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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Papa e Santa Sé


PE. SAMIR KHALIL SAMIR COMENTA DISCURSO DO PAPA À CÚRIA ROMANA

◊ Cidade do Vaticano, 21 dez (RV) - O discurso desta segunda-feira feito pelo Papa à Cúria Romana, centralizado nos grandes temas que caracterizaram a vida da Igreja neste ano que está para se concluir, ganhou ampla repercussão.

Bento XVI dedicou uma parte importante do discurso ao Sínodo das Igrejas do Oriente Médio, realizado em outubro passado no Vaticano. O Santo Padre fez um premente apelo em favor da superação da "cristianofobia" no mundo.

Sobre esse apelo a Rádio Vaticano ouviu o sacerdote jesuíta Pe. Samir Khalil Samir, especialista em islamologia e docente da Universidade São José de Beirute e do Pontifício Instituto Oriental de Roma. Eis a sua reflexão:

Pe. Samir Khalil Samir:- "Há um fato: se os cristãos pediram um Sínodo para o Oriente Médio foi por causa da grande emigração dos cristãos da área, devido, em parte, ao aumento da violência islâmica na região. O Papa já havia mencionado o problema em Ratisbona, na Alemanha: que a violência é incompatível com a religião e com Deus. Em seguida, citou o Conselheiro do mufti sunita da República do Líbano, que justamente dissera a seguinte frase: "Com o ferimento dos cristãos somos feridos nós mesmos muçulmanos". Porém, o Papa comenta que, infelizmente, essa e análogas vozes da razão são muito fracas. E esse é o ponto da questão: se quisermos lutar contra o terrorismo não podemos fazê-lo somente militarmente. O nível é ideológico: qual é a solução contra isso? O Papa a indica logo em seguida: o Sínodo, afirma, desenvolveu, na sua racionalidade, um grande conceito do diálogo, do perdão e do acolhimento recíproco."

P. Essa abordagem parece ser uma ideia que vai além da simples defesa da minoria cristã...

Pe. Samir Khalil Samir:- "É isso mesmo, fala de "cristianofobia": tem consciência do fato que tudo se concentra comumente contra os cristãos, provavelmente porque são justamente eles que defendem essa racionalidade diante da violência. Mas é um princípio para toda a humanidade, para o fiel, como para o leigo, para todos. E parece-me que seja a finalidade para alargar ao espírito do Natal, para dizer: partindo dessa experiência do Oriente Médio e do Sínodo, queremos levar o espírito da reconciliação, a fim de que se coloquem a defender os refugiados, os sofredores e a revitalizar o espírito da reconciliação." (RL)


PUBLICADO PROGRAMA DA VISITA DE BENTO XVI À CROÁCIA

◊ Zagreb, 21 dez (RV) -A Conferência Episcopal Croata e o Comitê estatal para os preparativos da visita apostólica de Bento XVI à Croácia publicaram, nesta segunda-feira, o programa dessa visita, que se realizará nos dias 4 e 5 de junho de 2011.

"Juntos com Cristo" é o slogan da viagem papal, que prevê um encontro com o Presidente da República da Croácia, Ivo Josipović, e com a Primeira-ministra, Jadranka Kosor. Bento XVI encontrará também representantes da cultura, do mundo empresarial, da sociedade civil, da política, bem como do corpo diplomático e os superiores das comunidades religiosas croatas.

Ao término do primeiro dia da visita, o Santo Padre presidirá a uma Vigília com os jovens, na praça principal de Zagreb – capital do país. O evento central da visita pastoral será a celebração da Eucaristia, por ocasião do encontro nacional das famílias católicas croatas, previsto para o dia 5 de junho, sempre na capital.

Após a missa, o Pontífice recitará a oração mariana do Regina Coeli e está prevista uma mensagem aos fiéis do mundo inteiro. Na parte da tarde, Bento XVI presidirá às Vésperas junto com os bispos, sacerdotes, religiosos, teólogos e seminaristas. Antes de deixar o país, o Papa se recolherá em oração diante do túmulo do Beato croata Cardeal Alojzije Viktor Stepinac. (RL)


MAIS TEOLOGIA E MENOS DIPLOMACIA: DIÁLOGO ENTRE IGREJA CATÓLICA E JUDAÍSMO

◊ Jerusalém, 21 dez (RV) – Em visita à Custódia da Terra Santa, em Jerusalém, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, afrontando o tema do diálogo com o judaísmo, manifestou o desejo de que este possa ancorar-se mais na teologia e menos diplomacia. O purpurado encontrou-se, no domingo passado, com o Custódio da Terra Santa, Frei Pierbattista Pizzaballa.

