Ano X - 2007/2016 - 10 ANOS NO AR - BLOG DO IVSON - "A IGREJA CATÓLICA EM NOTÍCIAS" - EDITADO POR IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - BRASIL
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Oração é verdadeiro encontro pessoal com Deus, enfatiza Bento XVI


Papa falou aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro sobre a oração segundo as Cartas de São Paulo

“A oração é um verdadeiro encontro com Deus Pai, em Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo”, enfatizou o Papa Bento XVI na Catequese desta quarta-feira, 30. Aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o Pontífice ressaltou que a oração “é o encontro com Deus que renova sua fidelidade inabalável, o seu ‘sim’ ao homem, a cada um de nós, para doar-nos à sua consolação em meio às tempestades da vida e nos fazer viver, unidos a Ele, uma existência plena de alegria e bem, que encontrará o seu cumprimento na vida eterna”.

Dando continuidade à meditação sobre a oração segundo as Cartas de São Paulo, o Santo Padre recordou aquilo que o apóstolo escreve: “A palavra de Deus, esta não se deixa acorrentar. Pelo que tudo suporta por amor dos escolhidos, para que também eles consigam a salvação em Jesus Cristo, com a glória eterna” (2Tm 2,9b-10).

“Paulo vive em grande tribulação, são muitas as dificuldades e as aflições que teve que atravessar, mas nunca cedeu ao desânimo, sustentado pela graça e pela proximidade com o Senhor Jesus Cristo, pelo qual se tornou apóstolo e testemunha da entrega de toda própria existência em Suas mãos. Não houve momento algum de sua vida de apóstolo de Cristo no qual tenha se sentido menos sustentado pelo Pai misericordioso, pelo Deus de toda consolação”, destacou.

A vida e o caminho cristão são marcados, muitas vezes, pela dificuldade, incompreensão e sofrimento. Mas o Papa reforça que no relacionamento fiel com o Senhor, na oração constante, cotidiana, é possível sentir a consolação que vem de Deus.

“Diante dos conflitos nas relações humanas, às vezes também familiares, nós somos levados a perseverar no amor gratuito, que requer empenho e sacrifício. Em vez disso, Deus não se cansa de nós, não se cansa nunca de ter paciência conosco e com sua imensa misericórdia nos precede sempre, vem ao nosso encontro por primeiro, é absolutamente confiável este seu ‘sim’. Na Cruz, Ele nos mostra a medida do seu amor, que não se calcula, não tem tamanho”, disse o Papa.

Não existe alguém que não seja alcançado ou convidado a este amor fiel, capaz de esperar, mesmo aqueles que continuamente respondem com o “não” de rejeição. O Santo Padre lembra que “Deus nos espera, nos busca sempre, quer acolher-nos na comunhão consigo para doar a cada um de nós a plenitude de vida, de esperança e de paz”.

Amém: resposta ao “sim” de Deus

Sobre o “sim” fiel de Deus une-se o “amém” da Igreja que ressoa em cada ação da liturgia: “Amém” é a resposta da fé que conclui sempre a oração pessoal e comunitária, e que expressa o “nosso ‘sim’ à iniciativa de Deus”. Esta é uma resposta habitual, que muitas vezes não tem seu significado profundamente compreendido.

“Este termo deriva do ‘aman’ que, em hebraico e em aramaico, significa ‘estabilizar’, ‘consolidar’ e, consequentemente, ‘estar certo’, ‘dizer a verdade’”, explica o Santo Padre.

Na oração pessoal, cada um é chamado a dizer “sim” a Deus, a responder com este “amém” de adesão, de fidelidade a Ele. Mas Bento XVI esclarece que esta fidelidade não é possível de ser conquistada com as forças humanas, mas vem com o empenho cotidiano, fundada sobre o “sim” de Cristo.

“É neste ‘sim’ que devemos entrar, até podermos repetir, como São Paulo, ‘já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim’. Então o ‘amém’ da nossa oração pessoal e comunitária envolverá e transformará toda a nossa vida”, disse o Papa aos peregrinos de língua portuguesa no fim da audiência geral na Praça de São Pedro.

Nicole Melhado
Da Canção Nova

terça-feira, 29 de maio de 2012

Famílias com mais de dois filhos são mais felizes, diz cardeal


Para Dom Ennio Antonelli, conciliar família e trabalho é uma responsabilidade de ambos os cônjuges

O presidente do Pontifício Conselho para a Família, Cardeal Ennio Antonelli, afirmou que uma investigação sobre a responsabilidade do dicastério que preside, revelou que as famílias que contam com dois ou mais filhos são as que se declaram mais felizes e são as que mais ajudam a sociedade.

Durante sua participação no VI Congresso Mundial das Famílias que aconteceu entre os dias 25 e 27 de maio em Madri, o Cardeal Antonelli adiantou o documento que será apresentado no Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá em Milão, na Itália.

O prelado disse que diante das alternativas de cuidar da família, ou se dedicar ao trabalho, "a mulher não deve ser forçada a eleger uma ou outra esfera. A sua contribuição à sociedade é indispensável".

"Conciliar família e trabalho é uma responsabilidade de ambos os cônjuges. É decisão de ambos determinar quanto se trabalha em casa e quanto cada um deve trabalhar fora", disse Dom Antonelli.

Ele disse ainda que a família natural é um bem para as pessoas e a sociedade e que "permanecerá para sempre. Não é uma instituição somente do passado, mas sobretudo, do futuro".

Para o presidente do Pontifício Conselho da Família, a estrutura essencial da família é sempre válida e reafirmou a importância de que o matrimônio esteja sempre aberto ao dom da vida.

Gaudium Press

Padre destaca desafio de conciliar trabalho e família


Monsenhor José Aparecido Gonçalves de Almeida é subsecretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos

Falta um dia para a abertura oficial do 7º Encontro Mundial das Famílias, que tem início esta quarta-feira, 30, em Milão.

A cidade está pronta para acolher as famílias peregrinas de todas as partes do mundo, inclusive do Brasil e de países que falam a língua portuguesa. Nesta teça-feira, 29, pela manhã, está previsto o acolhimento dos participantes e delegações e a inauguração da Feira Internacional da Família.

Sobre o tema deste evento, “Família: o trabalho e a festa”, a Rádio Vaticano entrevistou o Subsecretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, monsenhor José Aparecido Gonçalves de Almeida. Ele destaca a dificuldade das famílias, principalmente nas grandes cidades, de conciliar o trabalho com o convívio familiar.

