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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Divulgado programa da visita de Bento XVI a Milão

Primeiro compromisso de Bento XVI acontecerá na Catedral de Milão, na foto acima

O programa da visita que o Papa fará a Milão, a capital da Lomardia, de 1 a 3 de junho, para o encerramento do Encontro mundial das familias foi divulgado na manhã desta terça-feira, 28, através de uma coletiva de imprensa promovida pela diocese da cidade.

O arcebispo de Milão, cardeal Angelo Scola e o presidente do Pontificio Conselho para a famílias, Cardeal Ennio Antonelli ilustraram aos jornalistas as etapas principais da visita milanesa de Bento XVI.

O programa

O Papa aterrisará em Milão por volta das 17h do dia primeiro de junho e logo em seguida, no Duomo, a catedral de Milão, se encontrará com o povo. Às 19h30, se transferirá para o Teatro alla Scala, para assistir ao concerto que será oferecido e ele. Entre os compromissos centrais de sábado, 2 de junho, o encontro com os crismandos em San Sito e às 20h30, a festa com as famílias de todo o mundo em Milão Parque Norte. No dia 3 de junho, ainda em Milão Parque Norte, Bento XVI presidirá a missa e ao final rezará a oração mariana do Angelus. Á tarde, saudará os organizadores do encontro mundial das famílias, antes de voltar para a Roma, cuja viagem está prevista para as 17h30.

Radio Vaticana em italiano
(Tradução: Mirticeli Medeiros - equipe do CN Notícias)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Seminário discute Vida Religiosa Consagrada

Vista parcial do público presente na abertura do Seminário Nacional da Vida Religiosa Consagrada, que reúne cerca de 400 pessoas


Teve início nesta quinta-feira, 23, o Seminário Nacional da Vida Religiosa Consagrada, realizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) em Itaici, Indaiatuba (SP). O evento, que termina na próxima segunda-feira, 27, e reúne 405 participantes de todo o Brasil, aborda o tema “Vida Religiosa: A loucura que Deus escolheu para confundir o mundo”.

O seminário começou com uma reflexão sobre a passagem bíblica que norteia as discussões: “A loucura que Deus escolheu para confundir o mundo” (1Cor 1,27). Em seguida, a integrante da equipe de reflexão bíblica da CRB Nacional, irmã Rejane Paiva, lançou um questionamento: “Como a Vida Religiosa Consagrada poderia ser sinal frente à sabedoria do mundo atual?”.

De acordo com irmã Rejane, a grande loucura de Jesus Cristo foi escolher, para estar com Ele, homens e mulheres sem instrução, sem prestígio e que, aos olhos da sociedade, eram nada. “Deus continua escolhendo gente limitada e fraca”, afirmou. Ela ressaltou que isso não significa fazer uma apologia à fraqueza, mas evidenciar o poder de Deus.

Realidade da Vida Religiosa Consagrada

A integrante da equipe de reflexão teológica da CRB, irmã Delir Brunelli, destacou a necessidade de contemplar a realidade social, política e de Igreja em que a Vida Religiosa Consagrada se situa hoje, com sabedoria e escuta. De acordo com ela, a escuta atenta foi a grande mestra de Jesus. “Jesus procurou sempre iniciar as pessoas no caminho da sabedoria”.
Ela finalizou sua intervenção no seminário sugerindo o texto de Provérbios, 17,22, como iluminação para a Vida Religiosa Consagrada: “O coração alegre ajuda a sarar as feridas, mas o espírito abatido seca até os ossos”.


Canção Nova com CRB Nacional

Dentro de um mês Bento XVI chega à América Latina


Bento XVI chegará ao México no dia 23 de março

De 23 a 28 de março, o Papa Bento XVI irá realizar uma viagem histórica a dois países relativamente distintos: México, um dos países mais católicos do mundo e Cuba, país socialista que desde 1992 alterou a sua denominação religiosa de ateu para Estado Laico, apesar de possuir maioria católica.

Bento XVI é o segundo Pontífice a visitar Cuba depois de João Paulo II, que, em 1998, recebeu o convite da Igreja local e do governo do País.

A um mês da visita, a América Latina aguarda ansiosa a chegada do Santo Padre, que cumpre sua segunda viagem apostólica internacional à América Latina, depois de ter visitado o Brasil, em 2007.

Em 12 de dezembro de 2011, o Sumo Pontífice celebrou uma Missa na Basílica de São Pedro, no dia de Nossa Senhora de Guadalupe para lembrar os 200 anos de independência do Continente.

Em entrevista à Rádio Vaticana, Gusman Carrichiry, secretário da Pontifícia Comissão para América Latina, explicou qual o caráter dessa visita, que promete reforçar a fé do povo latino e incentivar o envio para a nova evangelização do Continente.

"É significativo e simbólico que o coração da visita do Santo Padre ao México seja a Missa que presidirá no dia 24 de março justamente na Praça do Bicentenário. Esta será a ocasião para o Papa se dirigir explicitamente a toda a América Latina. (...) A visita a Cuba do 'peregrino da caridade', como foi chamado pelos bispos de Cuba, terá um caráter jubilar mariano, já que serão celebrados os 400 anos da descoberta da imagem da Virgem do Cobre. A presença de Maria é importante em todos esses lugares", destacou

Mirticeli Medeiros
Da Canção Nova

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Papa preside procissão e celebração com imposição das cinzas

A procissão e a Missa serão transmitidas pela Tv Canção Nova a partir das 13h30 (horário de Brasília)


Nesta quarta-feira, 22, Quarta-feira de Cinzas, o Papa Bento XVI presidirá a tradicional procissão penitencial pelas ruas de Roma.

A procissão sairá às 16h30 (no horário de Roma) da Igreja de Santo Anselmo, no monte Aventino, seguindo até a Basílica de Santa Sabina, e será transmitida pela Tv Canção Nova a partir das 13h30 (horário de Brasília).

No fim da procissão, na Basílica de Santa Sabina, o Santo Padre presidirá a Celebração Eucarística, que também será transmitida pela Tv Canção Nova. Na celebração, os fiéis receberão a imposição das cinzas.

Mensagem do Papa para Quaresma de 2012

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras»
(Heb 10, 24)


Irmãos e irmãs!

A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.

Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da fé» (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.

1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.

O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e, todavia, são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).

A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.

O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje se é muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.

2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.

O fato de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de considerá-la na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.

Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e onipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).

3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.

Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.

Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua.

Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).

Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 3 de Novembro de 2011


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade 2012 será lançada oficialmente pela CNBB


A 49ª edição da Campanha da Fraternidade destaca a saúde pública e suas variantes


O lançamento Oficial da Campanha da Fraternidade 2012 será feito na sede da CNBB em Brasília, nesta quarta-feira, 22 (Quarta-feira de Cinzas), às 14h.

Esta 49ª edição destaca a saúde pública e suas variantes, com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8).

Segundo a CNBB, a CF de 2012 refletirá o cenário da saúde no Brasil, conscientizando o Governo da precariedade dos hospitais e mobilizando a sociedade civil para reivindicar melhorias.

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, agentes da pastoral da saúde e profissionais da saúde estarão presentes no lançamento que será feito pelo secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Na quarta-feira, será apresentado um vídeo breve sobre a Campanha e ainda a prestação de contas da Campanha da Fraternidade de 2011 mostrando onde foram aplicados os recursos recolhidos.

“Nós pedimos que os projetos fomentem ações transformadoras segundo o tema da Campanha. Neste ano, queremos dar voz ao povo que tem tido muita dificuldade no atendimento na saúde pública”, explica o secretário-executivo da CF, padre Luis Carlos Dias.

Além de um atendimento de saúde mais humanizado e melhor atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) a Campanha deste ano quer chamar a atenção da população para a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e ainda valorizar os agentes das pastorais da saúde que com dedicação trabalham voluntariamente.

“Esperamos que a Campanha fomente o espírito fraterno para com as pessoas doentes e idosos, pensando que o Brasil está num processo de transição demográfica onde a população está envelhecimento”, salienta o secretário.

Nas diversas dioceses do Brasil, o lançamento será feito a partir da quarta-feira até o domingo, 26. O texto de apresentação da CF 2012 e outros materiais referentes à Campanha estão disponíveis no site da CNBB.

Nicole Melhado
Da Canção Nova, com colaboração de Kelen Galvan

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ensino religioso nas escolas auxilia formação integral dos alunos

Dom Eurico dos Santos Veloso foi o bispo referencial para o Ensino Religioso na CNBB e professor durante 35 anos


O arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG), Dom Eurico dos Santos Veloso, que foi o bispo referencial para o Ensino Religioso na CNBB e professor durante 35 anos, explicou, em entrevista ao jornal "O testemunho da fé" da Arquidiocese do Rio de Janeiro, a importância do ensino religioso nas escolas.

Segundo ele, o ensino religioso nas escolas é diferente da catequese ensinada nas igrejas, pelo contrário, a própria Igreja defende um ensino de acordo com o que é proposto pela Constituição Federal.

"Nós podemos ajudar cada aluno a despertar para ser uma pessoa temente a Deus, colocando isso na sua vida, como cidadão, na sua formação integral, e não apenas uma dimensão doutrinária", explicou.

Leia a entrevista na íntegra:

Por que a pressão contra o ensino religioso nas escolas?

Dom Eurico – É um absurdo. A escola deve formar o educando na sua totalidade. A religiosidade é algo que nasce conosco, nenhum ser humano nasce sem esse sentido religioso. Até mesmo o ateu tem alguma coisa de religioso na sua vida.

Por que algumas pessoas confundem o ensino religioso com a catequese?

Dom Eurico – Existem grupos que não entendem o que é ensino confessional, confundindo com a catequese nas igrejas. Nós defendemos o ensino religioso escolar como é proposto pela Constituição. Com isso, nós podemos ajudar cada aluno a despertar para ser uma pessoa temente a Deus, colocando isso na sua vida, como cidadão, na sua formação integral, e não apenas uma dimensão doutrinária.

Qual é o objetivo do ensino religioso que a Igreja defende nas escolas?

Dom Eurico – Nós queremos um cidadão que olhe para cima, mas que também tenha o pé no chão e que olhe para o seu próximo, sabendo tornar próximo aquele que está longe também. A dimensão da solidariedade, da fraternidade, do amor, do perdão, da justiça, da amizade e da paz deve estar impregnada em qualquer cidadão.

Por isso que hoje o mundo inteiro se preocupa em dar na escola uma dimensão da paz. Como que se pode dar a dimensão da paz sem falar do religioso que está em cada um de nós? A verdade, a justiça, a paz e a solidariedade são temas do ensino religioso, que é uma dimensão essencial do ser humano.

Da Canção Nova, com Arquidiocese do Rio de Janeiro

Aprovada a ladainha dos Beatos de Fátima

Francisco e Jacinta Marto, dois dos três Pastorinhos de Fátima que são celebrados pela Igreja Católica no dia 20 de fevereiro


Em ocasião do 92º aniversário de morte da beata Jacinta Marto, o bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, aprovou nesta segunda-feira, 20, a oração oficial aos pastorinhos beatos de Fátima: Francisco e Jacinta Marto. A ladainha foi rezada pela primeira vez na noite deste domingo, 19, durante vigília realizada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Para a composição da ladainha, foram utilizados a homilia de João Paulo II na cerimônia de Beatificação dos Veneráveis Francisco e Jacinta; a Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa sobre a Beatificação dos Pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta Marto, e as Memórias da Irmã Lúcia, além de textos litúrgicos.

