Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

BENTO XVI: IGREJA APRENDA LINGUAGENS DA NOVA MÍDIA PARA INSERIR EVANGELHO NA CULTURA DIGITAL

Cidade do Vaticano, 28 fev (RV) - Estudar com diligência as linguagens da moderna cultura digital para ajudar a missão evangelizadora da Igreja e inserir nestas novas modalidades expressivas os conteúdos da fé cristã.

Esse foi, substancialmente, o discurso que Bento XVI dirigiu na manhã desta segunda-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, aos membros que participam – de hoje até a próxima quinta-feira – da plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Uma linguagem “emotiva”, exposta ao risco constante da banalidade. De contrapartida, uma linguagem rica de símbolos, de milhares de anos a serviço do transcendente. O que a comunicação digital tem em comum com a comunicação da Bíblia? Pouco, aparentemente, se não fosse que para a Igreja não existe linguagem nova que não possa ser compreendidade e utilizada para anunciar a mensagem de sempre, a mensagem do Evangelho.

Bento XVI examinou as implicações dessa questão voltando a um tema muitas vezes abordado nestes últimos anos: o das novas tecnologias e das mudanças que elas induzem no modo de comunicar, a ponto de ter configurado “uma vasta transformação cultural”.

As redes web – afirmou o Pontífice – são a demonstração de como “oportunidades inéditas” estão delineando um “novo modo de aprender e de pensar”, de “estabelecer relações e construir comunhão”. Mas não basta ter consciência disso – observou. A análise deve ser mais profunda:
“As novas linguagens que se desenvolvem na comunicação digital determinam, entre outras coisas, uma capacidade mais intuitiva e emotiva que analítica, orientam a uma diferente organização lógica do pensamento e da relação com a realidade, privilegiam, muitas vezes, a imagem e as conexões hipertextuais. Ademais, a tradicional distinção nítida entre linguagem escrita e oral parece abrandar em favor de uma comunicação escrita que assume a forma e a imediação da oralidade.”

Estar “na rede” – prosseguiu o Papa – requer que a pessoa se encontre envolvida com aquilo que comunica. E, portanto, nesse nível de interconexão as pessoas não se limitam a trocar informações, mas “já estão compartilhando a si mesmas e a sua visão de mundo”. Uma dinâmica que, para o Santo Padre, não está isenta de pontos fracos:
“Os riscos que se correm, certamente, estão diante dos olhos de todos: a perda da interioridade, a superficialidade no viver as relações, a fuga na emotividade, o prevalecer da opinião mais convincente em relação ao desejo de verdade. E, todavia, estes são a consequência de uma incapacidade de viver plenamente, e de modo autêntico, o sentido das inovações. Eis o motivo pelo qual é urgente a reflexão sobre as linguagens desenvolvidas pelas novas tecnologias.”

Aí – observou o Pontífice – se insere o trabalho que a Igreja deve fazer e, particularmente, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. “Aprofundar a cultura digital” e, posteriormente, “ajudar aqueles que têm responsabilidade na Igreja” a “entender, interpretar e falar a “nova linguagem” da mídia em função pastoral”. Bem sabendo que nem mesmo a dimensão espiritual da pessoa é estranha ao mundo da comunicação:
"A cultura digital apresenta novos desafios à nossa capacidade de falar e de escutar uma linguagem simbólica que fale da transcendência. Jesus mesmo no anúncio do Reino soube utilizar elementos da cultura e do ambiente de seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes, e assim por diante. Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ser de ajuda ao falar do Reino de Deus ao homem de hoje."

Bento XVI reiterou que a "relação sempre mais estreita e ordinária entre o homem e as máquinas", sejam elas computadores ou celulares, pode encontrar na riqueza expressiva da fé e nos "valores espirituais" uma dimensão ainda mais ampla do que a já além-fronteiras que a tecnologia parece assegurar.

