúmplice de quem oprime as aspirações por mudanças do povo árabe”.
(RB)
◊ Castel Gandolfo, 26 ago (RV) – Teve início, nesta quinta-feira, em Castel Gandolfo, o tradicional seminário de verão dos ex-alunos de Bento XVI, reunidos para esse ciclo de leituras e debates chamado Ratzinger Schülerkreis.
Do encontro participam 40 pessoas provenientes de diversos países, entre os quais o Arcebispo de Viena, Cardeal Christoph Schönborn, o Bispo Auxiliar de Hamburgo, Dom Hans-Jochen Jaschke, o Secretário do Pontifício Conselho da Cultura, Mons. Barthélémy Adoukonou, e também docentes, párocos, religiosos, religiosas e leigos.
Enfim, um grupo grande e eclético, todos ex-alunos de Ratzinger, que discutiram suas teses com ele quando era professor universitário na Alemanha. A partir de hoje, unem-se a eles também o grupo dos novos componentes do Schülerkreis, constituído há quatro anos, que tem em comum o fato de terem construído suas teses de a partir de textos de Ratzinger. Todos estarão presentes na Missa e no Angelus conduzido pelo Papa no domingo.
O primeiro encontro de Ratzinger com os seus doutorandos e candidatos à livre docência, no período no qual ensinava em Bonn, Münster, Tubinga e Ratisbona, foi realizado após a sua nomeação para Arcebispo de Munique e Frisinga, datada de 24 de março de 1977. A partir daí foram realizadas sempre reuniões anuais, que se mantiveram mesmo depois de sua eleição à Cátedra de Pedro.
O encontro vai até o próximo domingo, 28 de agosto. (ED)
ASSEMBLEIA DA CRB EM BELÉM
◊ Belém, 26 ago (RV) – “Revigorar nossa paixão pela palavra e celebrar sua força e ternura em nossas vidas; Partilhar experiências de vivências e serviços a palavra”, faz parte dos objetivos da 46ª Assembléia Regional da Conferência dos Religiosos do Brasil - CRB Regional Belém - Pará e Amapá. A Assembléia será realizada entre os dias 2 e 4 de setembro no Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. O evento terá como tema “A palavra de Deus na Amazônia: gemidos e desafios, luzes e esperanças”.
A sensibilidade e paixão pela Palavra de Deus são alicerces que sustentam não só os sonhos, mas a força da Vida Religiosa Consagrada que almeja cada vez mais colocar-se à mercê das comunidades, “alimentando o sonho de vida plena para todos”. A CRB Regional pretende fazer desta Assembléia Regional um Tributo à Palavra de Deus.
“Celebrar sua consagração na alegria e na partilha, fazer acontecer a festa do encontro e ver os rostos de quem caminha na mesma aventura de seguir Nosso Senhor Jesus Cristo neste chão da Amazônia”.
Para a presidente Regional da CRB, Ir. Zenilda Petry “nossa presença atenta e sensível aos gemidos da palavra de Deus que brotam deste chão nos torna geradoras (es) de luzes e esperança”. (SP)
DOM PEDRO BRITO ENVIA MENSAGEM AOS RELIGIOSOS
◊ Palmas, 26 ago (RV) - O Arcebispo de Palmas (TO) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Pedro Brito, escreveu uma mensagem a todos os religiosos e religiosas, por motivo do Dia do Religioso, comemorado no último dia 21, e que se celebra sempre no terceiro domingo de agosto.
Segundo o texto de Dom Pedro Brito, a Vida Consagrada é um caminho de especial seguimento de Cristo. “É um deixar tudo para estar com Cristo e colocar-se com Ele ao serviço de Deus e dos irmãos. É entrega total ao Senhor da vida, é acolhimento total de Cristo na própria vida e na vida da Igreja. O consagrado, a consagrada faz de Cristo o sentido total da própria vida; preocupa-se em reproduzir, na medida do possível, ‘aquela forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo’ (LG 44)”.