“O tema é muito interessante sobretudo nas condições atuais em que a família se encontra submetida ao um ritmo muito pesado de trabalho, de exigências de trabalho, com as distâncias a serem percorridas apesar das modernas condições técnicas, muita gente deve atravessar uma cidade inteira para poder trabalhar. Isso acaba sacrificando o tempo de convívio familiar. Nós vemos nas grandes cidades, sobretudo vejo isso na cidade de São Paulo, que é a cidade que eu conheço melhor, uma grande dificuldade de ter momentos de encontro com a família", disse.

Rádio Vaticano

Processo de beatificação de Frei Damião segue para Roma em junho


O candidato a beato, Frei Damião, que viveu 66 anos de missão na região Nordeste do Brasil

Um homem de fé, que levou uma vida de doação de si em prol dos necessitados. Assim foi a trajetória de Frei Damião de Bozzano, que viveu 66 anos de missões na região do Nordeste brasileiro. Diante de sua fama de santidade, foi aberto o pedido para que o frei seja beatificado. Com o término da fase diocesana do processo de beatificação no último domingo, 27, a expectativa para a aprovação da Santa Sé aumenta, principalmente entre os nordestinos, que puderam acompanhar de perto a obra de Frei Damião.

A abertura oficial do processo de beatificação do frei foi no dia 31 de janeiro de 2003. Desde então, o vice-postulador da causa aqui no Brasil, frei Jociel Gomes, vem trabalhando na chamada fase diocesana, em que se faz o levantamento de documentos sobre a vida do candidato a beato e se colhe depoimentos que comprovem a prática das virtudes cristãs.

“Recolhemos toda a documentação pessoal, escolar, religiosa, também tudo aquilo que foi escrito pelo Frei Damião. Também escutamos os testemunhos de pessoas que o conheceram de perto, conviveram com ele e puderam dar um testemunho, principalmente acerca daquilo que a Igreja pede para o processo de beatificação e canonização que são as virtudes: a fé, a esperança e a caridade”, explicou o vice-postulador.

Para Frei Jociel, essas três virtudes resumem os fatores que agregaram a frei Damião a fama de santidade. “Frei Damião era um homem de muita fé, por causa da fé ele deu a sua vida. Eu sempre digo que Frei Damião foi um homem movido pela fé. Pela fé ele viveu pela fé ele se doou”, disse.

Ele contou ainda que o povo nordestino sempre viu em Frei Damião uma voz de esperança e revelou outra grande característica do candidato a beato que pode ser modelo hoje: o dom da escuta.

“Dentro desses 66 anos, Frei Damião confessou uma imensidão de gente. Alguns que conhecem a vida de santos e de missionários dizem que ele confessou até mais do que Padre Pio. E uma escuta não só dos pecados, mas uma confissão que às vezes também se tornava aconselhamento. Frei Damião parava para escutar as dores e alegrias, a partilha desse povo sofrido”, informou.

Expectativas

A solenidade de encerramento da fase diocesana foi presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, no Convento de São Félix, onde Frei Damião foi sepultado. Como tudo foi feito de acordo com as devidas orientações, frei Jociel acredita que a causa será de fato aceita pela Santa Sé. “No coração do nordestino, Frei Damião já tem um altar, mas a santidade dele precisa realmente ser reconhecida pela Igreja”.

Frei Jociel também informou que, quando esteve em Roma, em fevereiro, ficou sabendo que lá na apostulação geral existe uma grande ansiedade pela chegada do processo de Frei Damião. Se o processo for entregue em junho, seguindo o prazo, em cerca de dois anos a Santa Sé deve dar uma resposta.

Tal retorno está sendo esperado ansiosamente aqui no Brasil. Frei Jociel se diz impressionado com o interesse de pessoas do país inteiro na causa de Frei Damião. Ele informou que já existe uma pesquisa acerca dos possíveis milagres que o frei tenha realizado e que ele está acompanhando cinco casos em especial. Saindo a beatificação, já existe a intenção de entrar com o pedido de canonização.

O Vice-postulador citou ainda o papel dos meios de comunicação, que lá no Nordeste têm anunciado constantemente novidades sobre o processo. “Os meios de comunicação já noticiam tanta coisa negativa então colocar para o Brasil, para outras regiões este testemunho de santidade de Frei Damião como um farol é algo bom a ser transmitido e a gente não pode esquecer essa memória”, finalizou.

Frei Damião

Frei Damião de Bozzano nasceu na Itália em 1898. Aos 33 anos, deixou o país e veio ser missionário no Nordeste do Brasil, onde teve como primeira residência o Convento de Nossa Senhora da Penha. Viveu 66 anos para realizar as “santas missões”, estilo próprio que encontrou para evangelizar. Dedicou sua vida à pregação, à confissão, à celebração da Eucaristia e ao convite para uma conversão e mudança de vida. Já com a saúde debilitada, Frei Damião faleceu no dia 31 de maio de 1997, aos 98 anos, após sofrer um derrame cerebral no Real Hospital Português do Recife. Seus restos mortais repousam numa capela especial, dedicada à N. Sra. das Graças, no Convento de São Félix de Cantalice, onde viveu seus último dias.

Jéssica Marçal
Da Canção Nova

quinta-feira, 24 de maio de 2012

JMJ Rio 2013 é apresentada a embaixadores em Brasília

JMJ Rio 2013 foi apresentada aos embaixadores nesta quinta-feira na sede da Nunciatura Apostólica em Brasília

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013 foi apresentada na manhã desta quinta-feira, 24, a embaixadores de vários países na sede da Nunciatura Apostólica em Brasília, conforme informações divulgadas nas redes sociais da JMJ.

O encontro teve como objetivo apresentar o Comitê Organizador Local (COL), explicar a estrutura da JMJ e destacar a importância da realização desse evento mundial no país, bem como convidar as embaixadas a abrirem suas portas e auxiliarem na acolhida dos jovens, de diversas nacionalidades, que participarão do evento.

A apresentação contou com a presença do presidente do COL e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, do Núncio Apostólico, Dom Giovanni d'Aniello, do presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno de Assis, do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, dos bispos auxiliares do Rio de Janeiro, Dom Antonio Augusto Dias e Dom Paulo Cezar Costa, além de representantes do governo estadual e municipal do Rio de Janeiro.

Kelen Galvan
Da Canção Nova

Missão da Igreja é levar o homem a uma relação com Deus


O Papa se encontrou com os participantes da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana

A racionalidade científica tende a uniformizar o mundo e surge, às vezes de maneira confusa, um singular e crescente questionamento sobre a espiritualidade e o sobrenatural, o que, segundo o Papa Bento XVI, é sinal de uma inquietude que habita no coração do homem que não se abre ao horizonte crescente de Deus.

