Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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sábado, 31 de maio de 2008

Argélia: Cristãos convertidos são julgados por pregar religião não-islâmica

Seis cristãos convertidos do islamismo podem ser condenados a até dois anos de prisão e a pagar multas de cerca de US$ 8 mil na Argélia, depois de serem acusados de pregar uma religião não-islâmica sem a aprovação do governo.
Os homens, protestantes, são acusados de distribuir material religioso considerado ilegal. O veredicto deve ser anunciado na próxima terça-feira, dia 3 de junho.
Em um caso paralelo, uma mulher, Habiba Kouider, foi processada por ter sido pega portando exemplares da Bíblia, na cidade de Tiaret, a cerca de 400 km da capital Argel.
Ela é acusada de pregar uma religião sem autorização e pode ser condenada a até três anos de cadeia. Kouider nega a acusação.
Exemplo
Alguns jornais argelinos afirmam que o caso de Kouider seria um exemplo de desrespeito à liberdade de consciência, direito garantido pela Constituição do país, que permite, pelo menos no papel, a prática de outras religiões.
Desde 2006, entretanto, as leis argelinas determinam que congregações não-islâmicas e líderes de outras religiões precisam obter licença do governo para poder pregar suas crenças.
Os advogados das vítimas estão sendo pagos pela organização não-governamental American International Christian Concern.
A porta-voz para a África da organização, Darara Gubo, disse à BBC Brasil acreditar que atualmente existe um movimento crescente de repressão à conversão ao cristianismo em vários países muçulmanos.
“Em diversas nações islâmicas os cristãos estão sendo processados quando usam sua liberdade religiosa e evangelizam muçulmanos. Isso acontece na Argélia, Irã, Arábia Saudita, Jordânia e muitos outros países”, disse ela.
Gubo afirma que a repressão aumentou na Argélia após a exibição de um documentário que mostrava um aumento do número de cristãos no país.
“Isso (o documentário) gerou muita pressão de outros países do Oriente Médio e da África. Eles consideraram vergonhoso que os muçulmanos estivessem se convertendo.”
O governo da Argélia afirma que existem cerca de 11 mil cristãos no país, cuja população é de cerca de 33 milhões. Grupos religiosos cristãos afirmam que o número de fiéis é bem maior.

NA AUDIÊNCIA GERAL, PAPA ILUSTRA VIDA DE SÃO GREGÓRIO MAGNO

O papa concedeu esta manhã audiência a todos os peregrinos, turistas e romanos, na Praça São Pedro. Continuando sua série de catequeses sobre os Padres da Igreja, o escolhido hoje foi São Gregório Magno, bispo de Roma entre os anos 590 e 604.
Nascido numa família da aristocracia tradicional romana, aos 30 anos, foi nomeado Pretor de Roma, cargo que naqueles tempos era equivalente a governador da cidade. Mas a carreira política durou pouco, tendo ele decidido se retirar e se dedicar à vida monacal e ao estudo da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja.
Por sua experiência e qualidades, o papa Pelágio II o nomeou diácono e o enviou como embaixador a Constantinopla, para enfrentar os últimos resíduos do monofisismo e obter o apoio do imperador para conter a pressão dos longobardos, o povo germânico que invadiu, colonizou e formou um reino no vale do rio Pó (Itália).
Posteriormente, o Pontífice o convocou a Roma e o nomeou como seu secretário. Quando o papa Pelágio II morreu, Gregório o substituiu na Sede de Pedro. Seu pontificado deixou uma rica documentação, o célebre Registro.
Paralelamente à intensa atividade pastoral, Gregório realizou também um amplo trabalho de assistência social. Não obstante a saúde precária, que o obrigava a repousar bastante, a santidade de sua vida e a riqueza de sua humanidade lhe valeram a confiança de seu rebanho, junto ao qual possuía notável autoridade moral.
O papa concluiu o retrato de São Gregório Magno com as seguintes palavras:
“Em um tempo desastroso, aliás, desesperado, Gregório soube criar paz e dar esperança. Assim, este homem de Deus demonstra aonde estão as verdadeiras fontes da paz, de onde vem a verdadeira esperança; e serve como orientação para nós, em nossos tempos de hoje”.
Após a catequese em italiano, o papa saudou os presentes em inglês, francês, alemão, polonês, croato, tcheco, ucraniano, eslovaco, e português.