Explicando quais os objetivos do seu dicastério, o Cardeal Koch falou sobre as dificuldades de um diálogo ecumênico em diversas frentes e acrescentou que o diálogo com a ortodoxia é conduzido com 15 Igrejas Ortodoxas diferentes, cada uma delas com posições muito definidas e defendidas ardentemente. Segundo o Cardeal, progressos feitos com uma podem significar um passo atrás com outras e emperrar o processo.

Sobre esse relacionamento com os ortodoxos, “se de um lado – disse Dom Koch – temos com eles os mesmos fundamentos de fé, porém com uma cultura diferente, de outro nós compartilhamos com as Igrejas reformadas a mesma cultura, mas não a mesma abordagem sobre os sacramentos”.

Por fim, o Cardeal recordou as metas do pontificado de Bento XVI: “o ecumenismo e, particularmente, a aproximação à ortodoxia, bem como as relações com outras religiões, e com o judaísmo em primeiro lugar”. (ED)


Igreja na América Latina


NICARÁGUA: IGREJA PEDE OBSERVADORES INTERNACIONAIS NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES

◊ Manágua, 21 dez (RV) - A Igreja Católica, na Nicarágua, insiste em pedir o apoio de observadores internacionais para as eleições que se realizarão em 6 de novembro de 2011.

O bispo auxiliar de Manágua, Dom Silvio José Báez Ortega, durante uma entrevista numa televisão local disse que "um observador nacional e internacional é essencial para legitimar as eleições".

O prelado recomendou aos nicaragüenses para que tenham memória histórica e considerem que nas eleições gerais participarão as mesmas pessoas que foram responsáveis pelas fraudes de 2008. O bispo sublinhou que o Tribunal Superior Eleitoral é formado por responsáveis de comícios realizados nas eleições de 2008. Segundo a oposição nicaragüense, nas eleições municipais de 9 de novembro de 2008 se verificaram fraudes em mais de 40 prefeituras do país.

"Penso que muitos setores da população continuarão insistindo sobre a necessidade de monitoração das eleições e a Igreja insistirá sobre isto, porque considera essencial a presença de um observador nacional e internacional" – frisou Dom Báez.

O prelado sublinhou que os membros da Conferência Episcopal da Nicarágua defendem simplesmente o respeito pelas leis. (MJ)


COLÔMBIA: CHUVAS DEIXAM PESSOAS DESABRIGADAS

◊ Bogotá, 21 dez (RV) - As fortes chuvas na Colômbia obrigaram seis mil pessoas do povoado de Gramalote, localizado a 400 km de Bogotá, a deixarem suas casas. O povoado poderá desaparecer debaixo da massa de lama, provocada por deslizamentos de terra.

Segundo o Coordenador da Comissão Regional para Desastres (CREPAD), duas mil e setecentas pessoas que moram no centro histórico de Gramalote, foram para Cúcuta, El Zulia e Santiago. Em menos de dois dias 400 casas desabaram e um número indefinido apresenta rachaduras que tornam as casas inabitáveis.

O balanço das vítimas em todo o país chegou a 281 mortos e 271 feridos, segundo um relatório publicado pela Direção Nacional de Socorro da Cruz Vermelha. O diretor desta agência humanitária, Carlos Ivan Marquez, ressaltou que ainda existem 68 pessoas desaparecidas e 2 milhões e 200 mil sem-teto.

Gramalote era uma cidadezinha circundada por montanhas que desabaram, engolindo praticamente toda a cidade. O prefeito da cidade, Rafael Ángel Celis, pediu às autoridades ajuda via aérea para evacuar os cidadãos.

"Neste momento, Gramalote parece uma cidade fantasma, as estradas estão vazias, as casas desabaram, a terra está se abrindo e isso poderá fazer com que a cidade desapareça completamente" – disse o prefeito. (MJ)


COLÔMBIA: FRATERNIDADE NESTE NATAL AOS DANIFICADOS

◊ Bogotá, 21 dez (RV) - A Conferência Episcopal Colombiana (CEC), convidou os fiéis deste país a praticarem a solidariedade e a fraternidade neste Natal sendo solidários com os dois milhões de danificados pelas inundações e desmoronamentos, e rezar pelas pessoas que permanecem seqüestradas.

