Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

OBRAS PRIMAS MARIANAS ESTARÃO EXPOSTAS DURANTE A VISITA DE BENTO XVI À ALEMANHA

◊ Cidade do Vaticano, 06 set (RV) – A partir de hoje até 8 de janeiro de 2012, a Galeria Estatal de Artes de Dresden, na Alemanha, receberá a mostra “Esplendor Celeste. Raffaello, Dürer e Grünewald pintam a Virgem Maria”, que estará em exposição na Pinacoteca Alte Meister.

Por esta ocasião, a Virgem Maria de Foligno, de Raffaello, até hoje jamais exposta fora dos Museus Vaticanos, será excepcionalmente colocada ao lado da Virgem Maria Sistina, que pertence ao museu de Dresden.

A mostra foi preparada em concomitância com a visita do Papa à Alemanha, entre 22 e 25 de setembro. Provavelmente, as duas obras permaneceram juntas por um certo período na oficina de Raffaello. Em 1512, foi pintada a Virgem de Foligno e no mesmo ano o Papa Júlio II teria financiado a Virgem Sistina.

Ainda será exposto o preciso rascunho da assinatura de Raffaello para a Virgem de Foligno, o único desenho preparatório existente (Museu Nacional, Londres). (RB)


VATICANO PARTICIPARÁ EM PRAGA DE FEIRA FILATÉLICA E NUMISMÁTICA

◊ Cidade do Vaticano, 06 set (RV) - Pela primeira vez, o Departamento Filatélico e Numismático do Vaticano participará da Feira do colecionamento, que este ano chega à sua XIV edição. O evento terá lugar em Praga, na República Tcheca, de 8 a 10 do corrente. Trata-se de uma experiência extraordinária para todos os colecionadores de selos e moedas, ressalta a agência católica Sir.

Segundo os organizadores, os selos e as moedas das coleções vaticanas – de tema religioso ou artístico – "representam uma nomenclatura de coleção forte e importante".

As negociações para obter uma resposta positiva por parte do Vaticano duraram três anos. O evento será seguido de um mercado de investimentos em ouro, moedas e pedras preciosas, chamado "Feira do investidor".

Ambos os eventos são de caráter internacional e patrocinados pelo Ministério da Educação, Juventude e Esporte da República Tcheca: estarão presentes, ao menos, 260 expositores de 35 países, 20% a mais em relação ao ano passado. (RL)


NO CEARÁ, IGREJA CONSCIENTIZA SOBRE TRABALHO ESCRAVO

◊ Fortaleza, 06 set (RV) - A Comissão Pastoral da Terra (CPT) Ceará e o Mutirão Pastoral contra o Trabalho Escravo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), buscando implantar o projeto em todo o Ceará, realizaram nos dias 2 a 4, no Sitio São Francisco, em Horizonte, Ceará, um seminário de formação sobre o Mutirão Pastoral. Os objetivos foram discutir a problemática do trabalho escravo no Brasil e identificar situações de escravidão naquele estado, bem como fazer encaminhamentos na linha da erradicação.

Participou do evento o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz, Padre Ari Antônio dos Reis, e mais dois membros do grupo de trabalho do Mutirão Pastoral contra o Trabalho Escravo, Gabriel Souza e Francisco Alan. O encontro teve a participação de 20 pessoas de várias dioceses e pastorais do Ceará.

O encontro está dentro do programa que a CNBB lançou em 2010: “Ouvi o Clamor do meu Povo: Mutirão Pastoral contra o Trabalho Escravo”, que busca aproximar a Igreja das situações análogas ao de trabalho escravo em todo o Brasil e promover ações concretas para a erradicação do trabalho escravo.

Além das Pastorais Sociais do Regional Nordeste I (Ceará), movimentos sociais também participaram do momento de Fortaleza.

Nos mesmos dias, ainda no Ceará, a rede “Um Grito pela Vida” promoveu o Curso de Formação para Multiplicadores na Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, com a proposta de entender a dimensão atual deste fenômeno no Ceará.

Estudantes de Jornalismo, Serviço Social e Turismo, religiosas, agentes de pastorais e do poder público participaram do evento. “Temos que fazer o invisível tornar-se visível. As pessoas precisam entender a dimensão que é o tráfico de pessoas”, enfatizaram os organizadores do encontro.

Para a representante do Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Tráfico de Seres Humanos e Assistência às Vítimas do Estado do Ceará, Andréia Costa, um dos principais problemas no estado é o turismo sexual.

Segundo a rede “Um Grito pela Vida”, as maiores vítimas do tráfico de pessoas são mulheres, que serão forçadas a se prostituírem. “Não tem como você saber quem está sendo vítima de tráfico de pessoas. É igual à violência doméstica. É silenciosa e carregada de preconceitos”, afirma Andréia Costa.

Em outro ponto da Aquidiocese de Fortaleza, em Horizonte, um grupo articulado pela Pastoral do Migrante e a Comissão Pastoral da Terra do Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará), se encontraram para refletirem sobre o que é trabalho escravo e partilharem sobre a realidade no Ceará.

“Precisamos entender que trabalho escravo é aquele que priva a liberdade e coloca o trabalhador em situação degradante. Hoje ele está também nas cidades, dentro das fábricas, na construção civil e no trabalho informal”, ressalta o coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Regional, Thiago Valentim.
(CNBB-CM)


CIMI, HÁ 30 ANOS ATUANDO EM RONDÔNIA

◊ Porto Velho, 06 set (RV) - O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade ligada à Igreja Católica, completou 30 anos de atuação em Rondônia. O início dos trabalhos, em 1981, coincidiu com a implantação de um novo ciclo econômico e a chegada de uma leva de migrantes que provocou um avanço significativo da colonização sobre os territórios indígenas.

“Durante a sua trajetória de trabalho, o Cimi buscou incentivar a organização dos indígenas para a defesa de seus direitos e também para que mantenham sua cultura e religiosidade” - informa a coordenadora da entidade, Irmã Emília Altini.

O Cimi/RO conta com 13 missionários, que atuam nos municípios rondonienses de Porto Velho, Ji-Paraná e Guajará-Mirim, e Humaitá, no Amazonas. Os missionários atendem cerca de 12 mil índios de 55 etnias, que vivem em Rondônia, no sul do Amazonas e no noroeste do Mato Grosso.

Grande parte dos povos que vivem na região conta com associações ou outras entidades representativas, articuladas por meio da Comissão do Movimento Indígena, que por sua vez está ligada a entidades nacionais e internacionais.

Empobrecidos e dependentes, os indígenas passam por sérias dificuldades de sobrevivência e têm seus territórios tradicionais ameaçados pelas obras de infra-estrutura – usinas hidrelétricas e rodovias – tocadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - lamenta a Irmã Emília Altini. “É mais um ciclo econômico que ameaça os territórios tradicionais”
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A missionária Maria Petrolina Neto explica que os índios hoje necessitam de dinheiro: “O modo de vida tradicional destes povos era nômade. Eles ficavam em uma região por determinado tempo e se mudavam quando a caça e outros recursos escasseavam, para dar tempo para a natureza se recompor naturalmente. Hoje eles não têm como fazer esta itinerância, porque vivem em espécies de ilhas, rodeados por áreas colonizadas, e por isso precisam produzir para se alimentar e também para ter uma fonte de renda”.
(CM)


GOVERNO CUBANO À IGREJA: NÃO AGREDIMOS AS DAMAS DE BRANCO

◊ Havana, 06 set (RV) – Nesta segunda-feira, o Arcebispo de Havana, Cardeal Jaime Ortega, por meio de um comunicado à imprensa feito pelo seu porta-voz, respondeu às perguntas dos jornalistas que pediram a opinião da Igreja local sobre os incidentes de domingo passado em Havana e Matanzas, nos quais foram envolvidas algumas mulheres do grupo “Damas de Branco”, esposas ou parentes de dissidentes políticos libertados recentemente. Maus-tratos, ataques da polícia e retorno forçado às residências foram denunciados por líderes do movimento.

O comunicado, com referência “às declarações das mesmas pessoas”, deixa claro que “como é conhecido, até porque foi reiterado diversas vezes, a violência de qualquer tipo, verbal ou física, perpretada contra pessoas inocentes, não tem nenhuma justificativa”.

A nota do Arcebispo de Havana segue dizendo que “diante ao exposto, o governo cubano disse à Igreja que de nenhum centro de decisões em nível nacional saíram ordens para agredir as “Damas de Branco”. (RB)


IGREJA NO URUGUAI CELEBRA MÊS DA BÍBLIA

◊ Montevidéu, 06 set (RV) - A Igreja no Uruguai celebra o Mês da Bíblia. "Transmitir o amor pela Palavra" foi o tema escolhido pela Comissão Episcopal Bíblico-Catequética da Conferência dos Bispos do Uruguai para que os fiéis vivam intensamente a leitura e a reflexão da Bíblia, neste mês.

A comissão convida as dioceses a promoverem encontros comunitários para aprofundar a mensagem de salvação contida nos textos sagrados.