EXUMADOS OS CORPOS DOS PAIS DE SANTA TERESA DE LISIEUX

Os corpos dos pais da Santa Teresa de Lisieux, cujo processo de beatificação está em curso, foram exumados na última segunda-feira, com vista a serem transladados para a Cripta da Basílica em Setembro.
Os corpos de Louis (1823-1894) e Zélie Martin (1831-1877), proclamados veneráveis em 1994, foram exumados dos seus túmulos, que se encontravam próximos da Basílica de Lisieux, durante uma cerimônia privada onde esteve presente Pietro, uma criança italiana de seis anos, miraculosamente curada graças à intercessão do casal, segundo informação do Santuário.
A Congregação para as Causas dos Santos publicou um decreto, aprovado por Bento XVI, reconhecendo que os Martin viveram as virtudes da fé, da esperança e da caridade de forma heróica.
A cura presumivelmente milagrosa de Pietro está atualmente sendo examinada pelos especialistas da Congregação. O aniversário dos 150 anos de casamento de Louis e Zélie Martin, assim como o avanço do processo de beatificação, são causa, segundo aponta o Santuário, para este desenvolvimento.
O anúncio da sua beatificação por Bento XVI pode acontecer no dia 13 de Julho, por ocasião da celebração dos 150 anos de matrimonio do casal.
Os restos mortais dos esposos serão colocados num relicário, que está sendo construído em Verona, na Itália.
“Se Louis e Zélie Martin forem algum dia beatificados não será porque foram pais de uma santa, mas porque a sua vida é reconhecida pela Igreja”, explica o santuário.
Até ao momento, apenas um casal italiano Luigi e Married Beltrame Quattro Occhi, foram beatificados juntos. (SP)

A catequese conforme o contexto sociocultural

Ir. Joselina de Lourdes Pereira*
“Seguindo o exemplo de Jesus Cristo, o Verbo encarnado na historia, é urgente assumir a inculturação do evangelho nas culturas. Para isso é preciso entender melhor cada cultura e entender os costumes do povo brasileiro, a fim de apresentar o evangelho de modo mais familiar e eficiente. Símbolos, celebrações e encontros de catequese que levam em consideração a cultura dos destinatários tornarão a Igreja um espaço onde as pessoas se sentem mais avontade, respeitadas e valorizadas a partir de seu jeito próprio”.
Jesus, um Judeu, viveu em uma determinada cultura e pregou a boa nova de dentro daquela cultura. De fato, a verdadeira inculturação não é acomodação e ou apenas inserção; é levar o evangelho como fermento. Essa é a “inculturação” original da cultura de Deus e mo0delo de referencia para ação catequética.
Catequese e inculturaçãoA catequese se encontra de ante de situação particularmente desafiadora:
a. conhecer a cultura especifica de cada grupo humano e o grau de influencia dessa cultura em suas vidas;
b. reconhecer a presença da dimensão cultural no próprio evangelho e na Bíblia inteira;
c. anunciar a transformação que o evangelho causa nas culturas;
d. dar testemunha de que o evangelho transcende a cultura e não se esgota nela , e discernir as sementes do evangelho presente em cada cultura;
e. promover, no interior de cada uma das culturas, novas expressões do Evangelho, procurando uma linguagem de fé que seja patrimônio comum dos fieis e, portanto, fator fundamental de comunhão;
f. manter íntegros os conteúdos da fé e da Igreja e explica-los levando em conta a situação cultural e histórica dos interlocutores.
Processo metodológico na inculturaçãoA catequese alimenta o ideal de propor o Evangelho de maneira viva e de tocar nas raízes da cultura e das culturas. Isso determina o processo metodológico integrado por diversos métodos:a. perceber na cultura o eco da palavra de Deus; b. discernir os valores evangélicos presentes na vida e na cultura dos interlocutores;
c. purificar o que está sob o signo do pecado; d. suscita nos catequizandos atitudes de conversão radical a Deus, de diálogo com os demais e pacientes maturação interior.
A catequese não só provoca uma assimilação intectual do, contudo da fé, mas também toca o coração e transforma a conduta. Desse modo, a catequese gera uma vida dinâmica e unificada na fé, encaminhada para a coerência daquilo que se vê aquilo que se vive entre a mensagem cristã e o conteúdo cultural, estimula frutos de santidade.
Espaços privilegiados para a inculturaçãoA catequese é convidada a ir aonde as pessoas vivem, em particular, na família, na escola, no trabalho e no lazer. É importante que se tenha alguns âmbitos antropológicos, como a cultura urbana, o mundo universitário e esportivo, o turismo e as imigrações, o fenômeno juvenil e outras situações de relevo social. Cada cultura possui símbolos, ritmos, musicas, cores, danças, linguagens, expressão corporal, tradições, festas, comidas, vestes, habitação e religiosidades próprias. Na catequese, a inculturação exige que se levem em conta todos esses aspectos.
Também devem ser iluminadas com a luz do evangelho algumas áreas como a comunicação, a ecologia, o compromisso com a construção da paz, do desenvolvimento, da libertação dos povos; a área da defesa dos direitos humanos, sobre tudo das minorias, das mulheres e das crianças; a área das investigações cientificas e das relações internacionais.
A inculturação é necessária na catequese pelas possibilidades de correlacionar mais incisivamente fé e vida. A catequese litúrgica é uma via privilegiada da inculturação pela riqueza dos símbolos que expressam a mensagem e introduzem no mistério celebrado e porque ela tem acesso grande parte do povo de Deus.
Comunicação e linguagem na catequese
A inculturação da fé é, em certos aspectos, obra da linguagem. A catequese respeita e valoriza a linguagem própria da mensagem ( linguagem bíblica, litúrgica, doutrinal, etc.) e entra em comunicação com formas e termos próprias da cultura e de seus interlocutores. O catequista precisa encontrar uma linguagem adaptada para cada idade, à linguagem dos estudantes, dos intectuais, dos analfabetos e das pessoas de culturas elementar. Da Bíblia e da liturgia aprende-se que Deus não se contenta com a comunicação verbal, mas se comunica também e mais eficazmente por ações e linguagem corporal e simbólica, fortemente, marcada pela cultura. Os meios de comunicação estão intimamente ligados à linguagem corporal, verbal, simbólica. É importante a linguagem dos meios de comunicação para a catequese, como parte de inculturação da fé no mundo contemporâneo.
Para ver, julgar e agir
Em sua paróquia, acontece a inculturação na catequese? Como?
O que você, caríssimo (a) leitor (a), pode fazer para que sua comunidade cristã tenha melhores recursos para a formação dos (as) catequistas?
*Sacramentina de Nossa Senhora