Ao se encontrar nesta quinta-feira, 24, com os participantes da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana, o Pontífice destacou que a situação de secularismo caracteriza, sobretudo, as sociedades de antiga tradição cristã e corrói aquele tecido cultural capaz de abraçar toda a existência humana.

“O patrimônio espiritual e moral no qual o ocidente aprofunda suas raízes e que constitui sua força vital, hoje não é mais um valor profundo. Isso se reflete na diminuição da prática religiosa. Tantos batizados perderam a identidade e a afiliação, não conhecem os conteúdos essenciais da fé ou pensam ser capazes de cultivá-la sem a mediação eclesial”, ressaltou.

Enquanto muitos olham com dúvida as verdades ensinadas pela Igreja, outros reduzem o Reino de Deus a alguns grandes valores, que têm certamente a ver com o Evangelho, mas, como reforça o Papa, ainda não são o núcleo da fé cristã.

“O Reino de Deus é dom que nos transcende. Como afirmava o beato João Paulo II, ‘o Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito à livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível’”, disse o Papa.

Infelizmente, o Santo Padre reconhece que o próprio Deus foi excluído do horizonte de muitas pessoas e o discurso sobre Deus ainda está relegado no âmbito subjetivo, reduzido a um fato íntimo e privado, marginalizado pela consciência pública.

“Num tempo no qual Deus se tornou para muitos o grande Desconhecido e Jesus simplesmente um grande personagem do passado, não haverá um relançamento da ação missionária sem o renovamento da qualidade da nossa fé e da nossa oração; não sermos capazes de oferecer respostas adequadas sem um novo acolhimento do dom da Graça; não saberemos conquistar os homens pelo Evangelho sem tornar nós os primeiros a aprofundar a experiência com Deus”, enfatizou.

Bento XVI salienta que a missão da Igreja foi e sempre será a de levar os homens e as mulheres à uma relação com Deus, ajudá-los a compreender que cumprir a vontade de Deus não é um limite à liberdade, mas torna-os realmente livres.

“Deus é grande, não é concorrente da nossa felicidade, e ao encontrar o Evangelho – e aqui a amizade com Cristo – o homem experimenta ser objeto de um amor que purifica, aquece e renova, e torna capaz de amar e servir o homem com amor divino”, destaca o Papa.

Nicole Melhado
Da Canção Nova

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Preparativos para o Congresso Eucarístico Internacional de Dublin

Igreja St. Patrick

A cerimônia de abertura do próximo Congresso Eucarístico Internacional, em Dublin, capital da Irlanda, vai contar com a inauguração da ‘pedra da cura’, em memória das vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica.

Milhares de peregrinos de vários países, incluindo o Brasil, são esperados para o 50º Congresso, que se realiza entre os dias 10 e 17 de junho sobre o tema “A Eucaristia: Comunhão com Cristo e entre nós”.

Em comunicado, o Secretário-Geral da organização do evento, Padre Kevin Doran, sublinha que “a pedra representa a firme determinação de trabalhar para a cura e a renovação”. “Para muitos que sofreram a experiência dos abusos e para as suas famílias, a dor pode ser muitas vezes como uma pedra, pesando fortemente sobre eles”, reconhece.

Após o Congresso, a pedra vai estar exposta ao público, de forma permanente. Na apresentação desta iniciativa mundial, no Vaticano, o Arcebispo de Dublin afirmou que esta é uma “oportunidade de renovação e reconciliação” para o catolicismo no país. “Há divisões dentro da Igreja da Irlanda e, por vezes, divisões que não são saudáveis”, disse Dom Diarmuid Martin, no último dia 10.

O Vaticano publicou em março as conclusões da visita apostólica à Irlanda, ordenada pelo Papa após os casos de abusos sexuais sobre menores verificados na Igreja local, documento que manifestou a “consternação” de Bento XVI perante essas situações.

O Congresso, antecipado por um seminário teológico, conclui-se com uma Missa presidida pelo Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação dos Bispos e legado papal no encontro.

A partir de sábado, campanha de hospedagem da JMJ inicia nova fase

Divulgação da Campanha de Hospedagem para a JMJ Rio 2013

O Setor de Hospedagem do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude Rio2013 vai promover neste sábado, 26, um treinamento para as equipes paroquiais de hospedagem e para os voluntários que vão apoiar a nova fase da campanha “Faça milhões de amigos”.

Esta etapa consiste em visitar as famílias cadastradas em cada território paroquial para esclarecer possíveis dúvidas, além de finalizar os cadastros. A tarde de treinamento, que acontecerá das 14h às 17h, será no segundo andar do Edifício João Paulo II, onde fica a sede do COL, no bairro da Glória, Rio de Janeiro.

Aqueles que quiserem ser um hospedeiro ou oferecer seu estabelecimento para acolher os peregrinos podem fazer o cadastro no site oficial da Jornada - www.rio2013.compthospedagem ou enviar um email - hosped@rio2013.com, informando o endereço do local, nome e telefone de contato para o agendamento de uma visita e posterior registro do local.


Encontro com os institutos religiosos

No dia 9 de maio, a equipe do COL se reuniu com representantes de 75 institutos religiosos para apresentar e esclarecer as dúvidas das congregações sobre o funcionamento da hospedagem, das catequeses e da feira vocacional durante a JMJ Rio2013.

Além da coordenadora do Setor Hospedagem, Irmã Graça Maria, estiveram presentes na reunião o presidente do COL e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, o Vigário Episcopal para a Vida Consagrada na arquidiocese, Dom Roberto Lopes e um dos diretores do Setor de Preparação Pastoral, padre Leandro Lenin.

Dom Orani ressaltou que a hospedagem vai beneficiar não somente os peregrinos, mas também aqueles que os acolherão. “A vida consagrada é por si só um grande bem para a Igreja, e quando os irmãos receberem os jovens em suas casas, creio que além de fazer um bem para os que chegam, fará um bem para a própria vida religiosa que se abre a essas experiências. Eles irão conhecer realidades de todo o mundo e projetar também uma visão positiva do Rio que recebe com alegria os que vêm de longe”, disse.

De acordo com Dom Roberto, alguns colégios religiosos já estão fazendo reformas e analisando as estruturas sanitárias para melhor acolher os peregrinos. “Em algumas regiões as próprias religiosas estão indo a clubes e outros locais que poderiam acolher a juventude. Acredito que a JMJ será um sucesso”, afirmou.

O padre Leandro Lenin destacou que as congregações também poderão sediar catequeses se dispuserem de auditórios e quadras esportivas que não serão usadas para a hospedagem. Além da acolhida nas hospedagens e catequeses, alguns religiosos já se mostraram dispostos a trabalhar também como voluntários especialmente na área de traduções devido à diversidade linguística de muitas congregações.