Segundo informação oficial, as chuvas afetaram 696 municípios em todo o país, com mais de 400 estradas danificadas e mais de dois milhões de hectares alagados. Além disso o saldo de mortos é de 279 pessoas, dois milhões 121 mil danificados, 271 feridos, 62 desaparecidos, três mil moradias destruídas e mais de 300 mil imóveis danificados. Prevê-se que a reconstrução das zonas afetadas poderia levar dez anos.

Diante dessa situação, o texto assinado pelo Presidente da Conferência Episcopal Colombiana, Dom Rubén Salazar Gómez, lamentou que sejam novamente os pobres e vulneráveis os mais afetados pelos embates da natureza. Por isso, o Natal deve ser com maior força “a festa da esperança, da vida, da solidariedade, já que nos fala do mistério profundo de um menino envolto em panos, recostado em um presépio, em quem Deus assume todo o sofrimento e a pobreza humanas”.

No texto, o Episcopado assegurou que o Natal será para as pessoas alojadas em albergues ou casas de amigos, “força e valor para iniciar os caminhos da reconstrução de seus projetos de vida pessoais e comunitários”. Esta data, indicou, “nos traz a fraternidade porque graças a Jesus, o Deus do presépio, todos somos irmãos”.

Por sua vez, a Conferência Episcopal Colombiana pediu para rezar “pelos seqüestrados para que nunca percam a esperança e possam retornar o quanto antes aos seus lares”. Também convidou a rezar para que os grupos armados descubram os caminhos da paz e para que as autoridades “dirijam o país através dos caminhos da justiça”. (SP)


Igreja no Mundo


SOBREVIVENTES DE ATAQUE À CATEDRAL QUEREM RETORNAR A BAGDÁ

◊ Roma, 21 dez (RV) - O sacerdote sírio-católico, Georges Jahola responsável em Roma pelos sobreviventes do massacre perpetrado por extremistas muçulmanos na Catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Bagdá no último 31 de outubro que deixou um saldo de 58 mortos. Padre Georges assinala que esses cristãos voltarão para o Iraque “mesmo que isso lhes custe a vida”.

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, Padre Georges, que estuda atualmente em Roma e também serve de elo entre os sobreviventes e suas famílias na Policlínica Gemelli, assinala que “os cristãos no Iraque estão se extinguindo e parece que este país será somente muçulmano”.

Sobre os cristãos que ainda resistem contra a onda de violência islâmica nesse país de Oriente Médio, o sacerdote disse que querem ir embora porque já não se sentem seguros. “Podem ver que já não há lugar para os cristãos no Iraque. Inclusive para nós como Igreja, não podemos negá-lo”.

Sobre os sobreviventes que já foram curados e que podem partir de retorno à casa, Padre Georges comenta que o fazem porque não concebem a idéia de viver em outro lugar. “Mesmo que isso lhes custe a vida”, acrescenta.

O sacerdote relatou também que circulam entre os iraquianos que saem do país algumas historias sobre fatos de que os extremistas muçulmanos marcaram com cruzes vermelhas as casas dos cristãos. Em sua opinião estas marcas dos radicais islâmicos procuram dar a seguinte mensagem: “estas pessoas ainda estão na Igreja, ainda estão vivos, ainda precisamos eliminá-los”.

Depois de criticar os muros que o governo do Iraque constrói ao redor de alguns templos cristãos, o sacerdote comenta que “é alarmante que um grupo étnico – um povo que fala o antigo aramaico e tem raízes cristãs – esteja sendo extinto do mundo e ninguém intervenha diante disto”. (SP)


ALEMANHA: MENSAGEM ECUMÊNICA DE NATAL

◊ Roma, 21 dez (RV) - Uma mensagem comum para o Natal: é a escolha dos responsáveis pelo ecumenismo das Igrejas Católica e Evangélica na Alemanha, respectivamente, Dom Gerhard Ludwig Müller (Regensburg) e o Bispo de Braunschweig, Friedrich Weber. A mensagem foi gravada ontem em Würzburg - refere a agência Sir – para reiterar o desejo das duas igrejas cristãs de superar o que ainda as separa.

“A mensagem de Natal obriga os cristãos à unidade”, sublinhou a arcebispo católico, Müller. “Nossos colóquios regulares com os parceiros do ecumenismo - explicou ele - têm também como objectivo “agir pela dignidade de todos, mas especialmente pela dignidade dos que vivem em situação de pobreza e opressão”. Por isso, ele concluiu: “A união ecumênica permite ter esperança recíproca”.