Quatro séculos atrás, o jesuíta Pe. Matteo Ricci, o grande apóstolo da China, soube demonstrar isso, conseguindo acolher "tudo aquilo que existia de positivo" na tradição daquele povo, e "animá-lo e elevá-lo com a sabedoria e a verdade de Cristo". A mesma coisa são chamados a fazerem os cristãos de hoje, que no mundo da mídia podem contribuir para abrir "horizontes de sentido e de valor que a cultura digital sozinha não é capaz de entrever e representar" – concluiu o Santo Padre. (RL)
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PLENÁRIA DO PONTIFÍCIO CONSELHO DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
Roma, 28 fev (RV) - Tem início nesta segunda-feira, em Roma, a sessão plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. Durante os trabalhos serão discutidas, em especial, as contribuições oferecidas pelo Papa na sua Mensagem para o 45º Dia Mundial dedicado aos meios de comunicação social, intitulado “Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital”. A Rádio Vaticano conversou com o Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli:

R. – “Creio que esta nova mensagem do Papa para o Dia Mundial de 2011 esteja em linha com as mensagens dos últimos anos. O Santo Padre nos convida novamente a refletir sobre o que significa hoje comunicar: não é somente um problema de tecnologia mas, novamente, é levado em consideração o aspecto humano e o convite é para que o homem, na comunicação seja cada vez mais si mesmo. O convite é que o homem seja autêntico, porque é a única maneira de garantir que a comunicação não seja apenas uma transmissão de informações, mas realmente uma comunicação entre seres humanos. É ir precisamente à raiz do fato comunicativo, isto é, estar ciente de que esta é uma passagem de homem para homem, de mulher para mulher, de um homem para uma multidão de homens. Isso é muito importante, pois exige que o homem esteja sempre atento ao que o guia, como também ao que o inspira, precisamente na relação com os outros. Eu diria que o Papa este ano, também sublinhou o que significa ter um estilo cristão no mundo da comunicação, que não é apenas um falar sobre questões religiosas, mas é também como o homem, que tem no seu coração a mensagem evangélica - e, portanto, vive em comunhão com o Senhor Jesus – enfrenta o relacionamento com os outros”.
P. - Mas continua sendo um desafio cada vez maior fazer ouvir esta voz, esta mensagem de autenticidade neste grande mundo da Internet...

R. - É verdade. É por isso que, às vezes – também no ano passado - o Papa nos convidou a estarmos presente neste “Pátio dos gentios”, este espaço no mundo cibernético, onde os homens podem também encontrar a palavra da verdade. Eu diria que essa é também a grande missão da Igreja. Lembre-se que no ano passado estávamos falando de uma pastoral no mundo digital. Pastoral que não é outra coisa do que fazer com que a palavra de Deus possa ressoar também neste âmbito, que pareceria à primeira vista não-humano ou muito frio. O Papa, no ano passado nos dizia: “Façam com que o mundo da internet, o espaço cibernético, possa realmente se tornar uma espécie de Pátio dos gentios, onde os homens se encontrem”. Se encontrem no respeito, mas se encontram também com autenticidade. É por isso que o Papa, este ano, nos falta também de anúncio, de proclamação. Uma proclamação, no entanto, que deve ser vivida - como diz o Papa na sua mensagem - com discrição e respeito. Por isso, não é apenas uma imposição ou um anúncio comercial, mas é uma comunicação de vida, uma comunicação que vai do coração de um homem ao coração de outro homem ou do coração de uma mulher a outra mulher, mas vivido com esta discrição e com este respeito. (SP)
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LIBERDADE RELIGIOSA E TUTELA DAS MINORIAS CRISTÃS NORTEIAM ENCONTRO DO PAPA COM PRESIDENTE DO PARLAMENTO EUROPEU
Cidade do Vaticano, 28 fev (RV) - Bento XVI recebeu em audiência na manhã desta segunda-feira, no Vaticano, o Presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, que, em seguida, encontrou o Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e o Secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti.

Os colóquios, realizados num clima de cordialidade – refere um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé – permitiram uma proveitosa troca de opiniões sobre as relações entre a Igreja Católica, o Parlamento Europeu e as outras instituições européias, bem como sobre a contribuição que a Igreja pode dar à União Europeia.