População católica mundial permanece estável, cresce na América



A Livraria Editora Vaticana publicou uma nova edição do Anuário Estatístico da Igreja, com as cifras oficiais da Igreja católica atualizada até 2006, e segundo a qual a população católica permanece estável, embora cresça nas Américas.
Segundo o Anuário, de 2000 até hoje, a presença de católicos no mundo se mantém estável, em torno de 17,3% da população mundial. Apesar de que a Europa conta com o 25% da comunidade católica mundial, seu crescimento é inferior a 1%; enquanto que na América e na Oceania os fiéis batizados crescem respectivamente 8,4% e 7,6%; enquanto que o continente asiático se mantém estável em 2006 quanto a proporção de fiéis com respeito ao total da população.
Na África, com um crescimento duas vezes superior ao dos países asiáticos, o número de batizados passa de 130 milhões em 2000 a 158,3 milhões em 2006.
Por outro lado, o número de bispos no mundo cresceu que 4.541 em 2000 a 4.898 em 2006, com um aumento de 7,86%.
A população sacerdotal, diocesana como religiosa, mostra um ligeiro crescimento ao longo destes sete anos (com um aumento de 0,51% a nível mundial), passando de 405.178 em 2000 a 407.262 em 2006. Se na África e Ásia aumentam (respectivamente 23,24% e 17,71%), América se mantém estável, enquanto a Europa e Oceania diminuem 5,75% e 4,37%.
Os sacerdotes diocesanos aumentam 2%, passando de 265.781 em 2000 a 271.091 em 2006. Por contraste, os sacerdotes religiosos se acham em constante diminuição (-2,31%), chegando a ser 136.000 em 2006. Os sacerdotes diminuem claramente só na Europa: se em 2000 representavam mais de 51% do total mundial, em 2006 decrescem a 48%. Entretanto, Ásia e África juntas supunham em 2006 o 21% do total, enquanto em 2000 a percentagem era de 17,5%. América se mantém ao redor de 30% do total e Oceania representa pouco mais de 1%.
Quanto aos religiosos não sacerdotes, se em 2000 eram 55.057, em 2006 alcançam a cifra de 55.107. Comparando os dados como continentes, na Europa se percebe uma nítida diminuição (-12,01%) e na Oceania (-16,83%), mantendo-se estávelmente na América e aumentando na Ásia ( 30,63%) e na África ( 8,13).
As religiosas são quase o dobro que os sacerdotes e 14 vezes os religiosos, mas atualmente também estão diminuindo. passaram de 800.000 em 2000 a 750.000 em 2006. Quanto a sua distribuição geográfica, o 42% reside na Europa, o 28,03% na América e o 20% na Ásia. Em termos gerais, as religiosas aumentaram nos continentes mais dinâmicos, África ( 15,45%) e Ásia ( 12,78%).
O Anuário Estatístico da Igreja também recolhe a evolução do número de estudantes de filosofia e de teologia nos seminários diocesanos e religiosos, que a nível global aumentaram, passando de 110.583 em 2000 a mais de 115.000 em 2006, com um incremento de 4,43%. Enquanto na África e na Ásia os candidatos ao sacerdócio evoluíram positivamente, na Europa se percebe uma redução de 16%.

Drogas, violência e vandalismo “coroam” desfile homossexual em São Paulo

A edição número 12 da chamada “Parada Homossexual” de São Paulo esteve marcada por roubos, atos de violência e vandalismo, além de consumo de drogas na via pública.
Conforme denunciaram vários meios de imprensa, houve inclusive uma tentativa de invasão à zona reservada para os jornalistas por parte de quase cem manifestantes devido à saturação da Avenida Paulista. Mais ainda, um dos carros alegóricos atropelou a um homem e o posto de emergências atendeu a 200 manifestantes, a maioria vítimas de consumo excessivo de álcool e drogas como êxtase.
A estudante paulista Marina Gonçalves de 25 anos, foi uma das vítimas dos assaltos. “Este ano a violência esteve pior do que nunca. levaram o meu celular e minha câmara fotográfica. Tinha dois policiais perto e nem chegaram a ver o roubo. Eu não volto mais”, indicou.
Conforme informou a Guarda Civil, registraram-se peloo menos 50 casos de roubos, mas só se deteve uma pessoa.
O tradicional desfile homossexual é financiado cada ano com recursos públicos e auspiciadores. O estado paulista gastou 450 mil reais (225 mil dólares) na marcha e Petrobrás doou 200 mil reais (uns cem mil dólares).