O programa da Festa dos Beatos Francisco e Jacinta Marto começou na Capelinha das Aparições, com a recitação do Rosário. Depois de uma procissão que levou duas telas dos beatos da Capelinha das Aparições até a Igreja da Santíssima Trindade, o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas, presidiu a celebração eucarística, em que todas as crianças presentes foram convidadas a subir no altar para receberem as bênçãos de Deus.

Na homilia, padre Carlos lembrou que a santidade é possível a todos. “A santidade não é, de fato, um privilégio reservado a alguns eleitos: todos somos chamados a ser santos. Se hoje a santidade parece pouco atrativa, é sobretudo porque quando falamos de santos, pensamos em figuras exóticas, em pessoas estranhas e com vidas ainda mais estranhas.

Ele também ressaltou que a imagem que se tem dos santos muda quando se olha para o testemunho de vida dos Pastorinhos Beatos de Fátima. “Nos Pastorinhos, a santidade adquire, para nós, um rosto familiar, próximo e, sobretudo, possível”, disse. Ele completou dizendo que esse exemplo contribui para a compreensão de que a santidade seja a vocação de todo o cristão.

Programação

Este ano, a programação da Festa dos Beatos Francisco e Jacinta Marto foi entendida. Além da procissão e da missa realizadas pela manhã, outras atividades estão programadas para o período da tarde, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. São elas:
- Conferência sobre a temática dos Pastorinhos, proferida por Maria Luísa Malato, Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
- Apontamento musical pela Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima
- Apresentação da publicação “Francisco e Jacinta Marto: candeias que Deus acendeu” - catálogo das exposições comemorativas do centenário dos nascimentos dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.

CN Notícias, com Santuário de Fátima

"Confiemos os novos cardeais à proteção de Maria", diz Papa


A fé orienta-se para o amor', afirma Bento XVI durante a missa presidida por ele ontem, domingo, 19, diante dos 22 novos cardeais


O Papa Bento XVI celebrou ontem, domingo, 19, a missa da Solenidade da Cátedra de São Pedro, também em ação de graças pelos 22 novos cardeais criados sábado, 18, durante o Consistório Público realizado na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Durante a homilia, o Santo Padre fez uma explicação sobre o sentido do chamado de Pedro que foi citado por Jesus como a "rocha" que conduziria a Igreja de todos os tempos. A partir dessa reflexão, o Pontífice falou sobre a fé professada que deve gerar a vivência da caridade.

"Com efeito, o fato de presidir na fé está inseparavelmente ligado à presidência no amor. Uma fé sem amor deixaria de ser uma fé cristã autêntica", disse.

Bento XVI também falou sobre a essência da Igreja, que segundo ele, baseia-se sobre a vivência da caridade e sobre a Palavra de Deus.

"A Igreja é o lugar onde Deus "chega" a nós e de onde nós "partimos" para Ele. A este mundo que tende a fechar-se a si próprio, a Igreja tem a missão de o abrir para além de si mesmo e levar-lhe à luz que vem do Alto e sem a qual se tornaria inabitável", enfatizou.

Ao final da homilia, o Santo Padre pediu que os cardeais seguissem com esmero a vivência da caridade que segundo ele, deve orientá-los durante no ministério pastoral.

"Amados irmãos e irmãs, a nós, a cada cristão, está confiado o dom deste amor: um dom que deve ser oferecido com o testemunho da nossa vida. Esta é de modo particular a vossa missão, venerados Irmãos Cardeais: testemunhar a alegria do amor de Cristo", pediu.Após o Consistório Público do último sábado, 18, no Vaticano, no qual foram criados 22 novos cardeais, o Colégio Cardinalício passa a ser composto por 213 cardeais, dos quais 125 com até 80 anos são eleitores num eventual Conclave. Já os não-eleitores, ou seja, aqueles com idade superior aos 80 anos, somam agora 88.

Bento XVI criou 62 cardeais nos três Consistóri
os realizados durante seu pontificado. Os atuais membros do Colégio Cardinalício vêm de 71 países e sua distribuição geográfica é a seguinte:

Europa – 119
América do Norte (EUA e Canadá) – 21
América Latina – 32
África – 17
Ásia – 20

Angelus de Bento XVI - 19/02/2012


Praça de São Pedro - Vaticano
19/02/2012

Queridos irmãos e irmãs!

Este domingo é particularmente festivo aqui no Vaticano, por causa do Consistório, que aconteceu ontem, no qual criei 22 novos cardeiais. Com eles, tive a alegria, esta manhã, de concelebrar a Eucaristia na Basílica de São Pedro, ao redor da Tumba do Apóstolo que Jesus chamou para ser a "pedra" sobre a qual construir a sua Igreja (Mt 16,18). Por isso, convido todos vocês a unirem também a vossa oração por esses veneráveis irmãos, que agora estão ainda mais empenhados em colaborar comigo na direção da Igreja Universal e a dar testemunho ao Evangelho até o fim da própria vida. Isto significa a cor vermelha das vestes deles: a cor do sangue e do amor. Alguns deles trabalharão em Roma, a serviço da Santa Sé; outros são pastores importantes nas Igrejas diocesanas; outros são distintos pela longa e importante atividade de estudo e ensino. Agora fazem parte do Colégio que mais diretamente auxilia o Papa no seu ministério de comunhão e de evangelização: os acolhemos com alegria, recordando aquilo que disse Jesus aos doze apóstolos: "Quem quer ser o primeiro entre vós, será servidor de todos. Também o Filho do Homem de fato, não veio para ser servido, mas para servir e dar a própria vida para o resgate de muitos" (Mc 10,44-45).

Este evento eclesial se coloca-se na festa da Cátedra de São Pedro, antecipada para hoje, porque no dia 22 de fevereiro, data da festa, será a quarta-feira de cinzas, início da Quaresma. A cátedra é a poltrona reservada ao bispo, da qual é derivado o nome catedral, a igreja na qual o bispo preside a liturgia e ensina o povo. A Cátedra de São Pedro, representada no fundo da Basílica Vaticana por uma monumental escutura de Bernini, é simbolo da especial missão de Pedro e dos seus Sucessores de pastorear o rebanho de Cristo conduzindo-o unido na fé e na caridade. Desde o inicio do segundo século, Santo Inácio de Antioquia atribuia à Igreja de Roma um singular primado, saudando-a, na sua carta aos romanos, como aquela que "preside a caridade". Tal especial papel de serviço atribuido à Igreja Romana e ao seu bispo provém do fato que nesta cidade foi derramado o sangue dos Apóstolos Pedro e Paulo, além de numerosos mártires. Retornemos, assim, ao testemunho do sangue e da caridade. A Cátedra de Pedro, portanto, é sinal de autoridade, mas daquela de Cristo, baseada sobre a fé e sobre o amor.

Caros amigos, confiemos os novos cardeais à materna proteção de Maria Santíssima, para que os assista sempre no seu serviço eclesial e os sustente nas provas. Maria, Mãe da Igreja, ajude a mim e aos meus colaboradores a trabalhar incansavelmente pela unidade do Povo de Deus e para anunciar a todas as gentes a mensagem de salvação, cumprindo humildemente e corajosamente o serviço da verdade na caridade.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Arcebispo comenta políticas para combate às armas ilícitas


Dom Francis Chullikatt, que ressaltou a necessidade de ação conjunta da comunidade internacional para combater o comércio ilícito de armas


Nesta segunda-feira, 13, o observador permanente da Santa Sé ante as Nações Unidas, arcebispo Francis Assisti Chullikatt, participou da quarta sessão do Comitê Preparatório da Conferência das Nações Unidas sobre o Tratado do Comércio de Armas, em curso em Nova York.

O arcebispo comentou a necessidade de uma ação conjunta entre os diversos membros da comunidade internacional para que o problema do comércio ilícito de armas seja resolvido. Ele também disse que o Tratado deve se voltar, também, para o desarmamento do comércio ilegal internacional.

“Com os outros estados e vários membros da comunidade internacional, a Santa Sé compartilha da convicção de que o principal objetivo do Tratado não deveria somente regulamentar o comércio de armas convencionais, mas sim, acima de tudo, o desarmamento do comércio ilegal internacional”, disse o arcebispo.

Dom Chullikatt também enumerou algumas das consequências a que a humanidade está submetida com um comércio de armas sem regras e transparência. “Retardamento do desenvolvimento integral do homem, aumento do risco de instabilidade e conflito, prejuízo ao processo de paz e a cultura da violência e criminalidade é facilitada. Ações responsáveis, compartilhada por todos os membros da comunidade internacional, são necessárias para resolver essa realidade problemática. Isso inclui Estados e organizações internacionais, organizações não-governamentais (ONGs) e o setor privado”.

Medidas
O arcebispo continuou ressaltando a necessidade de um forte, efetivo e credível sistema de instrumentos legais para regular e melhorar a transparência no comércio de armas convencionais e munições, incluindo o comércio e licenciamento de tecnologias para sua produção. Como garantia disso, dom Chullikatt identificou cinco aspectos a serem considerados:

1 – “O escopo do Tratado deve ser amplo, compreendendo não apenas as sete categorias de armas que o registro da ONU de armas convencionais considera, mas também armas pequenas e armamentos leves, com suas respectivas munições.

2 – “O critério para aplicação do Tratado deve manter referências aos direitos humanos, lei humanitária e desenvolvimento. Essas são três áreas em que o impacto do comércio ilegal de armas é particularmente prejudicial”.

3 – “O sucesso do Tratado vai depender de sua habilidade em promover e reforçar a cooperação internacional e assistência entre os Estados”.

4 – “Disposições relacionadas à assistência às vítimas têm que ser mantidas e, se possível, fortalecidas, dando atenção também à prevenção da proliferação de armas ilícitas, reduzindo a demanda por armas que, muitas vezes, alimentam o mercado ilícito. Nessa perspectiva, parece oportuno introduzir referências ao Tratado em processos educativos e programas de conscientização pública”.

5 – “Mecanismos de revisão e atualização do Tratado devem ser fortes e credíveis, capazes de incorporar rapidamente novos desenvolvimentos na matéria do Tratado, que deve permanecer aberto para futuros desenvolvimentos tecnológicos”.

Da CN Notícias, com Serviço de Informação do Vaticano

Cardeais fazem retiro preparatório ao lado de Bento XVI


A partir de amanhã, 18, o colégio cardinalício será composto por 213 cardeais


Em preparação ao Consistório que criará 22 novos cardeais amanhã,18, acontece hoje, 17, no Vaticano, o dia de reflexão e oração com o Colégio cardinalício e os cardeais nomeados. O momento contou com a partipação de Bento XVI às 10h, horário de Roma, 7h no horário de Brasília, que rezou com os cardeais a hora média da Liturgia das horas.

O momento acontece na Aula do Sínodo e terminará ainda hoje com a oração das vésperas no final da tarde. A meditação que traz o tema "O anúncio do Evangelho hoje, entre a missio ad gentes e a nova evangelização" será conduzida pelo arcebispo de Nova Iorque, Timothy Dolan. Logo em seguida Dom Rino Fisichella, presidente do Pontificio Conselho para a Nova evangelização falará um pouco sobre o ano da fé, convocado por Bento XVI no ano passado, o qual se iniciará em outubro deste ano.

Com o Consistório de amahhã, a Igreja Católica passará a ter 213 cardeais, entre os quais, 125 serão eleitores.

