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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cristãos devem ser testemunhas de oração para o mundo, diz Papa


Bento XVI encontra-se com os peregrinos na Sala Paulo VI

"Os cristãos são chamados a serem testemunhas de oração, exatamente porque o nosso mundo está muitas vezes fechado ao horizonte divino e à esperança que leva ao encontro com Deus. Na amizade profunda com Jesus e vivendo n'Ele e com Ele a relação filial com o Pai, através da nossa oração fiel e constante, possamos abrir janelas ao Céu de Deus".

O Papa Bento XVI abriu uma nova seção no ciclo de Catequeses sobre a oração nesta quarta-feira, 30. Desta vez, Jesus e sua oração estão ao centro das meditações do Pontífice.

"Ele é o Mestre também do nosso rezar; mais ainda, Ele é o sustento ativo e fraterno de todo o nosso dirigir-se ao Pai", destacou.

"Também na nossa oração devemos aprender, sempre mais, a entrar nessa história da qual Jesus é o cume, renovar diante de Deus a nossa decisão pessoal de abrirmo-nos à sua vontade, pedir a Ele a força de configurar a nossa vontade à sua, em toda a nossa vida, em obediência ao seu projeto de amor por nós", incentiva o Pontífice.

Bento XVI afirma que, olhando para a oração de Jesus, deve surgir também em nós uma pergunta: Como nós rezamos? Qual é o tempo que dedicamos à relação com Deus? Faz-se hoje uma suficiente educação e formação à oração? E quem pode ser o nosso mestre?

"Escutar, meditar, ficar em silêncio diante do Senhor que fala é uma arte, que se aprende praticando com constância. Certamente a oração é um dom que requer, todavia, ser acolhido; é obra de Deus, mas exige compromisso e continuidade de nossa parte, sobretudo a continuidade e a constância são importantes. [...] Eduquemo-nos a uma relação com Deus intensa, a uma oração que não seja ocasional, mas constantes, plena de confiança, capaz de iluminar a nossa vida, como ensina-nos Jesus. E peçamos a Ele o poder comunicar às pessoas que nos são próximas, àquelas que encontramos na nossa estrada, a alegria do encontro com o Senhor, luz para a existência", responde.


Batismo no Jordão

A oração que acontece logo após o Batismo de Jesus por João Batista, no Rio Jordão, foi o tema central desse encontro. "Mas, como nos primeiros cristãos, também em nós brota a pergunta: por que Jesus se submete voluntariamente a este batismo de penitência e de conversão? Ele não tinha pecados, não tinha necessidade de se converter. Portanto, por que este gesto?", indaga o Papa.

Ele explica que, com esse gesto, Jesus, sem pecado, "torna visível a sua solidariedade com aqueles que reconhecem os próprios pecados, escolhem arrepender-se e mudar de vida; faz compreender que ser parte do povo de Deus quer dizer entrar em uma ótica de novidade de vida, de vida segundo Deus".

O Batismo antecipa a cruz e dá início à atividade do Senhor, que toma o lugar dos pecadores e assume sobres si o peso da culpa de toda a humanidade, cumprindo a vontade do Pai. "Recolhendo-se em oração, Jesus mostra o íntimo vínculo com o Pai que está nos Céus, experimenta a sua paternidade, colhe a beleza exigente do seu amor, e no colóquio com Ele recebe a confirmação da sua missão", destaca.

O Bispo de Roma destaca ainda que a existência inteira de Jesus é vivida em uma família profundamente ligada à tradição religiosa do povo de Israel, como mostram as referências encontradas nos Evangelhos. Assim, saído das águas do Jordão, "Jesus não inaugura a sua oração, mas continua a sua relação constante, habitual com o Pai; e é nessa união íntima com Ele que realiza a passagem da vida escondida em Nazaré ao seu ministério público", explica.

Na narração evangélica, as ambientações da oração de Jesus colocam-se sempre no cruzamento entre a inserção na tradição do seu povo e a novidade de uma relação pessoal única com Deus.

"Na oração, Jesus vive um ininterrupto contato com o Pai para realizar até o fim o projeto de amor para os homens", ressalta Bento XVI.


A audiência

O encontro do Santo Padre com os cerca de 8 mil fiéis reunidos na Sala Paulo VI, no Vaticano, aconteceu às 10h30 (horário de Roma - 7h30 no horário de Brasília). A reflexão faz parte da "Escola de Oração", iniciada pelo Papa na Catequese de 4 de maio. A seção dedicada ao Saltério, iniciada em 7 de setembro, chegou ao fim na quarta-feira, 16 de novembro.

Ao final da audiência, o Papa lançou um apelo pela eliminação da pena de morte.

Na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa salientou:

"Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os brasileiros vindos de Lorena e de Curitiba, a quem desejo uma prática de oração constante e cheia de confiança para poderdes comunicar a todos quantos vivem ao vosso redor a alegria do encontro com o Senhor, luz para as nossas vidas! E que Ele vos abençoe a vós e às vossas famílias!".

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Família é tema de Assembleia Plenária no Vaticano

Assembleia Plenária do Pontifício Conselho é etapa preparatória para Encontro Mundial das Famílias 2012

A XX Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família começou na manhã desta terça-feira, 29, com uma concelebração eucarística no Altar do Beato João Paulo II na Basílica de São Pedro, no Vaticano. A Missa foi presidida pelo substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, Dom Giovanni Angelo Becciu.

Trata-se de uma etapa preparatória em vista do VII Encontro Mundial das Famílias, programado para Milão (Itália), de 30 de maio a 3 de junho de 2012. Os trabalhos da Assembleia serão concluídos na quinta-feira, 1º, dia em que está prevista uma audiência com o Papa Bento XVI.

O 30º aniversário do Pontifício Conselho e da Exortação Apostólica Familiaris Consortio estão ao centro dos debates.

O presidente do organismo vaticano, Cardeal Ennio Antonelli, falou sobre o tema "A 30 anos da Familiaris Consortio: memória, atualidade e profecia". Ele recordou que a Igreja é contestada sobretudo devido ao seu ensinamento no âmbito sexual, uma vez que imagina-se que ela não tenha sido capaz de compreender a revolução sexual e a questão antropológica.

Para se encontrar respostas a isso é preciso uma renovada pedagogia. Nesse sentido, João Paulo II ensinou a, sem negar a moral sexual, "colocar em primeiro plano os significados, valores e a espiritualidade, propondo as exigências da santidade e, ao mesmo tempo, ter em conta a fraqueza humana segundo a 'lei da gradualidade': 'o homem conhece, ama e cumpre o bem moral segundo etapas de crescimento'".

Nesse sentido, a família cristã tem uma precisa vocação missionária: "A primeira missão é viver, irradiar e manifestar a presença e o amor de Cristo e de Deus".

Já o secretário do Pontifício Conselho, Dom Jean Lafitte, abordou o ensinamento da Igreja sobre a Familiaris Consortio hoje, observando que o documento escrito por João Paulo II responde à necessidade de redescobrir "os valores autênticos da instituição familiar em um tempo de crise moral, ofuscado por diversas sombras, como o número crescente de divórcios e a praga do aborto".

Lafitte indica também que o Papa Bento XVI salienta frequentemente que o matrimônio fundado em um amor exclusivo e definitivo torna-se "ícone da relação de Deus com o seu povo e, reciprocamente, o modo pelo qual Deus ama torna-se a medida do amor humano".

Por sua vez, o subsecretário do Pontifício Conselho, Dom Carlos Simón Vasquez, deteve-se em torno dos trinta anos de atividade do organismo, que "tornou-se um observatório privilegiado capaz de oferecer auxílio e serviço ao episcopado mundial".

Ele ressaltou que um campo que se tornou parte considerável do trabalho do Conselho é o desenvolvimento das biotecnologias e da bioética em relação com a instituição matrimonial e familiar. "Hoje, estão em jogo as fontes da vida, as relações intra e extra familiares, a saúde da sociedade e, sobretudo, a justiça com relação ao homem".