sexta-feira, 23 de maio de 2008

PAPA AOS BISPOS ALBANESES: ENTENDIMENTO CORDIAL E FRATERNO PARA O BEM DA IGREJA E DO PAÍS


Cidade do Vaticano, 23 mai (RV) - Bento XVI recebeu esta manhã, no Vaticano, os bispos da Conferência Episcopal da Albânia que realizam sua visita ad Limina Apostolorum. Em seu discurso aos bispos albaneses, o Papa os exortou a serem coerentes em suas intenções e no zelo pastoral a fim de contribuir na reconstrução da Igreja e do tecido social de um país, onde ainda pesa a experiência da ditadura comunista, herança deixada por um regime que proclamou o ateísmo como ideologia de Estado. O Pontífice sublinhou que uma visão antidemocrática das relações entre cidadãos deixou aos bispos uma difícil tarefa no âmbito humano: o de redescobrir uma linguagem comum que possa novamente servir de apoio à sociedade civil. E o Papa acrescentou:“Sois chamados, sobretudo, a serdes testemunhas de uma herança benéfica e construtiva que é a de proclamar a mensagem de salvação trazida por Cristo ao mundo. Depois da noite escura da ditadura comunista, incapaz de compreender o povo albanês em suas atávicas tradições, a Igreja providencialmente pôde renascer, graças também à força apostólica do meu predecessor e Servo de Deus João Paulo II, que os visitou em 1993, reconstituindo de maneira estável a Hierarquia Católica, para o bem dos fiéis e em benefício do povo albanês”. Bento XVI reiterou que a Igreja albanesa do século XXI necessita de concórdia dentro de si mesma e exortou os bispos a serem promotores de iniciativas em prol da unidade a fim de se manifeste o mistério vivificante do único Corpo de Cristo, em comunhão com o ministério do Sucessor de Pedro. A seguir o Papa exortou os bispos a agirem de maneira eficaz através de um espírito comum e da co-responsabilidade no que diz respeito aos problemas concretos.“A compreensão sincera e fraterna entre os Pastores deve produzir grandes benefícios ao amado povo albanês, tanto no plano social quanto ecumênico e inter-religioso. Sede, portanto, amados bispos, uma coisa só em Cristo ao anunciar o Evangelho e ao celebrar os santos mistérios. Que manifesteis a comunhão com a Igreja universal, na mais ampla e genuína fraternidade episcopal”. O Papa reiterou que somente uma Igreja unida e incisiva no âmbito pastoral poderá transformar as instituições sociais, desde a educação até a saúde, campos em que a Albânia precisa crescer. Refletindo sobre a forte emigração albanesa em vários países da Europa e de outros continentes, Bento XVI agradeceu aos sacerdotes albaneses que trabalham em prol de seus compatriotas dizendo: “Sei da dificuldade da falta de sacerdotes. Sei também da generosidade de muitos sacerdotes albaneses que trabalham em situações precárias, empenhados em realizar o serviço ministerial aos católicos albaneses em terras estrangeiras. Isso é uma honra para vós, amados bispos, que vos preocupeis, segundo o coração de Cristo, com as condições espirituais dos albaneses que vivem fora do país. É uma honra também para os sacerdotes albaneses que generosamente partilham as ansiedades pastorais de seus bispos”.O Papa finalizou seu discurso pedindo aos bispos albaneses para que cuidem dos sacerdotes e das vocações, e se congratulou pelos recentes acordos estipulados com as autoridades albanesas. “Confio que tais iniciativas possam ajudar na reconstrução espiritual do país, considerada a função que a Igreja desempenha na sociedade”, finalizou o Papa. (MJ)