O organismo deseja reforçar nas comunidades eclesiais o amor pelas Sagradas Escrituras, o encontro pessoal com Cristo, promover a leitura da Bíblia nas famílias, e propor aos fiéis a Palavra como dom de Deus, caminho de autêntica conversão, renovada comunhão e solidariedade.

Outro objetivo da Comissão Bíblica é tornar a leitura e a meditação da Bíblia um momento de inspiração que deve incidir na vida cotidiana e envolver as pessoas de todas as idades, sobretudo os jovens.

O organismo recorda que a Palavra de Deus é alimento para a vida de todo cristão e uma pessoa se alimenta da Palavra quando a ouve e a coloca em prática.

A Comissão Bíblica ressalta ainda que a missão e a ação evangelizadora da Igreja pedem um contato assíduo com a Palavra de Deus. (MJ)


ENCONTRO MUNDIAL PELA PAZ: NA ALEMANHA PARA FECHAR DECÊNIO DE GUERRA APÓS O "11 DE SETEMBRO"

◊ Berlim, 06 set (RV) - "Vamos à Alemanha, ao coração da Europa, para tentar dizer "fechemos o decênio da guerra, fechemos o decênio em que pareceu que o conflito entre as civilizações fosse a única escolha, ou um dado de fato, ou uma necessidade."

Foi o que disse nesta segunda-feira, em Berlim, o porta-voz da Comunidade romana de Santo Egidio, Mario Marazziti, apresentando, na Embaixada Italiana, o Encontro Mundial pela Paz – este ano como tema "Bound to Live Together. Religiões e Culturas em diálogo" – que se realizará em Munique – Sul da Alemanha – de 11 a 13 do corrente.

O encontro tem este ano um aspecto particular – disse Marazziti – porque "nos encontramos à distância de dez anos de 11 de setembro, na vigília da viagem do Papa à Alemanha e à distância de 25 anos do primeiro grande Encontro Mundial Inter-religioso pela Paz, promovido por João Paulo II, em Assis.

Os últimos dez anos "foram terríveis: o balanço é de 137 mil mortos no Afeganistão, Paquistão e Iraque somente na sociedade civil, mais todas as vítimas militares". Nestes dez anos "o diálogo foi ridicularizado, como se fosse uma escolha ingênua em tempos duros" – disse –, enquanto as sociedades européias estão sempre mais se defrontando com "o problema da convivência".

Por isso, a Comunidade de Santo Egidio reafirma o seu papel de "artesã do diálogo entre as religiões, as culturas para reencontrar as razões do viver juntos". O encontro de Munique será aberto no próximo domingo, dia 11, com uma celebração eucarística presidida pelo Arcebispo de Munique, Cardeal Reinhard Marx, com a participação das Igrejas cristãs e das Comunidades eclesiais.

O encontro terá uma consistente e significativa participação de líderes religiosos: cardeais e bispos da Igreja Católica; ilustres representantes do mundo evangélico e reformado internacional e alemão; prestigiosas delegações das Igrejas ortodoxas e orientais; e numerosas delegações judaicas e islâmicas. (RL)


NOMEADO NOVO DIRETOR PARA A 'CIVILTÀ CATTOLICA'

◊ Roma, 06 set (RV) - A Província italiana da Companhia de Jesus publicou hoje um comunicado em que informa da nomeação do Padre Antonino Spadaro, para novo Diretor da revista quinzenal “Civiltà Cattolica”.

A revista é a mais antiga da Itália: tem 162 anos. Seus redatores, grupo chamado ‘Colégio de Escritores’ devem ser jesuítas, como estabelecido por um instituto pontifício. Eles também têm a responsabilidade de administrar a revista.

Já a partir do próximo número, nas bancas em outubro, Pe. Spadaro substitui o atual Diretor, Pe. Gianpaolo Salvini, responsável desde julho de 1985.

O novo Diretor é siciliano e tem 45 anos. Estudou filosofia, comunicações sociais e é doutor em teologia. Começou a escrever na “Civiltà Cattolica” em 1994, cuidando de temas culturais, e de modo especial, de como as novas tecnologias da comunicação mudam o modo de viver e pensar a fé. Foi responsável 5 anos pelas atividades culturais dos jesuítas na Itália.

Embora seja uma revista italiana, a “Civiltà Cattolica” não depende da Província da Itália, mas diretamente do Padre Geral, como todas as obras internacionais da Companhia em Roma.

A “Civiltà Cattolica” sai no primeiro e terceiro sábado do mês, totalizando 2.500 páginas anuais.
(CM)


COSTA DO MARFIM: AJUDA DOS MISSIONÁRIOS SALESIANOS

◊ Abidjan, 06 set (RV) - O missionário salesiano Pe. César Fernández denunciou o aumento da insegurança na Costa do Marfim.

Segundo o sacerdote, muitas armas circulam pelas ruas e os assaltos são muito freqüentes. O país sofre ainda os efeitos da corrupção e da crise política gerada pelo ex-presidente Laurent Gbagbo que não queria deixar o cargo ao vencedor das eleições e atual presidente, Alassane Ouattara.

Ouattara assumiu a presidência em 11 de abril deste ano, após a prisão de Gbagbo, encerrando um período de cinco meses de tensões políticas na Costa do Marfim.

O missionário frisou que os preços dos alimentos aumentaram e muitas pessoas perderam seu trabalho. Na capital Abidjan, a convivência ainda é algo difícil, pois existe ressentimento e desejo de vingança.

Os salesianos dão sua contribuição para o desenvolvimento da Costa do Marfim, investindo na educação e formação dos jovens. Em Abidjan, Korhogo e Duékoué os religiosos trabalham com os meninos de rua oferecendo-lhes educação para que se tornem cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.

As Missões Salesianas na Itália enviaram 60 mil euros para ajudar o trabalho missionário dessa congregação na Costa do Marfim. (MJ)


PATRIARCAS ORTODOXOS FAZEM APELO EM FAVOR DA CONVIVÊNCIA PACÍFICA ENTRE FIÉIS DAS DIFERENTES TRADIÇÕES RELIGIOSAS

◊ Istambul, 06 set (RV) - "Apelamos aos líderes políticos e religiosos do Oriente Médio e do mundo inteiro a fim de que promovam princípios e compromissos em favor da coexistência pacífica entre os fiéis das diferentes tradições religiosas, expressando toda a nossa solidariedade a todos aqueles que são vítimas de discriminações, violências e perseguições."

Concluiu-se com uma forte mensagem em favor da reconciliação dos povos no Oriente Médio o encontro dos Patriarcas dos mais antigos Patriarcados ortodoxos (Alexandria, Antioquia e Jerusalém) e da Igreja de Chipre.

O encontro, promovido em Istambul, na Turquia, pelo Patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, foi essencialmente centralizado na situação dos cristãos no Oriente Médio e no futuro deles.

Encontravam-se presentes o Patriarca de Alexandria do Egito, Theodoros; o Patriarca de Jerusalém, Theophilos; e o Arcebispo de Chipre, Chrysostomos. O próprio Patriarca Bartolomeu I, ao abrir os trabalhos, expressara a sua "preocupação com os eventos políticos que estão se verificando no Oriente Médio e com o seu impacto na vida dos cristãos que vivem naquela região".

Na mensagem, os patriarcas recordam as "profundas raízes" da Igreja de Cristo na região do Oriente Médio. Os patriarcas descrevem a difícil situação em que vivem os cristãos na região: são tratados – lê-se na mensagem – "como cidadãos de segunda classe"; "seus lugares de culto são profanados ou destruídos"; a atividade religiosa e educacional "é comumente limitada".

"Somando-se a tudo isso, registram-se assaltos e violências sangrentas contra os cristãos perpetradas por parte de grupos religiosos extremistas."

Embora não queira interferir na esfera política, os patriarcas acrescentam: "A Igreja não pode ficar indiferente diante desses problemas e dos princípios fundamentais, antropológicos e sociológicos, especialmente quando esses problemas ameaçam ou colocam em risco a dignidade e a liberdade das pessoas enquanto imagem de Deus". (RL)


RV: 80 ANOS - A HISTÓRIA DOS PROGRAMAS

◊ Programa Suaíli

Cidade do Vaticano, 6 set (RV) – Em 28 de setembro de 2011 o programa Suaíli da Rádio Vaticano vai comemorar 19 anos de transmissão, retomada em 1992 depois de muitos anos de silêncio. O principal objetivo da transmissão é, como no passado, aquele de difundir a mensagem de paz, amor e harmonia e promover o contato com o Vaticano, que é o centro da Igreja Católica, com quem fala suaíli, mais ou menos 30 milhões de pessoas que vivem nos países do centro e Leste da África.

A ideia de um serviço radiofônico em suaíli nasceu em 1960, depois da criação do Programa Inglês para a África, em 1958. A iniciativa foi de Padre Peter Van Peltun, um sacerdote holandês fascinado pela língua suaíli. Motivado por essa paixão, por volta de 1959 quis criar uma sessão em suaíli para os ouvintes da África central e do Leste. Mas a realização se tornou difícil, já que o trabalho de traduzir cabia somente a ele, de maneira voluntária. Por falta de tempo suspendeu os serviços, e ninguém o substituiu. Assim, a transmissão em suaíli foi definitivamente interrompida quando Padre Van Peltun retornou à Holanda, em 1963.