Por fim, o Arcebispo Emérito de Milão (Itália), cardeal Dionigi Tettamanzi, interveio sobre o tema "A família: comunidade salva e salvadora para a nova evangelização". A evangelização por parte da família cristã é uma dimensão eclesial essencial, pois "chama à ação e torna de algum modo presente a própria Igreja", disse.

No entanto, isso realiza-se sempre e somente na força do matrimônio cristão, cuja celebração do Sacramento é Evangelho, proclamação da Palavra de Deus, profissão de fé feita na e com a Igreja.

Fonte: CN Notícias

sábado, 26 de novembro de 2011

No Advento, cristãos se preparam para segunda vinda de Jesus

Neste domingo, 27, tem início o novo Ano Litúrgico, com a primeira semana do Advento, cujo nome significa "que está por vir". A Igreja convida os fiéis, neste tempo, a viverem a expectativa para o Natal, com esperança e vigilância.

O advento corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal e a liturgia deste período tem dois aspectos: nas duas primeiras semanas, acontece a preparação e reflexão para a segunda vinda gloriosa e definitiva de Jesus, e nas duas últimas, os fiéis são motivados a uma preparação especial para a celebração do nascimento de Jesus.

De acordo com o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, o Advento é "o tempo de alegria e de satisfação interior, da comoção e da harmonia, da ânsia fundamental, que caracterizam todos aqueles que esperam por algo importante e decisivo, e que têm certeza de que vai mudar a sua vida", destaca em seu artigo publicado pela arquidiocese.

O sacerdote do Instituto Missionário Servos de Jesus Salvador, conhecidos como Salvistas, padre Leão Pedro, ressalta também que neste período a Igreja convida os cristãos a viverem com maior afinco a participação em sua comunidade. "É um tempo de estar em comunhão com a Igreja. Cada fiel deve se preparar para viver esse tempo como uma noiva se prepara para receber o noivo, em atitude de continua oração", explica.

Nestes dias, até mesmo os sinais e enfeites utilizados nas igrejas e nas casas dos fiéis exteriorizam essa expectativa: a montagem da Árvore de Natal, do presépio, na liturgia se utiliza a cor roxa, não se canta o glória (guardando-o para a Noite de Natal), os instrumentos e as flores são usados com mais moderação, para não antecipar a grande festa do dia 25.

Fonte: CN Notícias

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cardeal do Vaticano fala sobre celibato e sacerdócio em entrevista

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, cardeal William Joseph Levada, conversou com jornalistas na manhã desta segunda-feira, 21, em Belo Horizonte (MG). O cardeal participa na capital mineira do Simpósio Nacional O Dom do Celibato, que ocorre até a próxima quarta-feira, 23, na PUC-Minas. Entre os principais pontos abordados, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé falou sobre a importância do celibato para o ministério sacerdotal.

Para o cardeal William Joseph Levada, o celibato é muitas vezes questionado por não ser uma condição natural. Citou o Livro do Gênesis ao argumentar que Deus criou o homem e a mulher para que vivessem juntos e se completassem. Mas, em seguida, lembrou do exemplo de Jesus Cristo, que dedicou sua vida à humanidade, para dizer que o sacerdote, ao viver o celibato, trilha “um caminho que permite maior dedicação ao ministério”. “Jesus não se dedicou a uma família específica”, disse o cardeal, enfatizando que o celibato é um verdadeiro dom de Deus.

Durante a entrevista, o cardeal William Levada definiu o celibato como “testemunho de dedicação ao povo e à Igreja, um caminho para o sacerdote seguir o exemplo de Jesus. O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé falou sobre os desafios que são colocados pela sociedade atual, marcada pela forte presença da internet. Para o cardeal, não só a Igreja, mas também todos os segmentos do mundo contemporâneo devem se preocupar com a manutenção de “valores inegociáveis”, na vida digital.


O arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, que participou da entrevista coletiva, completou dizendo que o papa Bento XVI já havia apontado as redes sociais como um importante caminho para a evangelização, sobretudo dos mais jovens. Mas, ao mesmo tempo, o papa demonstrou preocupação com “as responsabilidades éticas na cultura digital”. Dom Walmor lembrou que é um compromisso da Igreja trabalhar para levar “a força dos valores, o caminho da fé e o compromisso humanístico” também para o ambiente on-line.

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé fica até quarta-feira, 23, em Belo Horizonte, quando termina o Simpósio Nacional, que conta também com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri.

Balanço do primeiro dia

O núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, que participa do Simpósio, fez um balanço do primeiro dia do encontro. Na oportunidade, o núncio falou sobre o celibato na vida sacerdotal.

Dom Lorenzo Baldisseri citou as palestras realizadas para lembrar que nos primeiros séculos depois de Cristo muitos sacerdotes já viviam o celibato. O núncio elogiou a apresentação do prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal William Joseph Levada. Segundo suas próprias palavras, foi “uma ampla apresentação teológica, cristológica, eclesiológica e escatológica” da vivência do celibato.

Para dom Lorenzo Baldisseri, viver o celibato na atualidade é um grande desafio, “pois a cultura atual não segue a direção de se preservar este dom”. O núncio disse que a vida em castidade é “total entrega a Deus” e ensinou um importante caminho para fortalecer o celibato: “O padre deve ser um homem de oração, capaz de unir-se a Deus”.

Fonte: CNBB

Dicastério vaticano de leigos debate ausência de Deus no mundo

Como falar de Deus hoje? Como se articula o ambiente onde estão presentes aqueles que creêm e aqueles que não creem? O que nos ensinam os recém convertidos do nosso tempo? As respostas para estas perguntas serão fornecidas pela 25ª Assembléia Plenária do Pontífício Conselho para os leigos, que acontecerá em Roma de 24 a 26 de novembro.

A assembléia, de acordo com comunicado oficial, será dividida em duas partes. A primeira debaterá o tema "A questão de Deus hoje, não devemos, de fato, recomeçar por Deus?. Tal reflexão se inspira na característica marcante do Pontificado de Bento XVI, o qual visa trazer ao mundo a questão sobre Deus de forma clara e direta dentro de uma sociedade relativista e secularizada.

"A questão de Deus hoje" será principal tema debatido em Plenária do Pontifício Conselho para os leigos

A segunda parte, abordará os aspectos referentes à vocação e à missão dos fiéis leigos que vivem hoje em um contexto sociocultural caracterizado pela falta de Deus. Entre outros pontos que serão contemplados durante a plenária, temas relativos à fé e a falta de fé; a linguagem que deve ser utilizada para atingir o homem contemporâneo e por fim, a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Rio de Janeiro, em 2013.

Ao final do evento, que terá duração de três dias, os presentes participarão de uma audiência com o Papa Bento XVI, que se realizará no dia 26 de novembro.

Fonte: CN Notícias

domingo, 20 de novembro de 2011

Papa entrega a Exortação Apostólica "Africae munus": Não se trata só de um documento, mas da adesão a Cristo

Cotonou (RV) – Ao final da Santa Missa celebrada no Estádio da Amizade de Cotonou, capital do Benin, houve um dos momentos mais aguardados desta visita: a entrega da Exortação Apostólica pós-sinodal "Africae munus" (O compromisso da África).

"Depois de ter assinado, ontem, a Exortação apostólica pós-sinodal Africæ munus, tenho hoje a alegria de poder entregá-la a todas as Igrejas particulares na pessoa de cada um de vocês, os Presidentes das Conferências Episcopais da África – tanto nacionais como regionais – e os Presidentes dos Sínodos das Igrejas Orientais Católicas."

Depois da recepção deste documento, têm início, em nível local, as fases de assimilação e aplicação dos dados teológicos, eclesiológicos, espirituais e pastorais contidos nesta Exortação. Este texto pretende promover, estimular e consolidar as diversas iniciativas locais já existentes, mas quer também inspirar outras para a Igreja Católica na África.

"Espero que esta Exortação possa os guiar no anúncio da Boa Nova de Jesus na África. Não se trata apenas duma mensagem ou duma palavra; mas é sobretudo abertura e adesão a uma Pessoa: Jesus Cristo, o Verbo encarnado. A evangelização pressupõe e inclui também a reconciliação, e promove a paz e a justiça", disse o Papa, recordando que uma das primeiras tarefas da Igreja permanece o anúncio de Jesus Cristo.