Dom Pedro destaca ainda que hoje a sociedade questiona a vida religiosa, principalmente através de duas perguntas: “Por que se consagrar? Para que se consagrar?”, e ele responde. “Só há uma resposta à primeira pergunta: é por amor a Jesus, aquele sobre o qual repousa o Espírito do Pai; E para a segunda resposta, para amar a Jesus e as pessoas a quem os consagrados são chamados a servir com humildade, característica de João Batista, o precursor que veio preparar os caminhos do Senhor”, afirmou. “Aceitem, portanto, da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, o nosso abraço, cheio de ternura e amor. Que neste dia, do nascente ao poente, todos os raios do sol, todos os pingos de chuva, todas as luzes da lua e das estrelas, todas as vozes, todas as mãos, todas as flores dos jardins, irradiem, reguem, iluminem, proclamem, aplaudam, enfeitem e perfumem este dia, em homenagem a vocês”, finaliza Dom Pedro Brito. (SP)
A TRAGÉDIA DO CHIFRE DA ÁFRICA
◊ Roma, 26 ago (RV) - O Diretor da Caritas Somália, Dom Giorgio Bertin, recordou à comunidade internacional que a tragédia que vive a região do Sudeste da África não é somente consequência da seca, mas se deve aos problemas humanos e à situação de anarquia que atinge a região. Dom Bertin, que é Bispo de Djibuti e Administrador Apostólico de Mogadíscio (Somália), explicou em uma entrevista à Rádio Vaticano que “é preciso que a comunidade internacional não se contente em comover-se vendo a criança pobre somali reduzida à fome, mas que reflita e se faça a pergunta sobre a razão pela qual se chegou a este ponto”.
O Prelado afirmou que o fator que há 20 anos impede a estabilidade do país está radicado no fato que “os pobres se habituaram a mendigar, a pedir ajuda, e os mais preparados, em troca se habituaram a aproveitar-se deste tipo de coisas, desta falta de Estado, para levar adiante seus próprios interesses”.
O bispo sublinhou também a falta de coesão no governo do país e a debilitada vontade de dirigir a situação política, e denunciou que a pobreza na Somália “não é simplesmente uma consequência natural da seca, e sim uma consequência humana”.
Há mais de 20 anos a Somália vive em estado de guerra. Atualmente, as forças do Governo Federal de Transição apoiadas pela Missão da União Africana para a Somália (AMISOM) lutam contra o grupo armado de resistência islâmica Al-Shabaab, que impede um acesso efetivo e seguro ao país por parte das ONGs internacionais. A ausência de serviços governamentais, a insegurança e a falta de acesso a muitos lugares impedem a coleta de dados que definam realmente a situação do país, provocando o êxodo somali e milhares de refugiados nos países mais próximos. Além disso, a seca se une a esta voragem de instabilidade.
Ante a grave situação de pobreza no Chifre da África, o Papa Bento XVI fez nas semanas passadas um chamado à mobilização internacional “para enviar rapidamente ajuda a estes nossos irmãos e irmãs duramente provados, entre os quais há muitas crianças”.
“Que não falte a estas populações que sofrem nossa solidariedade e a ajuda concreta de todas as pessoas de boa vontade”, acrescentou o Santo Padre. (SP)
BURUNDI: ATAQUE CONTRA RELIGIOSAS E SACERDOTES
◊ Roma, 26 ago (RV) - A agência vaticana Fides informou nesta semana que pessoas armadas assaltaram um grupo de sacerdotes e religiosas da Arquidiocese de Gitega (Burundi) e deixaram gravemente feridas duas religiosas, uma das quais perdeu um olho.
Fontes da Agência Fides indicaram que “na noite de 10 de agosto último uns vinte homens armados bloquearam o tráfico na estrada de Bubanza (Burundi). Os bandidos pararam um táxi no qual viajava um militar que eles mataram no local, detiveram o ônibus com as religiosas e os dois sacerdotes, que foram ameaçados de serem queimados vivos dentro do veículo”.
Segundo o relato, “os ocupantes conseguiram sair do veículo, mas os bandidos começaram a disparar, atingindo um sacerdote e 4 religiosas. Duas irmãs sofreram lesões muito graves, em particular, uma foi golpeada no rosto perdendo um olho. Os bandidos fugiram depois de incendiar os veículos”.