O Bispo Weber, da parte Evangélica, evidenciou que “a mensagem de Natal da vinda de Deus ao mundo é a mensagem central” que se deve “continuar a transmitir juntos em harmonia”. Assim, “também no novo ano - auspiciou - os cristãos devem fazer de todo o possível para minimizar as diferenças que ainda existem, para que a nossa ação ecumênica não impeça o caminho de Deus”. (SP)


BARTOLOMEU I: CONTINUAREMOS DIALOGANDO COM O PAPA E O ISLÃ

◊ Istambul, 21 dez (RV) - O Patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, pronunciou – na vigília das festividades natalinas – um importante discurso diante de um público particularmente qualificado do mundo ortodoxo, defendendo a escolha do diálogo inter-religioso por parte do Patriarcado ecumênico.

"Nós insistiremos no diálogo, apesar de sermos criticados" – disse. "Existe um certo fundamentalismo religioso, um fenômeno, infelizmente, trágico, que se encontra tanto entre ortodoxos e católicos quanto entre muçulmanos e judeus".

O Patriarca precisou: "Sofremos críticas e ataques porque mantemos relações com o Papa, porque somos convictos defensores do diálogo ecumênico entre ortodoxos e católicos, com o Islã e com o mundo judaico. Mas continuaremos seguindo adiante pela nossa estrada, segundo o caminho traçado por nossos predecessores, conscientes do nosso trabalho e independentemente das críticas das quais somos alvo".

"Esses setores caracterizados por posições extremistas encontram-se em todos os lugares – observou. Portanto, é natural que soframos suas críticas – segundo seus ditames ideológicos – todos nós que buscamos ter horizontes abertos e uma visão teológica das coisas. Porque queremos a coexistência pacífica de todos, baseada nos princípios da caridade e da amizade."
-Bartolomeu I acrescentou: "Este é o credo do Patriarcado ecumênico e quero recordar-lhes que em 1920 o regente da sede patriarcal, junto ao Sínodo, endereçou aos católicos e aos protestantes uma encíclica, denominada "A comunidade das Igrejas", à luz do modelo da então há pouco nascida "Sociedade das nações"".

Essa encíclica é hoje considerada pelo Conselho Mundial de Igrejas como a "Carta" do movimento ecumênico do nosso tempo. Ademais, o Patriarca reiterou que "o diálogo inter-religioso é o credo do Patriarcado.

É preciso conhecer-se melhor, trabalhar juntos respeitando o credo religioso dos outros, a sua identidade cultural, sem prepotência. Esse é o único modo para viver em paz – ponderou.

Por esse motivo o Patriarcado, além de manter um diálogo com outras Igrejas e confissões cristãs, há 25 anos iniciou um diálogo com o Islã e com o Judaísmo. Com os muçulmanos e os judeus – os nossos irmãos – não se discute sobre questões puramente teológicas, na medida em que seria mais difícil. Mas se discute questões sociais, questões a que são sensíveis todas as pessoas, toda a humanidade, no mundo inteiro. (RL)


PATRIARCA LATINO DE JERUSALÉM FALA SOBRE EVENTOS QUE MARCARAM 2010

◊ Jerusalém, 21 dez (RV) – Na sua Mensagem de Natal, apresentada hoje, em Jerusalém, o Patriarca Latino Fouad Twal fez uma retrospectiva com alguns eventos que marcaram o ano de 2010 no Oriente Médio. No documento, manifestou: agradecimento a Bento XVI pela realização do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, satisfação pelo número record de peregrinos na Terra Santa e pela retomada dos colóquios entre a Santa Sé e a Organização para Libertação da Palestina (OLP), bem como pelo Acordo de Base de 2000, mas também grande preocupação com as seqüelas do incêndio que devastou algumas zonas de Haifa (norte de Israel) e tristeza pelo insucesso das negociações de paz entre Israel e Autoridade Palestina.

Sobre o Sínodo, o Patriarca ressalta que foi um convite aos cristãos do Oriente Médio para que vivam como bons cristãos e bons cidadãos. “A fé – lembrou ele – ao contrário de nos distanciar da vida pública, deve envolver-nos mais na construção das nossas respectivas sociedades, tanto nos países árabes quanto em Israel.”

Outro aspecto considerado importante pelo Patriarca Latino de Jerusalém foi o da condenação, por parte do Sínodo, das violências, do fundamentalismo religioso, do anti-semitismo, do anti-judaísmo, do anti-cristianismo e da islamofobia.