Sete anos mais tarde o programa foi reativado por outro sacerdote jesuíta, também apaixonado pela língua. Padre Bacum, nascido no Burundi, estava em Roma para estudar teologia. Em 1973, outra vez o programa saiu do ar, já que Padre Bacum retornou ao seu país.

Após 19 anos de silêncio, o serviço foi retomado em 1992 pelo Padre Eustace Sequeira, então responsável pelo Programa Inglês para a África. Ele retificou a importância de existir uma transmissão em suaíli, falado por mais ou menos 30 milhões de pessoas. De início, o programa voltou com 10 minutos no ar. Hoje, a voz do Papa em suaíli é transmitida todas as noites e todas as manhãs por 28 minutos.

Olhando para o futuro, no terceiro milênio, a coisa mais importante para os colegas suaílis é anunciar a mensagem de paz, de amor e verdade do Cristo vivo por meio do testemunho do Papa e da Santa Sé. Nossos colegas da redação suaíli agradecem todos que dedicaram tempo e colaboraram para este importante trabalho de difusão da língua suaíli por meio da voz do Santo Padre e da Igreja. (RB)

Programa Tcheco

Cidade do Vaticano, 30 ago (RV) – A primeira transmissão em língua tcheca da Rádio Vaticano foi ao ar em 22 de abril de 1947. O pedido para que o programa fosse criado partiu do arcebispo de Praga, à época Dom Josef Beran, e do próprio governo tcheco-eslovaco. Os programas diários de 15 minutos passaram a ser transmitidos regularmente a partir de 1949.

Com o início da ditadura comunista, em fevereiro de 1948, as transmissões em tcheco da Rádio Vaticano se tornaram o único meio de comunicação que não era censurado. Com o fim do comunismo em 1989, aconteceram algumas importantes mudanças, entre elas a reabertura da Embaixada Tcheca junto à Santa Sé. A redação tcheca forneceu as traduções dos discursos do Papa aos meios de comunicação estatais, especialmente a TV Tcheca e a TV Católica NOE.

Desde 1996, a redação tcheca colabora com a Rádio Proglas, uma rádio cristã, que todos os dias retransmite o jornal da noite da Rádio Vaticana e no dia seguinta faz uma réplica. A redação tcheca e a assessoria de imprensa da Conferência Episcopal tcheca mantêm mútua colaboração, principalmente nos trabalhos de tradução das catequeses e das encíclicas do Papa, que regularmente são publicadas pelas editoras católicas tchecas.

Um passo importante foi dado em 2001, com a criação da página na internet do programa tcheco, que se tornou fonte de informação para os meios de comunicação católicos e também para a mídia não-católica. Por isso, sem esquecer o contexto de liberdade política na República Tcheca, a redação tcheca da Rádio Vaticana continua a ser um ponto de referência da comunicação social não somente para os católicos, e sim para todas as pessoas de boa vontade.

A qualidade das transmissões e dos textos publicados está demonstrada pelo fato de que o site tcheco da Rádio Vaticana se encontram nos arquivos da Biblioteca Nacional Tcheca, inclusive com arquivos desde 2006. O Instituto para o Estudo dos regimes totalitaristas propôs ainda de converter as antigas fitas em arquivos digitais todo o material da redação tcheca produzido entre 1947 e 1989. (RB)


Programa Búlgaro

Cidade do Vaticano, 23 ago (RV) - Foi criado nos anos do totalitarismo, que fazia de tudo para acabar com a fé e para separar os búlgaros do mundo cristão, especialmente de Roma. Mesmo assim, as transmissões prosseguiram e nos últimos 20 anos o programa búlgaro reforça a fé de uma Igreja não mais perseguida, mas que procura orientar no período difícil da transição para a democracia.

O programa de 19 minutos é feito por três colegas, que contam com a colaboração de correspondentes nas três dioceses da Bulgária.

Em 21 de novembro de 2009, o programa búlgaro completou 60 anos e as mudanças históricas deram um novo impulso à redação búlgara que encontrou novos meios para atingir mais pessoas na Búlgaria. No início de 1997, quando as velhas forças tentavam tirar o país do caminho da democracia, principalmente nos Bálcãs e no leste europeu, o programa fez sentir sua voz.

“As dramáticas notícias que chegam da Bulgária ecoaram imediatamente na Europa e em particular em todos nós que acompanhamos com interesse os acontecimentos. Mas desejamos que os búlgaros encontrem a estrada da democracia, da liberdade e do bem estar material e espiritual, sem violência, sem derramar sangue e sim por meio da razão e do respeito mútuos. Muito sangue já foi derramado nos Bálcãs nestes anos: agora deve chegar o tempo de paz para toda a grande península”.

Por meio do canal 105 da Rádio Vaticano, o programa búlgaro contribuiu para derrubar preconceitos e velhos clichês do Ocidente em relação ao país dos Bálcãs e, ainda, fez conhecer a verdadeira identidade e o verdadeiro potencial do povo búlgaro. Dois grandes momentos ficaram marcados: a visita de João Paulo II à Búlgaria, em 2002, e a entrada do país na União Europeia, em 2005.

Hoje, os colegas búlgaros procuram estimular os fiéis na Bulgária a colocar suas inteligências e capacidades a serviço da construção comum de uma sociedade mais humana. Sobretudo a dar foco aos novos desafios para a sociedade pós-comunista: desorientamento relativista, materialismo exacerbado, inversão dos valores na sociedade e indiferença nas relações com a fé. A página do programa búlgaro na internet também é um importante instrumento visto que a rede de comunicação da Igreja católica na Bulgária ainda caminha a passos lentos.

Por fim, destaque em língua búlgara para as mensagens do Papa Bento XVI, à missão dos laicos, as relações entre a Igreja e os meios de comunicação, aos jovens. Tudo sob a proteção dos irmãos São Cirilo e Metódio, evangelizadores dos povos eslavos, a serviço da fé e para a renovação espiritual numa Europa unida e cristã. (RB)


Programa Árabe


Cidade do Vaticano, 23 ago (RV) - O programa árabe da Rádio Vaticano existe desde 1949. No início as transmissões eram semanais, o que se seguiu até 1954 de maneira intermitente.

Hoje, quatro colegas trabalham na redação árabe, que transmite todos os dias em ondas curtas dois jornais de 27 minutos para o Oriente Médio e outro de 19 minutos para o Norte da África.
Os ensinamentos do Papa e outras notícias da Igreja no mundo tem destaque no programa árabe, principalmente aquelas da região de alcance do sinal. Eventos ecumênicos e diálogo com as outras religiões – especialmente com o Islã – também ocupam uma parte importante.

Antes da propagação do fundamentalismo religioso de consequencias nefastas para a convivência pacífica entre os povos, principalmente para as comunidades cristãs na região árabe, o programa árabe se empenha no árduo desafio de propagar os ensinamentos do Evangelho em uma região de grandes religiões e civilidade. (RB)


Programa Francês


Cidade do Vaticano, 16 ago (RV) - A história da redação francesa tem início junto com a própria Rádio Vaticano, em 1931, quando os colegas franceses iao ao ar todos os domingos.

A partir de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, os programas em francês passaram a ser diários e eram conhecidos pela imparcialidade e crítica aos excessos dos crimes dos regimes fascista e nazista. Durante a guerra, a Rádio Vaticano foi um precioso instrumento de informação. Os membros da resistência francesa transcreviam os programas. Joseph Goebbels, nazista, tinha jurado de silenciar as transmissões francesas da Rádio Vaticano. Em 1940, a pedido do Papa Pio XII, foi criado um serviço de informação sobre o paradeiro de civis ou militares desaparecidos, no qual era comum a transmissão de apelos e de mensagens aos prisioneiros por parte dos familiares.

Os anos passam e a redação francesa acompanha os acontecimentos do mundo e da Igreja. Enquanto o Concílio Vaticano II e seus documentos sobre a comunicação aprofundam o diálogo entre a Igreja e a sociedade, se assiste também a independência das ex-colônias francesas. Em 1965, com o objetivo de aprofundar as informações para o continente africano, uma segunda redação francesa nasce na Rádio Vaticano com os sotaques da África.

Esta é a meta básica essencial da Rádio Vaticano: informar sobre as atividades do Papa e da Santa Sé e sobre a vida da Igreja no mundo com um panorama vasto sobre a atualidade internacional com atenção particular para as questões esquecidas ou ignoradas.