Durante o encontro se detiveram também sobre temas de atualidade, como o compromisso em favor da promoção da liberdade religiosa e a tutela das minorias cristãs no mundo. A esse propósito, ouçamos o Presidente Buzek, entrevistado pela Rádio Vaticano:
"Foi, certamente, um encontro muito emocionante e intenso. Infelizmente, estamos vivendo tempos difíceis, tempos de dificuldade e de crise, e encontrar um homem de tão grande fé e inteligência foi realmente importante, porque nos permitiu compreender aquilo que o Papa pode fazer pela Europa e pelo mundo inteiro. Discutimos sobre os últimos eventos que estão se verificando no norte da África e no Oriente Médio. A nossa esperança é que nestes países possa haver uma democratização e que isso possa levar a uma sociedade que promova os direitos humanos. Também ressaltamos como é importante lutar para defender as minorias religiosas, referindo-nos, em particular, aos direitos das minorias cristãs no mundo. Falamos amplamente também sobre a iminente Beatificação de João Paulo II e recordamos, juntos, o discurso do Papa wojtyla no Parlamento Europeu. Por fim, aproveitei a ocasião para convidar Bento XVI a visitar o Parlamento Europeu." (RL)


BOA NOTÍCIA PARA OS CRISTÃOS DA ÍNDIA
Shimla, 28 fev (RV) - Para os cristãos na Índia é uma boa notícia e o início de um processo judicial: o Supremo Tribunal do estado de Himachal Pradesh, no norte da Índia, declarou admissível uma ação que contesta a validade constitucional e solicita a revogação da “Freeedom of Religion Act” del 2006, vulgarmente conhecida como “lei anti-conversão”.

Assumindo a legitimidade do recurso, o juiz do Supremo Tribunal também estabeleceu a primeira audiência do processo para 14 de junho próximo. Conforme referido à Agência Fides, o recurso foi apresentado por duas organizações da sociedade civil: a Evangelical Fellowship of India (que reúne mais de 200 comunidades cristãs evangélicas) e a Act Now for Harmony and Democracy.

Segundo o recurso, a lei “viola o direito à privacidade sancionado no artigo 21 da Constituição indiana, viola o direito à liberdade de religião, sancionado no art. 25, e viola o direito à liberdade de opinião e de expressão, sancionado no art. 19 da Carta”. O procedimento foi ativado com a ajuda de um grupo de advogados, cristãos e não-cristãos, determinados a desafiar a medida, que obriga uma pessoa que quer se converter do hinduísmo a outra religião a uma prévia notificação às autoridades civis ou judiciárias (quando não é assim para quem que se converter ao hinduísmo), e considera “inválida” a conversão obtida “por meios fraudulentos”.

Segundo fontes da Fides na Igreja Católica indiana, “este tipo de leis são flagrantes violações da liberdade de consciência e de religião. Na verdade, dão ao Estado o poder de decidir, e de alguma forma de coagir, a consciência individual, interferindo na vida pessoal do homem, sobre a relação entre a alma e Deus”. “No passado, as Igrejas, as organizações cristãs e os grupos de direitos humanos sempre se mostraram contrários a essas leis atualmente em vigor em 5 estados da federação indiana: Madhya Pradesh, Chhattisgarh, Orissa, Gujarat e Himachal Pradesh.

Tais medidas são normalmente promovidas por partidos nacionalistas hindus, como o Baratiya Janata Party (mas no Himachal Pradesh, foi o Partido do Congresso a aprová-la) com a ideia de deter o presumível fenômeno das “conversões forçadas, falsas ou obtidas com dinheiro”, que seriam praticadas – afirmam grupos extremistas hindus – sobretudo por missionários cristãos que fazem proselitismo entre grupos indígenas de dalits e sem-casta.

Em 2009, a Conferência Episcopal da Índia apresentou um recurso judiciário semelhante contra a lei anti-conversões em Gujarat, e o procedimento legal é atualmente em andamento. (SP)
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CHILE: ARCEBISPO RECORDA VÍTIMAS DO TERREMOTO
Santiago do Chile, 28 fev (RV) - "Reconstruir o Chile, não só materialmente, mas, sobretudo espiritualmente" – este foi o convite feito pelo Arcebispo de Concepción, Dom Ricardo Ezzati Andrello, durante a missa celebrada ontem, domingo, em Santiago do Chile em memória das vítimas do terremoto de 7 de fevereiro do ano passado, que causou mais de 700 mortos e dezenas de desaparecidos.

Uma catástrofe que parece não ter fim, visto que a terra tremeu recentemente na costa oriental do Chile e no centro do país. Em sua homilia, Dom Ezzati recordou a importância de "abrir os corações à esperança, uma esperança que nasce da fé na Palavra de Deus".

