Teve
início na tarde desta terça-feira, 23 de outubro, na sede das
Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília (DF), a reunião
ampliada da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro reúne 23
pessoas, entre os bispos integrantes da Comissão, os assessores dos
setores ligados a ela (Universidades, Educação e Ensino Religioso) e os
bispos e assessores referenciais nos 17 Regionais da CNBB.
O presidente da Comissão, dom Joaquim
Giovani Mol Guimarães, abriu o evento destacando os pontos-chaves a
serem discutidos. “O objetivo do encontro é estabelecer com clareza as
exigências do processo de evangelização hoje: o que são essas pastorais,
como elas se articulam, se organizam e funcionam e, sobretudo, discutir
como a importância e urgência evangelizadora justificam a sua
organização na Igreja no Brasil”, disse.
Segundo o bispo presidente, a
articulação da Comissão é necessária e urgente porque o desafio é estar
presente além do ambiente interno da Igreja. Por isso foram convocados
os regionais para refletir sobre o seu campo de atuação nas bases. “O
desafio é deixar de falar para o público interno da Igreja e passar a
falar para a comunidade nacional, através dos processos culturais e da
educação. É a Igreja que sai de si com a sua mensagem e seu testemunho e
vai ao encontro das pessoas através da cultura e da educação para
aprender, se encantar e levar às pessoas os seus valores”, destacou dom
Mol.
O
integrante do Setor Universidades e bispo de Petrópolis (RJ), dom
Gregório Paixão, também acredita que a articulação da Comissão seja
necessária e aponta a missão dos setores cultura e educação na
sociedade. “No setor educação trabalhamos para que o Evangelho seja
semente nos locais onde a educação está sendo implantada ou tem espaço. E
a cultura é uma pastoral de fronteira. O grande desejo é que
dialoguemos com todas as culturas. Não falamos apenas com artistas, com
os meios culturais da Igreja, mas nós queremos mostrar que a fé produz
cultura e que a Igreja tem uma palavra a dizer para as diversas culturas
nesse tempo de transformação em que vivemos”.
Para a assessora do Setor Universidades,
Maria Eugênia Llori Aguado, a reunião demonstra a motivação e o esforço
da Comissão em se unir para levar seu trabalho adiante. “Esse encontro
demonstra que queremos ter um projeto comum para que possamos entrelaçar
nossas pastorais e ver quais são as pontes que estão sendo feitas
através de nossas reflexões, mas também através de encontros dos
setores”.
Irmã Eugênia afirma, no entanto, que o
evento, além de possibilitar o encontro dos Regionais da CNBB se debruça
também na reflexão e estudo das linhas gerais da Comissão. “Estamos
elaborando há cerca de três anos as linhas gerais dos setores ligados à
Comissão. Esse texto é muito importante e queremos que seja publicado
porque já faz três anos que as pessoas nos pedem diretrizes que os
ajudem continuar a caminhada. Trata-se de um texto simples de 20 páginas
que aglutina os diversos setores. Ele está sendo apresentado nesta
reunião e discutido. Se aprovado, poderá ser publicado em breve”, disse.
Nesta quarta-feira, 24, o Setor Educação
abriu as discussões no primeiro momento da manhã. Logo após é a vez do
Setor Universidades. A tarde fica por conta do Setor Ensino Religioso.
Cada setor apresenta o seu texto para ser discutido e avaliado com o
objetivo de colaborar com os regionais nos trabalhos locais. “Devemos
considerar os vários contextos do nosso país, por isso é importante
pensarmos em textos curtos, claros e objetivos que ajudem os regionais”,
orientou dom Joaquim Mol.
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