Hoje a redação francesa tem dois radiojornais de 15 minutos todos os dias, dois flashs e um magazine de 20 minutos. Os programas são retransmitidos por cerca de 120 rádios, muitas das quais cobrem quase toda França. Mas os programas franceses da Rádio Vaticano não têm fronteiras, são transmitidos ainda por rádios belgas, libanesas e canadenses, nas Antilhas, Polinésia, Madagascar e em inúmeros países da África, entre os quais a República Democrática do Congo, Camarões e Benin. Assim, milhares de ouvintes podem conhecer as questões prioritárias para o Vaticano, como a liberdade religiosa, o respeito dos direitos humanos, a dignidade da pessoa, as desigualdades sociais, o ambiente. Os grandes acontecimentos da vida da Igreja têm lugar de destaque: as viagens do Papa, os Sínodos, as conferências e os encontros organizados pelos dicastérios da Cúria Romana.

Com sua grande bagagem histórica e seu público vasto, a redação francesa está pronta para os desafios modernos. Com a dissiminação de fontes de informação provocadas pelas novas tecnologias, qual é o papel da Rádio Vaticano? O que a torna especial? Encontrar novas alternativas na internet com a possibilidade de realizar transmissões especiais. Promover parcerias com outros meios de comunicação para ganhar mais visibilidade são algumas das possibilidades.

Assim como a Rádio Vaticano, a redação francesa tem 80 anos, mas ainda muito a fazer. (RB)


Programa Somali

Cidade do Vaticano, 09 ago (RV) - O programa em língua somali da Rádio Vaticano nasceu em outubro de 1992, um ano depois, com o fim do Estado somali após a guerra civil que eclodiu em diversas partes do país.

O ano de 1991 também ficou marcado pela derrota do então presidente Mohamed Siad Barre e o início da luta pelo poder entre os vários clãs somalis. A queda do Estado somali varre também a presença física e vísivel da Igreja, chegada na Somália por volta de 1900. As igrejas e as várias construções das missões católicas fora saqueadas e destruídas. Os missionários foram obrigados a abandonar seus postos por causa da insegurança e da “tribalização” da guerra civil.

Contudo, a Igreja encontrou um modo de continuar presente, por meio das operações humanitárias da Caritas, das Irmãs Missionárias da Consolata e outras organizações e pessoas inspiradas pela fé católica.

Dom Giorgio Bertin, à época administrador apostólico da Diocesi de Mogadiscio, depois do assassinato do Bispo Salvatore Colombo, em 1989, se refugiou na capital do Quênia. A sua primeira preocupação foi organizar missões humanitárias em favor das pessoas que ficaram na Somália e também dos refugiados no Quênia.

Mas sentia que não era suficiente, era preciso acompanhar esse trabalho com a Palavra de Deus. Se a Somália estava à beira do abismo também era porque o coração das pessoas não estava suficientemente iluminado com a Palavra: para o renascimento era necessário uma palavra de reconciliação, de bondade e justiça.

Dom Bertin sentiu o desejo de poder se aproximar da população somali não somente por meio de alimentos e medicamentos, mas também com palavras inspiradas na Sabedoria de Deus.

Asim, depois de ter visto que localmente não seria possível criar e transmitir um programa de rádio em língua somali, Dom Bertin veio à Rádio Vaticana para encontrar Pe. Federico Lombardi, à época Diretor dos programas. Conseguiu então fazer com que um pequeno espaço em língua somali fosse ao ar uma vez por semana, com 10 minutos de duração.

O tradutor e a voz do programa somali é um somali católico refugiado no Quênia que, junto com Dom Bertin, prepara o conteúdo, grava e envia a Roma.

Durante todos estes anos o programa somali abordou diversos aspectos da fé e da vida cristã: páginas da Bíblia importantes do ponto de vista social, comentários sobre a Palavra de Deus dos Domingos, páginas do ensinamento social da Igreja, páginas dos dois Sínodos Especiais para a África, a versão curta da Catequese da Igreja Católica, orações, testemunhos dos mártires da nossa época, entre outros.

Apesar da grave crise que se abate no país do Chifre da África, muitos sintonizam as emissões a partir de Roma da Rádio Vaticano. (RB)


Programa Bielorusso


Cidade do Vaticano, 02 ago (RV) - O programa bielorusso da Rádio Vaticano vai ao ar há mais de 60 anos. Em 1949, começaram os esforços para introduzir o programa na grade. Após autorização do Papa Pio XII, em 6 de janeiro de 1950 era inaugurada a transmissão em língua bielorussa, a primeira produzida e gerada fora do país.

Até 1989, o programa bielorusso teve uma importância fundamental, já que a situação da Igreja nos anos 50, em particular pela falta de sacerdotes, era complicada. Somente por meio do programa bielorusso era possível manter o contato com a voz do Papa e os acontecimentos da Santa Sé e do mundo.

Grande parte do programa era dedicada aos temas religiosos e educativos: desde o ensino dos fundamentos da fé até abordagens sobre os problemas religiosos e morais. Também eram transmitidas orações e textos liturgicos. Uma das grandes responsabilidades da redação bielorussa era traduzir os documentos papais e os discursos do Papa. Ao mesmo tempo, os colegas bielorussos também tinham espaços culturais, com destaque para as raízes cristãs da cultura bielorussa.

Até 1989 a redação não teve contato com a Bielorussia. Além disso, as transmissões eram bloqueadas pela KGB. Somente depois da ‘perestroika’ foi possível transmitir reportagens sobre a vida religiosa e pública da Bielorussia feitas por jornalistas de Minsk, Hrodna, Vicebsk.

Durante o período de retomada das estruturas eclesiásticas na Bielorussia, a Rádio Vaticano passou a ter um papel importante nesse processo: o de servir como ponte entre a Santa Sé e a Igreja católica e de ser, ainda, uma das poucas fontes de informação completa e integral sobre as atividades do Santo Padre em língua bielorussa.

Programas católicos e religiosos são raros nas rádios da Bielorussia, por isso as transmissões a partir de Roma desenvolvem um importante caráter de formação do ponto de vista moral, ético e religioso. A Bielorussia é um país pluri-confissional, por isso o programa bielorusso da Rádio Vaticano tenta, de maneira objetiva, fazer uma apresentação da vida social e religiosa, promover a concórdia e o respeito recíproco entre todos os representantes de todas as confissões religiosas dentro de um espírito ecumênico.

Atualmente, a principal tarefa do programa Bielorusso é a de acolher de maneira perspicaz os processos que acontecem na Igreja católica e na sociedade bielorussa, e responder a estes acontecimentos dentro dos ensinamentos da Igreja com um trabalho ligado à Igreja local que contribui para o seu ressurgimento.(RB)


Programa Vietnamita


Cidade do Vaticano, 26 jul (RV) - O padre jesuíta Sesto Quercetti foi o precursor do Programa Vietnamita da Rádio Vaticano. Missionário e superior dos jesuítas no país asiático, foi expulso pelo governo comunista em 1976. Cinco anos mais tarde, de volta a Roma, fundaria o Programa Vietnamita que teve sua primeira transmissão, de 23 minutos, em 1º de janeiro de 1981.

No começo o programa vietnamita compreendia notícias, reportagens sobre as atividades da Santa Sé e da Igreja, um comentário sobre o evangelho do dia e, uma vez por semana, um comentário sobre os eventos mais importantes do mundo.

A partir de 1991, graças aos desenvolvimentos tecnológicos, a duração do programa diário saltou de para 42 minutos. Apesar disso, o quadro pessoal continuou o mesmo: quatro redatores, com ajuda de alguns colaboradores externos.

Além do noticiário e das editorias sobre as atividades religiosas, o programa vietnamita criou espaços para a formação e o testemunho cristãos. Isso para atender as necessidades da formação dos seminaristas, religiosos e laicos no Vietnã que não tinham acesso aos testes religiosos por causa do regime comunista.

Sendo assim, os conteúdos das transmissões vietnamitas, sobre teologia bíblica, catequese, direito canônico, espiritualidade e patrologia foram publicados no Vietnã, a maior parte clandestinamente, em dezenas de volumes, como testes de formação.

Além disso, naquele período, as transmissões do programa vietnamita eram gravadas e mais ouvidas durante o almoço ou jantar em muitas comunidades religiosas do Vietnã.

De outros países os colegas do Vietnã receberam testemunhos comoventes. Como o de um trabalhador vietnamita enviado à Sibéria sob o regime soviético. Ele ouvia as transmissões às escondidas às duas horas da madrugada, transcreveu inteiramente o conteúdo em 200 páginas e enviou à redação com uma pergunta: "Acreditei em Deus, como posso virar católico, porque aqui não vi nenhum sacerdote católico?".

A partir da propagação dos novas tecnologias, a audiência do programa vietnamita passou a ser registrada inclusive em outros países, em particular nos Estados Unidos. Também no Vietnã, no início de 2007, graças à difusão da internet e depois com a chegada da banda larga às zonas rurais, o número de ouvintes cresceu.