"Se realmente queremos reconstruir o país, não devemos pensar somente na reconstrução material, mas também espiritual. Somente com a solidariedade e o amor, poderemos construir uma população em que a pessoa humana encontre a dignidade que lhe foi doada por Deus" – sublinhou o arcebispo.

Enfim, o prelado exortou os fiéis a contribuírem na coleta especial realizada durante a missa. A soma arrecadada será destinada aos jovens atingidos pelo terremoto, a fim de ajudá-los nos estudos. (MJ)
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APRESENTADO NA COLÔMBIA NOVO FILME SOBRE DOM ROMERO

Cartagena das Índias, 28 fev (RV) – O Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias (FICCI) apresentou ontem a estreia mundial de “O céu aberto”, documentário do cineasta mexicano Everardo González sobre uma parte da vida do arcebispo salvadorenho Oscar Arnulfo Romero. Dom Romero foi assassinado em 24 de março de 1980 em um crime amplamente anunciado, aspecto que “O céu aberto” trata como um destino inevitável, visto o que acontecia no país.

Primeiro foi a palavra, depois a bala assassina, e na seqüência, o silêncio. Assim começa este vigoroso documentário sobre Dom Óscar Arnulfo Romero, ‘a voz dos sem-voz’ em El Salvador, o pastor que em meio a uma das guerras civis mais cruentas do continente se atreveu a dizer que a missão da Igreja era identificar-se com os pobres.

A guerra civil de El Salvador deixou em doze anos 75 mil mortos e desaparecidos e terminou em 1992 com a assinatura dos acordos de paz. Segundo a Comissão da Verdade, que investigou os crimes ocorridos no conflito (1980-1992), Dom Romero foi assassinado por ordem de Roberto d'Aubuisson, fundador da Aliança Republicana Nacionalista (ARENA), partido que governou o país entre 1989 e junho de 2009.

Em “O céu aberto”, o cineasta dá voz a muitas pessoas que testemunham a opressão a que foram submetidas por uma classe política e social que as explorou durante anos; e conta como através das homilias de alguns sacerdotes, o povo tomou consciência de sua miséria, se organizou e constituiu um movimento político que desembocou na revolução.

O documentário ressalta o valor da mulher, a primeira a sofrer “um processo de transformação” marcado pelo direito de sair de casa para ser parte ativa do que mais tarde seria um movimento político – explicou González em uma entrevista à agência EFE.

O diretor contou que muitas destas mulheres combateram com suas ideias e convicções numa mão e seus filhos na outra, lutando quase sempre sozinhas, com pouco apoio de seus maridos.

“A ideia de terminar o filme com uma cena em que vemos ex-combatentes da guerrilha convivendo com ex-militares do exército do qual eram inimigos é a tese do filme” – explicou González.

O diretor adiantou que está trabalhando no roteiro de um novo filme que tratará do tema da violência no México, as guerras pelo controle do território e o tráfico de narcóticos, mas admitiu que teme atentados e ameaças contra ele e sua família. “São histórias que morremos para contar” – enfatizou.

González lamentou a pouca difusão de sua obra entre a mídia presente no Festival, que tem “O céu aberto” como concorrente na seção ‘documentários’: “Trago a Cartagena uma película em estreia mundial e o Instituto de Cinematografia (do México), que está aqui como convidado, não fez sequer uma menção, quando é co-produtor da película” – criticou González.

“É o contrário do Brasil” - disse, admitindo a admiração pelos cineastas brasileiros que “sabem construir histórias comerciais, exitosas e com uma carga social forte”.

A 51ª edição do Festival FICCI, aberta em 24 de fevereiro, vai até 3 de março e reune estrelas como Willem Dafoe, Geraldine Chaplin, Luis Tosar e Nicolás Pereda. O site o evento é:
www. ficcifestival.com
(CM)

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PARAGUAI: BISPOS SENSIBILIZAM CONTRA A DENGUE

Assunção, 28 fev (RV) - O Arcebispo de Assunção, Dom Pastor Cuquejo, fez um apelo à cidadania para combater o mosquito Aedes Aegipty, vetor da dengue. No comunicado divulgado pela arquidiocese, Dom Cuquejo convida sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, agentes de pastoral e fiéis em geral a colaborar na prevenção desta pandemia mantendo as casas limpas, principalmente nas áreas onde há mais mosquitos:

“Temos que nos transformar em vigilantes de nossa saúde e da do próximo. Infelizmente, esta epidemia está no país e se não intervirmos com firmeza, responsabilidade e caridade, suas conseqüências causarão muito sofrimento às famílias paraguaias”. Dom Cuquejo se dirige também ao governo, “que com seus técnicos, meios e recursos para a assistência da população, tem o dever de agir com eficácia diante desta epidemia”.