Em português, disse: RealAudioMP3 "Amada Igreja na África, torna-te cada vez mais o sal da terra, desta terra que Jesus Cristo abençoou com a sua presença quando, nela, encontrou refúgio. Sê o sal da terra africana, abençoada pelo sangue de tantos mártires, homens, mulheres e crianças, testemunhas da fé cristã até ao dom supremo da própria vida. Torna-te luz do mundo, luz da África que muitas vezes, no meio das provações, procura o caminho da paz e da justiça para todos os seus habitantes. A tua luz é Jesus Cristo, 'Luz do mundo' (Jo 8, 12). Que Deus te abençoe, África bem amada!"

Após este breve discurso, Bento XVI entregou uma cópia da Exortação aos presidentes das Conferências Episcopais da África.

E antes de rezar a oração mariana do Angelus, o Papa confiou à Virgem Maria, Nossa Senhora da África, a nova etapa que se abre para a Igreja neste continente, "a fim de que Ela acompanhe o futuro da evangelização em toda a África, e particularmente no Benim".

Quem melhor do que Maria conhece o valor e a beleza da vida humana? Que jamais cesse a nossa maravilha frente ao dom da vida, mesmo diante de tantas famílias separadas, exiladas ou enlutadas por conflitos sem fim. "Ao pé da Cruz, unida ao seu Filho crucificado, Maria é a Mãe da esperança."
(BF)

sábado, 19 de novembro de 2011

Arquidiocese de Mariana já está preparada para receber os símbolos da JMJ

Praça Tiradentes, em Ouro Preto, local onde será realizada um das atividades em homenagem aos símbolos da JMJ


Na próxima segunda-feira, 21, a Cruz Peregrina e o ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) chegam à Arquidiocese de Mariana, em Minas Gerais. Por conta disso, o clero regional já se preparou para bem receber os objetos de adoração, que ficarão na Arquidiocese até o dia 25 de novembro, de onde partirão para Juiz de Fora. A programação da recepção dos símbolos será a seguinte:

A primeira cidade da Arquidiocese de Mariana a ser visitada será Barbacena. Os símbolos serão recepcionados na Igreja Matriz de São Pedro às 10h, de onde partirão em carreata até Santuário da Piedade, localizado em Caeté. No santuário, ficarão até às 15h, partindo para a Igreja Matriz de São Sebastião. Neste templo religioso, às 19h, o arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidirá uma missa solene. A programação da passagem dos símbolos por Barbacena termina às 23h com o a conclusão da vigília.

Às 10h do dia seguinte, a Cruz e o ícone de Nossa Senhora chegam a Ouro Preto. Na cidade histórica, as atividades em homenagem aos símbolos serão feitas todas na tradicional Praça Tiradentes. Neste local, os objetos ficarão até às 12h quando partirão em carreata para a Passagem de Mariana. Ás 13h20, os símbolos deixarão o local para irem novamente em carreata para a Praça São Pedro em Mariana.

A chegada dos símbolos em Mariana acontecerá por volta das 13h30. Após momentos de oração, que durarão cerca de duas horas, terá início a concentração para a peregrinação junto à Cruz e o ícone, cujo o destino final será a Praça da Sé da cidade mineira. Lá, às 18h30, Dom Geraldo presidirá a Grande Celebração da Eucaristia. As comemorações pela passagem dos símbolos na Arquidiocese terminarão após às 20h, com show musical.

Fonte: GaudiumPress

Papa fala sobre esperança e condena corrupção em Benin


Bento XVI durante discurso aos membros do governo e representantes das instituições

Em seu encontro com os membros do governo e representantes das instituições da República e representantes das principais religiões, no palácio presidencial de Cotonou, Bento XVI pediu que estes escutem as reivindicações dos povos e combatam a corrupção. Em seu discurso, falou sobre esperança.


“Não priveis os vossos povos da esperança! Não amputeis o seu futuro, mutilando o seu presente”. O Pontífice ainda lamentou a existência de “demasiados escândalos e injustiças, demasiada corrupção e avidez, demasiado desprezo e demasiadas mentiras, demasiadas violências que levam à miséria e à morte”.

“Neste momento, há demasiados escândalos e injustiças, demasiada corrupção e avidez, demasiado desprezo e demasiadas mentiras, demasiadas violências que levam à miséria e à morte. Se é certo que estes males afligem o vosso continente, sucede igual no resto do mundo. Cada povo quer compreender as decisões políticas e econômicas que são tomadas em seu nome; dá-se conta de ser manipulado, e reage, por vezes, violentamente. Deseja participar no bom governo.”

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Neste encontro com os políticos, Bento XVI observou que, nos últimos meses, numerosos povos expressaram o seu desejo de liberdade, “a sua necessidade de segurança material e a sua vontade de viver harmoniosamente na diversidade das etnias e das religiões”.

O Papa também não ignora o fato de que “nenhum regime político humano é o ideal, e que nenhuma decisão econômica é neutra”, mas considera que “sempre devem servir o bem comum”. Está-se perante uma reivindicação legítima – que diz respeito a todos os países – de maior dignidade e sobretudo de maior humanidade. “O homem quer que a sua humanidade seja respeitada e promovida. Os responsáveis políticos e econômicos dos países encontram-se perante decisões imperativas e opções que já não podem evitar”. Daqui um apelo:

“A partir desta tribuna, lanço um apelo a todos os responsáveis políticos e econômicos dos países africanos e do resto do mundo: Não priveis os vossos povos da esperança! Não amputeis o seu futuro, mutilando o seu presente. Mantende uma perspectiva ética corajosa sobre as vossas responsabilidades e, se fordes pessoas de fé, rogai a Deus que vos conceda a sabedoria. Esta far-vos-á compreender que é necessário, enquanto promotores do futuro dos vossos povos, tornar-vos verdadeiros servidores da esperança.”

O Santo Padre lembrou aos presentes que, em sua última visita ao continente africano, quando esteve em Luanda há dois anos, associou à palavra 'África' o termo esperança”, palavras estas que são “uma convicção pessoal e também “a da Igreja”, segundo o Papa.

O discurso papal abordou ainda o tema do diálogo inter-religioso, considerando que “qualquer pessoa de bom senso compreende que é preciso promover uma cooperação serena e respeitosa entre as diversidades culturais e religiosas”.

“O ódio é uma derrota, a indiferença um beco sem saída, e o diálogo uma abertura”, disse Bento XVI. Ele ainda disse que é “erro gravíssimo” o uso das religiões para justificar a violência e pediu “uma pedagogia do diálogo”. O Pontífice disse ser vital às nações o bom entendimento entre as culturas e o respeito pelos direitos de cada. Ele ainda acrescentou que é preciso ensinar a todos os fiéis das várias religiões.

“Estes são os votos que formulo para a África inteira, que me é tão querida! África, tem confiança e levanta-te”, concluiu.

A viagem de Bento XVI ao Benim, ainda se estende pela tarde do sábado e o dia de domingo, quando ele fará a entrega da Exortação Pós-Sinodal aos bispos da África no Estágio de Amitié de Cotonou.

Michelle Mimoso da
CN Notícias, com agências

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Santa Sé pede respeito ao Papa e à imagem dele


Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 17-11-2011, Gaudium Press) O grupo econômico Benneton, conhecido por suas campanhas publicitarias provocativas e desrespeitosas, utilizou de modo burlesco e deformado a figura do Santo Padre em uma recente peça publicitária.

A propósito dessa campanha o porta-voz vaticano e diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, deu uma declaração em um tom bem forte expressou "um decidido protesto" a uma "grave falta de respeito para com o Papa" pelo uso "totalmente inaceitável" de sua imagem.

Em poucas frases, a declaração do Padre Lombardi rebateu duramente uma das fotos chocantes montadas pela empresa multinacional. O diretor da Sala de Imprensa vaticana ressaltou que a imagem do Papa foi "manipulada e instrumentalizada em uma peça de campanha publicitária com finalidade comercial".