Hoje o programa vietnamita da Rádio Vaticano se depara com novos desafios, entre eles o fato de que muitos sites católicos em língua vietnamita estão sendo criados. Entretanto, o papel de 'Voz do Papa', como referência para conhecer as atividades da Santa Sé continua a ser o principal objetivo. (RB)


Programa Alemão

Cidade do Vaticano, 19 jul (RV) – Essa é a vinheta do radiojornal em alemão da Rádio Vaticano. Pontual como um relógio suíço, às 4 horas da tarde, é possível escutar o noticiário em língua alemã. Desde a metade dos anos 30 o programa alemão é transmitido. Nos anos do Terceiro Reich foi um veículo muito importante para fazer frente à propaganda nazifascista. Durante a Segunda Guerra Mundial a Rádio Vaticano e, sobretudo, o programa alemão foram fundamentais para difundir as mensagens de paz do Papa.

A partir de janeiro de 1940 o programa alemão começou a fazer a transmissão de verdadeiros noticiários. Naqueles anos os soldados combatiam e o padre jesuíta Friedrich Muckermann criou a editoria "Procura-se pessoas". Ele, que vivia no exílio na França durante o regime nazista, teve a idéia de colocar no programa os nomes dos desaparecidos. Entre 1940 e 1946 foram lidos mais de um milhão e duzentos mil nomes.

Durante a Guerra Fria a redação alemã também vive um período complicado. A Alemanha estava dividida em duas partes: uma ocidental e democrática e outra, a Alemanha do Leste, comunista. A redação alemã neste contexto tem uma importante característica: a partir do momento em que a Alemanha e a parte alemã da Suíça surgem como berço do protestantismo, os colegas alemães procuraram destacar também notícias sobre os aspectos ecumênicos.

E hoje? A redação alemã tem quatro jornalistas alemães, um austríaco, um suíço e um sul-tirolês. Além dos noticiários diários, o programa alemão tem um espaço para aprofundamento. Em 1977, foi criada uma associação de ouvintes das transmissões alemãs. Em 1990, foi fundada também uma associação dos amigos da Rádio Vaticano em alemão, que apóia a redação e o trabalho diário.

A redação alemã também é muito acompanhada pelos correspondentes e jornalistas de língua alemã que estão em Roma. Fora isso existe ainda uma dezena de rádios católicas que retransmitem os programas alemães feitos em Roma para a Alemanha, Suíça, Áustria e Tirol do Sul. (RB)


Programa Chinês

Cidade do Vaticano, 12 jul (RV) – A história do programa chinês da Rádio Vaticano começa em 1954 com uma transmissão semanal de 15 minutos em mandarim que, quatro anos depois, ganhou meia hora. No início de 1977 o programa chinês passa a ser diário e no final daquele ano, as transmissões saltaram de 15 para 25 minutos, incluindo o noticiário. Em 1991, o total das transmissões chegou ao tempo atual, de 42 minutos.

As reformas políticas na China no final dos anos setenta permitiram a retomada das atividades religiosas no país. Antes disso, a maioria dos ouvintes estava em Hong Kong e Taiwan, sem contar os chineses que viviam fora do país. Em 1980, os colegas do programa chinês começaram a fazer a transmissão da missa de domingo ao vivo. No decorrer dos anos 80 e 90, cada vez mais chineses puderam sintonizar-se graças às ondas curtas.

O renascimento da Igreja na China sob o regime comunista esbarrou em diversas limitações e dificuldades. A interferência do governo chinês na vida da Igreja provocou uma divisão no clero e também entre os fiéis. Nas duas últimas décadas do século XX, o programa chinês procurou introduzir na China a Catequese da Igreja católica e os ensinamentos do Concílio Vaticano Segundo. Como voz do Papa, os colegas chineses destacaram que existe apenas uma Igreja na China, apesar das divisões. Esta mensagem de reconciliação tem sido continuamente repassada todos esses anos.

Em 2000, a criação do site da Rádio Vaticano permitiu que um maior número de chineses tivesse acesso às notícias da Santa Sé. Quase todos os jornais católicos chineses publicados no exterior reproduzem as notícias da redação chinesa. Esta que foi a primeira a disponibilizar na rede a Carta de Bento XVI aos Bispos, aos sacerdotes, às pessoas consagradas e aos fiéis laicos da República Popular da China, publicada em junho de 2007. Muitos programas chineses foram dedicados a explicar aos católicos chineses a mensagem do Papa.

Atualmente as transmissões chinesas cobrem uma vasta gama de temas de atualidade religiosa: a catequese, a espiritualidade, o conhecimento da Bíblia, os ensinamentos morais da Igreja, a história da evangelização na China, a vida dos Santos, as homilias dominicais, a vida do Beato João Paulo II e as informações sobre atividades e documentos de Bento XVI.

A programação da redação chinesa é realizada para ajudar os católicos chineses a conhecer melhor a fé católica e vive-la na sociedade contemporânea. O objetivo é também criar um clima que favoreça o diálogo entre o governo chinês e a Santa Sé. Além disso, o programa chinês vai continuar a promover a reconciliação da Igreja na China.

Ainda hoje, as transmissões a partir de Roma têm um papel fundamental para os católicos chineses. Para eles, representam a voz do Papa e por meio dos programas podem se atualizar sobre o que acontece no Vaticano. Mas, acima de tudo, nossos ouvintes querem permanecer unidos à Santa Igreja. (RB)


Programa Inglês

Cidade do Vaticano, 6 jul (RV) – Seis anos depois da inauguração, a Rádio Vaticano começou a falar também em inglês. Exatamente em 2 de setembro de 1937. No mesmo ano, nos Estados Unidos, Franklin Roosevelt era reeleito presidente. Na Inglaterra, Rei Jorge VI foi coroado em Westminster e, no Vaticano, o Papa Pio XI escrevera duas importantes encíclicas: "Divini Redemptoris" contra o comunismo e "Mit brennender Sorge", contra o nazismo. Estas eram as notícias que, junto com as informações da Igreja e do mundo, foram transmitidas duas vezes por semana em um breve boletim em língua inglesa.

No início, o objetivo do programa inglês era incrementar a pouca informação disponível sobre a Igreja Católica em nível internacional e de se fazer ouvir a voz do Santo Padre. Um único programa, em forma de noticiário, foi transmitido aos países anglófonos: aos Estados Unidos e Canadá, à Inglaterra e Irlanda, às Filipinas, Austrália e Nova Zelândia e também aos países onde se fala inglês na África. Durante a Segunda Guerra Mundial, o programa inglês foi um dos quatro da Rádio Vaticano a denunciar a existência de campos de concentração e dar amplo destaque aos contínuos apelos do Papa Pio XII em favor da paz.

O Conselho Vaticano Segundo, com os documentos sobre comunicação que o Papa produziu, deu ao programa inglês o impulso necessário para se transformar num veículo de informação entre a Igreja e o mundo – papel que continua a desenvolver ainda hoje.

Foram nos anos setenta, justamente quando os países africanos começaram a reivindicar independência do domínio colonial, que teve início uma nova transmissão destinada à África. Os mesmos programas gerados em Roma foram copiados em fitas e enviados às pequenas rádios locais (a maioria sob responsabilidade de missionários) que começaram a surgir na África.

Neste ponto o programa inglês tinha se transformado numa transmissão diária com 15 minutos e a informação era mais rica e variada, com editorias e entrevistas. Em 1975, durante o Ano Santo, o inglês foi uma das "Quatro Vozes" de informação e notícias ao vivo, uma experiência que seria consolidada em 1991 com a criação dos Serviços Informativos Centrais com jornais transmitidos todos os dias da semana. Durante o Jubileu de 2000, a seção inglesa participou às extensas e dinâmicas transmissões ao vivo em diversas línguas que caracterizaram a entrada da Rádio Vaticano na radiofonia do novo milênio.

Os programas em língua inglesa estão entre os primeiros a ficarem disponíveis em podcasting. O site do programa inglês se tornou ponto de referência para jornalistas e pessoas comuns em busca de uma fonte confiável e oficial; útil e oportuna. São estes os critérios aplicados pela seção inglesa nas suas tentativas de estar ainda mais presente, ser mais eficaz e mais interativa.

Das fitas às redes sociais, os meios mudaram. Mas a mensagem, de esperança, fé e caridade, permanece aquela de sempre. (RB)


Programa Eslovaco

Cidade do Vaticano, 27 jun (RV) - ”Pochválený buď Ježiš Kristus” - „Laudetur Jesus Christus” – Essa saudação abre os programas eslovacos há 67 anos. Precisamente no dia 25 de dezembro de 1943, a mensagem de Natal do papa Pio XII também ia ao ar em eslovaco. Entretanto, as transmissões regulares do programa eslovaco começaram quatro anos mais tarde. Primeiramente, três vezes por semana junto com o programa tcheco, dois anos mais tarde, passou a ser diário.

Nas difíceis décadas da ditadura comunista, entre 1948 e 1989, quando a fé na Tchecoslováquia era perseguida, o magistério da Igreja poderia atingir os católicos além da cortina de ferro somente pelas ondas da Rádio Vaticano.

O final da segunda Guerra Mundial, que para muitos países foi sinônimo de liberação, foi para os eslovacos o início de novos sofrimentos. Os ataques contra a Igreja, a hierarquia e membros, na Eslováquia, foram motivados pela identificação da patria com a fé. Essa situação dolorosa continuou até 1989, com exceção dos poucos meses durante a Primavera de Praga, em 1968.