As religiosas fazem parte da Congregação das Irmãs Servas do Senhor Bene-Umukama. As duas mais graves foram transferidas para a Alemanha. (SP)
BISPO DE JALES - SP RECORDA DOM CLEMENTE ISNARD: DA LITURGIA TERRANA, ELE PASSOU TRANQUILO PARA A LITURGIA PERENE
◊ Jales, 26 ago (RV) - A notícia chegou rápida. tinha falecido. Pelas seis da tarde do dia 24 de agosto de 2011, de repente, em consequência de parada respiratória, D. Clemente José Carlos Isnard concluía sua fecunda caminhada de 94 anos de vida, 74 de religioso beneditino, 68 de padre, e 51 de bispo. Como pedira a Deus, morria sem incomodar ninguém.
Com a serenidade de sempre, concluía sua vida como quem encerrava uma Eucaristia bem celebrada. Ele que tinha dedicado à liturgia sua competência de perito e sua vivência de beneditino, terminava a vida como quem encerrava uma celebração tranquila e harmoniosa. Morria transmitindo paz e garantindo bênção.
O simbolismo da liturgia, que contagiou tanto a vida de Dom Clemente, envolve sua partida, como última lição deixada por ele. O cair da tarde evoca o declínio da vida. Às seis horas os monges acendem a lâmpada, que esconjura as trevas e ilumina as mentes. Da liturgia terrena, ele passou tranquilo para a liturgia perene.
Mas o simbolismo de sua morte não pára aí. Nestes dias finais de agosto, estávamos nos preparando para recordar Dom Helder e , outros dois grandes bispos brasileiros, falecidos no mesmo dia, 27 de agosto, véspera da festa de Santo Agostinho.
A estes dois bispos que desenharam com suas vidas a grandeza da CNBB, se junta neste final de agosto Dom Clemente, outro gigante que engrandeceu o episcopado brasileiro com sua competência e seu testemunho. Parece a subida ao Tabor, acompanhada dos três testemunhas escolhidos por Jesus: Helder, Luciano e Clemente!
Dom Clemente foi um grande esteio da renovação litúrgica de toda a Igreja, promovida pelo Concílio Vaticano II. Foi ele que transmitiu segurança e firmeza à caminhada litúrgica promovida no Brasil pela CNBB.
Sua nomeação para bispo de Nova Friburgo em 1961, foi de todo providencial. Iniciado o Concílio, ele foi logo identificado na CNBB como bispo de referência para assuntos litúrgicos. O primeiro tema abordado pelo Concílio foi justamente a liturgia. Dom Clemente se sentiu logo à vontade, como bom atleta que cai na piscina e nada de braçadas. Os bispos brasileiros sentiam firmeza nas orientações transmitidas por Dom Clemente.
Terminado o Concílio, foi logo eleito para presidir o Secretariado Nacional de Liturgia, a quem estava afeita a ingente tarefa de implementar a reforma litúrgica preconizada pelo Concílio. E ele desempenhou esta missão com muita segurança e sabedoria.
Exerceu diversos cargos, tanto em Roma como no CELAM e na CNBB. Permaneceu trinta anos na mesma diocese, até se tornar bispo emérito, quando generosamente aceitou a incumbência de ser o Vigário Geral na Diocese de Duque de Caxias. O que o guiava não era a busca de status eclesial, mas o serviço à Igreja.
Como bispo emérito, teve a coragem de expor suas reflexões sobre questões eclesiais muito complexas, manifestando seus sonhos de uma Igreja reformada à luz do Vaticano Segundo. Publicou o livro "Reflexões de um Bispo Emérito sobre as Instituições Eclesiásticas atuais”, que permanecerá certamente como expressão madura de sua coerência de pastor e de seu testemunho de profeta.
Tive a honra de gozar de sua amizade e estima, que sempre me comoveram pela nobreza de suas manifestações. Em carta que me escreveu de próprio punho, em julho do ano passado, manifestou de maneira singela sua disposição de trabalhar, apesar de sua avançada idade. Escreveu ele textualmente: "Ainda gostaria de viver mais alguns anos para concluir certos trabalhos...” E lembrou o livro do seu grande amigo, Padre Bugnini, secretário da Comissão de Liturgia durante o Concílio.
Dom Clemente concluiu a grande liturgia de sua vida aqui na terra. Que ele continue lá no céu intercedendo por nós. Precisamos de seu exemplo para sermos coerentes com a caminhada de renovação eclesial, proposta pelo Concílio, e assumida de maneira tão generosa por Dom Clemente.