O porta voz afirmou também que trata-se de "uma grave falta de respeitopara com o Papa", e que o fato ofende os sentimentos dos fiéis violando "as regras elementares do respeito pelas pessoas" ao "atrair a atenção por meio de provocação".

A secretaria de Estado vaticana já começou a examinar "os passos a serem dados junto às autoridades competentes para garantir uma justa tutela do respeito pela figura do Santo Padre".

Diante da reação imediata do Vaticano a empresa retirou a peça publicitária de circulação

Peregrinação da Legião de Maria tem a participação de mais de duas mil pessoas no Rio de Janeiro


Legionários homenagearam Maria e pediram para que intercedesse a seu favor

Publicado 2011/11/17
Autor: Gaudium Press
Secção: Brasil

Rio de Janeiro (Quinta-feira, 17-11-2011, Gaudium Press) Mais de duas mil pessoas participaram na última terça-feira, 15 de novembro, no Rio de Janeiro, de mais uma edição da peregrinação da Legião de Maria ao Santuário Nossa Senhora da Penha. O dia estava chuvoso e era feriado nacional (Proclamação da República), mas nem isso impediu os milhares de legionários de estarem 8h no Largo para iniciarem a caminhada até a Concha Acústica da Igreja.


Na Concha Acústica, os peregrinos assistiram a uma missa campal celebrada pelo bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro a assistente eclesial da Legião de Maria junto à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Edson de Castro do homem. Concelebraram a cerimônia o reitor do Santuário, Padre Serafim Fernandes, e o idealizador da caminhada há 18 anos, diácono Lorival da Silva.

Em sua homilia, Dom Edson destacou o trabalho dos legionários e a presença deles na cerimônia. "O Praesidium (grupo de Legionários) não dá a dimensão do quanto é grandiosa a Legião. Mas é a partir dele que o trabalho acontece. Aqui, vemos um numeroso grupo nessa peregrinação, que representa a Igreja em marcha", disse.

O prelado agradeceu ainda a presença de Nossa Senhora no dia a dia da Legião e pediu a interseção de Maria para a percepção da importância que é a riqueza da fé.

Conforme a Arquidiocese do Rio de Janeiro, assim como em anos anteriores, esta edição da peregrinação teve como objetivo reunir os legionários no Santuário Mariano para homenagear Maria e pedir sua intercessão para os moradores do estado.

A festa anual é o último evento de 2011, no qual se encontram participantes da Legião de Maria de todas as cidades do Rio de Janeiro.

Com informações da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Roteiro religioso do Vale do Paraíba ganha mais uma cidade



O Mosteiro da Sagrada Face recebe grupos de fiéis de toda a parte do Brasil

A cidade de Roseira, localizada a 155 km da capital paulista é a mais nova integrante dos municípos que compõe o chamado "Circuito do Turismo Religioso do Vale do Paraiba". Lá está instalado o Mosteiro da Sagrada Face, um dos locais mais procurados para peregrinação na região.

De propriedade da Congregação dos Oblatos de Cristo Sacerdote, o Mosteiro da Sagrada Face, foi fundado em 25 de março de 1970, pelo Padre Januário Baleeiro. Construído em estilo medieval, representa a réplica de um castelo italiano.

O Mosteiro da Sagrada Face recebe grupos de fiéis de toda a parte do Brasil através de agendamento prévio. A visita é gratuita e o visitante tem a oportunidade de assistir as missas que acontecem aos finais de semana.

No interior de sua Igreja podemos ver imagens trazidas da Europa e ainda o maior atrativo do Mosteiro, a exposição do Milagre da Sagrada Face.

A Sagrada Face foi pintada por um padre em 1959. O sacerdote fez um lado, mas ao tirar o pano do molde outro desenho apareceu na parte de trás. Um fenômeno que nem artistas profissionais souberam explicar. "Nós levamos depois essa face de Cristo no Rio de Janeiro. Doutor Gerson Pompeu, diretor, na época, da Escola de Belas Artes.

Em um dos laudos, diz que não pode ter ocorrido vazamento de tinta na face que o padre pintou para essa que surgiu, são autores diferentes. Eu acredito que um autor é o padre, o outro é o próprio Deus", disse o diácono Durvano Porto, responsável pelas romarias no local.

E não é só a imagem que pode ser contemplada. A pintura fica na Igreja do Mosteiro Sagrada Face. Uma réplica de um castelo italiano construída em 1970, mas no estilo medieval. Paisagem de bela arquitetura aliada à natureza.

Apesar da tranquilidade e silêncio, o mosteiro fica bem ao lado da Via Dutra e próximo ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Por isso, muitos romeiros começam a incluir a visita à Sagrada Face no roteiro de turismo religioso do Vale do Paraíba. Agora, todo domingo é assim: estacionamento cheio. Igreja mais ainda. São romeiros, principalmente, do Nordeste e de Minas Gerais.

As cidades que compõe o roteiro religioso do Vale do Paraíba são: Aparecida, Guaratinguetá e Cachoeira Paulista. (LB)

GaudiumPress com informações da Arquidiocese de São Paulo.

Monsenhor Carl Lampert é beatificado

Viena (11-2011, Gaudium Press) Uma missa de Beatificação do Padre austríaco Carl Lampert foi presidida na tarde deste domingo, na cidade de Saint Martin in Dornbirn, na Áustria, pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. Padre Lampert morreu aos cinquenta anos por se opor ao regime nazista de Adolf Hitler e era Vice-Vigário da Administração Apostólica de Innsbruck-Feldkirch.

Padre Carl Lampert - Foto

O sacerdote além de se opor ao regime autoritário, testemunhou a fidelidade a Cristo e por isso foi deportado e condenado à morte durante o período de perseguição aos católicos de seu país, durante a Segunda Guerra Mundial. Por três vezes ele foi detido, confinado em dois campos de concentração, exilado e sentenciado à decapitação sob "acusação de espionagem".

Morreu no dia 13 de novembro de 1944 pronunciando os nomes de Jesus e de Maria, aos quais também dedicou lealdade inquebrantável, tornando-se assim, modelo de amor a Cristo e a Igreja.

O Cardeal Angelo Amato observou que "o martírio é o maior ato de amor a Deus e constitui o caminho mais nobre rumo à santidade".

Ainda durante a celebração, o Cardeal Amato resumiu o legado deixado pelo novo Beato. "Como o sacrifício de Cristo foi penhor de salvação para a humanidade, assim o sacrifício do Beato Lampert será semente de renovada vida cristã na terra abençoada da Áustria. Um exemplo precioso, sobretudo para as novas gerações austríacas".

A cerimônia de beatificação foi recordada pelo Papa Bento XVI, após a recitação do Angelus no domingo. O pontífice afirmou que Lampert foi uma figura exemplar "no tempo obscuro do nazismo", que "viu com clareza o significado da palavra de São Paulo: 'Nós não pertencemos à noite nem às trevas'".

GaudiumPress com informações da Rádio Vaticano.

Leigos têm papel fundamental na construção de um Brasil mais justo


O dia 15 de novembro é particularmente especial para o Brasil. Em 2011, a data recorda os 122 anos da Proclamação da República, que ocorreu em 1889.

A construção de um país é tarefa que diz respeito a todos os seus habitantes. Quando o assunto é colaborar para um país mais justo e solidário, os cristãos possuem uma missão específica. Ainda mais no Brasil, que carrega o título de ser a nação que possui o maior número de católicos em todo o mundo.

"Os cristãos não podem ser um sinal se eles estiverem escondidos. O sinal tem que ser visto. Jesus diz que não se acende uma lâmpada para colocá-la embaixo da mesa, mas sim bem no alto. A Igreja orienta os cristãos a mostrarem o seu rosto, a marcarem a sua presença no mundo e dentro do Estado", explica o presidente da Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB e Bispo de Ipameri (GO), Dom Guilherme Werlang.

Nesse sentido, os cristãos leigos possuem uma tarefa particular, própria e oportuna para fazer acontecer a justiça e a paz. A Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, resume a peculiaridade do cristão leigo com a expressão "índole secular", apontando que eles são chamados a evidenciar a missão da Igreja no mundo, sendo fermento no meio da sociedade. Também o Documento 62 da CNBB - Missão e ministério dos cristãos leigos e leigas - afirma que "os cristãos são no mundo portadores da esperança".