A Feira Vocacional também entusiasmou a todos. “Essa é a oportunidade que as congregações terão de expor o seu carisma, seus dons para os jovens que se sentem chamados às respectivas vocações”, lembrou padre Leandro.

domingo, 20 de maio de 2012

Ministros Extraordinários da Eucaristia


O Concílio Vaticano II esclareceu que a Igreja, toda ela, em todos seus segmentos, é servidora. Os padre não são os únicos ministros. Notar bem que ministério significa serviço!

O Ministro Extraordinário da Eucaristia é, na Igreja Católica, um leigo a quem é dada permissão, de forma temporária ou permanente, de distribuir a comunhão aos fiéis, na missa ou noutras circunstâncias, quando não há um ministro ordenado (bispo, presbítero ou diácono) que o possa fazer.

Como o número de sacerdotes, geralmente e em muitos lugares, é insuficiente para atender todas as tarefas que lhe competem, foi instituído o Ministério Extraordinário da Eucaristia, ou da Comunhão, como preferem alguns.

Na Celebração da Eucaristia, os Ministros da Eucaristia ajudam o padre na distribuição da Comunhão. Eles podem também atender os doentes, levando para eles, em suas casas ou nos hospitais, a santa Comunhão.

O trabalho pode ser exercido pelos Ministros da Eucaristia é "extraordinário", isto é, não é verdadeiramente próprio. O sacerdote é o ministro extraordinário da Eucaristia. Por causa do grande volume de afazeres, e por causa de existir um número insuficiente de padres e diáconos, foi instituído o "Ministério Extraordinário".

O mandato para exercer o Ministério Extraordinário da Eucaristia não é permanente. Essa função é temporária. O tempo do mandato deve ser estabelecido pelo bispo. Pode ser renovado, conforme as circunstâncias. Mas é bom que haja alternância de ministros para que ninguém se sinta melhor que os outros. A responsabilidade é muito grande e o ministro deve ser uma pessoa, homem ou mulher, de vida exemplar.

Nos lugares onde não há habitualmente um sacerdote, os ministros podem presidir a Celebração da Palavra. Nessas celebrações, feitas geralmente aos sábados a noite e aos domingos, os ministros distribuem a comunhão. Logicamente, as hóstias devem ser aquelas que foram consagradas previamente, quando um sacerdote rezou Missa na comunidade.

PERGUNTO A VOCÊS:

Você acha justo um leigo ser ordenado Ministro e não trabalhar em nenhuma PASTORAL?

Na minha opinião, para ser ordenado Ministro, o leigo tem que trabalhar em alguma pastoral, pois o que mais ocorre, pelo menos no setor que trabalho, é a utilização por parte de algumas pessoas do ministério como um CARGO, um STATUS, e isso infelizmente é lamentável, e a culpa disso não é só do leigo, é também dos Padres que não fazem uma seleção rigorosa, e na maioria das vezes, aquele fiel que se dedica constantemente a comunidade através de uma pastoral, tem uma vida exemplar, não é nem escolhido, pois não está dentro dos interesses pessoais de alguns Padres ou coordenadores de pastoral ou comunidade.

Temos que acabar com Ministros Profissionais e interessados em somente aparecer, é preciso que os Padres selecionem mais, valorize mais a nossa igreja, precisamos de leigos dedicados a sua comunidade.

Mande sua opinião.

Ivson de Moraes Alexandre
Colaboração do texto de Fernando Serafim sobre "Ministro Extraordinário da Eucaristia"

Igreja celebra hoje Dia Mundial da Comunicações Sociais



Da Canção Nova, com Arquidiocese do Rio de Janeiro

A Igreja Católica celebra neste domingo, 20, o 46° Dia Mundial das Comunicações Sociais, afirmando que “silêncio” e “palavra” são partes dos processos de comunicação, nomeadamente quando estão em causa projetos de evangelização. A data é celebrada anualmente pela Igreja na Solenidade da Ascensão do Senhor.

"Silêncio e palavra: caminho de evangelização" é precisamente o tema da mensagem de Bento XVI para esta jornada, onde o Papa sublinha que “o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo”.

Na mensagem, o Papa destaca que Deus fala ao homem no silêncio e ali também o homem pode se comunicar com Ele.

“Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus... Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de “anunciar o que vimos e ouvimos”, a fim de que todos estejam em comunhão com Deus".

Segundo o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, o grande desafio proposto pelo Papa Bento XVI na mensagem deste ano é bem pertinente porque recorda aos profissionais de comunicação que o silêncio favorece a reflexão para que os temas abordados nas notícias apresentem as palavras mais indicadas para uma comunicação ética e verdadeira.

"Num tempo de tanto barulho e rumor, as pessoas sentem necessidade desses momentos de silêncio, seja na vida pessoal ou na vida social. Um profissional de comunicação, em meio a tanta produção de conteúdos e a pressões para produzir mais, necessita muito mais dessas ocasiões de silêncio", ponderou.

Diante disso tenho um pedido para os fieís ligados a DIOCESE DE BARRA DO PIRAÍ E VOLTA REDONDA - RJ:

Como é de conhecimento de todos, nossa Diocese vai adquirir uma rádio, primordial para a evangelização de um número maior de pessoas, e para isso será preciso a sua juda.

Procure sua Comunidade até no máximo dia 08 de junho e colabore com essa campanha, não deixe de participar.


"VAMOS TER A NOSSA RÁDIO CATÓLICA"

Ivson

Bento XVI explica solenidade da Ascensão do Senhor


Papa abençoa peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano

Fiéis e peregrinos compareceram em grande número à praça São Pedro, no Vaticano, para ouvir as palavras do Papa Bento XVI, no Angelus deste domingo, 20, e receber a sua benção.

Bento XVI falou aos presentes sobre a Ascensão do Senhor, ressaltando que o acontecimento “assinala o cumprir-se da salvação, iniciada com a Encarnação”. Ele explicou que ao ascender aos céus, Jesus não abandonou a humanidade, pelo contrário, “assumiu consigo os homens na intimidade do Pai e assim revelou o destino final da nossa peregrinação terrena”.

“A Ascensão é o último ato da nossa libertação do peso do pecado”, disse o Papa, que acrescentou: “Por isso os discípulos, quando viram o Mestre levantar-se da terra e elevar-se para o alto, não foram tomados pelo desconforto, mas sentiram uma grande alegria e sentiram-se encorajados a proclamar a vitória de Cristo sobre a morte" (cfr Mc 16,20).