Dom Demétrio Valentini, Bispo de Jales, SP
O SEGUIMENTO DE JESUS: O CAMINHO DA CRUZ
◊ Juiz de Fora, 26 ago (RV) - A narrativa de Mt 16, 21-27 começa com as mesmas palavras que Jesus utilizou para provocar em Pedro uma mudança de atitude: “Se alguém quer vir comigo ...” Desta vez, porém, dirige-se a todos os discípulos para explicar-lhes as exigências do seguimento.
A exortação a “tomar a cruz e a negar-se a si mesmo” aparece em outro lugar no Evangelho, mas aqui aparece como condição de seguimento.
Seguir Jesus significa, antes de tudo, negar-se a si mesmo e tomar a Cruz, o que é o mesmo que perder a própria vida para encontrá-la em plenitude. Os primeiros cristãos utilizaram muito a expressão “tomar a Cruz”, para expressar a sua união com Jesus em sua Morte e Ressurreição. É muito provável que Jesus, ao se referir à Cruz, a veja como símbolo de sofrimento e os primeiros cristãos deram a essa expressão um sentido mais pleno, relacionando-a com o mistério da Páscoa de Jesus.
O seguimento de Jesus significa renunciar aos projetos pessoais de realização, aos olhos da sociedade estruturada pelos poderosos, e tomar a cruz. A Cruz era o instrumento de suplício e morte imposto pelos romanos àqueles que ameaçavam a ordem do império. Eram os subversivos. Durante a revolta judaica do ano 6 d.C., os romanos crucificaram 500 revoltosos, em volta de Jerusalém. Tomar a sua Cruz, neste contexto, o que é diferente de “tomar o poder”, não tem nada de messiânico. Tomar a Cruz e perder a sua vida é deixar-se seduzir pelo chamado de Jesus e renovar as estruturas desta sociedade, conformando-a a tudo o que é bom e agradável a Deus.
Aqueles que são seduzidos pelo mundo dos ricos ambiciosos, pensando, assim, salvar suas vidas, são aprisionados pelas malhas do poder. Seguir Jesus e tomar sua cruz significa rejeitar os critérios de sucesso deste mundo e comprometer-se com a construção do mundo novo de fraternidade, justiça e paz, sem temer as adversidades que surgirão.
+ Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
DOM CARRASCO E O VALOR DA MATERNIDADE
◊ Roma, 26 ago (RV) - O Presidente da Pontifícia Academia para a Vida, Dom Ignacio Carrasco da Paula, explicou ao grupo ACI/EWTN Notícias que a maternidade deve recuperar seu significado original de dom de Deus e não ser vista como uma enfermidade. Dom Carrasco assinalou que “a reação diante da notícia da maternidade deve voltar a ser o que foi sempre, uma reação de alegria que leva as pessoas a darem parabéns às mães, e não 'sinto muito'”, como se diz às pessoas quando elas têm uma doença.
O prelado recordou que o Beato João Paulo II foi o incentivador da criação de um dicastério dedicado à defesa da vida há mais de 25 anos. “Ele foi o primeiro em perceber que a Igreja necessitava de uma academia que se dedicasse aos temas de vida como é a biomedicina, ou a biotecnologia”, explicou.
Dom Carrasco assinalou ainda que neste último ano centraram seu interesse em três objetivos: o trauma pós-aborto, os bancos de cordões umbilicais, e os tratamentos para a infertilidade. Em referência à etapa pós-aborto, é necessário “buscar definir no que consiste, se existe algum remédio e como se cura”.
Também se referiu aos novos problemas éticos que surgem em torno de iniciativas como os bancos de cordão umbilical dos recém-nascidos onde há conflitos “de natureza econômica” porque “se converteu em um novo mercado onde há oferta e há demanda, e aí obviamente é quando entra um fator de natureza mercantil aos problemas de tipo éticos”.
Do mesmo modo, explicou que os tratamentos de fertilização in vitro têm “problemas morais muito sérios porque a criança normalmente vem fecundada em um laboratório, e se converte em um objeto muito fácil para a manipulação”. A este problema se une a ausência de moral ao escolher quais zigotos viverão e quais serão destinados à morte ou à investigação, “estas fecundações precisam acontecer após um exame de seleção no qual ficam descartados alguns embriões”, denunciou.