Mirticeli Medeiros com Rádio Vaticana

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Simpósio reúne bispos europeus e africanos em Roma


Cerca de 70 bispos delegados das Conferências Episcopais da África e da Europa devem participar do simpósio

Bispos da Europa e da África se reúnem a partir desta segunda-feira, 13, em Roma para o Segundo Simpósio dos Bispos Europeus e Africanos. Este ano, o tema do evento é “Evangelização hoje: comunhão e colaboração pastoral entre a África e a Europa”. O simpósio termina nesta sexta-feira, 17, com uma peregrinação no Santuário do Rosto Sagrado, em Manoppello.

Participam do simpósio cerca de 70 bispos delegados das Conferências Episcopais da África e da Europa e alguns representantes da Santa Sé e de organismos parceiros, como a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre.

Nos últimos anos, bispos africanos e europeus debateram temas como a escravidão, as migrações e a ação missionária da Igreja. Já para este ano, a proposta é avaliar as discussões feitas até agora, examinar a comunhão pastoral entre Europa e África nos dias de hoje e procurar áreas de colaboração para o futuro.

Além dessas discussões, o simpósio lançará uma perspectiva para o próximo Sínodo dos Bispos, que será realizado em outubro deste ano no Vaticano, com o tema "A nova evangelização para a transmissão da fé cristã".

Ao final do Simpósio, dia 16, os participantes serão recebidos pelo Santo Padre Bento XVI após uma missa na Basílica de São Pedro.

Subtemas
Bispos especialistas das duas organizações continentais apresentarão alguns subtemas durante os cinco dias do simpósio. São eles:
- Quem são os homens e mulheres na África e na Europa que a Igreja foi convidada a evangelizar? Uma abordagem antropológica e teológica. O fiel, a pessoa em busca, a pessoa que afirma não crer.
- A missão da Igreja: anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo aos homens e mulheres de hoje na África e na Europa. O encontro pessoal com Cristo. Conversão.
- Comunhão e colaboração pastoral entre a África e a Europa – promover relações concretas: entre paróquias e Dioceses, jovens, famílias, etc.
- O caminho a ser seguido para uma colaboração mais profícua entre CCEE e SCEAM.

Canção Nova, com Agência Fides e Gaudim Press

Morre o bispo de São José dos Pinhais, Dom Ladislau Biernaski


O lema de Dom Ladislau era “Ele é a nossa paz”.

Na manhã desta segunda-feira, 13, às 11h30, morreu o bispo de São José dos Pinhais (PR), Dom Ladislau Biernaski. O bispo estava internado por conta de um câncer, e devido à múltipla falência dos órgãos, veio a óbito nesta manhã.

O velório será realizado às 9h, na próxima quarta-feira, 15, na Catedral de São José dos Pinhais. A cerimônia será presidida pelo arcebispo de Curitiba (PR), Dom Moacyr José Vitti.

Dom Ladislau Biernaski, 74 anos, nasceu 1937 em Almirante Tamandaré (PR). Sua Ordenação Presbiteral se deu no dia 06 de julho de 1963, em Curitiba (PR), e a Ordenação Episcopal foi no dia 27 de maio de 1979, em Roma, Itália.

Dom Biernaski foi bispo auxiliar de Curitiba (PR), do ano de 1979 a 2006. Ele também foi responsável por diversas Pastorais Sociais no Brasil, como a Pastoral Operária, Comissão Pastoral da Terra (onde foi vice-presidente de 1997 à 2003, e atual presidente), Pastoral Carcerária (1979) e Pastoral do Menor (1988). Em sua larga atuação no Regional Sul 2, foi membro da presidência (1999) e secretário executivo (2007).

CNBB

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bento XVI no Angelus: Deixemo-nos tocar e purificar por Cristo


◊ Cidade do Vaticano (RV) – O resquício da neve pelas ruas da cidade de Roma não impediu que inúmeros fiéis e peregrinos viessem à Praça S. Pedro para ver e ouvir o Papa rezar o Angelus dominical.

Na alocução que precedeu a oração mariana, Bento XVI comentou o Evangelho deste domingo, que mostra Jesus em contato com a forma de doença considerada, naquele tempo, a mais grave, a ponto de tornar a pessoa "impura" e de exclui-la das relações sociais: a lepra.

Enquanto Jesus pregava pelos vilarejos da Galileia, um leproso veio ao seu encontro e disse: "Se queres, tens o poder de purificar-me!". Jesus não fugiu ao contato com aquele homem, pelo contrário, movido de compaixão, estendeu a mão e o tocou – superando a proibição – e lhe disse: "Eu quero, sê purificado!".

"Neste gesto e nas palavras de Cristo há toda a história da salvação, está encarnada a vontade de Deus de nos curar, de nos purificar do mal que nos desfigura e que prejudica as nossas relações."

Neste contato entre a mão de Jesus e o leproso, toda barreira entre Deus e a impuridade humana é abatida, não certamente para negar o mal, mas para demonstrar que o amor de Deus é mais forte do que todo mal. "Jesus se fez 'leproso' para que nós fôssemos purificados" – explicou o Pontífice.

E citou a experiência de S. Francisco, que só se sentiu purificado quando venceu seu temor e abraçou um leproso. Naquele momento, disse o Papa, Jesus curou Francisco da lepra, ou seja, do seu orgulho, e o converteu ao amor de Deus. "Eis a Vitória de Cristo, que é a nossa cura profunda e a nossa ressurreição e vida nova!"

Por fim, Bento XVI recordou que no sábado (11 de fevereiro) a Igreja recordou Nossa Senhora de Lourdes:

"A Santa Bernardette, Nossa Senhora entregou uma mensagem sempre atual: o convite à oração e à penitência. Por meio de sua mãe, é sempre Jesus que nos vem ao encontro, para nos libertar de toda doença do corpo e da alma. Deixemo-nos tocar e purificar por Ele, e usemos misericórdia com os nossos irmãos!"

O Papa se despediu dos fiéis na Praça S. Pedro, fazendo votos a todos de um bom dia e de uma boa semana e falou: "Sem neve no próximo domingo!"

(BF)


Papa: situação "dramática e preocupante" na Síria. Crianças entre as vítimas

◊ Cidade do Vaticano (RV) – Chega de violência e de derramamento de sangue na Síria. Este é o apelo feito na manhã deste domingo por Bento XVI, após a oração mariana do Angelus.

"Acompanho com muita apreensão os dramáticos e crescentes episódios de violência na Síria. Nos últimos dias, esses episódios provocaram inúmeras vítimas. Recordo na oração as vítimas, entre as quais estão algumas crianças, os feridos e os que sofrem as consequências de um conflito sempre mais preocupante", disse o Papa.

O Pontífice renova seu apelo pelo fim da violência e convida todos, e primeiramente as autoridades políticas na Síria, a privilegiarem a via do diálogo, da reconciliação e do empenho pela paz.

"É urgente responder às legítimas aspirações dos diversos membros da Nação, assim como aos auspícios da comunidade internacional, preocupada com o bem comum de toda a sociedade e da região."

A repressão do regime de Bashar el Assad já provocou pelo menos 67 mortos. Na tarde deste domingo, está prevista uma reunião dos ministros das Relações Exteriores árabes, para discutir o envio de uma missão conjunta de observadores entre a Liga Árabe e a ONU.

Eis o texto do apelo de Bento XVI

Queridos irmãos e irmãs!
Acompanho com muita apreensão os dramáticos e crescentes episódios de violência na Síria. Nos últimos dias, esses episódios provocaram inúmeras vítimas. Recordo na oração as vítimas, entre as quais estão algumas crianças, os feridos e os que sofrem as consequências de um conflito sempre mais preocupante. Além disso, renovo meu forte apelo a pôr fim à violência e ao derramamento de sangue. Por fim, convido todos – e primeiramente as autoridades políticas na Síria - a privilegiarem a via do dialogo, da reconciliação e do empenho pela paz. É urgente responder às legítimas aspirações das diversos membros da Nação, assim como aos auspícios da comunidade internacional, preocupada do bem comum de toda a sociedade e da região.


Diversidade religiosa no Brasil

◊ Rio de Janeiro (RV) - Conclui-se este domingo, no Rio de Janeiro, o curso sobre "Diversidade religiosa no Brasil". Promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, o curso está sob os cuidados do Bispo diocesano da Barra do Piraí/Volta Redonda, Dom Francisco Biasin.

O curso se insere no III Simpósio de formação ecumênica e no XV Encontro de professores de ecumenismo e de diálogo inter-religioso. Os objetivos são compreender os aspectos determinantes do pluralismo eclesial e religioso no Brasil, capacitar agentes de pastoral e professores do ensino religioso em escolas públicas e particulares.

Para Dom Francisco Biasin, citado pelo jornal L'Osservatore Romano na edição deste domingo, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso vivem uma nova fase no Brasil, e o encontro foi organizado não somente para oferecer uma formação teológica para compreender essa nova fase, mas sobretudo para indicar os caminhos pastorais com os quais favorecer o diálogo nas comunidades locais.

Segundo o Assessor dessa Comissão, Pe. Elias Wolff, o crescente pluralismo eclesial e religioso da nossa sociedade oferece uma extraordinária oportunidade para desenvolver o respeito, o acolhimento, o diálogo e a cooperação ecumênica e inter-religiosa. Este Simpósio, afirma Pe. Elias, deve ser um momento para indicar as diretrizes com as quais construir uma formação em campo ecumênico adequada, capaz de aprofundar o conhecimento daquilo que já foi feito não somente no Brasil nos anos que nos separam desde a conclusão do Concílio Vaticano II.

Para o jornal vaticano, se trata de um desafio que a CNBB enfrenta tendo na bagagem uma tradição que foi incorporada logo após o evento conciliar, pois já em 1966 a dimensão ecumênica consta nos planos pastorais. Nos últimos anos, todavia, essa dimensão mudou o seu perfil, sobretudo com o surgimento de novas comunidades cristãs.


Igreja greco-melquita lança apelo aos políticos na Síria e no Egito pelo fim da violência


◊ Raboué (RV) - O Sínodo da Igreja greco-melquita católica lançou um apelo às consciências dos políticos na Síria e no Egito e a seus opositores para que cesse a violência e que as partes em conflito recorram ao diálogo sob a égide da comunidade internacional e dos países da Liga Árabe.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, após o encerramento do Sínodo (que se realizou de 6 a 8 de fevereiro, em Raboué – Líbano), os representantes da Igreja greco-melquita fazem votos de que o diálogo entre os países do Oriente Médio conduza a uma paz duradoura, construída sobre a justiça, a democracia e a liberdade.

Entre os temas em debate na Assembleia, falou-se do encontro entre cristãos e muçulmanos que se realizou em Beirute em 7 de fevereiro, do qual participou o Patriarca Gregorios III, e dos pedidos apresentados ao governo libanês para que as necessidades da população prevaleçam sobre os interesses pessoais dos políticos.

O próximo Sínodo da Igreja greco-melquita católica será inaugurado em 18 de junho em Aïn-Traz, no Líbano.


Bispo grego recorre ao Papa e denuncia situação social "trágica"


◊ Atenas (RV) - O Presidente da Conferência Episcopal da Grécia, Dom Fragkiskos Papamanolis, lançou um apelo ao Papa Bento XVI para que intervenha a favor da população grega, que se encontra numa "trágica situação social" devido às medidas de austeridades aplicadas pelo governo.

