Papa e Santa Sé
ANGELUS: PAPA CONFIA A SÃO JOSÉ TODOS OS PASTORES DA IGREJA
◊ Cidade do Vaticano, 19 dez (RV) – “Desejo confiar a São José, padroeiro universal da Igreja, todos os pastores, exortando-os a oferecer aos fiéis cristãos e ao mundo todo, a humilde e cotidiana proposta das palavras e dos gestos de Cristo”: Com essas palavras, Bento XVI encerrou hoje a breve meditação para cerca de 30 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro para a habitual oração do Angelus neste quarto domingo do Advento.
No Evangelho deste domingo, recordou o Papa, São Mateus narra como ocorreu o nascimento de Jesus, a partir da perspectiva de São José.
“Ele era o noivo de Maria, que, “antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por obra do Espírito Santo” (Mt 1:18). O Filho de Deus, realizando uma antiga profecia (Isaías 7:14), tornou-se homem no ventre de uma virgem, e tal mistério manifesta o amor, a sabedoria e o poder de Deus em favor da humanidade ferida pelo pecado”.
São José é apresentado como um “homem justo” (Mt 1:19), fiel à lei de Deus, disposto a fazer sua vontade. Por isso entra no mistério da Encarnação.
“Abandonada a idéia de repudiar em segredo Maria, ele a tomou consigo, porque agora os seus olhos vêem n’ela a obra de Deus".
Apesar de ter ficado perturbado, José age como ordenara o anjo do Senhor, certo de fazer a coisa justa. Também colocando o nome de “Jesus” n’Aquele Menino que sustenta todo o universo, ele se coloca na fileira dos servos humildes e fiéis, semelhante aos anjos e profetas, semelhante aos mártires e aos apóstolos - como cantam antigos hinos orientais.
Bento XVI cita ainda as palavras de Santo Ambrósio, que comenta que “em José se identifica a amabilidade e a figura dos justos, para tornar mais digna a sua qualidade de testemunha”. Ele – prossegue o Papa citando Ambrósio – “não poderia contaminar o templo do Espírito Santo, a Mãe do Senhor, o ventre fecundado pelo mistério”.
São José anuncia as maravilhas do Senhor, testemunhando a virgindade de Maria, a ação gratuita de Deus, e custodiando a vida terrena do Messias.
“Então, nós veneramos o pai legal de Jesus, porque nele se pode vislumbrar o homem novo, que olha para o futuro com confiança e coragem, não segue o seu próprio projeto, mas se entrega totalmente à infinita misericórdia Daquele que torna realidade as profecias, e abre o tempo da salvação”.
O Papa conclui suas palavras invocando a Virgem Maria, cheia de graça “repleta de Deus”, para que, no Natal que se aproxima, os nossos olhos se abram e vejam Jesus, e o coração se alegre neste admirável encontro de amor.
Antes de se despedir dos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro falando em várias línguas, o Papa Bento XVI rezou a oração mariana do Ângelus e concedeu a todos a sua Benção Apostólica. (SP)
O nosso colega Alberto Goroni esteve nesta manhã na Praça São Pedro e conversou com vários fiéis, entre eles o Arcebispo de Braga, Portugal, Dom José Nogueira, que falou da sua emoção de estar presente na oração do Ângelus e da importância do Evangelho para a vida do sacerdote.
Formação
REFLEXÃO DOMINICAL
◊ Cidade do Vaticano, 19 dez (RV) - A primeira leitura nos fala do nascimento do filho de uma jovem ou virgem como se encontra em outra importante tradução. Essa criança será chamada “Emanuel”, ou seja, “Deus Conosco”. Sim, Deus está conosco! Se, nos campos de batalha, em um passado bastante longínquo, quando o comandante gritava “emanú”, isto é, "está conosco”, seus soldados respondiam com voz forte e bem alto “el”, que quer dizer Deus, o grito de guerra pronunciado três vezes antes da batalha professava a fé da presença do Senhor com seus guerreiros.
Hoje, mais do que nunca, ao lutarmos contra o mal que nos ameaça a ir contra os mandamentos de Deus, contra a caridade e pode nos levar ao desserviço ao próximo, deveremos gritar interiormente: “Emanuel, Emanuel, Emanuel”, sabendo que o Senhor virá nos libertar do perigo, realizará a última petição do Pai-Nosso: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.