Em fevereiro de 2012, a Academia pela Vida celebrará uma assembléia para alentar práticas a favor da procriação de acordo com a dignidade da pessoa, desde a etapa embrionária até a morte e em defesa da maternidade como dom de Deus. Dom Carrasco explicou que os novos estudos do dicastério incluem progressos extraordinários neste campo pois se encontraram vias que ajudam à fertilidade sem necessidade de recorrer a procedimentos mais caros e que têm estes problemas éticos tão graves como a redução embrionária. Esta prática – envolvida na fecundação in vitro - consiste em provocar a morte de vários embriões dentro do útero materno. “Muitas vezes restam menos de três, dois ou um só, infelizmente isto é feito. É uma praxe lamentavelmente diária, de rotina”, denunciou.
Dom Carrasco de Paula também recordou que a defesa da vida inclui assistir às pessoas que enfrentam a última fase de suas peregrinações na terra. “Nesta última grande prova que devem superar, necessitam uma particular ajuda e por ajuda entendo não só a fase técnica, mas também a assistência pessoal, de afeto, de consideração, de respeito à sua dignidade”, indicou. É preciso recordar “que estas não são pessoas que deixaram de ser interessantes para a sociedade ou que se converteram em seres inúteis e que não têm nada que dizer”, concluiu. (SP)
PADRE GERALDO, CNBB, E A JMJ-RIO
◊ Cidade o Vaticano, 26 ago (RV) – Concluiu-se no último domingo em Madri a 26ª Jornada Mundial da Juventude da qual participaram mais de 2 milhões de jovens. A presença marcante de Bento XVI em Madri aumentou o entusiasmo dos jovens. O Santo Padre durante os encontros reafirmou a necessidade de ajudar os jovens discípulos de Jesus a manterem-se firmes na fé e a assumirem a “bela aventura de anunciá-la e testemunhá-la abertamente com a sua própria vida. Os jovens entenderam isso e certamente levaram de retorno para casa, a certeza de pertencer à Igreja de Cristo. Os jovens brasileiros levam ainda nas suas mochilas a responsabilidade do próximo encontro e da acolhida daqueles jovens que irão ao Rio para encontrar o Papa, mas acima de tudo o Cristo Redentor. Sobre a Jornada nós conversamos com o Assessore de Comunicação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Padre Geraldo Martins. (SP)
NOVO PRESIDENTE DE CABO VERDE PROPÕE A LIVRE CIRCULAÇÃO NA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA (CPLP)
◊ Nova Iorque, 26 ago (RV) - O presidente eleito de Cabo Verde afirmou que está pronto para promover a livre circulação de pessoas entre os oito países que falam a língua portuguesa. Em sua primeira entrevista à Rádio ONU, desde a vitória nas eleições de domingo, Jorge Carlos Fonseca afirmou que, apesar de difícil, a ideia “não é uma utopia”.
“Se nós não formos capazes com vontade política e imaginação de encontrar, a prazo, condições para a livre circulação, eu creio que teremos falhado como pessoas que querem, patrocinam e desejam uma verdadeira comunidade de povos de língua portuguesa. Portanto, é preciso trabalhar neste sentido. Eu estou disponível para trabalhar. Eu sei que não é fácil. Mas se houver motivação. Há um problema também com a motivação dos Estados. Qualquer um de nós, países da Cplp, pode dar mais para a Cplp e para sua afirmação no plano internacional”, afirmou.
Criada em 1996, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, reúne atualmente as oito nações que falam o idioma. O principal objetivo do bloco é a concentração político-diplomática, além da promoção da língua portuguesa.
A comunidade lusófona reúne cerca de 245 milhões de pessoas que falam português como primeira língua das Américas à Ásia. (ONU/RB)
ISRAEL-GAZA: JIHAD ISLÂMICA ANUNCIA TRÉGUA UNILATERAL
◊ Cidade do Vaticano, 26 ago (RV) – As facções da Jihad islâmica da Faixa de Gaza anunciaram um cessar-fogo unilateral a partir da meia-noite desta sexta-feira. A aceitação da trégua por parte dos grupos da Jihad e do Hamas teria sido conseguida por meio da junta militar que comanda o Egito desde março. Entretanto, para o exército israelense o alerta ainda é alto e os militares de Israel estão prontos a retomar os bombardeios na Faixa de Gaza caso os ataques voltem acontecer. Sobre as razões que levaram o Hamas a proclamar a trégua, a Rádio Vaticano conversou com Antonio Ferrari, enviado especial à região em conflito do jornal Corriere della Sera.