“Todavia, instituições públicas, privadas e cidadãos, enfim, todos devemos assumir nossa responsabilidade para combater a difusão da doença, cuja prevenção depende principalmente de nossa colaboração, porque os focos de mosquitos vetores estão em nossas casas, em nossos jardins, ao nosso redor” – conclui.
(CM)


LÍBIA: NUNCIATURA GARANTE PRESENÇA DE RELIGIOSOS

Trípoli, 28 fev (RV) - A Nunciatura Apostólica na Líbia divulgou uma nota em que afirma que as comunidades religiosas dos Vicariatos Apostólicos de Trípoli e Bengasi permanecem completamente a serviço da população e dos fiéis.

Grande parte das 16 comunidades femininas presentes no país realiza sua obra no campo da saúde, assistindo à população mais carente. Estas irmãs, provenientes de várias nações, intensificaram seu trabalho e querem ficar ao lado dos que sofrem – confirma a nota.
Os dois bispos e 15 sacerdotes prosseguem igualmente seu serviço e querem continuar a missão a eles confiada. Nesta difícil situação, os missionários presentes na Líbia afirmam querer infundir coragem e assegurar toda forma de assistência possível à comunidade católica - de cerca 100.000 fiéis - e à toda a população.

A nota da Nunciatura agradece a estima manifestada pelo povo às religiosas e aos sacerdotes que nestas horas, têm recebido a solidariedade que caracteriza o povo líbio através de gestos concretos de proteção.
(CM)

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A PRESENÇA DOS JESUÍTAS NO SUDÃO

Rumbek, 28 fev (RV) - Os jesuítas ensinarão os jovens do Sudão a trabalhar a terra e criar animais. É o objetivo do Majis, novo instituto pluri-disciplinar e agrícola inaugurado pela Companhia de Jesus no Vilarejo de Akoljal, a 10 km da cidade de Rumbek.

O supervisor da estrutura será o padre Francis Njuguna. Os cursos serão práticos e abrangerão a produção agrícola e a pecuária; durarão um ano e serão divididos em fases, com cem alunos cada. Os Jesuítas já promovem no Sudão cursos profissionais gratuitos de eletrônica e informática, em colaboração com as paróquias e universidades locais.
(CM)

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AFEGANISTÃO: LIVRE HOMEM ACUSADO DE APOSTASIA

Roma, 28 fev (RV) - Sayed Musa, 45 anos, funcionário da Cruz Vermelha preso em 31 maio de 2010 no Afeganistão, após sua conversão do islamismo ao cristianismo, motivo pela qual foi condenado à morte sob acusação de apostasia, foi libertado na noite de sábado último. Foi o que declarou à agência Fides, o seu advogado, Afzal Nooristani, que também é diretor da Organização de Assistência Judiciária do Afeganistão, uma organização que trata da assistência jurídica e da proteção dos direitos humanos.

A libertação de Musa é um resultado da pressão da comunidade internacional e especialmente do governo dos EUA; agora, o homem provavelmente encontrará asilo político no Paquistão, onde vive parte de sua família. Para um caso que se resolve com êxito positivo, no entanto, há outros ainda pendentes como o de outro afegão convertido, Ahmad Shah.

“Precisamos de uma reforma global do sistema jurídico – disse Nooristani - mas o país está passando atualmente por um complexo de problemas e desafios como o terrorismo, a presença de forças ultraconservadoras e da imprecisão da classe política que torna tudo mais difícil”. A Constituição do Afeganistão declara o Islã religião do Estado, mas reconhece aos seguidores de outras religiões o direito de culto na forma prevista pela lei. A Sharia é também a fonte do direito, e há leis que prevêem a pena de morte para a apostasia e blasfêmia. (SP)


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JOVENS NO CENTRO DO ENCONTRO DAS CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS DO SUDESTE DA EUROPA

Nicósia, 28 fev (RV) - Os jovens estarão no centro do 11° Encontro dos Presidentes das Conferências Episcopais do Sudeste da Europa, que se realizará em Nicósia, capital de Chipre, de 3 a 6 de março próximo, promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).

