Pequenos gestos cotidianos realizados de modo silencioso e com discrição em nome do Papa em prol de pessoas necessitadas, pobres e sofredoras em todas as partes do mundo. Essa a missão da Esmolaria Apostólica, instituída pela primeira vez no século XIII pelo Beato Gregorio X. Depois foi Alexandre V com uma bula de 1409 a regulamentar as formalidades e normas, enquanto Leão XIII para favorecer a coleta de fundos para as obras de caridade delegou à Esmolaria também a faculdade de conceder a benção apostólica.
Todos os anos muitos pedidos de ajuda chegam a esse departamento vaticano da parte de famílias, imigrantes, estudantes, desempregados que pedem uma pequena contribuição para seguir adiante; pagar o aluguel, as contas, para poder estudar ou curas médicas. O valor oscila entre 100 e 500 euros e é decidido após um primeiro parecer do pároco de referência, com base na situação e na gravidade – explica Dom Felix del Blaco Prieto, ex-Elemosiniere, - em entrevista ao l’Osservatore Romano e todos os anos as doações realizadas superam a cifra de um milhão de euros.
Portanto, uma caridade bem precisa que o Papa encoraja e apóia pessoalmente, assegurando-se que jamais falte e que quem trabalha neste organismo desempenhe de modo exemplar, com paciência e dedicação a sua missão, tendo como objetivo levar alegria e levantar os corações, e fazer sentir a proximidade e atenção da Igreja por cada pessoa. (SP)
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