Bento XV faz memória ao Cardeal Bernardin Gantin

Bento XVI recordou a figura do reitor emérito do Colégio dos Cardeais, Cardeal Bernardin Gantin, após a Missa desta manhã, na Basílica de São Pedro. A celebração foi em sufrágio pelo bispo que faleceu na última terça-feira, 13, aos 86 anos. A missa foi celebrada pelo Cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio dos Cardeais, e concelebrada por outros bispos. Em seu discurso, o Papa destacou o amor do cardeal pela Eucaristia. "Ninguém, nem mesmo a morte, pode resistir a onipotência de Deus. Essa é a nossa fé, fundada na ressurreição de Cristo. Esta é a nossa segurança"."Nesta perspectiva de fé e de esperança na ressurreição, recordamos do Cardeal Bernardin Gantin que "até o fim da vida foi disponível para servir a Deus e aos irmãos, fiel ao lema que escolheu quando ele foi ordenado bispo "A seu Santo Serviço". O Santo Padre falou sobre a personalidade do prefeito emérito da Congregação para os Bispos, que juntou, salientando que foi "o primeiro Africano a desempenhar papel de grande responsabilidade na Cúria Romana." Bento XVI falou, partilhando as experiências que teve com o Cardeal que apreciava sua sabedoria, sua forte fé e seu compromisso sincero a Cristo e ao seu vigário na terra, o Papa. O Papa afirmou que o cardeal usou sua vida para a Igreja. "No ministério pastoral do Cardeal Gantin há havia um amor constante pela Eucaristia, fonte de sua santidade e de comunhão eclesial. Foi nesta basílica, quando celebramos sua última missa antes deixar Roma, que salientou que a unidade gera a Eucaristia na Igreja, citando a famosa frase de São Cipriano bispo Africano: 'A partir daqui refulge a única fé para o mundo: aqui vem a unidade do sacerdócio'. Essa poderia ser a mensagem que nos deixa Cardeal Gantin como um testamento espiritual", concluiu o Papa.

Quatro Servos de Deus serão elevados aos altares até junho

O departamento de celebrações litúrgicas do Pontífice comunicou, oficialmente nesta manhã, as datas das próximas cerimônias de beatificação dos seguintes Servos de Deus:
Marta Wiecka, virgem, das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, será beatificada neste sábado, 24 de maio, em Lviv (Ucrânia), às 11hs.
Maria Giuseppina Di Gesù Crocifisso (Giuseppina Catanea), virgem da Ordem das Carmelitas Descalças, será considerada beata pela Igreja em 1º de junho, em Nápoles, na Itália.
A ceromônia de beatificação de Giacomo Da Ghazir Haddad (Khalil), presbítero da Ordem dos Frades menores Capuchinhos e fundador da Congregação das Franciscanas da Cruz no Líbano, será em 22 de junho, em Beirute.
Jozefa Stenmanns (Hendrina), virgem, co-fundadora da Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo, será elevada aos altares em Steyl Telegen, na Holanda, na solenidade de São Pedro e São Paulo, em 29 de junho.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Astrônomo do Vaticano garante: crer em extra-terrestres não ofende a fé

Acreditar que existem alienígenas e que o universo pode ter vida inteligente fora da Terra não contradiz a fé em Deus. É o que garante o pe. José Gabriel Funes, principal astrônomo do Vaticano.
A vastidão do universo - com suas bilhões de galáxias e trilhões de estrelas - significa que podem existir outras formas de vida fora da Terra, mesmo inteligentes, afirma o jesuíta que dirige o Observatório do Vaticano.
"Como podemos descartar a hipótese de que a vida tenha florescido em outro lugar?" questiona pe. Funes, em uma entrevista concedida ao jornal L'Osservatore Romano, cujo título ontem era: "O extraterrestre é meu irmão."
"Assim como existe uma multidão de criaturas na Terra, deve haver outros seres, até mesmo inteligentes, criados por Deus. Isso não contradiz a nossa fé, porque não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus.
O jesuíta argentino de 45 anos cita São Francisco ao dizer que possíveis habitantes de outros planetas devem ser considerados como nossos irmãos. “Para citar São Francisco, se consideramos as criaturas terrestres como 'irmão' e 'irmã', por que não poderemos falar também de um 'irmão extraterrestre'?”, pergunta o padre. "Ele também faria parte da criação." Tocando um tema freqüentemente abordado pelo papa Bento XVI, que tem explorado a relação entre a razão e a fé, o jesuíta explica que a ciência, especialmente a astronomia, não contradiz a religião, e como um aspecto chave do seu pontificado.
“A Bíblia não é um livro de ciência; e procurar fatos científicos no universo e a sua origem não colocam em dúvida o papel de Deus na criação, disse. Como exemplo, o padre disse acreditar que a teoria do 'big bang' é a explicação mais razoável para a criação do universo. A teoria afirma que o universo começou há bilhões de anos, a partir de apenas uma explosão que continha toda a matéria. “Eu continuo a acreditar que Deus é o criador do universo e que não somos produto do acaso”, declarou.
O Observatório Vaticano está presente em dois continentes. A sede se situa em Castel Gandolfo, a poucos quilômetros de Roma, cidade da residência de verão do pontífice. O centro de pesquisas propriamente dito está localizado no interior do Estado do Arizona, nos Estados Unidos.
Em sua página na internet, numa seção voltada aos visitantes leigos, a instituição esclarece que os telescópios não são utilizados com o objetivo de procurar 'algo divino lá em cima'. O observatório é católico, mas não tem fins religiosos. “Nem com um telescópio potentíssimo poderíamos ver Deus. Ele está além do universo, por trás de tudo que existe”, acrescenta pe. Funes.
Nos trabalhos científicos do observatório, respeitado internacionalmente, o Vaticano não faz algum tipo de interferência. A escolha dos diretores, na prática, não precisa do aval do papa. O observatório, fundado pelo papa Leão XIII em 1891, tem acordos de cooperação com a Nasa, a agência espacial dos EUA. Seus padres astrônomos publicam estudos em prestigiosas publicações científicas