“É o resultado de um alarme: seja para o Egito, seja para o Hamas. De fato se recordarmos o recente atentado em Eliat, com os extremistas que vieram do Monte Sinai, uma área que até pouco tempo estava desmilitarizada, poderemos encontrar uma possível explicação: o Egito – que hoje vive uma realidade um pouco mais confusa de quando Mubarak estava no poder – agora governado por um junta militar, que deve preparar o país para as eleições, não pode tolerar o forte deterioramento da crise palestino-israelense. Por outro lado, o Hamas deve confirmar sua posição central a respeito aos grupos da Jihad, propondo o cessar-fogo unilateral”.
Apesar dos conflitos, os palestinos continuam elaborando o projeto que será apresentado às Nações Unidas solicitando o reconhecimento como Estado. No Conselho de Segurança, a China disse não se opor ao eventual desenvolvimento do Estado palestino.
“Não se opor é uma coisa, votar a favor é uma outra. Provavelmente a China não deve ser opor e poderia também votar a favor, mas a China é somente um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Eu creio que as pressões, outra vez, cairão sobre os próprios palestinos. Abu Mazen já declarou mais de uma vez: ‘quero resultados, porque se não tenho resultados é claro e evidente que terei pouca legitimidade diante do meu povo e isso justamente no momento em que estão sendo reconstruídas as bases para um acordo entre a Autoridade Nacional Palestina (Anp), os laicos e os fundamentalistas’. Se não existe qualquer resultado é claro que o risco ou a possibilidade de proceder com a autoproclamação é forte”. (RB)
ATENTADO NA SEDE DA ONU NA NIGÉRIA MATA AO MENOS 18
◊ Cidade do Vaticano, 26 ago (RV) – Uma fortíssima explosão causada, de acordo com as primeiras informações das forças de segurança, por um carro-bomba que explodiu num dos acessos principais do edifício, destruiu parte do escritório das Nações Unidas em Abuja, capital da Nigéria. A confirmação veio do porta-voz da ONU, em Genebra.
Segundo testemunhas, uma intera área teria ruído o que não teria dado chances de fuga para quem estava nos andares subterrâneos: ao menos cinco pessoas, de acordo com um funcionário da ONU que sobreviveu.
Este é o segundo atentado à uma zona importante da capital nigeriana, depois da bomba que explodiu em junho passado num estacionamento do quartel geral da polícia local. O atentado, que na época provocou a morte de 10 pessoas, foi reinvidicado pelo grupo terrorista islâmico Boko Haram. O grupo pretende estender a lei islâmica a todo país.
Horas depois do ataque desta sexta-feira, o mesmo grupo também assumiu a autoria. (RB)
A SITUAÇÃO DOS PAQUISTANESES UM ANO APÓS AS ENCHENTES
◊ Islamabad, 26 ago (RV) – A distância de um ano das graves inundações que atingiram o Paquistão causando sérios danos ao país e à população, as mulheres estão pagando, também agora, a conta mais cara. Segundo relatório da Comissão de Direitos Humanos da Ásia, os aluviões de 2010 foram os piores que já passaram pelo país, deixando um quinto do território debaixo d’água e um saldo de dois mil mortos e 20 milhões de desabrigados. Tudo isso em uma nação já devastada pelos efeitos da guerra guiada pelos Estados Unidos, por estes, dita contra o terrorismo.
Hoje, embora muitas pessoas já tenham conseguido voltar às suas casas, pouco se sabe sobre as suas reais condições de vida. Homens de famílias menos favorecidas têm dificuldade de encontrar trabalho e as mulheres, principalmente nos pequenos vilarejos, exercem uma dupla função. Dedicam-se à reconstrução das suas casas danificadas, trabalhando com tijolo, argila e cimento, para deixarem-nas de novo em pé, e, quando terminam essa tarefa, juntam-se aos maridos no campo.
Ainda a perda de bens materiais aumentou o estado de pobreza e favoreceu, por conseqüência, os matrimônios precoces, situação que poderia ser evitada se fossem postos em prática programas anti-pobreza para as mulheres, prejudicadas também por um frágil sistema de saúde pública.