"Por meio das pastorais, movimentos sociais, organismos, ONG's, também nos partidos políticos, na luta pela organização do povo, exercendo com fidelidade as diversas profissões, sempre em favor do bem comum. São formas concretas de se viver esse apostolado", complementa Dom Guilherme.

Já o presidente do Setor Leigos da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB e Bispo de Caçador (SC), Dom Severino Clasen, recorda que os leigos são cidadãos plenamente. "E cabe ao cristão, ao cidadão, construir uma pátria livre, onde prevaleça a dignidade, os valores humanos, éticos, a liberdade religiosa e de expressão, para que possamos ser um povo maduro, equilibrado. Nesse aspecto, a Igreja encontra uma grande força de contribuição junto ao laicato".

Outro fator importante é saber que o papel do Estado e o da Igreja são distintos, embora complementares. Assim, os cristãos devem saber quais são as maneiras mais eficazes, eficientes e éticas de agir no contexto político.

"A cidadania é própria do ser humano, é um compromisso de todos nós. E, a partir da fé cristã, nós temos um compromisso, que brota do Evangelho, de sermos os protagonistas, os construtores da paz, da justiça, do bem social de todas as pessoas. Como cidadãos e como cristãos, temos que saber unir as duas realidades. Nesse sentido, temos que assumir, como cristãos inseridos no mundo, compromissos políticos, especialmente os leigos e leigas que são cristãos", reforça o presidente da Comissão Caridade, Justiça e Paz.


Testemunhar a fé na sociedade

O Papa Bento XVI, em diversos pronunciamentos desde o início de seu pontificado, tem destacado a necessidade de um testemunho corajoso da fé no âmbito das várias realidades sociais. No entanto, hoje propaga-se muito a ideia de que a fé é um fato privado, que não deve ter implicações na vida social. Esse é apenas um dos tantos desafios que surgem para os cristãos conseguirem concretizar seu testemunho no mundo.

Nessa perspectiva, há uma confusão no que diz respeito ao conceito de Estado Laico, como se, nesse, não se pudesse falar de Deus. No entanto, o Estado Laico apenas não possui uma religião oficial, mas não impede, pelo contrário, incentiva que cada um viva a sua fé.

"O Estado deve dar a garantia de que cada um possa viver plenamente a sua fé, por meio da sua igreja ou organização religiosa. Nós, cristãos, temos que mostrar o nosso rosto de católicos, de acordo com os ensinamentos e diretrizes que a Igreja nos dá. Devemos ser fiéis à nossa fé no trabalho, no esporte, no lazer, nas férias, na participação ativa na vida da Igreja, assumindo esses compromissos de uma forma pública", afirma Dom Werlang.

"O leigo tem que ser protagonista da história, puxar a 'carroça da história', no sentido positivo, maduro, livre, onde os princípios cidadãos sejam preservados. Para isso, há um arsenal de pastorais e condições para que os leigos se aprimorarem no conhecimento e, assim, participem de maneira justa e ética na sociedade", sublinha Dom Clasen.

Quando um leigo também atua na administração do poder público, deve ter a consciência da maturidade do que é justo, verdadeiro, nobre, para que o ser humano não seja substituído por outras tendências ou forças.

"Por isso, a Igreja tem um compromisso muito sério com a vida humana e com as instituições, para que o ser humano volte a ter o seu valor, para que se diminua a violência, a corrupção, os roubos, os assassinatos", continua o presidente do Setor Leigos.

Fonte: CN Notícias

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Compositores aprofundam a ritualidade do tempo pascal


Os compositores (letristas e músicos), cantores, salmistas, instrumentistas e animadores exercem um verdadeiro ministério litúrgico” (SC 29). Dada a importância deste ministério para a liturgia, o Setor de Música Litúrgica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove mais um Encontro de Compositores e Letristas. O evento acontece na Casa de Encontros das Irmãs Paulinas (SP), de 12 a 15, e conta com a participação de mais de 30 compositores de música litúrgica da Igreja do Brasil. O encontro é anual e esta já é a sexta edição.

Os conteúdos que estão sendo aprofundados neste ano, são: A música na cultura popular brasileira; Ciclo Pascal: Rito, teologia, espiritualidade e ministerialidade do canto; Oficinas de composição de letra e música.

Os participantes têm a oportunidade de partilhar suas novas composições, as quais são analisadas pelo grupo a partir de critérios litúrgicos, bíblicos, teológicos e poéticos. “É um momento significativo de formação para os compositores, análise e estudo do atual momento da música litúrgica no Brasil e partilha das experiências, em vista da criação de belas músicas para a liturgia”, afirma o padre José Carlos Sala, assessor de música litúrgica da CNBB.

O bispo auxiliar de São Paulo (SP), dom Edmar Peron, acompanha o encontro representando a Comissão Episcopal para a Liturgia. Após o Encontro de Compositores e Letristas, nos dias 16 e 17, a Equipe de Reflexão de Música da CNBB, formada por músicos e liturgistas, realiza reunião para aprofundar o plano quadrienal da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia e dar continuidade aos projetos do Setor de Música Litúrgica.

Fonte: CNBB

Eleito o novo presidente da Cáritas Brasileira

O bispo de Abaetetuba (PA), dom Flávio Giovenale, foi eleito com 63% dos votos para ocupar o cargo de presidente da Cáritas Brasileira para o próximo quadriênio. No total, 117 delegados participaram deste processo. Dom Flávio recebeu 74 votos e dom Guilherme Antônio Werlang, da diocese de Ipameri (GO), ficou com 43.

O processo eleitoral que teve início no dia 10, durante o 4º Congresso e 18ª Assembleia Nacional da Cáritas Brasileira, realizado em Passo Fundo (RS), seguiu até o dia 11, pois nenhum dos candidatos recebeu 50% mais um dos votos, conforme prevê o estatuto da instituição.

Anadete Gonçalves Reis foi reeleita para a vice-presidência da entidade com 99% dos votos.

O bispo de Abaetetuba é originário da cidade de Murello, Itália, nascido no dia 06 de maio de 1954. Estudou Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia em Lorena, São Paulo, entre os anos de 1975 e 1976 e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também em São Paulo, entre 1978 e 1981. Pós graduou-se na Universitá Pontificia Salesiana (Fac. Spiritualitá) em Roma (1984-1985). Foi ordenado Bispo em 8 de dezembro de 1997 assumindo a Diocese de Abaetetuba.

Antes, dom Flávio Giovenale trabalhou na Pastoral Vocacional no estado do Pará, de 1982 a 1983, foi reitor do Seminário Menor em Manaus (AM) entre os anos de 1986 a 1989, retornando novamente ao cargo de reitor do Seminário Maior em Manaus durante um ano (1990-1991); foi ecônomo da Província de 1992 a 1997 e procurador Missionário para o Brasil nos anos de 1994 a 1997.

Como bispo exerceu o cargo de Secretário Executivo nos anos de 1999 a 2003 e presidente de 2004 e 2007 do Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará). Este ano dom Flávio foi eleito a assumir, pela segunda vez, o cargo de Secretário Executivo do Regional Norte 2.

Fonte: CNBB

domingo, 13 de novembro de 2011

Bento XVI sobre a parábola dos talentos: não usá-los seria faltar com a finalidade da própria existência


Cidade do Vaticano (RV) - No Evangelho de hoje – a parábola dos talentos – Jesus nos convida a refletirmos sobre os dons que recebemos e sobre como usá-los para o crescimento do Reino de Deus.

Foi o que ressaltou Bento XVI ao meio-dia deste domingo, no Angelus, acrescentando que a Palavra de Deus nos exorta à sobriedade, à vigilância e a uma vida cristã ativa e diligente.

Na célebre parábola dos talentos Jesus fala de três servos aos quais o patrão – recordou o Papa –, antes de partir para uma longa viagem, confia seus recursos. Dois deles fazem frutificar os bens recebidos. O terceiro servo, ao invés, cavou um buraco na terra e escondeu o talento. Voltando para casa, o patrão se compraz com os dois primeiros servos e fica desiludido com o terceiro:

"De fato, aquele servo que manteve o talento escondido sem valorizá-lo, calculou mal: comportou-se como se o seu patrão não tivesse que voltar, como se um dia não tivesse que prestar conta de sua ação."