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Papa diz que, mesmo com dificuldades, é necessário primar pela vida

Bento XVI recebeu na manhã desta segunda-feira, na Sala das Bênçãos, no Vaticano, 800 membros do Movimento Italiano pela Vida. O Papa reconheceu que nos dias de hoje é mais difícil, diante da diminuição do valor da vida. Mas reafirmou a importância das ações em defesa da vida e a atenção prioritária à família, 'no seio da qual a vida nasce e se desenvolve'.No seu discurso o Papa agradeceu a todos os presentes, bem como à liderança do Movimento pela Vida, afirmando que através deles o seu pesamento se estendia a todos aqueles que não puderam estar neste encontro. "Penso, especialmente, nos tantos voluntários que, com abnegação e generosidade, compartilham com vocês o nobre ideal de promoção e defesa da vida humana desde a sua concepção", disse Bento XVI.O Papa sublinhou que na Itália, nesta ano, na Itália recordam-se os 30 anos da legalização do aborto e que é intenção do Movimento sugerir uma reflexão aprofundada sobre os efeitos humanos e sociais que a lei produziu na comunidade civil e cristã durante este período."Olhando para as passadas três décadas e considerando a atual situação, não se pode não reconhecer que defender a vida humana tornou-se hoje mais difícil, porque se criou uma mentalidade de progressiva diminuição do seu valor, confiado ao julgamento individual. Como conseqüência, temos um menor respeito pela pessoa humana, valor este que está na base de toda civil convivência, e que vai além da fé que se professa", considerou o Santo Padre. "Certamente, muitas e complexas são as causas que levam a decisões dolorosas como o aborto. Se de um lado a Igreja, fiel ao mandamento de seu Senhor, não se cansa de reafirmar que o valor sagrado da existência de cada homem afunda as suas raízes no designo do Criador, de outro estimula a promover todas as iniciativas de apoio às mulheres e às famílias para criar condições favoráveis ao acolhimento da vida, e à tutela do instituto da família fundado sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher".Bento XVI reafirmou mais uma vez que "ter permitido recorrer à interrupção da gravidez, não somente não resolveu os problemas que afligem muitas mulheres e não poucos núcleos familiares, mas abriu uma ferida nas nossas sociedades, já infelizmente, agravadas por profundos sofrimentos".O Pontífice assinalou, em seguida, que muito foi feito por parte não somente da Igreja, para ir ao encontro dos mais necessitados e das dificuldades das famílias. "Não podemos, porém, esconder que diversos problemas continuam a atingir a sociedade de hoje, dificultando o desejo de tantos jovens de se casarem e formar uma família por causa das condições desfavoráveis em que vivem. A falta de um trabalho seguro, legislações carentes em matéria de tutela da maternidade, a impossibilidade de assegurar um apoio adequado aos filhos, são alguns dos impedimentos que parecem sufocar a existência do amor fecundo, enquanto se abrem as portas de um crescente sentido de desconfiança no futuro”.O Papa evidenciou que é necessário, então, unir os esforços a fim de que as diversas instituições coloquem novamente no centro de suas ações a defesa da vida humana e a atenção prioritária à família, no ceio da qual a vida nasce e se desenvolve. Ocorre ajudar, com todos os instrumentos legislativos, a família para facilitar a sua formação e o seu trabalho educativo, no difícil contexto social de hoje.Para os cristãos continua sempre aberto, neste âmbito fundamental da sociedade, um urgente e indispensável campo de apostolado e de testemunho evangélico: "Proteger a vida com coragem e amor em todas as suas fases".O Papa recordou, ainda, que neste ano comemoram-se os 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos, cujo mérito foi o de ter permitido a diferentes culturas, expressões jurídicas e modelos institucionais, de convergir ao redor do núcleo fundamental de valores, e portanto, de direitos. Ele recordou sua recente visita à sede da ONU reafirmando mais uma vez que "os direitos humanos devem ser respeitados como expressões de justiça e não simplesmente porque podem ser obrigados a ser respeitados através da vontade dos legisladores. A promoção dos direitos humanos permanece, portanto, a estratégia mais eficaz para eliminar as desigualdades entre países e grupos sociais, com o também para o aumento da segurança".Na conclusão das suas palavras o Bento XVI recordou o encontro que o Movimento pela Vida teve com JPII em maio de 1998, durante o qual ele exortou todos os membros a perseverarem na tarefa de amor e defesa da vida humana, e que, graças a eles, muitas crianças puderam experimentar "a alegria do dom inestimável da vida".