Depois dos episódios de violência, a Igreja na Eslováquia fica sem suas instituioções vitais. Os bispos que não foram presos, acabaram isolados nas suas moradias e tiveram suas atividades limitadas. Em 1950, eram cerca de 300 os sacerdotes isolados, nos campos de concentração e em prisões. O Estado também passou a controlar todas as ordens masculinas e femininas.

Durante aqueles anos das violações dos direitos fundamentais, os bispos, os sacerdotes e os laicos se comportaram como heróis. A eles, a liberdade e a democracia chegava pelas ondas da Rádio Vaticano. A partir de 1989, com a queda do Muro de Berlim, começava uma lenta retomada da Igreja na ainda Tchecoeslováquia. Um posterior impulso ao renascimento da vida religiosa vem com o Beato João Paulo II que, durante sua primeira visita apostólica na Eslováquia, em 22 de abril de 1990, encorajou os fiéis:

"Com grande alegria estou no meio de vocês, aqui na Eslováquia, para confirma-los na fé em Jesus Cristo ressuscitado. No passado, mesmo querendo, não podia estar aqui não era possível. Mas agora, o impossível se tornou possível, depois de quarenta anos de caminhada pelo deserto. Depois de tantas sextas-feiras Santas chegou a manhã de Páscoa com a alegria do Aleluia.
Recordo tantas pessoas, que também aqui na Eslováquia, vivenciaram sua fé, mesmo expondo-se ao perigo. Bispos feitos prisioneiros, humilhados, torturados e impedidos de realizar suas missões. Sacerdotes ameaçados, agredidos no seu serviço sacerdotal. Religiosos expulsos dos conventos... crianças educadas num contexto que renegava Deus. Tantos que sofreram pela própria fé! O sangue dos mártires é semente dos novos cristãos. O Espírito de Deus jamais abandonou vocês. Sempre esteve com este Povo de Deus que vive na Eslováquia".

Mas hoje, qual é o papel das transmissões em eslovaco da Rádio Vaticano? Antes de tudo é preciso dizer que na Eslováquia é evidente a falta de informação religiosa. Nesse panorama, o programa eslovaco é uma das fontes principais, tanto para as pessoas quanto para os veículos, seja para as notícias sobre as atividades de Bento XVI e a vida da Igreja, ou sobre os fatos da vida quotidiana da comunidade católica na Eslováquia. Tudo isso em quinze minutos diários de rádiojornal. (RB)


Programa Armênio

Cidade do Vaticano, 20 jun (RV) - Em 29 de maio de 1966, ia ao ar o primeiro programa em língua armênia da Rádio Vaticano. No começo eram apenas 15 minutos por semana o que, em 1975, mudou: os colegas da redação armênia passaram a transmitir diariamente.

Um fato marcante aconteceu em 1971, quando um grupo de armênios que veio da Geórgia foi recebido na Rádio Vaticano. Os peregrinos contaram que muitos ouvintes na cidade de Akhalzekha acompanhavam de joelhos a transmissão da missa em rito armênio.

Num momento de grande renovação social e de esperança no futuro, as transmissões representam para o povo da Armênia e também para aqueles que vivem fora do país, um grande estímulo moral e espiritual. É por isso que hoje, como no passado, os colegas armênios procuram manter viva a sensibilidade religiosa de seu povo, que desde sempre é reconhecida como uma nação fiel à mensagem do Evangelho.

Para manter esse reconhecimento sem esquecer as problemáticas sociais e morais que afligem as famílias armênias, sobretudo os jovens, a redação armênia está empenhada na tradução do YOUCAT - a catequese dos jovens. O objetivo é criar uma editoria semanal assim que o trabalho estiver concluído.

Seguindo as novas linhas - e também aquela já traçada no passado - o Programa Armênio continua a transmitir informações sobre as atividades do Papa e da Santa Sé. Sem esquecer as notícias do Patriarcado Católico Armênio e a Igreja Armênia em geral.

Nesse sentido, o espaço dedicado às entrevistas dos expoentes da Igreja Apostólica e Evangélica permitiu estabelecer contatos importantes, destinados a perdurar.

Quando a Rádio Vaticano inaugurou as diversas páginas na Internet, os artigos publicados em língua foram citados em outros sites com o devido crédito. Além disso, o programa armênio se faz porta-voz do patriarcado nacional. Os bispos e sacerdotes armênios que trabalham em diferentes pontos do mundo ouvem o programa com freqüência, contando sempre com a retransmissão das rádios parceiras.

O Sínodo para o Oriente Médio, em outubro de 2010, foi um fato histórico para a pequena redação armênia. Apesar de não estar no rol das línguas oficiais, criou uma página na internet com serviço em armênio. O Sínodo deu um novo impulso para conhecer a fundo as problemáticas sociais e religiosas pelas quais passam os fiéis no Oriente Médio onde, inclusive, vive um grande número de armênios.
Isso porque após as deportações e o genocídio sofridos pelos armênios em 1915, se criou uma vasta diáspora que conta com quase 6 milhões de descendentes espalhados por todos os cantos do mundo. Enquanto isso, na República Armênia, que se tornou independente logo depois que a antiga União Soviética foi dissolvida, vive um terço da população, cerca de 3 milhões. Este fato requer um esforço ainda maior para atender as exigências de ouvintes internacionais. (RB)


Programa Etíope-Eritreu

Cidade do Vaticano, 14 jun (RV) – As transmissões oficiais do Programa Etíope-Eritreu vão completar 63 anos no próximo mês de outubro. Contudo, em 12 de fevereiro de 1931, quando o Papa Pio XI terminou a transmissão inaugural da Rádio Vaticano, os etíopes marcaram presença. Dois estudantes do Pontifício Colégio Etíope chegaram até a antiga sede da Rádio: tinham em mãos um artigo escrito em sua língua e gostariam de transmiti-lo. O jornal La Tribuna relatou, dois dias depois, que ele não só conseguiram transmitir a mensagem, mas foram atendidos com solicitude e foram ao ar logo após a programação normal ter sido concluída.

Na cultura abissínia, como era conhecido antigamente o atual território da Etiópia, qualquer forma de comunicação é precedida pelo nome de Deus. E foi assim que os dois estudantes começaram a transmissão ao dizerem "glória a Deus". Este é ainda hoje o tema da vinheta de abertura do programa.

A audiência principal ainda é a mesma do passado porque a Rádio Vaticano continua a ser a única fonte de evangelização, catequese, informação eclesial com um pouco de atualidade sócio-econômica e política. Na Eritreia, não existe nenhum meio de comunicação que leve a palavra da Igreja. Na Etiópia, pelo menos, existe um boletim mensal que, inclusive, colabora com o trabalho dos colegas etíopes-eritreus. Por causa dos conflitos atuais existem tantos refugiados que ouvem as transmissões em diversas partes do mundo, além dos ouvintes etíopes e eritreus que vivem em países como o Sudão, Quênia, Uganda e países árabes.

Nos últimos anos, com a evolução da tecnologia o programa também se tornou multimídia. Foram criadas duas páginas na internet, uma em aramaico e outra em tigrino, que ajudam a atingir os cidadãos destes dois países que vivem no exterior.

A ordem do dia se faz colaborando com a grande família da Rádio Vaticano, sobretudo com o Centro de Documentação, mas também recebendo notícias, recomendações, comentários tanto da Etiópia quanto da Eritreia, por meio dos colaboradores do programa. (RB)


Programa One-O-Five Live

Cidade do Vaticano, 07 jun (RV) - A programação ao vivo começou a ser transmitida em 2000. A Rádio Vaticano entrava no terceiro milênio inaugurando um novo projeto radiofônico. A programação ao vivo começava pela manhã e ia até a noite, com serviços aos peregrinos que chegam a Roma de todos os cantos do planeta. Se chamava Jubileum, uma porta sempre aberta para o mundo: espaço para o testemunho das pessoas numa abordagem da Igreja; o Magistério do Papa com as reações do povo de Deus e até mesmo com aqueles que não acreditam. Criatividade: essa era a palavra de ordem. Foi uma época propícia para todo o microcosmo linguístico da Rádio Vaticano, que teve a oportunidade de conhecer melhor uns aos outros. A transferência de culturas virava ondas de rádio.

O Jubileum acaba. Era preciso manter a herança, feita de pluralidade, interatividade e fluidez de estilos. A estrutura mudou de nome, assumindo o nome em inglês da freqüência em que é transmitida: 105 FM. Reagrupamos redações, línguas, horas de programação. Mas não o conteúdo. Nem mesmo a linguagem e o formato. Um canal italiano com inserções dos radiojornais em italiano, inglês e francês.