"Faço votos de que o meu apelo chegue ao Papa", declarou Dom Papamanolis ao jornal italiano 'Il Messaggero'. "Necessitamos de ajudas para assistir as pessoas, acrescentou, recordando as dificuldades que enfrentam, por exemplo, os hospitais, que neste inverno estão sem a calefação e sem medicamentos, enquanto algumas dioceses são obrigadas a vender propriedades para pagar os novos impostos.

Dom Papamanolis convidou as igrejas católicas em outros países europeus a demonstraram solidariedade: "Informamos inclusive a Congregação para as Igrejas Orientais, lançamos apelos e estamos aguardamos respostas".

A Grécia vive dias de tensão, pois um dos partidos que formam a coligação do Governo se recusa a aprovar no Parlamento as medidas de austeridade que o Executivo concordou com a União Europeia.

À indefinição política, se acrescentam os violentos protestos populares nas ruas de Atenas.
(BF)


Reflexão para 6º Domingo do tempo comum: ser livre é ser responsável


◊ Cidade do Vaticano (RV) - A primeira leitura nos fala do preconceito a alguém que é portador de alguma doença. Na época era a lepra, hoje poderia ser a AIDS. O importante é refletirmos sobre nossas atitudes e as de nossos contemporâneos em relação aos enfermos de nosso tempo.

Vejamos como Jesus vai se comportar nessa temática. Marcos, em seu evangelho, nos relata uma cena onde um leproso se aproxima do Senhor e lhe pede a cura. O Mestre o toca e o cura.

Temos dois atores em cena: o leproso e Jesus. O leproso verdadeiramente quer ser curado. Entre obedecer às normas rituais e quebrá-las para se aproximar do Senhor, ele opta por essa segunda. Seu desejo de cura e sua fé no poder do Senhor são mais fortes que as prescrições judaicas. Se está contaminado por uma doença socialmente marginalizante, é porque mereceu essa marca por algo errado que cometeu e somente o sacerdote poderá libertá-lo dessa pecha. É o reflexo do espiritual no físico, assim pensavam essas pessoas.

Jesus, ao mesmo tempo misericordioso e fraterno, quebra a visão de uma religiosidade preconceituosa em que o leproso é visto como impuro. O Senhor se aproxima, o toca, e o cura. O Senhor se mostra maior que os sacerdotes, pois de fato liberta o homem de sua doença e de sua culpa.

A segunda leitura, tirada da Carta de São Paulo aos Coríntios, nos ensina a sermos livres. E ser livre para Paulo é ser responsável, fazendo tudo em prol da salvação de todos e não pensando em vantagens para si mesmo.

Jesus é livre, é responsável, pois rompe com tabus para libertar um filho de Deus.

Queridos irmãos, ouvintes da Rádio Vaticano, até onde somos livres? Até onde enfrentamos preconceitos, medos, temores, para sermos irmãos? Até onde nos acomodamos para que nossa vida calma e tranqüila continue, mesmo que essa atitude guarde nosso egoísmo, proteja nosso prestígio, tudo em prejuízo do amor fraterno, do amor ao Senhor que se identificou com o humilhado e com o sofredor?


CPT: morte de Ir. Dorothy "irrompeu com a força da ressurreição"


◊ Belém (RV) - Neste domingo, 12 de fevereiro, recorrem os sete anos do assassinato da missionária estadunidense Dorothy Stang. Sua luta por justiça ainda ecoa na floresta e entre os amazônidas. A presença de irmã Dorothy multiplicou-se. "Sua morte irrompeu com a força da ressurreição. Sua ação, humilde e desconhecida, pequena e quase isolada, expandiu-se por todos os cantos do Brasil, conquistando corações e mentes e ganhou as dimensões do mundo" – lê-se no site da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O assassinato de Ir. Dorothy Stang, no dia 12 de fevereiro de 2005, ocorreu no município de Anapu (PA), na área onde se aplicava um projeto de desenvolvimento sustentável PDS que aliava a produção familiar com a defesa do meio ambiente, como a missionária propugnava e defendia.

As investigações da polícia federal apontaram para uma ação envolvendo um consórcio de fazendeiros e madeireiros interessados na eliminação desta missionária. Os executores do assassinato, Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista e o intermediário Amayr Feijoli da Cunha, o Tato, foram julgados e condenados num processo muito rápido para a morosidade da justiça paraense. Um dos mandantes, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado a 30 anos de prisão, em 2007, porém, menos de um ano depois, em segundo julgamento, foi absolvido. Julgado novamente em abril de 2010, foi condenado, após 15 horas de julgamento, a 30 anos de prisão em regime fechado. Em outubro de 2011 ganhou o direito de cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto.

O outro acusado de ser mandante, Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, esteve preso durante um ano, mas foi solto, pouco depois, por habeas corpus emitido pelo Supremo Tribunal Federal. Julgado novamente em 2010, Regivaldo também foi condenado a 30 anos de prisão. O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), ao rejeitar a apelação, decretou sua prisão cautelar. Um pedido de habeas corpus foi feito para que o réu pudesse permanecer em liberdade até o julgamento do último recurso contra a condenação. Este foi negado na segunda feira, 06 de fevereiro, pelo relator do caso, desembargador convocado Adilson Vieira Macabu, que considerou não haver elementos que justificassem sua libertação.

As outras medidas governamentais não surtiram o efeito proclamado. Pior do que isso, em 2008 e 2009, o governo federal publicou as medidas provisórias 422 e 458 que acabam regularizando a grilagem de terras na Amazônia em áreas de até 1500 hectares. Com o discurso de propor um ordenamento jurídico para a ocupação da Amazônia, pavimenta-se, na realidade, o caminho para a ampliação do agronegógio, com suas monoculturas predatórias e voltadas para a exportação. Além disso, o projeto de reformulação do Código Florestal e a aberração com nome de Belo Monte, abrirão grandes feridas na Amazônia de Dorothy, de Chico Mendes e de tantos outros e outras, cujo sangue semeia e fertiliza as terras amazônicas. Em 2011, essa mesma realidade vitimou, também, José Cláudio e Maria do Espírito Santo, assassinados por defender a floresta e a convivência harmônica dos povos com ela.

Passados sete anos, o que impressiona é que a presença de Dorothy, antes confinada a Anapu, multiplicou-se. A irradiação do seu sorriso contagia pessoas no mundo todo. Sua morte irrompeu com a força da ressurreição. Sua ação, humilde e desconhecida, pequena e quase isolada, expandiu-se por todos os cantos do Brasil, conquistando corações e mentes e ganhou as dimensões do mundo.

Dom Erwin Kräutler, o bispo do Xingu, em cuja diocese Dorothy exercia seu trabalho pastoral, disse na missa do quarto aniversário de sua morte: “O sangue derramado engendrou uma luta que nunca mais parou. Sepultamos os mártires, mas o grito por uma sociedade justa e pela defesa do meio-ambiente tornou-se um brado ensurdecedor.”

Em vários lugares do Brasil serão realizadas celebrações para lembrar os sete anos sem irmã Dorothy.


Da redação: espaço dos ouvintes e leitores

◊ Cidade do Vaticano (RV) – Bem-vindos ao espaço dedicado aos ouvintes e leitores do Programa Brasileiro da Rádio Vaticano!

Álex Robert, de Duas Estradas, na Paraíba, nos enviou um e-mail dizendo que ainda não havia recebido o cartão QSL que confirma os dados da recepção feita por ele via ondas curtas do nosso sinal. Álex, as coordenadas estão certas e em breve nossa correspondência deve chegar. Abraços e continue sintonizado.

Maria Encarnação, de São José dos Campos, São Paulo, mandou uma carta agradecendo a última correspondência que enviamos para ela. Maria, muito obrigado, continue acompanhando a nossa programação.

De Campo Mourão, Paraná, chegou a carta de Irmã Alvani da Cunha Chagas. Ela agradece o nosso postal e lembra que está em tratamento e pede orações. Conte conosco, Irmã Alvani.

O Professor Cláudio de Oliveira Carvalho, de Timon, no Maranhão, nos enviou uma carta cheia de surpresas, entre elas adesivos da bandeira do Brasil que fizeram muito sucesso aqui na redação. Obrigado Professor, siga a Rádio Vaticano também pelo nosso site.

Para finalizar, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Gilda Bordin nos mandou uma carta com um livro muito bonito com fotos e histórias do estado gaúcho. Gilda, obrigado! Os sulistas aqui do Programa Brasileiro agradecem a lembrança!

Em breve, todos os ouvintes e leitores que citamos vão receber lembranças da Rádio Vaticano.


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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cardeal africano aplicará exercícios espirituais para Bento XVI

Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya estará à frente do retiro de Quaresma aplicado ao Papa e à Cúria Romana

De 26 de fevereiro a 3 de março serão suspensas as catequeses das quartas-feiras e todas as audiências com o Papa Bento XVI. O Pontífice juntamente com toda a Cúria Romana iniciarão os tradicionais exercícios espirituais da Quaresma, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano. O tema das pregações será: " A comunhão do cristão com Deus"

Este ano quem estará à frente do retiro é o cardeal africano Laurent Monsengwo Pasinya, da República Democrática do Congo. O cardeal de 72 anos é reconhecido pelo empenho a favor do diálogo e da reconciliação em seu país.

Trajetória eclesiástica

Dom Laurent Monsengwo Pasinya que é doutor em ciências bíblicas foi nomeado bispo pelo Papa João Paulo II em 1980. Em 2007, ele assumiu a arquidiocese de Kinshasa. Em 2008, ele foi secretário especial do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, sendo o primeiro africano a assumir tal cargo. No Consistório de novembro de 2010 ele foi criado cardeal pelo Papa Bento XVI.

Mirticeli Medeiros
Da CN Notícias

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bento XVI nomeia novo Núncio Apostólico para o Brasil



VATICANO, 10 Fev. 12 (ACI) .- O Vatican Information Service informou em sua edição de hoje, 10, que o Papa Bento XVI escolheu o novo Núncio Apostólico para o Brasil, sucedendo a Dom Lorenzo Baldisseri que irá a Roma para ser secretário da Congregação para os Bispos. Trata-se do atual núncio da Tailândia e Camboja e Delegado Apostólico em Myanmar e Laos, Dom Giovanni D'Aniello.

Segundo o portal oficial da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) informou em nota de imprensa, Dom Giovanni D'Aniello tem 57 anos, nasceu em Aversa (Itália), foi ordenado sacerdote em dezembro de 1978. É doutor em Direito Canônico.

Ele ingressou no Serviço Diplomático da Santa Sé em 1983, tendo desempenhado a sua atividade junto às Representações Pontifícias do Burundi, Tailândia, Líbano, Brasil e Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, no Vaticano.

Anteriormente Dom D'Aniello Foi nomeado Núncio Apostólico na República Democrática do Congo, em 2001, e em 2010, foi transferido para a Tailândia e Camboja.