Sobre o significado da Ascensão, o Santo Padre explicou que esse gesto do senhor, revela que "em Cristo a nossa humanidade é levada às alturas de Deus, assim, a cada vez que rezamos, a terra une-se ao Céu. E como o incenso, queimando, faz subir às alturas a sua fumaça de suave perfume, de forma que, quando elevamos ao Senhor a nossa fervorosa e confiante oração, em Cristo, ela atravessa os céus e alcança o Reino de Deus, é por ele ouvida e atendida”.

Por fim, o Papa citou a obra de São João da Cruz, a Subida ao Monte Carmelo: “para ver realizados os desejos do nosso coração, não há modo melhor que colocar a força da nossa oração naquilo que agrada a Deus. Então ele nos dará não somente o que pedimos, ou seja, a salvação, mas também o que considerar que seja conveniente e bom para nós”.

O Papa lembrou então dois eventos trágicos ocorridos na Itália nas últimas 24 horas: um atentado a uma escola da cidade de Brindisi e o terremoto desta madrugada que atingiu a região italiana da Emília Romagna deixando, até o momento, um saldo de seis mortes. O Santo Padre manifestou sua proximidade às vítimas e aos seus familiares.

Como sempre faz, Bento XVI saudou os presentes nas suas diversas línguas. Em português, disse: "Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular o grupo brasileiro da paróquia Nossa Senhora Aparecida de Piabetá, a quem agradeço o apoio espiritual e material que dão ao meu serviço de Sucessor de Pedro. Sobre todos invoco os dons do Espírito Santo, para serem verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, fazendo jorrar a sua Vida no meio das respectivas famílias e comunidades, que de coração abençôo"

Da CN Notícias, com Rádio Vaticano

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Papa aponta 3 conquistas de quem é conduzido pelo Espírito Santo


Papa saúda peregrinos presentes na Praça São Pedro, no Vaticano, para a Catequese desta quarta-feira, 16


Após ter dedicado as últimas catequeses sobre a oração nos Atos dos Apostólos, o Papa Bento XVI anunciou que a partir desta quarta-feira, 16, as próximas catequeses refletirão sobre a oração nas cartas de São Paulo.

O Santo Padre destacou que um primeiro elemento ensinado pelo apóstolo Paulo é que a oração não deve ser vista como uma "simples boa obra" que as pessoas fazem para Deus mas, antes de tudo, é um dom, fruto da presença vivificante do Pai e de Jesus Cristo em cada um.

Sabemos que é verdadeiro o que diz São Paulo, na carta aos Romanos, afirmou Bento XVI, de que "não sabemos rezar de modo conveniente" (Rm 8, 26). "Queremos rezar, mas Deus está distante, não temos as palavras, a linguagem para falar com Deus, nem mesmo o pensamento. Podemos somente nos abrir, colocar o nosso tempo à disposição de Deus, esperar que Ele nos ajude a entre em verdadeiro diálogo", explicou o Papa.

Mas é exatamente essa falta de palavras e também o desejo de entrar em contato com Deus, que é "a oração que o Espírito Santo não somente entende, como leva e interpreta diante de Deus", disse o Santo Padre explicando as palavras do apóstolo. "Exatamente essa nossa fraqueza se torna, através do Espírito Santo, verdadeira oração, verdadeiro contato com Deus. O Espírito Santo é quase um intérprete que faz com que Deus entenda aquilo que queremos dizer", ressaltou.

Bento XVI destacou também três consequências na vida dos cristãos quando se deixam conduzir pelo Espírito Santo.

A primeira é que com a oração a pessoa experimenta a liberdade doada pelo Espírito: "uma liberdade autêntica, que é liberdade do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus". O Papa explicou que sem a oração animada pelo Espírito, que alimenta a cada dia a intimidade dos fiéis com Cristo, esses permanecerão na condição descrita pelo Apóstolo: "não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos" (Rm 7, 19).

Uma segunda consequência, de acordo com o Santo Padre, é que "o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo" ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. "Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na perspectiva de participar também da sua glória" (Rom 8,17), enfatizou.

E o terceiro ponto é que a oração do fiel se abre às dimensões da humanidade e de toda criação, se torna intercessão pelos outros e assim, ele libera a si mesmo, para ser canal de esperança para toda criação (cf. Rm 8, 19). "A oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros", disse Bento XVI.

Por fim, o Papa destacou que São Paulo ensina os cristãos quanto ao dever de se abrirem na oração à presença do Espírito Santo, "o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis para nos levar a aderir a Deus de todo o coração".

"O Espírito de Cristo se torna a força da nossa oração 'fraca', a luz da nossa oração 'apagada', o fogo da nossa oração 'árida', doando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver enfrentando as provas da existência, na certeza de não estarmos sós e abrindo-nos aos horizontes da humanidade e da criação", concluiu

Kelen Galvan
Da Canção Nova

sábado, 12 de maio de 2012

Secretário da CNBB fala sobre nomeados para Comissão da Verdade


Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB

O secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, elogiou ontem, sexta 11, a presidente Dilma Rousseff pela nomeação dos nomes que vão compor a Comissão da Verdade: “a presidente nomeou um grupo de grande valor ético, moral e de conhecedores da nossa história”.

A Comissão da Verdade terá o período de trabalho estipulado em dois anos e, depois disso, deverá oferecer conclusões para ajudar no esclarecimento do que ocorreu de crimes praticados na área dos humanos praticados entre 1946 e 1988. Nesse trabalho, terá especial destaque os acontecimentos a partir de 1964, quando começou a série de governos militares no chamado tempo da ditadura.

Duas mulheres e cinco homens compõem a Comissão: Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada com especialização na defesa de crimes políticos; Maria Rita Khel, psicanalista e escritora; José Paulo Cavalcanti Filho, jurista, consultor da Unesco e do Banco Mundial; Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral da República;, Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça; José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça; Paulo Sérgio Pinheiro, cientista político.

O secretário lembrou que a Comissão tem importância “não somente para resgatar o passado, mas para fazer memória do passado. Olhar para o passado e aprender com ele”. A respeito da preocupação de que o trabalho seja “revanchista”, Dom Leonardo disse: “não creio que esses nomes escolhidos tenham esse tipo de índole. São pessoas de grande valor moral e isso assegura que não conduzirão os trabalhos para esse fim”.

Dom Leonardo também considerou que o tempo disponível para os trabalhos da Comissão é bastante escasso e os membros nomeados pela presidente precisarão de todo o apoio para realizarem um trabalho com profundo empenho: “esperamos que eles tenham recursos e assessores necessários para realizarem os trabalhos”.