Em 2006, uma revista cultural em italiano começou a fazer parte do canal 105. É a Páginas e Folhas, fundada em 1982 como programa de aprofundamento cheio de idéias, leituras e comparações do magistério com a cultura contemporânea. No mesmo ano, é inserido na programação o Horizontes Cristãos, programa histórico em italiano que existe desde a fundação da Rádio Vaticano, em 1931. Das informações sobre a Igreja as notícias internacionais, das análises político-econômicas aos fenômenos sócio-culturais, do esporte, da medicina as tradições locais. A missão do canal 105 não mudou: continua a interpretar os fatos com o olhar cristão.

A programação do One-O-Five é flexível graças aos avanços tecnológicos e da agilidade do meio. Eventos como a morte e os funerais de João Paulo II, a sua beatificação, as viagens apostólicas, os sínodos, as jornadas mundiais da juventude, as grandes convenções católicas, mas também os acontecimentos políticos e sociais, são ocasiões para acompanhar os fatos non-stop com aprofundamento e informações das reportagens. (RB)


Programa Lituano

Cidade do Vaticano, 31 mai (RV) - O primeiro noticiário em lituano foi transmitido na noite de 27 de novembro de 1940. A criação do programa lituano, de um lado, marcava um novo passo na ampliação das transmissões da Rádio Vaticano e, de outro, ia ao encontro das necessidades da comunidade católica da Lituânia ainda consternada por causa da recente ocupação soviética marcada por ondas de perseguição e censura de todos os meios de comunicação. No primeiro programa, dom Francesco Bučys, agradeceu o Papa Pio XII por ter permitido as transmissões para a Lituânia. Assistindo e sustentando a comunidade católica.

A necessidade de poder ouvir uma voz livre proveniente de Roma foi reconfirmada com ainda mais evidência com o fim da Segunda Guerra Mundial. Ao contrário do que acontecia na Europa Ocidental, na Europa do Leste o fim do conflito era somente o prolongamento dos tempos passados. Nos primeiros anos depois da guerra, se encontravam em Roma algumas dezenas de sacerdotes e seminaristas saídos da Lituânia ocupada. Eles constituiriam o núcleo da futura e estável redação lituana da Rádio Vaticano.

Depois de duas árduas décadas, os primeiro sinais de esperança começam a aparecer. A novidade do Concílio Vaticano II conseguia, ao menos parcialmente, ultrapassar a cortina de ferro e criar na comunidade católica lituana, até então oprimida e isolada do mundo, um novo desejo de sentir-se parte da Igreja. No mesmo período, nos diversos países da área comunista nasceram movimentos de dissidência política. É nesse contexto que nasce em 1972 as "Notícias da Igreja Católica na Lituânia" – uma publicação periódica clandestina que registrava as perseguições. Quando os primeiros números do periódico chegaram ao Ocidente, nos programas lituanos da Rádio Vaticano foi criada uma editoria especial que por quase duas décadas continuou a informar os ouvintes na Lituânia sobre os abusos contra os cristãos. É assim que o papel da Rádio Vaticano foi decisivo para a defesa da liberdade religiosa na Lituânia.

Com o pontificado de João Paulo II tiveram início novos tempos para a Igreja na Lituânia. A poucos dias da eleição o novo Papa assegurou que "a metade do seu coração batia pela Lituânia". Por meio das ondas da Rádio Vaticano, junto com os ensinamentos papais, com o notável "Não tenham medo!" (Non abbiate paura!) que atingiu os quatro cantos do mundo, chegaram também aos fiéis da Lituânia as numerosas palavras de conforto e de esperança voltadas especialmente a eles, como aquelas pronunciadas em 13 de janeiro de 1991 quando, depois de saber do assassinato de 14 pessoas na torre de TV di Vilnius, o Papa com sinais de comoção disse: "sofro e rezo com vocês". Finalmente, em setembro de 1993, João Paulo II visitou a Lituânia livre.

"Agradecemos vocês, lituanos, por este Monte das Cruzes, por este grande testemunho dado a Deus e ao homem. Quero dizer a todos: o homem é fraco quando é vítima e talvez seja ainda mais fraco quando é o opressor. O homem é fraco, mas este homem fraco pode ser forte na Cruz de Cristo, na sua morte e Ressurreição. Esta é a mensagem que deixo a todos neste lugar místico da história da Lituânia".

E hoje? Qual è o papel das transmissões lituanas da Rádio Vaticano? Antes de tudo é preciso dizer que no panorama midiático da Lituânia é evidente a carência de informação religiosa e, em geral, livre das determinações que vem da disputa pela audiência. Portanto a Rádio Vaticano, por meio das transmissões de rádio e das notícias na internet, é uma das principais fontes de notícias não só a respeito das atividades do Santo Padre e da vida da Igreja, mas também dos fatos cotidianos da comunidade católica na Lituânia.
A vocação dos programas lituanos da Rádio Vaticano vem sendo vivenciada como um serviço de universalidade a favor da Igreja na Lituânia. Hoje, como no passado consiste, sobretudo, em fornecer informações sobre os ensinamentos e as atividades do Pontífice Romano. Ao mesmo tempo leva aos pastores das Igrejas lituanas, aos fieis e também aos não-credentes, uma leitura católica, desassociada de particularismos locais e universais da vida da Igreja, do homem e do mundo. (RB)


Programa Húngaro

Cidade do Vaticano, 24 mai (RV) - „Dicsértessék a Jézus Krisztus” - „Laudetur Jesus Christus” – esta saudação em língua húngara ressoa no ar já há 72 anos, quando, em 2 de março de 1939, o Padre Tibor Gallus SJ anunciou a eleição do Papa Pacelli.

A introdução do Programa Húngaro na programação da Rádio Vaticano foi solicitada pessoalmente pelo Cardeal József Mindszenty, em 1946. Pio XII acolheu prontamente o pedido do Cardeal que tinha no coração a evangelização de todos os húngaros. Inicialmente uma vez por semana e, depois de 1949, o programa húngaro se torna diário.

A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo. Essa é a missão da Rádio Vaticano, com a qual o Programa Húngaro quis contribuir desde seus primórdios. Tanto que nas difíceis décadas do comunismo, quando a fé na Hungria sofria perseguições, o Magistério da Igreja conseguia atingir os católicos húngaros além da cortina de ferro somente por meio das ondas da Rádio Vaticano.

A partir de 1945 foi preciso esperar até 1990 para ver a total retomada das relações diplomáticas entre a Hungria e a Santa Sé.

Os ensinamentos do Concílio Vaticano II e as novas escolas de teologia chegavam aos fiéis húngaros graças aos esforços do padre Ferenc Szabó SJ. As transmissões eram gravadas e transcritas diariamente pela Magyar Kurir - a primeira agência católica da Europa Central, fundada em 1911, hoje disponível na internet – para depois serem enviadas as várias paróquias da Hungria.

A partir de 1989, com a queda do Muro de Berlin, começou uma lenta retomada da Igreja local na Hungria, se abriu a possibilidade de se fazer sentir a sua voz também nos demais meios de comunicação.

Praça dos Heróis

As palavras de coragem do beato João Paulo II durante sua primeira visita apostólica deram um impulso muito significativo para que a vida religiosa renascesse na Hungria. Em 20 de agosto de 1991, depois da Santa Missa celebrada na praça dos Heróis de Budapeste, falou a multidão.

"Vocês, caros irmãos húngaros, estejam cientes da grande sorte que representa para a sua existência a liberdade que vocês conquistaram de modo irreversível. Que vocês saibam apreciar e viver a liberdade".

O programa Húngaro desde o início manteve uma ótima colaboração com os vários meios de comunicação locais e nacionais que, inclusive, quando falamos das rádios católicas, retransmitem o programa gerado do Vaticano mais de uma vez por dia, atingido os fiéis de língua húngara em diáspora nos países vizinhos. Os colegas do programa húngaro fazem já há muitos anos uma resenha semanal voltada à minoria húngara na Eslováquia, transmitida pela Rádio Patria.

As atividades do Papa e da Santa Sé, aprofundamentos do Magistério da Igreja, acontecimentos sobre os cristãos no mundo, editorias sobre o Evangelho e sobre os documentos papais, entrevistas com os sacerdotes e com os pelegrinos húngaros em visita a Roma, em colaboração com todos os Padres Jesuítas na Hungria e com os nossos correspondentes em todo o mundo. É isso que em vinte minutos por dia a nossa redação propõe aos ouvintes e com uma particularidade: somente com vozes femininas coordenadas por Marta Vertse.

O programa húngaro da Rádio Vaticana ao longo dos anos tornou-se uma voz clara, competente e, acima de tudo, autêntica a serviço da comunhão com os cristãos perseguidos. Patrimônio ao qual queremos ser fiéis. Mesmo no mundo de hoje, que é livre, mas muitas vezes confuso e a procura de valores, que é justamente onde surge o desafio urgente da nova evangelização. (RB)


MÉDICA DO RIO TRAZ EXPERIÊNCIA COM PORTADORES DE HIV A ROMA

◊ Cidade do Vaticano, 06 set (RV) – Encerrou-se domingo, em Roma, o 8º Congresso da Organização MaterCare International, promovido pela Pontifícia Academia da Vida. O evento teve como título “A dignidade das Mães e dos Obstetras - quem na Terra cuida”, e reuniu médicos e presidentes das Associações de Médicos Católicos de diversos países, entre os quais o Canadá, Estados Unidos, Polônia, Nigéria, Japão e Brasil.