Papa incentiva a renovação da Igreja para combater o abuso sexual


VATICANO, 07 Fev. 12 (ACI/EWTN Noticias) .- Vaticano, 06 fev.12/ 13:41 (CNA / EWTN News) -. Papa Bento XVI enviou uma mensagem aos bispos e superiores religiosos que se reúnem de 6 a 9 de Fevereiro em Roma , em um simpósio que visa aumentar e aprofundar o compromisso da Igreja Católica na luta contra o abuso sexual de crianças na atenção e apoio às vítimas.No texto, o Santo Padre assinala que "a cura das vítimas deve ser a principal preocupação na comunidade cristã, e deve ir de mãos dadas com uma profunda renovação da Igreja em todos os níveis."A mensagem, assinada pelo Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, e endereçada ao reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, onde é realizado o evento, Pe. François-Xavier Dumortier, foi lido no início do simpósio intitulado "Rumo 'a cura e Renovação", no qual participam mais de 110 bispos e 30 superiores religiosos .O Papa assegurou suas orações por esta " importante iniciativa " e pediu ao Senhor "que através de suas deliberações, muitos bispos! e superiores religiosos ao redor do mundo possam receber ajuda para responder de uma forma real como Cristo, a tragédia do abuso infantil "."Nosso Senhor nos lembra que todo ato de caridade para o menor de nossos irmãos é um ato de caridade para com Ele," diz o texto.Além disso, o Santo Padre "apoia e encoraja todos os esforços para responder a este desafio com a caridade cristã e a proporcionar às crianças e adultos vulneráveis um ambiente eclesial propício para seu crescimento humano e espiritual".Finalmente, Bento XVI saudou os participantes do simpósio, e os exortou a continuar trabalhando e se especializando para "promover, em toda a Igreja uma forte cultura de proteção efetiva e apoio às vítimas."O simpósio foi aberto pelo cardeal William Joseph Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da FéEm seu discurso à Cúria Romana em dezembro de 2010, o Papa Bento XVI, como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, promoveu normas para combater de maneira mais e! ficaz os casos de abuso, explicou que é necessário "aceitar es! ta humil hação como uma exortação à verdade e um apelo à renovação "trabalhando para que "estes casos dolorosos não se repitam nunca mais". Apesar das diferentes e inúmeras ocasiões que o Papa pronunciou-se contra os abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero, vários meios de comunicação internacionais não cessaram a sua campanha de difamação contra a Igreja e


Washington dá as costas à família e aprova "matrimônio" gay

WASHINGTON DC, 10 Fev. 12 (ACI/EWTN Noticias) .- A Câmara de Representantes do Estado de Washington (Estados Unidos) aprovou a lei que permite a realização de "matrimônios" entre casais homossexuais.

A proposta legislativa já tinha sido passada no Senado estatal a semana passada. Agora obteve 55 votos a favor e 43 em contra.

A governadora democrata de Washington, Christine Gregoire tem previsto assinar a lei na próxima semana, pois tem um prazo máximo de cinco dias. prevê-se que ratifique a norma em 14 de fevereiro.

Com esta medida, Washington se converte no sétimo estado em legalizar as uniões homossexuais nesse país. Os outros estados são Massachusetts, Connecticut, Iowa, Nova Hampshire, Vermont e Nova Iorque.

Os defensores da família manifestaram que lutarão intensamente para reverter a lei.

O Arcebispo de Washington, Cardeal Donald Wuerl, afirmou que, apesar das tentativas de mudar a legislação para redefinir o matrimônio em distintos estados do país, "o que não pode ser modificado é a verdade, o matrimônio é a sagrada instituição que une um homem e uma mulher entre si, e com o filho que nasce de sua união".

O Cardeal sublinhou que o matrimônio "não é o mero reconhecimento público de uma relação para o benefício exclusivo de dois adultos".

Para o Cardeal, embora a atitude legislativa em diversos estados seja contrária à família, "não será a última palavra sobre este tema".

"Rezo porque aqueles a quem foi confiada a promoção do bem público refletirão sobre o verdadeiro sentido desta instituição vital e trabalharão para preservá-la".

A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) convocou os fiéis a celebrarem a Semana Nacional do Matrimônio de 7 a 14 de fevereiro de 2012, afirmando, tal como recordava o Beato Juan Pablo II, que "o futuro da humanidade depende do matrimônio e da família".


Conheça as ruas que o Papamóvel vai percorrer em León, México

LEÓN, 10 Fev. 12 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Bento XVI viajará cerca de 40 quilômetros das ruas de León, em Guanajuato (México), a bordo do papamóvel durante sua próxima visita em março.

O Santo Padre chegará no México no próximo 23 de março e vai permanecer no país até o dia 26 desse mês.

Na chegada, o Papa se reunirá com o presidente mexicano, Felipe Calderón Hinojosa, e depois percorrer a avenida Adolfo López Mateos.

O alojamento para o máximo representante da Igreja Católica será fornecido pela Congregação das "Servas da Santíssima Eucaristia e da Mãe de Deus."

No domingo 25, pela manhã, Bento XVI celebrará a Santa Missa em Guanajuato no Parque Bicentenário, no sopé do Monte Cubilete, junto a um monumento grande Cristo Rei.

Naquela noite, na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz, o Papa se reunirá com os bispos mexicanos e representantes de bispos latino-americanos para a oração das Vésperas.

No dia seguinte, pela manhã, Bento XVI irá para o aeroporto de León, onde parte para Cuba.

O vídeo em espanhol do percurso do Papa pelo México pode ser visto no youtube: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=R8KIBTfnPLg


Anúncio da logo oficial da JMJ 2013 será realizado esta noite no Rio de Janeiro


RIO DE JANEIRO, 07 Fev. 12 (ACI/EWTN Noticias) .- Nesta terça-feira, 7, será feito o lançamento da logomarca da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. O evento será às 19h30 no auditório do Edifício João Paulo II (no bairro da Glória). O evento contará com a presença do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, do prefeito da cidade, Eduardo Paes, do presidente da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Dom Raymundo Damasceno, do secretário da Congregação para os Bispos no Vaticano, Dom Lorenzo Baldisseri, e de cerca de 100 bispos do Brasil e exterior, além de diversas autoridades e representantes da sociedade. O evento será transmitido pelo site www.rio2013.com. Na programação, o presidente do Instituto JMJ Rio2013 e arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, irá anunciar o vencedor do concurso da logomarca. No momento em que a logo for apresentada, o Cristo Redentor será iluminado com as cores verde e amarelo, em referência ao país sede da próxima JMJ. Para chegar à logomarca oficial, foi percorrido um longo caminho, iniciado no dia 27 de setembro de 2011 com o lançamento do edital do concurso para escolher o símbolo da JMJ. Mais de 200 trabalhos enviados de todas as partes do mundo chegaram ao Comitê Organizador Local (COL) e demonstraram, além de criatividade e técnica, a força da fé e da alegria da juventude católica. Após o encerramento do concurso, no dia 31 de outubro, começou o processo de seleção, onde as logomarcas foram avaliadas por um grupo de designers, por uma comissão do Setor Juventude e também pelos setores pastoral e presidência do COL. No dia 13 de dezembro as duas logos finalistas foram apresentadas ao Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), em Roma, que escolheu a vencedora em comum acordo com os representantes do Comitê Organizador Local. A XXVIII Jornada Mundial da Juventude será realizada de 23 a 28 de julho de 2013 no Rio de Janeiro e atrairá jovens de todo o mundo para o encontro com o Papa Bento XVI. O Brasil já vive o clima da Jornada, com a peregrinação da Cruz dos jovens e do Ícone de Nossa Senhora pelo país. Os símbolos da JMJ percorrerão todas as dioceses brasileiras e os países do Cone Sul em preparação para a JMJ RIO2013.


Logo Oficial da JMJ 2013 expressa a fé e a acolhida do povo brasileiro aos jovens do mundo


RIO DE JANEIRO, 08 Fev. 12 (ACI) .- Na noite desta terça-feira, 7 de fevereiro, os jovens que esperavam a divulgação do resultado do concurso para a logo oficial da JMJ 2013 puderam conhecer a logo vencedora, lançada em um evento que reuniu mais de cem bispos vindos do Brasil e do exterior e que representou um passo simbólico no processo de preparação da Jornada que já vem sendo realizada com entusiasmo pelos jovens e voluntários do Rio de Janeiro.

Presentes no lançamento estevieram o presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ, o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, junto dos vice-presidentes do organismo Dom Paulo Cezar Costa e Dom Antonio Dias Duarte, e os responsáveis pelos setores que compõem o Comitê. Entre outras autoridades eclesiais compareceram o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil e Arcebispo de Aparecida e o Secretário para a Congregação dos Bispos em Roma, Dom Lorenzo Baldisseri, que foi núncio no Brasil durante dez anos.

Em declarações exclusivas a ACI Digital Dom Paulo Cezar afirmou que "a logomarca é aquele ícone que vai ser o símbolo da jornada na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo. Quem olhar a logomarca vai ter presente a Jornada Mundial da Juventude. (...) É uma logomarca muito bonita, expressiva, que mostra muito a fé do povo brasileiro, mostra bem a todos o Cristo Redentor que acolhe a todos e acolherá a todos em 2013".

Participaram também no ato o governador do estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, que se comprometeram a colocar todo o empenho dos organismos do estado para o êxito do evento. Outra presença destacada entre as autoridades civis foi a da deputada católica e pró-vida Myriam Rios, que concedeu uma breve exclusiva a ACI Digital dizendo que ela conhece o impacto das JMJ no coração dos jovens, pois ela mesma viveu a experiência como peregrina na sua juventude.

"A Jornada Mundial da Juventude será uma grande festa para a família, para os jovens e para todas as pessoas que querem um mundo melhor, que querem que os nossos jovens sejam formados homens e mulheres para um mundo novo. Eu fico muito feliz de participar desta vez como autoridade, como deputada do povo, da família, pois participei como peregrina, quando jovem, em 1993 em Denver no Colorado com o Papa João Paulo II. Então para mim tem uma importância muito grande hoje participar como parlamentar, ajudando na estrutura, ajudando a divulgar este grande momento de explosão de alegria verdadeira entre os jovens e em família"

Na ocasião, o arcebispo Dom Orani anunciou o vencedor do concurso da logomarca, Gustavo Huguenin, 25 anos, natural da cidade de Cantagalo, região Serrana do Rio. O lançamento contou ainda com apresentações artísticas de Olívia Ferreira, Eliana Ribeiro e do Projeto Música no Museu.

"Quero aqui expressar minha eterna gratidão a Deus pela realização deste sonho, um dia impensável e agora tão real. Sou extremamente feliz por ser um jovem que pode proclamar para todo o mundo a alegria de fazer parte da Santa Igreja Católica", declarou o vencedor do concurso Gustavo Huguenin.

Natural do município de Cantagalo, região serrana do estado do Rio de Janeiro, o jovem frequenta a paróquia Santíssimo Sacramento, da diocese de Nova Friburgo. Formado em Design Gráfico pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), ele trabalha como designer gráfico e webdesigner em um escritório próprio.

"Para mim é alegria imensa saber que o meu trabalho vai ser usado no maior evento católico do mundo, ainda mais com Santo Padre, e que essa imagem estará associada ao encontro pessoal que os jovens do mundo inteiro terão com Jesus Cristo na JMJ Rio2013", destacou o designer.

Depois de um emotivo vídeo no qual se aprecia a logomarca oficial do evento a estátua do Cristo Redentor no Corcovado foi iluminada com as cores verde e amarelo, em referência às cores da bandeira do país sede do próximo evento do Papa com os jovens.

Dom Orani encerrou o evento com algumas breves palavras e afirmou: "Todos nós estamos como essa marca. Aqui, há um coração batendo forte e dizendo: venham ter essa experiência com Deus". O Arcebispo concluiu sua palavra dando também a notícia de que a Jornada já contava com 6 mil voluntários e encerrou o evento com uma oração.