O encontro contará com a participação das conferências episcopais da Albânia, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária, Chipre, Grécia, Moldávia, Romênia, Turquia e com a Conferência Episcopal Internacional São Cirilo e Metódio. Também participarão o arcebispo de Nova Justiniana e de todo Chipre, Sua Beatitude Crisóstomo II, o patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, o representante do Patriarcado Maronita, Dom Guy Noujaim e o Observador Permanente da Santa Sé junto ao Conselho da Europa, Mons. Aldo Giordano.

O tema escolhido, em vista da abertura da Jornada Mundial da Juventude que se realizará, em Madri, de 16 a 21 agosto deste ano, será introduzido pelo responsável pela Seção Jovem do Pontifício Conselho para os Leigos, Pe. Eric Jacquinet, e pelo diretor do Centro João Paulo II de Loreto, Pe. Francesco Pierpaoli. A seguir as conferências episcopais apresentarão seus relatórios.

"Ser jovem católico, hoje, em nossos países, não é fácil. É um rico desafio com muitas boas possibilidades" – frisou o Bispo de Banja Luka, Dom Franjo Komarica, Presidente da Conferência Episcopal da Bósnia-Herzegóvina.

"Não é fácil porque significa aceitar sentir-se diferente da maior parte da população local até a eventualidade de ser discriminado no trabalho e na vida social. Por isso, é nossa tarefa trabalhar para ajudar os nossos jovens a viverem sem complexo de inferioridade e com dignidade a sua fé. Isso significa mostrar a eles, com palavras e testemunho, que eles podem viver como cristãos e que vale a pena, não obstante as dificuldades, seguir Cristo, verdadeiro consolador e doador da verdadeira alegria" – ressaltou Dom Komarica.

"Em Chipre os jovens são realmente um sinal de esperança e de vida. Eles possuem um dinamismo e a capacidade de criar um mundo novo, uma mentalidade nova, baseada no equilíbrio entre a tomada de consciência de sua identidade e a abertura à diversidade" – ressaltou o arcebispo maronita de Chipre, Dom Youssef Soueif.

A reflexão sobre a Pastoral da Juventude se concluirá com um momento de festa com os jovens e com os grupos pastorais que se realizará na escola de São Marun, em Anthoupolis, em 5 de março próximo. Enfim, os bispos visitarão algumas comunidades maronitas no norte de Chipre. (MJ)
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SANTUÁRIO LANÇA CONCURSO PARA HINO

Fátima, 28 fev (RV) - O Santuário de Fátima abriu no dia 25 de fevereiro um concurso para a criação da música para o hino do centenário das aparições. Conforme comunicado da Assessoria de Imprensa, o texto a musicar é da autoria de Marco Daniel Duarte, selecionado num primeiro concurso para a letra do hino.

O Santuário de Fátima quer que o hino seja um elemento identificador do acontecimento, e para isso, deve ser facilmente apreensível e ‘memorizável’ pelas assembleias reunidas em torno da Mensagem de Fátima, no Santuário ou fora dele.

A entrega das candidaturas deve ser feita até ao dia 4 de abril, inclusive, sendo aceitas as composições que após esta data cheguem ao Santuário com o carimbo dos correios daquele dia.

A deliberação do júri será comunicada até trinta dias depois da data do término do concurso e o autor da composição premiada receberá 1500,00 € (mil e quinhentos euros).

Confira aqui o Regulamento: O Santuário de Fátima abriu no dia 25 de fevereiro um concurso para a criação da música para o hino do centenário das aparições. Conforme comunicado da Assessoria de Imprensa, o texto a musicar é da autoria de Marco Daniel Duarte, selecionado num primeiro concurso para a letra do hino.

O Santuário de Fátima quer que o hino seja um elemento identificador do evento, e para isso, deve ser facilmente apreensível e ‘memorizável’ pelas assembleias reunidas em torno da Mensagem de Fátima, no Santuário ou fora dele.