O Evangelho nos diz que “Emanuel” é Jesus, cujo nome significa “Deus salva”. Portanto Jesus, o Príncipe da Paz, é o Deus conosco para nos salvar. Por isso, nenhum medo em relação a Deus, nenhum temor. Ele nos ama, se fez um de nós para estar ao nosso lado, para morrer e ressuscitar por nós, a fim de nos salvar de nossos pecados, de nossos “nãos à vida”, de nossos consentimentos à morte!
Ao contrário, Deus está conosco, para que façamos o bem, para que construamos uma sociedade justa, para que não concordemos com nenhum modo de opressão ou de humilhação, para que o ser humano seja sempre respeitado, antes de tudo porque é a imagem de Deus. Nossos familiares e amigos, nossos colegas e conhecidos, as pessoas que estão em nosso mundo, todos deverão ter sua dignidade de filhos de Deus assegurada. Deus está conosco também para isso: para lutarmos pelo irmão, pelo próximo como fez Jesus, e não apenas para nos proteger. Se Deus está comigo, devo estar com meu irmão! E é bom lembrar que quando falo irmão, falo da empregada doméstica, falo do chefe do escritório, de meu filho, da enfermeira, do bilheteiro, da minha sogra, do porteiro, de meu cônjuge e de qualquer um de meus semelhantes!
A segunda leitura nos mostra a alegria de São Paulo em anunciar Jesus Cristo. Logo no início ele nos diz que o faz por missão, por vocação dada por Deus. Ele anuncia Jesus Cristo, descendente de Davi, como nos relatou o Evangelho. Jesus é descendente de Davi, porque São José aceitou assumir o filho gerado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Neste momento, voltamos à primeira leitura, onde se fala da jovem ou da virgem que dará à luz o Emanuel. Maria é essa virgem que nos dá o "Deus Conosco", porque seu amor por Deus é tão grande, que é puro, virgem, sem interesse algum a não ser fazer a vontade d'Ele.
Maria não teve segundas intenções, mas sempre se colocou como a humilde serva do Senhor. Ela gera a Vida dentro de si; nela não existe mais o gérmen do pecado que nos foi transmitido por Eva.
Em nossa missão de cristãos, de proclamarmos ao mundo que Deus ama todos, que Ele é Emanuel, "Deus Conosco", sejamos como Maria: puros, sem segundas intenções. Assim, nosso anúncio terá credibilidade e não falarenos ao vento.(CA)
© Rádio Vaticano 2010
ANGELUS: PAPA CONFIA A SÃO JOSÉ TODOS OS PASTORES DA IGREJA
◊ Cidade do Vaticano, 19 dez (RV) – “Desejo confiar a São José, padroeiro universal da Igreja, todos os pastores, exortando-os a oferecer aos fiéis cristãos e ao mundo todo, a humilde e cotidiana proposta das palavras e dos gestos de Cristo”: Com essas palavras, Bento XVI encerrou hoje a breve meditação para cerca de 30 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro para a habitual oração do Angelus neste quarto domingo do Advento.
No Evangelho deste domingo, recordou o Papa, São Mateus narra como ocorreu o nascimento de Jesus, a partir da perspectiva de São José.
“Ele era o noivo de Maria, que, “antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por obra do Espírito Santo” (Mt 1:18). O Filho de Deus, realizando uma antiga profecia (Isaías 7:14), tornou-se homem no ventre de uma virgem, e tal mistério manifesta o amor, a sabedoria e o poder de Deus em favor da humanidade ferida pelo pecado”.
São José é apresentado como um “homem justo” (Mt 1:19), fiel à lei de Deus, disposto a fazer sua vontade. Por isso entra no mistério da Encarnação.
“Abandonada a idéia de repudiar em segredo Maria, ele a tomou consigo, porque agora os seus olhos vêem n’ela a obra de Deus".
Apesar de ter ficado perturbado, José age como ordenara o anjo do Senhor, certo de fazer a coisa justa. Também colocando o nome de “Jesus” n’Aquele Menino que sustenta todo o universo, ele se coloca na fileira dos servos humildes e fiéis, semelhante aos anjos e profetas, semelhante aos mártires e aos apóstolos - como cantam antigos hinos orientais.
Bento XVI cita ainda as palavras de Santo Ambrósio, que comenta que “em José se identifica a amabilidade e a figura dos justos, para tornar mais digna a sua qualidade de testemunha”. Ele – prossegue o Papa citando Ambrósio – “não poderia contaminar o templo do Espírito Santo, a Mãe do Senhor, o ventre fecundado pelo mistério”.
São José anuncia as maravilhas do Senhor, testemunhando a virgindade de Maria, a ação gratuita de Deus, e custodiando a vida terrena do Messias.