Um pouco da história da logo

Gustavo, que nunca participou de uma Jornada, disse que acompanhou a JMJ em Madrid, ao vivo através da internet. "Tinha um desejo muito grande de estar envolvido nisso como jovem católico. Quando foi anunciado que a Jornada seria no Rio, comecei a pensar que poderia haver um concurso que pudesse participar, e poucos dias depois ele abriu. Já estava com essa esperança. Acompanhei os meios oficiais, através do site da JMJ, e trouxe em meu coração esse desejo do que eu poderia fazer algo", lembrou.

Gustavo recordou que, antes de começar a desenhar, leu o capítulo todo do Evangelho de Mateus, de onde foi tirado o lema da JMJ Rio2013 "Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28, 19) e meditou para, a partir daquela palavra, buscar inspirações para a imagem.

"Nessa passagem vemos que Jesus foi se encontrar com os discípulos numa montanha. Então, já de início, não saía da minha cabeça a ideia do Cristo Redentor - Jesus que está numa montanha. Além de ser o símbolo universal do Rio de Janeiro, tem tudo haver com o tema".

Conceito da logo

Com base no trecho da Palavra do Evangelho de São Mateus, percebe-se a necessidade de expressar uma referência direta à imagem de Jesus e ao sentido do discípulo. Neste episódio, Jesus se encontrou com seus discípulos em uma montanha, após sua ressurreição. Como símbolo da cidade do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor também se encontra em uma montanha e é um monumento reconhecido no mundo inteiro. O tema é uma palavra de ordem proclamada pelo próprio Senhor Jesus, e assim a Sua imagem possui destaque no centro do símbolo.

Os elementos do símbolo formam a imagem de um coração. Na fé dos povos o coração assumiu papel central, assim como o Brasil será o centro da juventude na Jornada Mundial. Também designa o homem interno por inteiro, se tornando nesta composição a referência aos discípulos que possuem Jesus em seus corações.

Os braços do Cristo Redentor ultrapassam a figura do coração, como o abraço acolhedor de Deus aos povos e jovens que estarão no Brasil. Representa nossa acolhida, como povo de coração generoso e hospitaleiro.

A parte superior (em verde) foi inspirada nos traços do Pão de Açúcar, símbolo universal da cidade do Rio de Janeiro, e a cruz contida nela reforça o sentido do território brasileiro conhecido por Terra de Santa Cruz. As formas que finalizam a imagem do coração possuem a cor azul, representando o litoral, somada ao verde e amarelo que transmitem a brasilidade das cores da bandeira nacional.


Indonésia força mil crianças católicas a converter-se ao Islã


ROMA, 10 Fev. 12 (ACI/EWTN Noticias) .- Cerca de mil crianças católicos do Timor Oriental que foram arrebatadas de suas famílias há mais de dez anos, estão sendo retidos à força em colégios nacionais islâmicos de Java Ocidental onde são obrigados a converter-se ao Islã.

A Igreja na Indonésia e alguns trabalhadores humanitários católicos confirmaram à agência vaticana Fides que os jovens se encontram nestas escolas e centros em mãos de educadores muçulmanos, os quais, impedem o retorno dos jovens às suas famílias de origem.

Durante 1999, durante a guerra da independência, 250 mil refugiados do Timor Oriental cruzaram as fronteiras para o Timor Ocidental para escapar da violência das tropas pró-Indonésia.

Entre os refugiados havia mais quatro mil crianças, muitos deles não podiam ser alimentados por suas famílias e foram entregues ao exército e a organizações humanitárias. Como resultado, mais de mil dessas crianças nunca retornaram a seus lares e atualmente permanecem prisioneiros nos internatos islâmicos de Java.

Os representantes do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados e diversas ONGs na Indonésia, tentaram solucionar a repatriação dos jovens mas sem êxito.

No entanto muitos dos pais das crianças têm negado o acesso a seus filhos por parte dos colégios islâmicos.

O Secretário da Comissão Episcopal para o Diálogo Interreligioso,Padre Benny Susetyo, considerou que "é urgente limitar a instrumentalização da religião em política. A zona de Java Ocidental é um exemplo: os grupos muçulmanos querem impor regras baseadas na Sharia (Lei Islâmica)".

Ele assinalou que o principal problema no Timor Oriental, "são o excesso de burocracia e a corrupção: dois temas que influem na retenção destas crianças", e indicou que "trata-se de um caso muito triste e de um abuso evidente".

A Comissão Episcopal para o Diálogo Interreligioso tentou administrar uma solução ante o governo, as organizações muçulmanas e as Nações Unidas, mas "casos como estes fazem ver como a relação entre política e religião tem um grave impacto na liberdade dos cidadãos, especialmente nas minorias", concluiu o Padre Susetyo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Instituto Teológico Bento XVI inicia atividades


Missa de inauguração do Instituto Bento XVI


Fruto de uma parceria entre a Canção Nova e a Diocese de Lorena (SP), o Instituto Teológico Bento XVI teve suas atividades inauguradas nesta quarta-feira, 8. Na ocasião, estiveram presentes seminaristas, padres e autoridades da Igreja.

O nome do instituto é uma homenagem ao papa Bento XVI, considerado um dos maiores teólogos da Igreja pelo bispo da Diocese de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos.

De acordo com Dom Beni, a criação do instituto busca oferecer boa formação teológica aos futuros padres. “Nós quisemos, em primeiro lugar, prestar uma homenagem ao nosso querido Papa. Também quisemos proporcionar aos seminaristas da Diocese de Lorena e àqueles que vão, como padres, trabalhar na Canção Nova, uma boa formação teológica.”

O bispo ressaltou que a expectativa dos responsáveis pelo instituto é prestar um serviço à evangelização, o que, para ele, é a vocação da igreja. Dom Beni lembrou ainda que a formação do teólogo é necessária tendo em vista que ele proclama Deus. “Antes de proclamar Deus e a Sua palavra, o teólogo precisa refletir sobre Deus, compreender de modo profundo a Sua palavra, fazer a experiência de Deus para depois, de fato, poder anunciar”

Em relação aos professores, o bispo deixou um exemplo a ser seguido: o profeta Salomão. “Eu disse que Salomão é um exemplo para os professores de teologia porque a primeira oração que ele fez após a tomada de posse foi pedir a Deus um coração capaz de escutar a Sua palavra e fazer a Sua vontade. Esse é o pressuposto para todo professor de Teologia”

O Instituto
Localizado em Cachoeira Paulista (SP), o Instituto Teológico Bento XVI será aberto a seminaristas da Canção Nova e da Diocese de Lorena. Futuramente, a abrangência será expandida a leigos e seminaristas de outras dioceses. A manutenção fica a cargo da Associação Internacional Privada de Fiéis Canção Nova.

O vice-diretor do Instituto, padre Reinaldo Cazumbá, explicou que as aulas serão diárias e ministradas por professores da própria diocese e convidados de outras dioceses, com aprovação do bispo diocesano, Dom Beni.

Para padre Reinaldo, o instituto é importante pela possibilidade da Canção Nova poder formar seus próprios padres em conjunto com a Diocese de Lorena. “Na Canção Nova tem crescido o número de seminaristas e a diocese de Lorena assumiu a tarefa de ordenar os nossos padres e não tinha na diocese um instituto de Teologia”, disse.

A cofundadora da Comunidade Canção Nova, Luzia Santiago, recebeu com alegria o novo Instituto de Teologia. “Pra nós é maravilhoso também porque, como nós vivemos em comunidade, nós temos a graça de poder ir acompanhando as etapas formativas próprias do carisma desses teólogos que, fazendo a parte acadêmica dentro dos critérios da nossa Igreja Católica Apostólica Romana, vivem conosco também, embora estejam habitando juntos nesse seminário aqui próximo a nós na Canção Nova e cursando a Teologia”.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Notícias 06/02



Aparecida: Após retiro, padres retomam atividades do Encontro Nacional de Presbíteros

◊ Aparecida (RV) - Após o retiro espiritual de sábado conduzido pelo Bispo de Conceição do Araguaia, (PA), Dom Dominique Marie Jean Denis You, os mais de 400 padres presentes em Aparecida retomaram as atividades do 14º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP).

Neste domingo, os presbíteros deram início ao processo eletivo para a presidência CNP para o quadriênio de 2012 a 2016.

O atual presidente da CNP é o Padre Francisco dos Santos, que atua na comissão desde o seu início, há 27 anos. "Nossa missão é ser um ponto de apoio na pastoral presbiteral, incentivando o cuidado com os padres", conta Pe. Francisco. Ele lembra que a CNP não tem autonomia jurídica. "É um organismo da Conferência Episcopal, por isso a presidência eleita neste encontro será depois ratificada pelo Conselho Permanente da CNBB".

Neste domingo (5), os padres participaram da Celebração Eucarística, às 18h, no Altar Central do Santuário Nacional presidida pelo Arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Raymundo Damasceno Assis.
(BF)


Santuário Nacional acolherá Romaria da Pastoral da Saúde

◊ Aparecida (RV) - No dia 11 de fevereiro próximo, festa de Nossa Senhora de Lourdes, o Santuário Nacional de Aparecida será palco da próxima Romaria da Pastoral da Saúde.

Nesta data, em que se comemora também o Dia Mundial do Enfermo, centenas de agentes da pastoral da saúde, provenientes de arquidioceses e dioceses de todo o país, percorrerão a cidade em romaria.

O evento terá início às 9h com a celebração eucarística presidida por Dom Antonio Fernando Brochini, Bispo referencial da Pastoral da Saúde e Dom Francisco José Zugliani, responsável pela Pastoral da Saúde no Regional Sul 1. Ao final da procissão, os prelados abençoarão os romeiros e também darão a benção dos Enfermos.

De acordo com a Pastoral da Saúde da CNBB, após a Romaria, os agentes participarão da Assembléia do organismo no auditório. Segundo a coordenadora da Regional Sul 1, Wilda Aparecida Haynes, cerca de 1200 pessoas participarão deste evento, que terá por tema "Fraternidade e saúde pública", o mesmo da campanha da Fraternidade 2012.

(BF)

140 mil em procissão dos Navegantes em Porto Alegre

◊ Porto Alegre (RV) - Nem mesmo o forte calor afastou a multidão de fiéis da tradicional procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, que há 137 anos é o principal evento religioso da capital gaúcha. A Empresa de Transporte Público e Circulação (EPTC), órgão da Prefeitura que controla o tráfego, estimou que 140 mil pessoas tenham participado do evento nas ruas de Porto Alegre na manhã de terça-feira, dia 2 de fevereiro.

O arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati e o governador do Estado, Tarso Genro, dentre outras autoridades e padres da Arquidiocese, participaram da procissão.

A programação começou às 7h com uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, centro de Porto Alegre. Padre Irineu Brandt presidiu a primeira celebração e recordando o Evangelho, destacou que a presença de Nossa Senhora na vida das pessoas serve para apontar Jesus como a salvação: “Maria nos coloca Jesus como um farol para nossas vidas. Queremos caminhar hoje e dizer: Eu sinto que o Senhor caminha comigo, eu sinto a presença Dele na minha vida”.

Ao fim da missa, a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes foi conduzida em procissão pelas ruas de Porto Alegre. No Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes, a imagem foi recebida por fiéis de todas as idades, com uma chuva de papel picado, aplausos e queima de fogos.