“A CNBB sentiu que os nomes escolhidos são de pessoas que têm grande amor pelo Brasil e, por isso mesmo, a Comissão primará pela elucidação dos fatos e pela reconciliação com nosso passado”, disse Dom Leonardo.

Da Canção Nova, com CNBB

Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima visita Roma


A cidade de Roma, na Itália, recebe neste domingo, 13, a imagem de Nossa Senhora de Fátima. A imagem peregrina visita a Basílica de São João de Latrão para a oitava edição da jornada nacional do peregrino na Itália.

A celebração vai ser presidida pelo cardeal Agostino Vallini, vigário do Papa para a Diocese de Roma e presidente da Obra Romana de Peregrinações. Ainda no domingo, a imagem peregrina vai ser transportada para a igreja de Santa Maria das Graças, próxima do Vaticano, onde permanecerá até ao dia 20 deste mês.

Segundo dados do Santuário de Fátima, mais de 29 mil italianos visitaram a Cova da Iria de forma organizada em 2011, um número apenas ultrapassado, quanto a estrangeiros, pelos espanhóis (33 821).

Durante a estadia da imagem em Roma estão previstas diversas catequeses e missas, presididas, entre outros, pelo arcebispo Rino Fisichella, que lidera o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, ou os cardeais Christoph Schonborn e Giuseppe Bertello.

A jornada de domingo vai contar com a apresentação de um “concerto-meditação” com a recitação do rosário. Seguindo as indicações da Irmã Lúcia, a primeira imagem da Virgem Peregrina de Fátima foi coroada solenemente a 13 de maio de 1947.

“A fim de dar resposta aos imensos pedidos, foram, entretanto, feitas várias réplicas da primeira imagem peregrina”, informa o Santuário de Fátima na sua página na internet.

De acordo com o testemunho das três crianças conhecidas como Pastorinhos de Fátima (Lúcia, Francisco e Jacinta), confirmado pela Igreja Católica, ocorreram seis aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e imediações (Distrito de Santarém, Diocese de Leiria-Fátima), uma em cada mês, entre maio e outubro de 1917. OC

Agência Ecclesia

Papa visita santuário franciscano em Arezzo


Santuário franciscano do Monte Alverne fica na província de Arezzo, na Itália

Neste domingo, 13, o Papa Bento XVI visita o Santuário franciscano de Alverne, que fica em meio às montanhas da província de Arezzo, na Itália.

Este lugar era um dos preferidos de São Francisco para retiro e oração e foi ali que, no verão de 1224, ele recebeu os estigmas, dom doloroso, sinal da Paixão de Cristo.

Bento XVI já esteve neste santuário quando ainda era cardeal, no dia 17 de setembro de 1988, durante a festa dos estigmas. “A história de São Francisco é a história de um grande amor que o levou até a identificação corporal com Jesus”, disse o então Cardeal Joseph Ratzinger.

Desta vez, ele irá à Igreja de Santa Maria dos Anjos e falará aos frades e monjas clarissas da Toscana. Um dos que receberão o Papa é o frade Massimo Grassi, guardião do Santuário franciscano do Monte Alverne. O frade vê esta visita do Papa como uma peregrinação de fé.

“Subirá justamente como um peregrino, como tantos peregrinos que sobem aqui em Alverne, para encontrar, sobretudo, o Cristo através da experiência de Francisco. O peregrino que sobe aqui em cima é sedento, sedento de Deus, consciente ou inconscientemente”, salienta o frade em entrevista ao Programa “No coração da Igreja”.

O Pontífice recordará também a visita do Beato João Paulo II, feita no dia 17 de setembro de 1993, quando guiará a procissão até a Capela dos Estigmas. E olhando para a rocha sobre a qual Francisco recebeu os estigmas, recordará as palavras da oração de seu predecessor.

“Aos ofendidos por todos os tipos de maldade comunica, Francisco, sua alegria de perdoar. Para todos os crucifixos de fome, sofrimento e guerra reabrir as portas da esperança”, disse João Paulo II

Para o frade, subiu sobre o monte Alverne, onde Francisco pede ao Senhor o poder de provar um pouco daquele amor e daquela dor que o Senhor viveu sob a Cruz por nós, foi para João Paulo II, de algum modo, uma experiência marcante.

“Aquilo que me lembro e que me impressionou em todos esses anos é que para João Paulo II, depois daquela peregrinação, iniciou seu calvário. Acredito que de qualquer maneira, a vida de João Paulo II foi ligada a esta experiência que ele teve em Alverne”, destaca o franciscano.

Poucos passos separam a Capela dos Estigmas do penhasco onde, em 1993, João Paulo II recitou o Angelus e falou aos jovens. Ele desejava que todos os jovens da Itália e do mundo pudesse ter a paz de Cristo “porque a paz com Deus, a paz entre Deus e a humanidade, é a fonte de toda paz a ser construída nesse mundo”.

E a paz com Deus é um dos dons que os peregrinos e frades buscam nesta antiga floresta. Foi este lugar que São Francisco buscou para retirar-se e para reafirmar que, em sua vida, em primeiro lugar, estava Deus.

“Esta é a experiência fundamental de Alverme. Por isso, vir a Alverme, também para nós frades, é um reafirmar a primazia de Deus em nossa vida e isso, sobretudo, através do diálogo, da oração, estando com Ele”, ressalta frade Massimo Grassi.

Nicole Melhado
Da Canção Nova

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Vaticano realiza mudanças no estatuto da Caritas Internacional


O Haiti está entre os países assistidos pela Caritas Internacional

Nesta quarta-feira, 2, foram publicados os novos estatutos e regulamentos internos da Caritas Internacional. O decreto geral foi assinado pelo Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone.

Segundo o Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, Cardeal Robert Sarah, a revisão desses estatutos e regulamentos era necessária para melhor aderir à Carta "Durante a Última Ceia", assinada pelo Papa João Paulo II, em 16 de Setembro de 2004, reconhecendo a Caritas International (CI) como uma pessoa pública, jurídica e canônica.

"Este novo estatuto jurídico deve ser incorporado, em todos seus aspectos, nos estatutos da Confederação. Além disso, alguns aspectos doutrinários e administrativos - além de comunicação com a Santa Sé - têm destacado a necessidade de maior clareza no papel e nos poderes da própria Santa Sé, que é o ponto de referência para a estrutura e as atividades da Caritas Internacional. Desta forma as relações mútuas podem ser melhoradas, de modo que haja uma colaboração eficaz e eficiente", esclarece Dom Robert.

O cardeal explica que, por expresso desejo do Santo Padre, o decreto também inclui outros ítens úteis para responder aos desafios e para garantir que a CI possa trabalhar com autonomia e continuar a ser uma grande ferramenta na expressão de amor e compaixão das Conferências Episcopais e da Santa Sé.