Durante as fortes chuvas, por exemplo, campos médicos de emergência provinham atendimento pré e pós parto para as grávidas, mas, passado o período crítico, essas mães ficaram sem assistência, e sofrem agora também os seus filhos. Por má nutrição, muitos têm sérios problemas de saúde, pois muitas famílias perderam suas criações de animais e plantações, ficando sem leite e sem alimentos.
Um outro exemplo é o que ocorre no vilarejo de Dera Shahwala, uma das regiões mais atingidas no sul de Punjab. Lá, uma das maiores fontes de renda das mulheres pobres é a colheita de algodão, atividade que perderam após esse desastre natural. Em algumas regiões, a terra ficou totalmente devastada e inutilizada para futuros cultivos, reduzindo ainda os recursos dos trabalhadores do campo e privando as mulheres do seu principal meio de subsistência. (ED)
AGRICULTORES QUENIANOS DOAM ALIMENTOS ÀS VÍTIMAS DA SECA NO PAÍS
◊ Nairóbi, 26 ago (RV) – São mais de três milhões e 600 mil os quenianos em urgência alimentar devido à seca no Chifre da África. E para tentar resolver o problema, de acordo com a Cruz Vermelha atuante no país, os agricultores locais organizaram-se para doar alimentos das suas colheitas aos seus compatriotas do Rift Valley Province.
Com limitações por falta de verba e de meios de transporte, os agricultores doaram, até agora, 500 sacos de legumes como batatas, cenouras, couves e abóbora.
Essa iniciativa particular, mesmo com o ceticismo do governo, está seguindo adiante e contribuindo para salvar vidas no Quênia. O país agora está se organizando para fazer com que esses alimentos cheguem à região de Turkana e ao norte do país. (ED)
CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU DEVE IMPOR NOVAS SANÇÕES À SÍRIA
◊ Cidade do Vaticano, 26 ago (RV) – Já são cinco meses de protesto contra o regime de Assad e, em nenhum momento, a violência deu trégua. As operações militares estão concentradas na fronteira com o Iraque e nas últimas 24 horas pelo menos oito soldados e quatro civis foram mortos.
O Conselho de Segurança da ONU deve impor novas sanções contra vinte e duas pessoas ligadas ao regime e quatro centros de inteligência, apesar de Rússia e China terem dito não. Sobre o voto contrário, o professor de Relações Internacionais da Universidade Católica de Milão, Vittorio Parsi, diz que a decisão pesa, contudo não é a cartada final.
“A oposição de Moscou e Pequim é importante para bloquear qualquer resolução do Conselho de Segurança que produza um regime de sanções internacionais. Mas não é capaz de bloquear as determinações da União Europeia, dos Estados Unidos e dos países árabes. No meu entender, o mais importante será a posição de Israel: se Israel continuar com essa política de não dar o braço a torcer nas relações com Gaza e com a Cisjordânia, isso claramente reforça Assad, porque os árabes podem querer tudo, mas seguramente não querem presentear Israel com vantagens estratégicas.
Sobre uma possível intervenção militar internacional como a que acontece na Líbia, Vittorio Parsi é direto.
“Absolutamente não, porque a Síria é um país mais populoso, mais armado. Se houvesse uma intervenção, mesmo que somente com ataques aéreos, todos que desconfiassem de Israel, teriam razão, objetivamente. Então, isso não pode ser feito. Não se pode entrar nas dinamicas do conflito árabe-israelense, muito menos num momento como este em que não existe nenhum sinal, por parte de Israel, de revitalizar o processo de paz”.
O professor acredita ainda que todas as ações que enfraquecem o regime de Assad são positivas, como o bloqueio de bens e de vistos, contudo afirma que tudo deve ser feito esperando por movimentos inescrupolosos de Assad.
“A Síria, além de estar envolvida no conflito árabe-israelense, é também o nó da região chamada Meia-lua xiita, que compreende ainda o Irã, o Iraque e Líbano. Por isso, podemos esperar que a Síria reaja usando suas cartas no Líbano, que qualquer enfraquecimento da Síria poderia trazer maiores dificuldades ao Irã e que o Irã poderia agir, mas, antes o Líbano por meio de seus aliados do Hezbollah. Mas isso pode acontecer também em outros lugares, o que não pode acontecer é tornar-se cúmplice de quem oprime as aspirações por mudanças do povo árabe”.
(RB)
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