“Então, nós veneramos o pai legal de Jesus, porque nele se pode vislumbrar o homem novo, que olha para o futuro com confiança e coragem, não segue o seu próprio projeto, mas se entrega totalmente à infinita misericórdia Daquele que torna realidade as profecias, e abre o tempo da salvação”.
O Papa conclui suas palavras invocando a Virgem Maria, cheia de graça “repleta de Deus”, para que, no Natal que se aproxima, os nossos olhos se abram e vejam Jesus, e o coração se alegre neste admirável encontro de amor.
Antes de se despedir dos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro falando em várias línguas, o Papa Bento XVI rezou a oração mariana do Ângelus e concedeu a todos a sua Benção Apostólica. (SP)
O nosso colega Alberto Goroni esteve nesta manhã na Praça São Pedro e conversou com vários fiéis, entre eles o Arcebispo de Braga, Portugal, Dom José Nogueira, que falou da sua emoção de estar presente na oração do Ângelus e da importância do Evangelho para a vida do sacerdote.
Formação
REFLEXÃO DOMINICAL
◊ Cidade do Vaticano, 19 dez (RV) - A primeira leitura nos fala do nascimento do filho de uma jovem ou virgem como se encontra em outra importante tradução. Essa criança será chamada “Emanuel”, ou seja, “Deus Conosco”. Sim, Deus está conosco! Se, nos campos de batalha, em um passado bastante longínquo, quando o comandante gritava “emanú”, isto é, "está conosco”, seus soldados respondiam com voz forte e bem alto “el”, que quer dizer Deus, o grito de guerra pronunciado três vezes antes da batalha professava a fé da presença do Senhor com seus guerreiros.
Hoje, mais do que nunca, ao lutarmos contra o mal que nos ameaça a ir contra os mandamentos de Deus, contra a caridade e pode nos levar ao desserviço ao próximo, deveremos gritar interiormente: “Emanuel, Emanuel, Emanuel”, sabendo que o Senhor virá nos libertar do perigo, realizará a última petição do Pai-Nosso: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.
O Evangelho nos diz que “Emanuel” é Jesus, cujo nome significa “Deus salva”. Portanto Jesus, o Príncipe da Paz, é o Deus conosco para nos salvar. Por isso, nenhum medo em relação a Deus, nenhum temor. Ele nos ama, se fez um de nós para estar ao nosso lado, para morrer e ressuscitar por nós, a fim de nos salvar de nossos pecados, de nossos “nãos à vida”, de nossos consentimentos à morte!
Ao contrário, Deus está conosco, para que façamos o bem, para que construamos uma sociedade justa, para que não concordemos com nenhum modo de opressão ou de humilhação, para que o ser humano seja sempre respeitado, antes de tudo porque é a imagem de Deus. Nossos familiares e amigos, nossos colegas e conhecidos, as pessoas que estão em nosso mundo, todos deverão ter sua dignidade de filhos de Deus assegurada. Deus está conosco também para isso: para lutarmos pelo irmão, pelo próximo como fez Jesus, e não apenas para nos proteger. Se Deus está comigo, devo estar com meu irmão! E é bom lembrar que quando falo irmão, falo da empregada doméstica, falo do chefe do escritório, de meu filho, da enfermeira, do bilheteiro, da minha sogra, do porteiro, de meu cônjuge e de qualquer um de meus semelhantes!
A segunda leitura nos mostra a alegria de São Paulo em anunciar Jesus Cristo. Logo no início ele nos diz que o faz por missão, por vocação dada por Deus. Ele anuncia Jesus Cristo, descendente de Davi, como nos relatou o Evangelho. Jesus é descendente de Davi, porque São José aceitou assumir o filho gerado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Neste momento, voltamos à primeira leitura, onde se fala da jovem ou da virgem que dará à luz o Emanuel. Maria é essa virgem que nos dá o "Deus Conosco", porque seu amor por Deus é tão grande, que é puro, virgem, sem interesse algum a não ser fazer a vontade d'Ele.
Maria não teve segundas intenções, mas sempre se colocou como a humilde serva do Senhor. Ela gera a Vida dentro de si; nela não existe mais o gérmen do pecado que nos foi transmitido por Eva.
Em nossa missão de cristãos, de proclamarmos ao mundo que Deus ama todos, que Ele é Emanuel, "Deus Conosco", sejamos como Maria: puros, sem segundas intenções. Assim, nosso anúncio terá credibilidade e não falarenos ao vento.(CA)
© Rádio Vaticano 2010
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