Papa concede indulgência plenária por ocasião do Ano Paulino

O Papa Bento XVI concedeu a indulgência plenária por ocasião do Ano Paulino, proclamado para celebrar os dois mil anos de nascimento de São Paulo. A Penitenciaria Apostólica publicou sábado o respectivo decreto, que abrange o período que vai de 28 de junho próximo até 29 de junho de 2009, a Solenidade dos Santos Pedro e Paulo. Pode-se pedir a indulgência para si mesmo ou para os defuntos, visitando, em forma de peregrinação, a Basílica de São Paulo fora dos Muros, em Roma. São necessárias as habituais condições: a confissão, a comunhão e a oração segundo as intenções do Papa, praticadas com espírito de arrependimento e destacado de todo pecado, mesmo venial. O decreto estabelece, ainda, que podem obter a indulgência plenária os fiéis das várias igrejas locais que, satisfeitas as exigências habituais, "participarem devotamente numa função sacra ou num piedoso exercício publicamente realizados em honra do Apóstolo dos Gentios, nos dias da abertura solene e do encerramento do Ano Paulino, em todos os lugares sagrados, e noutros dias determinados pelo Bispo local, nos lugares sagrados intitulados a São Paulo, e, para a utilidade dos fiéis, noutros lugares designados pelo mesmo Bispo". A indulgência plenária é concedida também aos fiéis que, "impedidos por doença ou outra causa legítima e relevante" e com o propósito de satisfazer as habituais condições tão cedo quanto possível, se unirem espiritualmente a uma celebração jubilar em honra a São Paulo, oferecendo a Deus as suas orações e sofrimentos pela unidade dos cristãos

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Papa envia mensagem às vítimas do ciclone em Mianmar

O Santo Padre enviou um telegrama ao arcebispo de Mandalay e presidente da Conferência Episcopal de Mianmar, Dom Paul Zinghtung Grawng, devido aos estragos provocados pelo ciclone Nargis.No texto, assinado pelo Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, Bento XVI expressa sua solidariedade e garante suas orações às vítimas e seus familiares.O Papa invoca o conforto divino aos desabrigados e às pessoas que estão sofrendo com a passagem do ciclone. O Pontífice faz votos de que a comunidade internacional responda com generosidade e ajuda efetiva às necessidades dos birmaneses, e encoraja as autoridades civis e todas as pessoas empenhadas a aliviar os sofrimentos da população de Mianmar.A Caritas Internacional está coordenando as operações de ajuda de seus 162 membros e trabalhando com as equipes que já se encontram em Mianmar. Calcula-se que cerca de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas devido ao ciclone Nargis, e quatro mil óbitos já foram confirmados.A responsável pelo setor de emergências da Caritas Internacional, Dolores Halpin-Bachmann, afirma: "É extremamente importante que as equipes de resgate possam chegar às áreas afetadas pela catástrofe, a fim de avaliar os danos, distribuir alimentos, oferecer alojamento, água potável e assistência médica"."Mianmar é um país pobre e certamente precisará de ajuda internacional para responder a uma catástrofe desta magnitude. Por enquanto, só recebemos informes imprecisos que, contudo, nos fazem temer pela gravidade da situação humanitária. Nagris devastou uma cidade de cinco milhões de pessoas", acrescenta Halpin-Bachmann.Após o tsunami na Ásia de 2004, acrescenta ela, milhares de vidas puderam ser salvas graças à rapidez e à eficácia na resposta da comunidade internacional na primeira fase da emergência. "O governo de Mianmar deve fazer todo o possível para ajudar os cooperadores na resposta humanitária", conclui a representante da Caritas.

Igreja italiana envia dois milhões de euros às vítimas em Mianmar

Os bispos italianos disponibilizaram dois milhões de euros para ajuda às populações do Mianmar (ex-Birmânia), atingidas pelo ciclone Nargis.A Igreja Italiana deseja exprimir a sua proximidade à população do Mianmar atingida por "inundações dramáticas", que provocaram a destruição de vilas e culturas, em particular nas áreas geográficas próximas das dioceses de Yangon, Pyay, Mawlamybe e Pathein provocando milhares de vítimas e de desalojados. A Presidência da Conferência Episcopal Italiana (CEI) convida a comunidade eclesial a rezar e a promover iniciativas para aliviar o sofrimento da população de Mianmar.Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a CEI explica que o Comité para as intervenções caritativas nos países em desenvolvimento "irá distribuir a verba disponibilizada de acordo com os pedidos de ajuda que recebe e apoiando diretamente os projectos das autoridades eclesiais locais".O comunicado informa, ainda, que a Caritas é uma das organizações que trabalha no terreno em parceria com as atividades caritativas da Diocese. Na noite de quinta-feira, a comunicação social confirmava a morte de 22997 pessoas e 42119 desaparecidos