A entrega das candidaturas deve ser feita até ao dia 4 de abril, inclusive, sendo aceitas as composições que após esta data cheguem ao Santuário com o carimbo dos correios daquele dia.

A deliberação do júri será comunicada até trinta dias depois da data do término do concurso e o autor da composição premiada receberá 1500,00 € (mil e quinhentos euros).

O regulamento está no site do Santuário: http://www.santuario-fatima.pt/portal/
(CM)


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RECORDAÇÃO DA JMJ DE CZESTOCHOWA

Czestochowa, 28 fev (RV) - Por ocasião da beatificação de João Paulo II e do 20º aniversário da Jornada Mundial da Juventude, realizada em Czestochowa, em 1991, o semanário católico “Niedziela”, com sede em Czestochowa, começou a coletar documentos e testemunhas de pessoas que participaram do evento.

O Dia Mundial da Juventude de 1991 realizou-se nos dias 14 e 15 de agosto, em Czestochowa, e teve um forte valor simbólico: tratava-se de um grande santuário mariano ao qual o Papa João Paulo II era muito ligado, além disso, a localidade se encontrava na Polônia, terra natal do pontífice e país que tinha apenas saído da órbita do regime soviético.

Pela primeira vez na história das Jornadas Mundiais da Juventude, o número de participantes superou um milhão e pela primeira vez participaram os jovens do leste europeu. “Um milhão e quinhentos mil peregrinos em casas, mosteiros, escolas, paróquias ... foi uma coisa grande não só para a Polônia, mas para toda a Europa. Esperamos de modo especial o testemunho de pessoas provenientes do leste da Europa”, disse à agência Fides Anna Cichoblazińska, redatora do Niedziela. (SP)