Mudanças

Especificamente, os novos estatutos querem tornar explícitas as habilidades sobre os aspectos internos das atividades institucionais da CI, seja na aprovação dos textos como contributos de cunho doutrinal ou moral, salienta o presidente do Conselho Pontifício Cor Unum. Ao mesmo tempo, estes novos estatutos vão ajudar as autoridades a cumprir eficazmente a missão da Igreja na Caritas Internacional e a comunhão de fé e caridade em intervenções humanitárias.

“No momento em que a CI é reconhecida como pessoa jurídica e pública e participa do ministério pastoral Munus do Santo Padre, a Santa Sé deseja expressar sua participação nas atividades desenvolvidas pela Caritas, a fim de que a Caritas possa continuar a ser um instrumento da Igreja a serviço da Pastoral da Caridade. Tudo isso é importante, porque a Caritas é uma organização amplamente reconhecida e apreciada internacionalmente”, destaca o presidente do órgão da Santa Sé.

A Caritas Internacional (ou Caritas Internationalis) é uma confederação de 162 organizações humanitárias da Igreja Católica que atua em mais de 200 países, entre eles, o Brasil. Sua missão é trabalhar para construir um mundo melhor, especialmente na assistência aos pobres e oprimidos. A primeira organização da Caritas foi estabelecida em Friburgo, Alemanha, em 1897.

Nicole Melhado
Da Canção Nova, com Rádio Vaticano (Tradução: equipe CN Notícias)

Bento XVI medita sobre a oração na vida do 1º mártir cristão


'O testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida', disse Bento XVI

O Papa Bento XVI deu continuidade nesta quarta-feira, à série de catequeses sobre a oração nos Atos dos Apóstolos. Desta vez, o Santo Padre concentrou seu discurso sobre a oração de Santo Estevão, o primeiro mártir cristão.

"No momento do seu martírio, narrado nos atos dos apóstolos, se manifesta, mais uma vez, a fecunda relação entre a Palavra de Deus e a oração", destacou o Santo Padre.

Bento XVI explicou o conteúdo do discurso proferido por Estevão pouco antes do seu martírio e também salientou que a oração feita pelo mártir estava em profunda ligação com aquela proferida por Jesus no alto da cruz.


"A vida e o discurso de Estevão de repente se interrompem com o apedrejamento, mas exatamente o seu martírio é o cumprimento da sua vida e da sua mensagem: ele se torna uma coisa só com Cristo", disse.

Ao final da catequese, o Pontífice apresentou a vida de Estevão como modelo a ser seguido por todas as pessoas que desejam estreitar os laços de comunhão com Deus.

"Queridos irmãos e irmãs, o testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida. Podemos nos perguntar: de onde este primeiro mártir cristão trouxe forças para enfrentar os seus perseguidores e chegar à doação de si mesmo? A resposta é simples: do seu relacionamento com Deus", concluiu.

Mirticeli Medeiros
Da Canção Nova

Catequese de Bento XVI - Oração de Estevão - 02/05/12
Boletim da Santa Sé
(Tradução: Mirticeli Medeiros - equipe do CN notícias)




CATEQUESE
Praça de São Pedro
Vaticano
Quarta-feira, 02 de maio de 2012


Queridos irmãos e irmãs,

Nas últimas catequeses vimos como, na oração pessoal a comunitária, a leitura e a meditação da Sagrada Escritura abram à escuta de Deus que nos fala e infundem luzes para entender o presente. Hoje gostaria de falar do testemunho e da oração do primeiro mártir da Igreja, Santo Estevão, um dos sete escolhidos para o serviço da caridade junto aos necessitados. No momento do seu martírio, narrado nos atos dos apóstolos, se manifesta, mais uma vez, a fecunda relação entre a Palavra de Deus e a oração.

Estevão foi conduzido ao tribunal, diante do Sinédrio, onde foi acusado de ter declarado que “Jesus destruiria este lugar, (o templo), e mudaria os costumes que Moisés havia transmitido” (At 6,14). Durante a sua vida pública, Jesus havia efetivamente preanunciado a destruição do templo de Jerusalém: “Destruais este templo e em três dias eu o farei ressurgir” (Jo 2,19). Todavia, como destaca o evangelista João, “ele falava do templo do seu corpo. Quando, depois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos se recordaram que havia dito aquilo, e acreditaram nas Escrituras e na palavra dita por Jesus” (Jo 2, 21-22).

O discurso de Estevão diante do tribunal, o mais longo dos atos dos apóstolos, se desenvolve exatamente a partir dessa profecia de Jesus, o qual é o novo templo, inaugura o novo culto, e substitui, com a oferta que faz de si mesmo sobre a cruz, os sacrifícios antigos. Estevão quer demonstrar como seja infundada a acusação que lhe foi dirigida de mudar a lei de Moisés e ilustra a sua visão da história da salvação, da aliança entre Deus e o homem. Ele relê então toda a narração bíblica, itinerário contido na Sagrada Escritura, para mostrar que isso conduz ao lugar da presença definitiva de Deus, que é Jesus Cristo, em particular a sua paixão, morte e ressurreição. Nesta prospectiva, Estevão lê também o seu ser discípulo de Jesus, seguindo-o até o martírio. A meditação sobre a Sagrada Escritura lhe permite compreender a sua missão, a sua vida, o seu presente. Nisto ele é guiado pela luz do Espírito Santo, pelo seu relacionamento íntimo com o Senhor, tanto que os membros do Sinédrio viram o seu rosto “como de um anjo” (At 6,15). Tal sinal de assistência divina, faz alusão ao rosto irradiante de Moisés descendo do Monte Sinai após ter encontrado Deus. (Ex 34,29-35; II Cor 3,7-8).

No seu discurso, Estevão parte do chamado de Abraão, peregrino em direção à terra indicada por Deus e que a teve como posse somente em nível de promessa; passa depois a José, vendido pelos irmãos, mas assistido e libertado por Deus, para chegar a Moisés, que se torna instrumento de Deus para libertar o seu povo, mas encontra também e mais vezes a rejeição da sua gente. Nestes eventos narrados pela Sagrada Escritura, diante da qual Estevão demonstra estar em religiosa escuta, emerge sempre Deus, que não se cansa de ir ao encontro do homem apesar de encontrar frequentemente uma obstinada oposição. E isso no passado, no presente e no futuro.