Uma missa campal foi celebrada e presidida por Dom Dadeus. Ele destacou que na festa de apresentação de Jesus, os cristãos devem agir como Simeão e contemplar a salvação que vem de Deus. Lembrando o tema da Festa de Navegantes e a Campanha da Fraternidade de 2012 que é “Saúde”, o Arcebispo destacou: “Temos que nos olhar como irmãos e, por isso, devemos pensar para que todos tenham acesso a uma saúde pública de qualidade” .

Antes do início da Missa Campal, a Irmandade de Nossa Senhora dos Navegantes fez a entrega da Ordem do Mérito de Nossa Senhora dos Navegantes. A homenagem é atribuída àqueles que prestam serviços inestimáveis para a realização da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, que é o primeiro patrimônio imaterial de Porto Alegre. Receberam a honraria o arcebispo Dom Dadeus, e o prefeito José Fortunati.
(CM - CNBB)


Brasília saúda Dom Baldisseri com missa na Catedral

◊ Brasília (RV) - A Catedral de Brasília foi palco neste domingo da missa de despedida do Núncio Apostólico do Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, 71 anos. O arcebispo deixa o Brasil para assumir o posto de novo secretário da Congregação para os Bispos da Santa Sé, no Vaticano. A nomeação de Dom Lorenzo foi divulgada no último dia 11 e o Vaticano ainda não anunciou quem será o novo Núncio Apostólico.

A celebração começou às 10h da manhã e terminou duas horas e meia depois. Dentre os presentes estavam fiéis, bispos e cardeais de vários locais do Brasil, entre eles, Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Embaixadores de vários países como Grécia, Angola, Albânia, Guiné-Bissau e Timor Leste também prestigiaram a despedida, assim como o governador Agnelo Queiroz e a primeira-dama Ilza Queiroz.

Dom Lorenzo nasceu na Itália e era o Núncio do Vaticano no Brasil há nove anos. Dentre suas conquistas diplomáticas está "O Acordo Brasil-Santa Sé", assinado em 2008, que estabeleceu o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil.

O Cardeal-arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, em nota oficial divulgada por ocasião da nomeação de Dom Baldisseri, o agradeceu, em nome do episcopado brasileiro, pelo seu valioso trabalho junto ao governo e a Igreja no Brasil: “Asseguramos as nossas orações pelo êxito de sua nova missão a serviço da Igreja como secretário da Congregação para os Bispos. Temos a certeza de que a Igreja no Brasil será sempre grata pelo seu fecundo trabalho realizado como Núncio Apostólico em nosso país”.
(CM)


Espanha: "40 Dias pela Vida"

◊ Madri (RV) - Com o objetivo de lutar pela vida e contra o aborto na Espanha e no mundo, no próximo 22 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, terá início a terceira edição da campanha nacional de oração “40 Dias pela Vida”. Esta campanha de oração, que durará os 40 dias do tempo de Quaresma, é promovida por voluntários cristãos que defendem a vida desde a concepção e que sairão às ruas para rezar, em atitude pacífica, dando testemunho de sua fé e pedindo pelo fim do aborto.

Como informa o Comitê nacional de “40 Dias pela Vida” na Espanha, a campanha se realiza em 300 cidades em três continentes com a mesma intenção, durante 40 dias. “Somos voluntários e temos em comum nossa fé. Reunimo-nos para rezar. Não somos militantes de nada, não somos provocadores. Iremos somente parar durante 40 dias diante das clínicas de abortos para rezar e dar testemunho público de nossa fé e pedir ao Senhor pelo fim deste genocídio”, assinalaram os organizadores. (SP)


Bispo da Rep. Centro-Africana denuncia violações dos direitos humanos

◊ Bangui (RV) – O Bispo de Kaga-Bandoro, na Rep. Centro-Africana, Dom Albert Vanbuel, denuncia violações dos direitos humanos em andamento no norte do país: “Há vítimas entre os civis após a ofensiva militar em áreas controladas pelos rebeldes de Babá Ladé. Para apoiar os soldados em terra, participaram do ataque helicópteros de combate vindos do Chade que bombardearam de maneira indiscriminada. Mas não é tudo: houve abusos nas apreensões realizadas nas casas pelos soldados e até mesmo na cidade de Kaga-Bandoro. Com a desculpa de serem simpatizantes dos rebeldes, alguns moradores foram torturados e mortos”.

“A minha Diocese – afirma o bispo – é palco de ações dos rebeldes liderados por Baba Ladé nos últimos dois ou três anos. Neste período, causaram sofrimento à população, roubando cabeças de gado e ameaçando os fazendeiros. É uma situação difícil que precisa ser revolvida. Mas não com a violência.”

No último dia 8 de janeiro, representantes da Conferência Episcopal Centro-Africana se dirigiram ao presidente François Bozizé, pedindo uma solução ao problema da insegurança na região de Kaga-Bandoro e denunciando a dramática situação da saúde e da educação, como também a corrupção reinante.

Poucos dias depois, o governo de Bangui decidiu iniciar uma ampla ofensiva militar, com o apoio do presidente chadiano Idriss Deby Itno. Uma colaboração justificada pelo fato que Babá Ladé é cidadão do Chade, refugiado na República Centro-Africana. “A situação é muito grave, espero que a paz volte o quando antes e que parem os abusos cometidos pelos militares”, afirmou Dom Vanbuel.

Não se conhece o balanço das vítimas civis nos bombardeios e das detenções arbitrárias feitas pelos soldados centro-africanos e chadianos que atuam na Diocese de Kaga-Bandoro. (SP)


Bispos europeus e africanos reunidos em Roma

◊ Roma (RV) - Bispos da África e da Europa realizarão o seu segundo encontro em Roma entre os dias 13 e 17 de fevereiro, sobre o tema “Evangelização hoje: comunhão e colaboração pastoral entre África e Europa. O homem e Deus: a missão da Igreja de anunciar a presença e o amor de Deus”. O evento é organizado pelo Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (Secam-Sceam) e pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (Ccee).

Participam do encontro cerca 70 bispos delegados das Conferências Episcopais da África e Europa, além de representantes de dicastérios vaticanos e organismos como Ajuda à Igreja que Sofre e Missio. O Simpósio é parte de um projeto de colaboração entre os dois organismos, que teve início após o primeiro encontro em Roma em novembro de 2004. Uma colaboração, explicam, “que visa aprofundar a comum responsabilidade dos bispos africanos e europeus em relação à evangelização e à promoção humana, nos respectivos continentes, em particular, e no mundo inteiro”.

No passado, os bispos africanos e europeus participaram de seminários sobre: a escravidão e as novas formas de escravidão, em novembro de 2007, na cidade de Elmina, Gana; as migrações como novo espaço de evangelização e de solidariedade, em novembro de 2008, em Liverpool, Reino Unido; a nova situação da missão “ad Gentes”, novembro 2010, Abidjã, Costa do Marfim.

Durante o próximo encontro em Roma, os episcopados dos dois continentes pretendem, entre outras coisas, “analisar o caminho até o momento percorrido, verificar a atual situação da comunhão pastoral entre a Europa e a África e buscar setores de colaboração para o futuro, discutir sobre o próximo Sínodo dos Bispos, que se realizará no Vaticano em outubro de 2012”.

Os trabalhos serão marcados por vários momentos de oração, de partilha de ideias e experiências através de uma reflexão, introduzida pelos bispos europeus e africanos, que partirá da pessoa humana (que são o homem e a mulher na África e na Europa) e do seu relacionamento com Deus, para chegar ao anúncio do Evangelho.

Quinta-feira, dia 16 de fevereiro, após a celebração eucarística na Basílica de São Pedro, os participantes serão recebidos em audiência pelo Santo Padre; já na sexta-feira irão em peregrinação ao Santuário da Sagrada Face de Manoppello. O encontro se realizará a portas fechadas, com exceção da abertura, segunda-feira, dia 13 de fevereiro. Os bispos concluirão o simpósio com uma mensagem conjunta. (SP)


Jesuítas reforçam assistência aos refugiados

◊ Roma (RV) – O Serviço Jesuíta para Refugiados (JRS) acaba de publicar seu Quadro Estratégico para 2012-2015, que traça objetivos, valores, estratégias e resultados aguardados para os próximos quatro anos nas dez regiões onde o JRS está presente.

"Ao servir aos refugiados obrigados a viver à margem da humanidade, trabalharemos com compaixão e amor, e isso permitirá comprometermo-nos com pessoas de todas as raças, culturas e religiões de modo aberto e respeitoso", afirma Peter Balleis SJ, Diretor do JRS Internacional.

Reafirmando a missão do JRS de acompanhar, servir e defender os direitos dos refugiados, o documento precisa claramente os valores que inspiram a organização: compaixão, justiça, dignidade, solidariedade, hospitalidade e participação.

"A missão do JRS se baseia na nossa fé em Deus, que está presente na história humana, inclusive nos seus momentos mais trágicos. Apesar do seu caráter prático, o nosso serviço tem também um forte componente espiritual, porque promove a esperança e a reconciliação. Acreditamos que educar, aprender juntos e compartilhar conhecimentos sejam elementos essenciais para alimentar a esperança das pessoas", acrescenta Padre Balleis.

As finalidades retomam os temas principais que estão na base do trabalho do JRS. Para este novo quadriênio, se reforçam a resposta às necessidades dos refugiados urbanos e das pessoas vulneráveis ao tráfico de seres humanos e o papel da consultoria legal.

No prefácio do opúsculo, o Prepósito-Geral da Companhia de Jesus, Adolfo Nicolás SJ, descreve o Quadro Estratégico como um documento criativo, exaltante e repleto de desafios, que requererá um duro trabalho e um risco considerável.

"É uma grande alegria ver que este quadro foi formulado com tanta clareza e, ao mesmo tempo, com humildade, impregnado do nosso compromisso cristão e de espiritualidade inaciana", escreve Padre Nicolás.

Para acessar o documento, visite a página www.jrs.net
(BF)


Dom Braz de Aviz na África: "Diálogo e comunhão"

◊ Campala (RV) – Desde o dia 4 está em andamento na capital de Uganda a segunda reunião de religiosos e religiosas da África e do Madagascar, sob a égide da Confederação dos Superiores Maiores (COSMAM/COMSAM). Cinquenta e sete delegados, das 22 Conferências nacionais de religiosos e religiosas, analisam mecanismos, estilos e métodos para promover a compreensão e a comunicação entre o clero diante dos desafios das Igrejas e povos do continente.

O encontro tem o tema “Testemunhas da verdade a serviço da comunhão e da reconciliação na África”, e os debates são inspirados na Exortação pós-sinodal “Africae Múnus”, entregue às Igrejas africanas em novembro passado.

Estão participando representantes de 41 nações africanas, e na abertura, o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal eleito e arcebispo João Braz de Aviz presidiu uma Eucaristia no Santuário dos Mártires de Uganda.

Em sua homilia, Dom João lembrou o testemunho dos Mártires ugandenses, beatificados em 1920 pelo Papa Bento XV e canonizados por Paulo VI em 1964, “exemplos de vida de fé no espírito do amor e da comunidade”.

Dom João também sublinhou a importância da comunhão e do diálogo entre o clero, com os bispos e superiores, com outras religiões e com a cultura, citando o modelo da Santíssima Trindade, “diálogo e comunhão perfeita”.

Por sua vez, o arcebispo emérito de Campala, Cardeal Emmanuel Wamala, 85 anos, em missa na Catedral do Sagrado Coração, falou da felicidade da Igreja ugandense pelo encontro e pelo destaque dos religiosos e religiosas na evangelização do continente.