O talento – acrescentou o Pontífice – não pode ser separado da missão confiada pelo Senhor a cada pessoa:

"Com essa parábola, Jesus quer ensinar os discípulos a usarem bem os seus dons: Deus chama todo homem à vida e lhe dá talentos, confiando-lhe, ao mesmo tempo, uma missão a ser cumprida. Seria procedimento de um insensato pensar que esses dons lhe são próprios, bem como renunciar a utilizá-los seria faltar para com a finalidade da própria existência."

Bento XVI recordou o comentário de São Gregório Magno à página evangélica dos talentos:

"Ele escreve: "por isso é necessário, meus irmãos, que tenham todo cuidado na custódia da caridade, em toda ação que devem realizar" (Homilias sobre os Evangelhos, 9,6). E após ter precisado que a verdadeira caridade consiste no amar tanto os amigos quanto os inimigos, acrescenta: se alguém não tem essa virtude, perde todo bem que possui, é desprovido do talento recebido e é jogado fora, nas trevas."

"A caridade – observa o Papa – é o bem fundamental que ninguém pode deixar de frutificar e sem o qual todo outro dom é inútil." "Somente praticando a caridade também nós podemos tomar parte da alegria do nosso Senhor."

A parábola deste domingo "nos adverte acerca do caráter provisório da existência terrena e nos convida a vivê-la como uma peregrinação", mantendo o olhar voltado para a meta, "aquele Deus que nos criou e, como nos fez para si (cfr S. Agostinho, Conf. 1,1), é o nosso destino último e o sentido do nosso viver".

Dito isso, o Santo Padre acrescentou:

"A morte é passagem obrigatória para alcançar tal realidade definitiva, seguida do juízo final. O Apóstolo Paulo recorda que "o dia do Senhor virá como um ladrão de noite" (1 Ts 5,2), ou seja, sem aviso prévio. A consciência do retorno glorioso do Senhor Jesus nos impele a viver numa atitude de vigilância, esperando a sua manifestação na constante memória da sua primeira vinda."

Após a recitação do Angelus, saudando os peregrinos de língua francesa, o Pontífice confiou a viagem que de sexta-feira a domingo próximos fará à República do Benin – África Ocidental – à oração dos fiéis, bem como os esforços daqueles que no continente trabalham pela segurança das populações, a reconciliação e a paz.

Bento XVI também recordou que neste domingo se celebra o Dia Mundial do Diabetes, doença crônica que aflige muitas pessoas. "Rezo por todos esses irmãos e irmãs – disse o Papa – e por aqueles que partilham a sua faina diária."

O Santo Padre concedeu, a todos, a sua Bênção apostólica. (RL)

sábado, 12 de novembro de 2011

Casal em dificuldade deve redescobrir sentido do matrimônio

Para Dom Murilo Krieger, Arcebispo de Salvador, a família deve se mirar no modelo de amor da Santíssima Trindade

Para um casal católico que passa por dificuldades conjugais, o primeiro passo para superá-las é redescobrir o Sacramento do Matrimônio e redescobrir a relação com a Igreja, que é transmissora daquilo que Cristo viveu e ensinou, salienta o Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

“A família deve ser uma comunidade de amor, à luz da comunidade de amor que é a Santíssima Trindade. O mundo de hoje não tem essa consciência do papel de família. Vale recordar o que o Papa João Paulo II disse ‘Família, torna-te aquilo que és’, então a família deve se voltar àquele projeto inicial de Deus”, destaca.

Superando as dificuldades

Para o Arcebispo de Salvador, um dos maiores desafios, se não o maior, é a falta de objetivo, a não compreensão do que se quer como família.

“Deus tem um plano: que a família seja uma expressão da família da Santíssima Trindade. Quando se esquece isso se perde o sentido, o objetivo mais importante da família, e aparecem tantos absurdos”, reforça.

Dom Murilo salienta que o mundo de hoje é um mundo muito individualista apregoa que cada um deve procurar resolver seus problemas.

“Num mundo assim não há sacrifícios, renuncias. Então a pessoa se casa, mas quer buscar sozinha sua felicidade. Ora, o projeto de Deus é que nos realizamos à medida que nos doamos ao outro e essa doação que é importante buscar sempre mais na família”, enfatiza.
Doação supõe diálogo, troca de ideia, conhecimento do outro, entrar na intimidade do outro, ver as diversas realidades a partir do ângulo do outro. O arcebispo salienta que quando há diálogo, compreensão e busca de comunhão os problemas são facilmente superados.

Participação numa comunidade

Sozinhos muitas vezes temos dificuldade de caminhar. Por isso, Dom Murilo reforça que é importante não deixar de lado o apoio de pessoas que têm mais experiência.

Nessa troca de experiência se baseia o Encontro Matrimonial Mundial, movimento da Igreja Católica criado na Espanha, na década de 50, e que hoje se encontra em certa de 100 países.

Neste sábado, 12, e domingo, 13, cerca de 450 casais e 25 sacerdotes vindos de todo o Brasil se reunião em Salvador (BA) para V Convenção Nacional do Encontro Matrimonial Mundial. O objetivo do encontro é refletir sobre a contribuição da família no mundo contemporâneo.

“Assim, a grande vantagem de uma grande convenção como essa é a busca da troca de experiências para entender como o outro do sul, do noroeste ou da Amazônia, conseguiu superar determinadas dificuldades. Dessa partilha nasce muita luz, pois Jesus prometeu estar em meio àqueles que se reúnem em seu nome; Ele traz o Espírito Santo para ajudar os casais a superar seus desafios”, diz Dom Murilo.

Este movimento ligado à Pastoral da Família está no Brasil há 35 anos e nesta convenção se reunirão casais e sacerdotes já engajados no mesmo.

CN Notícias

O Papa sempre recorda a visita dele ao Brasil, diz Dom Damasceno

Dom Raymundo Damasceno de Assis juntamente com membros da presidência da CNBB são recebidos por Bento XVI

O noticias.cancaonova.com entrevistou o Cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil), Dom Raimundo Damasceno de Assis. O cardeal está em Roma juntamente com outros membros da presidência da CNBB para uma visita aos dicastérios da Santa Sé. Na última quinta-feira,10, ele encontrou-se com o Papa Bento XVI para informar ao Santo Padre o trabalho que vem sendo realizado pela Igreja do Brasil atualmente.

noticias.cancaonova.com: Como foi ontem a audiência com o Santo Padre?

Dom Raimundo Damasceno: Foi um momento no qual informamos o Santo Padre, mesmo que brevemente, das atividades que a Igreja do Brasil está desenvolvendo atualmente. Falamos da Jornada Mundial da Juventude de 2013 que está sendo preparada juntamente com a Arquidiocese do Rio de Janeiro. Falamos da peregrinação da cruz e do ícone. Falamos também com o Santo Padre o que estamos fazendo para preparar os 50 anos do Concílio Vaticano II, o qual serão celebrados no ano que vem. Falamos de uma série de atividades que estamos fazendo. Durante o encontro, demos a santo Padre um mapa do Brasil feito em Pedra com o desenho dos 17 regionais da CNBB. Este mapa apoiado sobre um cristal, representa a pedra sobre a qual a Igreja está fundada, que é Pedro, o sucessor de Pedro, que para nós é Bento XVI, demonstrando com isso, que os 17 regionais querem sempre trabalhar em comunhão com o Santo Padre.

noticias.cancaonova.com: Qual foi a mensagem do Santo Padre para a Igreja do Brasil?