QUESTÃO ECOLÓGICA, QUESTÃO MORAL

São Paulo 28 fev (RV) - Sempre mais nos damos conta de quanto o nosso planeta é precioso e único no universo. Sem excluir que possa haver vida em algum outro lugar na imensidão do cosmo, o certo é que, com todo o seu potencial para esquadrinhar o espaço sideral, os estudiosos ainda não conseguiram detectar nada que se pareça com a vida no nosso Planeta Azul; nem mesmo com suas formas mais elementares.
A Terra é a casa da vida, o espaço privilegiado que abriga uma diversidade enorme de seres vivos. Ela é o condomínio da família humana, com suas raças, povos e culturas diferentes; lentamente, e com certa relutância, vamos aprendendo que ninguém é dono absoluto de pedaço algum desse globo e que todos fazem parte de uma imensa comunidade humana, que tem tanto em comum.
Todos são responsáveis por todos nesta comunidade e o bem de cada um só será completo, se também for o bem de todos os demais; da mesma forma, o mal de um, é o mal de todos. Comum deve ser também o zelo para que este condomínio não seja descuidado e tornado inabitável com o passar do tempo. Está em jogo o bem de todos.
Embora a questão ambiental entre, aos poucos, nas preocupações diárias, ainda estamos longe de ter alcançado uma consciência coletiva que seja capaz de frear os estragos causados pela intervenção humana na natureza; no âmbito dos comportamentos individuais, há muito que fazer para que o zelo pelo ambiente se torne habitual e cultural; no campo das decisões políticas, em todos os níveis, está difícil chegar a consensos que levem plenamente a sério a questão ambiental; de fato, procura-se salvar, geralmente, mais os interesses imediatos e particulares do que a sustentabilidade, a médio e longo prazo, desta casa comum que nos abriga.
A Igreja católica, no Brasil, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), já pela 3ª. vez, realiza a Campanha da Fraternidade sobre a ecologia. Neste ano, o assunto é abordado de maneira ampla, com o tema “fraternidade e vida no Planeta”. Chama-se a atenção para o fenômeno de aquecimento global, as causas que o provocam e as consequências que poderá trazer, ou já vai tendo; mostra-se, sobretudo, que o comprometimento das condições ambientais para o futuro da vida na Terra não tem, geralmente, sua causa em fenômenos espontâneos da dinâmica do universo, mas em ações do homem, que interferem no equilíbrio ecológico. Tais intervenções foram aceleradas, sobretudo, pelo sistema industrial e os modelos econômicos adotados a partir dos últimos 3 séculos. A comunidade humana está cuidando mal da natureza, dela exigindo mais que ela pode dar, destruindo a própria casa, pouco a pouco.
Vamos deixar correr, fazendo de conta que o problema não existe, ou que é só dos outros? Manter o mesmo ritmo de consumo e de interferência na natureza, sem nos importar com as consequências? Num condomínio, quando aparecem problemas e riscos, é normal que todos os condôminos se reúnam e decidam sobre o quê fazer, pois o bem de todos está relacionado intimamente com o bem do próprio condomínio. Não deveria ser diferente com nosso Planeta: descuidar da Terra faz mal a todos; cuidar bem da Terra é bom para todos.
O papa João Paulo II advertiu que a questão ecológica representa um problema moral, cujas implicações são, basicamente, duas: a solidariedade para com os pobres e o direito das futuras gerações. De fato, os maiores prejudicados com a deterioração ambiental são, e o serão ainda mais no futuro, os pobres do mundo, os mais fracos e desprotegidos da família humana. E não é moralmente honesto viver e agir apenas pensando em si, sem levar em conta o bem dos membros mais frágeis da família. Por outro lado, esta é uma questão de respeito e de justiça para com as gerações futuras, que habitarão este Planeta depois de nós. Em que estado deixaremos este condomínio para nossos pósteros? A questão ecológica demanda com urgência uma nova consciência solidária. O zelo pelo Planeta é um desafio moral, que a humanidade precisa enfrentar com políticas adequadas de convivência e de interação responsável com a natureza.
Recentemente, na encíclica Caritas in Veritate (32), o papa Bento XVI apontou para a necessidade de uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e do sentido da economia e seus objetivos, para corrigir disfunções e deturpações, que têm implicação direta na deterioração do ambiente da vida na Terra. Por outro lado, não menos necessária é uma renovação cultural, para redescobrir os valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir o futuro melhor para todos.
Para os cristãos e para os crentes em Deus, de modo geral, há um motivo a mais para tratar a natureza com profundo respeito e responsabilidade: ela é dádiva do Criador para todas as suas criaturas, não, certamente, para que a depredem e destruam, mas para que dela vivam e louvem a Deus. De modo especial, o ser humano foi feito “zelador do jardim” e colaborador inteligente e responsável no cuidado pela obra de Deus. Tratar mal a dádiva é desprezar e ofender o doador; e a vontade de potência absoluta do homem sobre a natureza é irresponsável, pois introduz a desordem no mundo; as consequências só podem ser desastrosas, como aquelas que já constatamos e lamentamos.
A Campanha da Fraternidade deste ano é um convite à reflexão e à ação para manter acolhedora e vivível para todos nossa preciosa casa no universo. Também para aqueles que a ocuparão depois de nós. É questão moral; questão de fraternidade.

Artigo publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, Ed. de 12.02.2011

Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo
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JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE: OS JOVENS BRASILEIROS EM MADRI

Cidade do Vaticano, 28 fev (RV) - Numa pequena fábrica perto de Quito, a capital do Equador, um grupo de 150 mulheres está trabalhando num pedido muito especial. Um a um saem de suas mãos os rosários que terminarão nas mochilas dos participantes da Jornada Mundial da Juventude. Das suas mãos para as de centenas de milhares de jovens que se reunirão no próximo mês de agosto em Madri, para celebrar este acontecimento.

Com o passar dos meses estas mulheres anônimas produziram 7 toneladas de rosários, que viajarão até Madri. A maioria delas é dona de casa, com baixos recursos econômicos, e fizeram estes rosários como fonte de rendimentos para a sua sobrevivência.

Todos os rosários são uma doação da Family Rosary, o Apostolado do Rosário em Família, uma associação internacional com sede nos Estados Unidos, fundada pelo Servo de Deus, o Padre Patrick Peyton, cuja principal característica é promover a oração do rosário, especialmente em família.

O transporte de tão volumosa mercadoria não é tarefa fácil. A Fundação SEUR encarregar-se-á deste trabalho como parte da sua colaboração com a Jornada Mundial. Este acordo permitirá cobrir as necessidades de transporte, logística e armazenamento da JMJ.

E qual é a expectativa da participação dos jovens brasileiros na Jornada Munidal da Juventude de Madri. Quem nos responde é o Responsável pelo Setor Juventude da CNBB, Padre Carlos Sávio (SP)

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