A respeito dos problemas ligados à violência em várias partes do continente, o Cardeal Wamala, citando Bento XVI, disse: “A África é chamada, em nome de Jesus, a viver a reconciliação entre as pessoas e comunidades e promover a paz e a justiça na verdade”.
(CM)


Dom Orani e o lançamento da logomarca JMJ Rio2013

◊ Cidade do Vaticano (RV) – Será apresentada nesta terça-feira, dia 7 de fevereiro, no Rio de Janeiro a Logomarca da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. A cerimônia será às 20h no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória, onde fica a sede do Comitê Organizador Local (COL/Rio), e contará com a presença de bispos de todo o Brasil, além de autoridades e representantes da sociedade.

Na ocasião, o Presidente do Comitê e Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, irá apresentar também o autor da logo, que foi escolhida através de concurso. Para aumentar a ansiedade e curiosidade, na noite de hoje, véspera do evento, o Cristo Redentor será iluminado com as cores de 150 países que deverão participar da JMJ Rio2013.

Mas sobre o lançamento, previsto anteriormente para o dia 1º de fevereiro, o nosso colega Rafael Belincanta conversou com o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta. (SP)


Dia Internacional da Tolerância Zero contra as Mutilações Femininas

◊ Nova York (RV) – Mais de 140 milhões de mulheres no mundo já passaram por mutilações genitais e três milhões ainda hoje são expostas a essa prática brutal, que viola os direitos humanos. Por esse motivo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realiza, a cada dia 6 de fevereiro, o Dia Internacional da Tolerância Zero contra as Mutilações Femininas.

Tem-se a informação de que a idade em que essas mutilações ocorrem tem sido cada vez mais baixa. Sobre essa e outras questões, a Rádio Vaticano conversou com Augusta Angelucci, psicóloga especialista em questões femininas, funcionária das Nações Unidas que por 15 anos trabalhou na África. “No que tange as consequências psicológicas, é importante fazer uma distinção”, disse ela.

Explicou que, para as meninas que vivem nos países onde as mutilações são feitas dos seis aos oito anos, todos os anos, em um ritual mais ou menos como o da circuncisão masculina, o trauma é, em parte, recompensado pela atenção e afeto recebidos pelos seus familiares, que acompanham e participam do processo.

Já para as meninas que são enviadas a esses países e sofrem a prática, quando voltam para onde moram sentem-se desrespeitadas, traumatizadas pela violência da prática, além de perderem a confiança nos próprios pais que os submeteram a tal procedimento.

A Organização Internacional Anistia Internacional acusa a Europa de não agir com eficácia para combater essa prática. Questionada sobre qual tipo de intervenção poderia funcionar, ela responde que deveriam ser feitos “diálogos interculturais, campanhas de sensibilização e de fortalecimento do feminino, das mulheres”. Angelucci ressaltou ainda a importância de se entender as tradições culturais desses países e frear as práticas ancestrais nocivas à saúde das mulheres, mas também as que ferem a saúde dos homens, das crianças e dos idosos. (ED)


Brasil apresenta na ONU o plano "Brasil sem Miséria"

◊ Nova York (RV) - Um país emergente sem pobreza extrema. Esta é a visão do plano “Brasil sem Miséria”, apresentada pelo Governo Brasileiro à 50ª. sessão da Comissão para o Desenvolvimento Social das Nações Unidas.

O evento, realizado na sexta-feira, em Nova York, contou com a presença do secretário nacional de Renda e Cidadania, Luis Henrique Paiva. Em uma entrevista à Rádio ONU, ele falou sobre a participação da sociedade na ação de combate à pobreza no país.

“A ideia é, de fato, superar a extrema pobreza, fazer com que a população brasileira possa olhar a si mesma, e ter a certeza de que a extrema pobreza faça parte do passado brasileiro e não do presente. É por isso que se está trabalhando. É por isso que o Governo Federal está fazendo parcerias com os governos estaduais, municipais, com empresas estatais. Enfim, é uma grande mobilização nacional para que a pobreza extrema faça parte do passado.”

O Plano Brasil sem Miséria inclui as ações do Bolsa Família que atendem 50 milhões de pessoas no país.

De acordo com o secretário Luis Henrique Paiva, este ano, o Bolsa Família deverá receber US$ 10 bilhões, equivalentes a R$ 17 bilhões. Ao todo, o orçamento do programa representa 0,4% do Produto Interno Bruto. (ONU)


Iemenita vencedora do Nobel da Paz pede ajuda da Itália para garantir eleições

◊ Cidade do Vaticano (RV) - Tawakol Karman, iemenita, uma das três vencedoras do Prêmio Nobel da Paz 2011, esteve em Roma nesta segunda-feira para um encontro com o Ministro das Relações Exteriores da Itália, Giulio Terzi Sant’Agata.

Rafael Belincanta acompanhou para a Rádio Vaticano.


Diante de dezenas de jornalistas italianos e também da imprensa internacional, a jornalista Tawakol Karman, 32 anos, falando em árabe e usando o véu islâmico, defendeu a juventude da primavera árabe

“Nós, jovens da primavera árabe, somos o presente e o futuro. Estamos dispostos a construir uma parceria que seja ativa em todos os campos, econômico, social e político, especialmente na luta contra o terrorismo”.

Ela nasceu no Iêmem, país do Oriente Médio, onde as mulheres não podem votar, dirigir ou dormir sozinhas num hotel mas são obrigadas aceitarem casamentos combinados ainda muito jovens. Nessa realidade, ela chamou a atenção do mundo ao se tornar militante do partido de oposição ao presidente depois de ter sido presa, em janeiro do ano passado. E ela deixou claro o que veio pedir ao governo italiano.

“Em nome dos jovens da revolução pedi apoio da Itália para congelar as contas do presidente Ali Abdallah Saleh e que ele seja julgado pela Corte Penal Internacional. Esta medida é a única que pode garantir uma transição pacífica no Iêmem, já que em 21 de fevereiro teremos eleições e o presidente usa suas finanças para disseminar a discórdia que poderá acarretar o fracasso das eleições”.

Na luta pela democracia e pelos direitos humanos, Tawakol Karman disse acompanhar atenta a situação na Síria.

“Pedi ao ministro italiano que chame de volta seu embaixador em Damasco. Acredito que seja o mínimo que se possa fazer para apoiar a grande revolução e defender o povo da Síria. Pedi ainda que o ministro também proceda ao congelamento dos bens do presidente sírio Bashar Al-Assad”.


Cuba expõe peça de arte cristã indígena mais antiga da América

◊ Havana (RV) - Um ambão considerado o exemplar mais antigo de arte cristã indígena da América está em exibição a partir deste domingo em Havana, no Museu dos Capitães Gerais do centro histórica da capital cubana.

A relíquia provavelmente pertenceu ao capelão de Cristóvão Colombo, Bartolomeo de las Heras. A peça foi emprestada durante um ano a Cuba pelo Museu Etnológico Missionário da Santa Sé.

No ato de abertura da mostra, feita no sábado, participaram o Arcebispo de Havana, Cardeal Jaime Ortega y Alamino; o Diretor do Museu Etnológico da Santa Sé, o Padre Nicola Mapelli; entre outros.

Padre Mapelli ressaltou que a exposição do ambão coincide com a próxima visita do Papa Bento XVI à Ilha, de 26 a 28 de março, e com o aniversário dos 400 anos da imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba.

"Esta relíquia constitui um grande exemplo do encontro entre várias culturas e como a arte pode unir os povos", acrescentou o sacerdote.

O ambão foi esculpido por índios tainós na madeira, no formato de uma concha. A concha, na iconografia cristã, se associa à ressurreição e à vida eterna, e para os índios tinha um elevado valor simbólico por seu vínculo aos cultos da água e da fertilidade.

A peça foi doada em 1935 ao Museu da Santa Sé pelo Padre Ernest Baudouy, da Ordem dos Agostinianos da Assunção, com sede em Roma.
(BF)

Enviado da CNBB a Simpósio sobre abusos fala à RV

◊ Roma (RV) - Com a participação de representantes de 110 Conferências Episcopais do mundo, tem início segunda-feira, 6, na Pontifícia Universidade Gregoriana, o simpósio ‘Rumo à cura e à renovação’. Os trabalhos serão abertos pelo Cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, uma das promotoras do encontro.

Estão presentes também os Superiores de mais de 30 ordens religiosas e cerca de 70 especialistas em direito canônico, psiquiatria e psicoterapia que trabalham com as vítimas de abusos e com os agressores.

Em declaração aos jornalistas, sexta-feira, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, observou que este será um “contributo específico” para ajudar a liderança da Igreja Católica a enfrentar estas situações.

Na agenda dos três dias de encontro e reflexão, a portas fechadas, estão previstas intervenções de especialistas em psicologia, direito canônico, teologia e pastoral da Igreja Católica. Uma vítima de abusos dará o seu testemunho, “falando aos delegados sobre a necessidade de escutar as vítimas e das mudanças necessárias para enfrentar melhor o problema”.

O prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet, vai presidir a uma “vigília penitencial”, pedindo o perdão das vítimas.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, enviou um representante para participar do simpósio: o frei carmelita Evaldo Xavier Gomes. Assessor de Direito Canônico da Conferência e pároco da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Belo Horizonte, o frei adianta aos ouvintes da RV o conteúdo de um documento elaborado para orientar o episcopado brasileiro sobre como proceder diante de denúncias de abusos. Para sua formalização, aguarda-se a aprovação da Santa Sé.

Frei Evaldo explica:

“Este é um evento para o qual também foi convidada a CNBB. A presidência me indicou para representá-la, sobretudo porque a CNBB acaba de elaborar um documento para o episcopado no Brasil dando orientações sobre como proceder com relação aos abusos sexuais cometidos por membros do clero, especificamente por clérigos. O documento é muito bem elaborado, é pioneiro em sua divisão.

Este documento é dividido em cinco partes: a primeira trata dos aspectos psicológicos do problema dos abusos sexuais; a segunda parte trata dos aspectos canônicos que envolvem, seja a história da disciplina da Igreja com relação aos abusos de menores, seja a disciplina atual da Igreja, do direito canônico vigente. Aborda também os aspectos civis, do direito civil brasileiro. Em seguida, da relação entre o episcopado e a imprensa diante destes casos, que é sempre um problema gravíssimo. Este documento busca instruir o episcopado e os superiores religiosos sobre como relacionar-se com a mídia diante destes casos. Finalmente, aspectos pastorais: como lidar com este problema diante da pastoral da Igreja, da missão eclesial.

Enfim, aspectos gerais, que seriam como lidar com a pessoa, a pessoa que é vítima do abuso e com a que praticou o abuso sexual. Este é um problema muito grave, uma ferida na Igreja dos nossos tempos, uma ferida que vem à tona, que talvez tenha permanecida oculta, escondida durante séculos; seja pela disciplina seja pelo temor, pela omissão, por vários fatores, e agora vem à tona. Muita gente vê isso com maus olhos, eu acho que é muito bom. O doente só pode curar a sua doença se ele conhece a doença.

De certa forma, a Igreja descobre em si mesma uma espécie de câncer, uma doença a ser curada. Esta doença deve ser curada. O documento da CNBB insiste muito nisso: a oração, a fé, a esperança no amor de Deus como primeiro passo para a cura de todo o mal que existe na pessoa humana. Em síntese, esta mentalidade da Igreja, da nossa mentalidade como católicos. Sendo isso um grande mal, é importante que saibamos identificá-lo para poder combater e curar”.
(CM)