Portanto, em todo o antigo testamento, ele vê a prefiguração da situação vivida pelo próprio Jesus, o Filho de Deus que se fez carne, que - como os antigos pais – encontra obstáculos, rejeição, morte. Estevão se refere ainda a Josué, a Davi e a Salomão, que estão relacionados à construção do templo de Jerusalém, e conclui com as palavras do profeta Isaías (66,1-2): “O céu é o meu trono e a terra escabelo dos meus pés. Como casa poderá construir-me, diz o Senhor, a qual será lugar do meu repouso? Não é porventura a minha mão que criou todas estas coisas?” (At 7,49-50). Na sua meditação sobre o agir de Deus na história da salvação, evidenciando a perene tentação de rejeitar Deus e a sua ação, ele afirma que Jesus é o Justo anunciado pelos profetas; nEle Deus mesmo se fez presente em modo único e definitivo: Jesus é o “lugar” do verdadeiro culto. Estevão não nega a importância do templo por um certo tempo, mas sublinha que “Deus não habita em construções feitas pela mão do homem” (At 7,48). O novo e verdadeiro templo no qual Deus habita é seu Filho, que assumiu a carne humana, é a humanidade de Cristo, o Ressuscitado que recolhe os povos e os une no Sacramento do Seu Corpo e do seu Sangue. A expressão a respeito do templo “não construído por mãos de homens”, se encotnra também na teologia de São Paulo e na Carta aos Hebreus: o corpo de Jesus, o qual Ele assumiu para sofrer ele mesmo como vítima do sacrifício para expiar os pecados, é o novo templo de Deus, o lugar da presença de Deus vivente; nEle Deus e homem, Deus e o mundo estão realmente em contato: Jesus toma sobre si todo o pecado da humanidade para levá-lo no amor de Deus e para queimá-lo neste amor. Aproximar-se da cruz, entrar em comunhão com Cristo, quer dizer entrar nesta transformação. E isto é entrar em contato com Deus, entrar no verdadeiro templo.

A vida e o discurso de Estevão de repente se interrompem com o apedrejamento, mas exatamente o seu martírio é o cumprimento da sua vida e da sua mensagem: ele se torna uma coisa só com Cristo. Assim a sua meditação sobre o agir de Deus na história, sobre a Palavra Divina que em Jesus encontrou seu pleno cumprimento, se torna uma participação à mesma oração da Cruz. Antes de morrer, de fato exclama: “Senhor Jesus, recebas o meu espírito” (At 7,59), apropriando-se das palavras do Salmo 31 v.6 e revivendo a última expressão de Jesus no Calvário: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (Luc 23,46); e enfim, como Jesus, grita em alto e bom som diante daqueles que o estavam apedrejando: “Senhor, perdoa-lhes os pecados” (At 7,60). Notamos que, se de um lado a oração de Estevão retoma aquela de Jesus, diferente é o destinatário, porque a invocação é dirigida ao próprio Senhor, isto é, a Jesus que ele contempla glorificado à direita do Pai: “Eis, contemplo os céus abertos e o Filho do homem que está à direita de Deus” (v.55).

Queridos irmãos e irmãs, o testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida. Podemos nos perguntar: de onde este primeiro mártir cristão trouxe forças para enfrentar os seus perseguidores e chegar à doação de si mesmo? A resposta é simples: do seu relacionamento com Deus, da sua comunhão com Cristo, da meditação sobre a história da salvação, do ver o agir de Deus, que em Jesus Cristo chegou ao cume. Também a nossa oração deve ser sempre nutrida pela escuta da Palavra de Deus, na comunhão com Jesus e sua Igreja.

Um segundo elemento: São Estevão vê preanunciada, na história do amor entre Deus e o homem, a figura e a missão de Jesus. Ele – o Filho de Deus – é o templo “não feito pela mão do homem” no qual a presença de Deus Pai se fez próxima ao ponto de entrar na nossa carne humana para levar-nos a Deus, para abrir-nos as portas do céu. A nossa oração, então, deve ser a contemplação de Jesus à direita de Deus, de Jesus como Senhor da nossa, da minha existência cotidiana. Nele, sob a guia do Espírito Santo, podemos também nos voltarmos a Deus, realizar um contato real com Deus com a confiança e o abandono dos filhos que se dirigem a um Pai que os ama em modo infinito. Obrigado.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Beatificação de João Paulo II completa 1 ano


João Paulo II ficou marcado por sua espontaneidade, simpatia, por ser um homem de profunda oração e grande amor pela vida humana

Há exatamente um ano, o Papa João Paulo II era beatificado por seu sucessor, Bento XVI, na Praça São Pedro, no Vaticano. A cerimônia, considerada uma das maiores da história da Igreja pelo número de pessoas, contou com a presença de cerca de um milhão e meio de peregrinos.

"João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica", afirmou o Papa Bento XVI na cerimônia de beatificação, em 1º de maio de 2011. "Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade", ressaltou.

O pregador da Casa Pontíficia desde 1980, frei Raniero Cantalamessa recordou, em entrevista à Canção Nova, os anos em que pregou para João Paulo II. "Eu tive o privilégio de, por 25 anos, pregar para este Papa, às sexta-feiras, durante a Quaresma... A primeira coisa que me impressionava em João Paulo II era sua humildade. Ele, o Papa, o mestre de toda a Igreja, encontrava tempo para escutar a pregação de um simples sacerdote", disse.

O frade relembra que, em uma ocasião, João Paulo II estava cumprindo uma visita apostólica na América Latina e por isso não pôde participar de duas pregações. "Quando voltou, veio a mim para pedir desculpas por ter faltado (...) Quantas vezes pedimos desculpas ao pároco de ter faltado na homilia de Domingo?", refletiu.

Outra característica de João Paulo II, destacada por Frei Cantalamessa, era sua capacidade de interiorização diante do Sagrado. "[Mesmo] quando estava sob o olhar de todas as câmeras do mundo se podia ver que ele mantinha um diálogo com um interlocutor invisível".

"[Ele] era uma pessoa extraordinária... como tantos sou muito feliz por esta glorificação de João Paulo II", destaca o frade capuchinho.

Apesar de ter apenas um ano como beato, os testemunhos de graças alcançadas por intercessão de João Paulo II são vários. O postulador da causa de canonização de João Paulo II, padre Slawomir Oder, disse recentemente que tem recebido numerosas indicações de graças atribuídas ao papa polonês, algumas seguramente interessantes.

Em breve, esses testemunhos serão submetidos a um estudo aprofundado para verificar a autenticidade e verificar se de fato poderão ser considerados milagres .

Segundo padre Oder, o processo está dependendo da confirmação de um "novo milagre" para ser concluído, com isso, João Paulo II será declarado santo.

Kelen Galvan
Da Canção Nova, com colaboração de Danusa Rego