Do Brasil, a Dra. Maria Ines Linhares de Carvalho, médica infectologista do Rio de Janeiro, participou do Congresso. Presidente da FAMCLAN, Federação das Associações de Médiscos Católicos da América Latina, ela foi entrevistada pela RV, falando de seu trabalho no ‘ambulatório da previdencia’, no qual trabalha com pessoas portadoras do vírus HIV.


DIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A ALFABETIZAÇÃO: EM TODO O MUNDO 793 MILHÕES DE ANALFABETOS

◊ Cidade do Vaticano, 06 set (RV) – Na próxima quinta-feira será comemorado o Dia Internacional de Alfabetização promovido pela UNESCO, cujo tema deste ano é “alfabetização para a paz." Para a ocasião, os relatórios da International Tracing Service, da UNESCO salienta que "apesar dos esforços consideráveis e variados, a alfabetização continua sendo um objetivo ainda não alcançado."

No mundo, de fato, "cerca de 793 milhões adultos, um em cada seis, são analfabetos", além disso, mais de" 67 milhões crianças permanecem excluídas da escola e muitas vão à escola de forma irregular ou abandonam a escola". Para promover a alfabetização, a UNESCO anualmente premia os projetos mais inovadores no campo.

Inspirado, como sempre, no tema do dia, nesta edição os prêmios serão dedicados à relação entre alfabetização e construção da paz, com especial atenção à igualdade entre homens e mulheres.

Durante uma cerimônia, na quinta-feira, em Nova Délhi, na Índia, os principais projetos serão premiados com 20 mil dólares, um diploma e uma medalha. As iniciativas premiadas foram idealizadas nos Estados Unidos, na República Democrática do Congo, no Burundi e no México. Uma menção honrosa, por fim, será dada a dois projetos desenvolvidos no Paquistão e Filipinas. (RB)


BRASIL CONCEDE VISTOS DE RESIDÊNCIA PERMANENTE A HAITIANOS VÍTIMAS DO TERREMOTO DE 2010

◊ Brasília, 06 set (RV) - O Brasil, a partir do Comitê Nacional para os Refugiados, Conar, está concedendo vistos de residência permanente a haitianos que chegaram ao país após o terremoto de 2010 na Ilha. Com a residência permanente, eles poderão trabalhar legalmente, abrir contas e receber benefícios.

Contudo, esse é um caminho ainda longo, já que, segundo dados oficiais, das duas mil 150 pessoas que fizeram a requisição de asilo, desde o terremoto até agora, foram concedidos para 418 delas vistos de residência permanente. Importante ressaltar que a medida beneficia somente quem pediu refúgio ao governo brasileiro após o terremoto.

As informações sobre o andamento do processo e uma lista com os nomes dos que tiveram seus vistos aprovados podem ser encontradas no site www. migrante.org.br.

A Rádio ONU, sobre o assunto, publicou que, por causa das condições humanitárias ainda difíceis no Haiti, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, pediu aos governos de todo o mundo que não promovam nenhuma repatriação involuntária de haitianos que estejam vivendo em seus territórios.

A situação no Haiti ainda está precária e difícil de ser controlada, fato que se comprava com a denuncia de estupro coletivo a uma jovem haitiana de 18 anos, ato que teria sido cometido pelos capacetes azuis da ONU, os quais teriam como missão manter a segurança e a ordem para os cidadãos da Ilha. Os soldados acusados pertencem ao batalhão uruguaio, cujo comandante já foi demitido.

O presidente haitiano condenou fortemente o ato e a população está revoltada. (ED)


GUARANIS PEDEM SAÍDA DA SHELL DE TERRAS INDÍGENAS

◊ Cidade do Vaticano, 06 set (RV) – “A Shell deve sair da nossa terra”, disse à Survival International um índio guarani de uma das aldeias afetadas. “A companhia deve parar de usar a terra indígena. Queremos justiça e que nossa terra seja demarcada e protegida”, acrescentou.

A Shell e o colosso brasileiro dos combustíveis, Cosan, operam juntos por meio da marca “Raizen”. Parte do etanol comercializado, vendido como biocombustível, é produzido da cana de açúcar plantada na terra ancestral dos guaranis.

“Desde quando a industria começou a operar”, lê-se na carta dos índios enviada às duas companhias, “a nossa saúde piorou: nossos filhos estão doentes, os adultos e também os animais”.

Desconfia-se que a diarreia aguda entre as crianças e a morte de peixes e plantas estejam ligadas ao uso de produtos químicos nas plantações de cana.

“Não conseguimos mais encontrar muitas das ervas medicinais que cresciam na floresta”, lamentam os guaranis. “O veneno matou as plantas...os produtores nunca nos consultaram e nunca nos pediram permissão antes de plantar nas nossas terras”.

A inoperância do Governo em fazer respeitar as próprias leis de demarcação e proteção das terras dos guaranis deixou as tribos vulneráveis à exploração das plantações de cana.

Entretanto, muitos guaranis vivem em condições assustadoras, nas reservas superlotadas ou acampados nas margens das estradas. Dezenas de índios guaranis foram assassinados enquanto tentavam reocupar a terra ancestral, além de sofrerem diversas violências. Os guaranis de Pueblito Kuê foram os últimos a sofrerem ataques desde que reocuparam suas terras no início do mês passado.

“É tragicamente irônico que os consumidores comprem etanos da Shell como uma alternativa ética aos combustíveis fósseis”, comentou o Diretor-Geral da Survival International, Stephen Corry.(RB)

PIORA CRISE HUMANITÁRIA NA SOMÁLIA

◊ Nairóbi, 06 set (RV) – Comunicado das Nações Unidas alerta para uma piora da crise humanitária na Somália, onde a emergência de fome agora estendeu-se a Bay, a sexta região do sul do país na qual se declara essa situação. Existe ainda a ameaça de que se expanda mais nos próximos meses.

"Quatro milhões de pessoas estão em crise na Somália, das quais 750 mil correm o risco de morrer nos próximos quatro meses se não houver uma resposta adequada. Dezenas de milhares de pessoas já morreram, a metade delas crianças", declarou a Unidade de Análise de Nutrição e Segurança Alimentar da Somália (FSNAU), ligada à ONU.

Na Somália, mais de 4 milhões de pessoas, ou seja, 53% da população, não têm supridas as suas necessidades alimentares diárias.

As agências de ajuda humanitária, até agora, só conseguiram entregar alimentos para 1 milhão de pessoas, porque o grupo rebelde Al Shabaab, filiado à al Qaeda e que controla grande parte da região sul do país, não permitiu a entrada das entregas de alimentos.

A Unidade de Análise em Segurança Alimentar e Nutrição da ONU traz dados de que o índice de subnutrição entre crianças na região de Bay é de 58%, o que representa um recorde de subnutrição aguda. (ED)


QUATRO MILHÕES PODEM MORRER DE FOME NA SOMÁLIA

◊ Mogadíscio, 06 set (RV) - A ONU declarou ontem o estado de crise de fome em outra região da Somália, Bay, que já é a sexta área do sul do país afetada por um problema que ameaça se expandir ainda mais nos próximos meses.

De acordo com a Unidade de Análise de Nutrição e Segurança Alimentar da Somália (FSNAU), quatro milhões de pessoas estão em crise de fome no país. Destas, 750 mil correm o risco de morrer nos próximos quatro meses se não houver uma resposta adequada.

O comunicado divulgado em Nairóbi indica que dezenas de milhares de pessoas já morreram, a metade delas crianças. Além disso, aos atuais afetados pela crise alimentar na Somália podem se unir outras 50 mil pessoas das áreas agrícolas de Gedo, Juba e Hiran, no sudoeste da Somália, aponta o órgão vinculado à ONU.

A Somália é o país mais afetado pela fome e pela seca que castigam o Chifre da África, onde mais de 13 milhões de pessoas sofrem uma situação de crise humanitária, segundo números das Nações Unidas.

A FSNAU explicou que a ausência total de precipitações durante a temporada de chuvas de outubro a dezembro de 2010, somada às poucas que caíram entre abril e junho deste ano, gerou a pior colheita dos últimos 17 anos.

Outro fator agravante da crise é a presença da milícia radical islâmica Al Shabab, que controla a maior parte do sul da Somália e combate para instaurar um Estado muçulmano no país, dificultando as operações das organizações de ajuda humanitária.

A Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou nesta segunda-feira em comunicado que, "apesar dos repetidos esforços e negociações", ainda não foi possível "iniciar novos projetos e desenvolver novas atividades no sul da Somália".

Segundo a ONU, o estado de crise de fome é declarado em uma região quando pelo menos 20% da população sofre com uma falta extrema de alimentos, mais de 30% sofre desnutrição aguda e a taxa de mortalidade é de mais de duas pessoas ao dia para cada 10 mil habitantes.
(CM)

© Rádio Vaticano 2011

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