Dom Raimundo Damasceno: O Santo Padre sempre que conversamos com ele, recorda a visita dele a Aparecida, São Paulo e Guaratinguetá. Ele lembrava bem a imagem de Aparecida que ele conheceu lá no Santuário. Uma imagem pequena que lembra a mãe dos pobres, a solidariedade com os mais pequenos, mais excluidos, mais necessitados. Como Papa, ele se sentiu impressionado com o Brasil, com crescimento do Brasil e o dinamismo da Igreja do Brasil. Foi uma visita muito agradável onde o Papa mostrou que não tinha pressa em terminar, interessado com o que estamos fazendo. De modo que, nos sentimos muito felizes e podemos dizer que cumprimos esta visita a Santa Sé com esse momento mais importante para todos nós que foi este encontro com o Santo Padre, o qual nos revigora, fortalece o nosso ministério, o nosso serviço à Igreja do Brasil e às nossas dioceses.

Mirticeli Medeiros com Danusa Rêgo (CN Roma)

"A detruição da vida humana não pode ser justificada", diz Papa

'Existe o sério risco que a dignidade única e inviolável da vida humana seja subordinada a considerações meramente utilitárias', diz Papa

O Papa Bento XVI recebeu na manhã deste sábado, 12, os participantes da Conferência Internacional de estudos das células tronco adultas. De acordo com o Santo Padre, que fez um discurso a todos os presentes, a utilização de tais células, que são diferentes daquelas embrionárias, permite a ciência de estar realmente à serviço do bem da humanidade.

“Desde o momento em que os seres humanos são dotados de alma imortal e são criados a imagem e semelhança de Deus, existem dimensões da existência humana que se encontram além dos limites daquilo que as ciências naturais são competentes para determinar. Se tais limites são violados, existe o sério risco que a dignidade única e inviolável da vida humana possa ser subordinada a considerações meramente utilitárias”, disse o Santo Padre.

Células embrionárias

O Pontífice mais uma vez condenou o uso de células tronco embrionárias dizendo que aqueles que trabalham com a pesquisa e a manipulção de tais células cometem o grave erro de negar o direito inalienável da vida de cada ser humano, desde a concepção à morte natural.

“A destruição mesmo que de somente uma vida humana não pode nunca ser justificada com fins de benefício que a mesma poderia dar a alguém”, disse

A Igreja quer o melhor para a humanidade.

Na conclusão, Bento XVI disse que o diálogo entre ciência e ética tem uma máxima importância para garantir que os progressos da medicina não sejam obtidos ao preço de custos humanos inaceitáveis.

“A Igreja não pensa somente nascituro mas também naqueles que não têm fácil acesso aos custosos cuidados medicinais. A doença não faz exceção entre as pessoas e a justiça quer que cada esforço seja feito para colocar os frutos da pesquisa ciêntifica à disposição de todos aqueles que dela serão beneficiada”, enfatizou

CN Notícias

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Boa relação familiar gera boa relação social, explica Papa


Em sua mensagem o Papa salienta que um ambiente familiar sereno e construtivo é a primeira escola

A sociedade não é uma mera reunião de indivíduos, mas é resultado de relações entre as pessoas, homem e mulher, pais e filhos, entre irmãos, que tem como base a vida familiar e os vínculos de afeto que dela derivam, destacou o Papa Bento XVI em sua mensagem ao 2º Congresso Nacional da Família, no Equador.

“Cada família entrega à sociedade, através de seus filhos, a riqueza humana que viveram. Com razão se pode afirmar que da saúde e da qualidade das relações familiares depende a saúde e a qualidade das próprias relações sociais”, afirmou o Papa na mensagem divulgada nesta quinta-feira, 10, pelo Boletim da Santa Sé.


Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Mensagem do Papa para o 2º Congresso das Famílias no Equador

Para o Pontífice, a família, nascida do pacto de amor e da entrega total e sincera de um homem e uma mulher em matrimônio, não é uma realidade privada, fechada em si mesma. “Ela, por vocação própria, presta um serviço maravilhoso e decisivo ao bem comum da sociedade e à missão da Igreja”, salientou o Papa.

O Congresso iniciado nesta quarta-feira, 9, segue até este sábado, 12, simultaneamente nas cidades de Quinto, Guayaquil, Portoviejo, Tena e Loja, no Equador, e tem como tema“Família, trabalho e festa – A família equatoriana em missão: o trabalho e a festa a serviço da pessoa e do bem comum”.


O trabalho e o homem

Neste sentido, o Santo Padre salientou que por meio do trabalho, o homem experimenta a si mesmo como sujeito, participa do projeto criador de Deus.

“A falta de trabalho e a precariedade do mesmo afetam de maneira negativa a dignidade do homem, criando situações de injustiça e pobreza, que frequentemente geram depressão, criminalidade e violência., além de crises de identidade nas pessoas”, destacou.


Tempo para vida em família

Para Bento XVI a criação e medidas eficazes e de planejamentos sérios e efetivos se faz urgente e salientou também a importâcia de um equilibrio entre o tempo para o trabalho e para a família.
“As famílias necessitam recuperar o genuíno sentido da festa, especialmente aos domingos, dia do Senhor e do homem. Na celebração eucarística dominical, a família experimenta aqui e agora a presença real do Senhor Ressuscitado, recebe a vida nova, acolhe o dom do Espírito Santo, cresce no amor para com a Igreja, escuta a Palavra Divina, partilha do Pão Eucarístico e se abre ao amor fraterno”, destacou.

Um ambiente familiar sereno e construtivo, para Bento XVI, é a primeira escola de trabalho e o espaço mais indicado para que a pessoa descubra seus potenciais, aumente seus desejos de superação e desenvolva suas aspirações mais nobres.

Além disso, o Pontífice reforça que a vida familiar ensina a superar o egoísmo, a cultivar a solidariedade, o sacrifício pela felicidade dos outros, a valorizar o bom e o justo, para que os indivíduis se empenhem com convicção e generosidade para o bem-estar comum e para o bem recíproco, criando responsabilidade por si mesmo, pelo outros e pelo meio ambiente.

CN Notícias

domingo, 6 de novembro de 2011

Relíquia de Dom Bosco visita a Índia


Urnas com relíquias de Dom Bosco peregrina na Índia


De meados de outubro até meados de novembro, a Urna de Dom Bosco está peregrinando pelo estado indiano de Tamil Nadu. A relíquia já visitou as comunidades da Inspetoria salesiana de Tiruchy e entrou faz pouco no território da Inspetoria salesiana de Madrasta.

Depois de uma exitosa e devota acolhida pelos territórios do estado indiano do Kerala, onde os católicos constituem uma importante minoria (19%), a relíquia de Dom Bosco ingressou na Inspetoria de Tiruchy, dia 13 de outubro, em Kuthenkuzhy.

Na Inspetoria de Tiruchy, setor setentrional do Tamil Nadu, a urna esteve até 28 de outubro a visitar todas as obras salesianas ali presentes, recebendo festivas homenagens da parte das respectivas comunidades, que havia muito estavam organizando as atividades para tornar a visita uma autêntica ocasião de graça e de renovamento.

A visita da Urna foi um estímulo para todos os fiéis cristãos e em muitas ocasiões foi significativa a presença de autoridades religiosas diocesanas, como sucedeu, por exemplo, no dia 24 de outubro, em Coimbatore, com a Missa presidida, na Catedral de São Miguel, pelo Bispo da diocese sírio-malabarense, Dom Thomas Aquinas Lephonse, e concelebrada por cerca de 60 sacerdotes.

Às primeiras horas da manhã do dia 28 de outubro, em Yercaud, à presença de três mil fiéis, o Inspetor de Tiruchy, padre Albert Johnson, presidiu a Missa de despedida da Urna. Sucessivamente a relíquia seguiu para a Casa Inspetorial de Madrasta, onde a esperavam o Inspetor, padre Raphael Jayapalan; a Inspetora das FMA, Irmã Magnificat Soosaim; a Irmã Jayarani, Madre Geral das “Sisters of Maria Auxilium”; muitos Diretores de comunidades SDB; Salesianos e Fiéis.

No dia 29 de outubro, na casa “Don Bosco Anbu Illam” para jovens em estado de vulnerabilidade sócio-moral e meninos de rua, a Urna recebeu a homenagem também do Porta-Voz da Assembléia Legislativa do Tamil Nadu, Dr. D. Jayakumar. Já no dia seguinte, no Santuário Dom Bosco, de Ayanavaram, foi recepcionada pela neoeleita Prefeita de Madrasta, Dra. Saidai Duraisamy, e pelo parlamentar Dr. N. Balaganga.