domingo, 4 de maio de 2008

BENTO XVI: CRISTÃOS NÃO SEPAREM COMPROMISSO COM PAZ E JUSTIÇA DO ANÚNCIO DO EVANGELHO

Dignidade humana, bem comum, solidariedade e subsidiariedade: Bento XVI ressalta a atualidade dos fundamentos da Doutrina Social da Igreja para afrontar os grandes desafios do Séc. XXI.A ocasião para uma aprofundada reflexão sobre o tema foi-lhe oferecida na audiência por ele concedida esta manhã aos membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, reunida no Vaticano para a Plenária sobre o tema “Buscar o bem comum: como solidariedade e subsidiariedade podem atuar juntas”.A Doutrina Social da Igreja permite “avaliar e afrontar” as grandes questões que se apresentam à humanidade no alvorecer do Séc. XXI. Foi o que ressaltou o Santo Padre, que enumerou os “imperativos” dos nossos tempos: “A redução das desigualdades na distribuição dos bens; a expansão das oportunidades para a educação; o apoio a um crescimento e um desenvolvimento sustentável e a proteção do ambiente”.O pontífice ressaltou a “relação mútua entre os quatro fundamentos do ensino social católico: a dignidade da pessoa, o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade”.E reconheceu o trabalho da Pontifícia Academia para o aprofundamento da Doutrina Social da Igreja e a sua aplicação nos campos da economia e da política:O papa dirigiu o pensamento ao binômio “solidariedade e subsidiariedade”, sobre como podem agir juntos no desenvolvimento do bem comum. Um desenvolvimento respeitoso daquela dignidade humana que “é o valor intrínseco de toda pessoa criada à imagem e semelhança de Deus e redimida por Cristo” _ explicou. Em seguida, o Santo Padre desenvolveu a reflexão sobre a ligação entre solidariedade e subsidiariedade, esta última entendida como “coordenação das atividades da sociedade de modo a defender a vida interna das comunidades locais”.O pontífice notou que a dignidade da pessoa pode ser colocada na intersecção de dois eixos: “Um horizontal, representando a solidariedade e a subsidiariedade, o outro vertical, representando o bem comum.” Por outro lado, Bento XVI evidenciou que a profundidade da pessoa humana supera a capacidade de representações esquemáticas:”Os princípios de solidariedade e subsidiariedade são indubitavelmente enriquecidos pela nossa fé na Trindade”, sobretudo no sentido que “esses princípios têm a potencialidade de colocar os homens e as mulheres no caminho para a descoberta de seu destino definitivo e sobrenatural” _ afirmou.Conseqüentemente _ acrescentou _ “a responsabilidade dos cristãos no alcance da paz e da justiça, o seu irrevogável compromisso em construir o bem comum é inseparável de sua missão de proclamar o dom da vida eterna à qual Deus chamou todo homem e mulher”.Os cristãos devem ser encorajados a se comprometer com maior diligencia com a solidariedade para com os outros cidadãos _ disse ele.Em seguida, o papa reiterou a importância do “agir segundo o princípio de subsidiariedade mediante a promoção da vida familiar, mediante as associações voluntárias, as iniciativas privadas e uma ordem pública que favoreça o correto funcionamento das comunidades basilares da sociedade”:”Quando examinamos os princípios de solidariedade e subsidiariedade à luz do Evangelho” _ foi a sua reflexão _ compreendemos que ambos têm também uma dimensão vertical, vez que Jesus nos pede que amemos o nosso próximo como nós mesmos. Uma lei inscrita pelo criador na natureza de todo homem. Por isso _ acrescentou _ a verdadeira solidariedade se cumpre “somente quando colocamos a nossa vida a serviço dos outros”.Ao mesmo tempo, também a subsidiariedade manifesta uma dimensão vertical voltada para o Criador. “Uma sociedade que honra o princípio de subsidiariedade _ acrescentou o papa _ liberta o povo do sentido de desencorajamento e desconfiança, garantindo-lhe a sua liberdade de comprometer-se junto na esfera do comércio, da política e da cultura”.Quando os responsáveis pelo bem comum se conformam ao desejo próprio da natureza humana “de autogoverno baseado na subsidiariedade” _ concluiu _ “deixam espaço à responsabilidade e à iniciativa individual, e mais importante ainda, deixam espaço ao amor”. (RL)

Canção Nova aguarda o Reconhecimento Pontifício

O que é Reconhecimento Pontifício?
Em novembro, a comunidade Canção Nova receberá o Reconhecimento Pontifício do Vaticano sobre os Estatutos. Será uma grande marco na história da comunidade que completou 30 anos no dia 2 de fevereiro.
Mas qual o sentido deste momento para a comunidade e para a Igreja?
Acompanhe abaixo:
O que é um Reconhecimento Pontifício?Reconhecimento Pontifício é quando a Igreja se pronuncia quanto a aprovação das regras de vida ou estatutos de uma associação pública, congregação ou entidade religiosa; é a Igreja dando o seu reconhecimento a uma determinada instituição dizendo de forma direta de que essa instituição está em comunhão com a Santa SéMensagem do Santo Padre o Papa João Paulo II ao Presidente do Pontifício conselho:“Por conseguinte, o reconhecimento e acolhimento dos carismas não é um processo fácil. Ele requer um discernimento profundo da vontade de Deus e deve ser acompanhado pela oração constante, para que os corações se abram docilmente à voz do Espírito na comunhão eclesial. Auge deste processo é o ato oficial do reconhecimento e da aprovação dos estatutos como regra de vida clara e certa, um momento que as realidades eclesiais interessadas vivem sempre com grande alegria e com profunda gratidão em relação a Deus e à Igreja. Novo ponto de partida, ele é de fato sinal visível de uma identidade eclesial madura (Cf. Christifideles laici, 30).”