Quanto às relações com as autoridades israelenses e palestinas, o documento aborda o “melhoramento no que diz respeito aos procedimentos para a obtenção de vistos para os religiosos, seminaristas e voluntários”, os esforços e orações pelo sucesso do diálogo entre Santa Sé e OLP e Santa Sé e Israel. (ED)


PAPUA NOVA GUINÉ: RÁDIO GABRIEL, AUTÊNTICA VOZ DA IGREJA

◊ Port Moresby, 21 dez (RV) - "São as rádios diocesanas que difundem a autêntica voz da Igreja Católica na Papua Nova Guiné", disseram os bispos desse país.

A "Rádio São Gabriel" voltou a retransmitir na diocese de Vanimo e até no final deste mês será ouvida não somente nessa cidade, mas também nos povoados mais distantes da região. Em vista disso, os sacerdotes locais lançaram uma campanha a fim de comprar aparelhos de rádios, capazes de captar o sinal de Vanimo, que serão utilizados pelos catequistas e responsáveis pelas pastorais nos povoados distantes.

O bispo de Alotau-Sideia, Dom Francesco Panfilo, presidente da Conferência Episcopal da Papua Nova Guiné, fala muitas vezes na Radio Maria nacional e nas estações de rádios diocesanas. Recentemente, o bispo de Vanimo, Dom Cesare Bonivento, retomou algumas palavras do Papa do livro-entrevista intitulado "Luz do Mundo. O Papa, a Igreja, os sinais dos tempos. Uma conversa do Santo Padre Bento XVI com Peter Seewald", recentemente publicado.

Também o bispo de Aitape, Dom Otto Separy, levantou a voz na rádio diocesana contra uma proposta de lei que pretende legalizar a prostituição feminina e homossexual.

Recentemente, numa manifestação em Vanimo, vários líderes políticos e religiosos disseram não a tudo o que é contrário à dignidade humana e à cultura do povo da Papua Nova Guiné, reivindicando a defesa da dignidade da mulher. (MJ)


Atualidades


IRAQUE SEM A CELEBRAÇÃO DA MISSA NA NOITE DE NATAL

◊ Bagdá, 21 dez (RV) - Após o ataque à Catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e o contínuo assassinato de cristãos, não se celebrarão Missas na noite de Natal em Bagdá, Mosul, e nem, em Kirkuk. Por questões de segurança, as igrejas não terão enfeites e decorações, e as Missas serão celebradas apenas durante o dia e com a máxima moderação.

Um estado de tristeza e luto perene reina entre os cristãos. Há uma grande preocupação pelo futuro dos jovens que há dois meses não podem freqüentar a universidade. Da parte do governo não se espera nada de tranqüilizador sobre a defesa dos cristãos; a liderança está muito ocupada na formação do novo governo.

Em Kirkuk, segurança é um pouco melhor do que na capital, mas também ali há seqüestros e ameaças. “Por isso decidimos – explica à agência Asia News, o Arcebispo caldeu de Kirkuk, Dom Louis Sako - pela primeira vez em sete anos desde a guerra, não celebrar a Santa Missa durante a noite, e de não fazer festa. Não haverá Papai Noel para as crianças, não haverá cerimônia oficial para as felicitações com as autoridades. São já seis semanas que nós não celebramos missas por falta de segurança. Celebramos apenas no final da manhã e na tarde de sábado”.

“Neste momento não estamos fazendo nem catequese. Não temos o direito de pôr em perigo a vida das pessoas. Existem guardas diante de todas as paróquias, mas o problema é quando você sai pelas ruas. Os cristãos são um alvo fácil. Também neste ano, apesar de tudo, vamos rezar pela paz ".

Em conclusão, afirma o prelado: “Na minha homilia insistirei sobre problemas, conflitos e os medos, mas o Natal, certamente vai trazer uma mensagem de esperança. Evidentemente, céu e terra são duas realidades diferentes. Ao Natal seguiu-se o massacre dos inocentes. Também para nós iraquianos Natal, esperança e alegria estão ligadas à dor e ao martírio. A paz é um projeto: especialmente os homens de boa vontade deveriam realizá-lo. Nós cristãos, - conclui o Arcebispo Sako - se queremos ser cristãos, e se acolhemos o Natal e a sua mensagem, devemos ser verdadeiros artesãos da paz, da concórdia entre os nossos irmãos e irmãs iraquianos”. (SP)

© Rádio Vaticano 2010

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