A urna prossegue agora a sua caminhada pela Inspetoria de Madrasta, onde ficará até o próximo dia 18 de novembro.

CN Notícias com Agenzia Info Salesiana

Crer em Deus é ter "esperança invencível", afirma Papa


''Se removemos Deus, se removemos a Cristo, o mundo retrocede ao vazio e à escuridão'', afirma Bento XVI

"Quem crê em Deus-Amor leva em si uma esperança invencível, como uma lâmpada com a qual atravessar a noite para além da morte, e chegar à grande festa da vida", ressaltou o Papa Bento XV antes de recitar a tradicional oração mariana do Angelus neste domingo, 6. O encontro do Santo Padre com os cerca de 40 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro aconteceu às 12h (horário de Roma - 9h no horário de Brasília).

O Pontífice fez sua reflexão a partir da parábola das dez jovens enviadas a uma festa de núpcias, símbolo do Reino dos céus e da vida eterna (Mt 25,1-13). Dessas, cinco entram na festa, porque, na chegada do esposo, tinham o óleo para acender as suas lâmpadas; enquanto as outras cinco permaneceram fora, porque não haviam levado óleo.

"O que representa esse "óleo", indispensável para sermos admitidos ao banquete nupcial? Santo Agostinho e outros antigos autores o leram como um símbolo do amor, que não se pode comprar, mas se recebe como dom, conserva-se no íntimo e pratica-se nas obras. Verdadeira sabedoria é aproveitar a vida mortal para realizar obras de misericórdia, porque, depois da morte, isso não será mais possível. Quando formos despertados para o Juízo Final, esse acontecerá com base no amor praticado na vida terrena. E esse amor é dom de Cristo, efuso em nós pelo Espírito Santo", explicou o Bispo de Roma.



O Santo Padre também ressaltou que as Leituras bíblicas da liturgia dominical convidavam a prolongar a reflexão sobre a vida eterna, iniciada por ocasião da Comemoração de todos os fiéis defuntos.

"Sobre esse ponto, é nítida a diferença entre quem crê e quem não crê, ou, se poderia igualmente dizer, entre quem espera e quem não espera. [...] A fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo assinala um divisor de águas decisivo. Se removemos Deus, se removemos a Cristo, o mundo retrocede ao vazio e à escuridão. E isso encontra resposta também nas expressões do niilismo contemporâneo, um niilismo muitas vezes inconsciente que contagia, infelizmente, a tantos jovens", indicou o Papa.

Por fim, Bento XVI pediu a Maria, Sedes Sapientiae, para que "nos ensine a verdadeira sabedoria, aquela que se fez carne em Jesus. Ele é o Caminho que conduz desta vida a Deus, ao Eterno. Ele nos fez conhecer o rosto do Pai, e, assim, deu-nos uma esperança cheia de amor. [...] Aprendamos dela a viver e morrer na esperança que não engana".

Leonardo Meira

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bispo brasileiro recebe prêmio da Human Life International

Bispo da Diocese de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, recebe prêmio das mãos de padre Shenan

A Human Life International (HLI) concedeu o Prêmio Cardeal Von Galen ao Bispo de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, nesta quinta-feira, 3. O reconhecimento é por sua atitude heroica no cumprimento do ministério episcopal, "ao enfrentar o desagrado de tantos que promovem a cultura da morte".

A entrega da homenagem aconteceu durante o II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida pelas mãos do presidente da HLI, padre Shenan Boquet.

O Prêmio é concedido pela HLI, em nome de associações católicas pró-vida de mais de 80 países do mundo, a personalidades – especialmente bispos – que se destacam na defesa da sacralidade da vida, conforme os ensinamentos católicos.

"É sempre uma ajuda, entusiasmo. Sou agradecido por essa homenagem e por perceber que o trabalho que a gente fez não foi em vão", afirma Dom Bergonzini.

O bispo destaca que está satisfeito com seu trabalho à frente da diocese paulista, missão que está prestes a concluir, ao completar 75 anos e, conforme o Código de Direito Canônico, pedir a renúncia ao Papa.


O Prêmio

O Prêmio leva o nome do Bem-Aventurado Clemens August von Galen (1878-1946), que foi Bispo de Münster (Alemanha) durante a era nazista. Levantou sua voz em defesa dos pobres e dos doentes, protestando contra a eutanásia, a perseguição dos judeus e a expulsão dos religiosos.

Por causa de sua coragem, ficou conhecido como o “Leão de Münster”. O lema que escolheu quando foi eleito bispo foi “Nem elogios nem ameaças me distanciarão de Deus”.

O cardeal Von Galen demonstrou coragem ao enfrentar os nazistas, desvelando a verdade sobre a ideologia do nazismo, defendendo a liberdade da Igreja e das associações católicas, bem como a educação religiosa. Acusou abertamente o nazismo de discriminação contra os cristãos, os quais eram encarcerados e assassinados. Condenou outros abusos do governo totalitário, lutou pelo direito à vida e denunciou de modo veemente o massacre das pessoas deficientes físicas e mentais consideradas “inúteis”.

O referido Prêmio é acompanhado de uma doação de mil dólares, para ajudar de algum modo o trabalho pastoral do agraciado.

O último brasileiro a receber a homenagem foi o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, em 2009.

Fonte: Canção Nova

Igreja deve arregaçar as mangas e lutar pela vida, diz Dom Beni

O Bispo da Diocese de Lorena, Dom Benedito Beni

O II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida, promovido pela Human Life International no Mosteiro de São Bento, em São Paulo, nestes dias 3 e 4, reúne palestrantes de renome internacional.

O Bispo da Diocese de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos, acompanhou parte dos trabalhos e destaca. "A Igreja ainda têm muita força e temos que arregaçar as mangas e lutar. E esse Congresso é um ponto muito importante para esta luta".

Na opinião do prelado, a defesa da vida, desde a fecundação até seu fim natural, é sempre muito importante. "Neste Congresso, diversos conferencistas vêm não só com grande competência, mas também muita experiência. Isso será muito útil para nós, aqui no Brasil, principalmente se esses resultados forem divulgados".

Estes dois primeiros dias do evento são direcionados especialmente a sacerdotes, seminaristas e religiosos. O grande número de seminaristas chamou a atenção de Dom Beni:

"É necessário que os futuros padres estejam a par do que a Igreja ensina e depois se empenhem em defender isso de fato. Creio que, se os católicos lutarem de fato, o aborto não será aprovado", ressalta

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"Quem vê esperança na morte, vive uma vida de esperança",diz Papa

Papa faz catequese sobre dia de Finados, na Sala Paulo VI, no Vaticano


O Papa Bento XVI dedicou a catequese desta quarta-feira, 02, ao dia de finados, oferecendo a todos os fiéis uma explicação sobre o significado deste dia e sobre a esperança que deve brotar no coração dos cristãos diante da morte.

"Caros amigos, a solenidade de todos os santos e a comemoração de todos os fiéis defuntos nos dizem que somente quem pode reconhecer uma grande esperança na morte, pode tamném viver uma vida a partir da esperança", afirmou.

O Santo Padre falou sobre a visita aos cemitérios que caracteriza a comemoração dos fiéis defuntos, destacando que este gesto deve levar os fiéis a traçarem um caminho de renovada esperança na vida eterna.

"A estrada da morte, na realidade, é uma vida de esperança e, percorrer os nossos cemitérios, como também ler aquilo que está escrito sobre as tumbas, é cumprir um caminho marcado pela esperança na eternidade", destacou

O papa também abordou questões relativas ao medo da morte e sobre os riscos que provém do desejo de procurar respostas diante da vida após a morte.

"Hoje o mundo se tornou, ao menos aparentemente muito mais racional, ou melhor, se difundiu a tendência de pensar que todas as realidades devem ser afrontadas com os critérios da ciência experimental (...) Deste modo, nem se dá conta que deste modo pode-se cair em formas de espiritismo, na tentativa de contato com o mundo além da morte", exortou.

Fonte: Canção Nova